Noite sem Fim
26 Voltar á andar - parte 1
Há quase uma hora, Kagome estava recebendo a visita de InuYasha e Genku, mas naquele momento estava dando mais atenção á antiga colega, Ayumi.
AYUMI – Yuka já não está em um hospital! O que aconteceu com ela foi bem menos grave do que com você.
KAGOME – Se ela está melhor, por que não veio me ver?
AYUMI – Sei lá, Kagome, mas desconfio que a causa seja um belo homem que atende pelo nome de Houjo.
KAGOME – Houjo?! Não está querendo dizer...?
AYUMI – Você sabe muito bem que Yuka sempre gostou de Houjo, mas ela nunca se declarou por que ele gostava de você e...
Nesse momento Ayumi para de falar ao perceber que tinha se esquecido da presença de InuYasha no quarto de hospital, pois achou que ele não gostaria de ouvir uma conversa sobre o fato de outro homem gostar da esposa.
INUYASHA – Não fique assim, Ayumi! Eu sei perfeitamente os sentimentos que Houjo tem pela minha esposa.
KAGOME – Tem não! Tinha! No passado. (ela volta a olhar para Ayumi) – Caso eles se acertem, vai ser maravilhoso.
AYUMI – Eu também acho. (ela sorri) – Nossa antiga colega também merece ser feliz.
INUYASHA – E por falar em colegas suas, olha só quem está chegando.
InuYasha, que estava com Genku sob seu colo, nota a aproximação de Eri, que vinha caminhando pelo corredor acompanhada de Onigumo, eles pareciam conversar agradavelmente, tanto que aparecem sorridentes diante dos outros no quarto e Eri logo vai abraçar Kagome.
ERI – Que bom que está bem, amiga. (ela se afasta para olhá-la) – Que susto que nos deu, hein?
KAGOME – Nem me fale. (ela olha para Onigumo) – Você que trouxe Eri?
ONIGUMO – Sim, foi um pedido de Sango! Eu tinha que passar em um lugar perto da estação Orion e aproveitei para dar uma carona á Eri.
KAGOME – Ah sim! Essa é Ayumi.
ONIGUMO – Muito prazer. (ele se curva á ela) – Meu nome é Onigumo.
AYUMI – Prazer é meu. (ela consente com a cabeça) – Obrigada por apanhar Eri, pois isso era dever meu, mas acabei me esquecendo.
ONIGUMO – Acontece nas melhores famílias. (ele sorri e olha para InuYasha) – InuYasha! Já que está aqui, posso te dar uma carona até a casa de Sesshoumaru.
INUYASHA – Ah sim! Eu agradeço muito.
GENKU – E eu também vou?
INUYASHA – Claro que vai. (ele brinca com o menino e depois olha para a esposa) – Eu já vou indo já que está em boas mãos.
KAGOME – Então vá. (ela da um beijo nele) – Depois me conta os detalhes, ok?
INUYASHA – Ok! E não se esqueça do que te falei.
InuYasha pisca para a esposa e depois, junto com Genku e Onigumo, sai do quarto de hospital para ir á casa do irmão, assim que os três saem do local, Kagome começa a pensar nas palavras do marido, pois ele, sem que Ayumi soubesse, confidenciou as desconfianças da antiga colega em relação ao marido.
KAGOME – “Será que Azuma está envolvido nisso? Se for verdade, pobre Ayumi”. (pensando)
Kagome sabia que aquele era um tema delicado que teria que ser tratado com muito cuidado para não chatear a amiga, mas de repente ela sai de seus pensamentos ao perceber uma troca de sorrisos entre Ayumi e Eri, que perdurava desde que InuYasha e os outros tinham saído.
KAGOME – O que foi? Perdi alguma coisa?
AYUMI – Acho que sim. (ela se aproxima mais de Kagome) – Eu acho que Eri gostou do Onigumo.
ERI – Ayumi! (chamando a atenção dela)
KAGOME – Isso é verdade, Eri?
