Noite sem Fim
33 Revelações - parte 4
No final do capítulo anterior, Eri foi pega de surpresa pelo beijo de Onigumo. O beijo cessa e antes que ela pudesse perguntar qual a razão daquele gesto, ele se manifesta primeiro.
ONIGUMO – Quero que olhe, discretamente, por cima do meu ombro.
ERI – Hã?! (sem entender o motivo daquilo)
ONIGUMO – Está vendo o casal saindo do carro mais adiante?
Como Onigumo estava em sua frente, Eri teve que olhar por cima do ombro dele para avistar o casal, mencionado por ele, tinha saído de um carro e começaram a caminhar para fora do estacionamento.
ERI – Eles já foram. (ela volta a olhar para ele) – Você os conhece?
ONIGUMO – Sim! O nome deles são Gatenmaru e Yura.
ERI – O que têm eles?
ONIGUMO – É complicado falar agora, mas o nosso passeio ficará para outro dia.
Onigumo, que estava indo para o carro, dá meia volta para seguir Gatenmaru e Yura. Escondido, Onigumo observa, de longe, a conversa dos dois, pois pareciam que estavam discutindo.
GATENMARU – O banco é aqui perto, vamos logo.
YURA – E depois de dar o que eles querem, vai me matar?
GATENMARU – Não seja burra, Yura! Eu tinha a proteção de Ryukosei! Se eu quisesse te matar, já teria feito isso.
YURA – Então por que pediu que Natsume mandasse aquele mascarado me raptar?
GATENMARU – Porque eu quero que eles pensem que quero te matar, assim não vão desconfiar de que eu precisarei de sua ajuda para salvarmos nossas vidas.
YURA – O que?!
GATENMARU – É isso mesmo, querida! Acha mesmo que eles me deixaram vivo depois de entregar o que eles querem?
YURA – E como vamos fugir? Eles podem nos controlar com esses malditos braceletes.
GATENMARU – Acha mesmo?! (ele olha ao redor) – Eu vou precisar de sua ajuda.
YURA – Eu não confio em você.
Gatenmaru ignora aquelas palavras e simplesmente arranca o bracelete, Yura se afasta, acreditando que o bracelete explodirá, mas para sua surpresa, isso não acontece e ela vê Gatenmaru sorrindo.
GATENMARU – Agora confia em mim?
YURA – Mas como descobriu a senha correta?
GATENMARU – Você é mais ingênua do que pensei! Não há senha! Acha mesmo que eles colocaram explosivos nos braceletes? Esses braceletes só são rastreadores, portanto não vão explodir.
YURA – Como sabia disso?
GATENMARU – Eu já vi um dispositivo desses! Isso é coisa de americano! Natsume e Kageroumaru só queriam nos assustar. (ele sorri ainda mais) – Sem falar que vou muito importante para eles me verem morto... Pelo menos até eu conseguir a prova que tanto querem.
YURA – Por que não fugimos agora e...?
GATENMARU – Está sendo ingênua de novo. (colocando o bracelete de volta) – Acha que Natsume não colocou alguém para nos vigiar? Precisamos fingir que não sabemos de nada. (ele a encara) – Aliais, fingir é algo que você sabe fazer muito bem, não é?
YURA – Humf! (virando o rosto) – Você disse que precisa da minha ajuda, para que?
Gatenmaru olha para trás, mais precisamente para onde estava escondido Onigumo, pois o ex. parceiro de Sango tinha percebido sua presença no estacionamento, mas preferiu omitir esse fato á Yura para em seguida responder a pergunta da mesma.
GATENMARU – Na hora eu te falo. (ele volta a olhá-la) – Agora vamos.
Gatenmaru e Yura começaram a andar á direção para irem até o banco e vendo isso, Onigumo pega seu celular, mas antes de começar a discar, ele percebe a presença de Eri atrás dele.
ONIGUMO – O que está fazendo aqui? Eu já disse que o passeio fica para outro dia e...
ERI – Me diga o que está acontecendo! O que aqueles dois têm de tão importante?
ONIGUMO – Gatenmaru é o homem que deixou o marido de Kagome em uma cadeira de rodas! Ele é um ex. policial e fugitivo da justiça. Já Yura é uma negociadora independente que mantinha ligações com entidades criminosas que foi seqüestrada ontem.
