Noite sem Fim
38 Surpreendente reencontro - parte 2
No departamento de polícia de Tóquio, Sango trabalhava sozinha no caso do estrangulador já que Guy ainda estava internado devido á explosão da concessionária de Loki. Naquele momento ela estava na sala de Azuma apresentando á ele uma nova lista de suspeitos.
AZUMA – Tem mais de cem nomes aqui. Quase duzentos, para ser mais preciso. (olhando atentamente a lista) – Temos que diminuir esse número para dois dígitos.
SANGO – Tinha que diminuir para apenas um dígito, mas no momento é o melhor que posso fazer.
AZUMA – Então o seu melhor não é suficiente. (ele devolve a lista) – Refaça os parâmetros da busca.
SANGO – Mas eu posso falar com todas essas pessoas.
AZUMA – Poder você pode, mas é muita gente para interrogar e por isso qualquer interrogatório seria muito vago, pois as ligações dessas pessoas com o estrangulador são tênues demais.
SANGO – Olha Azuma! Você acompanhou a investigação e viu que fiz tudo direito. Segui rigorosamente o protocolo de investigação e essa lista que eu dei é a melhor possível.
AZUMA – O estrangulador não age há algum tempo ou talvez o corpo da próxima vítima ainda não apareceu. (ele se levanta da cadeira) – A população se sente insegura com a nossa inoperância. Precisamos pegar esse bandido o quanto antes.
SANGO – Ah sim! Antes que isso comece a prejudicar seu patrão, não é? Principalmente em ano de eleição. Eu vi os números da nova pesquisa de intenção de votos. Ryukosei está caindo.
AZUMA – Política não tem nada haver com o que está acontecendo aqui! Tem um maluco dopando, abusando de mulheres. Ele está á solta e quero vê-lo atrás das grades.
SANGO – Ok! Eu vou escarafunchar os arquivos e ver se consigo achar outro dado que possa fazer com que essa lista seja bem diminuída.
AZUMA – Faça isso.
Sango se afasta de Azuma para sair da sala dele indo para sua mesa em seguida e antes de se sentar á ela, seu celular começa a tocar.
SANGO – Sango falando.
KAGOME – Sou eu de novo, Sango.
SANGO – Aconteceu alguma coisa?
KAGOME – Aparentemente sim. Parece que alguém estava nos vigiando na hora da chegada e depois que fomos ver o local indicado por Tanuki, Shippou percebeu uma evidência da presença de Loki no local.
SANGO – Mas que evidência é essa?
KAGOME – É uma latinha com um osso de galinha dentro. Shippou disse que Loki tinha uma assim quando você e Guy o interrogaram.
SANGO – Sim. Está dizendo que essa é a evidência de Shippou? Isso é meio maluco, pois um monte de gente pode colocar um osso de galinha dentro de uma latinha.
KAGOME – Loucura ou não é nisso que ele acredita. Por isso estou te ligando. Preciso saber o endereço dos contatos de Loki aqui na China.
SANGO – Olha Kagome! Infelizmente todos os dados foram destruídos na explosão da concessionária, sem falar que esse caso está nas mãos de outro detetive. Não posso ajudá-la, ainda mais que estou atolada no caso do estrangulador.
KAGOME – Entendo.
SANGO – Então não conseguiram nenhuma pista de Takeshi?
KAGOME – Nenhuma. Nada. E se a desconfiança de Shippou sobre Loki estiver correta, Takeshi está morto.
SANGO – Espero que esteja errada. Eu tenho que desligar.
KAGOME – Ta. Então até mais.
Dentro do taxi em movimento e sentada no banco do carona, Kagome desliga seu celular e olha para InuYasha e Shippou no banco de trás.
KAGOME – Sango não vai poder nos ajudar.
INUYASHA – Então não temos pista alguma.
TAXISTA – Do que estão falando?
INUYASHA – Esse é assunto nosso, amigo. Continue dirigindo.
KAGOME – Não precisa falar com ele assim, InuYasha.
