Noite sem Fim

9 Segredos de família - parte 2


Kagome finalmente acabara de chegar a uma das estações de trem da cidade de Yokohama e ao sair do trem, ela pega a folha de papel que recebeu de Sango antes de viajar.

KAGOME – Eri mora aqui perto! Posso ir á pé.

Kagome se dirige ás escadas do setor de saída da estação e quando começa a descê-las, ela acaba avistando, para sua surpresa, Souta e por isso ela vai até ao irmão mais novo.

KAGOME – Souta?!

SOUTA – Oi Kagome. (fingindo surpresa) – Mas que surpresa encontrá-la aqui em Yokohama.

KAGOME – Eu que o diga! O que está fazendo aqui?

SOUTA – Eu vim á trabalho! O general encarregado do meu setor que eu supervisionasse pessoalmente o transporte de uma carga secreta, mas acontece que quando cheguei aqui, aconteceu uma contra ordem.

KAGOME – Ah já sei! Perdeu a viagem?

SOUTA – É isso aí! Mas é assim mesmo! São ósseos do ofício. (sorrindo) – Mas e você? O que faz aqui? Não deveria estar cuidando de sua campanha?

KAGOME – Isso é uma longa história! Vim rever as minhas antigas colegas! Lembra-se da Eri, da Ayumi e da Yuka?

SOUTA – Claro! Elas moram aqui em Yokohama?

KAGOME – Sim! Tenho uns assuntos á tratar com elas.

SOUTA – Olha Kagome! No momento não tenho nada para fazer! Eu posso te acompanhar.

KAGOME – Mas não tem necessidade e...

SOUTA – Tem sim Kagome! Alguém tentou te matar com aquela bomba! Não posso permitir que fique desprotegida! Eu não sei por que você não anda com segurança! Afinal você é uma vereadora e também candidata á prefeitura.

KAGOME – Candidata á candidata! Não se esqueça! Tenho que vencer as prévias antes de ser considerada candidata. (sorrindo)

SOUTA – Seja o que for você é minha irmã! Eu me preocupo com você.

KAGOME – Ta! Ta! Ta! Se for ficar mais tranqüilo, eu deixo você me acompanhar, mas sob uma condição.

SOUTA – O que mana?

KAGOME – Acompanha-me como irmão e não como segurança, ok?

SOUTA – Ok!

KAGOME – Eri mora aqui perto! Podemos ir á pé! No caminho você me fala como está sua relação com Shiori.

Depois de entrarem em um acordo, Kagome e Souta saem da estação para irem á casa de Eri e enquanto isso sentado em frente á sua mesa na redação do jornal Diário da manhã, Sesshoumaru estava no telefone falando com algumas fontes para descobrir mais sobre o caso do estrangulador das meias de nylon, bandido ainda não capturado pela polícia, mas naquele exato momento Momiji aparece em sua frente o que faz o jornalista acabar com o telefonema e dar atenção á colega.

SESSHOUMARU – Parece que tem algo para mim.

MOMIJI – Pode ser. (fazendo-se de desentendida) – Acho que algo que te interessa! É sobre sua cunhada.

SESSHOUMARU – Não me interesso por assuntos políticos! Apesar do apreço que tenho por Kagome, o jornalismo independente não se mistura com política.

MOMIJI – Mas o que consegui não tem nada haver com política.

SESSHOUMARU – Estou ouvindo.

Momiji olhar ao redor da redação para se certificar que ninguém estava prestando atenção na conversa deles, o que significava que seja o que for que Momiji tinha a contar, era muito confidencial, por isso ela se manifestou com um tom baixo de voz.

MOMIJI – Lembra-se que me perguntou se eu sabia alguma conexão entre Ryukosei e a família de Kagome depois que falei do LPAP?

SESSHOUMARU – Sim! Mais precisamente com o pai dela. (ele olha ao redor e também fala baixo) – Descobriu algo?

MOMIJI – Acho que sim.

Ao receber essa afirmativa, Sesshoumaru se levantou de sua cadeira, segurou o braço de Momiji e a levou até á sala do almoxarifado onde os dois entraram e posteriormente ele trancou a porta para que ninguém os interrompesse.

SESSHOUMARU – Fale o que descobriu.

MOMIJI – Assim, sem nada em troca? (com um sorriso sedutor)

SESSHOUMARU – Momiji! Não perca seu tempo e eu não faço você perder o seu! Agora conte o que sabe.

