Noite sem Fim

10 Segredos de família - parte 3


InuYasha estava ligando para o celular de Kagome, mas ninguém atendia e ele continuou tentando e tentando até que Sesshoumaru notou algo e chamou a atenção do irmão.

SESSHOUMARU – Espere InuYasha.

INUYASHA – O que foi?

Sesshoumaru nada falou e apenas apontou para a porta, mais precisamente para a base onde dava para ver, pela fresta, uma sombra se mexendo, sinal que tinha alguém encostado do outro lado da porta, obviamente tentando escutar a conversa deles, assim Sesshoumaru, sem fazer barulho, se aproxima da porta e a abre rapidamente para ver quem era.

SESSHOUMARU – Você?!

SHIORI – Desculpe-me e...

SESSHOUMARU – Venha para cá!

Sesshoumaru pega Shiori pelo braço e a puxa para dentro do escritório, os irmãos queriam uma explicação de Shiori para tal ato.

INUYASHA – Você escutou a nossa conversa?

SHIORI – Sim! Quer dizer, não! Mais ou menos.

INUYASHA – O que você ouviu afinal de contas? Diga Shiori!

SHIORI – Vocês estão me assustando.

Shiori começa a chorar, Sesshoumaru lança um olhar reprovador para InuYasha, este percebe que estava sendo duro demais com Shiori, a preocupação com a segurança de Kagome não era justificativa para tal comportamento.

INUYASHA – Perdoe-me, Shiori! Não tinha o direito de falar assim com você e...

SHIORI – Eu ouvi o que falaram do Souta! Então ele foi para Yokohama vigiar Kagome? Acha que ele faria algum mal á irmã?

INUYASHA – Acho que não! Acho que ele está lá para saber o que Kagome descobriu, assim ele pode controlar a situação.

SHIORI – E o que Souta quer esconder de Kagome? O que é tão grave assim?

INUYASHA – O pai de Kagome é responsável pela infertilidade da filha. (ele pega a pasta) – Esses documentos provam isso.

SHIORI – Posso ler?

InuYasha olha para Sesshoumaru, o jornalista balança positivamente a cabeça e assim InuYasha entrega a pasta para Shiori e ela começa a ler seu conteúdo e enquanto isso na casa de Ayumi, a anfitriã apresentava seus dois filhos para Kagome, Souta, já que Eri e Yuka já os tinham visto.

AYUMI – Okko! Yuri! Eu quero que cumprimentem uma antiga colega da mamãe. (depois olha para Kagome) – Esses são meus tesouros, Kagome.

KAGOME – Imagino. (ela olha para as crianças) – Olá! Meu nome é Kagome e como sua mãe disse, fomos colegas.

OKKO – Meu nome é Okko e tenho nove anos.

KAGOME – Você é muito bonito Okko. (depois ela olha para a menina) – E você, princesa?

YURI – Meu nome é Yuri, tenho seis anos, gosto muito de ouvir música, de desenhar, de cantar e...

AYUMI – Já chega Yuri! Por que não pede ao seu irmão que a ensine a andar de bicicleta?

OKKO – Eu não! Não vou ensinar essa tonta a andar de bicicleta.

KAGOME – Souta! Você pode fazer isso?

SOUTA – Tudo bem. (ele estende a mão para Yuri) – Vamos?

YURI – Ta!

SOUTA – E você garotão? Sabe andar de skate? Pois eu sei.

OKKO – Essa eu quero ver.

SOUTA – Com licença á todas.

Souta saiu da casa com na companhia de Yuri e Okko deixando assim as quatro ex. colegas a sós.

YUKA – Parece que seu irmão sabe lidar com crianças.

KAGOME – É o que parece. (ela começa a mexer na bolsa) – Eu quero que vejam algo.

AYUMI – O que?

KAGOME – Isso.

Kagome tira, de dentro de sua bolsa, três fotos, de InuYasha, de Shippou e de Genku, as antigas colegas dela olhavam admiradas para a família que Kagome que contou á elas as peculiaridades da adoção dos filhos, explicando que Shippou era filho biológico de InuYasha, fato que só saberiam anos depois, fruto do destino, contou também que Genku era filho de Kouga, seu ex. marido com sua segunda esposa.