InuYasha estava aborrecido em saber que Sango não podia ajudá-los e nota Shippou olhando pela janela a paisagem de Pequim, mas sabia que o filho estava preocupado com aquela situação e antes que pudesse falar algo para reanimá-lo, Shippou se manifesta.
SHIPPOU – PARE O TAXI! (ele olha para o taxista) – Pare agora, por favor.
KAGOME – O que houve, Shippou?
SHIPPOU – Pare ou eu vou saltar.
TAXISTA – Ok! Ok!
Mesmo sem entender o motivo para aquilo, o taxista estaciona seu veículo na calçada. Shippou sai de dentro dele e fica olhando para uma loja do outro lado da rua. A loja estava fechada com uma faixa da polícia chinesa.
KAGOME – Me diga agora o que está vendo de tão especial nessa loja.
SHIPPOU – Não percebeu nada, Kagome? Não notou nada de familiar nessa loja.
Kagome ficou olhando para a loja e não notou nada de familiar, mas já InuYasha, que saiu do carro logo depois, notou algo.
INUYASHA – Kagome! Preste atenção ao nome da loja.
KAGOME – Ladies. (ela não consegue entender) – O que tem isso?
INUYASHA – Esse nome é o mesmo da loja onde Satsuki trabalhava.
SHIPPOU – Ou seja, a mesma loja que Maya tirava algumas peças de roupa e as dava para Xolan que as dava para Loki.
INUYASHA – A logomarca é a mesma.
SHIPPOU – E a loja está fechada pela polícia, sinal que tinha algo ilegal ali.
KAGOME – Espere aí! Estão querendo dizer que essa loja é de Loki?
SHIPPOU – É isso aí. (sorrindo) – Então vamos lá e...
INUYASHA – Espere, Shippou.
SHIPPOU – O que foi?
INUYASHA – Não podemos invadir um local fechado pela polícia. Devemos comunicá-los antes e pedirmos permissão.
SHIPPOU – Ta legal.
KAGOME – Pelo menos temos uma pista. A gente cuida disso depois. Agora vamos ver o Mestre Zhi.
Assim InuYasha, Kagome e Shippou voltam a entrar no taxi para que o taxista os levassem ao seu destino e enquanto isso em seu quarto, Satsuki passava um batom e era imitada por Sara e Tamira que passavam um batom mais leve, fruto do conselho de Rin.
SARA – Quando ficar grande eu quero ser tão bonita quanto você, Satsuki.
SATSUKI – Você chega lá. (ela pisca para a irmã mais nova) – Afinal tem o charme da nossa família. (sorrindo)
SARA – E Tamira? (olhando para a amiga que era muito tímida)
SATSUKI – Bem, Tamira também vai ser muito bonita, pois Sango é linda, apesar de parecer com seu pai.
TAMIRA – Parecer meu pai?! Isso é ruim?
SATSUKI – Claro que não. Seu pai era um homem muito bonito. (depois ela olha para a irmã) – Mas o nosso é mais bonito.
Satsuki brincava com as duas meninas e sorria sem parar mostrando que estava de bom humor devido ao presente do pai e nesse momento Maya adentra o quarto dela.
MAYA – Mas que farra é essa?!
SATSUKI – Alegria, amiga. Apenas ensinando uns truques de beleza para essas duas.
MAYA – Sei. (ela se aproxima e olha para as meninas) – Oi meninas. Como vão?
SARA – Bem.
SATSUKI – Se está aqui é porque chegou a hora da verdade. O resultado do vestibular. (ela olha para as meninas) – Pode nos dar licença? Quero conversar com minha amiga.
Satsuki falava isso ao mesmo tempo em que praticamente arrastava as duas meninas para fora do seu quarto e logo depois fecha a porta.
SATSUKI – Nervosa?
MAYA – Claro que estou. A pressão lá em casa está enorme. Ainda mais depois que fui demitida da loja.
SATSUKI – E você sabe de quem foi a culpa, não é?
MAYA – Sei. (ela olha para o lado como se quisesse buscar as palavras certas a serem ditas) – Olha Satsuki! Eu e Xolan reatamos.
