Noite sem Fim

27 Voltar á andar - parte 2


Em seu esconderijo, Natsume tinha acabado de sair da cela onde estava o prisioneiro secreto, ao fazer isso, nota Kageroumaru correndo em sua direção.

NATSUME – O que foi, Kageroumaru?

KAGEROUMARU – Temos um problema! Zakira ligou dizendo que Sango pretende levar a filha para ser examinada por algum cirurgião no exterior.

NATSUME – Ela tem condições de fazer isso?

KAGEROUMARU – Agora sim, pois, segundo Zakira, Onigumo descobriu uma conta secreta de Miroku no exterior e Sango pode usar esse dinheiro.

NATSUME – Onigumo! Aquele vira casaca. (com raiva) — Ok! Vamos ter que adiantar ainda mais a operação. (ela chega mais perto dele) – Não mencione isso para Zuza! Ele é instável demais e pode colocar tudo a perder com essa obsessão em matar Kagome.

KAGEROUMARU – Claro. (ele olha ao redor) – E por falar em Zuza, onde ele está?

NATSUME – Estava no quarto dele! Deixe-o lá, assim não incomoda ninguém.

KAGEROUMARU – OK! Vai falar com a arma X?

NATSUME – Sim. (ela começa a se afastar) — Cuide do nosso prisioneiro.

Kageroumaru entra na sala onde Natsume acabou de sair, por sinal, a antiga advogada e amante de Naraku entra em outra sala onde estava o mascarado conhecido como arma X, ele estava de costas olhando, através da janela, o horizonte.

NATSUME – Você vai sair agora!

X – Mas a missão não era só amanhã? (sem se virar)

NATSUME – Mudanças de planos.

X – Mas por que mudou? (ainda sem se virar)

NATSUME – Isso não te interessa! A sua obrigação é cumprir a missão sem questionar.

Depois de ouvir essas palavras, o mascarado se virou e em seguida acompanhou Natsume e enquanto isso, Onigumo e InuYasha já estavam dentro do laboratório que Kikyou tinha montado antes de ser assassinada e lá, Onigumo arrumava os vários equipamentos do local como se quisesse fazer uma experiência enquanto InuYasha o instruía com os estudos de Tsubaki em mãos.

ONIGUMO – Isso que está propondo é uma loucura, InuYasha! (ligando fios e mais fios) — Você pode morrer e...

INUYASHA – Isso não vai acontecer se seguir as instruções. (ele admirava as instalações do local) – Poxa! Esse laboratório está muito bem equipado, meus parabéns, Onigumo.

ONIGUMO – Eu nem sei por que fiz isso! Cuidar de um lugar assim só me faz lembrar ainda mais de Kikyou.

Depois da dissolução da conspiração comandada por Toukaijin e Kanna, tanto o Grupo Naraku como a empresa Tesseiga foram fragmentados para diminuir os prejuízos dos acionistas das duas empresas e coube á Onigumo comandar essa operação, esse é o trabalho dele há cinco anos, o laboratório que Kikyou montou com a ajuda da Tesseiga faz parte desse pacote, por isso ele manteve o laboratório como sua amada deixou.

INUYASHA – Mas esse laboratório veio bem a calhar, Onigumo.

ONIGUMO – Não acha que deveria falar isso com Kagome e Shippou?

INUYASHA – Não porque não estou fazendo isso só por eles! Por mim também.

ONIGUMO – Mas...

INUYASHA – Mesmo não admitindo isso! Shippou ainda não está preparado para assumir o papel de Motoqueiro Noturno! Ele levou uma surra daquele mascarado! Não posso permitir que isso aconteça de novo.

ONIGUMO – E por isso vai usar a jóia?

INUYASHA – Sim. (Onigumo acaba de arrumar tudo)

ONIGUMO – Pronto. (ele olha com receio para InuYasha) – Tem certeza que quer fazer isso? Você pode até piorar e...

INUYASHA – Já está decidido, Onigumo! Nós já conversamos sobre isso durante a viagem.