AYUMI – Então você adotou o filho do Kouga?

YUKA – Então o casamento de vocês não deu certo.

KAGOME – Foi um fracasso total, mas anos depois, Kouga se tornou um homem de bem, fizemos as pazes e nos tornamos amigos e fiquei muito amiga da segunda esposa dele, Ayame.

ERI – Mas que história, hein? É uma pena o que aconteceu cinco anos atrás.

KAGOME – É sim! Aconteceu muitas coisas ruins há cinco anos! Além de Kouga e Ayame, um outro amigo, Miroku, também veio a falecer, na verdade ele foi assassinado! Era um brilhante advogado, cheguei até a trabalhar para ele como secretária! Foi ele que me induziu a entrar na política embora meu marido não goste nada disso.

YUKA – Já que falou em seu marido, você disse que ele está em uma cadeira de rodas, é isso mesmo?

KAGOME – Isso mesmo! Há cinco anos ele levou um tiro nas costas de um bandido que ainda não foi capturado.

ERI – Há cinco anos aconteceu muita coisa com você.

Kagome não queria entrar em detalhes sobre a conspiração que afetou á ela e sua família e seus amigos, pois o assunto era muito complexo e também ela não queria lembrar daquela fase, já que perdeu muitos amigos.

YUKA – Deve ser duro para você ter um marido em uma cadeira de rodas.

KAGOME – Temos que fazer adaptações.

ERI – Kagome! Já que seu marido é paralítico, eu queria saber uma coisa e...

KAGOME – Eu já sei o que vai me perguntar e aposto que é uma dúvida que todas vocês tem! (ela sorri) – É sobre minha vida sexual com meu marido, não é?

ERI – É.

KAGOME – Olha! Eu não vou entrar em detalhes! O que posso dizer é que o InuYasha apenas não anda, mas o resto ele faz muito bem, sou testemunha ocular. (meio corada) – Satisfiz a curiosidade de todas?

YUKA – A minha sim. (rindo) – Mas a Ayumi também disse que não tem do que se queixar do marido dela. (ela senta do lado de Kagome) – Sabia que ele trabalha na polícia?

KAGOME – Um policial! Que interessante! (ela olha para Ayumi) – Conheceu-o aqui?

AYUMI – Não! Foi em Tóquio mesmo antes de mudarmos para cá. (ela se levanta e pega um porta retrato) – Olhe ele aqui.

Kagome pega o porta retrato que tinha uma foto com Ayumi abraçada com um homem de uns cinqüenta anos.

KAGOME – Um cinquentão.

AYUMI – O Azuma tem cinqüenta e dois para ser mais exata.

KAGOME – Você e a Eri sempre foram chegadas a gostar de um homem mais velho, desde o colégio. (sorrindo) – Lembra-se que quando estudávamos na oitava série, vocês viviam jogando charme para os universitários?

ERI – Bons tempos.

YUKA – Kagome! E o Houjo? Ainda tem contato com ele?

KAGOME – Tenho sim! Ele ainda vive em Urawa! Atualmente trabalha com minha mãe! (ela lança um olhar malicioso) – Eu lembro que tinha uma quedinha por ele, não é?

YUKA – Não posso negar, mas ele gostava era de você, tanto que até entrou no grupo do Kouga para ficar perto de você.

KAGOME – Isso quase custou a vida dele! Duas vezes. (ela se levanta) – O papo está bom, mas vim vê-las para falarmos de outra coisa.

AYUMI – Do que?

KAGOME – Filhos! (ela encara a ex. colega) — Ayumi! Seus filhos.

AYUMI – O que têm eles?

KAGOME – Eles sabem que são adotados?

AYUMI – Ainda não e... (ela se toca sobre o que disse) – Espere aí! Como sabe disso?

KAGOME – Depois eu ter conto, mas deveria contar á eles a verdade antes que descubram sozinhos.

AYUMI – Ta! Mas deixa que eu falo.

