Noite sem Fim
99 Marcas do passado - parte 1
Ainda estando na sede do partido trabalhista e depois de falar com Abi pelo celular, Kagome conversava com Miroku e Tanuki sobre as explicações da superintendente da Agência Imperial.
KAGOME – Ela está escondendo o jogo.
MIROKU – Conclusão, a Agência Imperial não será nossa fonte de informação, mas por que você acha que o sumiço de InuYasha e de seu irmão estão ligados?
KAGOME – É muita coincidência. Eles podem até não estarem ligados diretamente, mas aposto que Abi sabe de alguma coisa. Eu nunca gostei do InuYasha se meter nisso.
TANUKI – Ele está fazendo isso pelo Myuga. Era amigo dele e da mãe.
MIROKU – E se Abi resolveu ajudá-lo é porque a morte de Myuga tem ligação com essa conspiração.
Embora concordasse com todas aquelas opiniões, Kagome ainda estava aflita por não saber notícias do marido e do irmão e naquele momento Botan aparece diante deles.
BOTAN – A reunião acabou mesmo! (ela olha para Kagome) – Ungai quer falar com o presidente nacional do partido sobre a conclusão dessa reunião. Você se importa?
KAGOME – Claro que não! Estou com algumas coisas para pensar. Se ele quer tanto ir, pode ir.
BOTAN – Eu vou avisar e...
KAGOME – Mas eu me sentiria melhor se o senhor Gakusajin fosse junto.
BOTAN – Claro. (ela sorri) – Tanto ele como eu já imaginávamos isso.
TANUKI – Eu vou com você.
Tanuki se afasta de Miroku e Kagome para seguir com Botan para outra sala, deixando os amigos a sós para continuarem a conversa.
KAGOME – Tem alguma coisa entre esses dois? (se referindo á Tanuki e Botan)
MIROKU – Não duvido. (ele percebe a expressão preocupada dela) – Não se preocupe com InuYasha. Se tiver alguém no mundo que sabe se cuidar esse alguém é seu marido.
KAGOME – Eu sei, mas ainda assim não consigo deixar de me preocupar.
MIROKU – Já que a reunião foi abreviada, nós temos tempo de cuidar disso. Vou entrar em contato com algumas pessoas conhecidas minhas na época da rede secreta. Talvez alguma delas saiba o que houve com seu irmão e...
KAGOME – Não se preocupe com isso, Miroku. Eu mesmo cuido disso. Estou indo para a base onde Souta trabalha. Eu quero que você cuide da campanha. Foi para isso que te coloquei nesse cargo, amigo.
Sem perder mais tempo, Kagome se afasta de Miroku para ir até a base onde o irmão trabalha e enquanto isso InuYasha e Haruy, já acordado, estavam detidos em uma sala com um segurança, armado, vigiando-os e naquele momento a secretária de Suke entra na sala e olha para InuYasha.
SECRETÁRIA – Já liguei para a Agência Imperial.
INUYASHA – E eles confirmaram a minha história, certo?
SECRETÁRIA – Confirmaram. Uma mulher chamada Abi disse que uma unidade está vindo para cá.
InuYasha ficou feliz com aquilo que ouviu e Haruy ficou apavorado, pois sabia que seria preso, mas a secretária de Suke permanecia com uma expressão incomodada que chamou a atenção de InuYasha.
INUYASHA – Não posso ficar mais aqui perdendo tempo. Se sabe por que estou aqui porque não me solta?
SECRETÁRIA – Por que a Agência Imperial está investigando meu patrão? Ele já tinha sido investigado por uma suposta ligação com o narcotráfico antes e nada encontraram.
INUYASHA – Você não sabe mesmo o que seu chefe fazia, não?
SECRETÁRIA – Só sei que ele foi muito bom para mim esses anos todos que trabalhei com ele.
INUYASHA – Escute moça. Ele era um bandido que trabalhava para outros bandidos. Suke lavava dinheiro. Tinha ligação com o Naraku. Vai me dizer que nunca desconfiou?
SECRETÁRIA – Eu não sei se acredito em você.
INUYASHA – Não importa se acredita ou não. Tem que me soltar ou vai se meter em encrenca com a Agência Imperial. É isso que quer?