ERI – Mas o que eles estão fazendo aqui?
ONIGUMO – Isso não interessa agora! O que interessa é que estão aqui.
Onigumo usa seu celular para ligar para o celular de Sango, que naquele momento estava, junto com o detetive Guy, em outro ponto da cidade interrogando alguns colegas de trabalho da primeira vítima do estrangulador.
SANGO – Alô.
ONIGUMO – Sango! Sou eu! Você tem que vir para cá nesse instante.
SANGO – Onigumo! Eu não posso, pois estou no meio de uma...
ONIGUMO – Eu estou vendo Gatenmaru e Yura entrando em um banco.
SANGO – O que?! Tem certeza?
ONIGUMO – Sim! Os dois estão juntos! Tem que vir para cá nesse instante. O banco fica na Praça da Liberdade no centro da cidade.
SANGO – Eu sei onde é! Olha Onigumo! Fica de olho neles e caso eles saiam, avise-me.
ONIGUMO – Entendido.
Depois de receber aquela novidade de Onigumo, Sango desliga o seu celular e vai até Guy, para interromper o interrogatório que ele estava fazendo.
SANGO – Guy! Precisamos ir agora.
GUY – Mas e o caso?
SANGO – Nós já interrogamos todas as pessoas que trabalham nessa empresa, nosso trabalho acabou por aqui.
GUY – E para onde vamos?
SANGO – No caminho eu te conto (ela uns tapinhas no ombro dele) – Agora vamos, detetive.
Mesmo sem entender o que estava acontecendo, Guy obedeceu às ordens de Sango e assim ambos entraram no carro da polícia e enquanto isso, na sede municipal do partido trabalhista, Botan observava a porta da sala onde Kagome estava reunida com os outros quatro vereadores, tentando imaginar o que se passava lá dentro, nisso Gakusajin chega por trás dela, tirando-a de seus pensamentos.
GAKUSAJIN – O que tanto observa aquela sala? (ela olha para ele)
BOTAN – Kagome e Tanuki levaram os quatro vereadores para uma reunião. (ela volta a olhar para a sala) – Já estão lá há algum tempo.
GAKUSAJIN – Talvez ela esteja discutindo uma possível participação como vice na minha chapa.
BOTAN – Isso era tudo que gostaria que acontecesse, mas algo me diz que é outra coisa.
GAKUSAJIN – Não deveria se preocupar com isso, pois mesmo que Kagome mantenha essa idéia de competir nas prévias, eu tenho mais força política do que ela.
E nesse exato momento a porta da sala se abre e os quatro vereadores saem dela. Gakusajin olha nos olhos de cada um e percebe que, seja o que for que Kagome tenha contado á eles, os deixaram confiantes. Depois disso ele e Botan observam Kagome e Tanuki saindo da sala e indo á direção deles.
GAKUSAJIN – É um prazer vê-la novamente bem.
KAGOME – Obrigado pelas palavras gentis. (ela se curva) – Gostaria de continuar a conversar, mas tenho uma reunião importante.
GAKUSAJIN – Reunião importante?! Poderia me dizer que reunião é essa?
KAGOME – Embora eu o admire, senhor Gakusajin, mas no momento somos adversários, portanto vou usar o direito de omitir detalhes, mas logo o senhor saberá dessa reunião.
GAKUSAJIN – É justo. (ele sorri) – Acho que já soube da decisão do partido em relação ao projeto de Ryukosei.
KAGOME – Ah sim! Tanuki me contou tudo. (ela olha para o relógio de pulso) – Eu tenho que ir.
Kagome sorri para Gakusajin e Botan e em seguida, junto com Tanuki, se afasta dos dois para sair do prédio e durante o trajeto, conversa com seu assessor.
KAGOME – Tanuki! Eu vou sozinha para a reunião.
TANUKI – Tem certeza?
KAGOME – Tenho.
TANUKI – Boa sorte com Ryukosei.
Kagome agradece á Tanuki e entra no elevador para sair do prédio e em seguida se aproxima de Oli, o motorista do seu carro oficial como vereadora.