KAGOME – Calma! Calma! Esse é um dos motivos para eu estar aqui. (ela segura a mão de Ayumi) – Assim como você, nenhuma de nós pode ter filhos.

AYUMI – O que? Você também, Kagome? (ela olha para Yuka) – Você também?

YUKA – Eu também não posso.

ERI – Nem eu. (ela olha para as outras) – Todas nós temos o mesmo problema.

AYUMI – Eu não fazia idéia.

Ayumi vai até a janela e fica olhando Souta ensinando Yuri a andar de bicicleta enquanto eram observados por Okko, ela ainda não tinha coragem de contar a verdade para os filhos.

AYUMI – A minha idéia era esperar que ficassem grande para entender essa questão.

KAGOME – Ayumi! Uma coisa parecida aconteceu com meu cunhado! Ele escondeu algo sobre o nascimento da filha dele, mas ela descobriu e até fugiu de casa para encontrar a verdadeira mãe.

AYUMI – Mesmo?!

KAGOME – Sim! Senti isso na pele, pois essa minha sobrinha fugiu com a ajuda do meu filho! Isso foi há dez anos! Uma loucura! Para se ter uma idéia, tinha um pedófilo por trás de tudo! Eu quase morri do coração.

AYUMI – Ok Kagome! O Azuma e eu vamos conversar e ver qual a melhor hora e maneira de contar a verdade para as crianças.

KAGOME – Faça isso! Fale com seu marido.

AYUMI – Agora é a sua vez! Conte-me como sabe de tudo isso? Qual seu interesse?

KAGOME – Descobrir a verdade! Acho que a nossa infertilidade foi causada por alguém.

Eri, Yuka e Ayumi se entreolharam diante da afirmação taxativa de Kagome dando razão á ela e enquanto isso no gabinete da prefeitura, Ryukosei assinava alguns projetos sob a observação de Ling, sua secretária.

RYUKOSEI – Já fez a ligação que pedi?

LING – Sim senhor! Ele já foi informado e amanhã mesmo virá para Tóquio.

RYUKOSEI – Ótimo! Essa história do estrangulador das meias de nylon já foi longe demais! Preciso agir.

LING – Senhor prefeito.

RYUKOSEI – Sim?

LING – Por que trazer um profissional de outra cidade? Tenho certeza que existem pessoas aqui em Tóquio capazes de exercer essa função com competência.

RYUKOSEI – Eu tenho os meus motivos! Não se preocupe, o departamento de polícia estará em boas mãos.

Ryukosei estava planejando fazer uma mudança no comando por algum motivo e naquele momento Rakusho entra na sala.

RAKUSHO – Com licença, senhor prefeito.

RYUKOSEI – Sim?

RAKUSHO – Podemos conversar?

RYUKOSEI – Claro, Rakusho, mas não pode ser depois? Estou meio ocupado e...

RAKUSHO – Não senhor.

RYUKOSEI – Ta! (ele olha para Ling) – Cuidamos disso depois! Obrigado, Ling.

LING – Sim senhor! Com licença.

Ryukosei estava curioso para saber o que tanto preocupava Rakusho e assim que Ling saiu da sala, ele se manifestou.

RYUKOSEI – O que foi, Rakusho?

RAKUSHO – Senhor! Fiquei sabendo que o senhor ligou para a mãe de Kagome alertando-a sobre a viagem da filha.

RYUKOSEI – Sim, eu fiz isso.

RAKUSHO – Com todo respeito senhor, não seria mais prudente mandar um agente especializado? Eu ainda tenho os meus contatos e...

RYUKOSEI – Não Rakusho! Não vou fazer nada contra Kagome por dois motivos! Primeiro, ela não vai descobrir muita coisa conversando com aquelas ex. colegas e segundo, mesmo que descubra algo, não poderei fazer nada com ela ou já se esqueceu da tentativa de atentado que ela sofreu? As pessoas podem ligar aquilo á mim.

RAKUSHO – Mas...

RYUKOSEI – Já chega, Rakusho! Isso está decidido.

RAKUSHO – Ok!

RYUKOSEI – É só isso?