MOMIJI – Vai Sesshoumaru! (ela se aproxima muito dele) – Sabe muito bem o que sinto por você. (ela mexe na gravata dele)

SESSHOUMARU – Sei. (ele a faz parar) – E você sabe que sou casado, muito bem casado.

MOMIJI – E você vive me lembrando disso. (ela se afasta um pouco irritada e ficando de costas para ele) – As coisas que ouvi sobre você diziam que tinha fama de garanhão na juventude. (ela volta a olhar para ele) — Achei que fosse um pouco mais liberal.

SESSHOUMARU – Achou errado.

MOMIJI – Você gosta mesmo da sua esposa! (ela suspira) – Por que os melhores partidos estão casados? (perguntando para si mesma e depois olha para ele) – Você deve pensar horrores de mim, não é?

SESSHOUMARU – O que penso ou deixe de pensar de você não é a questão! Talvez se não fosse casado e em outras circunstâncias, nós podíamos ter algo, mas agora é impossível, portanto nunca teremos nada.

MOMIJI – Nunca diga nunca!

SESSHOUMARU – Por que não? Você acabou de dizer! E duas vezes.

MOMIJI – Agora faz piadinhas.

Momiji estava inconformada com o jogo duro de Sesshoumaru, ele por sua vez, tinha perdido a paciência com a colega, pois já estava cansado daquela conversa.

SESSHOUMARU — Não vim aqui falar da minha vida privada! Se não vai me dizer, então vou embora e...

MOMIJI – Não! (indo até ele) – Espere! Eu te falo o que descobri.

Sesshoumaru cruzou os braços e ficou ouvindo, com atenção, tudo que Momiji tinha descoberto sobre a conexão entre Ryukosei e a família de Kagome e enquanto isso na clinica onde Shiori trabalha, InuYasha, deitado de bruços, fazia os exercícios de fisioterapia sob a supervisão da namorada do cunhado, que acompanhava seu desempenho de perto, ajudando-o nos momentos para aumentar a sensibilidade e flexibilidade das pernas.

SHIORI – Muito bom! Agora vamos tentar dar alguns passos.

INUYASHA – Ta!

Shiori ajuda InuYasha a ficar de pé para em seguida guiá-lo até a um aparelho cujos laterais tinham barras horizontais onde InuYasha teria que atravessar de um lado ao outro se apoiando nas barras para não cair e mesmo com muita dificuldade, ele conseguiu chegar ao outro lado, mostrando progresso.

INUYASHA – Olha Shiori! Eu consegui.

SHIORI – Muito bom InuYasha! Agora deixe eu te ajudar a ir até sua cadeira.

InuYasha estava tão feliz com seu progresso que não calculou direito a força de Shiori, pois ao se apoiar nela para ir até a cadeira de rodas, ambos acabam caindo no chão, com InuYasha em cima de Shiori, os rostos ficaram muito próximos o que fez a moça corar por inteiro, nunca tinha estado nessa proximidade com ele, nunca seus lábios estiveram tão próximos dos dele, ela até podia sentir o hálito dele, aquilo proporcionou uma sensação deliciosa em Shiori, que tomada pelo instinto o beijou e imediatamente InuYasha se afastou depois do gesto.

INUYASHA – Shiori! O que está fazendo?

SHIORI – Desculpe-me InuYasha! Eu não sei o que me deu. (colocando as mãos no rosto para tentar esconder o avermelhado dele) – Por favor, desculpe-me.

Ainda muito envergonhada, Shiori sai correndo da sala de fisioterapia deixando InuYasha, ainda surpreso com o gesto dela, no chão e naquele exato momento, o celular dele começa a tocar então ele, não podendo andar, se arrasta até o aparelho para atendê-lo.

INUYASHA – Alô.

SESSHOUMARU – InuYasha! Sou eu! Tenho uma bomba para te falar.

INUYASHA – O que foi, Sesshoumaru?

SESSHOUMARU – Graças á Momiji, consegui descobrir a conexão entre Ryukosei e o general Higurashi, pai de Kagome.

INUYASHA – Então fala! Não faça suspense.

SESSHOUMARU – Não por telefone! É muito arriscado! Estou indo até seu restaurante.

INUYASHA – Ok! No momento estou na clinica, mas vou voltar imediatamente ao restaurante! Lá conversamos.

SESSHOUMARU – Eu tentei falar com Kagome, mas fui informado por Tanuki que ela viajou.

INUYASHA – Sim! Ela foi até Yokohama falar com umas antigas amigas e...

SESSHOUMARU – Essas amigas são Eri, Ayumi e Yuka?