ONIGUMO – Eu só aceitei te ajudar, pois sabia que tentaria isso sozinho.

Nesse momento o celular de InuYasha começa a tocar, era Sesshoumaru do outro lado da linha.

INUYASHA – Descobriu mais alguma coisa, Sesshoumaru?

SESSHOUMARU – Sim! Usando meus contatos como jornalista, descobri os nomes de todos os moradores do prédio e um me chamou a atenção.

INUYASHA – Qual?

SESSHOUMARU – Se lembra de Yura?

INUYASHA – Claro que me lembro! Ela era namorada de Gatenmaru e também uma contratante independente que vendeu especificações para a Ordem da Espada Morta há cinco anos.

SESSHOUMARU – É possível que ela esteja trabalhando para Natsume, não acha?

INUYASHA – Pode ser, mas o que me intriga é aquele mascarado! Talvez Yura seja o mascarado.

SESSHOUMARU – Mas não há informação de que Yura saiba lutar, mas já que o Shippou tomou seu lugar, não seria bom enviá-lo para lá e verificar essa informação?

INUYASHA – Não! Melhor deixar Shippou fora disso.

SESSHOUMARU – O filho é seu e você é quem sabem. (ele olha para a sala onde estava Genku assistindo TV) – Genku fica perguntando onde você está, o que digo á ele?

INUYASHA – Fala que estou ocupado e que volto já.

SESSHOUMARU – O que você está aprontando, InuYasha?

INUYASHA – A gente se fala depois, Sesshoumaru.

InuYasha desliga seu celular, deixando Sesshoumaru intrigado com a atitude do irmão e Tanuki percebeu isso ao olhar para o jornalista.

TANUKI – O que acha que InuYasha está fazendo?

SESSHOUMARU – Esse que é o problema! Não tenho a menor idéia, mas ele fez questão de deixar Shippou fora disso e imagino que fez o mesmo com Kagome. (ele olha para o lado) – Mentir para a pessoa amada não é uma boa política.

Embora Sesshoumaru falasse de InuYasha, Tanuki sabia que o jornalista falava de si mesmo por causa da briga que teve com Rin por causa do beijo que deu em Momiji e enquanto isso, depois de falar com o irmão, InuYasha estava convicto do que ia fazer no laboratório de Kikyou.

INUYASHA – Está pronto para me ajudar, Onigumo?

ONIGUMO – Não, mas vou fazer assim mesmo e rezo á Kami-sama que nada de mal aconteça contigo.

E assim Onigumo pega InuYasha no colo e o coloca deitado de bruços em cima da mesa e em seguida ele pega a jóia de quatro almas de dentro da caixa para colocá-la bem em cima da coluna vertebral de InuYasha, depois ligou os vários fios, alguns em InuYasha e outros na jóia para em seguida se dirigir ao painel de controle.

ONIGUMO – Espero que os anos de convivência com Kikyou tenham me dado a experiência necessária para realizar algo desse tipo.

INUYASHA – Faça logo! (com os olhos fechado)

ONIGUMO – Vamos lá.

Onigumo aperta o botão, que ativa todos os equipamentos, que, posteriormente produzem uma corrente elétrica que passou pelos fios chegando á InuYasha e também á jóia de quatro almas fazendo com que ambos brilhassem e enquanto isso Shippou e Satsuki tinham acabado de transar no quarto do rapaz, como fizeram na noite anterior, ambos estavam suados e extasiados, principalmente Satsuki, que estava sorrindo de orelha á orelha, deitando sua cabeça no peito dele.

SATSUKI – Eu queria que esse momento não acabasse nunca. (ela beija o peito dele)

SHIPPOU – Mas tudo acaba, Satsuki. (olhando para o lado)

SATSUKI – Eu sei, mas esses momentos devem ser mais freqüentes, pois voltaremos a ser namorados. (ela olha para ele) – Por falar nisso, eu preciso te contar algo.