RAKUSHO – Sim! (ele se afasta para ir até a porta e se manifesta antes de sair) – Está cometendo um grande erro, senhor prefeito.

Depois de dizer essas palavras, Rakusho sai da sala, passa por Ling e ao sair do gabinete, ele usa seu celular para falar com alguém com uma voz masculina.

RAKUSHO – Sou eu! Falei com o prefeito, mas ele não me deu ouvidos.

????? – Mas ele não percebe a gravidade da situação? Se Kagome chegar perto da verdade, por mínimo que seja, poderá nos causar problemas.

RAKUSHO – Kagome já sofreu um atentado! Ryukosei está com medo que liguem isso á ele.

????? – Não precisamos ‘cuidar’ de Kagome! Temos apenas que impedi-la de falar com certa pessoa.

RAKUSHO – Cuide disso e lembre-se! Faça isso parecer um acidente! Não podemos deixar isso chegar á Ryukosei.

????? – Pode deixar.

Rakusho desliga seu celular e apesar da negativa do prefeito, ele decidiu agir por conta própria e enquanto isso Shiori tinha acabado de ler os documentos da pasta e depois disso olhou para Sesshoumaru, já que InuYasha estava tentando ligar para Kagome.

SHIORI – Eu li, reli e ainda não consigo entender bem o que está escrito aqui.

SESSHOUMARU – Deixa que eu explico! Conforme essa série de documentos fica comprovado que a fabrica de chocolate, a qual o pai de Kagome supervisionava para o exercito, era uma fachada para esconder o que realmente era! Um laboratório ultra-secreto do governo japonês.

SHIORI – Esse laboratório estava pesquisando essa jóia de quatro almas, não é?

SESSHOUMARU – Isso mesmo! A jóia foi conseguida logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial! O governo japonês, secretamente, queria ter acesso a todo conhecimento sobre a jóia! Seus poderes, seus efeitos colaterais, como ela poderia ser usada para fins políticos e econômicos.

SHIORI – Eu ainda não entendi onde a infertilidade de Kagome e das colegas dela entra nessa história.

SESSHOUMARU – A pesquisa descobriu que os poderes da jóia eram radioativos e não mágicos como dizia a lenda! O primeiro passo da pesquisa era saber os efeitos dessa radioatividade nas pessoas, mas fazer isso sem chamar a atenção de ninguém.

SHIORI – Radioatividade?! Então foi isso que causou a infertilidade de Kagome?

SESSHOUMARU – Sim! (InuYasha se junta a eles)

INUYASHA – Tentei falar com Kagome, mas não atende! Não sei por que ela deixou o celular desligado.

SHIORI – InuYasha! Sesshoumaru estava me explicando os motivos da infertilidade de Kagome! Acha mesmo que Souta sabe de tudo?

INUYASHA – Sim! (o celular de Sesshoumaru começou a tocar)

SESSHOUMARU – InuYasha! Explica tudo á ela.

Enquanto Sesshoumaru se afastava para atender o telefonema, Shiori recebia explicações de InuYasha sobre a misteriosa fabrica de chocolate e o grau de envolvimento de Souta e da senhora Higurashi.

SHIORI – Voltando ao assunto da radioatividade! Está dizendo que o pai de Kagome infectou a própria filha?

INUYASHA – Não foi por querer! Eu vou te explicar! A idéia do governo japonês era inserir um pouco da radioatividade da jóia em barras de chocolate e depois distribuir para um pequeno grupo de pessoas previamente selecionadas.

SHIORI – Mas algo deu errado, não é?

INUYASHA – Sim! Conforme os relatórios desses documentos, o comando do exército que um dos caixotes com as barras de chocolate tinha sido violado e assim iniciou uma investigação que concluiu que quatro crianças de nove anos de idade tinham feito tal ação.

SHIORI – Kagome e suas colegas.

INUYASHA – Exato! Depois que identificou as crianças, o comando do exército decidiu isolar as famílias delas, confiando-as na pequena cidade de Urawa, onde não chamariam a atenção de ninguém.

