Noite sem Fim
97 Segredos e sacrifícios - parte 1
O pronunciamento de Ryukosei dizendo que seu amigo Rakusho traiu o exército e cometeu suicídio estava causando grande repercussão inclusive no antigo laboratório de Kikyou onde Abi via tudo por um telão ao mesmo tempo em que falava, pelo celular, com um dos soldados que encontraram o corpo de Rakusho.
ABI – Isolem a área até que os agentes da Segurança Interna cheguem. Eles cuidaram do caso.
SOLDADO – Sim senhora. Já avisamos ao senhor Rambari do acontecido.
ABI – Aposto que ele nem precisa. (olhando a TV) – O prefeito Ryukosei fez questão de tornar publico o ato. Quando Rambari chegar peça para me ligar, por favor.
SOLDADO – Claro senhora.
Abi desliga a comunicação com o soldado para voltar a olhar o telão da TV. Azuma e Ayumi, junto com os filhos, também observavam a TV.
AZUMA – Então Rakusho roubou os arquivos de Yuri?! Mas roubou para quem? Naraku?
ABI – Isso eu não sei, mas pretendo descobrir. (ela se afasta deles e vai ao computador) – Antes vou enviar a imagem do tipo de formiga que Onigumo descobriu para minha equipe na Agência Imperial. Talvez possamos encontrar Naraku. (depois ela olha para Baren) – Volte a trabalhar no radar. Precisamos trabalhar em várias frentes.
BAREN – Está bem.
Baren segue as ordens de Abi, que estava sentindo que o cerco se fechava cada vez mais e naquele exato momento seu celular começou a tocar. Ela atende imediatamente.
ABI – Conseguiu capturar Hideki, agente Zuko?
ZUKO – Eu tenho más notícias, senhora. Hideki está morto.
ABI – O que?! Mas como isso aconteceu?
ZUKO – Encontramo-lo deitado na cama com ferimento á bala no peito. Acredito que foi Runy, mas não há sinal dela. Ordenei que os outros agentes procurassem por todos os quartos, mas até agora nenhum sinal dela.
ABI – Você pisou na bola feio, agente Zuko! Eu disse claramente que queria Hideki vivo. Morto ele não serve para nada. Agora encontre Runy. Espero que, para seu bem, essa Runy saiba de alguma coisa.
ZUKO – Certo, mas tem uma coisa estranha senhora. Muitos agentes receberam ordens de retornar. O que está acontecendo?
ABI – É verdade. Você ainda não sabe da novidade. Rakusho, ex-secretário de Ryukosei, se matou depois de confessar, em uma carta, que foi ele que roubou os arquivos de Yuri, mas ele não disse para quem. A Agência está chamando a maioria dos agentes para reuniões extraordinárias.
ZUKO – Sabe que InuYasha sempre desconfiou que Ryukosei tinha algo a ver com tudo isso.
ABI – Eu sei disso. Por isso eu o estou ajudando. Agora trate de encontrar Runy.
Abi desliga a comunicação com Zuko para depois ir em direção a Azuma e Ayumi e seus filhos.
ABI – Onigumo já saiu com Eri. Vocês já podem ir, mas é bom manter essa história em segredo de todos.
AZUMA – Eu também acho.
AYUMI – Até para Kagome?
ABI – Quanto menos gente souber, melhor. Tive que contar para Onigumo porque o laboratório é dele. Agora tenho que ir também para cuidar de outros assuntos.
Abi se afasta de todos para sair imediatamente do laboratório e enquanto isso a reunião do partido trabalhista tinha sido interrompida para que todos assistissem o pronunciamento de Ryukosei, que ainda estava acontecendo. A perplexidade estava nos rostos de todos os presentes, entre eles, Kagome e Miroku.
KAGOME – Então foi por isso que ele se demitiu? Roubou arquivos secretos.
MIROKU – Essa história está nebulosa. Por que Ryukosei está fazendo isso? Essa declaração é prejudicial a ele. Certamente o exército manteria isso em segredo.
UNGAI – Isso é bom para nós! Devemos usar a estratégia de ligar Ryukosei a essa quebra de segurança. Agora o jogo virou de vez.
KAGOME – Eu iria com calma. Uma coisa que aprendi na política é que quando uma coisa pare muito boa ela apenas parece muito boa.