A secretária entendeu bem as ameaças de InuYasha e por isso ela olha para o segurança e pede, com gestos, que ele libertasse o marido de Kagome. Com isso feito, InuYasha olha para a secretária.
INUYASHA – Quero que mantenha esse sujeito preso. (se referindo a Haruy) – Também preciso ter acesso a agenda pessoal de Suke para saber onde ele pode ter ido.
SECRETÁRIA – Tudo bem. Me acompanhe.
Enquanto Haruy era vigiado pelo segurança armado, InuYasha segue a secretária de Suke e durante o percurso ela devolve o seu celular. Ao ver o histórico de mensagens percebe que a esposa tinha tentado ligar. Ele liga imediatamente para ela, que naquele momento estava deixando a sede do partido.
KAGOME – Alô, InuYasha?
INUYASHA – Sou eu sim, amor.
KAGOME – Ai que bom que está bem. Eu fiquei preocupada porque não conseguia falar com você.
INUYASHA – Eu tive alguns contratempos, mas estou bem. O que queria falar comigo?
KAGOME – É que eu soube o que aconteceu com o agente imperial que estava com você e...
INUYASHA – Zuko?! O que aconteceu com ele?
KAGOME – Você não sabe mesmo? Achei que estavam juntos e...
INUYASHA – Kagome! O que houve com o Zuko?
KAGOME – Ele foi assassinado, InuYasha. Não sei os detalhes, mas isso foi confirmado pela Abi. Foi por isso que te liguei.
INUYASHA – Estou bem amor. (ele e a secretária chegam ao escritório de Suke) – Eu tenho que desligar, amor. O dever me chama e...
KAGOME – Tem mais uma coisa que precisa saber. Rakusho, secretário de Ryukosei, estava contrabandeando informação sobre os arquivos de Yuri.
INUYASHA – É sério isso?
KAGOME – Claro que é sério! Eu brincaria com um negócio desses. Sabe o que isso significa?
INUYASHA – Sei sim. Que existe uma ligação forte entre Ryukosei e Naraku.
KAGOME – Claro que no discurso que fez, Ryukosei disse que não sabia o que o secretário fazia.
INUYASHA – Ele vai negar até o fim, mas um dia ele cairá.
KAGOME – Espero que sim, pois tem muita coisa acontecendo.
INUYASHA – Tem mais alguma coisa?
KAGOME – Não é nada de importante. Depois eu te falo. Fiquei feliz em saber que está bem. A gente se fala depois. Eu te amo.
INUYASHA – Eu também.
Kagome desliga a comunicação com InuYasha para em seguida entrar no carro oficial do partido e enquanto isso guiando o carro de Suke pelas ruas de Yokohama, Gatenmaru entrou em uma rua deserta para não chamar a atenção de ninguém. Depois que estacionou o carro, ele pegou o celular de Suke e começou a discar. Ele estava ligando para a prima.
KANNA – Alô.
GATENMARU – Sou eu.
KANNA – Por que está me ligando? Sabe que a Segurança Interna pode rastrear essa ligação.
GATENMARU – Esse celular não é meu. Não se preocupe.
KANNA – Mesmo assim. Não deveria me ligar.
GATENMARU – Mas é muito importante. Tem haver com algo sobre aquela mulher chamada Yuri.
KANNA – A Segurança Interna já sabe que tenho posse da lista e como a escondi, mas não sabem em quem.
GATENMARU – Deveria ter confiado esse segredo a mim, prima. Já fiz muita coisa por você. O uso correto dessa lista poderia nos fazer reis e...
KANNA – Eu sei e não nego isso, mas tenho certeza que você usaria a lista para voltar ao topo do circulo do mal. Esse não é mais meu desejo, primo.
GATENMARU – Mas era desejo do meu tio, seu pai.
KANNA – Penso apenas em meu filho. É por ele que estou sendo cuidadosa no uso da lista e quando ao meu pai, seu tio, ele se matou para não enfrentar a vergonha do julgamento. (ela fica meio impaciente) – Sinto muito, mas não posso fazer nada por ti.
GATENMARU – Pode sim. Basta primeiro me dizer o que é projeto Zetas e qual a importância disso para Naraku?
