Noite sem Fim

34 Aposta perigosa - parte 1


RYUKOSEI – De tudo?

KAGOME – Sim! Eu sei de tudo! Sei que a fabrica de chocolate na verdade era um laboratório secreto do governo japonês! Sei que analisavam os efeitos da jóia de quatro almas para depois usar as pessoas como cobaias! Sei que o senhor era o responsável pela fabrica assim como meu pai e sei principalmente que foi por causa disso que sou estéril.

Depois de ouvir aquele discurso, Ryukosei respirou mais aliviado, pois apesar da descoberta dela tenha sido ruim para ele, Ryukosei temia mesmo era que Kagome soubesse do segredo que Gatenmaru tinha contra ele. Ele já estava mais controlado para contornar o problema.

RYUKOSEI – Pelo que estou vendo, acho que teve uma conversa com sua mãe e seu irmão, não é?

KAGOME – Isso mesmo! Eles confessaram tudo.

RYUKOSEI – Como você mesma disse antes, já sabe de tudo, então o que veio fazer aqui?

KAGOME – A minha intenção era tornar publico esse caso escabroso, esse caso sórdido.

RYUKOSEI – Mas você não vai fazer isso, não é?

KAGOME – Não vou! Não vou fazer isso porque esse escândalo me atingiria também, mesmo que de forma indireta.

RYUKOSEI – Mas é claro, pois seu pai estava envolvido até o pescoço.

KAGOME – Mas isso não vai ser de graça, senhor prefeito.

RYUKOSEI – Agora estamos nos entendendo. (ele se levanta de sua cadeira) – Vai me chantagear? É isso que chama de boa política?

KAGOME – Não é chantagem e sim um proposta.

RYUKOSEI – Pode falar. (ele volta a se sentar) – Sou todo ouvido.

KAGOME – Acho que o senhor ouviu a decisão do meu partido em fechar questão contra seu projeto do novo plano diretor da cidade, correto?

RYUKOSEI – Sim! O seu partido está usando politicamente esse assunto.

KAGOME – Mas eu soube que até membros do seu partido estão disposto a votar contra.

RYUKOSEI – Estão falando de coisas de conhecimento publico! Agora fale de uma vez a sua proposta.

KAGOME – Ok! Isso pode parecer estranho, mas eu concordo com o senhor quanto ao plano diretor.

RYUKOSEI – O que?! (surpreso)

KAGOME – Seu projeto pode não ser perfeito, necessitará de reparos posteriores, mas ele é infinitamente melhor do que o atual e por isso eu posso ajudá-lo a aprová-lo.

RYUKOSEI – Você me ajudar? Deve estar de brincadeira.

KAGOME – Por acaso estou rindo. (fazendo uma expressão séria no rosto)

RYUKOSEI – Digamos que eu acredite em suas palavras, mas aí vem duas perguntas: Como? E a troco do que?

KAGOME – Sobre a primeira perguntas é simples! Eu saí á pouco de uma reunião com os quatro vereadores aliados meus e eles estão dispostos a votar a favor do seu projeto.

RYUKOSEI – Mesmo contrariando a decisão do seu partido?

KAGOME – Mesmo contrariando a decisão do partido, pois eles acham que Gakusajin forçou a barra. (ela se levanta) – Eu também sou vereadora e assim são cinco votos garantidos.

RYUKOSEI – Muitos caciques políticos não vão gostar dessa decisão sua. (ele se levanta também para encará-la) — Não teme ser perseguida depois?

KAGOME – Hoje em dia sofro misteriosas tentativas de assassinato, portanto temo poucas coisas atualmente.

Kagome queria mostrar á Ryukosei que nada a deteria em seus objetivos. Nem políticos, nem a tal conspiração. Nada a seguraria.

RYUKOSEI – Tudo bem! Eu acredito em você. (ele volta a se sentar e ela faz o mesmo) – Isso nos leva a minha segunda pergunta.

KAGOME – Claro! Á troco do que, não é? Pois bem, a proposta é simples. Eu quero que o senhor reconheça publicamente que eu fui responsável por essa aliança.