ERI – A palavra ‘gostar’ é um pouco forte, mas não posso negar que a conversa, que tivemos enquanto estávamos juntos, foi bem agradável.
KAGOME – Percebi isso quando entraram aqui alegremente. (sorrindo) – Acho que quer saber o que sei dele, não é?
ERI – Não que eu esteja interessada, mas se quiser falar. (se fazendo de desinteressada)
KAGOME – Antes de tudo, Eri, você tem que ter a consciência de que Onigumo tem um passado nada recomendável. (ela faz uma pausa antes de voltar a se manifestar) – Ele já foi preso por corrupção ativa, sem falar que já participou de muitas negociatas, tanto que, por muitos anos, ele foi braço direito de um empresário corrupto chamado Naraku.
AYUMI – Acho que já ouvi falar dele.
ERI – Se Onigumo tem um passado tão ruim, por que é amiga dele?
KAGOME – Embora fosse difícil admitir no começo, Onigumo mudou, tanto que foi um grande aliado meu para provar sua inocência, a cinco anos, de InuYasha, que era acusado de matar Kikyou, noiva do próprio Onigumo.
ERI – Onigumo me falou do assassinato da noiva e do filho que ela estava esperando. (ela olha par Ayumi) – Sabia que essa Kikyou é muito parecida com Kagome? (sorrindo enquanto olhava para Kagome)
KAGOME – Esse é um fato que não me agrada muito! Nada pessoal contra Kikyou, ela até que não era má pessoa, mas por ela ter sido namorada de InuYasha! Não gostava quando as pessoas nos comparavam, sabe?
ERI – Imagino.
KAGOME – Eu vou contar algumas histórias disso.
Kagome começou a relembrar vários fatos dela com Kikyou, como o fato de Kikyou ter conseguido trocar, momentaneamente, de identidade com ela para fugir do hospital, entre outros fatos e enquanto isso no lado de fora do hospital, depois de ajudar InuYasha a entrar em seu carro, Onigumo foi para a direção do veículo enquanto eles falavam da conta bancária de Miroku no exterior.
INUYASHA – É verdade que Sango pode utilizar esse dinheiro?
ONIGUMO – Sim, eu falei que ela devia pensar na saúde frágil de Tamira e usar esse dinheiro para uma eventual operação ou cirurgia.
GENKU – Tamira vai ser operada, papai?
INUYASHA – Não Genku! É só uma idéia do Onigumo! Quem decide isso é Sango. (ele sorri) – Sua namorada vai ficar bem. (rindo)
GENKU – Quem disse que Tamira é minha namorada?
INUYASHA – Não é? Então por que toda essa preocupação?
GENKU – Por nada. (ele cruza os braços e fica emburrado) – E para que eu iria querer uma namorada? As meninas só dão trabalho e não consigo entendê-las.
INUYASHA – Acredite, Genku! Isso não muda quando ficam mais velhas. (sorrindo)
ONIGUMO – Ouça a voz da experiência, Genku.
INUYASHA – E por falar em voz da experiência, Onigumo, eu percebi que estava rolando algo entre você e Eri.
ONIGUMO – Não sei do que está falando?
INUYASHA – Acho que sabe sim.
ONIGUMO – Sabe, Genku! Acho que seu pai está se revelando um tremendo alcoviteiro.
GENKU – Alcoviteiro?! O que é isso? (perguntando aos dois)
INUYASHA – Ótimo Onigumo! Agora o ‘pepino’ de explicar isso fica comigo.
ONIGUMO – Pode deixar isso comigo. (ele se vira para Genku) – Genku! Alcoviteiro seria uma pessoa que gosta de juntar duas pessoas para namorar! É o que ele está fazendo em relação á você com Tamira e á mim com relação á amiga de sua mãe.
