Noite sem Fim

37 Surpreendente reencontro - parte 1


Uma semana tinha se passado desde os acontecimentos do capítulo anterior e, portanto muita coisa havia ocorrido nesse meio tempo. InuYasha tinha passado pelas várias baterias de exames médicos que concluíram que ele estava perfeitamente bem, podendo andar tranquilamente. Kagome também conseguiu seu intuito, pois o projeto de Ryukosei foi aprovado com a ajuda dela, conseqüentemente dando-lhe mais projeção e visibilidade para enfrentar Gakusajin nas prévias do partido trabalhista a fim quem sabem quem irá enfrentar Ryukosei na disputa para a prefeitura de Tóquio. Já a situação de Shippou é um pouco mais peculiar, pois sua amizade com Xolan foi um pouco abalada pelo envolvimento deste com o mundo do crime, mas mesmo assim, contra a vontade de Kagome e InuYasha, ele manteve essa amizade, em respeito aos velhos tempos o qual Xolan era o único que falava com ele. Sua relação com Satsuki continuava na mesma. Ela nem lhe dirigia a palavra, mas Shippou estava mais conformado com a idéia deles nunca mais serem namorados, portanto a rejeição da prima/ex. namorada doía cada vez menos.

O capítulo começa com os três no aeroporto internacional de Tóquio, se despedindo de Rin, que estava com Sara e Genku ao lado dela e mais Tanuki, pois estavam prestes a viajar para á China.

GENKU – Por que o mano Shippou vai e eu não?

INUYASHA – Nós já discutimos isso, Genku! Eu vou apresentar Shippou ao meu antigo mestre.

KAGOME – E eu vou ver assuntos referentes á política. Não há nada que uma criança de seis anos tem a fazer por lá.

GENKU – Mesmo assim eu queria ir.

Kagome se aproxima do filho adotivo se agachando para olhar diretamente nos olhos deles.

KAGOME – Escuta, Genku! Você vai ficar com a tia Rin e tem que obedecê-la. Ela está no comando agora, entendeu?

GENKU – Sim senhora.

RIN – Pode deixar comigo, Kagome. Ele está em boas mãos.

KAGOME – Eu sei disso, amiga. (ela sorri para a amiga e depois olha para a pequena Sara) – A tia também vai sentir saudades de você. (acariciando a cabeça da menina)

SARA – Vão demorar muito, tia?

KAGOME – Não! Vamos ficar só um dia. A gente volta amanhã mesmo.(ela volta a olhar para Rin) – Sesshoumaru e Satsuki não vieram se despedir?

RIN – Sesshoumaru está trabalhando e Satsuki... Bem, você sabe que ela e Shippou estão na mesma e por isso ela não quis vir.

KAGOME – O que será que aconteceu com esses dois? (olhando Shippou conversando com InuYasha e Tanuki) – Tudo bem que eles não sejam mais namorados, mas não pode ficar esse clima, pois são primos também.

RIN – Olha Kagome! É melhor deixar que os dois resolvam.

KAGOME – Tem razão. (ela parecia conformada) – E por falar em problemas á resolver, devia ouvir e seguir o meu conselho sobre seu casamento.

RIN – Eu ouvi e segui seu conselho. (ela sorri) – Eu e Sesshy voltamos ‘ás boas’. Foi ontem á noite.

KAGOME – Você fez bem, amiga. Ele errou com você, mas você foi madura. Não se pode jogar um casamento fora na primeira crise que aparece.

RIN – Tenho certeza que depois do ‘gelo’ que dei, ele não repetirá o erro, pois se não... (em tom de ameaça)

KAGOME – É isso aí. (Tanuki se aproxima delas)

TANUKI – Olha Kagome! Apesar de ainda achar que essa viagem não é uma boa idéia, por ser muito perigoso mexer com essa gente, espero que tenha sorte ao procurar alguma pista de Takeshi.

KAGOME – Obrigada, mas não se preocupe. Eu vou estar o tempo todo com InuYasha e Shippou. Eles serão meus seguranças em tempo integral. (sorrindo e depois mudando de assunto) – Olha Tanuki! Quero que cuide dos novos apoios que recebi.