MIROKU – Pode ser, mas vamos acompanhar o resto do discurso para saber se o prefeito tem alguma carta na manga e...
Miroku para de falar ao ver Soten na porta da entra da sala de reunião. Ele cutuca Kagome para que ela visse também e, assim, os dois vão até a jovem.
KAGOME – Oi.
SOTEN – Olá! Estou aqui.
MIROKU – Desculpa por ter interrompido seu encontro e...
SOTEN – Já disse que não foi um encontro. (fingindo braveza) – O senhor não para com isso.
KAGOME – Mesmo assim eu peço desculpas por ter interrompido seu passeio, mas é que eu precisava que alguém tomasse conta de Genku.
SOTEN – Pode deixa comigo. (ela olha ao redor) – Cadê ele?
KAGOME – Ele estava aqui agora mesmo. (ela olha ao redor também e o acha) – Ele está ali, vou buscá-lo.
Kagome se afasta para pegar Genku deixando pai e filha conversando. A jovem queria saber o motivo do alvoroço na reunião.
SOTEN – O que está acontecendo?
MIROKU – O secretário de Ryukosei confessou traição e se matou. (olhando para a tela)
SOTEN – Poxa, sinistro, não?
MIROKU – Muito. (ele volta a olhar para ela) – Me desculpe.
SOTEN – Por que está me pedindo desculpas?
MIROKU – Por passar pouco tempo com você e ainda ficar pedindo para cuidar da minha filha e...
SOTEN – Não tem que se desculpar por isso. Estamos no meio de uma confusão e precisamos ajudar uns ao outros, sem falar que somos uma família, não?
MIROKU – Tem razão.
Miroku ficou orgulhoso de Soten por ouvir aquelas palavras. Ele sentia como era bom ter uma família e naquele momento Kagome retorna com Genku.
KAGOME – Aqui está o danadinho, Soten.
SOTEN – Ótimo. (ela se agacha para ficar na altura no menino) – Você vai ficar comigo agora, Genku. Depois vamos pegar Tamira na creche para irmos para a casa do meu pai.
GENKU – Sério?
KAGOME – É sério sim. (ela se agacha e dá um beijo na bochecha do menino) – Agora é Soten que está no comando. Faça tudo que ela mandar.
Genku consente com a cabeça para em seguida sair de mãos dadas com a filha adotiva de Miroku, que junto com Kagome voltam a observar o pronunciamento de Ryukosei, pronunciamento que também era visto por Natsume em seu esconderijo, junto com o cientista americano David.
NATSUME – O que será que Ryukosei está aprontando? (ela olha para David) – Você sabe de alguma coisa?
DAVID – Eu estou isolado com a senhora. (ele observa a câmera criogênica onde Naraku estava) — Não tem como eu saber algo sem que a senhora saiba também.
NATSUME – Eu sei. (ela sorri) — Só estou brincando um pouco.
Natsume se aproximou da câmera para contemplar Naraku sabendo que a hora que ele acordasse, ficaria bom. Naquele momento o celular dela toca e sabendo de quem se tratava, ela vai para outra sala do esconderijo para falar sem que David ouvisse a conversa.
NATSUME – Pode falar, Suke.
SUKE – Estou com os arquivos detalhados de Yuri no exército. Estou enviando-os por fax para aquele local.
NATSUME – Um emissário meu já deve estar recebendo.
SUKE – Mas essa não é a única coisa que estou enviando. No meio dos arquivos tem anotações particulares de Yuri, uma em particular vai interessar a você e Naraku, mas para confirmar tem que pegar uma caixa metálica.
NATSUME – Hideki disse isso.
SUKE – Disse sim, tanto que dei documentos falsos para ele e a ex fugirem.
NATSUME – Ok, vou mandar alguém pegar isso, mas o primordial é saber onde Kanna escondeu a lista dos conspiradores internacionais. Quero usá-la para conseguir a total cooperação de Ryukosei, Elisa, Hank e toda aquela corja que armou contra meu Naraku.
SUKE – Pode acreditar, Natsume. Hideki disse que essas anotações de Yuri vão mudar muito a perspectiva de Naraku.