InuYasha deu um leve sorriso ao escutar a explicação, convenientemente inocente, de Onigumo sobre a palavra ‘alcoviteiro’ e depois disso, Onigumo da à partida em seu carro para que saíssem dali rumo á casa de Sesshoumaru e naquele exato momento o celular de InuYasha começa a tocar e vendo, pelo visor, o numero do celular de Shippou, ele decide atender com o carro já em movimento.
INUYASHA – Shippou! Conseguiu decodificar a mensagem que Soten enviou?
SHIPPOU – Sim! Ela não é muito específica, mas dá as coordenadas de um lugar que ainda não sei qual é.
INUYASHA – Assim que descobrir, me liga, está bem?
SHIPPOU – Sim senhor.
InuYasha desliga seu celular e volta a dar atenção á Genku e Onigumo, que estava dirigindo o carro.
INUYASHA – Onigumo! Posso te fazer uma pergunta?
ONIGUMO – Faça.
INUYASHA – Você ainda mantém aberto aquele laboratório que Kikyou montou?
ONIGUMO – Sim! Desde que ela foi assassinada, mantenho tudo que lembre ela, mas por que o interesse nisso agora?
INUYASHA – Depois eu te falo. (ele não queria falar naquilo na frente de Genku) – Depois poderia me levar até lá?
ONIGUMO – Tubo bem.
Embora estranhasse tal pedido, Onigumo não tinha motivos para não atendê-lo, já que InuYasha e seus amigos o ajudaram muito durante esses cinco anos sem Kikyou e enquanto isso, já em casa, mais precisamente no escritório particular do pai, Satsuki conversava com Sesshoumaru, que tentava explicar suas razões para ter beijado Momiji.
SATSUKI – Então era isso? Só queria ganhar a confiança dela?
SESSHOUMARU – Isso! Como não consegui contato com Jinenji, achei que tinha que mudar de plano! Não foi nada planejado.
SATSUKI – Ou seja, o senhor tirou proveito de sua colega ter uma queda pelo senhor, não é?
SESSHOUMARU – O que fiz foi errado, querida! Tem toda a razão! Rin tem todo direito de ficar brava comigo, mas você não tem! Eu não te traí.
SATSUKI – Mas mostrou como vocês, homens, agem quando precisam alcançar á um objetivo quando envolve uma mulher na jogada.
SESSHOUMARU – Não é bem assim, Satsuki! Está falando igual á Kagura! Assim vai acabar se tornando uma mulher amargurada.
SATSUKI – Isso é típico de homem.
SESSHOUMARU – Não é não, mocinha! Só para ter uma idéia, Momiji mantinha um romance com um rapaz que era uma fonte dela! Ela fez tudo isso para conseguir o máximo de informação, ou seja, ela agiu como agir no passado, portanto isso não é coisa só de homem, as mulheres não são só usadas, elas usam também, mas acho que no fundo sabe disso.
SATSUKI – O que o senhor quer dizer?
SESSHOUMARU – Estou falando de Shippou! Embora não admita publicamente, eu sempre soube que você comandava a relação com ele! Aquele garoto já fez muita loucura por você ou já se esqueceu daquela vez que ele te ajudou para que fugisse a fim de encontrar com alguém que você pensava que era sua mãe?
SATSUKI – Eu me lembro disso! Foi uma prova e tanto de que ele gostava de mim.
SESSHOUMARU – E olha que vocês só tinham oito anos de idade! Agora eu te pergunto, você não o usou para chegar ao seu objetivo? Qual é a diferença entre o que fiz e o que você fez?
Satsuki sabia que o pai falava a verdade, ainda mais que ele citou apenas um caso, pois houve outros em que Shippou compactuou com as muitas loucuras de Satsuki, tudo em nome do amor, isso fazia a filha de Sesshoumaru pensar cada vez mais em Shippou.
SATSUKI – Eu achei que não gostava dele.
SESSHOUMARU – Eu não gostava dele não por ele e sim pelo simples fato dele ser o garoto que conquistou seu coração. (ele se afasta um pouco) – Isso é aquela coisa de pai que quer sempre proteger suas filhas, mas você já está crescida e não posso mudar esse fato.
