Noite sem Fim

16 O vestibular e o plano maluco - parte 2


Depois da revelação feita por Jinenji sobre sua fonte, Sesshoumaru se aproximou dele sob os olhares de Sango e InuYasha.

SESSHOUMARU – Por favor, capitão, precisa me falar o nome de sua fonte dentro da Segurança Interna.

JINENJI – Você como jornalista, devia saber que não posso fazer isso e...

SESSHOUMARU – Não está em jogo a ética jornalística e sim obter uma prova contra Ryukosei.

SANGO – Nesse caso, Sesshoumaru está certo.

INUYASHA – E o senhor sabe como aquela conspiração matou muito de nossos amigos e conseqüentemente afetando nossas vidas.

JINENJI – Eu tenho que falar com ele antes.

Jinenji, pegando seu celular, se afasta deixando Sesshoumaru, InuYasha e Sango conversando.

SESSHOUMARU – Espero que Jinenji consiga convencer sua fonte a colaborar, aí eu não terei que apelar para Momiji.

SANGO – Não deveria nem pensar nessa possibilidade, Sesshoumaru! Devia pensar em Rin e Satsuki.

INUYASHA – Por falar em Satsuki. (ele olha no relógio de pulso) – Já está quase na hora de começar a prova do vestibular! Espero que ela e Shippou se saiam bem.

SESSHOUMARU – Tenho certeza absoluta que Satsuki se sairá bem! (ele olha para os dois) — Tenho tanta certeza que já até comprei um presente para ela.

SANGO – Que presente?

SESSHOUMARU – Uma coisa que ela já há algum tempo. (ele olha para frente) – Um carro.

INUYASHA – Um carro?! Não acha isso meio perigoso? Ela não sabe nem dirigir.

SESSHOUMARU – Mas é claro que ela vai ter que aprender primeiro a dirigir, assim ela não vai ter que ficar pedindo carona para qualquer engraçadinho que queira se aproveitar dela.

SANGO – Fala assim agora, mas quero ver o que vai falar se um engraçadinho quiser carona dela.

SESSHOUMARU – Minha Satsuki não é nenhuma trouxa! Ela sabe muito bem se defender, levando em conta a experiência que teve no passado e...

Sesshoumaru deixa de falar ao perceber que naquele momento Jinenji estava voltando para junto deles depois de falar com sua fonte através do celular.

JINENJI – A minha fonte aceita se revelar, mas somente se eu levá-lo, Sesshoumaru.

SESSHOUMARU – Entendo! Eu vou sim.

INUYASHA – E quem é a fonte, capitão? Pode dizer.

JINENJI – Acho que não tem problema eu falar. (ele olha ao redor para se certificar que ninguém mais ouvia aquela conversa) – O nome dele é Gito, vocês não o conhecem, mas ele teve alguma participação na conspiração de cinco anos atrás.

SANGO – Quem é esse Gito?

JINENJI – Foi ele quem descobriu que Shippou invadiu o sistema de segurança do ministério da defesa! Gito, originalmente, trabalhava como espião de Toukaijin dentro do ministério, Ryukosei descobriu, mas ao invés de matá-lo, ele o transferiu para a Segurança Interna antes de concorrer á prefeitura de Tóquio, pois assim ele poderia ajudá-lo de lá.

INUYASHA – Estou começando a compreender! Gito é certamente quem deixava incompletas as investigações sobre Gatenmaru.

JINENJI – Exato! (ele olha para Sesshoumaru) – Vamos até a casa dele, não podemos mais perder tempo.

SESSHOUMARU – Concordo.

Sesshoumaru e Jinenji saíram do hospital para irem até ao encontro com Gito, que naquele exato momento estava saindo do reformado prédio da Segurança Interna chegando ao estacionamento e quando ia entrar em seu carro, ele é abordado por Rakusho.

RAKUSHO – Aonde vai com tanta pressa, Gito?

GITO – Almoçar, senhor.

RAKUSHO – Eu te levo para almoçar. (ele pega Gito pelo braço e o conduz até seu carro)

GITO – Mas senhor, eu tenho que...

RAKUSHO – Cale-se e entre no carro.

O carro em questão era uma limusine e Gito entra nela e em seguida foi a vez de Rakusho, que logo depois disso ordenou ao chofer que saíssem dali e assim a limusine começou a se mexer e á medida que isso ocorre, Gito sentia o medo aumentando, Rakusho percebeu isso.