KAGOME – Oli! Leve-me para a prefeitura.
OLI – Sim senhora.
Oli abre a porta traseira do carro para que Kagome entre e depois ele entra pela porta da frente a fim de dirigir o veículo até a prefeitura e enquanto isso no Hospital Memorial, InuYasha tinha passado pela primeira de uma série de exames que teria que fazer na semana e sentado em sua cadeira de rodas, conversava com o médico responsável por seu tratamento.
MÉDICO – A sua recuperação é fantástica! Não vejo mais os sinais de danos á sua coluna cervical. (olhando os exames preliminares)
INUYASHA – Viu doutor? Eu não preciso passar por mais exames! Eu estou recuperado.
MÉDICO – Mas os exames também indicam alguns sinais de recaída da sua sensibilidade nas pernas, portanto terá que passar sim por mais exames ante de liberá-lo.
INUYASHA – Eu já esperava por isso. (meio conformado) – Eu tenho que passar a noite aqui?
MÉDICO – Eu preferiria para acompanhar melhor sua recuperação, mas não se preocupe! Provavelmente vai ficar aqui dois ou três dias e o resto da semana pode fazer o tratamento em casa.
INUYASHA – Menos mal. (sorrindo)
MÉDICO – Agora tenho que ir, pois há outros pacientes para cuidar.
O médico se afasta de InuYasha, que segue pelo corredor até a recepção do hospital onde acaba se encontrando com Souta e a senhora Higurashi e como era de se esperar o irmão de Kagome não ficou feliz ao vê-lo, ainda mais com a mão no nariz quebrado.
SOUTA – Espero que esteja satisfeito, InuYasha! Kagome nos odeia agora.
INUYASHA – Eu não acredito! Depois de tudo que fez ainda tem coragem de jogar a culpa em mim? Mas é muita hipocrisia junta.
SOUTA – Ora seu...
HIGURASHI – Já chega, Souta! Ele tem razão! A culpa é minha! Nunca devia ter mentido para minha filha. (ela examina o rosto do filho) – Agora vá ver o médico para examinar esse nariz.
A senhora Higurashi beija a testa de Souta e este se afasta da mãe deixando-a sozinha com InuYasha. Ela, depois de tudo que houve, ainda não tinha coragem de encará-lo de frente e por isso se manifestou olhando para o filho sumindo de sua vista.
HIGURASHI – Você fez um grande estrago no rosto do meu filho.
INUYASHA – Quer acredite, quer não, foi idéia de Kagome e...
HIGURASHI – Eu sei disso. (ela finalmente olha para ele) — Ela mesma me contou. (ela olha para o chão) – Desculpe-me pelas palavras de Souta, mas ele está sofrendo demais.
INUYASHA – Pode ser, mas garanto que é menos do que Kagome.
HIGURASHI – Eu sei. (ela suspira) – Eu tenho muita pena da minha filha.
INUYASHA – Mas eu não e sabe por quê? Porque Kagome é uma mulher forte e por maior que seja o desafio, ela não se curva. Ela enfrenta. (ele se afasta) – A senhora não conhece a filha que tem e em nenhum momento ela é digna de pena. (ele lança um olhar para ela) – Não posso dizer o mesmo da senhora e do seu filho.
Aquelas palavras de InuYasha bateram fundo no coração da senhora Higurashi, pois estavam falando apenas a verdade. De fato ela não conhecia bem a filha. Deveria saber que ela seria forte o suficiente para saber de toda a verdade. Ela iria contar toda a verdade, mas ainda tinha algo que a incomodava e por isso foi atrás de InuYasha para dizer algo.
HIGURASHI – Espere InuYasha.
INUYASHA – O que foi?
HIGURASHI – Pode falar o que quiser de mim, mas ainda amo minha filha e por isso estou preocupada com essa reunião com Ryukosei e...
INUYASHA – O que?! Kagome vai se reunir com Ryukosei?
HIGURASHI – Sim! Eu achei que soubesse.
INUYASHA – Com licença, senhora.
InuYasha deixa de dar atenção á senhora Higurashi para começar a usar seu celular a fim de falar com a esposa, que naquele momento estava dentro do seu carro oficial.
KAGOME – Alô.