Suke desliga a comunicação com Natsume e depois que viu que todos os arquivos foram enviados, ele pegou a caixa metálica e a abriu para ver o que tinha dentro, mas ele não soube precisar o que era, pois era um frasco de vidro pequeno com algo dentro dele e assim ele fechou a caixa e a guardou em uma gaveta, mas o que ele não sabia era que Haruy estava na entrada do prédio. Ele falava com Elisa pelo celular.
HARUY – Tem certeza disso?
ELISA – Sim. As anotações não são mais prioridade. Você tem que pegar a tal caixa metálica. Natsume está pagando muito por isso e deve ter um grande valor.
HARUY – Ok, mas estou com um problema. Para chegar ao escritório de Suke preciso ser anunciado. A segurança é rígida. Não posso chamar a atenção se não Suke desconfiará.
ELISA – Hank já está cuidando disso. E quanto a Gatenmaru?
HARUY – Ele queria uma arma para entrar comigo e eu disse não. (ele olha para trás e vê o carro vazio) — Ele deve ter fugido, pois tinha certeza que eu ia cuidar dele depois.
ELISA – Trate de pegar essa caixa metálica.
Haruy desliga a comunicação com Elisa para ficar analisando como conseguiria ter acesso no prédio e enquanto isso, em sua casa, a primeira dama, depois de falar com seu subalterno, voltou a analisar os arquivos de Yuri, mas não havia nada que mencionasse a caixa metálica. Então Elisa resolveu cruzar as datas dos projetos de Yuri com a movimentação financeira do Grupo Naraku, quando Kanna estava á frente dos negócios e foi aí que ela descobriu a empresa financiou um pequeno projeto chamado Zetas.
ELISA – O que é Zetas afinal?
Elisa mexeu em outros arquivos de Yuri e descobriu que Zetas era um projeto que trabalhava com testes de clonagem, fertilização em vidro, inseminação artificial tantos em humanos quanto em animais. Tudo isso seria normal a não ser pelo pequeno detalhe que todos esses testes usava-se o poder da jóia de quatro almas.
ELISA – Isso é um beco sem saída. Só Kanna para desvendar e...
Elisa para de falar ao ouvir o toque de seu celular. Ela resolve atender ao ver o nome de Hank no visor.
ELISA – Já conseguiu a autorização para Haruy?
HANK – Quase, mas não é por isso que estou te ligando. Você não está assistindo a TV?
ELISA – Não estou. Preferi gastar meu tempo descobrindo que Kanna utilizou um projeto de Yuri para esconder a lista negra em uma memória digital, mas estou tentando descobrir em quem. Ryukosei está procurando contornar a situação jogando a culpa inteiramente no amigo. Não precisamos se preocupar por enquanto e...
HANK – Talvez você devesse se preocupar.
ELISA – Por quê?
HANK – Ligue a TV e verá.
Elisa ficou meio intrigada com o que disse Hank e por isso pegou o controle remoto e ligou imediatamente a TV e para sua surpresa, Ryukosei estava anunciando que a própria esposa era a substituta de Rakusho na secretaria municipal de segurança. Depois de ver aquilo, ela voltou a falar com Hank.
ELISA – Ele ficou maluco?!
HANK – Não sei o que ele pretende, mas é melhor você descobrir para o nosso bem e dos associados.
ELISA – Vou fazer isso agora mesmo.
Elisa desliga a comunicação com Hank e, sem perder mais tempo, ela se arruma rapidamente para sair e ir ao encontro do marido e enquanto isso na sede do jornal a Gazeta de Tóquio, Rin acabara de chegar com a filha e com Raita também. Todos foram para a sala do editor-chefe. Rin foi a primeira a entrar.
RIN – Com licença senhor.
EDITOR – Ah sim! Claro, é a esposa de Sesshoumaru.
RAITA – Eu a trouxe, senhor.
EDITOR – Ótimo! Posso falar na presença de ambos e...
RIN – Antes que o senhor fale, eu gostaria de dizer algumas coisas. Sei que meu marido não está em uma boa fase, mas isso é algo passageiro. Ele é um brilhante jornalista. Corajoso, ousado, verdadeiro e que fez muito por esse jornal.
EDITOR – Verdade. Concordo com tudo o que disse.
RIN – Então por que está pensando em demiti-lo?
RAITA – Não olhe para mim. (com as mãos para o alto) – Eu não disse a ela que o senhor ia demitir o marido dela.
EDITOR – Eu não falei em demissão. É uma licença de meses e...
