Noite sem Fim
98 Segredos e sacrifícios - parte 2
Sentados frente á frente á uma mesa no gabinete da prefeitura, Ryukosei e Abi conversariam.
ABI – Deixe-me ver se entendi. O senhor disse que Rakusho te ligou um pouco antes de se matar confessando que havia cometido traição, é isso mesmo?
RYUKOSEI – Na verdade eu tinha demitido o Rakusho horas antes. Com a crise na segurança era insustentável sua permanência.
ABI – Mas pelo que soube, ele estava em uma sessão na câmera de vereadores discutindo o novo projeto de segurança publica que o senhor estava pensando em implantar e...
RYUKOSEI – Pensando não! Eu vou implantar, mas desta vez será Elisa quem conduzirá e coordenará o projeto.
ABI – O assunto de sua esposa e do nepotismo não me interessa. Voltando ao assunto, o senhor poderia demitir seu secretário horas depois. Porque fazer isso no meio de uma sessão?
RYUKOSEI – Posso demitir meus secretários a hora que eu quiser. (ele eleva um pouco o tom de voz) – A senhora está aqui para tentar estabelecer alguma relação da traição de Rakusho com a minha pessoa na esperança de saber para quem ele deu os arquivos que roubou.
ABI – Exatamente! O senhor não sabe?
RYUKOSEI – Não! Rakusho não me contou. Achei que vocês, das agências de investigação, pudessem me responder isso.
ABI – Faremos isso. Queremos também que libere para nós os dados, agenda social e política de Rakusho.
RYUKOSEI – Está liberado. O que a senhora quiser pode pedir. Quero que isso seja esclarecido o mais rápido possível.
Abi ficou um pouco surpresa com a colaboração do prefeito em um assunto tão delicado que podia arruinar a carreira dele e naquele exato momento a porta do gabinete se abre aparecendo Elisa diante deles.
ELISA – Desculpe-me! Não sabia que está ocupado e...
ABI – Não se preocupe. (ela se levanta da cadeira) – Já acabamos.
ELISA – Oi, eu sou Elisa, prazer.
ABI – Sei quem é e também o que é. Primeira dama e agora secretária de segurança. (ela se curva) — Abi, Agência Imperial.
ELISA – Agência Imperial? (fingindo ingenuidade) – Isso é por causa de Rakusho?
RYUKOSEI – É sim, querida, mas eu não me incomodo de ser questionado pelas agências de investigação embora nós dois tenhamos sido vítimas de falha da Segurança Interna.
ABI – Sim, eu li o relatório de Rambari sobre os dois agentes da Segurança Interna que a senhora matou em legitima defesa. Lembro-me também que esses mesmos dois agentes tiveram as contas adulteradas.
ELISA – O que está insinuando?
ABI – Não estou insinuando nada. (ela olha para Ryukosei) – Vemo-nos outra hora senhor prefeito.
RYUKOSEI – A hora que a senhora quiser.
Abi se despede dos dois e sai do gabinete deixando o casal a sós e durante o trajeto para sair da sede da prefeitura, seu celular volta a tocar. Achando que era Zuko, ela atendeu imediatamente, mas no outro lado da linha era outro agente imperial.
ABI – Alô, Zuko.
AGENTE – Não é ele senhora Abi.
ABI – Desculpe agente. O que foi?
AGENTE – Infelizmente eu tenho que informa que encontramos o corpo do agente Zuko ao lado do corpo do gerente do motel.
Ao ouvir aquilo, Abi imediatamente ficou paralisada, pois tinha falado com Zuko minutos antes. Sem falar que ela nutria um sentimento forte por ele. Abi só voltou a si depois que o agente imperial do outro lado da linha ficou chamando por ela seguidamente.
AGENTE – Senhora Abi! Senhora Abi!
ABI – Sim?
AGENTE – Como devemos proceder?
ABI – Como assim?
AGENTE – Zuko estava no comando. Agora que ele está morto precisamos saber o que fazer.
ABI – Ah sim! Levem os corpos do gerente, do Hideki e do Zuko para a sede a fim de serem analisados e também quero que façam uma busca na área, pois tenho certeza que foi Runy que fez isso.
AGENTE – Isso já está sendo feito, senhora. Mais alguma coisa?