INUYASHA – Sou eu, amor.
KAGOME – Oi! Houve algo novo nos exames?
INUYASHA – Não! Não! Eu estou bem, mas como pensava, sou ter que ficar no hospital por dois ou três dias, mas não é por isso que estou te ligando.
KAGOME – Não?! Então é por quê?
INUYASHA – Eu fiquei sabendo que está indo para uma reunião com Ryukosei! Isso é verdade?
KAGOME – É! É sim e aposto que foi minha mãe que te contou, não foi?
INUYASHA – Foi ela sim, mas isso não interessa! Você ficou louca, Kagome? Sabe muito bem que Ryukosei fez e ainda sim vai se reunir com ele?
KAGOME – Ele é o prefeito da cidade! Quer eu queira, quer não.
INUYASHA — Então se reunir com Ryukosei era seu plano? Por acaso pensa em chantageá-lo?
KAGOME – Você logo saberá o que pretendo fazer, mas já que me ligou, fique sabendo que falei com Botan, a irmã de Momiji e contei a ela os detalhes da conspiração que nos ameaçou cinco anos atrás.
INUYASHA – Mas por que você fez isso? Isso foi muito perigoso e...
KAGOME – Eu sei que foi, mas segui a minha intuição e estava certa, pois Botan me contou coisas interessantes sobre a irmã dela.
INUYASHA – O que?!
KAGOME – Depois, com calma, eu te conto, meu amor. Eu te amo.
INUYASHA – Eu também. Cuide-se.
InuYasha desliga seu celular e olha para a senhora Higurashi indo atrás do filho e enquanto isso Gatenmaru e Yura estava em uma espécie de sala de espera, aguardando a chegada do gerente do banco.
YURA – Como você mantém algo de valor em um cofre com seu nome sem que Ryukosei soubesse?
GATENMARU – Eu usei um nome falso e tenho todos os documentos comigo.
YURA – Eu percebi um homem que não tirava o olho da gente.
GATENMARU – Deve ser alguém ligado á Natsume, mas ele não é o único que está nos vigiando. (ele sorri ao olhar para ela) – Onigumo está nos vigiando também.
YURA – Onigumo?! Está falando do antigo diretor financeiro do Grupo Naraku?
GATENMARU – Ele mesmo! Eu percebi sua presença ao sairmos do estacionamento.
YURA – Mas agora complicou! Ele pode chamar a polícia e...
GATENMARU – Mas é o que eu quero! Eu preciso de uma distração e Onigumo veio a calhar e preciso da sua ajuda.
YURA – Distração?! O que pretende?
GATENMARU – Impedir os planos de Natsume. (ela estranha tal declaração) – Eu não faço isso porque sou bonzinho e sim porque sou patriota. Natsume é ligada á grupos paramilitares dentro dos EUA, que tem medo da economia japonesa e por isso o intuito deles é sabotar nosso país.
YURA – Mas eu não sou patriota! Por que eu haveria de ajudá-lo.
GATENMARU – Embora odeie ter me enganado no passado, hoje estamos do mesmo lado! Você recebeu perdão imperial cinco anos atrás e como foi seqüestrada, não cometeu crime nenhum, portanto se me ajudar a criar uma distração, poderá passar pelo homem de Natsume e viver sua vida tranquilamente.
YURA – Isso faz sentido, mas e quanto á você?
GATENMARU – Eu já tenho um plano de fuga e a distração faz parte disso e...
Eles param de conversar com a entrada do gerente na sala, ele trazia consigo uma caixa metálica que na verdade era um pequeno cofre.
GERENTE – Aqui está, senhor Hiroshi. (falando com Gatenmaru que usou um nome falso) – O que me pediu. (colocando a caixa em cima da mesa)
GATENMARU – Obrigado.
GERENTE – Com licença.
GATENMARU – Ah mais um favor!
GERENTE – Sim?
GATENMARU – Eu posso usar o telefone do banco?
GERENTE – Claro senhor! Eu o trarei.
O gerente sai da sala e Yura estranha aquele pedido feito por Gatenmaru, que abria o cofre e tirava um CD de dentro dele.
YURA – Mas por que pediu para usar o telefone do banco? Você tem seu celular.