RIN – Então por que contratar um jornalista rival? Podia colocar um dos assistentes de Sesshoumaru. É por apenas um mês mesmo. Contratou-se um jornalista de renome como Raita é porque pensa em substituí-lo.
EDITOR – Escute Rin. Posso te garantir que Sesshoumaru não será demitido, mas não porque sou bonzinho, mas sim que isso seria um tiro no pé. Caso eu o demita, no minuto seguinte vai chover proposta. A coluna a voz do povo é a mais lida na cidade. Preciso de um nome forte para não perder a força da coluna.
RAITA – Para falar a verdade Rin, eu só aceitei esse contrato temporário porque era para substituir seu marido. Quero ver como vai ser minha performance no jornal. Ainda pretendo ter minha coluna na revista.
EDITOR – E foi por isso que Raita queria que você fosse assistente dele.
RIN – Mas por que eu?
RAITA – Porque você é esposa de Sesshoumaru.
EDITOR – E também que Momiji fez grandes recomendações de você.
RIN – Mesmo?
EDITOR – Eu fiquei sabendo que ela te convidou para trabalhar com ela um pouco antes de morrer.
RIN – De ser assassinada, o senhor quer dizer, não? (ela olha para os dois e fica pensativa) – O senhor realmente quer que eu seja assistente dele?
EDITOR – Quero sim. Toda equipe de Sesshoumaru ficará de licença como ele. (ele olha para Raita) – Você já pode começar a trabalhar, Raita. O caso do estrangulador está quente.
RAITA – Cobrirei isso imediatamente. Com licença.
Raita se retira da sala deixando os outros a sós. O editor chefe se levanta de sua cadeira.
EDITOR – Como vai seu marido?
RIN – Fora de perigo. Ele vai ficar bem.
EDITOR – Bom saber. (ele olha para Sara) — Essa linda garotinha é filha de vocês?
RIN – É sim. (ele volta ao assunto anterior) – Olha senhor, eu não sei se é boa idéia eu trabalhar com Raita. Assuntos policiais não é minha especialidade.
EDITOR – Eu sei disso. Por isso será apenas assistente, mas minha intenção é te avaliar para, quem sabe, ficar com a vaga de Momiji.
RIN – Política também não é minha área e sim a cultura. (ela o encara) – O senhor me parece um homem inteligente e deve saber o que Momiji sentia pelo meu marido, portanto deve imaginar que não posso ocupar o lugar dela. Eu aceitarei ser assistente de Raita, mas só isso.
EDITOR – Eu entendo. Vamos cuidar da assinatura do contrato e...
RIN – Não podemos deixar isso para amanhã? Eu quero voltar para o hospital.
EDITOR – Claro. Eu entendo, mas antes de ir tem algumas coisas que Momiji deixou para você.
RIN – Para mim? Mas por quê? Dê as coisas para a irmã e...
EDITOR – Era uma coisa relacionada a vocês duas, mas algo antigo. Vocês tinham algum passado comum.
RIN – Sim, mas não nós duas exatamente e sim meu avô e o pai biológico dela. Deve ser isso. Ainda sim é para a irmã que isso deve ir. Onde está.
EDITOR – Na antiga mesa dela.
Rin, puxando Sara pela mão, vai até mesa onde Momiji trabalhou por anos. Em cima dela havia um envelope escrito Vitória para a humanidade, que era o nome da organização que faziam parte o pai de Sesshoumaru, o pai de Momiji e o avô de Rin. A esposa de Sesshoumaru fica curiosa e abre o envelope. Dentro dele tinha vários textos, que deviam ser investigação dela, e um negativo de um filme.
RIN – Eu nunca tinha visto isso e... (ela para pela manifestação da filha)
SARA – Mamãe! Eu estou com fome.
RIN – Espere um minutinho, querida. Vou dar uma lida rápida nisso aqui.
EDITOR – Você pode pedir alguma coisa para a menina comer aqui mesmo. Sesshoumaru sempre utilizou esse serviço quando ficava aqui na hora do almoço. É tudo da conta do jornal.
SARA – Eu quero comer aqui sim.
Sem mais delongas o editor olha para um funcionário do jornal que iria trazer um almoço para as duas e a esposa de Sesshoumaru fica agradecida.
RIN – Obrigada.