RYUKOSEI – Agora entendi! Se eu te der o crédito da aprovação do projeto, você ganhará publicidade o suficiente para enfrentar Gakusajin nas prévias, não é?

KAGOME – Isso mesmo e caso não aceite a minha proposta, eu e os outros vereadores iremos votar contra e...

RYUKOSEI – Eu aceito.

KAGOME – Aceita? Assim sem pensar?

RYUKOSEI – Não preciso pensar! Eu preciso sim de votos na câmara de vereadores

KAGOME – Mas lembre-se! Eu só vou votar a favor se o senhor me der crédito.

RYUKOSEI – Farei isso com muito gosto! Posso até gravar uma declaração se quiser.

KAGOME – Não precisa! Basta tornar publico nossa reunião e o que saiu dela. (ela se levanta) – É só isso.

RYUKOSEI – Então estamos combinados.

Ryukosei se levanta também e estende a mão para Kagome a fim de selar o acordo, mas a esposa de InuYasha simplesmente ignora tal gesto e sai da sala deixando Ryukosei com a mão estendida. Ela não tinha esquecido que ele teve uma participação na conspiração de cinco anos e que talvez tivesse na atual. Assim que Kagome saiu da sala, Elisa entrou querendo saber da reunião.

ELISA – O que ela queria?

RYUKOSEI – Fazer uma proposta a qual eu aceitei de imediato.

ELISA – Que proposta?

Ryukosei contou os detalhes do acordo que fez com Kagome e disse que concordou, pois aquilo, de fato, iria minar a força de Gakusajin dentro do partido trabalhista, o que logicamente era bom para o prefeito.

RYUKOSEI – Essa moça é mais esperta do que eu pensei.

ELISA – E corajosa.

RYUKOSEI – Isso eu não posso negar, mas o melhor é que de fato, ela não sabe nada sobre Gatenmaru.

ELISA – Isso é bom.

RYUKOSEI – Mais ou menos, pois mostra que tem mais alguém atrás desse segredo.

Ryukosei nem desconfiava da própria esposa, que fazia uma espécie de agente dupla e nesse momento o interfone começa a apitar e o prefeito sabendo que era Ling, sua secretária, atende imediatamente.

RYUKOSEI – Sim, Ling?

LING – O secretário Rakusho na linha dois! Posso passar?

RYUKOSEI – Pode deixar que eu atendo.

LING – Sim senhor.

Ryukosei aperta um botão do interfone para poder se comunicar com Rakusho.

RYUKOSEI – Estou ouvindo, Rakusho! O que foi?

RAKUSHO – Gatenmaru apareceu!

RYUKOSEI – O que?! Gatenmaru?! Onde?

RAKUSHO – Ele estava em um banco junto com Yura! Ele pegou alguma coisa dentro do banco e fugiu com ajuda de alguém.

RYUKOSEI – E Yura?

RAKUSHO – Está detida, mas esse não é o único problema. (ele respira fundo) – Sango estava no local e até trocou tiros com o suspeito.

RYUKOSEI – Sango?! Mas o que ela estava fazendo no local? Ela devia estar cuidando do caso do estrangulador e não ficar correndo atrás de Gatenmaru.

RAKUSHO – Eu já falei com o capitão Azuma para tomar as devidas providências.

RYUKOSEI – Ótimo! Mantenha-me informado do caso! É provável que Gatenmaru tenha pegado a tal prova contra mim. Precisamos saber para quem ele fez isso.

Depois de falar com seu secretário, Ryukosei desliga o interfone e depois olha para Elisa.

RYUKOSEI – Eu preciso saber quem está por trás disso.

ELISA – Eu vou usar os meus contatos, querido. (ela se aproxima dele para abraçá-lo) – Vamos descobrir quem está fazendo isso.

RYUKOSEI – Eu não sei o que faria sem você.