SHIPPOU – Mesmo?! (ele faz com que ela saia de cima dele) – Isso terá que ficar para depois. (ele olha para ela) – Melhor voltar para sua casa.

Satsuki começou a ver uma cena que a surpreendera, Shippou se levantando da cama e começando a vestir suas roupas como se nada tivesse acontecido ali.

SATSUKI – Do que está falando Shippou? A tia Kagome ainda está no hospital e o tio Inu vai demorar na casa do meu pai, portanto temos muito tempo e...

SHIPPOU – Eu tenho que sair.

Satsuki sorri e enrolada em um lençol, por estar nua, se levanta da cama para ir até Shippou a fim de dar um beijo nele, mas ao fazer isso, ele se desvia do beijo.

SATSUKI – O que houve, Shippou?

SHIPPOU – Nada! Eu já fiz o que tinha que fazer.

Shippou se afasta de Satsuki para se sentar na cama a fim de calçar os tênis, nisso a filha de Sesshoumaru começa a analisar a frase dita pelo rapaz com quem acabou de transar, olhando-o com incredulidade diante da conclusão de sua analise.

SATSUKI – Você só quis transar comigo?! Por quê?

SHIPPOU – Por ontem.

SATSUKI – Vingança?! Então transou comigo para se vingar de mim? Para me tratar como eu te tratei ontem? É isso, Shippou?

SHIPPOU – É! (ele se levanta depois de calçar os tênis)

SATSUKI – Mas eu vim aqui pedir desculpas! Pedir perdão pelas coisas horríveis que disse á você ontem! Dizer que te amo como nunca amei antes e...

SHIPPOU – Ah! Para com isso, Satsuki! Você não ama ninguém além de si mesma.

SATSUKI – Não. (uma lágrima cai de seus olhos) – Isso não é verdade. (ele enxuga a lágrima) – Não pode me tratar assim.

SHIPPOU – Dê-me licença, por favor.

Shippou queria sair do quarto, mas Satsuki se coloca em sua frente, impedindo que ele prosseguisse.

SATSUKI – Você está mudado, Shippou! Nem parece o Shippou que conheci há dez anos.

SHIPPOU – Estou mudado?! E a culpa é de quem? Não fui eu quem pisou no nosso amor! Não fui eu quem desistiu dele na primeira crise! Não fui eu quem mudou primeiro! Foi você, Satsuki! Você mudou e você me mudou.

SATSUKI – Não tem o direito de jogar toda a responsabilidade em mim.

SHIPPOU – Você não entende, Satsuki? Eu corri atrás de você como um cachorrinho obediente por anos e anos, mesmo quando tinha acabado o namoro, eu sempre te venerava, sempre queria a reconciliação, eu suportei quando entregou, á sua irmã, os brincos que comprei, mas eu não podia deixar passar a humilhação que me fez passar ontem.

SATSUKI – Você quis que eu passasse pelo que passou? Vingança pura e simples! (ela sai da frente dele) – Mas que patife está se mostrando, Shippou.

SHIPPOU – E com quem acha que aprendi?

Satsuki que tentava segurar as lágrimas, não agüentou mais e um rio de lágrimas percorreu seu belo rosto ao ouvir aquelas palavras do rapaz que amava, ela se sentia humilhada á tal ponto que desferiu um tapa nele, mas Shippou segura a mão dela antes, impedindo-a.

SHIPPOU – Não vai me dar outro tapa! (ele a solta) – Como disse, melhor voltar para sua casa. (ele abre a porta do quarto) – Ao contrário de ontem, que me pediu para não falar com ninguém, pode contar á quem quiser sobre o que aconteceu aqui.

SATSUKI – Sai daqui!

Satsuki joga vários objetos, que encontrou á mão, em Shippou, mas nenhum acerta o acerta e em seguida a filha de Sesshoumaru, ainda coberta apenas por um lençol, encosta na porta se arrastando na mesma até ficar sentada chorando diante da atitude do ex. namorado e enquanto isso no departamento de polícia de Tóquio, Sango tinha acabado de ler todo relatório do caso do estrangulador e o detetive Guy esperava sua opinião.