GATENMARU – O celular foi grampeado. (ele guarda o CD) – Preciso ser rápido antes que o gerente volte. (ele pega seu celular e começa a discá-lo)
YURA – O que vai fazer? (ele faz um gesto pedindo silêncio dela e usa o celular)
GATENMARU – Alô, Natsume.
NATSUME – Por que está me ligando? Já está com a prova?
GATENMARU – Sim, mas apareceu um problema. (ele olha para Yura) – Onigumo nos viu entrando no banco.
NATSUME – Tem certeza de que era Onigumo mesmo?
GATENMARU – Claro que tenho! Está do lado de fora do banco, provavelmente esperando a polícia.
NATSUME – Ta! Eu vejo isso.
Gatenmaru desliga seu celular e olha para Yura, enquanto colocava suas mãos no ombro dela.
GATENMARU – Agora vá para o saguão do banco e olhe, discretamente para o homem que esta nos vigiando. Provavelmente Natsume deverá entrar em contato com ele e assim que ele sair para ver Onigumo, você poderá fugir.
YURA – Entendi. (ela ia saindo e acaba voltando) – Tem mais uma coisa. (ela da um beijo na boca dele) – Podia ter sido diferente.
GATENMARU – É! Podia.
Yura sai no mesmo instante que o gerente entra na sala trazendo consigo um telefone sem fio, como Gatenmaru havia pedido e enquanto isso do lado de fora do banco e escondidos atrás uma mureta, Onigumo e Eri esperavam pela chegada de Sango.
ONIGUMO – O que você ainda faz aqui?
ERI – Esse homem fez muito mal á minha amiga, portanto quero ver sua prisão.
ONIGUMO – Isso aqui não é brincadeira.
Mas Eri não saiu e naquele momento Onigumo avista o carro da polícia e de fato eram Sango e Guy que saíram dele e assim o ex. diretor financeiro do Grupo Naraku foi até eles e, é claro, Eri foi com ele.
ONIGUMO – Chegaram rápido.
SANGO – Eu não podia perder essa. (ela saca sua arma) – Finalmente meu reencontro com Gatenmaru.
GUY – Não acha que devemos pedir reforços?
SANGO – Não há tempo e, além disso, eu tenho contas a acertar com meu ex. parceiro. (ela olha para Onigumo e Eri) – Melhor ficarem longe e...
Sango não termina a frase, pois vê um homem armado sair de dentro do banco. Era o capanga de Natsume que estava vigiando Gatenmaru e Yura.
SANGO – Aquele homem é suspeito.
GUY – Aquele não é Gatenmaru?
SANGO – Não! (ela olha de novo para Onigumo) – Vão embora os dois.
ERI – Mas...
ONIGUMO – Não discuta.
Onigumo praticamente arrasta Eri para longe dali. Sango e Guy ficaram atrás de um carro enquanto observam o homem armado que ficava olhando ao redor como se procurasse por alguém e ao ver o carro da polícia, ele saca sua arma ao mesmo tempo em que usa um celular.
HOMEM – Realmente tem um carro da polícia.
NATSUME – Eu já mandei um reforço, mas se a coisa complicar, atire.
HOMEM – Certo.
O homem desliga seu celular e fica a posto, vigiando a aproximação de qualquer policial. Ele estava tão concentrado nessa missão que nem percebeu que Yura saiu do banco para fugir, mas Sango percebeu sim.
SANGO – Mas é Yura mesmo.
Sabendo que não podia perder essa oportunidade, Sango sai de trás do carro sacando sua arma, mas se mostrando para o homem armadoque atira contra ela, mas Guy acaba alvejando-o em seguida.
SANGO – Yura!
GUY – Espere.
Sango vai correndo até Yura, que ao perceber que o homem de Natsume estava morto, deixou de correr e começou a andar sem se importar com a chegada da detetive.
SANGO – Parada aí, Yura! (apontando a arma contra Yura) – Não se mexa.
YURA – Vai me prender, detetive? (ela sorri) — Sob que acusação?
SANGO – Eu penso em algo. (ela olha para Guy) – Leve-a para o carro.