TANUKI – Pode deixar. (ele sorri também) – Eu tenho que admitir. Votar a favor do projeto de Ryukosei foi uma jogada de mestre sua, pois mostrou que você tem cacife político para interferir em uma votação. As pessoas respeitam isso.

Kagome sorri diante dos elogios de seu assessor político e naquele exato momento o porta-voz do aeroporto estava anunciando que faltavam dez minutos para o vôo Tóquio – Pequim.

INUYASHA – Kagome! (ele pega as malas) — É nosso vôo.

KAGOME – Eu sei. (ela olha para Rin, Tanuki e os outros) – Temos que ir.

RIN – Tenham cuidado os três.

INUYASHA – Pode deixar.

GENKU – Já que não posso ir, tragam algo da China para mim.

SHIPPOU – Vou pensar no seu caso, irmãozinho.

Depois de se despedirem de seus amigos, Kagome, InuYasha e Shippou se dirigiram para o setor de embarque a fim de adentrarem no avião que os levaria á China.

SHIPPOU – Estou ansioso para conhecer esse Mestre Zhi.

INUYASHA – Eu no seu lugar não ficaria tão ansioso assim. O Mestre Zhi é uma pessoa difícil.

KAGOME – Será que seu mestre ainda está vivo?

INUYASHA – Pode apostar que sim. (sorrindo) – Vaso ruim não quebra.

Naquele momento os três dão suas passagens para terem acesso ao avião e enquanto isso, Natsume, em seu esconderijo, mais precisamente em uma sala fechada, estava tendo uma reunião com Kageroumaru, Zakira e Zuza. Todos estavam sentados á uma mesa redonda.

NATSUME – Primeiramente vamos tratar da situação de Loki e explicar o motivo de mandá-lo á China.

ZAKIRA – Isso tem haver com a viagem que Kagome á China?

KAGEROUMARU – Não! Isso foi apenas uma coincidência. Loki entrará em contato com alguns informantes que temos na China.

NATSUME – Soubemos, através de Zakira, que Kagome foi á China para procurar pistas de Takeshi, o homem a quem Ryukosei tanto teme.

ZAKIRA – Sango me confirmou o nome de Takeshi.

NATSUME – Loki vai cuidar para que Kagome não ache nada que leve á Takeshi.

ZUZA – Kagome estará sem o serviço de proteção. Vai ser mais fácil matá-la e...

NATSUME – Está enganado, Zuza! Você se esqueceu que ela levou InuYasha e Shippou junto e ambos ficarão vigilantes, sem falar que não quero arriscar a operação com um plano improvisado de assassinato.

ZUZA – Nós temos um acordo! (ele bate na mesa) – Só entrego o que vocês querem se matar Kagome.

KAGEROUMARU – Melhor se acalmar, Zuza! Sabemos da importância de sua informação. Nós só queremos fazer a coisa com calma. Sem precipitação.

NATSUME – Sem falar que Kagome está ficando cada vez mais conhecida. Depois que ela ajudou Ryukosei á aprovar aquele projeto, seu nome cresce nas pesquisas.

ZUZA – Droga.

Percebendo que suas exigências estavam sendo ignoradas, Zuza se retira da reunião, totalmente contrariado com a postura de seus parceiros, que voltaram a conversar depois da saída dele.

ZAKIRA – Ele está muito instável. Ele pode ser um problema.

NATSUME – Não precisa me falar o óbvio.

KAGEROUMARU – Loki é quem nos dava logística aqui no Japão e com ele fora da jogada, temos pouco pessoal. Assim vai ser difícil matar Kagome. Nem mesmo a arma X conseguiu esse feito.

ZAKIRA – Elisa não pode ajudar?

KAGEROUMARU – Ela já se arriscou demais. Sem falar que ela está trabalhando em outra operação. (ele respira fundo) – Precisamos encontrar alguma forma de tirar a informação de Zuza, mesmo sem matar Kagome.

NATSUME – Eu já cuidei disso. Não se preocupe. (ela sorri e depois ela olha para Zakira) – Mas mudando de assunto, como vai os preparativos para seu casamento com Sango?

ZAKIRA – Normal. (ele olha no relógio de pulso) – Por falar na detetive, tenho que me encontrar com ela. Prometi ajudá-la a procurar uma babá. Seria bom colocar alguém da nossa confiança nesse cargo.

