Noite sem Fim

17 O vestibular e o plano maluco - parte 3


Naquele momento dentro do quarto onde Kagome estava internada, Jinenji tinha acabado de explicar para InuYasha o plano de Sesshoumaru.

INUYASHA – Ele acha que isso vai dar certo?

JINENJI – Acha sim. (ele lha para Kagome deitada) – E então, InuYasha? (ele volta a olhar para InuYasha) – Você está disposto a colaborar?

INUYASHA – Eu não gosto muito da idéia, mas se Sesshoumaru acha que é válido, eu topo.

JINENJI – Agora preciso encontrar com Sango! A ajuda dela é importante também.

Jinenji sai do quarto deixando InuYasha a sós com a esposa internada, mas não por muito tempo, pois Sesshoumaru acabara de entrar no local.

SESSHOUMARU – E aí InuYasha? Nenhuma melhora?

INUYASHA – Ela está na mesma. (acariciando o rosto da esposa) – Jinenji contou do seu plano. (ele olha para o irmão) – O que pensa em dizer á Rin?

SESSHOUMARU – Se for preciso, a verdade.

Naquele momento o celular de Sesshoumaru começa a tocar, ao ver o numero do celular da filha aparecendo no visor, o jornalista se afasta do irmão, saindo do quarto para atender logo em seguida.

SESSHOUMARU – Oi filha, como foi a prova?

SATSUKI – Normal.

SESSHOUMARU – Normal?! Só isso que tem a me dizer?

SATSUKI – Sim pai, mas não te liguei para isso! Eu vou sair com Maya e Xolan, portanto não vou direto para casa.

SESSHOUMARU – Deveriam comemorar depois que saíssem os resultados! Acho bom que não saiam para beber e...

SATSUKI – Ai pai! Eu já sou bem crescida! Já sei me cuidar.

SESSHOUMARU – OK! Ok! Cuida-se então! A gente se vê depois.

SATSUKI – Ta!

Satsuki, que estava sentada em um banco do local da prova junto com Maya, desliga o celular e volta a conversar com a amiga.

MAYA – Quando vai contar ao seu pai?

SATSUKI – Eu não sei! Nem sei se quero contar á ele! Só sei de uma coisa, eu não quero voltar para casa.

MAYA – Por isso inventou essa desculpa de que ia sair comigo e com Xolan?

SATSUKI – Sim. (ela segura a mão da amiga) – Eu preciso muito da sua ajuda nesse momento, amiga.

MAYA – Você sabe que pode contar comigo, não é? (ela se levanta) – Se não quer mesmo que ninguém saiba o que houve, eu sei para onde levá-la.

SATSUKI – Mesmo?! Mas e Xolan?

MAYA – Eu telefono para ele e dou uma desculpa! Não se preocupe.

SATSUKI – Maya! (ela se levanta e encara a amiga) – Xolan não pode saber disso.

MAYA – Eu não direi nada.

Seja qual for o problema que Satsuki enfrentava, Maya estava disposta a ajudar a amiga e assim elas saem do local para irem até um ponto de ônibus, já que não poderiam esperar por Xolan e enquanto isso, Sango conversava com Zakira, que estava com Tamira no colo.

ZAKIRA – Então quer dizer que essa mocinha não teve mais problemas? (olhando para Tamira)

SANGO – Ainda bem! (sorrindo) – Parece que seus remédios surtiram efeito.

ZAKIRA – Eu fico feliz. (ele coloca Tamira no chão)

SANGO – Como estava visitando Kagome, resolvi da uma passada por aqui e...

Sango para de falar ao avistar Jinenji á procura dela, o ex. capitão vai ao encontro da ex. detetive.

JINENJI – Ainda bem que te encontrei. (ele olha para Zakira) – Oi, como vai?

ZAKIRA – Oi.

SANGO – O que quer de mim, Jinenji?

JINENJI – Pode me acompanhar? Eu preciso falar algo com você.

SANGO – Parece urgente! Ok! (depois olha para Zakira) – Eu já estou indo. (ela o beija)

ZAKIRA – Sango! Nós podemos sair amanhã? Eu tenho algo a dizer a você.