SHIORI – Nos documentos está dizendo como Kagome e as outras conseguiram ter acesso á essas barras de chocolate?

INUYASHA – Sim! Quando isso ocorreu era dia dos pais e como comemoração foi permitida a entrada de um grupo de estudantes de várias séries cujo pais trabalhavam na fabrica. (ele pega a pasta, folhe-a e mostra algo para Shiori) – O pai de Kagome era o general responsável! O pai de Ayumi era superintendente de pesquisa! O pai de Eri era o chefe da segurança! E o pai de Yuka era o empacotador das barras de chocolate e provavelmente responsável pelo esquecimento de um dos caixotes que tinha essas mesmas barras o qual as meninas violaram.

SHIORI – Entendi, mas ainda não me explicou onde Souta e a mãe dele entram nessa história.

INUYASHA – Os respectivos pais de Ayumi, Eri e Yuka eram funcionários subalternos e sem ligação com o governo, diferente do pai de Kagome que era do alto comando do exercito e sem falar que anos depois Souta preferiu seguir os passos do pai! O hoje prefeito Ryukosei era, na época, o civil encarregado de inspecionar a fabrica, ou seja, ela tinha total conhecimento sobre o que aquela fabrica fazia e com Souta no exercito, ele decidiu que era melhor cooptá-lo para seu lado.

SHIORI – E por que Souta e a mãe dele toparam fazer isso?

INUYASHA – Você ainda não entendeu?! Aquelas barras de chocolate chegaram a ser distribuídas, ou seja, devem existir outras mulheres e homens com problemas causados pela jóia de quatro almas e elas nem sabem disso! Isso seria um escândalo sem precedentes e jogaria na lama os nomes de todos os envolvidos, inclusive o pai de Kagome.

Shiori se deu conta do que estava acontecendo e começou a ter ânsia de vômito com toda aquela história, Souta estava querendo proteger o nome do pai á qualquer custo mesmo que isso custasse deixar a irmã longe da verdade, definitivamente Shiori não conhecia bem o namorado e naquele momento Sesshoumaru, depois de atender o telefonema, voltou a se juntar a eles e percebeu o estado de Shiori.

SESSHOUMARU – Ela está bem?

INUYASHA – Não! Pois se deu conta da verdade! Acho que Kagome vai se sentir pior.

SESSHOUMARU – Ok! Eu vou ter que ir! Parece que apareceu mais uma vítima do estrangulador das meias de nylon.

INUYASHA – Meu Deus! Será que não vão pegar esse maníaco?

SESSHOUMARU – Vai saber! Já vou indo! Mantenha-me informado de qualquer coisa. (ele passa por Shiori) – Não fique assim, Shiori.

Shiori nada responde, ela ainda estava chocada com toda aquela história, assim Sesshoumaru sai do escritório de InuYasha, que se aproxima de Shiori para ver como ela estava.

INUYASHA – Você não está legal.

SHIORI – Eu quero ir para casa e...

INUYASHA – Não! Não! Você não pode dirigir nesse estado! Vou até a cozinha do restaurante e pedir que façam um chá para você.

SHIORI – Não precisa InuYasha...

INUYASHA – Não aceito não como resposta! Vai ficar aqui até se acalmar! Já volto.

InuYasha sai do escritório deixando Shiori sozinha no local e enquanto isso em Kagome, Ayumi, Eri e Yuka tinham acabado de comparar suas lembranças da época em que seus respectivos pais trabalhavam na tal fabrica.

AYUMI – Sinto muito Kagome! Não consigo me lembrar de nada.

ERI – Nossos pais trabalhavam na tal fabrica! É a única coisa que nos liga.

KAGOME – Não! Muitos pais de outros colegas nossos trabalhavam lá, mas só os nossos foram transferidos para Urawa.

YUKA – Seu irmão trabalha no exercito! Ele não tem como descobrir porque isso aconteceu?

KAGOME – Eu já pedi isso á ele, mas Souta não descobriu nada.

AYUMI – Olha Kagome! Acho que isso é perda de tempo! Não há como descobrir nada! Nossos respectivos pais, que eram os únicos que poderiam responder as nossas perguntas, estão mortos.