SATSUKI – Por que não estou surpresa?
MAYA – Ah amiga! Eu gosto dele. Não posso fazer nada para evitar isso.
SATSUKI – Você é quem sabe. Não me culpe se por acaso se decepcionar de novo.
MAYA – Tem mais uma coisa. (ela fica de costas para a amiga) – Ele está lá embaixo.
SATSUKI – O que?! Você o trouxe para cá? Ficou maluca? Se meu pai souber que o Xolan esteve aqui, pode até desistir de me presentear com um carro.
MAYA – Mas o Xolan vai nos levar para ver o resultado e... (ela percebe o que a amiga tinha dito) – Espere aí! Está dizendo que seu pai te deu um carro de presente?
SATSUKI – Caso eu passe no vestibular.
MAYA – Isso é maravilhoso, amiga.
SATSUKI – É sim e só espero que seu namorado não estrague tudo.
Satsuki e Maya saem do quarto, descem a escada que dava acesso á sala onde Xolan estava sentado no sofá aguardando a chegada delas.
XOLAN – Satsuki.
SATSUKI – Xolan. (ela olha para ele com certo desdém) – Soube que reataram, mas me diga. Ainda está com aquele seu carro que comprou com dinheiro sujo?
XOLAN – Não, mas depois de hoje vou colocá-lo á venda.
MAYA – Esse foi uma das exigências que estabeleci para que voltássemos. (ela beija o namorado)
SATSUKI – O namorado é seu. (ela olha para Rin que estava na cozinha) – Vocês dois vão na frente, pois tenho que falar algo com minha madrasta.
Assim Xolan e Maya saíram da casa enquanto Satsuki foi para a cozinha onde estava Rin a fim de conversar com ela, pois tinha percebido no olhar da madrasta a reprovação da presença de Xolan naquela casa. Elas falam em tom baixo, pois Genku, Sara e Tamira estavam na cozinha também.
SATSUKI – Olha Rin! Eu não sabia que Maya iria trazer o Xolan aqui depois de tudo que houve.
RIN – Eu sei, mas sabe muito bem que seu pai não vai gostar dessa história.
SATSUKI – Ele não precisa saber.
RIN – Precisa sim. Não posso esconder uma informação dessas do seu pai.
SATSUKI – Então pelo menos deixe que eu mesma fale com ele. (ela respira fundo) – Olha Rin! A Maya é minha melhor amiga. Ela ama o Xolan mesmo ele sendo um patife. Eu não quero me afastar da minha melhor amiga.
RIN – Ta. Eu vou deixar que você mesma fale com seu pai.
SATSUKI – Valeu, Rin. (ela se afasta) – Me deseje sorte.
Satsuki sai da vista de Rin para ir, junto com Maya e Xolan, ver o resultado do vestibular. Quando ouviu a enteada apelar para o relacionamento com Maya, isso fez com que ela se lembrasse da época em que ela e Kanna eram amigas e estavam prestando vestibular juntas e de como eram amigas e enquanto isso no centro da cidade de Tóquio, onde estava tendo um comício de Ryukosei, que ainda não tinha começado, ele e sua esposa, Elisa, conversavam sobre uma pesquisa eleitoral que apontava uma queda dele.
RYUKOSEI – Isso não é um bom sinal. (olhando o jornal)
ELISA – Não se preocupe. Você ainda está mais de dez pontos na frente de Gakusajin.
RYUKOSEI – Eu sei. (ele joga o jornal no chão) – Eu pensei que a aprovação do novo plano diretor da cidade faria com que minha popularidade subisse. (ele se afasta um pouco dela) – Tenho certeza de que isso tem relação com a não captura do estrangulador das meias de nylon.
ELISA – Não se preocupe, amor. Logo a polícia vai pegar esse bandido e tudo será resolvido.
RYUKOSEI – Não é tão simples assim, querida. Mesmo que eles peguem esse bandido hoje ou amanhã, já se passou muito tempo e a população acha minha política de segurança ineficaz. Azuma me prometeu resultados em uma semana e até agora nada.