KANNA – O que disse?! Projeto Zetas?! O que você sabe disso?
GATENMARU – Então é uma coisa importante? Suke, subordinado de Naraku e dono do celular que estou usando, tinha posse de uma caixa metálica com essa grafia escrita. Projeto Zetas. O que é isso?
KANNA – Eu não posso dar os detalhes, mas isso não pode cair nas mãos de Naraku.
GATENMARU – Você não me respondeu, prima! O que é isso?
KANNA – Só tem que saber que isso é um salvo conduto que Yuri deixou para ela mesma e o marido, mas que de alguma forma os matou. Vai acontecer o mesmo se não se livrar disso, primo. Fuja enquanto pode.
GATENMARU – Não, prima! Acho que isso é tão importante que Ryukosei pagará o que for para eu der isso a ele ou até mesmo nos ajudar a ficar livres.
KANNA – Acho que você perdeu totalmente o senso se realidade. Nós somos pontas soltas. Devia ter ficado quieto em seu canto.
GATENMARU – Se não quer me dizer o que significa Projeto Zetas, deixa que eu mesmo descubro, prima. Se mudar de idéia e quiser me contar a verdade, pode ligar para esse numero.
KANNA – Gatenmaru, desista agora.
GATENMARU — Adeus.
Gatenmaru desliga a comunicação com Kanna. Ele ficou um pouco decepcionado com a atitude da prima, mas não ia desistir de conseguir uma liberdade plena, mas primeiro ele teria que procurar um local seguro para ele se esconder e enquanto isso na sede do jornal a Gazeta de Tóquio, mais precisamente no setor de revelação, Rin finalmente tinha acesso a imagem do negativo deixado por Momiji. A imagem era de um grupo de cinco pessoas. Quatro conhecidas. Dois deles era o casal Rasetsu e Junko, que eram avós de Rin. O terceiro era Inutaicho, que era pai de InuYasha e Sesshoumaru. E o ultimo era Takeshi, pai de Momiji. Rin não conseguia identificar a quinta pessoa, mas sabia que não era japonês.
RIN – Não há identificação. (ela fica pensativa) – “Por que Momiji escondeu isso?” (pensando)
Rin tentava desvendar aquele mistério e seus pensamentos foram interrompidos pelos constantes chamados da filha, que não parava um minuto.
SARA – Mamãe! Mamãe! Mamãe!
RIN – O que foi, querida?
SARA – Que papeis é esses? (apontando as folhas amareladas em cima da mesa)
RIN – São coisas antigas. Da época em que seu pai ainda era casado com a primeira esposa, que por sinal, se chamava Sara que nem você.
SARA – É por isso que tenho esse nome?
RIN – Sim. Ela teve uma morte muito triste e seu pai quis homenagear a mulher que cuidou de Satsuki como ela fosse filha dela. Por isso eu não me importei e...
Rin para de falar ao se dar conta de que aquilo tudo podia ser o legado de Takeshi para Momiji e que talvez ali que ela tenha começado sua própria investigação porque descobriu que era esse homem estrangeiro na foto.
RIN – Só mais um pouquinho e nós já vamos. (ela tira o telefone do ganho em cima da mesa)
SARA – Ta.
Enquanto Sara rabiscava algo em algumas folhas, Rin usava o telefone da mesa para ligar para celular de Onigumo, que naquele momento estava almoçando com Eri em um restaurante qualquer.
ONIGUMO – Alô.
RIN – Sou eu, Onigumo. Preciso de um favor seu.
ONIGUMO – Favor? Pode falar.
RIN – Quando você era aliado de Naraku sabia sobre o grupo Vitória para a humanidade?
ONIGUMO – Já tinha ouvido falar, mas tanto eu quanto Naraku não dávamos importância a eles. Por que pergunta?
RIN – Eu estou aqui no jornal olhando umas coisas que eram da Momiji. Uma delas tinha um negativo de filme e mais um monte de papeis amarelados, que deviam ser atas das várias reuniões que aconteciam no grupo.
ONIGUMO – E o que Naraku tem a ver com isso?
RIN – Ele é citado em várias atas.
ONIGUMO – Se não me engano esse grupo se preocupava com a pena de morte. Por que falariam sobre crime organizado?