De fato Sango acaba se lembrando que Yura não pode ser presa, pois não cometeu crime nenhum, já que ela tinha sido seqüestrada, mas mesmo assim Guy a levou sob custódia e quando Sango estava prestes a entrar no banco para ir atrás de Gatenmaru, um furgão preto subiu na calçada e quase atropelou Sango, que teve que pular para a rua para não ser atingida, deixando cair sua arma.
SANGO – Gatenmaru.
Mesmo caída no chão, Sango vê Gatenmaru saindo de dentro do banco e entrando no furgão, não sem antes dar um ‘alô’ para sua ex. parceira da polícia, ao perceber que ela estava momentaneamente desarmada.
GATENMARU – Oi Sango! Pelo visto continua sendo a mesma incompetente de sempre.
SANGO – Ora seu.
GATENMARU – Não tenho tempo de matar as saudades, pois não posso adiar compromissos urgentes.
Gatenmaru entra no furgão ao mesmo tempo em que Sango corre até sua arma para em seguida começar a atirar no veículo, acertando-o várias vezes, mas nada que o impedisse de prosseguir. Nisso aparece Guy dirigindo o carro da polícia, com Yura presa no banco de trás.
GUY – Vamos atrás dele, detetive.
SANGO – Sim.
Sango entra rapidamente no carro e Guy da logo a partida no veículo para iniciarem uma verdadeira caça á Gatenmaru, mas um carro em frente ao banco, acaba explodindo e conseqüentemente, impedindo a passagem do carro da polícia.
GUY – Mas que droga!
SANGO – Eles jogaram um explosivo para impedir nossa perseguição.
Sem nada o que fazer, Sango e Guy tiveram que desistir da perseguição e enquanto isso na sede da prefeitura, Elisa, esposa de Ryukosei, era avisada por Natsume sobre o que estava ocorrendo no banco.
ELISA – Isso é muito ruim. (falando baixo para não chamar a atenção de ninguém)
NATSUME – Eu sei disso, mas Gatenmaru tem a prova contra Ryukosei.
ELISA – Menos mal, mas e quanto á Yura?
NATSUME – Essa é descartável.
ELISA – Ótimo! Vou desligar.
NATSUME – Elisa.
ELISA – Sim?
NATSUME – Está chegando a hora que não vai ter que suportar mais dormir com Ryukosei. Nossos objetivos serão alcançados.
ELISA – É tudo que eu quero! Agora preciso desligar. Manterei contato.
NATSUME – Certo.
Elisa teve que desligar ao perceber a chegada de Kagome no local e para se mostrar solista, ela foi recebê-la.
ELISA – Olá nobre vereadora.
KAGOME – Primeira dama. (ela se curva)
ELISA – Acho que veio ver meu marido, não? Ele está no gabinete dele.
KAGOME – Com licença.
Kagome ia se afastando de Elisa até que a primeira dama resolve se manifestar.
ELISA – Vereadora.
KAGOME – Pode me chamar de Kagome.
ELISA – Sim! É claro! (ela se aproxima de Kagome) – Como mulher gostaria de saber sua opinião sobre o preconceito que meu marido sofre por ter casado com uma estrangeira. Acha que isso irá tirar muitos votos dele?
KAGOME – Eu não sei, mas não sou a pessoa mais indicada para responder essa pergunta, pois não vou votar no seu marido mesmo.
Elisa sorriu e Kagome achou um pouco estranho aquela atitude, mas preferiu ignorar e seguiu seu caminho até o gabinete de Ryukosei, que estava sentado esperando por sua chegada.
RYUKOSEI – Vereadora Kagome! Sente-se, por favor.
KAGOME – Obrigada. (ela se senta)
RYUKOSEI – A que devo essa visita?
KAGOME – Antes de tudo, vamos colocar as coisas ‘em pratos limpos’! Sei que mandou matar meu filho cinco anos atrás e por isso fique sabendo que eu acho que o senhor não vale nada.
RYUKOSEI – Olha aqui sua...
KAGOME – Eu sei de tudo, senhor prefeito! De tudo.
Ao ouvir aquelas palavras, um medo imensurável se abateu em Ryukosei, que estava percebendo que começara a perder o controle da situação.
Próximo capítulo = Aposta perigosa – parte 1
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