SATSUKI – Pai.
SESSHOUMARU – E sei também que isso vai acontecer um dia com Sara. (ele respira fundo) – Por você estar crescida é que estou falando os motivos de eu ter feito que fiz! Fiz por você, por Rin, por Sara, pela minha família! As pessoas que tentaram encobrir aquela conspiração quase te mataram, Satsuki e isso eu não perdôo, pois com minha família ninguém vai mexer impune.
SATSUKI – Acho que estou te entendendo, mas quanto á Rin...
SESSHOUMARU – Rin é um assunto meu! Ela sim tem motivos de sobra para ficar brava, mas eu a amo e farei o que for possível e o impossível para ficarmos juntos.
Um sorriso se forma no rosto de Satsuki depois de ouvir aquelas palavras do pai, ela percebeu que estava mitificando os homens, assim como sua mãe fazia e se sentindo mais a vontade, ela foi abraçá-lo.
SATSUKI – Já que estamos abrindo o jogo e sendo sinceros um com o outro, eu tenho algo á falar sobre Rin.
SESSHOUMARU – O que foi, querida? (ela deixa de abraçá-lo)
SATSUKI – Acho que esse beijo que deu em sua colega foi apenas a gota que fez a água do copo transbordar.
SESSHOUMARU – Está falando que ela tem outros motivos para se separar de mim.
SATSUKI – Eu não sei bem, pai, mas parece que Rin já andava meio chateada com a vida de dona de casa, afinal ela tinha uma carreira.
SESSHOUMARU – Isso se deve ao nascimento de Sara! Achei que ela estava feliz com isso e...
SATSUKI – Melhor prestar mais atenção nos desejos de sua esposa. (ela da um beijo no rosto dele) – Obrigada.
SESSHOUMARU – Pelo que?
SATSUKI – Por me contar tudo com todos os detalhes, quando fez isso, me tratou como adulta e não mais como criança. (ela se afastar para sair do escritório) – Tchau.
SESSHOUMARU – Vai sair, filha?
SATSUKI – Não! Tenho que resolver um assunto pendente.
Satsuki manda um beijo de longe para o pai e em seguida sai do escritório, Sesshoumaru, mesmo sem entender a pressa da filha, fica feliz que tenha se entendido com ela e enquanto isso no departamento de polícia, Sango falava, através do celular, com Zakira enquanto esperava por Guy, que tinha ido buscar os arquivos do caso do estrangulador.
SANGO – Isso foi só uma idéia, Zakira! Não achei que iria ficar tão chateado.
ZAKIRA – E como você quer que eu não fique chateado em colocar em dúvida as minhas capacidades médicas? Tamira não precisa ser operada ou ir para o exterior.
SANGO – Eu só estou pensando na saúde da minha filha! Você tem que me entender.
ZAKIRA – Eu já fiz todos os exames nela e Tamira não tem nenhum problema grave! A instabilidade da saúde dela não é nada de anormal.
SANGO – Mesmo assim estou inclinada a seguir os conselhos de Onigumo e, além disso, não tem nada demais uma nova opinião médica! Não é isso que vocês, médicos, vivem dizendo?
ZAKIRA – Ok! Ok! Já que parece decidida a ignorar minha opinião, pelo menos me avise quando decidir procurar outro médico, pois eu darei pessoalmente os laudos de todos os exames que fiz em sua filha.
SANGO – Claro! Farei isso, mas não fique chateado comigo.
ZAKIRA – Não vou ficar, mas é que você e Tamira são importantes para mim.
SANGO – É tocante sua preocupação com minha filha. (ela percebe a chegada de Guy na sala) – Eu tenho que desligar, Zakira! O dever me chama! Um beijo.
ZAKIRA – Outro.
Sango desliga seu celular ao observar Guy colocando a pilha de papeis, que era todo o trabalho de investigação sobre o estrangulador, em cima da mesa.