RIN – Eu não sei. Achei que você poderia me dar alguma luz, pois estou no escuro.
ONIGUMO – Nessa época Naraku dividia tudo comigo. Eu era seu braço direito. Garanto que ele não tinha o menor interesse nesse grupo. Por que está tão interessada nisso?
RIN – Porque algo me diz que foi aí que toda a conspiração começou. O negativo de filme tinha a foto de membros do grupo em reunião com um homem estrangeiro que não está identificado. Algo me diz que Momiji conseguiu identificar. Foi aí que ela começou a investigar sobre o pai biológico.
ONIGUMO – E talvez tenha sido um dos motivos para ser morta.
RIN – E se ela descobriu, eu também descubro.
ONIGUMO – Certo, mas de qualquer forma vou para minha casa e mexer nas minhas antigas coisas da época de Naraku. Talvez eu descubra algo interessante.
RIN – Eu agradeço. A gente se fala depois.
Rin desliga a comunicação com Onigumo e volta a dar atenção a filha, que estava louca para ir embora daquele lugar, mas a esposa de Sesshoumaru ainda não estava satisfeita.
RIN – Espere mais um pouco, filha.
Rin percebe que o editor chefe do jornal estava se aproximando e resolve abordá-lo. Ele, gentilmente, atende.
EDITOR – Pois não?
RIN – Vocês têm o acervo de fotos de reportagem antigas?
EDITOR – Está falando de quanto tempo para ser exato?
RIN – De mais de trinta anos.
EDITOR – Dados tão antigos só no setor de registros. Lá da para ver as capas e fotos antigas. Por que o interesse?
RIN – Eu preciso saber quem é esse homem. (ela aponta o homem desconhecido da foto) – Se o grupo Vitória para a humanidade fez contato com ele, é possível que esse sujeito tenha aparecido em outra reportagem.
EDITOR – Pode ser. Quem sabe tenha sorte.
RIN – Espero mesmo. (ela se levanta á mesa e começa a juntar as coisas) – Vamos, Sara. (ela volta a olhar para o editor) – Onde é o setor de registros?
EDITOR – Quinto andar. Fale com Kuke. Ele dará a você o que precisar.
RIN – Obrigada.
Depois disso Rin pegas as coisas deixadas por Momiji, pede que a filha a acompanhe para irem até o elevador e enquanto isso depois de falar com Rin, pelo celular, Onigumo tinha voltado a almoçar com Eri, sem falar mais nada, deixando-a interessada no conteúdo da conversa.
ERI – Essa Rin não é a esposa do cunhado de Kagome?
ONIGUMO – Sim. (limpando a boca com um guardanapo) – E ela me pediu um favor. Acho que minha convivência com Naraku tem suas utilidades.
ERI – O que está acontecendo, Onigumo?
ONIGUMO – Como assim?
ERI – Você me traz apressadamente para almoça sem deixar que eu entre no laboratório, que por sinal, estava cheio de soldados. Cheguei até ver o carro de Azuma estacionado ali perto e acrescento que pouco antes Ayumi tinha marcado de se encontrar com ele, portanto ela também está lá.
ONIGUMO – Poxa. Você é esperta, hein?
ERI – Eu estava esperando que me contasse, mas não ia fazer isso.
ONIGUMO – Eu não tenho autorização para te contar. Isso pode ser muito perigoso, mas vejo que sabe mais do que pensei e, portanto, pode ser pior ficar no escuro.
ERI – Então vai me contar o que está acontecendo?
ONIGUMO – Sim, mas no caminho para minha casa.
Eri ficou feliz ao ouvir aquilo. Onigumo chama o garçom para entregar a conta. Depois de pagar ele e Eri se levantam á mesa para saírem e enquanto isso Abi, que estava chegando á sede da Agência Imperial, falava com InuYasha por celular.
ABI – A equipe já chegou?
INUYASHA – Sim. Eles estão dando uma olhada nas ligações que Suke fez. Talvez saibamos para onde ele foi. Também está sendo checado se o carro dele tem rastreador via satélite.
ABI – E quanto ao homem que foi amarrado com você?