RAKUSHO – Está com medo, não está?

GITO – Do que o senhor está falando?

RAKUSHO – Ryukosei descobriu que alguém está informando o capitão Jinenji sobre um desvio de informações sobre Gatenmaru! E esse alguém é você.

GITO – Não senhor! Não sou eu não! Por que faria isso se sou eu mesmo que faço esse desvio? Eu iria para a cadeia no ato.

RAKUSHO – Aposto que Jinenji te prometeu não prendê-lo se colaborasse, não é? De alguma forma você chegou até ele, não é?

GITO – Não senhor! Eu juro que não sou eu.

RAKUSHO – Antes de vir para cá e ‘cuidar’ de você, tinha uma coisa que me intrigava! Como você conseguiu ter acesso a essas informações se Ryukosei fez questão de deixá-lo de fora? Elisa, a primeira dama, fez uma investigação á parte e descobriu isso.

Rakusho joga fotos nas quais tinham imagens de Gito com Momiji, ambos se beijando.

GITO – Essa não!

RAKUSHO – Essa sim! O que foi, Gito? Por acaso está tendo um caso com essa jornalista? O que você disse para ela?

GITO – Nada senhor! Eu juro que não disse nada.

RAKUSHO – Ah Gito! Não sabe o quanto eu queria acreditar em você, mas não dá.

Depois de dizer essas palavras, Rakusho joga alguns papeis em cima de Gito, que ao lê-los nota algo familiar.

GITO – Essas coisas o senhor tirou do meu apartamento.

RAKUSHO – Isso mesmo! Antes de vir para cá, alguns de meus homens estiveram no seu apartamento e encontrou por lá muitas anotações para Momiji. (ele o encara) – Vou perguntar mais uma vez, o que você disse para Momiji?

GITO – Eu e Momiji estávamos saindo juntos.

RAKUSHO – Você não precisa me dizer isso, pois as fotos deixam isso muito claro! O que quero saber é o que você disse para ela.

GITO – Nada! Nós saíamos juntos e pronto! O que eu confesso é que ela estava querendo saber sobre um tal de LPAP.

RAKUSHO – Localização de prisioneiro de alta periculosidade!

GITO – Isso! Mas eu não sei para que ela queria uma informação dessas.

RAKUSHO – Eu acredito em você, Gito! Acho que me disse a verdade. (ele bate no vidro do chofer) – Pare agora.

O chofer atende imediatamente ás ordens de Rakusho e a limusine estaciona e em seguida Rakusho olha para Gito enquanto abria a porta.

RAKUSHO – Pode sair e vá para seu almoço.

GITO – Ta! Obrigado senhor.

Gito sai rapidamente do interior da limusine deixando Rakusho sozinho no veículo, esse pega seu celular e liga para o prefeito Ryukosei, que estava no seu gabinete com sua esposa, Elisa.

RAKUSHO – Senhor! Acho que ele não disse nada para aquela jornalista.

RYUKOSEI – Mas e quanto á Jinenji?

RAKUSHO – Quanto á isso é outra história! Eu o deixei ir para que alguém o siga.

RYUKOSEI – Esse desgraçado era espião de Toukaijin! Não devia ter confiado nele. (ele respira fundo fazendo uma pausa para se acalmar) – As anotações que ele deixou para Momiji eram comprometedoras á mim?

RAKUSHO – Não senhor! Por isso acho que, seja o que for que ele tenha dito para essa jornalista, não é importante.

RAKUSHO – Ok! Continue me deixando informado, Rakusho.

Ryukosei desliga seu celular e volta a se sentar na cadeira de prefeito, Elisa vai até ele para confortá-lo.

ELISA – Não se preocupe, querido! (dando-lhe um beijo) — Nada chegará a você! Rakusho cuidará de tudo.

RYUKOSEI – Espero mesmo. (ele se levanta de novo) – Mas não posso me expor mais.

ELISA – Do que está falando? (ela volta a se aproximar dele) — Por acaso está pensando em fazer algo contra essa jornalista?

RYUKOSEI – Talvez! Não se esqueça que ela trabalha para o mesmo jornal que Sesshoumaru e que também é irmã de Botan, assistente de Gakusajin.