KAGOME – Eu tinha tanta esperança de conseguir algo.

Kagome ficou um pouco abatida com aquela situação, do lado de fora da casa, através da janela, Souta via o abatimento da irmã, embora estivesse satisfeito com o fato dela não ter descoberto nada, ele não podia de deixar de sentir pena dela.

SOUTA – “Eu sinto pelo que está passando Kagome, mas espero que um dia nos perdoe.” (pensando)

Souta estava tão atento ao que acontecia dentro da casa que deixou de dar atenção á Yuri, a quem ele estava ensinando a andar de bicicleta.

YURI – Hei moço. (chamando a atenção dele)

SOUTA – Sim?

YURI – O que está vendo?

SOUTA – Nada! Só estou com pressa e acho que minha irmã vai demorar.

OKKO – Hei Yuri olha só quem está chegando.

Okko chama a atenção da irmã para um homem que acabara de entrar no quintal da casa, era Azuma, marido de Ayumi, assim o casal de irmãos foi correndo para abraçar o pai.

AZUMA – Oi campeão. (acariciando a cabeça de Okko e depois pegando Yuri no colo) – E minha princesa também veio.

YURI – Que bom que está aqui, papai.

OKKO – O que está fazendo aqui, papai?

AZUMA – Tenho algo á falar com sua mãe e tem haver com nosso futuro e...

Ele para de falar ao perceber a presença de Souta, este foi até ao pai das crianças depois que foi notado.

AZUMA – Quem é você?

SOUTA – Oi senhor! Meu nome é Souta.

AZUMA – Azuma, prazer. (ele coloca a filha no chão)

YURI – Ele é irmão de uma amiga da mamãe! Ele esteve me ensinando a andar de bicicleta e já estou boa nisso. (sorrindo)

AZUMA – Que bom! (ele volta a olhar para Souta) – Obrigado pelo que fez.

Depois de agradecer á Souta, Azuma entra em sua casa na companhia de seus filhos, ao ver o marido, Ayumi imediatamente vai até ele para beijá-lo.

AYUMI – Amor, mas que surpresa agradável.

AZUMA – Que bom que é agradável. (depois ele olha para as outras) – Olá á todas.

AYUMI – Ah sim! Você se lembra de Eri? Nós não nos víamos há cinco anos.

AZUMA – Claro que me lembro! Como vai Eri?

ERI – Eu vou bem.

AYUMI – Yuka você já conhece, mas acho que não conhece essa minha outra amiga.

Ayumi pega a mão de Kagome para tirar a antiga colega de trás das outras e apresentá-la ao marido.

AZUMA – Está enganada, meu bem! Eu conheço sua amiga sim! (ele olha para Kagome) – Seu nome é Kagome e você é vereadora na cidade de Tóquio e há cinco anos trabalhou na Segurança Interna durante a crise terrorista.

KAGOME – É isso mesmo.

AYUMI – Amor, como sabe disso?

AZUMA – Ao contrário de você, eu assisto os noticiários e sem falar que no meu trabalho é fundamental estar sempre bem informado de tudo.

KAGOME – Ayumi disse que você trabalha na polícia.

AZUMA – Isso mesmo! Agora me diga nobre vereadora! O que a trouxe até á nossa cidade?

KAGOME – Rever antigas colegas minhas entre outras coisas. (não queria entrar em detalhes) – Mas eu já vou indo.

AZUMA – Como quiser. (ele volta a olhar para a esposa) – Ayumi! Precisamos ter uma conversa. (ele começa a se afastar) – Em particular.

AYUMI – Ta! (ela olha para as outras) – Eu já volto.

Ayumi seguiu Azuma junto com os filhos, deixando os outros na sala, nisso, Kagome resolve mexer na sua bolsa para pegar seu celular e ao fazer isso, percebe que o deixou desligado.

KAGOME – Mas que cabeça a minha! Eu me esqueci de ligá-lo.

ERI – Por que desligou o celular?

KAGOME – Há uma recomendação de desligar os aparelhos eletrônicos nos meios de transporte de Tóquio! Na verdade é uma lei.