INUYASHA – O nome dele é Haruy. Ele está detido. Suke queria matá-lo junto comigo. Ele está envolvido de alguma forma.
ABI – Talvez ligado á Ryukosei?
INUYASHA – Aposto que sim. De qualquer forma é um homem bem treinado. Ele tem experiência em desarmar bombas.
ABI – Vamos investigar esse cara, mas eu quero falar com esse sujeito pessoalmente. Ele será trazido em custódia para Tóquio.
INUYASHA – Se não se importar. Quero estar junto.
ABI – Claro. Você fez por merecer essa confiança.
INUYASHA – Obrigado. (ele resolve mudar de assunto) – Eu soube sobre Zuko. Sinto muito. Ele parecia um homem decente.
ABI – E era. Obrigado pelas palavras. A gente se fala depois e...
INUYASHA – Tem mais uma coisa que me esqueci de te falar.
ABI – Tem a ver com sua esposa me ameaçando?
INUYASHA – Eu soube que ela te ligou, mas não é sobre ela não. Gatenmaru estava por perto. Por algum motivo ele me ajudou a identificar o escritório de Suke, mas acredito que tenha sido uma armadilha.
ABI – Acha que eles estão juntos?
INUYASHA – Eu não sei, mas não descarto nada.
ABI – Entendo. Escute InuYasha. Considerando que Ryukosei possa estar por traz de tudo isso, acho que seria mais prudente não passar a prisão desse Haruy.
INUYASHA – Concordo. Pelo menos até descobrirmos tudo.
ABI – OK. A gente se fala depois.
InuYasha desliga a comunicação com Abi para em seguida observar os vários agentes imperiais levando Haruy detido assim como as coisas de Suke, como computador, documentos e etc. O marido de Kagome ainda estava desconfiado da ajuda de Gatenmaru e por isso foi confrontar Haruy antes que este fosse levado.
INUYASHA – Esperem um pouco. (ele fica na frente dos agentes que levavam Haruy) – Preciso falar com ele. (ele olha para Haruy) – Qual a ligação de Suke com Gatenmaru.
HARUY – Gatenmaru?! O que tem ele?
INUYASHA – Acho que foi ele quem avisou Suke sobre nossa chegada.
HARUY – Claro que foi. Ele me ferrou legal.
INUYASHA – Então me ajude a encontrá-lo.
HARUY – Eu poderia, mas não o farei. (ele sorri) – Você é inteligente. Tenho certeza que conseguirá isso sozinho.
INUYASHA – Já chega de ironia! (ele o agarra pelo colarinho) — Fale de uma vez.
HARUY – Não tenho mais nada a dizer.
InuYasha percebe que Haruy não iria falar nada para ele, então desiste de perguntar e pede que os agentes imperiais o levem para Tóquio, pois ele iria junto e enquanto isso, Azuma acabara de retornar ao departamento de polícia e foi direto na mesa onde Nomer estava trabalhando.
AZUMA – E aí, Nomer? Conseguiu algo?
NOMER – Sim, capitão. Dê uma olhada.
Nomer aponta para algo na tela do computador. Azuma se aproxima mais e vê a foto de um jovem. Azuma já tinha suas desconfianças.
AZUMA – Deixe-me adivinhar. Esse é Ligun?
NOMER – Sim senhor. Consegui decifrar o código anonimizador que impedia sua exibição. Seja quem for que tenha feito isso é muito bom.
AZUMA – E foi pago por alguém muito poderoso. Será que foi Natsume?
NOMER – Não sei se foi pago por Natsume, mas quem fez esse serviço foi o próprio Ligun.
AZUMA – Como sabe disso?
NOMER – Não são muitas pessoas no mundo que sabem usar esse programa com tanta habilidade sem chamar a atenção. Ligun é uma delas.
AZUMA – Ao telefone você me disse que ele forjou sua própria morte. Para se manter anônimo?
NOMER – Acredito que sim. Isso da a ele uma boa vantagem. De qualquer forma estou enviando a foto dele para as outras agências de investigação. Talvez tenham em algum banco de dados.
AZUMA – Ótimo. Bom trabalho, Nomer. (ele olha ao redor) – Onde estão Sango e Guy?