ABI – Sim. Mande uma unidade para o escritório de um contador chamado Suke para dar auxílio a um civil chamado InuYasha.
AGENTE – Sim senhora.
ABI – Me mantenha informada de tudo.
AGENTE – Sim senhora.
Abi desliga a comunicação e, ainda um pouco desnorteada, vai até o carro da Agência Imperial e pede para o motorista levá-la para a sede da agência em Tóquio e enquanto isso no gabinete do prefeito, Elisa questiona o marido.
ELISA – O que deu na sua cabeça em fazer aquele discurso? E depois me nomear sua secretária de segurança sem falar comigo.
RYUKOSEI – Ora minha cara esposa. Á princípio chamar toda a atenção dessa conspiração para mim será algo ruim, mas eles não vão descobrir nada de concreto, cairá tudo na vala comum. E quanto a te nomear secretária eu achei que ia gostar.
ELISA – Claro que não! Eu ficarei muito exposta.
RYUKOSEI – Você tem que pensar um pouco mais adiante, minha cara. Os associados de Hank podem nos cobrir e estamos chegando a um ponto crucial da operação. Não existe aquela expressão que temos que, às vezes, temos que cortar da própria carne para obter vantagem. Se superarmos essa fase teremos muito mais força, pois se é para perder que se perca agora.
ELISA – Vendo por esse lado, eu não discordo de você totalmente, mas essa não é uma decisão nossa. Esqueceu que somos apenas marionetes, peões que podem ser descartados.
RYUKOSEI – Então fale com Hank e seus associados e veja o que eles pensam. (ele se levanta da cadeira e a encara) – Se eles foram as pessoas que imagino, saberão analisar com sabedoria e ver que minha atitude não tem nada de destempero ou desespero e sim algo calculado.
ELISA – Veremos.
Abi não podia negar que o marido a surpreendeu e, por um instante, achou que ele realmente sabia o que estava fazendo no meio daquela loucura toda e naquele momento o celular da primeira dama começa a tocar. Ela pensou que podia ser Haruy, mas ao olhar para o visor do aparelho sabia que se tratava de outra pessoa.
ELISA – Fale logo que estou sem tempo.
RUNY – Preciso de um esconderijo agora em Yokohama.
ELISA – Você devia estar longe. O que aconteceu?
RUNY – Eu acabei matando um agente imperial.
ELISA – O que?! Sua idiota! Nem devia estar ligando para mim. A Agência Imperial vai cair matando em você.
RUNY – Eu não tive escolha. Eu iria fugir antes, mas o agente tinha chamado reforços. Só conseguir sair com ajuda externa.
ELISA – Eu sei que ajuda é essa. Ligun. Não acha meio doentio se envolver com o filho do seu ex?
RUNY – Isso não é da sua conta. Graças a isso eu posso movimentar o dinheiro que Hideki conseguiu, pois Ligun tem a senha do pai. Eu fiz muito em te dizer sobre a caixa metálica. Acho que mereço uma ajuda sua.
ELISA – Tudo bem. Eu vou te ajuda, não porque sua ajuda tenha sido de grande serventia, mas sim porque se eu tivesse contatado Ligun antes Haruy não teria que se esforçar tanto.
RUNY – Como quiser. Agora fale para onde posso ir.
ELISA – Anote esse endereço.
Elisa dá um endereço de um local seguro á Runy para que ela pudesse se esconder da Agência Imperial, mas a novidade foi saber que Ligun estava agindo e ajudando Runy e que nem se importou com o próprio pai e enquanto isso no departamento de polícia de Tóquio, Sango era avisada, por Koharo, de algo surpreendente.
SANGO – Isso é sério?!
KOHARO – Sim, está no noticiário. Pensei que já soubesse que o secretário Rakusho se matou.
SANGO – Eu não. (ela se vira e olha para Guy) – Sabia disso, Guy?
GUY – Não! Eu nem sabia que ele tinha confessado traição. Mas que história mais maluca.
SANGO – Não é tão maluca assim. Tanto eu como InuYasha sempre desconfiamos que Ryukosei estava ajudando Naraku.
GUY – Ryukosei é um dos principais responsáveis pela prisão de Naraku. Ele Naraku aliados é algo difícil de imaginar.