Naquele exato momento o orador do comício chama pelo prefeito que se afastou da esposa para aparecer diante do publico presente no local e nesse momento o celular de Elisa começa a tocar e ao olhar o numero do visor, ela soube que se tratava de Natsume.
ELISA – Eu pensei que não ia mais ligar para mim até completarmos a operação.
NATSUME – Eu sei, mas houve uma emergência.
ELISA – Estou ouvindo.
NATSUME – Sabe que enviei Loki para a China, mas chegando lá ele descobriu que muitos dos homens com quem mantinha contato fugiram quando souberam que a polícia chinesa tinha sido contatada pela polícia daqui.
ELISA – O que quer de mim?
NATSUME – Eu sei que você tem homens de sua confiança dentro da polícia chinesa. Poderia pedir para um de eles ajudar Loki e o resto?
ELISA – Ok! Eu verei isso assim que puder, mas agora estou no meio de um comício. (ela ouve um toque no seu celular) – Além disso, tem outra pessoa na linha.
NATSUME – Ta, mas e quanto á operação com o neto de Rakusho?
ELISA – Tudo dentro do cronograma. Vai ser hoje mesmo.
NATSUME – Sabe o quanto isso é importante. Faça acontecer, entendeu, Elisa.
ELISA – Pode deixar.
Elisa encerra a ligação com Natsume e depois atende a outra chamada achando que devia ser importante.
ELISA – Alô.
MOMIJI – Sabe Elisa? Nesse momento estou olhando para o jornal e vendo a última pesquisa.
ELISA – Acredito que esteja feliz. Quer tanto ver a derrota do meu marido.
MOMIJI – Mas ele ainda está treze pontos na frente de Gakusajin.
ELISA – Olha Momiji! Você não ligou para comentar essa pesquisa. O que quer de mim?
MOMIJI – Precisamos conversar. É sobre meu pai.
ELISA – Ok. No lugar de sempre. Ás seis da tarde.
MOMIJI – Está bem. Te vejo lá.
Momiji, que estava na redação do jornal, desliga seu celular enquanto era observada por Sesshoumaru, que estava alguns metros de distância.
SESSHOUMARU – Era sua fonte?
MOMIJI – Isso não é da sua conta. (ela ia passando por ele que ao ver isso segura seu braço) – Solte-me.
SESSHOUMARU – Ta. (ele a solta)
MOMIJI – O que foi?
SESSHOUMARU – É que nós ainda não conversamos sobre a relação dos nossos respectivos pais e...
MOMIJI – Não há nada o que falar.
SESSHOUMARU – Claro que há. (ele olha ao redor para se certificar que ninguém estava ouvindo aquela conversa) – Kagome foi á China tentar encontrar seu pai.
MOMIJI – Kagome encontra meu pai e eu conto quem é minha fonte. Simples assim, portanto não há nada o que se falar.
SESSHOUMARU – Tem sim. (ele a encara) – Tenho que pedir desculpas pelas palavras que minha filha disse sobre você. Satsuki é uma jovem cheia de vida e ás vezes os jovens fazem e falam coisas sem pensar, não acha?
MOMIJI – Sesshoumaru! Não vai querer saber o que acho de sua filha.
SESSHOUMARU – Mas...
MOMIJI – Eu quero que vocês dois vão para o raio que os partam.
Depois de dizer essas ‘gentis’ palavras ao colega, Momiji se afasta dele para sair da redação deixando Sesshoumaru com a certeza de que ela ainda estava furiosa com ele enquanto isso, na China, o taxi que levava InuYasha, Kagome e Shippou finalmente estaciona.
KAGOME – InuYasha! Não estou vendo templo nenhum.
INUYASHA – É porque o templo fica mais á frente. (ele sai do taxi junto com Shippou) — Vamos ter que fazer o resto do caminho á pé.
KAGOME – Eu acho que você se esqueceu de me contar esse ‘pequeno’ detalhe. (saindo do taxi)
INUYASHA – Acho que sim.