ELISA – Eu sei! Eu sei! Mas isso é mais um motivo para sermos precavidos. (ela passa a mão no rosto dele) – Deixe isso comigo, querido. (ela o beija e depois se afasta) – Eu sei onde essa jornalista mora. (ela volta a olhar para ele) – Sei perfeitamente o que fazer.

RYUKOSEI – Ok querida! Cuide disso para mim enquanto Rakusho cuida de Gito.

ELISA – Claro. (ela ia saindo e acaba se lembrando de algo) – E Gatenmaru? Alguma notícia dele?

RYUKOSEI – Nada ainda! Isso está muito estranho! Já até organizei uma equipe de apoio para procurar por ele.

ELISA – Preocupe-se com isso e deixe Momiji por minha conta! Se ela souber de algo, saberei como agir.

Elisa sai do gabinete do marido, embora mostrasse ao outros como uma mulher fina, Ryukosei sabia das habilidades da esposa como espiã, sabia também que ela guardava uma magoa contra seu país natal, por isso veio morar no Japão e enquanto isso, Satsuki, Maya e Xolan olhavam a lista de nomes para saber onde cada um faria a prova.

XOLAN – Eu farei na sala dezessete.

MAYA – E eu na sala onze. (ela olha para Satsuki) – E você Satsuki?

SATSUKI – Sala quinze.

Satsuki estava meio emburrada e por isso Xolan e Maya olharam a lista de nomes da sala quinze e descobriram o motivo do aborrecimento da filha de Sesshoumaru.

XOLAN – Você e o Shippou vão fazer a prova na mesma sala.

MAYA – Mas isso até que não chama tanta atenção, afinal seus nomes começam pela mesma letra. (ela olha para a amiga) — É por isso que está chateada?

SATSUKI – Eu não queria olhar para a cara do Shippou por um bom tempo.

XOLAN – Não esquenta com isso, Satsuki! Vamos cada um para sua sala.

MAYA – Xolan! Por que não vai na frente? Eu tenho que falar com Satsuki.

XOLAN – Coisa de mulher! Ok! A gente se vê na saída.

Xolan da um beijo rápido na namorada para depois ir até sua sala, assim deixando-a conversando com Satsuki.

MAYA – O que está havendo, Satsuki?

SATSUKI – Nada.

MAYA – Como nada?! Há dias que anda distante! Isso tem haver com Shippou ou com o cara com quem está saindo?

SATSUKI – Os dois eu acho, não tenho certeza.

MAYA – O que está te atormentando, amiga? Pode se abrir comigo! Somos ou não somos as melhores amigas?

SATSUKI – Claro que sim! A gente se fala depois da prova! Não quero te incomodar com meus problemas.

Satsuki sorri para a amiga a fim de tranqüilizá-la demonstrando que os problemas não eram tão graves assim, e assim as duas foram para suas respectivas salas e ao entrar na sua, Satsuki vê os vários jovens, que como ela, estavam ali para fazer o vestibular, ela se sentou em um cadeira no meio, nem muito ao fundo, nem muito á frente.

SATSUKI – “O que é que eu faço agora?” (pensando)

Seja qual for o problema que ela enfrentava, estava tirando sua concentração e naquele exato momento ela avista Shippou, muito ofegante, entrando na sala.

SHIPPOU – Ainda bem que cheguei á tempo.

Shippou estava ofegante por ter vindo correndo, ao avistar o ex. namorado, Satsuki se lembrou da briga que tiveram hoje cedo, por isso ao vê-lo se aproximar, ela simplesmente vira o rosto, não querendo dirigir a palavra á ele, Shippou entendeu o recado e foi para o fundo da sala.

SHIPPOU – “Ela vai me tratar assim de agora em diante! Acho que acabou tudo mesmo.” (pensando)

Shippou ficou balançando rapidamente a cabeça como se quisesse tirar aqueles pensamentos dela para fazer o vestibular, ele tinha bons motivos para passar no vestibular, pois caso contrário, InuYasha não o ensinaria mais artes marciais.

UMA HORA DEPOIS

Shippou estava fazendo uma revisão das respostas que deu no teste e depois disso levantou a sua mão para mostrar ao supervisor que já tinha acabado de fazer a prova, o supervisor o chama com gestos e assim Shippou se levanta de sua cadeira, vai até a mesa da frente e entrega sua prova, surpreendendo á todos, pois ele tinha sido o primeiro a acabar.