KOHARO – Sem falar que o envolvimento de Rakusho em roubo de arquivos secretos não prova que Ryukosei está envolvido. Pelo menos no discurso ele disse que foi traído.
SANGO – Conversa fiada! Mas se os dois querem uma evidência forte então eu digo fazendo uma pergunta. Por que o departamento não foi informado de nada disso até agora? Alguém pode me responder.
Tanto Guy quanto Koharo ficaram sem saber o que dizer, mas nesse momento Nomer se aproxima deles e se manifesta para responder.
NOMER – Eu acho que tenho a resposta para isso, detetive.
SANGO – Nomer?
NOMER – O trabalho que eu estava fazendo para o capitão Azuma me obrigou a bloquear vários sistemas do departamento incluindo os informes. Por isso ninguém foi avisado sobre a morte de Rakusho. Sinto muito.
SANGO – Isso é sério? (ela balança afirmativamente com a cabeça) – Ainda sim mantenho as minhas desconfianças.
NOMER – Não posso fazer nada a respeito. (ele olha para Koharo e entrega um papel) — Está tudo aí.
KOHARO – O atestado de Soten. Foi mais rápido do que pensei.
NOMER – Não a de que.
SANGO – Digamos que Nomer estava particularmente motivado.
KOHARO – Sango me contou que saiu com Soten.
NOMER – É, mas não quero falar disso. Preciso voltar ao meu trabalho.
GUY – Já que com seu trabalho, vários informes foram bloqueados, precisamos saber se descobriu algo de interessante.
NOMER – Ah sim. Eu descobri algo interessante.
Ele volta para a mesa onde estava trabalhando e é seguido por Sango, Koharo e Guy, que queriam saber do que o jovem estava falando. Nomer mostra algo no computador.
NOMER – Eu descobri que o tal Ligun foi dado como morto na China, mas descobri também que essa morte foi forjada.
GUY – Forjada?! Mas por quem?
NOMER – Um grupo chamado Ordem da Espada Morta.
SANGO – Esse grupo fez parte da conspiração de cinco anos atrás.
NOMER – Está falando daquela organização de quem o senhor Miroku tentou proteger Soten levando-a para a China?
SANGO – Essa mesma. Eles explodiram o prédio da Segurança Interna também.
GUY – Está dizendo que esse Ligun, filho de Hideki, é um espião altamente treinado na China?
NOMER – Isso mesmo. As desconfianças do capitão Azuma fazem sentido. Estou prestes a eliminar o broqueio da foto de Ligun e depois disso a enviarei para todas as agências de investigação.
KOHARO – Acha que esse rapaz ainda está agindo?
SANGO – Se o pai dele está, não seria surpresa se o filho estivesse junto.
NOMER – Mas segundo algumas coisas que vi aqui, eles não eram muito unidos, pois Hideki expulsou o filho de casa.
NOMER – Que família adorável.
KOHARO – E por falar em família vou cuidar da do Miroku. Obrigado a todos.
Koharo se despede de todos, que sorriem alegremente, menos Guy, que não escondia a contrariedade de rever Koharo naquele local.
SANGO – Eu pensei que a Guerra Fria tinha acabado.
GUY – Nem vem, Sango.
NOMER – Do que estão falando?
GUY – Não é nada. (ele olha torto para Sango) – Não é?
SANGO – Depois eu te conto, Nomer. (ela da um tapinha nas costas dele) – Vote ao seu trabalho enquanto nós vamos voltar ao nosso, não é Guy?
GUY – Sim. (depois ele olha para Nomer) – E trate de desbloquear os informes.
NOMER – Sim, senhor.
Sango e Guy voltaram á suas respectivas mesas para se atualizarem com os informes e com o fim do bloqueio puderam ver os detalhes da mudança do secretariado do prefeito.
GUY – O prefeito resolveu colocar a esposa no cargo.
SANGO – Isso é nepotismo puro e...
GUY – O que foi?
SANGO – Acabou de chegar um informe novo. (Guy se levanta da mesa dele e vai até a parceira) – É um chamado de uma pessoa que afirma ter um cadáver cujos pulsos estão com meias de nylon.
GUY – Fala o endereço?
SANGO – Está chegando. (ela anota em um pedaço de papel) – Será um alarme falso.