INUYASHA – Elas mesmas! Por quê? Como sabe delas?

SESSHOUMARU – Na conversa eu te falo! Com o fato de Kagome estar em Yokohama, torna nossa conversa ainda mais imperativa! Até mais.

Sesshoumaru desliga o seu celular e fica olhando a pasta que recebeu de Momiji na conversa que tiveram, depois disso ele sai de sua mesa para ir embora, mas de repente sua colega aparece novamente em sua frente.

MOMIJI – Já vai contar ao irmãozinho o que descobri?

SESSHOUMARU – Mas é claro! (ele exibe a pasta) – Isso aqui é nitroglicerina pura.

MOMIJI – Mas você se lembra da condição? Isso não pode ser divulgado, pelo menos não por enquanto! Você prometeu.

SESSHOUMARU – Promessa é promessa! Não vou divulgar isso! Não se preocupe. (ele sorri) – Eu te devo essa.

MOMIJI – Você me deve muitas, mas quem está contando?

Depois de ouvir essa pergunta retórica, Sesshoumaru se afasta da colega para sair da redação e enquanto isso na clínica, InuYasha, já em sua cadeira de rodas motorizada, foi até a sala onde estava Shiori, a moça ainda estava envergonhada do que fez, tanto que nem tinha coragem de encará-lo.

SHIORI – Você deve me achar a pior das mulheres, não é?

INUYASHA – Claro que não Shiori! Eu só fiquei surpreso! Você é namorada do Souta e...

SHIORI – Eu sei disso! (ela começa a chorar) — Eu não queria sentir o que sinto, mas não posso fazer nada.

INUYASHA – Shiori! Sabe muito bem que não vou voltar aqui depois do que aconteceu.

SHIORI – O que?! (ela olha para ele) – Por favor, não faz isso! Assim só vai me fazer sentir pior e...

INUYASHA – Mas é por você que estou tomando essa decisão! Eu não posso vir aqui e ficar alimentando suas esperanças, mesmo de forma inconsciente! Não seria justo com você.

SHIORI – Entendo. (ela se aproxima dele) – Vai contar á Kagome e Souta o que houve aqui?

INUYASHA – Talvez eu conte para Kagome! Ainda vou ver, mas quanto á Souta, não vou contar nada, isso é com você, quem nem o futuro do relacionamento de vocês.

SHIORI – Ta!

INUYASHA – Olha Shiori! Eu recebi um telefonema do Sesshoumaru! Preciso estar de volta ao meu restaurante e...

SHIORI – Você quer que eu te leve até lá, não é?

INUYASHA – Sim se não for pedir muito.

SHIORI – Claro que não é muito! Eu que te trouxe aqui, então eu te levo de volta.

InuYasha e Shiori saem da sala para irem até o carro dela e enquanto isso em Yokohama, Kagome e Souta conversavam sobre seus respectivos relacionamento amorosos e também carreiras profissionais até que chegaram em uma casa.

KAGOME – Chegamos.

SOUTA – O numero é esse mesmo?

KAGOME – É sim.

Kagome tocou a campainha e ficou esperando, junto com o irmão, ser atendida e alguns segundos depois uma mulher que usava uma pricilha amarela na cabeça, ao olhar Kagome a mulher percebeu algo familiar, até que sua mente voltou ao passado e assim reconhecer a pessoa em sua frente.

ERI – Kagome?! É você mesma?

KAGOME – Sou eu mesma, Eri.

O longo período sem se verem fez perder um pouco da intimidade que tinham, mas isso não as impediu de darem um grande abraço, o que fez a lembrança delas voltarem á época em que eram colegas de escola.

ERI – Mas você está ótima! O tempo foi generoso com você.

KAGOME – Com você também. (as duas riram um pouco) – Ah sim! (ela olha para trás) – Se lembra do Souta?

ERI – Claro! O sue irmão! (ela olha para Souta) – Oi! Tubo bem?

SOUTA – Tudo bem. (ele se curva) – Prazer em revê-la.

ERI – Vamos entrando!

Eri da passagem para que Kagome e Souta adentrassem em sua residência, ao fazerem isso, os irmãos notam os vários produtos de beleza espalhados em cima da mesa.

ERI – Sentem-se, por favor! Não reparem a bagunça, mas eu sou uma revendedora de produtos de beleza.

KAGOME – Mesmo?! (se sentando no sofá junto com Souta)

ERI – É muito corrido! Tenho que ir atrás dos pedidos e das freguesas que não pagam, mas bom disso é que trabalho em casa! Fica mais fácil. (ela se senta em outro sofá) – Mas me fale de você! O que tem feito da vida?