NATSUME – Também acho, mas ouviu as palavras de Kageroumaru. Estamos com pouco pessoal, portanto você mesmo terá que cuidar disso.

ZAKIRA – Ok.

NATSUME – Cuide para que esse casamento aconteça. Talvez no futuro sua influência em Sango e a filha dela seja útil.

Zakira sai da sala para ir ao encontro de Sango e enquanto isso, ainda no esconderijo, mas em outro complexo, Zuza, depois da discussão que teve com seus parceiros, estava tentando se acalmar e para isso estava consumindo alguns remédios.

ZUZA – Eu faço isso por você, Kikyou. Você será a numero um de novo nem que para isso eu tenha que matar seu amado InuYasha também.

Mais uma vez Zuza estava perdido em seus delírios sobre a promessa que fez á Kikyou anos atrás. Algo que acontecia com certa freqüência. Ser cobaia de experimento de Urasue, anos atrás, começara a fazer efeito e naquele momento Zuza tem seus delírios interrompidos por uma voz que vinha de uma das celas do complexo. Era Gatenmaru.

GATENMARU – Você não parece nada bem.

ZUZA – Isso não é da sua conta. Só vim aqui para espairecer, já que não posso sair daqui.

GATENMARU – Não pode ou não quer? Eu soube que Natsume e os outros prometeram á você matar Kagome. Isso é verdade?

ZUZA – Sim, mas eles não conseguiram ainda, nem mesmo com a arma X.

GATENMARU – E você sabe quem é esse mascarado que se intitula arma X?

ZUZA – Não sei.

GATENMARU – Naquela outra cela nos fundos há um prisioneiro misterioso. Sabe quem é?

ZUZA – Também não sei.

GATENMARU – Poxa! Eles te deixam de fora de muita coisa. Acho que não confiam em você.

ZUZA – Cale-se! (ele o encara) – Realmente não sei de muita coisa, mas mesmo que eu soubesse, por que contaria algo á você? Não passa de um lacaio de Ryukosei.

GATENMARU – Porque eu posso te ajudar a conseguir seu objetivo. Matar Kagome. (ele percebe o interesse de Zuza e assim continua a falar) – Eu conheço a fama de Natsume desde a época em que ela era amante de Naraku. Ela não vai cumprir a promessa que fez a você. Se ela quisesse mesmo matar Kagome, já teria feito isso.

ZUZA – Mesmo?

GATENMARU – Mesmo! Ela está ‘te enrolando’.

Zuza fica pensativo diante das palavras de Gatenmaru que para ele faziam sentido, mas mesmo assim ele ainda não confiava no ex. parceiro de Sango e por isso se afastou para ir á outro lugar e enquanto isso na redação do jornal Diário da manhã, Sesshoumaru conversava com Satsuki, que tinha ido lá á pedido do pai.

SATSUKI – Ai pai! Eu estou tão feliz que o senhor e Rin voltaram ‘as boas’.

SESSHOUMARU – Garanto que não mais do que eu. (sorrindo) – Eu devo isso muito á você, querida. Sei que andou falando com Rin para me perdoar. Eu agradeço.

SATSUKI – Mas espero que o senhor tenha aprendido a lição e não se envolver com uma desqualificada.

Satsuki fez questão de elevar um pouco o tom de voz nessa frase para que Momiji, um pouco perto dali, ouvisse tal declaração. A colega de Sesshoumaru apenas olhou torto para a jovem e em seguida voltou a digitar algo no computador.

SESSHOUMARU – Pare com essas provocações, Satsuki. (chamando sua atenção e mudando de assunto) – Hoje é o dia que sai o resultado do vestibular, não é?

SATSUKI – É sim, pai.

SESSHOUMARU – E como tenho certeza que minha princesa foi aprovada, já que puxou a inteligência do pai, vou te mostrar. Foi por isso que te chamei aqui.

Sesshoumaru que estava sentado á sua mesa, abre uma gaveta da mesma e de dentro dela tira um acessório no formato de um bichinho de pelúcia para em seguida dar o objeto á filha, que ficou meio desapontada.