Ao ouvir aquilo da um sorriso fazendo o marido acreditar em sua boa vontade de ajudar e enquanto isso no departamento de polícia, Sango e Guy tinham acabado de chegar ao local com Yura detida.

YURA – Não podem me prender! Isso é um abuso de autoridade.

SANGO – Melhor se calar, pois não vai sair daqui sem nos contar o que sabe.

Quando ia levar Yura para a sala de interrogatório, Sango percebe que Azuma vinha á direção dela e ele não estava com uma fisionomia nada boa, sinal que viria bronca.

AZUMA – Sango! Eu quero que a solte. (falando de Yura)

SANGO – O que?! Mas ela é uma bandida e...

AZUMA – Isso é uma ordem, detetive! Não me faça pedir de novo. O prefeito ficou sabendo do caso e quer que eu cuide pessoalmente disso.

Azuma fez questão de chamar a atenção de Sango na frente de todos os funcionários do departamento o que deixava a detetive mais contrariada, mas ela nada poderia fazer, pois era uma ordem superior e por isso tirou as algemas de Yura.

AZUMA – Senhorita Yura! Deseja fazer alguma queixa contra os detetives Sango e Guy?

YURA – Eu deveria pelo que me fizeram passar, mas não quero ficar aqui nem mais um minuto.

AZUMA – Está no seu direito.

YURA – Então posso ir embora?

AZUMA – Ainda não, pois a senhorita foi seqüestrada por um homem que tentou matar uma candidata á prefeita e por isso necessitamos do seu depoimento. Como testemunha e não como acusada. Podemos conversar na minha sala. (depois olha para Sango e Guy) – O assunto com vocês dois, resolvo depois.

SANGO – Mal posso esperar.

Depois dessa ironia, Sango observa Azuma levando Yura até a sala dele e nisso volta sua atenção ao parceiro para tentar descobrir como Ryukosei ficou sabendo da ação dela tão rápido.

SANGO – Por acaso você comentou a nossa ida ao local com alguém?

GUY – Não.

SANGO – Mas então como...?

Sango deixa de se questionar ao se lembrar da presença de Koharo no departamento que foi uma imposição de Ryukosei e juntando ‘dois mais dois’ a detetive chega à conclusão lógica de que fora Koharo que avisou o prefeito e por isso vai até á mesa dela e a agarra pelo colarinho.

SANGO – Como pode fazer isso?

KOHARO – Do que está falando? Solte-me. (Guy vai intervir)

GUY – Solte-a, Sango se não vai se meter em mais encrenca.

SANGO – Você não sente a morte de Miroku? Gatenmaru foi responsável direto pela morte dele! Agora será mais difícil pegá-lo já que você contou á Ryukosei.

KOHARO – Eu não contei á Ryukosei e sim ao secretário Rakusho, pois recebo ordem direta dele.

Guy finalmente consegue com que Sango solte Koharo. Aquela cena tinha sido testemunhada por todos no departamento e mostrava com clareza que Sango e Koharo eram rivais

SANGO – Você é uma ordinária, Koharo! Não sei por que Miroku resolveu te ajudar no passado.

KOHARO – Simples! Porque ele gostava de mim.

Diante daquela resposta, Sango iria dizer algumas verdades para Koharo, mas de repente o celular dela começa a tocar.

SANGO – Alô.

ONIGUMO – Sou eu, Sango! Tenho algo urgente para te falar.

SANGO – Estou ouvindo. (se afastando de Guy e de Koharo) – Pode falar.

ONIGUMO – Estou voltando com Eri e no meio do caminho ela me falou algo importante. Vou passar para ela. (ele da o celular para Eri)

ERI – Detetive.

SANGO – Pode falar, Eri.

ERI — Eu vi a placa do furgão que quase te atropelou.

SANGO – Sério?!

ERI – Trabalhar com revendedora de produtos de beleza tem suas compensações, pois tenho que memorizar vários números.

SANGO – E qual é o numero?

ERI – NRK8393.

SANGO – Ótimo! Obrigada por me informar.

ERI – De nada.