Kagome contou á Eri que tinha entrado para o mundo da política, fato que surpreendeu muito Eri que nunca tinha se lembrado em momento nenhum da época em que eram amigas de que Kagome tivesse algum interesse em política.

ERI – Como não acompanho o noticiário político, nem fazia idéia disso, mas agora que tocou nesse assunto, eu estou me lembrando que há cinco anos, durante a crise com aqueles terroristas, uma mulher fez um discurso para acalmar a população, então era você?

KAGOME – Era eu mesma! Foi por causa daquilo que entrei para a política.

SOUTA – Você ouviu falar sobre uma tentativa de um atentado á bomba em Tóquio três dias atrás?

ERI – Ouvi o pessoal falando algo, mas como já disse, não me interesso por política e... (ela percebe o que Souta disse) – Espere aí! Está dizendo que aquela bomba foi para Kagome?

KAGOME – Isso! Foi no meu carro.

ERI – Você deve ter irritado muita gente.

KAGOME – Eu não quero falar disso, Eri! Eu vim aqui por outro motivo.

ERI – E o que seria?

KAGOME – Filhos! (ela se levanta do sofá e vai até Eri) – Eu sei que não pode ter filhos.

ERI – Como sabe disso?

KAGOME – Porque eu também não posso ter e acho que o seu problema e o meu estão ligados de alguma forma.

ERI – Por que acha isso?

KAGOME – Por que Yuka e Ayumi também não podem ter filhos.

ERI – O que?! Está falando sério?! A Yuka e a Ayumi também não podem ter filhos?

KAGOME – Achei que já soubesse, afinal vivem na mesma cidade.

ERI – Olha Kagome! Eu sei que aqui não é Tóquio, mas Yokohama não é nenhuma cidade pequenininha! Para se ter uma idéia, não as vejo há pelo menos cinco anos, mas eu me lembro de ver Ayumi com o marido e um casal de filhos e...

KAGOME – São adotados! Que nem os meus.

ERI – Você parece bem informada.

KAGOME – No meu atual trabalho, eu tenho que ser.

ERI – Mas eu ainda não entendo o seu interesse por esse assunto! Não podemos ter filhos? Paciência.

KAGOME – Não seja tão simplista assim, Eri! Não acha que é muita coincidência nós quatros termos o mesmo problema?

ERI – Acho. (ela se levanta também) – O que quer de mim, Kagome?

KAGOME – Eu pretendo juntar nós quatro para compararmos o que sabemos sobre esses nossos problemas.

ERI – Para que?

KAGOME – Como para que?! Não quer saber por que é infértil? E se isso foi causado por alguém, não quer sabem quem é?

ERI – Escute Kagome! Caso não saiba, me envolvi com um homem, cheguei a casar com ele, mas com o passar do tempo ele se afastou de mim porque eu não conseguia engravidar, ele me trocou por outra.

KAGOME – Eu sinto muito, Eri.

ERI – Eu mais do que ninguém quero saber a verdade, mas também não quero criar falsas esperanças de ser mãe! Já aceitei o meu destino.

KAGOME – Tudo bem, Eri! Não precisa criar esperanças, mas quero que ao menos procure saber a verdade! Não sei quanto á você, mas eu não posso viver com essa dúvida.

ERI – Ok! Você venceu, Kagome! Vou com você! Vai ser bom rever as duas.

KAGOME – Obrigada.

Kagome e Eri se deram as mãos, Souta ficou observando atentamente aquela cena, a missão dele era cuidar para que a irmã ficasse o mais longe da verdade e para isso ele tinha que ter acesso a todas as descobertas que Kagome fizesse do caso e enquanto isso Shiori e InuYasha estavam dentro do carro dela voltando para o restaurante dele, devido ao beijo que ela deu nele, tinha se estabelecido um silêncio entre eles durante o trajeto, mas a moça resolve se manifestar enquanto dirigia o veículo.

SHIORI – Eu só aceitei o pedido de namoro do Souta por ele ser seu cunhado, assim poderia te ver com mais freqüência.

INUYASHA – Não precisa falar disso, Shiori.

SHIORI – Preciso sim! Esse sentimento está guardado dentro de mim há cinco anos! Desde que salvou a minha vida, desde aquilo não consigo tirá-lo do meu coração.

INUYASHA – Sabe bem que não posso te dar o que quer! Eu sou fiel á Kagome.