GUY – Já teve muitos, mas não estou a fim de esperar que a patrulha confirme. Vamos lá nós mesmos.
SANGO – Tem razão.
Diante daquela nova notícia Sango e Guy foram para o local onde foi encontrado esse corpo e enquanto isso em seu escritório em Yokohama e um pouco cansado de esperar, Suke começou a dar tapadas nos rostos de Haruy e InuYasha para que eles despertassem. Ambos estavam devidamente amarrados, um de costas para o outro.
SUKE – Bom dia, flor do dia. (ele sorri) – Acho que não se conhecem. InuYasha, esse é Haruy. Haruy, esse é InuYasha.
INUYASHA – Como sabia que eu estava vindo?
SUKE – Câmeras de segurança. A tecnologia é uma maravilha, não?
HARUY – Se acha que vai se dar bem, Suke, pode apostar que está enganado.
SUKE – Eu sou um empresário acima de qualquer suspeita que teve seu estabelecimento invadido por dois bandidos. As autoridades já estão vindo.
INUYASHA – Isso é bom. Pode mandar.
SUKE – Mas antes preciso saber como e porque estão atrás de mim. Para falar a verdade só de você, meu caro InuYasha, pois de Haruy já faço alguma idéia.
HARUY – Então ficarei calado.
SUKE – E você InuYasha?
INUYASHA – Eu não vou falar nada para você, mas saiba que já sei quem você é e para quem trabalha. Eu voltarei.
SUKE – Será que vai voltar mesmo. (ele encara InuYasha) – Você acha que sabe com quem está lidando, mas faz nem idéia de quem seja. Somos grandes e vamos ser muito maiores em um futuro próximo. Devia ter ficado fora disso, meu caro.
INUYASHA – Não importa para mim para quem trabalhe e qual são seus objetivos. São bandidos e os tratarei com tal. Isso serve para você e para ele também. (se referindo a Haruy)
SUKE – É Haruy, ele é mais teimoso do que pensei. (ele encara Haruy) – Saber como vocês chegaram á mim é uma informação que poderia tirar usando métodos mais cruéis, mas infelizmente eu não disponho de muito tempo.
HARUY – Claro que sim! Seu tempo é gasto trabalhando para que Naraku possa usufruir do dinheiro ilegal.
SUKE – É isso aí! Ultimamente estou tendo dificuldades em fazer isso. Então adeus aos dois.
A despeito da irritação de InuYasha e Haruy, que estavam amarrados, Suke os amordaça para em seguida pegar a caixa metálica e colocá-la dentro de um envelope para depois chamar a secretária pelo interfone.
SECRETÁRIA – Pois não, senhor Suke?
SUKE – Já enviou meus arquivos pessoais desse escritório para minha matriz em Tóquio?
SECRETÁRIA – Sim senhor! Já está tudo feito e também desmarquei suas reuniões.
SUKE – Muito. Saiba que sou sair para um compromisso e não tenho hora para voltar. Anote todos os recados.
Depois disso, Suke desliga o interfone, lança um sorriso vencedor para InuYasha e Haruy, para depois sair da sala. Suke vai até o elevador e entrando nele aperta o botão que o fazia ir direto ao estacionamento. Durante o percurso ele usou o seu celular para falar com Natsume.
NATSUME – Fale Suke.
SUKE – Já teve acesso as anotações de Yuri?
NATSUME – O emissário ainda não chegou. Espero que essa informação seja realmente boa.
SUKE – E é. Muito. (o elevador se abre e ele sai) – Estou indo para Tóquio entregar a caixa metálica pessoalmente a você. (ele anda em direção ao seu carro) — É o mínimo que poderia fazer depois de ter me ajudado com Haruy e InuYasha.
NATSUME – Haruy e InuYasha?! Eles estão aí com você?
SUKE – Sim. Eles invadiram meu escritório, mas graças a ajuda de um capanga seu, pude antecipar seus movimentos com uma câmera de segurança. (ele entra no carro) — Deveria ter visto a cara deles quando foram surpreendidos. Daqui a pouco eles não serão mais problemas.
NATSUME – Escute Suke! Eu não fiquei sabendo que nenhum capanga meu tenha visto InuYasha e Haruy. Não foi gente minha que te avisou.