EDITOR – Pode utilizar tudo que está na mesa. Fique a vontade. Com licença, pois tenho muito trabalho
Editor se afasta para voltar a sua sala porque tinha que esperar mais notícias de seus jornalistas sobre o pronunciamento de Ryukosei. Por sinal, o prefeito era, naquele momento, muito questionado pelos jornalistas sobre a pratica de nepotismo ao indicar a esposa como secretária de segurança.
RYUKOSEI – Ao trair o exército e o país, Rakusho traiu também a mim. Diante das dificuldades que essa cidade está enfrentando na área da segurança é necessário alguém de extrema confiança e capaz. Elisa é minha esposa sim, mas antes de tudo ela tem experiência em agências internacionais de segurança. Ela dará, tenho certeza disso, uma nova visão na área de segurança. Não tenho mais nada a dizer.
Depois dessa resposta, Ryukosei sai da tribuna da prefeitura para voltar ao gabinete e enquanto isso em Yokohama, InuYasha estava do lado de fora do prédio pensando em algum jeito de subir, pois descobriu que para chegar ao andar onde fica o escritório de Suke precisava de autorização. Seu celular toca naquele momento.
INUYASHA – Alô.
ZUKO – Sou eu, InuYasha.
INUYASHA – Conseguiu pegar Hideki?
ZUKO – Sim, mas ele está morto. Deve ter sido Runy. Ainda estou procurando-a. Só te liguei para saber como está sua caçada.
INUYASHA – Cheguei a um prédio comercial onde Suke tem um escritório, mas o andar tem acesso restrito.
ZUKO – Tem certeza que o escritório de Suke fica aí?
INUYASHA – Tenho sim. Eu entrei no porta-malas do carro dele. Ele está aqui. Por que pergunta?
ZUKO – Porque vou até aí te ajudar. Já vasculhei todo o motel aqui e nem sinal de Runy. Ela deve ter fugido quando me distrai com a chegada dos outros agentes.
INUYASHA – Ok.
InuYasha desliga seu celular. Apesar de apreciar A ajuda de Zuko, o marido de Kagome não estava muito a fim de esperar pela chegada do agente imperial e ficou tentando bolar um plano de entrar no prédio e foi aí que ele viu o caminhão de uma empresa de limpeza estacionando em frente ao prédio. Muito sorrateiramente InuYasha se aproximou do caminhão ao ver vários homens uniformizados saindo de dentro do veículo para depois entrarem no prédio.
INUYASHA – Acho que tive uma idéia.
Percebendo que a porta do caminhão, por descuido do ultimo funcionário, não estava travada, o que possibilitou InuYasha entrar e pegar um uniforme sobrando. E assim, vestindo o tal uniforme, InuYasha foi para a entrada do prédio, sendo abordado pelo vigia.
VIGIA – O que quer?
INUYASHA – É que eu acabei me esquecendo de travar a porta. (ele aponta o caminhão) – Foi por isso voltei enquanto meus colegas entraram.
VIGIA – Deixa-me ver. (ele olha o crachá da empresa) – Pode subir.
InuYasha vibra por dentro e entra pela entrada de serviço. Já saindo das vistas do vigia, ele tira o uniforme para em seguida jogá-lo em uma lata de lixo e assim seguir com a missão e enquanto isso, depois de falar com InuYasha, Zuko ficou observando a equipe da Agência Imperial chegando para examinar o corpo de Hideki. O agente estava aborrecido e naquele exato momento seu celular começa a tocar. Era Abi.
ZUKO – Senhora Abi.
ABI – Conseguiu capturar Runy?
ZUKO – Infelizmente não. Vasculhamos o motel inteiro e nem sinal dela. Eu sinto muito. Falhei na minha missão. Não fiz jus a sua confiança.
ABI – Não precisa se martirizar também. (ela suspira) – Olha, eu liguei também para me desculpar. Acho que fui dura demais com você, principalmente em uma missão que você não teve suporte logístico.
ZUKO – A senhora é a chefa e tem que exigir o melhor de seus subalternos e...
ABI – Mas eu não estou falando somente como chefa, mais também como amiga de anos. Foi por isso que confiei em você essa missão. E você não falhou, pois duvido muito que Runy saiba algo que nos interesse.