InuYasha sorria de forma debochada para a esposa enquanto pagava a corrida ao taxista. Kagome observava o terreno pouco íngreme que teriam que percorrer para chegar ao templo e assim eles começam a caminhar e a cada passo, InuYasha recordava da época em que viveu naquele lugar.
INUYASHA – Caminhar por esse terreno me traz recordações muito boas.
KAGOME – Que bom, pois para mim trás dores na perna.
INUYASHA – Se quiser que eu te leve no colo, é só pedir.
KAGOME – É muito gentil, mas não precisa. Quanto tempo de caminhada?
INUYASHA – Uns dez minutos.
KAGOME – Dez minutos caminhando nesse terreno íngreme?! Fazer o que?
Diante daquela pergunta retórica feita pela esposa, InuYasha a pega no colo para levá-la até o topo. Kagome protestou um pouco, mas no fundo ficou feliz em saber que não teria que se esforçar mais, mesmo não admitindo. Shippou sorria vendo aquela cena. Minutos depois eles finalmente conseguem avistar o templo e na entrada do terreno são recepcionados por um homem de uns vinte e cinco anos de idade chamado Yujin.
YUJIN – Meu nome é Yujin! (ele se curva diante dos três) — Em que posso servi-los?
INUYASHA – O Mestre Zhi ainda está vivo?
YUJIN – Mas é claro que está.
KAGOME — Queremos falar com ele.
YUJIN – Sinto muito, mas faz tempo que o Mestre Zhi não aceita mulheres como aluno e...
INUYASHA – Não! Não! Você não entendeu. Minha esposa não quer ser aluna dele. Eu não quero ser aluno dele. Para falar a verdade já fui. Meu nome é InuYasha.
YUJIN – Esperem um pouco.
Yujin se afasta dos três para adentrar no templo a fim de falar com o Mestre Zhi deixando InuYasha, Kagome e Shippou esperando do lado de fora.
INUYASHA – Parece que o tempo parou nesse lugar.
SHIPPOU – Você treinou mesmo aqui?
INUYASHA – Por anos.
KAGOME – Se seu mestre parou de aceitar alunos ou é porque ele está velho demais para treinar ou é porque ele se decepcionou com algum aluno rebelde.
INUYASHA – E é isso que vim descobrir. Se ele tem algum ex. aluno rebelde que seria capaz de tentar te matar.
SHIPPOU – Ele tem muitos alunos.
Os três observavam um grupo de pessoas treinando com exaustão e Shippou percebeu que o Mestre Zhi ainda era muito recomendado e ficava imaginando que tipo de treinamento InuYasha tinha tido e nesse momento ele percebe que estava sendo observado e quando olhou para quem o observava, viu que se tratava de alguém vestindo um uniforme ninja, com capuz e tudo. Por isso não pode ver seu rosto e antes que Shippou pudesse se aproximar, Yujin tinha retornado.
YUJIN – O Mestre Zhi irá recebê-los.
INUYASHA – Finalmente.
KAGOME – Vamos Shippou.
SHIPPOU – Ta.
Shippou seguiu InuYasha e Kagome, mas antes disso por um instante olhou para onde estava o ninja, mas ele não estava mais lá e assim, Shippou seguiu os outros. Depois de terem adentrado no templo, os três seguem Yujin até á uma sala de treinamento onde viram um senhor de idade com os olhos vendados dando golpes com uma espada de madeira de uma forma bem ágil, mostrando que a idade não era um problema.
YUJIN – Mestre Zhi. Aqui estão eles.
ZHI – Eu já tinha percebido a presença deles. (ele continua a falar sem tirar a venda dos olhos) – Pelo que estou percebendo o meu ex. aluno conseguiu se casar com uma linda mulher.
Kagome ficou lisonjeada com o elogio, mas além disso ela ficou surpresa, pois aquele velho senhor nem tinha visto o rosto dela.
KAGOME – O senhor é muito gentil, mas como pode afirmar isso sem ver meu rosto?