SUKE – O que?! Mas então quem foi que...
Suke não pode terminar de formular a pergunta por que teve a garganta cortada por alguém que já estava dentro do carro e que estava escondido no banco de trás. Esse alguém era Gatenmaru, que imediatamente pegou o celular de Suke para quebrá-lo logo em seguida.
GATENMARU – Foi mais fácil do que pensei. Consegui enganar todo mundo.
O plano de Gatenmaru seguiu perfeitamente, pois foi ele quem avisou á Suke que InuYasha e Haruy estão a caminho se fazendo passar por capanga de Natsume.
GATENMARU – Vamos ver o que temos aqui.
Ao perceber que não chamou a atenção de ninguém, Gatenmaru pegou a caixa metálica para em seguida ler o que estava grifado nela.
GATENMARU – Projeto Zetas! (ele fica pensativo) – Kanna já me falou disso.
Vendo que aquela caixa era a única coisa importante que Suke transportava, Gatenmaru colocou o cadáver deste no banco de trás para depois ele se colocar na direção do veiculo e assim sair dali e enquanto isso InuYasha e Haruy tentavam se soltar das cordas, mas graças a um pequeno canivete apenas o marido de Kagome consegue se soltar para em seguida tirar a mordaça.
INUYASHA – Eu pego aquele desgraçado! (ele olha para Haruy ainda amarrado e amordaçado) – Depois cuido de você.
InuYasha se afasta de Haruy para sair da sala, mas percebe que a porta estava trancada. Ele deu socos e chutes, mas nada adiantou concluindo que como estava do lado de dentro era mais difícil arrombá-la. Então ele quis usar o telefone para ligar para alguém, mas o aparelho não funcionava.
INUYASHA – O que está acontecendo?
Então InuYasha começou a usar o canivete para tentar abrir a porta enquanto Haruy resmungava insistentemente para chamar a atenção do marido de Kagome, que começou a ficar irritado porque não conseguia se concentrar, mas ao voltar os olhos para Haruy percebe que ele mirava os olhos para algo embaixo da mesa. Curioso, InuYasha foi ver o que Haruy tanto olhava e ao se aproximar da mesa ele percebe o som de um tic-tac vindo de dentro de uma caixa. Ao abrir a caixa ele vê uma mini bomba com cronometro de contagem decrescente.
INUYASHA – Essa não.
O temor de InuYasha era que a marcação do cronometro era de um pouco mais de um minuto e Haruy resmungava ainda mais fazendo com que InuYasha tirasse sua mordaça.
HARUY – Me solte! Eu sei desativar uma bomba.
INUYASHA – Não confio em você e...
HARUY – Deixa de ser idiota! Você não tem como se livrar da bomba em um lugar fechado como esse.
InuYasha fica pensativo diante daquela situação, pois sabia que Haruy era membro de outra facção da conspiração, mas sabia também que ele estava certo. Não tinha como se livrar da bomba e InuYasha não sabia como desarmá-la e assim soltou o capanga de Elisa, que foi direto para a bomba.
INUYASHA – Pode mesmo desarmá-la?
HARUY – Agora não me atrapalhe e deixe tudo comigo.
Haruy abriu a mini bomba expondo seus fios e para sua sorte já tinha desarmado varias bombas do mesmo tipo e sabia o que fazer. Colocou a mini bomba em cima da mesa, pegou uma pequena tesoura para em seguida usá-la para corta um dos fios fazendo com que a contagem regressiva parasse.
HARUY – Consegui.
Infelizmente para Haruy bastou ele dizer isso para ser acertado na cabeça, por InuYasha, desmaiando em seguida. O marido de Kagome fez isso porque sabia que não poderia confiar naquele sujeito. Naquele momento a porta se abre aparecendo a secretária de Suke seguida por dois seguranças. InuYasha apenas levanta as mãos para o alto porque sabia que era um invasor e enquanto isso em seu esconderijo, Natsume, depois de perder o contato com Suke, estava tentando, inutilmente, retomar o contato e naquele momento um homem chamado Ryo aparecia diante dela.
RYO – Desculpe o atraso, senhora. (ele oferece folhas de papel a ela) – Aqui está o que Suke enviou por fax.
NATSUME – Eu quero as anotações particulares dela. O resto eu leio depois.