ZUKO – Mas eu vou pegá-la, senhora. Palavra de honra, mas agora estou indo me encontrar com InuYasha. Ele está no escritório de Suke. Talvez essa missão não tenha sido um inteiro fracasso.
ABI – Mantenha-me informada e...
ZUKO – Até quando isso vai se continuar?
ABI – Do que está falando?
ZUKO – De nós. Estou deprimido pela falha da missão não por mim e sim por você, pois é você que será cobrada.
ABI – Não deveríamos discutir isso por telefone e...
ZUKO – Então quando?
ABI – Talvez depois de tudo isso acabar, mas saiba que ainda acho que não falhou. Você nunca falhou comigo. Agora tenho que desligar. Estou chegando à prefeitura para falar com Ryukosei.
Abi, que estava no banco de trás do carro da Agência Imperial, desliga a comunicação e aparentava um ar um pouco mais sossegado, pois era visível que a relação dela com Zuko era um pouco mais além da de chefa e subalterno e até mesmo de amigos, mas o cargo que ela ocupava era uma verdadeira muralha entre os dois e enquanto isso, depois de falar com a chefa, Zuko também apresentava uma expressão melhor na fase, pois agora ele tinha certeza que Abi tomaria uma atitude sobre a relação deles, mas ainda tinha uma missão a cumprir e por isso o agente desceu as escadas para falar com o gerente, que estava sentado de costas.
ZUKO – Hei você! Preciso de uma lista de todas as pessoas que fizeram ficha no dia de hoje.
O gerente nem se manifesta diante do pedido de Zuko continuando parado. Zuko estranha tal comportamento e por isso passa pelo balcão e se aproxima do gerente.
ZUKO – Hei amigo! Estou falando com você e...
Ele para de falar ao perceber que o homem estava morto fazendo com que ele quisesse sacar sua arma imediatamente, mas infelizmente ele não teve tempo, pois foi acertado por um disparo de uma bala desferido por Runy, caindo imediatamente. Runy estava agachada atrás do balcão, não sendo vista pelo agente. Como a arma de Runy tinha um silenciador, não foi possível o disparo ser ouvido pelos outros agentes, que estavam ocupados isolando o quarto onde estava o corpo de Hideki. Runy se levantou com cuidado e ficou olhando para Zuko, que ainda estava vivo.
RUNY – Eu sabia que estava sendo seguida, agente. Você é que nem Hideki. Menosprezou as minhas habilidades.
ZUKO – Você não vai se dá bem. (falando com dificuldade)
RUNY – Pode ser, mas você não vai estar aqui para saber.
Sem cerimônia ou piedade, Runy atira no coração de Zuko, matando-o a sangue frio. Depois ela puxa o corpo de Zuko para trás do balcão e aí sim sair da gerência sem chamar a atenção dos outros agentes. Já do lado de fora do motel ela vai até o carro de Hideki, entrando nele para sair daquele lugar e enquanto isso Haruy se preparava para entrar enquanto falava com Hank, por celular.
HARUY – Entendido. Sou um negociador de Hardware vindo dos EUA fazendo negócios.
HANK – Sim e seu nome é Edgar. Já arrumei a autorização eletrônica. Terá acesso direto e irrestrito.
HARUY – Ok. Já vou indo.
Haruy desliga a comunicação e vai para a entrada do prédio. Ele se apresenta para o gerente dando o nome de Edgar e dizendo que tem hora marcada para uma reunião. O gerente confere essa informação no computador, que não demora muito para exibir uma foto de Haruy com o nome de Edgar e mais um memorando confirmando sua presença.
GERENTE – Pode passar, senhor. (ele dá um cartão á Haruy)
HARUY – Obrigado.
Depois disso Haruy passa pela porta divisória sem problema usando o cartão e indo direto para o elevador. Chegando lá ele apertou o botão de numero cinco que, logicamente, ia parar no quinto andar. Durante o trajeto, e aproveitando que estava sozinho, Haruy tira seu revolver da pasta para estar preparado para o ataque. O elevador para e Haruy sai dele e, andando pelo corredor, ele procura pelo escritório de Suke.
HARUY – Achei.
Ele saca a arma, olha ao redor para ver se não tinha ninguém no andar e ao perceber que podia agir se aproximou lentamente da porta até abri-la com tudo, mas ao passar dela, Haruy é acertado, por trás, por uma arma de choque, que o fez desmaiar imediatamente. Suke estava com essa arma.