ZHI – Esse velho homem tem seus truques minha jovem. (ele começa a tirar a venda bem devagar) – Esse templo não é visitado por muitas mulheres e quando essas mulheres são bonitas o coração de Yujin bate mais acelerado, indicando que é uma mulher bonita.
YUJIN – Mestre. (meio envergonhado)
ZHI – É por isso que sei que é bonita. (ele finalmente tira a venda) – E agora que a vejo, percebo que é ainda mais bonita do que pensei.
Kagome ficou um pouco vermelha diante daquelas palavras e InuYasha se manifestou por causa disso.
INUYASHA – Eu não sabia que tinha se tornado um velho safado.
ZHI – Eu não sou safado. Só falo a verdade. (ele olha para Shippou) – Então esse é seu filho? Ele parece mais inteligente do que você. (sorrindo)
INUYASHA – Vê se não me enche, velho idiota.
KAGOME – InuYasha! Isso são modos de se tratar seu mestre que não vê há anos?
ZHI – Não se preocupe, minha jovem. Já estou acostumado a aturar esse gênio difícil. InuYasha sempre foi assim. (rindo) – Mas o que devo a essa visita depois de anos sem me ver?
INUYASHA – Eu preciso tirar uma dúvida, mestre.
ZHI – Mas vamos nos sentar.
Zhi os guia até á outra sala onde já estava uma mesa que tinha quatro copos de chá e assim eles se sentaram no chão á mesa para saborearem o chá.
ZHI – Agora me diga, meu ex. aluno tão genioso. Que dúvida tem?
INUYASHA – O senhor tem por acaso uma lista com os nomes de alunos que expulsou do templo?
ZHI – Tenho sim, mas qual seu interesse nisso?
INUYASHA – O interesse de pegar o homem que quer matar minha esposa.
ZHI – Você está dizendo que um ex. aluno meu se tornou um assassino?
KAGOME – Isso mesmo senhor, mestre... Eu não sei como posso chamá-lo.
ZHI – Você pode me chamar de Zhi. (depois olha para InuYasha e Shippou) – Mas você devem me chamar de mestre.
KAGOME – Como estava dizendo, InuYasha acredita que o homem que quer me ver morta estudou com o senhor.
ZHI – E como tem tanta certeza disso?
INUYASHA – Eu cheguei a lutar um pouco com ele. Seja quem for ele tinha técnicas muito parecidas e o senhor mesmo me disse que seu estilo de luta era único, portanto o homem aprendeu a lutar com o senhor.
ZHI – O meu estilo de lutar prega que devemos lutar apenas para proteger as pessoas e nunca para matar. Se algum ex. aluno meu se tornou um assassino, é meu dever ajudar para impedi-lo.
KAGOME – Obrigado senhor, quer dizer... Zhi.
ZHI – Eu só não entendo por que querem matar uma pessoa tão adorável quanto você. (depois ele olha para InuYasha) – Apesar de não confiar totalmente no seu julgamento.
SHIPPOU – Saiba então que também lutei com esse homem e realmente tem o mesmo estilo de luta que InuYasha.
Mestre Zhi olha de maneira incrédula a forma como Shippou se referia á InuYasha sabendo que era seu pai. Logo Kagome tratou de explicar.
KAGOME – Sabe o que é Mestre Zhi? O Shippou já se acostumou a nos chamar pelo nome. É uma longa história.
ZHI – Aposto que é, mas isso fica para depois. (ele olha bem para Shippou) – Então sabe um pouco do meu estilo de luta?
INUYASHA – Eu ensinei a ele.
ZHI – Baseado em sua dedicação, InuYasha, não acho que tenha sido um bom mestre.
Uma veia saltava na testa de InuYasha, pois ele a cada segundo se lembrava do quanto seu antigo mestre tinha uma língua afiada e ao que parecia a idade deixou a língua mais afiada ainda.
SHIPPOU – Está enganado, Mestre Zhi. InuYasha não é somente um bom pai, mais também um bom mestre.
ZHI – Está falando isso porque seu pai está na sua frente. Aposto que foi ele que mandou dizer isso.