RYO – Sim senhora. (ela retira algumas folhas em particular e depois as entrega para ela) – Aqui está.
Ainda sem deixar de tentar retomar a ligação com Suke, Natsume pega as folhas para em seguida olhar as anotações sem nada de importância para ela até que ela vê algo que a deixa muito surpresa a tal ponto dela desistir do telefonema com Suke.
NATSUME – Suke tem razão! Isso muda a perspectiva para o futuro.
Sem perder mais tempo, Natsume se afasta de Ryo e vai para outra sala onde ficava a câmera criogênica onde Naraku estava. Ela estava doida para contar a ele a novidade, mas desistiu.
NATSUME – Quando você acordar, meu amor, terá uma grande surpresa. O que eles tiraram de você o destino devolveu. Seu sonho de uma vitória completa pode ser uma realidade ainda melhor.
Natsume contemplava o corpo inerte do amado enquanto era observada pelo cientista David, que não entendi o motivo de tudo aquilo. Ryo, que apenas observava a cena, resolveu se manifestar.
RYO – Temos problemas, senhora.
NATSUME – O que foi?
RYO – O nosso caixa está baixo para as operações. Parece que o governo japonês bloqueou os recursos que Suke tinha liberado.
NATSUME – Eu sei. Ele ia cuidar disso, mas aconteceu alguma coisa. Temo que ele esteja morto.
RYO – Isso é ruim senhora e...
NATSUME – Não precisa me dize o obvio, seu idiota! Eu sei que é ruim, mas se conseguirmos ficar de posse da lista de Kanna, esse problema será resolvido. Vou cuidar disso agora mesmo.
RYO – E eu, senhora? O que faço?
NATSUME – Eu quero que entre em contato com todos os membros de nossa organização que ainda estão livres. Quero que fiquem apostos para um ataque fulminante. Conseguir essa lista é nossa única prioridade.
Ryo acata imediatamente ás ordens de Natsume e sai do esconderijo para cumpri-las e enquanto isso em sua prisão domiciliar, Kanna ainda era interrogada pelo chefe da Segurança Interna, Rambari, acompanhado de vários agentes da organização.
RAMBARI – Estamos aqui a mais de uma hora e você ficou dizendo que se redimiu.
KANNA – Sim.
RAMBARI – Então prove, Kanna. (ele se exalta um pouco) – Já sabem sua ligação com Yuri. Sabem que você tem uma lista. Vão querer arrancar isso de você com qualquer meio disponível. Será mais fácil se colabora conosco. Onde está a lista?
KANNA – Sabe que não posso falar.
RAMBARI – Já disse! Se você está com medo de Natsume e Naraku, nós a protegeremos...
KANNA – Você deve estar de brincadeira! Você acha mesmo que eu e meu filho estamos vivos graças a competência da Segurança Interna? Saiba que não foi e sim a lista. Olha o que aconteceu com a promotora Midoriko.
RAMBARI – Você sabe alguma coisa de Midoriko?
KANNA – Sei que as pessoas que sumiram com ela podem fazer o mesmo com meu filho, mas não fazem porque sabem que se isso acontecer, a lista será divulgada.
RAMBARI – Se está tão preocupada com seu filho, podemos levá-lo para fora do país. Ele não terá que crescer em um país onde a mãe é considerada uma traidora.
KANNA – essa é uma oferta muito gentil, senhor Rambari, mas eu pergunto por que o senhor trouxe esse monte de agentes? Estou curiosa.
RAMBARI – Eles estão aqui para te proteger. Garantir sua segurança e de seu filho. Um deles até foi buscá-lo na creche.
KANNA – O senhor me parece um homem honrado e por isso serei direta com o senhor. Sei que seu pessoal e a alta cúpula do governo japonês, de quem o senhor é subordinado, não me vêem com bons olhos. Eles me vêem como um problema e sei que podem aprontar algo contra mim.
RAMBARI – Isso não é verdade e...
KANNA – Ah não? Então eu dar um pequeno aviso. Se por acaso algum de vocês pensar em sumir com meu filho para culpar Naraku, saiba que eu saberei. Tenho os meus contatos.
RAMBARI – Deveria confiar em nós e não nessa gente que está chantageando.