SHIORI – Eu sei disso! E isso faz te amar ainda mais.

INUYASHA – Não vamos mais tocar nesse assunto, Shiori, por favor.

SHIORI – Claro! Eu só queria que soubesse como me sinto e que também não espero nada de você.

Depois de ouvir aquela declaração, InuYasha preferiu não tocar mais no assunto até e eles seguiram viagem e enquanto isso dentro de um táxi que os levavam até a casa de Ayumi no centro da cidade de Yokohama, Kagome conversava com Eri no banco de trás do veículo, já que Souta ficava no banco do carona.

ERI – Vai ser ótimo estar nós quatro juntas novamente! Faz quanto tempo que isso não acontece?

KAGOME – Quase vinte anos! Dezenove para ser exato.

ERI – Eu me lembro! Tínhamos só dezesseis anos quando você decidiu fugir de casa com o Kouga! Aquilo foi uma loucura.

KAGOME – Foi sim! Hoje eu admito, mas não posso dizer que me arrependi! Kouga e eu tivemos nossos problemas, nosso casamento foi um fracasso! A única coisa boa que sobrou dele foi Shippou cuja tutela nós dois conseguimos juntos, portanto não tenho do que me queixar.

ERI – Puxa Kagome! Você já tem um filho de dezoito anos.

KAGOME – E ele está prestes a fazer o vestibular.

ERI – Nós duas temos trinta e cinco anos, mas parece que você viveu bem mais.

KAGOME – Sem o apoio dos meus pais, tive que amadurecer na marra, passei por dificuldades depois do fim do casamento! Tive que criar sozinha o Shippou! Foi ‘barra’, mas a vida sorriu para mim quando arrumei um emprego de gerente de um restaurante onde encontrei o amor da minha vida. (naquele momento o táxi para) – Acho que chegamos.

ERI – Depois eu quero mais detalhes dele, hein?

KAGOME – Pode deixar.

De fato o táxi tinha chegado ao endereço indicado por Kagome, que paga o motorista, assim ela, Eri e Souta descem do veículo depois disso e logo as duas vão para a entrada da casa e tocam a campainha e enquanto aguardam serem atendidas, as duas conversam.

ERI – Não sabe mesmo o endereço da casa de Yuka?

KAGOME – Não! Mas não deve ser difícil de encontrar.

Enquanto as duas estavam bem em frente à porta, Souta se mantinha mais distante e de repente a porta se abre e diante delas aparece uma mulher de longos cabelos pretos, era Ayumi.

AYUMI – Eri?!

ERI – Ayumi?! (quase não a reconhecendo de cabelo grande) – É você mesma?

AYUMI – Claro que sou eu! Faz tempo que não nos vemos e... (ela olha para Kagome) – Você parece familiar.

KAGOME – Não está me reconhecendo?

Ayumi fita os olhos em Kagome, forçando a mente para tentar se lembrar até que finalmente consegue e um sorriso se abre em seu rosto.

AYUMI – Kagome! (ela olha Kagome de cima a baixo) — É você mesma?

KAGOME – Claro que sou eu. (ela a abraça) – Há quanto tempo?

AYUMI – Muito! (ela corresponde o abraço) – Nunca mais soube de você. (ela se afasta) – Isso só pode ser o destino.

Sem falar mais nada Ayumi volta para o interior da casa deixando Kagome e Eri sem entender sua atitude, segundos depois Ayumi volta na companhia de Yuka.

KAGOME – Yuka!

YUKA – Kagome! É você mesma?

AYUMI – Eu já falei que é ela sim.

YUKA – Você ta lindona! (vendo as roupas dela)

KAGOME – Obrigada. (meio sem graça) – Mas que bom te encontrar aqui.

YUKA – Eu e Ayumi mantivemos contato por todos esses anos. (ela ainda estava maravilhada em rever Kagome) – Kagome! Você está realmente demais! Os anos foram generosos com você! Continua linda como sempre.

ERI – Vocês não sabem da novidade! A nossa Kagome é vereadora em Tóquio e candidata a prefeita.

AYUMI – Isso é sério, Kagome? Você é política?

KAGOME – Sou, mas não quero falar disso. (ela olha para trás onde estava Souta) – Vocês se lembram do meu irmão?

YUKA – Aquele pirralho que vivia te enchendo é aquele ali? (elas acenam para ele)

KAGOME – Ele mesmo! Agora é um homem feito! É do exercito.