SUKE – Não demorou muito, Haruy. (ele olha para o monitor em sua sala) – E parece que você terá companhia em breve.
Suke se aproximou do monitor que mostrava imagens de InuYasha chegando ao andar. O marido de Kagome nem imaginava que estava sendo vigiado.
INUYASHA – Sala 53! (ele olha o numero na porta) – É essa aqui.
InuYasha fica relutante, temendo alguma armadilha e até pensou em esperar pela ajuda de Zuko, mas decidiu entrar e pagar para ver. E como era esperado ele tem o mesmo destino de Haruy. Desmaiar com a arma de choque.
SUKE – Puxa vida! Dois pelo preço de um. Acho que Natsume me recompensará.
Suke observa Haruy e InuYasha desmaiados e se delicia com isso e enquanto isso no departamento de polícia, Sango e Guy estavam quebrando a cabeça para tentar diminuir a lista de suspeitos do caso do estrangulador.
SANGO – Que parâmetros de busca estão sendo usados.
GUY – Homens, entre 25 e 40 anos, nível escolar superior.
SANGO – Você colocou vivos?
GUY – Sim, mas é claro.
SANGO – Talvez devesse usar ‘supostamente morto’. É bem provável que estejamos atrás de um fantasma.
GUY – Eu já pensei na hipótese de alguém estar se fingindo de morto. Não deu em nada. O nosso estrangulador é alguém no sistema, mas é muito inteligente para camuflar suas trilhas. É alguém bem inteligente e...
Guy para de falar ao ver Koharo entrando no departamento. Sango também viu e percebeu que haveria um clima de constrangimento entre os dois, por isso tomou a iniciativa de se levantar á mesa e ir falar com ela.
SANGO – Oi Koharo.
KOHARO – Oi.
SANGO – O que faz aqui?
KOHARO – O Miroku pediu que eu cuidasse na inscrição de Soten em um curso supletivo, mas acontece que o colégio exige um atestado liberatório de um órgão oficial por ela ter ficado fora do país por mais de dois anos.
SANGO – Ok. Eu sei quem pode ajudá-la nisso. Vem comigo.
Koharo, que olhou de relance para Guy, foi conduzida por Sango até a mesa onde Nomer estava trabalhando. Ele precisa muito atarefado, mas a detetive sabia que ele iria ajudar.
SANGO – Nomer, pode fazer um favor?
NOMER – Favor? (ele para de digitar e olha para ela) – Que favor?
SANGO – Essa é Koharo, amiga de Miroku que está cuidando da burocracia dos estudos dela e precisa de um atestado liberatório.
NOMER – Ah sim! Soten me falou de você. É um prazer conhecê-la.
KOHARO – Prazer é meu. Pode fazer isso?
NOMER – É só me dar a documentação e vai demorar só um pouco.
Koharo da a documentação para Nomer, que se levanta á mesa para ir a outro lugar deixando as duas sozinhas.
KOHARO – Espero que não esteja atrapalhando.
SANGO – Não atrapalha em nada. Ainda mais porque ele gosta da Soten.
KOHARO – Ah, é mesmo? Interessante saber.
Sango e Koharo conversavam alegremente enquanto esperavam que Nomer produzisse o atestado liberatório para Soten poder estudar. Guy, que tentava se concentrar no trabalho, não tirava os olhos de Koharo. Ele tentava negar, mas ainda gostava dela apesar da decepção de quando ela o usou e enquanto isso Abi era recebida por Ryukosei em seu gabinete na prefeitura de Tóquio.
RYUKOSEI – É um prazer recebê-la, superintendente.
ABI – Obrigada, mas isso não é uma visita social.
RYUKOSEI – Eu sei. Já esperava por isso.
ABI – Aposto que sim. O senhor tem muito que explicar.
RYUKOSEI – Farei com o maior prazer, pois não tenho nada a esconder e quero mesmo que tudo seja esclarecido.
A desconfiança de Abi em relação á Ryukosei crescia na medida ela levava mais a serio as desconfianças de InuYasha em relação ao prefeito. Agora não era tão absurdo imaginar que ele tenha se aliado com Naraku.
Próximo capítulo = Segredos e sacrifícios – parte 2
Fale com o autor