SANGO – Tudo isso? (olhando a pilha)
GUY – É sim! Tem a investigação de casos de desaparecidos, pois acreditamos que existem mais vítimas e também fizemos outra lista de suspeitos, muito maior do que a anterior, algumas centenas de nomes.
SANGO – Isso é muita gente para investigar! Precisamos diminuir essa lista e de preferência em apenas um dígito.
Embora ainda pensasse na saúde da filha, Sango sabia que aquela decisão podia esperar, mas o caso do estrangulador, não e assim se concentrou no trabalho e enquanto isso no Hospital Memorial, Kagome acabara de contar o passado criminoso de Onigumo para as antigas colegas, principalmente para Eri, que parecia interessada nele.
ERI – Mas você disse que ele mudou, correto?
KAGOME – Sim! Ele mudou sim e o sofrimento, que ele sentiu pela morte de Kikyou, prova isso.
ERI – Está dizendo que ele nunca mais se relacionou com ninguém depois disso?
KAGOME – Que eu saiba, não. (ela sorri) – E ainda diz que não está interessada.
AYUMI – Se vai gostar de alguém é sempre bom saber o máximo da pessoa amada, ouviu Eri?
ERI – Ta!
Kagome sorri quando Ayumi toca naquele assunto, era a desculpa perfeita para puxar o assunto que ela realmente queria tocar.
KAGOME – Por falar nisso, Ayumi! Você não sabe tudo sobre seu marido.
AYUMI – Um pouco.
KAGOME – Ele já conhecia Ryukosei?
AYUMI – Acho que não! Pelo menos ele me disse que não.
KAGOME – Você nunca o ouviu falando no nome de Ryukosei ou lago parecido?
AYUMI – Não, mas o que é isso, Kagome? Parece um interrogatório.
KAGOME – Desculpe, Ayumi, mas acho que isso é um dos efeitos colaterais de se entrar na política! Você quer saber de tudo sobre seus adversários.
Kagome sorriu para que Ayumi não percebesse suas intenções, pois sabia que Ayumi não acreditaria na possibilidade do marido fazer parte de alguma conspiração e naquele momento, o médico entrou no quarto.
MÉDICO – Agora deixem minha paciente descansar.
AYUMI – Claro. (ela voltas a olhar para Kagome) – A gente vem outro dia. (dando um beijo no rosto dela)
KAGOME – Ta, mas acho que amanhã saio daqui. (ela se lembra de algo) – Ah sim! Dêem lembranças minhas á Yuka.
ERI – Daremos! Saúde, amiga.
Eri também da um beijo no rosto de Kagome e depois se junta á Ayumi para irem embora deixando a esposa de InuYasha sozinha com seu médico.
KAGOME – E aí, doutor? Poderei sair amanhã?
MÉDICO – Vamos deixá-la sob observação, mas acredito que amanhã poderá voltar para casa.
KAGOME – Ótimo! (o médico ia sair, mas acaba ficando para falar algo)
MÉDICO – Tenho uma coisa que preciso falar com a senhora.
KAGOME – Sim?
MÉDICO – Como médico, eu tenho a obrigação de recomendar que desista da campanha política, pois o estresse dessa vida pode complicar sua saúde.
KAGOME – Eu compreendo, doutor, mas...
MÉDICO – Deixe-me terminar, por favor! Faria isso como médico, mas como eleitor, desejo de todo coração que consiga vencer as prévias de seu partido e seja escolhida como candidata e mais ainda desejo que seja a próxima prefeita dessa cidade.
KAGOME – Obrigado doutor! (ela sorri) – Essas palavras significam muito para mim.
O médico sorri e depois sai do quarto deixando Kagome satisfeita com o que acabou de ouvir, mas ela para de sorrir quando se lembra do que está acontecendo com ela.