YUKA – Mas que lei mais besta é essa.

KAGOME – Obrigada pela parte que me toca, pois eu fui autora dessa lei.

YUKA – Ai Kagome, me desculpa pelo que disse.

KAGOME – Tudo bem! Na política é assim mesmo! Você recebe elogios e críticas! Não tem que pedir desculpas.

ERI – A gente vai ter que se acostumar em ter uma amiga na política. (sorrindo)

KAGOME – Bom mesmo! Agora me deixe ligar com o maridão que deve estar preocupado.

Kagome começa a discar no seu celular o numero do celular de InuYasha, que naquele exato momento estava em seu escritório observando Shiori tomando um chá.

INUYASHA – Está melhor?

SHIORI – Sim! Obrigada pelo que está fazendo! Está sendo muito gentil comigo, mesmo depois de tudo.

INUYASHA – Esquece isso e... (o celular dele toca e ele olha no visor) – É Kagome.

SHIORI – Você vai contar a ela?

INUYASHA – Claro que vou.

SHIORI – Não faça isso, InuYasha!

INUYASHA – Por que não?! Ela tem que saber da verdade e...

SHIORI – Não é isso! Claro que ela deve saber da verdade, mas é melhor contar isso pessoalmente! Não precisa temer que Souta faça algo, pois ele nada pode fazer já que você sabe de tudo. (ela segura a mão dele) – Eu te peço, por favor, InuYasha! Não fale nada.

InuYasha ficou pensativo enquanto olhava para seu celular que não parava de tocar, ele estava analisando o pedido de Shiori, pesando os prós e contras de contar ou não a verdade para a esposa, até que ele finalmente se decidiu sobre o que fazer e assim atendeu o aparelho.

INUYASHA – Kagome.

KAGOME – Ai InuYasha! Por que demorou tanto a atender? Já ia desistindo.

INUYASHA – Bem, aí seria culpa sua! Eu estava tentando falar com você, mas você não atendia o celular.

KAGOME – É que eu esqueci de ligá-lo, mas não quero falar disso! Só liguei para te falar que não consegui nada.

INUYASHA – Não encontrou suas colegas?

KAGOME – Encontrei sim, mas não consegui nada! Você nem vai acreditar, mas eu acabei encontrando o Souta aqui em Yokohama! Não é uma incrível coincidência encontrá-lo aqui?

INUYASHA – É! (ele respira fundo) — Kagome! Seu irmão está aí com você?

KAGOME – Sim. (olhando para Souta que conversava com Yuka) – Estamos na casa de Ayumi! Sabe InuYasha? Eu posso não ter conseguido nada, mas está sendo tão bom revê-las que acho que vou ficar mais um pouco e...

INUYASHA – Não Kagome! Você tem que voltar para casa.

KAGOME – Por quê?! O que está acontecendo, InuYasha?

INUYASHA – Kagome! Você confia em mim?

KAGOME – Sim! É claro que confio.

INUYASHA – Então faça o que pedi! Quando você chegar em casa, te explicarei tudo, eu prometo.

KAGOME – Tudo bem! Eu sei agora onde elas moram, posso vê-las a hora que eu quiser.

INUYASHA – Obrigado amor! Você vai ver! O que tenho a dizer é muito importante.

KAGOME – Ta! E como estão o Shippou e o Genku?

INUYASHA – Genku estava no quarto dele jogando vídeo game enquanto Shippou deve estar com o corpo todo dolorido depois dos exercícios que o mandei fazer. (sorrindo)

KAGOME – Olha InuYasha! Não seja muito rigoroso com ele.

INUYASHA – Além de pai agora sou mestre dele! Eu cuido dele, pode deixar.

KAGOME – Ta bom! Ta bom! Não vou discutir isso! A gente se vê mais tarde! Eu te amo.

INUYASHA – Também te amo.

InuYasha desliga seu celular e Shiori o olha agradecida por ele ter aceitado seu conselho de ainda não contar a verdade para a esposa.

Próximo capítulo = Segredos de família – parte 4