SOUTA – Como vão todas? (ele se curva)

AYUMI – Bem, obrigada por perguntar. (ela volta a olhar para Kagome) – Entrem, por favor.

Depois desse convite, Kagome, Souta, Eri entram na casa de Ayumi junto com Yuka e enquanto isso InuYasha e Shiori acabam de chegar ao restaurante dele onde Sesshoumaru já estava.

SESSHOUMARU – Já era tempo, hein?

INUYASHA – Estou bem! Obrigado por perguntar. (sendo irônico)

SHIORI – Oi senhor Sesshoumaru.

SESSHOUMARU – Oi.

INUYASHA – Você já pode voltar para a clínica, Shiori! Muito obrigado pela carona.

SHIORI – Ta!

Shiori se afasta para ir embora, ela ficou meio desapontada pelo modo como InuYasha a tratou, fato que não passou despercebido por Sesshoumaru.

SESSHOUMARU – Houve alguma coisa?

INUYASHA – Não! (meio nervoso) – Não houve nada! O que haveria de haver?

SESSHOUMARU – Calma aí! Só foi uma pergunta inocente.

InuYasha estava meio nervoso pelo beijo que Shiori lhe deu, queria pensar em outra coisa e naquele momento Shippou, todo suado e muito ofegante, apareceu diante deles.

SHIPPOU – Oi aos dois.

SESSHOUMARU – Por que está todo suado?

SHIPPOU – Isso é o que acontece com quem dá cinqüenta voltas no parque.

INUYASHA – Se está tão ofegante assim só mostra que precisa treinar mais! Está muito molenga, Shippou.

SHIPPOU – Eu molenga?! Estou todo quebrado.

INUYASHA – Pare de reclamar! Agora vá tomar um banho para tirar esse cheiro de suor! Vai espantar a freguesia! Anda! Anda!

SHIPPOU – Já vou! (ele começa a se afastar) – Que tipo de pai é você?

INUYASHA – Dos que quer o melhor para seu filho! Agora vai andando e sem bronca.

Shippou vai para dentro de casa quase se arrastando de tão cansado, assim InuYasha e Sesshoumaru vão para o escritório de InuYasha dentro do restaurante, lá eles podiam conversar mais á vontade.

SESSHOUMARU – Por que está sendo tão duro com Shippou?

INUYASHA – Depois eu falo nisso! Você disse que tinha uma coisa para me mostrar! O que é?

SESSHOUMARU – Claro! (ele exibe a pasta) – Veja com seus olhos.

InuYasha pegou a pasta e começou a ler os papeis que tinham dentro dela, lia com muita atenção e ficava de boca aberta diante das revelações, depois olhava para o irmão que apenas consentia com a cabeça concordando com a surpresa que era aquela revelação.

INUYASHA – Como conseguiu isso?

SESSHOUMARU – Foi Momiji.

INUYASHA – Essa informação está completa?

SESSHOUMARU – Não, mas eu li com atenção e tudo que está aí faz todo sentido.

INUYASHA – Eu sei! (ele se afasta) — A Kagome vai morrer de desgosto quando souber disso.

SESSHOUMARU – Por isso queria falar com você primeiro! Acho que é a pessoa mais indicada a dar essa notícia.

INUYASHA – Eu sei e agradeço o seu gesto, Sesshoumaru, mas tem um problema.

SESSHOUMARU – Problema?! Qual?

INUYASHA – Eu queria contar isso pessoalmente quando ela voltasse.

SESSHOUMARU – E por que não pode fazer isso?

INUYASHA – Porque Souta está com ela em Yokohama! Ele e a senhora Higurashi sabem de tudo que o pai dela fez! Certamente ele foi para lá para tentar impedir que Kagome descubra a verdade.

SESSHOUMARU – InuYasha!

INUYASHA – Sim?

SESSHOUMARU – Você me disse que antes de morrer, Miroku disse que tinha um motivo forte para não contar a verdade para Kagome! Acha que era disso que Miroku estava falando?

INUYASHA – Não acho! Tenho certeza! E eu entendo os motivos dele. (ele joga a pasta em cima da mesa) – Isso é sórdido.

SESSHOUMARU – Então pensa em não contar?

INUYASHA – Eu disse que entendo os motivos de Miroku! Não disse que concordo! Eu vou contar sim! Sou marido de Kagome e meu dever é ser sincero com ela, em tudo.

Seja qual for o grande segredo de família, InuYasha estava disposto a contar para Kagome, segredo que irá mudar a relação dela com a família para sempre.

Próximo capítulo = Segredos de família – parte 3