NOMER – Eles foram atender uma chamada da polícia feita por um morador que afirma que encontrou o corpo de uma mulher enforcada com meias de nylon.
AZUMA – Ok.
Azuma se afasta de Nomer para ir até a sala dele onde ele pega o telefone e liga para o celular de Sango, que naquele momento estava no banco do carona no carro da polícia que era dirigido por Guy.
SANGO – Alô.
AZUMA – Sou eu, Sango. Nomer me contou da chamada. Já chegaram ao local?
SANGO – Ainda não. A região é um pouco distante. Sem falar que algumas ruas foram interditadas para um comício do prefeito.
AZUMA – Entendo. Mantenha-me informado.
SANGO – Pode deixar, capitão. (ela resolve tocar em outro assunto) – Pode-me dizer onde foi? Porque depois que me afastou da investigação de Ligun, o senhor aceitou fácil demais a falta de colaboração de Abi.
AZUMA – Eu tenho os meus motivos, Sango. Eles são fortes e você não precisa saber. Apenas faça seu serviço.
SANGO – Sim senhor.
Sango desliga a comunicação e Guy, que estava ao seu lado, percebeu o tom irônico das palavras da parceira.
GUY – Ainda está chateada por ser afastada?
SANGO – Claro que estou, mas não é somente isso que me incomoda. Estou sentindo que estão me deixando de fora.
GUY – Acho que é impressão sua. Temos um trabalho importante para fazer.
Embora tenha que concordar com as palavras do parceiro, Sango sentia que estava ficando de fora da investigação da conspiração em um momento impar e enquanto isso Rin e Sara chegavam ao quinto andar do prédio da Gazeta de Tóquio aonde elas virão um senhor de cerca de setenta anos apoiando-se em uma bengala.
RIN – Com licença, senhor. (chamando a atenção do velho homem) – O senhor é que é Kuke.
KUKE – Sou eu mesmo, senhorita.
RIN – Senhora. (ela exibe a aliança) – Meu nome é Rin. (depois exibe Sara) – Essa é minha filha.
KUKE – Prazer. O que uma jovem senhora quer em um lugar esquecido como esse?
RIN – Eu preciso ver o arquivo de fotos e reportagens da época que foi tirada essa foto. (ela exibe a foto)
KUKE – Eu conheço um deles. É Inutaicho. Um dos filhos dele é jornalista desse jornal.
RIN – Eu sei. Sesshoumaru. (ela sorri) — Sou casada com ele.
KUKE – O que posso dizer? Ele tem bom gosto.
RIN – Obrigada pelo elogio, mas pode me ajudar nisso? Preciso identificar um home nessa foto.
KUKE – Tem um projetor nos fundos onde pode ver a fotos mais antigas. Se esse homem apareceu em uma delas, vai estar lá.
RIN – Pode me mostrar como funciona?
KUKE – Macaco gosta de banana?
Com essa pergunta retórica, que significa um sim, Kuke guia Rin e Sara até o projetor e enquanto isso na prefeitura, Ryukosei foi até a sala onde a esposa estava, pois já estavam atrasados.
RYUKOSEI – Elisa! (entrando na sala) — Por que a demora, mulher? (observando-a usando o celular)
ELISA – Droga! (ela desliga o celular)
RYUKOSEI – Com quem estava falando? Com Hank?
ELISA – Com quem estava falando não. Com quem eu estava tentando falar, mas não consegui. (ela fica com a expressão de assustada) – Acho que Haruy foi capturado.
RYUKOSEI – O que?!
ELISA – Eu não consigo falar com ele.
RYUKOSEI – Acha que ele foi capturado por alguém ligado a Naraku?
ELISA – Pode ser pior. Ele pode ter sido capturado pela Agência Imperial. Lembre-se que Runy disse que a sede de lá foi acionada pela central. Se eles foram atrás dela, foram atrás de Suke. Haruy estava na cola de Suke.
RYUKOSEI – Não vamos nos alarmar antes do que o necessário. Vamos continuar nossa rotina. Temos um comício para ir. Quero que esteja ao meu lado.
ELISA – Acha que tenho tempo para pensar em política com uma situação critica dessas? Ainda mais que é bem provável que não tenha muita gente depois do discurso que fez.