SUPERVISOR – Pode pegar seu celular.

Shippou pegou o celular que tinha deixado com o supervisor e em seguida saiu da sala e imediatamente usou o aparelho para ligar para InuYasha, que ainda estava no Hospital Memorial.

SHIPPOU – InuYasha! Sou eu.

INUYASHA – Shippou?! (olhando paras o relógio de pulso) – Já acabou de fazer a prova?

SHIPPOU – Já! Confesso que foi mais fácil do quem pensei, acho que me saí bem nela.

INUYASHA – Se você diz.

SHIPPOU – InuYasha! Você me pediu para ligar para você assim que terminasse a prova, o que é?

INUYASHA – Eu quero que venha buscar o Genku! Não gosto de ele ficar aqui no hospital.

SHIPPOU – Mas eu pensei que ia voltar quando a mãe de Kagome chegasse e...

INUYASHA – Eu não vou sair de perto da minha esposa por nada desse mundo.

SHIPPOU – Porque não confia que eu possa ser capaz de protegê-la, não é? Pode falar InuYasha! Eu sei que o decepcionei e...

INUYASHA – Não Shippou! Você não me decepcionou, mas está me decepcionando agora tendo pena de si mesmo! Se quiser crescer, use a derrota que teve para melhorar! Auto-incriminação não vai te ajudar.

SHIPPOU – Ta bom! Estou indo até aí.

INUYASHA – Estou te esperando.

InuYasha desliga seu celular sob os olhares de Sango que tinha escutado toda a conversa.

SANGO – Ele ainda está chateado com a surra que levou, não é?

INUYASHA – Sim, mas ele devia ter esquecido isso! Quantas vezes o Mestre Zhi me mandou fazer uma coisa que eu não consegui e nem por isso ficava desse jeito! Pelo contrário, eu me motivava ainda mais até conseguir, até superar meus limites.

SANGO – Tem razão InuYasha, mas acho que está esquecendo de três diferenças ao comparar seu caso com o de Shippou.

INUYASHA – Diferença?! Quais?

SANGO – Uma delas é que você não é o Mestre Zhi! Pelo pouco que ouço falar dele é um homem muito experiente.

INUYASHA – Ok! Ok! E as outras duas diferenças?

SANGO – Shippou não é você! Ele é seu filho e não uma cópia sua! Vocês são duas pessoas diferentes! Ele teve uma experiência de vida que você não teve! O que ele tem de você, e isso é evidente, é o senso de justiça, mas para por aí, pois você é muito mais agressivo do que ele, não é questão de saber quem está certo, pois não existe o certo nisso.

INUYASHA – Ok! Você acha que eu trato o Shippou como minha cópia, não é?

SANGO – Sim.

INUYASHA – Eu só exijo dele o mesmo que exigia de mim, ou seja, o máximo. (ele ia se afastando da amiga até que se lembrou de algo) – Ah sim! E a terceira diferença?

SANGO – Não é óbvio? Por mais bondoso e nobre que fosse esse Mestre Zhi, ele não era seu pai, mas você é pai de Shippou! (ela coloca a mão no ombro dele) – Como acha que Shippou se sentiu quando percebeu que não podia proteger Kagome á pedido seu?

InuYasha não respondeu a pergunta, pois Sango e ele sabiam a resposta e assim InuYasha percebeu que talvez tivesse que mudar o treinamento com o filho e enquanto isso Jinenji e Sesshoumaru estavam em um terreno baldio.

SESSHOUMARU – Tem certeza que ele virá?

JINENJI – Eu não tenho certeza de mais nada, depois que perdi meu emprego, mas isso não vai ficar assim.

SESSHOUMARU – Devia manter a calma, capitão.

JINENJI – Não me chame mais assim! Eu não sou mais capitão do departamento de polícia de Tóquio e...

Jinenji para de falar ao avistar Gito se aproximando e assim ele também vai á direção do funcionário da Segurança Interna.

JINENJI – Você demorou.

GITO – Tive um imprevisto. (ele olha para Sesshoumaru) – O jornalista veio mesmo, o que quer saber de mim?

SESSHOUMARU – Você já teve contato com uma mulher chamada Momiji? Ela é jornalista...

GITO – Eu sei quem ela é! Momiji é sua colega no jornal Diário da manhã! Sim! Nós saímos algumas vezes juntos, mas depois acabou, pois eu descobri que ela estava querendo saber sobre um tal de LPAP.