SANGO – Ta! Claro! A gente sai amanhã.

Depois de mais um troca de beijos Sango se despede do namorado e sai junto com Jinenji e Tamira, assim ao perceber que voltou a ficar sozinho, Zakira pega seu celular e telefona para Natsume.

NATSUME – O que foi agora, Zakira?

ZAKIRA – Quero saber se posso dar o próximo passo com Sango.

NATSUME – Claro! Pode sim! É só isso que quer saber?

ZAKIRA – Para falar a verdade tem mais uma coisa! Já que Kagome está internada aqui, você precisará da minha ajuda para que a arma X consiga cumprir sua missão?

NATSUME – Não vamos ‘cuidar’ de Kagome, pelo menos por enquanto, pois temos outras prioridades para a arma X.

Depois dessa rápida conversa, Natsume, que estava em algum esconderijo, desliga o seu celular e volta a dar atenção á Zuza e Kageroumaru, os três andavam por um corredor.

ZUZA – Eu ouvi bem? Você disse que vai ‘cuidar’ de Kagome depois?

NATSUME – Não podemos atacá-la agora.

ZUZA – E por que não?

KAGEROUMARU – Porque ela está fortemente protegida e, além disso, temos que descobrir como a polícia ficou sabendo do ataque.

NATSUME – E é nisso que Zakira vai nos ajudar! Se ele conseguir ganhar ainda mais a confiança de Sango, talvez descubra o espião em nossa organização, mas por enquanto a arma X cuidará do outro assunto.

ZUZA – Que outro assunto?

NATSUME – Isso não é da sua conta.

O corredor pelo que andavam, acabava na porta de um quarto, mas nesse quarto somente Natsume e Kageroumaru podiam entrar, Zuza ficaria de fora.

ZUZA – O mascarado está ai? Por que não posso entrar?

NATSUME – Já disse! Você não tem permissão para ver o mascarado.

ZUZA – Mas eu não sei por que desse segredo! Não somos todos aliados?

KAGEROUMARU – Somos! (ele o encara) – Faça seu trabalho que nós fazemos o nosso.

Depois disso, Natsume e Kageroumaru entram no quarto e deixam Zuza curioso para saber quem era o mascarado e enquanto isso, Sango e Jinenji chegavam ao quarto de hospital onde Kagome estava internada e também onde estavam InuYasha e Sesshoumaru.

SANGO – Sesshoumaru! Jinenji contou seu plano! Eu concordo em ajudá-lo sob uma condição.

SESSHOUMARU – Condição?! Pois fale logo! Momiji está me esperando e...

SANGO – Quero que conte todo plano á Rin.

SESSHOUMARU – Eu não sei por que não estou surpreso. (sendo irônico)

SANGO – Se você vai dar em cima daquela jornalista, não quero ser cúmplice nisso, portanto Rin deverá saber.

INUYASHA – Sesshoumaru.

InuYasha diz o nome do irmão esperando alguma reação dele, o jornalista faz uma pausa como se analisasse o pedido de Sango e em seguida pega seu celular e começa a discar para o telefone de sua casa e enquanto isso Gakusajin e Botan estavam entrando no prédio do partido trabalhista e ao entrarem no elevador, eles conversam.

BOTAN – O que o senhor pretende dizer ao presidente do partido?

GAKUSAJIN – A verdade! Não temos que esperar a recuperação de Kagome! Tenho que ser o candidato oficial do partido para enfrentar Ryukosei.

BOTAN – Talvez o senhor nem precise fazer isso! Talvez o presidente do partido já tenha tomado essa decisão.

GAKUSAJIN – Tomara mesmo, Botan! Eu já estou muito atrás de Ryukosei nas pesquisas! Preciso começar minha campanha o quanto antes.

BOTAN – E Kagome?

GAKUSAJIN – O que tem ela?

BOTAN – E se ela acordar?

GAKUSAJIN – Kagome está em estado de coma! Deve ficar assim por dias, meses ou até anos.