Depois de falar com Sango, Eri desliga o celular e o devolve para Onigumo. Ambos ainda estavam perto do banco onde aconteceu toda aquela confusão, mais precisamente no estacionamento onde estava o carro de Onigumo.

ONIGUMO – Ainda está cedo! Podemos almoçar se quiser.

ERI – Só se for no restaurante da Torre de Tóquio.

ONIGUMO – Como quiser.

Onigumo abre a porta do carro para ela entrar e em seguida faz o mesmo e assim saem dali e enquanto isso em casa, Shippou tomava conta de Sara deixando Genku um pouco chateado.

SHIPPOU – Sabia que você é mais educada do que Genku quando tinha sua idade?

SARA – É?

SHIPPOU – Ah sim. (rindo ao ver a expressão brava do irmão menor)

GENKU – Não sei por que fica dando ouvido a essa menina chata.

SHIPPOU – Não fale assim com ela, Genku! Sara é nossa prima e...

Ele para de falar ao ouvir o som da campainha e pensando que era Rin, ele pegou Sara no colo e foi até a porta para abri-la e ao fazer isso da de cara com Sesshoumaru diante dele.

SARA – Papai. (ela fica feliz e estende os bracinhos para ele)

SESSHOUMARU – Oi meu amor. (ele a pega no colo e da um beijo no seu rosto) – Se comportou como uma boa menina? (fazendo cócegas nela)

SHIPPOU – Ela não deu trabalho nenhum, mas eu não sabia que o senhor vinha, pensei que Rin...

SESSHOUMARU – Rin me pediu que eu a pegasse.

SHIPPOU – Então ta.

Sesshoumaru olha bem para Shippou e fica se lembrando do que houve entre ele e Satsuki, de que eles tinham transado. Apesar de ter prometido á filha que não se meteria no assunto deles, o jornalista queria saber mais sobre aquela briga.

SESSHOUMARU – Posso fazer uma pergunta?

SHIPPPOU – Claro.

SESSHOUMARU – O namoro entre você e minha filha não tem mais volta mesmo?

SHIPPOU – Eu acho que não.

SESSHOUMARU – Foi o que pensei. (ele olha para Sara) – Vamos embora.

SARA – E a mamãe? Eu pensei que ela que ia me buscar.

SESSHOUMARU – Nos encontramos com a mamãe depois.

Sesshoumaru, com Sara no colo, se afasta de Shippou para ir até seu carro e levar a filha embora. Vendo o tio indo embora, Shippou ficou pensando na pergunta que ouviu sobre ele e Satsuki. Para ele, realmente não tinha volta aquele namoro, principalmente depois do que houve e pelos motivos que houve.

GENKU – Mano Shippou. (tirando-o de seus pensamentos)

SHIPPOU – O que foi?

GENKU – O que foi digo eu! Está tão pensativo aí, no que está pensando?

SHIPPOU – Nada! Só estou pensando na vida.

GENKU – Acho que está meio doente.

Shippou preferiu rir daquela pequena ironia dita por Genku e assim fechou a porta e naquele exato momento o seu celular começa a tocar e ao olhar no visor ele reconhece o numero do celular de Sango.

SHIPPOU – Alô! Sango?

SANGO – Sou eu mesma, Shippou! Preciso de um favor.

SHIPPOU – Se eu pude fazê-lo.

SANGO – Pode sim! Eu quero que ache o dono de um furgão de placa NRK8393.

SHIPPOU – Eu posso ver isso.

SANGO – Me liga assim que conseguir algo.

Depois de falar com Shippou e pedir-lhe um favor, Sango desliga seu celular e vê Azuma a chamando e assim ela vai até a sala dele.

SANGO – Já liberou Yura?

AZUMA – Claro! Eu não tinha porque detê-la, mas voluntariamente ela me passou uma informação interessante. (ele fecha a porta da sala) – Ela me disse que foi seqüestrada á mando de uma tal de Natsume.

SANGO – Ela era advogada e amante de Naraku! Então ela está aqui no Japão?