RYUKOSEI – Vou ao comício mesmo que não vá ninguém. E quanto á sua preocupação com Haruy podemos usar a burocracia ao nosso lado pelo simples fato de ele ser americano.
ELISA – Como assim?
RYUKOSEI – Quando fui ministro da defesa fiquei familiarizado com algumas normas da nossa lei. Vou fazer uma ligação anônima dizendo que um cidadão americano está sendo interrogado ilegalmente na sede da Agência Imperial. Pelo pouco que conversei com Abi, senti que ela é uma pessoa centralizadora.
ELISA – E?
RYUKOSEI – Aposto que ela vai querer trazer Haruy para Tóquio e interrogá-lo pessoalmente. Isso vai levar tempo.
ELISA – Mas e se Haruy foi capturado por Suke?
RYUKOSEI – Aí teremos que lidar com Natsume diretamente. (ele olha o relógio de pulso) — Agora vamos, pois já estamos muito atrasados.
Elisa ficou impressionada com a confiança do marido em uma situação daquelas. Parecia realmente que ele estava tendo controle da situação e enquanto isso o carro que transportava Kagome chegou á base militar. A esposa de InuYasha desceu sozinha do veículo e foi direto para a entrada da base onde um soldado montava guarda.
KAGOME – Soldado.
SOLDADO – Sim?
KAGOME – Quero falar com o general responsável da base.
SOLDADO – Não sei se isso é possível, senhora. Devido aos últimos acontecimentos o general está em reunião urgente.
KAGOME – Então avisa ao general que se ele não me receber, vou chamar a imprensa e dizer que ele está mantendo meu irmão prisioneiro. Você sabe que meu irmão também é um soldado que nem você, não sabe?
SOLDADO – Sim senhora.
KAGOME – Pode dar esse recado a ele?
O soldado percebe que a ameaça é pra valer e não um blefe e assim consente com a cabeça para em seguida voltar para a cabine onde iria fazer um telefonema. Um tempo depois o soldado volta para ela.
SOLDADO – Pode entrar, senhora.
KAGOME – Obrigada.
O soldado guia Kagome para o interior da base e a leva até uma sala onde o general responsável já a aguardava. Depois que o soldado se retirou para voltar ao seu posto, Kagome se manifestou.
KAGOME – General, sou uma mulher direta que aprecia a sinceridade, portanto, vou falar sem rodeios. Quero ver o meu irmão.
GENERAL – Eu conheci seu pai. Ele ficaria surpreso em saber que a filha dele está querendo arriscar a reputação do exercito.
KAGOME – Não quero nada. Não vim aqui falar do meu pai. Só quero ver meu irmão. Esse segredo todo sobre os dados que Rakusho usurpou é desnecessário, pois Ryukosei escancarou o caso.
GENERAL – Por isso mesmo quanto menos for divulgado, mais rápido isso cairá no esquecimento.
KAGOME – Então meu irmão tem algo a ver com esse caso? (o general ficou surpreso com aquela pergunta) – Viu, general? Eu joguei verde para colher maduro e o senhor caiu.
GENERAL – Muito esperta, mas não vai conseguir nada fazendo esse joguinho.
KAGOME – Escute general. Eu não tenho pretensão nenhuma de usar isso em minha campanha. Apesar das discordâncias com a visão do meu pai, eu respeitava o que ele fazia. O exército é uma instituição que tem defeitos, mas tem muito mais qualidades.
GENERAL – Isso mesmo.
KAGOME – O senhor pode achar que sou uma libertária,mas sei perfeitamente que nem tudo deve ser divulgado para as pessoas. Assim como sei que não ligam a mínima se esse assunto for explorado, o que temem é um aprofundamento de investigação que esse assunto pode causar o que poderia deixar exposto algo que realmente o exército não quer que seja divulgado.
GENERAL – Estou impressionado e olha que não me impressiono fácil. (ele respira fundo) – Ok, senhora, mas antes de falar com seu irmão, saiba que ele não é o único detido.
KAGOME – O que?
O general guia Kagome até a um compartimento onde podia observar o interior de uma sala e nessa sala estavam Houjo, Yuka e Shiori.
Próximo capítulo = Marcas do passado – parte 2
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