SESSHOUMARU – Era o que nós dois estávamos investigando.

GITO – Sei. (ele olha desconfiado para o jornalista) – Por que o interesse?

SESSHOUMARU – Caso não saiba, Momiji conseguiu ter acesso á documentos altamente confidenciais e achamos que foi através de você que ela conseguiu.

GITO – Está falando de dentro da Segurança Interna?! Eu acho que não, pois eu tenho acesso restrito por lá! Ela teria que estar próxima de alguém bem mais superior do que eu.

JINENJI – E a informação que me passou?

GITO – Está falando do desvio de informação?! Que nada! Eu nunca falei com ela sobre isso.

SESSHOUMARU – Tem certeza?

GITO – Claro que tenho. (ele olha ao redor) – Eu tenho que voltar ao trabalho antes que dêem por minha falta.

JINENJI – Espere Gito!

GITO – O que foi?

JINENJI – Eu ainda posso confiar em você?

GITO – Eu não sei! O senhor foi demitido, portanto não pode mais me proteger.

SESSHOUMARU – Mas eu posso! Eu sou um jornalista famoso! Minha cunhada é vereadora! Temos alguma influência.

GITO – Não tem não! Um jornalista não pode me proteger e quanto á sua cunhada, com todo respeito, eu nem sei se ela vai sobreviver! Olha! Antes de vir para cá, fui pressionado por Rakusho sobre isso! Eu já estou me arriscando demais! Não quero vê-los mais! Adeus.

Gito se afasta de Sesshoumaru e Jinenji que ficam sem saber o que fazer diante daquela situação.

JINENJI – Droga! Se eu não tivesse sido demitido.

SESSHOUMARU – Isso não está totalmente perdido, Jinenji! Ainda há Momiji.

JINENJI – Mas você não ouviu? Ele disse que ela não sabe de nada.

SESSHOUMARU – Eu duvido! (ele observa Gito sumindo no horizonte) – Trabalho com Momiji há cinco anos, tempo suficiente para saber que se ela se envolveu com ele mesmo sem saber nada sobre o LPAP, foi por outro motivo.

Sesshoumaru e Jinenji entram no carro para voltarem ao hospital, nisso enquanto o ex. capitão dirigia o veículo, o jornalista pega seu celular e começa a discar para o celular de Momiji que estava na entrada do Hospital Memorial, ao ver o número do colega no visor, ela atende de imediato.

MOMIJI – Mas que surpresa você me ligando.

SESSHOUMARU – Ah sim! Hoje está acontecendo muitas surpresas! Onde você está?

MOMIJI – Estou na frente do Hospital Memorial.

SESSHOUMARU – Por acaso você não vai tentar entrevistar meu irmão para saber da minha cunhada, ou vai?

MOMIJI – Claro que não! Até porque seu irmão não iria falar comigo. (ela entra no hospital) – Eu vim falar com a equipe médica para saber como anda o tratamento de Kagome! Sabia que o partido trabalhista estuda a idéia de cancelar as prévias, caso o estado dela não melhore?

SESSHOUMARU – Faço uma idéia, mas não quero falar disso.

MOMIJI – Do que quer falar?

SESSHOUMARU – Que tal termos um jantar só nós dois? (ao ouvir aquele convite ela até para de andar)

MOMIJI – O que?! Está me convidando para jantar?

SESSHOUMARU – Sim, por que não?

MOMIJI – Eu tento o tempo todo, mando sinais, mas você sempre se mostra tão frio e arredio.

SESSHOUMARU – É que estou um pouco cansado de tudo isso na minha vida! Hora é minha esposa, hora são minhas filhas! Isso tudo está me estressando.

MOMIJI – Ok! Ok! Mas e sua esposa? (ela começa a rir) — Vai junto?

SESSHOUMARU – Você quer que eu a leve? (sendo irônico)

MOMIJI – Mas é claro que não! Aonde quer jantar?

SESSHOUMARU – Sei lá! No seu apartamento.

MOMIJI – No meu apartamento não dá! Ta uma bagunça lá agora! Eu quase não tenho tempo de arrumar.

SESSHOUMARU – Então podemos marcar de jantar outro dia e...

MOMIJI – Não! Não! Vai que você muda de idéia até lá! Vamos jantar hoje.