SATSUKI – Esse é o presente? (olhando com desdém)

SESSHOUMARU – Você sempre gostou de bichinho de pelúcia. (sorrindo)

SATSUKI – O senhor está gozando com minha cara, não é?

SESSHOUMARU – Já que não gostou do presente, acho que não vai querer ficar com o brinde, que é um carro que comprei mês passado para você e...

SATSUKI – O que?! (surpresa) – O senhor está falando sério? Um carro para mim?

SESSHOUMARU – É.

Satsuki começa a gritar, chamando a atenção de todos na redação deixando seu pai um pouco encabulado e antes que este pudesse dar alguma bronca na filha, estava sendo coberto por beijos e abraços da mesma.

SATSUKI – O senhor é o melhor pai do mundo.

SESSHOUMARU – E tenho que ser mesmo, pois fiz alguns empréstimos já que essa compra não estava no meu orçamento, mas eu faço tudo pelo sorriso da minha princesa.

SATSUKI – E vou sorrir muito. E onde está o carro? O senhor veio com ele?

SESSHOUMARU – Calma aí! Ele já está comprado, mas antes de dirigir, você tem que tirar a carteira de motorista, ok?

SATSUKI – Claro pai! Já estou tendo aulas de direção e logo vou tirar a carteira.

SESSHOUMARU – Bem, eu tenho um tempo livre e por isso vamos agora mesmo.

Sesshoumaru se levanta á mesa e sai da redação, acompanhado da filha que ao passar por Momiji, mostra a língua para ela, deixando a colega do pai ainda mais furiosa.

MOMIJI – “Mas que garota mais arrogante”. (pensando)

Momiji pensava isso ao ver Sesshoumaru e Satsuki saindo da redação. Ela ainda guardava mágoa do colega e isso só aumentava com a agressividade da filha dele e naquele momento seus pensamentos foram interrompidos pela manifestação do editor-chefe do jornal.

EDITOR – Momiji! Quero que faça uma cobertura sobre as prévias do partido trabalhista já que sua irmã é assessora de um dos candidatos.

MOMIJI – Pode deixar.

EDITOR – Sabe por que Kagome viajou para á China?

MOMIJI – Não.

EDITOR – Então descubra. Fale com o assessor dela. Fale com quem quiser, mas descubra algo.

MOMIJI – Sim senhor.

Momiji se levanta á sua mesa para sair á procura de notícias.

HORAS MAIS TARDE

Já estando em território chinês, mais precisamente no aeroporto de Pequim, Kagome estava no saguão falando, através do seu celular, com Sango, que estava em seu apartamento na companhia de Zakira, que segurava Tamira no colo.

KAGOME – Eu só te liguei, Sango, para falar que estamos bem. Que chegamos sãos e salvos.

SANGO – Espero que encontrem alguma pista.

KAGOME – Também espero, pois só assim Momiji irá colaborar com a gente. (ela olha para InuYasha e Shippou que estavam sentado esperando por ela) – Não posso me demorar muito. Conseguiu arrumar uma babá?

SANGO – Nada! Eu preciso que alguém fique com Tamira em tempo integral, pois preciso de toda a concentração para capturar o estrangulador.

KAGOME – Azuma ainda está pegando no seu pé?

SANGO – Ele nem precisa, pois Koharo faz isso por ele. Acredita que ela monitora todos meus passos.

KAGOME – É difícil de acreditar que Koharo tenha passado para o lado de Ryukosei. Acho que a morte de Miroku a afetou de alguma maneira que eu não consigo entender.

SANGO – Esquece a Koharo! Não vale a pena.

KAGOME – Eu tenho que ir. Não posso perder tempo. Até mais.

SANGO – Até.

Sango desliga seu celular e volta seus olhos para Zakira que estava brincando com Tamira em seu colo. A detetive respira fundo ao ver aquela cena.

SANGO – Infelizmente vou ter que apelar para Rin novamente.

ZAKIRA – Eu ficaria com ela, mas tenho trabalho na clínica e...

SANGO – Eu sei! Eu sei! Eu é que tenho que resolver isso.

ZAKIRA – Eu estou atrasado. (ele coloca Tamira no chão) – Eu vou indo.

SANGO – Ta! (ela da um beijo nele)

ZAKIRA – A gente se vê depois?

SANGO – Não prometo nada, mas vou me esforçar.