O elevador para no andar em que eles queriam e assim, ambos saem para irem até a sala de reunião onde o presidente do partido estava reunido com outros partidários para discutirem o futuro das prévias devido ao estado de Kagome e enquanto isso, Sesshoumaru, através do celular, contou a esposa detalhes de seu plano que envolvia uma espécie de jogo de sedução com Momiji e é claro que Rin não gostou nada dessa história.

RIN – O que está me contando é um absurdo.

SESSHOUMARU – Mas querida, essa pode ser uma chance de ouro para colocarmos Ryukosei na cadeia! Isso será possível se provarmos a ligação entre ele e Zuza e conseqüentemente sua ligação com os atentados contra Kagome.

RIN – Sesshoumaru! Responda-me uma coisa! Você acha a Momiji uma mulher atraente?

SESSHOUMARU – Essa conversa não tem o menor sentido e...

RIN – Tem razão! Não tem o menor sentido, mas mesmo assim quero que me responda! Ela a acha atraente?! Sim ou não?!

Sesshoumaru fez uma pausa diante da pergunta capciosa de Rin ao mesmo tempo em que olhava com reprovação para Sango, ele não queria estar naquela situação, mas não tinha como fugir e por isso se manifestou.

SESSHOUMARU – Sim! Eu acho Momiji atraente, mas é você que amo! Tanto isso é verdade que eu contei os detalhes do plano para InuYasha e Sango.

RIN – Mas não ia contar para mim, não é?

SESSHOUMARU – Para não chateá-la! Sabia perfeitamente que teria essa reação. (ele respira fundo) – Tem que acreditar em mim, Rin.

RIN – Ok Sesshoumaru! Eu posso até concordar com esse plano maluco, mas quero que me diga que esse jantar não vai passar além de um jantar.

SESSHOUMARU – Claro! Esse é meu plano! Eu só tenho que manter Momiji ocupada enquanto Jinenji procura pistas no apartamento dela ao mesmo tempo em que tento arranca-lhe alguma informação útil.

RIN – É bom mesmo que seja só isso, pois posso até ser um pouco mais da metade do seu tamanho, mas bato em você até ficar menor do que eu caso saia da linha. (em tom de ameaça) – Eu te amo! Não se esqueça disso.

SESSHOUMARU – Eu também te amo.

Sorridente com a ameaça da esposa, prova de que ela ainda o amava muito, Sesshoumaru desliga o celular e depois olha para Sango.

SESSHOUMARU – Satisfeita?

SANGO – Sim.

INUYASHA – Chega de papo furado e vamos ao plano. (ele olha para Sesshoumaru) – Sesshoumaru! Vamos até lá falar com sua colega.

Sesshoumaru e InuYasha saem do quarto para ir ao encontro com Momiji, que se surpreende com a presença do marido de Kagome diante dela.

MOMIJI – Isso que é surpresa! Acha que não gostava de mim.

INUYASHA – Impressão sua.

SESSHOUMARU – Eu convenci meu irmão a falar com você.

INUYASHA – Eu desci até aqui para permitir que tenha acesso ao andar onde está minha esposa.

MOMIJI – Quer dizer que a entrevista vai ser lá? Vamos logo! Demorou.

Depois disso, InuYasha, como marido de Kagome, permitiu o acesso de Momiji, claro que depois de uma revista feita por uma agente que estava incumbida de proteger Kagome, ao chegarem ao quarto, a jornalista vê que Kagome ainda estava em coma, desacordada.

MOMIJI – Ela parece tão tranqüila. (ela nota a presença de Sango no quarto) – Você também vai participar da entrevista, detetive?

SANGO – Não sou detetive há três anos! E não! Não vou participar de entrevista nenhuma, até porque não haverá entrevista.

MOMIJI – O que?! (depois ela olha para Sesshoumaru e InuYasha) – Isso é algum tipo de brincadeira? O que estou fazendo aqui então?

INUYASHA – Eu vou contar alguns detalhes do que aconteceu com minha esposa, mas não quero que isso seja gravado, portanto...

Ao mesmo tempo em que InuYasha acabara de dizer essas palavras, Momiji teve a bolsa arranca por Sango e antes que a jornalista pudesse reagir, Sesshoumaru a conteve.