GUY – O que faremos?

SANGO – Precisamos descobrir quem foi a primeira vítima.

GUY – Por quê?! Qual a importância de saber disso? Vítima é vítima e...

SANGO – Não é assim, detetive! Esse estrangulador, seja quem for, não começou a matar de uma hora para outra! Ele começou com alguém, alguém que conhece, que via todos os dias.

GUY – Então está dizendo que o estrangulador é parente da primeira vítima?

SANGO – Não necessariamente, pois pode ser também algum vizinho ou até colega de trabalho, mas é provável que eles se vissem com certa freqüência.

GUY – Nunca pensei nessa possibilidade.

SANGO – Mas vamos fazer isso agora, antes que ele ataque de novo.

GUY – Mas agora ele vai demorar a atacar, pois segundo seu ‘modus operandis’, ele ataca uma vítima por mês.

SANGO – Esse miserável está brincando com a polícia! Ele se excita com isso e... (ela vê algo que chama sua atenção) – Detetive! Quero que identifique a primeira vítima e depois faça uma lista com os nomes de todos os parentes dela e também colegas de trabalho e depois cruze essa lista com a lista de suspeitos que temos.

GUY – Ok!

Enquanto Guy foi fazer o que Sango mandou, ela, por sua vez, saiu da sua sala, pois a cena que ela tinha visto era do seu velho mentor, Akira, saindo na sala do capitão, e por isso ela foi até ele, que lança um sorriso ao ver a detetive.

SANGO – Senhor Akira. (ela se curva para ele)

AKIRA – Sango! Estava indo até sua sala mesmo! Fiquei sabendo de sua recontratação! Meus parabéns.

SANGO – Obrigada! Não sabia que o senhor ia vir hoje ainda.

AKIRA – Quanto mais cedo fizer isso, mais informações eu tirarei da Segurança Interna.

SANGO – Eu queria fazer um pedido ao senhor. (ela o puxa para um canto) – Eu quero que o senhor não passe as informações sobre a investigação da morte de Jinenji para Azuma e sim, diretamente, para mim e...

AKIRA – Mas passar as informações para você foi exatamente o que Azuma me recomendou.

SANGO – O que? (surpresa com o que ouviu)

AKIRA – Isso mesmo! Azuma disse com essas palavras. (ele nota o olhar de incredulidade dela) – Percebo que ainda guarda magoas dele.

SANGO – Você sabe o que ele me fez.

AKIRA – Sim, eu sei! Seu pai nunca mais a olhou como antes, mas você pediu por isso.

SANGO – O que?! O senhor vai ficar do lado dele? Se ele achasse que eu prejudicaria meus colegas policias, ele poderia muito bem falar comigo antes e me alertasse dos objetivos de Sesshoumaru, mas ele preferiu falar com meu pai.

AKIRA – OK! Ele poderia fazer isso, mas eu não acredito que ele seja uma pessoa má. (ele sorri) – Agora mesmo você citou o jornalista Sesshoumaru! Apesar do que tiveram no passado, hoje são amigos. (ele começa a se afastar para ir embora) – Devia fazer o mesmo com Azuma.

Sango ficou parada observando o antigo mentor ir embora e em seguida olha para trás e vê Azuma encostado na porta observando a cena e vai até ele.

SANGO – Saiba que ainda não confio em você.

AZUMA – Eu já disse que não me importo.

SANGO – Sei.

Sango se afasta para novamente se juntar á Guy para continuarem na investigação do caso do estrangulador e enquanto isso Shippou estava no porão do restaurante de InuYasha onde acabara pegar o uniforme de Motoqueiro Noturno.

SHIPPOU – Agora é hora da revanche, senhor mascarado! Hoje vai ser diferente.

Com o uniforme em mãos, Shippou tirava algumas coisas de dentro dele e já estando pronto para sair e enfrentar novamente o mascarado, conhecido como arma X, o rapaz teve uma idéia de chegar ao local mais rápido.