KAGOME – “Poderei ser prefeita se não me matarem antes”. (pensando)
UMA HORA DEPOIS
InuYasha, Onigumo e Genku finalmente chegam á casa de Sesshoumaru e foram direto ao escritório particular do jornalista onde ele e Tanuki, assessor político de Kagome, já estavam analisando o relatório sobre Zuza feito pela Interpol.
SESSHOUMARU – Chegaram em boa hora.
INUYASHA – Já deram uma lida no relatório?
TANUKI – Sim e você não faz idéia do perigo que representa esse tal de Zuza e...
Tanuki para de falar ao perceber a presença de Genku, vendo isso, InuYasha muda de assunto e usa como gancho a ausência de alguém na reunião.
INUYASHA – Onde está Rin e as meninas?
SESSHOUMARU – Acho que ela decidiu ficar no apartamento de Sango, ou seja, não quer ter muita convivência comigo.
INUYASHA – Entendo. (ele se vira para o filho postiço, olhando nos olhos do menino) – Genku! Por que não vai assistir TV na sala?
GENKU – Posso, tio?
SESSHOUMARU – Claro! Fique á vontade.
GENKU – Ta! A conversa de adulto é chata mesmo.
Genku sorri para todos e em seguida sai do escritório deixando os adultos para conversarem.
ONIGUMO – O menino já saiu! (ele olha para Tanuki) – Que perigo é esse que Zuza representa?
TANUKI – Para começo de conversa, ele já foi contratado de Naraku.
INUYASHA – Isso eu já sabia! Miroku me falou.
SESSHOUMARU – Mas Miroku falou que esse Zuza é um ex. interno de um manicômio que foi usado por Urasue.
INUYASHA – O que?! Manicômio?! Mas como um sujeito desses está á solta?
SESSHOUMARU – E não é só isso, pois ele não está sozinho! Recentemente a Interpol ligou Zuza á Natsume e Kageroumaru.
INUYASHA – Provavelmente esses dois também estejam por trás da tentativa de matar Kagome. (ele olha o relatório)
SESSHOUMARU – Infelizmente não há nenhuma ligação de Zuza com Ryukosei.
INUYASHA – Talvez não tenha ligação, pois a conspiração de que Natsume era membro ia contra os objetivos de Toukaijin e conseqüentemente de Ryukosei.
SESSHOUMARU – É! Acho que tem razão e...
Aquela conversa é interrompida pelo som do toque do celular de InuYasha, que ao ver, no visor do aparelho, o número do celular de Shippou, atente imediatamente.
INUYASHA – Shippou! Conseguiu o endereço?
SHIPPOU – Sim! É de um prédio residencial no centro da cidade, mas tem algo que me chamou a atenção.
INUYASHA – O que?
SHIPPOU – No meio das mensagens existem várias menções á letra X.
INUYASHA – E daí?
SHIPPOU – Acontece que o mascarado, que enfrentei, tinha uma letra X na mascara! Provavelmente ele vai voltar a atacar.
INUYASHA – Bom trabalho, Shippou.
SHIPPOU – Ainda não! Estou indo para lá e quem sabe acertas as contas com aquele mascarado.
INUYASHA – Não se precipite, Shippou.
SHIPPOU – Mas...
INUYASHA – Nada de mas! Agora fale qual é o endereço do prédio. (ele pede, com gesto, á Tanuki uma folha de papel)
SHIPPOU – Avenida Linux 4809.
INUYASHA – Ok! (ele anota no pedaço de papel) – Olha Shippou! Eu não quero que vá ainda á esse lugar! Pelo menos não enquanto não acabarmos com essa reunião! Você me promete?
SHIPPOU – Ok! Ok! Eu prometo.
Shippou ouve o som da campainha e, sem desligar o celular, vai atender a porta e ao olhar pelo ‘olho mágico’ da porta, ele vê, para sua surpresa, Satsuki, a surpresa foi tanta que ele ficou sem palavras, o que chamou a atenção de InuYasha.
INUYASHA – Shippou! Ainda está aí?