SESSHOUMARU – Se vamos jantar fora tem que ser em um lugar discreto! Não quero ser me encontrar com algum amigo ou uma amiga da minha esposa.

MOMIJI – Entendo, quando voltar aqui para o hospital, a gente marca o local.

SESSHOUMARU – Combinado.

Sesshoumaru desliga o seu celular, Jinenji o olha com reprovação.

JINENJI – O que pensa que está fazendo? Se sua esposa descobre, vai ficar ruim para você.

SESSHOUMARU – Jinenji! Eu não vou fazer nada demais e é aí que o senhor entrar.

JINENJI – Agora quem não entendeu fui eu.

SESSHOUMARU – Momiji não queria jantar no apartamento dela, não porque esteja bagunçado e sim porque ela sabe que eu poderia descobrir algo, então eu quero que o senhor vá ao apartamento dela e reviste o lugar.

JINENJI – E como vou entrar no apartamento dela? Se ela esconde algo importante lá certamente deixará o lugar trancado.

SESSHOUMARU – Deixe isso comigo! No caminho eu conto meu plano.

Jinenji continuava a dirigir o carro rumo ao hospital e enquanto isso por lá, Momiji era informada pelo chefe da equipe médica que o estado de saúde de Kagome era informação confidencial.

MOMIJI – “Mas que droga! Por que tanto segredo?” (pensando)

Momiji não tinha como chegar perto de Kagome ou dos familiares dela, pois o acesso ao quarto dela era restrito devido á tentativa de assassinato, mas Momiji não iria desistir tão fácil de descobrir alguma notícia sobre o estado de saúde de Kagome e naquele momento ela avista Shippou entrando no hospital e vai até ele.

MOMIJI – Com licença, mas você não é o filho da vereadora Kagome?

SHIPPOU – Olha moça! Eu não quero dar entrevistas, por favor. (ele continua andando e ela vai atrás)

MOMIJI – Acha que sua mãe vai se recuperar a tempo de se candidatar á prefeitura de Tóquio?

SHIPPOU – Nada a declarar.

MOMIJI – Eu só quero saber como sua mãe está.

Ignorando aquelas perguntas, Shippou chegou perto do chefe de segurança, mostrou sua identificação e com isso pode ter acesso ao andar onde Kagome estava internada, deixando Momiji para trás.

MOMIJI – “Isso não é justo!” (pensando)

Enquanto Momiji era impedida de ter acesso, Shippou chegava ao andar onde Kagome estava e lá se encontra com InuYasha, Sango, Genku, Tamira e Tanuki.

SHIPPOU – Bem, aqui estou.

INUYASHA – Estou vendo. (depois olha para Genku) – Genku! Você vai voltar para casa com Shippou, entendeu?

GENKU – Mas eu quero ficar com a mamãe e...

INUYASHA – Nós já discutimos isso! Agora obedeça seu pai.

GENKU – Ta! (meio aborrecido) – Mas depois quero voltar.

INUYASHA – Depois a gente vê isso. (ele volta a olhar para Shippou) – Você parece tranqüilo.

SHIPPOU – Estou mais é resignado!

INUYASHA – Houve alguma coisa que queira me contar?

SHIPPOU – Não! Não tem não.

SANGO – Olha Shippou! Eu não queria me meter, mas acho que aconteceu algo entre você e Satsuki para te deixar nesse estado.

SHIPPOU – Tudo bem! Eu vou falar o que me chateia. (ele exibe o lado direito do rosto) – Ela me deu um tapa bem aqui.

INUYASHA – O que?!

GENKU – Hiiii Shippou! Apanhando de uma garota. (sorrindo)

SHIPPOU – Isso não é assunto de criança.

SANGO – E o que você aprontou?

SHIPPOU – Eu aprontei?! Por que acha que eu aprontei?

SANGO – Porque isso é típico de homem. (ela o encara) – Agora fale o que aprontou.

SHIPPOU – Caso não saibam, Satsuki estava saindo com outro cara depois que terminou comigo, eu não sei quem é.

INUYASHA – E ela te deu um tapa por isso?

SHIPPOU – Não! Ela me deu um tapa porque aventei a possibilidade dela ter saído com esse cara quando ainda namorávamos.

InuYasha olhava com reprovação a atitude do filho e Sango apenas lançou um sorriso para em seguida olhar para a filha.