SHIPPOU – “Eu posso usar a moto dele”.

Shippou se lembrou que InuYasha guardava a chave da moto em seu quarto, devido ao seu estado, nunca mais foi usada, mas mesmo assim nunca pensou em vendê-la ou dá-la e assim, Shippou voltou para o interior da casa e ao fazer isso, ele vê Satsuki, já vestida, descendo as escadas que davam acesso ao seu quarto.

SHIPPOU – Pensei que já tinha ido.

SATSUKI – Hunf.

Satsuki vira o rosto ao vê-lo, nisso Shippou sente uma ponta de arrependimento pelo que fez, aquilo ia contra tudo que Kagome lhe ensinou em relação á respeitar as mulheres, mas já era tarde demais, já tinha dito tudo que disse á ex. namorada.

SHIPPOU – Não tenho tempo para isso.

Shippou se lembra do que tem que fazer e vai á direção do quarto dos pais, nisso a filha de Sesshoumaru percebe o uniforme nas mãos do ex. namorado o que a faz se manifestar antes que Shippou adentrasse no quarto do pai.

SATSUKI – Então é por isso que tem que sair? Uma missão para o novo Motoqueiro Noturno? (ele se vira para ela)

SHIPPOU – Sim. (ele fica meio sem graça) – Olha Satsuki! Sobre o que houve...

SATSUKI – Já disse o bastante, Shippou.

SHIPPOU – Eu só queria saber o que houve com a gente, com nosso amor e...

SATSUKI – O que houve com a gente é que acabamos de nos relevar como realmente somos e quanto ao nosso amor? Bem, ele acabou mesmo.

SHIPPOU – Estou vendo. (ela se aproxima dele e o encara)

SATSUKI – Nunca mais vai me tocar e quanto se encontrar com aquele mascarado, espero que ele te dê outra surra. (ela olha para o lado) – Apesar de termos nos separados, eu ainda tinha um carinho por você em nome do passado que tivemos, mas depois do que fez hoje, depois do que me disse, você morreu para mim. (ela começa a se afastar) – Não quero que nunca mais me dirija a palavra! Adeus, primo.

Como já estava de costas, Satsuki deixou uma lágrima escorrer seu rosto, sinal de como Shippou a tinha machucado. Observando a ex. namorada ir embora, Shippou respirou fundo e novamente se lembrou do que tinha que fazer, por isso entrou no quarto dos pais, indo diretamente ao criado-mudo, abrindo uma de suas gavetas onde estava a chave da moto.

SHIPPOU – Ótimo!

De posse da chave, Shippou ia saindo do quarto até que a ausência da caixa, que continha a jóia de quatros almas, chamou sua atenção.

SHIPPOU – Será que InuYasha a guardou em outro lugar.

Shippou ficou coçando a cabeça, mas ele tinha muitas outras coisas em mente para se preocupar com aquilo e por isso saiu do local e enquanto isso, depois de sair da casa dos seus tios, onde tinha transado com Shippou, Satsuki andava sem rumo, ainda pensando no que tinha acabado de acontecer, ela estava com ódio do ex. namorado e naquele momento o som de uma buzina a tira de seus pensamentos, era Xolan em seu carro.

XOLAN – O que está fazendo por aqui, Satsuki?

SATSUKI – Nada. (disse seco)

XOLAN – É muito perigoso andar por aí á noite, não acha?

SATSUKI – Eu não ligo. (ela olha bem para ele) – Se está aqui é porque veio ver seu amiguinho, não é?

XOLAN – É! Eu tenho algumas coisas para falar com o Shippou e...

SATSUKI – Acho que não chegou em boa hora! Ele vai sair.

XOLAN – Sair?! Para onde?

SATSUKI – Não faço a mínima idéia.

Satsuki até pensou em contar para Xolan a verdade sobre as atividades de Shippou, mas preferiu não fazê-lo, concluindo que não ganharia nada e que talvez isso prejudicasse pessoas que ela gostava, como InuYasha e Kagome. Assim a filha de Sesshoumaru seguiu seu rumo, á pé, nisso Xolan desceu do carro e foi até ela.