INUYASHA – Eu não dou a mínima para sua opinião sobre mim. O que o senhor não agüenta é saber que fui um mestre melhor do que o senhor.
ZHI – Ah é? Vamos provar isso.
KAGOME – Mas que conversa é essa? InuYasha! Não viemos para cá fazer competição para a fim de ver quem é o macho dominante.
INUYASHA – É ele quem está me provocando. (se colocando em guarda para lutar) – Vamos lá, Mestre. Eu vou te provar quem é o melhor
KAGOME – Você acabou de voltar a andar, InuYasha. Não vai conseguir lutar bem, sem falar que ele é seu mestre.
ZHI – Não se preocupe, minha jovem. Infelizmente seu marido ainda continua lento de raciocínio.
INUYASHA – O que o senhor disse?
ZHI – Para provar quem é melhor mestre não vamos lutar um contra o outro e si nossos discípulos.
INUYASHA – Então ta! (ele vai até Shippou) – Eu sei que você pode vencer qualquer um desses alunos. (ele volta a olhar para Zhi) – Pode escolher o mais forte para enfrentar meu filho e mesmo assim ele vai vencer.
ZHI – Eu vou escolher meu aluno mais novo.
Mestre Zhi lança um olhar para Yujin que entende o recado para chamar o tal aluno mais novo e depois se levanta para ir para fora do templo com InuYasha, Kagome e Shippou seguindo-o e segundos depois aparece, diante de todos, o ninja encapuzado que Shippou viu instantes atrás.
SHIPPOU – Você? (o ninja nada responde)
ZHI – Não se preocupe. Não é nada pessoal, mas esse aluno não fala muito.
INUYASHA – E por que não mostra o rosto?
ZHI – Eu tenho os meus motivos para fazer isso. (ele olha para o ninja) – O nome desse rapaz é Shippou. Quero que lute com ele.
INUYASHA – Vai lá, Shippou.
SHIPPOU – Isso é mesmo necessário?
O ninja encapuzado se colocou em posição de luta. Shippou viu que tinha que lutar mesmo e antes que pudesse se posicionar, é atacado pelo ninja, que desferiu vários chutes e socos surpreendendo até mesmo o Mestre Zhi.
ZHI – Estou vendo que está muito a fim de lutar.
Mestre Zhi não tirava os olhos da luta em que Shippou estava inteiramente na defensiva com o ninja atacando impiedosamente o que chamava a atenção de Shippou.
SHIPPOU – “Mas por que tanta raiva? Parece que me odeia”. (pensando)
Shippou pensava nisso enquanto se defendia do ninja, que finalmente acertou um golpe fazendo o filho de InuYasha ser jogado longe para a alegria do Mestre Zhi.
ZHI – Acho que não o treinou direito. (rindo de InuYasha)
INUYASHA – Mesmo?!
InuYasha sorria deixando o Mestre Zhi meio desconfiado. Shippou se levanta e limpa a poeira que estava em sua roupa.
SHIPPOU – Espero que tire esse sorriso que está debaixo dessa mascara, pois a luta começou.
Depois de dizer essas palavras Shippou avança em direção do ninja para atacá-lo, acertando-o na boca do estomago, fazendo o ninja se ajoelhar, mas não ficar totalmente indefeso, pois logo em seguida ele contra ataca com uma rasteira fazendo Shippou quase cair, mas o filho de InuYasha foi mais rápido esquivando-se até ficar atrás do ninja.
SHIPPOU – Agora acabou.
Shippou agarra o ninja por trás a fim de imobilizá-lo, mas ao fazer isso ele sente algo macio no peito do ninja. Sim, eram seios. Ao tocá-los, o ninja acerta o rosto de Shippou aproveitando sua desconcentração. Ao ser acertado, Shippou ainda consegue arrancar o capuz do ninja, mostrando seu rosto. Ao se recuperar do golpe, Shippou levanta o olhar para ver o rosto do ninja e se espantou em ver quem estava em sua frente.
SHIPPOU – Soten?!
Próximo capítulo = Surpreendente reencontro – parte 3
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