SANGO – Viu Tamira? Isso é típico de homem.

TANUKI – Sobrou para todos nós. (ele olha para Shippou) – Sua sorte é que Sesshoumaru não está aqui.

INUYASHA – Shippou! Você deveria pedir desculpas á ela.

SHIPPOU – Mas eu não vou fazer.

SANGO – E por que não?

SHIPPOU – Eu não me lembro dela ter negado.

SANGO – Desculpe-me Shippou, mas o tapa que levou mostra o contrário.

SHIPPOU – Ok! Ok! Você venceu, Sango! Amanhã vou falar com ela, pois hoje ela nem vai me ouvir.

INUYASHA – Faz bem, Shippou.

SHIPPOU – Claro, mas contou a ela o que Satsuki fez com meu presente? (sem esperar a resposta ele olha para Genku) – Vamos embora.

GENKU – Tchau á todos. (ele olha para Tamira) – Tchau Tamira.

TAMIRA – Tchau Genku.

Depois de se despedir de todos, Genku acompanha Shippou para saírem do local deixando os outros conversando.

SANGO – Fale agora, InuYasha! O que Satsuki fez com o presente de Shippou?

INUYASHA – Deu para a irmã! Genku viu isso, contou para Shippou que logicamente ficou chateado.

SANGO – Isso não foi legal. (ela pega a filha no colo) – Eu já vou indo e...

INUYASHA – Mas não quer esperar a volta de Sesshoumaru e Jinenji?

SANGO – Eu não vou embora! Vou ver o Zakira no andar inferior! Ele trabalha meio período aqui.

Depois dessas palavras, Sango, com Tamira no colo, se afasta de InuYasha que volta para o quarto onde a esposa estava internada e enquanto isso na recepção do hospital, Shippou, depois de ignorar novamente Momiji, saía com Genku e naquele momento acaba se encontrando com Sesshoumaru e Jinenji, que acabavam de chegar, o jornalista estava surpreso com a presença do rapaz no local.

SESSHOUMARU – Já terminou a prova?

SHIPPOU – Acabei em uma hora.

SESSHOUMARU – E minha filha?

SHIPPOU – Fizemos a prova na mesma sala! Quando saí, ela ainda estava lá. (ele olha para os dois) – Com licença, mas eu tenho que ir.

Shippou não queria muito papo e levou Genku para fora do hospital a fim de irem embora, Sesshoumaru estava estranhando o comportamento do rapaz e ficou imaginando o que teria acontecido até que Jinenji chama sua atenção.

JINENJI – Sesshoumaru.

SESSHOUMARU – O que foi?

JINENJI – Olha quem está lá. (ele aponta para Momiji falando com alguém pelo celular)

SESSHOUMARU – Ótimo! Sabe o que tem que fazer, não é?

JINENJI – Espero que Sango e InuYasha colaborem.

SESSHOUMARU – Vá até eles e explique o plano e deixe Momiji comigo.

Assim Jinenji seguiu para o andar onde Kagome estava internada enquanto Sesshoumaru se aproximou de Momiji que acabava de desligar o celular.

SESSHOUMARU – Olá. (lançando um sorriso sedutor)

MOMIJI – Oi. (ela guarda o celular na bolsa) – O nosso jantar está confirmado?

SESSHOUMARU – Obviamente que está! Com quem estava falando? Com um namorado?

MOMIJI – O que foi? Com ciúmes? (sorrindo)

SESSHOUMARU – Quem sabe? (sorrindo também)

MOMIJI – Hoje você está diferente.

SESSHOUMARU – Não gosta?

MOMIJI – Estou começando a gostar. (ela deixa de sorrir) – Quanto ao telefonema, era para o chefe! Ele quer porque quer uma matéria sobre o estado de saúde de Kagome.

SESSHOUMARU – Acho que posso te ajudar nisso.

MOMIJI – Faria isso por mim? Poxa! Você está mudado mesmo! Está sendo tão gentil comigo! Você não era assim.

SESSHOUMARU – Você não viu nada! (ele beija a mão dela) – Aguarde o jantar.

Depois de beijar a mão da colega, Sesshoumaru foi para o andar onde Kagome estava internada para falar com InuYasha para que este permitisse o acesso de Momiji, pois tudo isso fazia parte do seu plano.

Próximo capítulo = O vestibular e o plano maluco – parte 3