XOLAN – Espere, Satsuki. (a alcançando) – Já que Shippou saiu e você está sozinha, eu posso te dar uma carona até sua casa.

SATSUKI – Ta! (ela resolve acompanhá-lo até o carro)

XOLAN – Eu vou ter que passar em um lugar antes! Tinha que falar algo com o Shippou, mas já que ele não está aí, tenho mais tempo, posso resolver esse problema hoje mesmo.

Satsuki e Xolan entram no carro dele e partem dali e enquanto isso, Rin acabava de chegar em casa, ela trazia sua filha Sara e mais Tamira consigo, isso chama a atenção de Genku, que estava assistindo TV na sala.

GENKU – Oi Tamira.

TAMIRA – Oi Genku.

RIN – Eu e Sara também estamos aqui.

GENKU – Desculpe tia.

RIN – Está sozinho em casa?

GENKU – O tio Sesshy está na outra sala conversando com aquele empregado da minha mãe.

RIN – A palavra certa é assessor, Genku e...

Rin para de falar, pois naquele momento Sesshoumaru e Tanuki saem do escritório do jornalista que se surpreende ao ver a filha de Sango no local.

SESSHOUMARU – Por que trouxe a filha de Sango?

RIN – Sango me ligou, dizendo que ia demorar mais do que ela imaginava, por isso me pediu para que Tamira dormisse aqui. (ela acaricia a cabeça da menina) – Há algum problema nisso?

SESSHOUMARU – Eu não sei, mas essa menina vive doente! Acha que pode dar conta dela?

RIN – Claro! Tamira vai dormir no mesmo quarto com Sara.

TANUKI – Melhor eu ir e...

SESSHOUMARU – Espere Tanuki! Fique de olha nas crianças por um instante.

Sesshoumaru, com gestos, pede para Rin que o siga até o escritório, ela deixa as meninas sob os cuidados temporários de Tanuki e em seguida segue o marido e já dentro do escritório, ele fecha a porta para começar a se manifestar.

SESSHOUMARU – Acha prudente deixar Sara junto com Tamira?

RIN – Claro que sim! Elas são amiguinhas e... (ela percebe o sentido da pergunta do marido) – Você não acha que Tamira tem alguma doença contagiosa?

SESSHOUMARU – Eu só estou preocupado com a saúde de minha filha! Eu gosto de Sango e da filha dela e sinto muito pelo que estão passando, mas ela deveria seguir os conselhos de Onigumo e levar Tamira para ser examinada por um especialista no exterior para saber o que ela tem de verdade.

RIN – Eu sei! Eu também me preocupo com a saúde de Sara, mas se Tamira tivesse transmitido algo, isso já teria acontecido.

SESSHOUMARU – Melhor ficar de olho nas duas e...

RIN – Eu sei cuidar da nossa filha. (ela foi taxativa e depois mudou de assunto) – Eu não vi o InuYasha e nem o Onigumo.

SESSHOUMARU – Eles saíram mais cedo, mas não sei o que foram fazer, mas InuYasha falou que volta para levar Genku.

RIN – Ta! Eu vou levar as meninas para o quarto e...

SESSHOUMARU – Você não vai me perdoar?

Rin nada responde e apenas lança um olhar triste para o marido e em seguida sai do escritório indo até onde estavam Sara e Tamira, segura a mão de cada uma, as guiando até o quarto, deixando Tanuki á sós com Sesshoumaru, que tinha acabado de se juntar ao assessor de Kagome, já que Genku voltou para a sala.

TANUKI – As coisas parecem nada boas entre vocês. (olhando Rin indo com as meninas)

SESSHOUMARU – É, mas isso é coisa de casal.

TANUKI – Como sou solteiro, não tenho a menor idéia do que está falando. (sorrindo)

SESSHOUMARU – Sorte ou azar.