KANNA – Está enganado, senhor Rambari. Não confio neles. Eu confio no instinto de sobrevivência deles. Se teve uma coisa que aprendi sendo filha de Naraku foi que as pessoas temem mais o que você pode fazer do que você realmente faz.
RAMBARI – Então não vai dizer-me onde está a lista?
KANNA – Não. A lista é a garantia de que nada farão contra meu filho. Só estou agüentando isso por ele, mas vai chegar o dia que muitos terão acesso a essa lista.
Rambari percebeu que tentar convencer Kanna a colaborar seria inútil e por isso se retirou da prisão domiciliar para ir até seu carro, mas antes de entrar no veículo, seu celular toca.
RAMBARI – Fale.
ABI – Sou eu, Rambari. O que conseguiu de Kanna?
RAMBARI – Nada. Ela não confia em nós para proteger ela e seu filho. É um beco sem saída.
ABI – E quanto ao irmão de Kagome?
RAMBARI – O general já está cuidando de tudo, mas o fato de Ryukosei expor o caso, será difícil controlar o escândalo. Por sinal descobriu algo com o prefeito?
ABI – Não, mas sei que ele sabe mais do que falou, mas o que não entendo é que divulgando isso ele será muito prejudicado. Talvez esteja protegendo algo maior do que sua reeleição, mas sem abrir mão da mesma. Começo a dar muita razão para InuYasha sobre uma possível aliança entre Naraku e Ryukosei.
RAMBARI – Isso é hipótese. Não podemos trabalhar com conjecturas alheias e por falar em InuYasha, soube, pelos informes, do acontecido com o agente Zuko, que estava com ele. Sinto muito. Sei que começaram juntos na Agência Imperial e...
ABI – Obrigada pelas palavras, mas não quero perder tempo com sentimentalismo. Agora Naraku e Natsume sabem que Kanna tem uma lista e como ela escondeu, só não sabem com quem ela está. (ela ouve um barulho no celular) – Tem outra pessoa querendo falar comigo. Depois a gente se fala. Precisamos saber dessa informação antes que todo mundo.
RAMBARI – Certo. Vamos trabalhar nisso. Vamos manter contato.
Enquanto o carro onde estava se dirigia para a sede da Agência Imperial em Tóquio, Abi desligou a comunicação com Rambari para atender a outra chamada que seu aparelho recebia.
ABI – Abi falando.
KAGOME – Senhora Abi, sou eu. Kagome. Desculpa por te ligar, mas é urgente. Tenho duas perguntas.
ABI – É bom que seja rápido. Não estou com humor para perder tempo.
KAGOME – Serei direta. Primeira pergunta, onde está meu marido? Estou tentando entrar em contato com ele, mas ele não atende. Soube também que o agente Zuko foi morto.
ABI – Como sabe disso?
KAGOME – Ora senhora Abi. Eu não me tornei candidata á prefeita por causa da minha beleza. Tenho os meus contatos. (ela olha para Miroku) – E os meus amigos também têm.
ABI – Sim, é verdade. O agente Zuko foi morto, mas InuYasha não estava com ele e sim em outro lugar, mas fique tranqüila que já mandei uma equipe para o local onde ele está.
KAGOME – Mas isso não explica o motivo dele de não atender o celular.
ABI – Quanto a isso não posso falar nada, pois também não sei. Qual é a outra pergunta?
KAGOME – A senhora sabe alguma coisa sobre o meu irmão Souta?
ABI – Não! Eu não sei de nada.
KAGOME – Escute senhora Abi. Saiba que não estava de acordo com esse auxílio que ofereceu a InuYasha pelo simples motivo de a senhora e sua agência sempre ocultarem informações para nós. Então fique avisada de que se acontecer alguma coisa com meu marido a senhora será responsabilizada e não tenho medo de prejudicar a minha candidatura. Isso também vale se eu souber se estiver ocultando informação sobre meu irmão.
ABI – Isso é tudo.
KAGOME – Sim.
ABI – Estamos entendidas. Se souber de alguma coisa, te aviso.
Abi desliga seu celular e fica apreensiva com aquele ultimato, pois sabia que Kagome poderia ser um problema para ela. Ainda sim ela não contaria nada para não prejudicar a investigação.
Próximo capítulo = Marcas do passado – parte 1
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