Zakira sorri e depois sai do apartamento da noiva deixando-a sozinha com a filha. Assim Sango começara a arrumar alguns pertences de Tamira, pois iria levá-la para a casa de Rin e enquanto isso, na China, depois de falar com Sango pelo celular, Kagome se juntou á InuYasha e Shippou.

SHIPPOU – Para onde vamos primeiro? Ver o Mestre Zhi ou procurar pistas de Takeshi?

KAGOME – O endereço fornecido por Tanuki está mais perto, portanto vamos ver isso primeiro.

INUYASHA – Takeshi sabe quem eu sou e talvez isso dê a coragem para ele aparecer.

Os três foram para o setor onde ficavam os taxis, mas o que eles não sabiam era que estavam sendo observados por Loki, que naquele momento pegou seu celular e ligou para Natsume.

LOKI – Sou eu! Eles já chegaram.

NATSUME – Fique de olho neles.

LOKI – Ok! Deixa comigo.

NATSUME – Quantos têm na sua equipe?

LOKI – Equipe?! Só tem eu vigiando.

NATSUME – Você está de brincadeira, não é? E o resto do pessoal? Seus contatos?

LOKI – Eles fugiram! Ficaram assustados com a explosão da concessionária e meu mandado de prisão.

NATSUME – Você está sozinho. Melhor não arriscar.

LOKI – Então não quer que eu os siga?

NATSUME – Isso. Se você conseguiu limpar as pistas que levam á Takeshi, já cumpriu sua missão.

Loki desliga seu celular e sai do aeroporto sem chamar a atenção de InuYasha, Kagome e Shippou, que acabavam de entrar em um taxi. Kagome senta ao lado do taxista enquanto InuYasha e Shippou no banco de trás.

KAGOME – O senhor pode nos levar á esse endereço?

TAXISTA – Claro, senhora.

O taxista liga seu veículo para saírem do aeroporto. Kagome, sorridente, estava muito esperançosa de encontrar alguma pista de Takeshi, mas o sorriso sumiu ao olhar para trás e ver as expressões sérias do marido e do filho adotivo.

KAGOME – O que houve com vocês dois?

INUYASHA – Não é nada, querida. Só cansaço da viagem.

SHIPPOU – Eu, particularmente, não estou tão otimista quanto você, Kagome.

KAGOME – Mas você precisa pensar positivo, Shippou.

Kagome volta a olhar para frente e a falar algo com o taxista e nisso InuYasha e Shippou, sem se olharem, começam a falar em um tom baixo para que Kagome não os ouvissem.

INUYASHA – Você percebeu, não é, Shippou?

SHIPPOU – Claro que sim.

INUYASHA – Melhor não falar nada com Kagome.

SHIPPOU – Ok! (Kagome percebe algo)

KAGOME – O que estão cochichando?

INUYASHA – Não é nada, Kagome! Só estou falando com o Shippou que é uma pena que Satsuki não veio se despedir.

SHIPPOU – É. (ele olha meio contrariado para o pai devido á usar aquela desculpa)

KAGOME – Deveria partir para outra, Shippou.

SHIPPOU – É mais fácil falar do que fazer, mas vamos mudar de assunto.

Shippou não queria falar de Satsuki apesar de ainda sentir algo pela prima e enquanto isso, no Japão, Satsuki acabara de regressar em casa depois de ver o carro que o pai comprou para ela. Ao adentrar em sua residência, ela vê Rin cuidando de Sara, Tamira e Genku.

SATSUKI – Olá á todos. (sorridente)

RIN – Oi. (ela olha para a enteada) – Ao que parece você viu o presente que seu pai comprou, não é?

SATSUKI – E você sabia de tudo?

RIN – Sim. Eu não podia contar. Era segredo.

SARA – O que o papai comprou para você, Satsuki?

SATSUKI – Um carro, maninha. (ela pega a irmã no colo e começa a beijar no rosto dela) – Agora sua irmã é motorizada.

Diante da felicidade que estava vivendo, Satsuki demorou a perceber a presença de Tamira, já que a presença de Genku era esperada.

SATSUKI – O que Tamira faz aqui?

RIN – Sango não conseguiu uma babá e pediu que eu cuidasse dela. (ela respira fundo) – Cuidar desses três não é tarefa fácil.