AZUMA – Estou te contando porque a investigação desse caso ficará também com a Agência Imperial e que você tem que se concentrar no caso do estrangulador.

SANGO – Claro.

AZUMA – Eu devia puni-la por não ter chamado reforços, mas se eu fizer isso irei prejudicar a investigação, portanto volte ao trabalho.

SANGO – Tudo bem. É só isso?

AZUMA – Só.

Sango sai da sala de Azuma sem falar á ele o que descobriu com a ajuda de Eri e enquanto isso, no consultório da doutora Nodori, que era sua terapeuta, Rin, deitada no divã, falava com ela no meio da sua sessão.

NODORI – Então você se sente diminuída no papel de dona de casa?

RIN – Eu acho que sim, mas só percebi isso depois de descobrir sobre o beijo que Sesshoumaru deu na colega dela.

NODORI – Embora os casos não tenham nada a ver.

RIN – Isso mesmo.

NODORI – Já pensou na possibilidade de arrumar uma babá para sua filha pequena e assim poder trabalhar fora?

RIN – Para ser sincera, não. (ela respira fundo) – Mas será que isso é a solução para salvar meu casamento?

NODORI – Não! Não! Não! O que falei não é para o bem do seu casamento e sim para seu bem, Rin.

RIN – Entendo.

NODORI – Vamos voltar a falar do seu casamento! Você ainda ama seu marido, não é verdade?

RIN – Claro que sim.

NODORI – Ele te ama?

RIN – Sim! Ele me ama... Pelo menos eu acho que me ama.

NODORI – Alguma dúvida?

RIN – Não! Ele me ama sim.

NODORI – Então dê outra chance á ele. Casamento é algo tão importante que não pode acabar assim de uma hora para outra.

Ao ouvir aquele conselho, Rin se coloca na posição de sentada para poder conversar melhor com Nodori.

RIN – Doutora! Eu poderia fazer uma pergunta indiscreta?

NODORI – Depende do grau de indiscrição.

RIN – O casamento da senhora com o doutor Menoumaru já passou por alguma crise?

NODORI – Mas é claro que já! Estamos casados há vinte anos que nem sempre foram um mar de rosas, mas superamos tudo com muita conversa e cumplicidade.

RIN – Todos os casais passam por crises.

NODORI – Todos! Os oficiais e não oficiais.

Nodori lançou um sorriso singelo para Rin, que voltou a se deitar no divã para continuar a sessão de terapia e enquanto isso Satsuki e Maya estavam no setor de estoque da loja de roupas femininas guardando algumas peças.

MAYA – Eu estou achando estranho o Xolan não ter me ligado até agora.

SATSUKI – Ele te liga quase todos os dias! Ele deve estar ocupado com algo.

MAYA – Eu vou ligar para ele e...

Antes que Maya pudesse usar seu celular, o gerente entra no setor de estoque com uma fisionomia muito séria deixando as duas preocupadas.

SATSUKI – O que houve, chefinho?

MAYA – A gente já vai voltar ao trabalho e...

GERENTE – Não vai não! Nenhuma das duas.

MAYA – O que?!

GERENTE – Ambas estão demitidas.

SATSUKI – Mas por quê? Acho que merecemos uma explicação.

Diante daquela frase de Satsuki o gerente encara as duas, principalmente Maya, que já desconfiava do motivo de tal atitude do chefe.

GERENTE – Eu descobri seu esquema com seu namorado onde ele revendia roupas que você comprava com desconto de funcionário. (ele exibe uma fita) – Está tudo gravado aqui! O exato momento em que seu namorado vende as roupas.

SATSUKI – O senhor gravou ontem?

GERENTE – Sim.

MAYA – Mas senhor...

GERENTE – Chega de ‘mas’! (ele olha para Satsuki) – E você está demitida por ter sido contratada sob recomendação dela.

SATSUKI – Ok!

MAYA – Não! Não está ok! Isso não é justo! Se o senhor quiser me demitir, pode demitir, mas a Satsuki não fez nada e...