TANUKI – Eu vou indo e... (naquele momento o celular de Tanuki começa a tocar e ele atende) – Alô.

MOMIJI – Senhor Tanuki! Sou Momiji, repórter do Diário da manhã.

TANUKI – Momiji! (ele olha para Sesshoumaru que fica interessado na conversa ao ouvir o nome da colega) – Eu me lembro de você! Só não sei como conseguiu meu número.

MOMIJI – Tenho minhas fontes. (sorrindo)

TANUKI – O que quer de mim?

MOMIJI – Eu estou esse momento no Hospital Memorial para fazer uma entrevista com Kagome, mas o acesso á ela ainda é restrito. (ela olha para os seguranças) – Eu tinha a esperança de encontrá-lo aqui para marcarmos uma entrevista com ela.

TANUKI – Eu tenho que falar com Kagome antes para ver se ela quer dar uma entrevista.

MOMIJI – Então converse com ela e depois me retorne.

Sem esperar alguma resposta, Momiji desliga seu celular e em seguida sai do Hospital Memorial indo até o carro de sua irmã que a esperava ansiosamente.

BOTAN – Vejo que não conseguiu nada.

MOMIJI – Falar com Kagome fica para depois. (entrando no carro e colocando o conto de segurança) – Obrigado por ter me dado o numero do assessor de Kagome.

BOTAN – Aquele ali vai fazer jogo duro! Aposto que foi ele convenceu Kagome a concorrer.

MOMIJI – Kagome se candidatando deixou Gakusajin bem irritado e, por tabela, você. (ela sorri) – Por isso tem tanta bronca de Tanuki.

BOTAN – Nada disso! Ele só é irritante e...

MOMIJI – Irritante?! O que é isso, maninha? Não vai me dizer que está gostando dele?

BOTAN – Eu gostando do Tanuki? (ela fica meio corada) — Você está louca mesmo.

MOMIJI – Será mesmo?

BOTAN – Olha! Se continuar a dizer esses absurdos, não vou deixar que durma na minha casa, está entendida?

MOMIJI – Ta legal.

Momiji sorria ao ver o rosto sem graça da irmã, ela tinha acertado um ponto fraco dela e enquanto isso no antigo laboratório de Kikyou, Onigumo desligava a máquina fazendo com que InuYasha parasse de brilhar e assim foi até ele. Onigumo parecia meio preocupado com InuYasha, que não se mexia, mas acabou ficando aliviado ao perceber que o marido de Kagome começava a abrir os olhos.

ONIGUMO – InuYasha! Você está bem?

INUYASHA – É o que vamos ver.

Depois de dizer essas palavras, InuYasha, sozinho, se coloca sentado e em seguida desce da mesa e começa a andar, não satisfeito com isso, ele começou a correr em volta do laboratório sob os olhares perplexos de Onigumo e InuYasha fica diante dele.

ONIGUMO – Deu certo mesmo.

INUYASHA – Parece que sim! A jóia de quatro almas é incrível mesmo! Eu até sinto que estou melhor fisicamente do que antes de ficar em uma cadeira de rodas! Pronto para voltar á ação.

ONIGUMO – Está pensando em ir atrás do mascarado?

INUYASHA – É claro que sim! Seja ele quem for, vai me pagar pelo que fez ao meu filho. (ele começa a se afastar) – Pois comigo o buraco é mais embaixo.

ONIGUMO – Não deveria ir desse jeito! Não sabe os efeitos colaterais da jóia.

INUYASHA – Mas eu tenho que me arriscar! Faço isso por minha família! Esse mascarado não vai chegar a tocar em Kagome! Isso eu não vou permitir.

ONIGUMO – Espere. (ao se manifestar Onigumo faz com que InuYasha se vire para ele e assim joga uma chave) – Tome! Use meu carro

InuYasha pega as chaves do carro de Onigumo e sai do laboratório com a clara intenção de enfrentar o mascarado.

Próximo capítulo = Voltar á andar – parte 3