SHIPPOU – Sim! Não se preocupe, InuYasha! Eu acerto as contas com aquele mascarado, outra hora, pois tenho contas a acertar com outra pessoa.
INUYASHA – Eu te ligo quando encontrarmos algo mais relevante.
SHIPPOU – Ta!
Shippou desliga seu celular, respira fundo e em seguida abre a porta, assim Satsuki aparece diante dele, toda sorridente, mas ele não estava sorrindo.
SHIPPOU – O que faz aqui?
SATSUKI – Acho que temos muito que conversar! Posso entrar?
SHIPPOU – Claro.
Shippou se afasta um pouco da porta para dar passagem á Satsuki que entra na residência e enquanto isso na casa do irmão, InuYasha dava á ele o CD com todas as mensagens que Soten enviou á Shippou.
INUYASHA – Sesshoumaru! Quero que você e Tanuki cuidem disso.
SESSHOUMARU – Mas e você?
INUYASHA – Onigumo e eu temos que ir á outro lugar.
ONIGUMO – No que está pensando, InuYasha?
INUYASHA – No caminho eu te explico. (ele volta a olhar para o irmão e Tanuki) – Tentem achar alguma ligação entre o relatório e as informações de Soten.
SESSHOUMARU – Ta bom!
InuYasha se retirou do escritório e mesmo sem entender seus motivos, Onigumo o seguiu e enquanto isso Shippou e Satsuki estavam sentados no sofá, um de frente ao outro, mas devido ás brigas que tiveram, estavam em silêncio desde que ela entrou, e coube á ele se manifestar.
SHIPPOU – Vai falar o que veio fazer aqui?
SATSUKI – Vim aqui seguir os conselhos de Maya. (ela se levanta para se aproximar dele) – Eu quero dizer que não consigo parar de pensar em você desde o que aconteceu ontem entre nós.
SHIPPOU – Mesmo?! Você tem uma forma estranha de demonstrar isso. (ele se levanta também) – Você transa comigo e depois diz que não quer nada comigo, agora vem aqui dizendo que não consegue me esquecer. (ele a encara) – O que quer de mim, Satsuki? Quer me deixar louco?
SATSUKI – Eu sei que é difícil de entender, mas existe uma explicação para a minha atitude.
SHIPPOU – Tem razão, Satsuki! Concordo com você! É difícil de entender. (ele abaixa o olhar) – Ou talvez não.
SATSUKI – O que quer dizer? (ele volta a levantar o olhar depois da pergunta dela)
SHIPPOU – Você gosta de brincar, de brincar com meus sentimentos.
SATSUKI – Não é assim, Shippou! (ela respira fundo) – Eu te amo.
Shippou tão incrédulo quanto surpreso por ouvir aquela declaração, ainda mais depois do que houve entre eles, Shippou até pensou em responder com alguma ironia, mas não teve tempo, pois Satsuki o beijou, no começo ele não queria corresponder, mas depois começou a ceder ao gesto que foi se prolongando até que eles se separaram para tomar fôlego.
SATSUKI – A Maya disse que eu me apaixonei por você de novo, mas a verdade é que me apaixonei por outra pessoa, pois você agora é outra pessoa, não é mais o Shippou de antes.
SHIPPOU – Mesmo?!
SATSUKI – Mesmo! (ela coloca os braços em volta do pescoço dele) – Eu quero ficar com você hoje de novo, pois eu sei que a casa está vazia de novo.
SHIPPOU – Não! Não está, pois há nós dois.
Shippou e Satsuki se beijam e depois ele a guia até seu quarto onde eles transariam novamente e enquanto isso, InuYasha estava novamente no carro de Onigumo, que queria saber o que ele pretendia.
ONIGUMO – Para onde vamos?
INUYASHA – Ao laboratório de Kikyou! Lá temos muito que fazer, meu caro.
InuYasha exibe a caixa que continha a jóia de quatro almas e os estudos realizado por Tsubaki á respeito dos efeitos da jóia.
Próximo capítulo = Voltar á andar – parte 2
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