SATSUKI – Deixa Maya! Está tudo bem.

GERENTE – Como foi demitida por justa causa, você, Maya, não receberá nada pela rescisão de contrato. (ele volta a olhar para Satsuki) – Mas com você o assunto é diferente. Amanhã acertamos o que tem de direito a receber, mas agora quero as duas fora daqui.

Vendo que nada podiam fazer e que o gerente estava na sua razão, Maya e Satsuki pegam suas coisas pessoais e saem da loja.

MAYA – Mas que droga! Por essa eu não esperava.

SATSUKI – Isso é o que da ajudar seu namorado.

MAYA – Eu sinto muito, Satsuki! Acabou sobrando para você.

SATSUKI – Tudo bem, mas pelo menos sabemos por que Xolan não te ligou. Por ser um covarde de não te encarar.

MAYA – Será?

SATSUKI – Claro que sim.

Maya começa a discar seu celular para o numero do celular de Xolan, mas esse não atendia, o que dava razão ás palavras de Satsuki de que ele estava fugindo de uma explicação.

MAYA – Eu não acredito! O pior é ter que encarar meus pais.

SATSUKI – Não precisa fazer isso agora! Vamos lá para casa.

Maya sorri para a amiga e depois a abraça para em seguida irem embora e enquanto isso em seu quarto, Shippou estava em frente á seu computador investigando, á pedido de Sango, o numero da placa do furgão preto a fim de descobrir o nome do seu dono. Genku observava tudo ao seu lado.

GENKU – Como você consegue fazer isso, mano Shippou?

SHIPPOU – Eu entro no sistema de cadastro de vendas de carros e depois faço o cruzamento de dados.

GENKU – E por que isso demora tanto?

SHIPPOU – Porque são milhões de carros e estou fazendo a cobertura de todo o Japão e como essa busca que estou fazendo é ilegal, tenho que fazer com que o sistema verifique um por vez para que eu não seja rastreado por ninguém.

GENKU – Isso é complicado, não é?

SHIPPOU – Muito, mas alguém tem que fazê-lo e...

Shippou para de falar ao ouvir o som da campainha e como estava ocupado, pede, com gesto, para que Genku atendesse a porta.

GENKU – Mas por que eu?

SHIPPOU – Porque eu estou ocupado! Agora deixe de ser inútil e vá atender a porta enquanto eu ajudo a sua futura sogra.

GENKU – Eu já disse que a Tamira não é minha namorada.

Genku saiu do quarto contrariado com Shippou que continuava a implicar com o irmão menor com o fato de ele ter beijado a filha de Sango. Momentos depois de Genku ter saído do quarto, ele volta, mas desta vez acompanhado de Xolan.

SHIPPOU – Xolan?! (ele desliga a tela do computador ao ver o amigo) – Mas que surpresa ver você por aqui. (já se levantando)

XOLAN – O que estava vendo no computador?

SHIPPOU – Estou vendo um assunto para uma amiga.

XOLAN – Hum! Amiga, é?

SHIPPOU – Pare com essas insinuações! A amiga de que estou falando é Sango, a detetive e amiga de Kagome.

XOLAN – Sei, mas não deixa de ser uma ‘gata’.

SHIPPOU – Ah sim! Com certeza ela é uma ‘gata’, mas é uma ‘gata’ compromissada e fora do nosso alcance. (ele olha para Genku) – Dá licença, Genku.

GENKU – Mas por que não posso ouvir?

SHIPPOU – Porque não é da sua conta o que vamos conversar! Agora caia fora do meu quarto.

Shippou praticamente empurra Genku para fora a fim de ficar a sós com Xolan, que ria ao ver aquela cena.

XOLAN – Irmão mais novo é mala mesmo, hein?

SHIPPOU – Nem me fale. (ele tranca a porta) – Agora me diga o que o trás aqui.

XOLAN – Aconteceu o que você previa. (ele se senta na cama) – O gerente da loja descobriu meu esquema.