SATSUKI – Ok! Ok! Nem precisa pedir. (ela coloca Sara no chão) — Eu dou uma força á você. (com uma mão ela segura a mão da irmã e com a outra segura a mão de Tamira) – Pelo menos com as meninas. (depois ela olha para Genku) – Pois você é um linguarudo, Genku, por contar dos brincos para o Shippou.

GENKU – Eu nem ligo.

RIN – O que é isso, Satsuki? Vai discutir com um menino de seis anos?

SATSUKI – Tem razão minha querida madrasta. (ela olha para as meninas) – Deixe o Genku aí e vamos para meu quarto.

TAMIRA – Ta.

SARA – Vai pintar a gente?

RIN – Olha Satsuki! Nada de maquiagem muito pesada. Elas são muito novas e tem a pele sensível, principalmente a Tamira.

SATSUKI – Pode deixar.

RIN – Quanto você vai ver os resultados do vestibular?

SATSUKI – Maya vai passar por aqui mais tarde para irmos juntas.

Satsuki leva Tamira e Sara para seu quarto deixando Genku somente com Rin. Ele parecia visivelmente contrariado com as palavras da prima o que fazia Rin sorrir diante daquela situação e enquanto isso, Zuza ainda estava pensativo sobre as palavras de Gatenmaru de que Natsume não tinha a intenção de matar Kagome e por algum motivo ele começou a acreditar nessa tese, por isso ele entra abruptamente na sala dela quando ela fazia vários telefonemas.

ZUZA – Precisamos conversar.

NATSUME – Agora não. (sem olhar para ele) – Tenho que fazer algumas ligações, pois Loki está sozinho na China e...

ZUZA – Eu já disse que precisamos conversar. (ele bate na mesa)

NATSUME – É melhor você se acalmar, Zuza. Está ficando instável de novo. Por acaso não está tomando seus remédios?

ZUZA – Eu quero saber por que ainda não matou Kagome? Vocês tiveram várias oportunidades e não aproveitaram. Agora que ela está indefesa na China, vocês não querem se arriscar.

NATSUME – O que está querendo insinuar, Zuza?

ZUZA – Acho que a intenção de vocês nunca foi matar Kagome. Acho que precisam dela viva por algum motivo.

NATSUME – Você está pior do que eu pensava. Por que eu iria querer poupar a vida de Kagome se você sabe que tenho objetivos maiores.

ZUZA – Eu não sei. Só sei que os contratempos que evitaram a morte de Kagome foram muito estranhos. Por exemplo, a polícia estar no quarto de Kagome antes da chegada da arma X.

NATSUME – Olha! Eu não tenho tempo para essa discussão. Falamos disso depois, Zuza.

Zuza saiu da sala, pois viu que não conseguiria nada de Natsume e começou a acreditar nas palavras de Gatenmaru e por isso foi imediatamente foi para o outro complexo onde ficavam os prisioneiros. Primeiramente se certificou que não tinha mais ninguém e assim feito foi falar com Gatenmaru.

ZUZA – Você tinha razão! Natsume não vai matar Kagome.

GATENMARU – Claro que não vai. Ajuda-me a sair daqui e eu cuido de Kagome pessoalmente.

ZUZA – Eu não sei como fazer isso.

GATENMARU – Tente conseguir as chaves dessa cela, mas antes precisa descobrir uma coisa para mim.

ZUZA – O que?

GATENMARU – Aqui nesse complexo tem dois seres misteriosos que são a arma X e o prisioneiro misterioso. Preciso saber a identidade de pelo menos um deles.

ZUZA – Por quê?

GATENMARU – Porque quando nós sairmos daqui, precisamos de algo contra Natsume para que ela não nos mate. Ela por alguma razão esconde as identidades desses dois.

ZUZA – Eu vou tentar.

GATENMARU – Mas não precisa ser ainda hoje. Isso tem que ser feito com calma. Então finja na frente dela que concorda com tudo que ela está fazendo. Ganhe a confiança dela e depois sorrateiramente descubra a identidade de um dos dois.

ZUZA – Pode deixar.