SHIPPOU – Essa não. (ele se senta ao lado dele)

XOLAN – E você sabe o que isso significa, não é?

SHIPPOU – Que provavelmente Maya tenha sido demitida.

XOLAN – Eu nem tenho coragem de atender suas chamadas, mas não é isso que está me angustiando. (ele respira fundo) – Eu vim aqui porque preciso muito da sua ajuda, amigo.

SHIPPOU – Estou ouvindo.

XOLAN – Eu preciso de uma grama emprestada para sair de um rolo que me meti.

SHIPPOU – Grana?! Rolo que se meteu?! (ele se levanta) – Isso não parece coisa de um simples fornecedor de roupas. Tem mais coisa aí.

XOLAN – Olha Shippou! É só me emprestar a grana e depois eu te devolvo. Eu prometo.

SHIPPOU – Quanto você precisa?

XOLAN – Dez mil ienes. (ele se levanta para ir até o amigo) – Eu sei que você tem esse dinheiro por que me falou uma vez que estava juntando há anos. Eu prometo que vou devolver.

SHIPPOU – Xolan! Eu quero saber de toda a verdade sobre o que está medito.

Percebendo que teria que jogar limpo com Shippou se quisesse a ajuda dele, Xolan trancou a porta do quarto para se certificar que não seriam interrompidos e depois começou a contar que o fornecedor, para quem entregava as roupas conseguidas com Maya, exportava as mesmas com droga dentro delas para a China e Hong Kong. Shippou ficou estarrecido com a revelação.

SHIPPOU – Um traficante?! Você ficou maluco, Xolan?

XOLAN – Eu só entregava as roupas. Não havia perigo algum e...

SHIPPOU – Mas é claro que é perigoso! Olha só no que se meteu! Agora está sendo ameaçado.

XOLAN – É por isso que vim pedir sua ajuda.

SHIPPOU – Você devia chamar a polícia.

XOLAN – Eu já disse que não quero envolver a polícia nisso. Eu posso me complicar ainda mais. Não quero arriscar meu futuro.

SHIPPOU – Então prefere arriscar a vida dos outros?

XOLAN – Do que está falando? É minha vida que está correndo perigo e...

SHIPPOU – Não é não! Essa gente com quem se meteu não age assim. Quando eles querem que você pague, eles não te matam. Matam seus parentes. Seus amigos. Aí você entende o recado e dá o que eles querem. Eles só querem o dinheiro e matando você não vão conseguir.

XOLAN – Então você vai me emprestar?

SHIPPOU – Vou. As economias que tenho são suficientes.

XOLAN – Obrigado amigão. (ele abraça Shippou) – Eu sabia que não ia me deixar na mão.

SHIPPOU – Não tão rápido, Xolan! (ele sai do abraço) – Tem uma condição.

XOLAN – Eu já disse que te pago quando puder, Shippou.

SHIPPOU – Você não precisa me devolver o dinheiro, desde que conte a verdade para Maya.

XOLAN – Mas...

SHIPPOU – Não tem mas, Xolan! Ou você conta a verdade para Maya ou fica sem minha ajuda. É pegar ou largar.

Xolan notou a expressão séria de Shippou, percebendo que o amigo não estava brincando e assim sem falar uma única palavra, consentiu com a cabeça.

SHIPPOU – Você está de carro?

XOLAN – Sim.

SHIPPOU – Ótimo! Vamos passar no banco para retirar o dinheiro e depois vamos ao encontro desse ‘seu amigo’.

XOLAN – Não Shippou! Eu cuido disso. Eu fiz a ‘cagada’, portanto eu resolvo. (ele olha para o chão) – Já está fazendo muito em me emprestar o dinheiro.

SHIPPOU – Ok! Vá á frente, pois eu tenho algumas coisas para fazer antes de sair.

Xolan deu um leve sorriso e saiu do quarto e assim que notou que estava sozinho, Shippou voltou a ligar o monitor do computador e assim viu que a busca pedida por Sango tinha sido concluída.

Próximo capítulo = Aposta perigosa – parte 2