Zuza se afasta da cela deixando Gatenmaru confiante. O ex. parceiro de Sango viu uma luz no fim do túnel para sair dali e enquanto isso na China, mais precisamente em frente á uma casa no subúrbio de Pequim, Kagome, InuYasha e Shippou falavam com uma mulher chamada Gon, que morava na casa ao lado.

KAGOME – Tem certeza que não viu o homem que descrevi?

GON – Infelizmente não. Mudei-me para cá há uns dois meses e esse lugar é de moradia transitória, ou seja, ninguém fica por aqui por muito tempo.

KAGOME –Eu preciso tanto encontrar esse homem.

GON – Eu já disse que não vi, senhora.

KAGOME – Mas...

INUYASHA – Vamos Kagome! Ela não viu nada. (ele olha para a mulher) – Desculpa o incomodo.

Depois de ouvir um pedido de desculpas, Gon volta para o interior de sua casa, observada por InuYasha, Kagome e Shippou.

INUYASHA – Não adianta, querida. Vir aqui foi perda de tempo.

KAGOME – Eu tinha tanta esperança de encontrar Takeshi.

SHIPPOU – Tem certeza que o endereço é esse mesmo?

KAGOME – É sim! Tanuki disse que a rede secreta usava esse lugar para esconder as pessoas que ela ajudava. (ela chuta uma latinha que estava no chão) – Droga.

INUYASHA – Não fique assim, Kagome. Vamos dar um jeito de encontrar Takeshi.

Enquanto InuYasha tentava consolar a esposa, Shippou notou um som familiar quando Kagome chutou a latinha. Pegou a latinha e começou a balançar e foi aí que percebeu que dentro da latinha havia um pequeno osso de galinha o que fez se lembrar de um certo alguém.

SHIPPOU – Foi Loki! Ele esteve aqui.

INUYASHA – Loki?! Está falando do traficante que tinha negócios com seu amigo?

SHIPPOU – Ele mesmo.

KAGOME – Como sabe disso, Shippou?

SHIPPOU – Por isso. (ele exibe a latinha) – Quando eu estava espionando Loki durante a conversa dele com Sango e Guy, vi que ele tinha esse costume de colocar um osso de galinha dentro da latinha. A bebida é a mesma que vi. Coincidência? Eu acho que não.

INUYASHA – Faz sentido se lembrarmos que Loki, segundo Xolan, tinha negócios aqui na China.

KAGOME – Ok! Loki está aqui na China, mas o que nos ajuda saber disso? Ainda mais que se for verdade que ele esteve aqui é sinal de que pegaram Takeshi.

INUYASHA – Mas se pegarmos Loki talvez ele nos leve até Zuza e Natsume e quem sabe Ryukosei. Assim acabamos com essa conspiração.

KAGOME – Então ta! Talvez tenha sido Loki que nos vigiou na chegada do aeroporto.

InuYasha e Shippou ficaram surpresos com a frase de Kagome, pois não imaginavam que ela tinha percebido a presença de alguém os espionando.

SHIPPOU – Você também percebeu alguém vigiando a gente?

KAGOME – Claro que não.

INUYASHA – Mas então como sabe disso?

KAGOME – Eu posso não ser especialista em artes marciais como vocês, mas não sou surda. Eu ouvi direitinho o cochicho de vocês. Queriam me manter fora, hein?

INUYASHA – Kagome! Tem um homem, que por uma razão desconhecida, quer te ver morta. Eu não queria preocupá-la com isso.

KAGOME – Eu sei, meu amor. (ela da um beijo nele) – Mas não faça mais isso. (depois olha para Shippou) – E nem você, mocinho.

SHIPPOU – Ta legal! A nobre vereadora é quem manda. (sorrindo)

INUYASHA – Mas voltando ao assunto anterior, se foi mesmo Loki que estava nos espionando, como vamos encontrá-lo?

KAGOME – Essa é uma boa pergunta, mas vemos isso depois. Agora vamos ao templo do Mestre Zhi.

INUYASHA – Ah sim, pois o taxista vai cobrar também por esse tempo que estamos parados.

InuYasha, Kagome e Shippou saem para voltar ao taxi e irem até o templo do Mestre Zhi sem imaginar que grandes surpresas esperam por eles.

Próximo capítulo = Surpreendente reencontro – parte 2