SESSHOUMARU – Momiji! Escute! Sango só quer ter certeza que não está gravando essa conversa.

MOMIJI – Mas...

SESSHOUMARU — InuYasha quer dar uma entrevista em off porque não quer ser identificado! Ele quer contar algumas suspeitas que ele tem, mas não tem provas.

MOMIJI – Então ele só quer ser uma fonte? Ok! Mas por que ele não pediu isso á você?

SESSHOUMARU – Por que se eu entrevistasse, as pessoas logo ligariam á InuYasha por ser meu irmão.

Momiji parece ter acreditado na desculpa que Sesshoumaru deu e assim, depois de revistar a bolsa de Momiji, Sango a devolveu para a dona e saiu em seguida do quarto, no lado de fora encontrou com Jinenji, dando-lhe um chaveiro.

SANGO – Tome aqui! Eu consegui tirar da bolsa dela enquanto fazia a revista.

JINENJI – Mas são muitas chaves. (olhando o chaveiro) – Vou ter que tirar cópias de todas.

SANGO – Então faça isso logo.

Jinenji saiu correndo de lá para fazer as cópias de todas aquelas chaves.

UMA HORA MAIS TARDE

Durante a conversa com Momiji no quarto de hospital onde sua esposa estava internada, InuYasha relatou á jornalista suas suspeitas sobre o envolvimento de Ryukosei com os atentados contra a esposa, isso era reforçado pelos documentos sobre a misteriosa fabrica de chocolate que a própria Momiji conseguiu, mas InuYasha não tinha provas e assim a entrevista acabou.

MOMIJI – Eu posso publicar que Kagome ainda está em estado de coma?

INUYASHA – Pode.

MOMIJI – Tem certeza, pois isso vai enterrar o sonho dela de ser prefeita.

INUYASHA – Tenho sim! Pode publicar. (ela estende a mão para ele)

MOMIJI – Obrigado pelo que disse e melhoras para sua esposa.

INUYASHA – Obrigado.

InuYasha aperta a mão de Momiji que nem percebe que Sango tinha acabado de entrar no quarto e quando se vira acaba esbarrando na ex. detetive deixando cair sua bolsa.

SANGO – Opa! Desculpe-me, por favor.

MOMIJI – Claro! (pegando sua bolsa do chão)

SANGO – Isso aqui é seu? (exibindo o chaveiro)

MOMIJI – É sim.

SANGO – Acho que caiu da sua bolsa.

MOMIJI – Obrigada. (se levantando) – Bem, eu já vou indo. (ela olha para InuYasha) – Mais uma vez, melhoras para sua esposa.

Depois disso Momiji sai do quarto e quando percebem que ela está longe, InuYasha e Sango conversam.

INUYASHA – Acho que ela não desconfiou de nada.

SANGO – Não desconfiou não! Eu fui bem discreta! Agora espero que Jinenji consiga encontrar algo no apartamento de Momiji.

INUYASHA – Vamos torcer.

Ao que parece o plano de Sesshoumaru estava dando certo, agora a missão do jornalista era deixar Momiji bem ocupada enquanto Jinenji mexeria no apartamento dela.

SESSHOUMARU – Podemos ir agora? (ao ver Momiji chegando)

MOMIJI – Mas já?! (ela olha o relógio de pulso que marcava cinco horas da tarde) – Não está um pouco cedo para um jantar?

SESSHOUMARU – Podemos conversar até lá.

MOMIJI – Só conversar? (lançando um olhar malicioso)

SESSHOUMARU – Sim! O resto a gente vê depois do jantar! O que acha?

Momiji nada falou e apenas sorriu para o colega, acreditando piamente em sua história e enquanto isso, Gakusajin saiu da sala de reunião do partido trabalhista e logo foi falar com Botan sobre o resultado.

BOTAN – O que decidiram, senhor?

GAKUSAJIN – O partido deixou essa decisão para amanhã! Ao que parece Kagome tem mais aliados do que pensei.

BOTAN – Ela foi uma vereadora combativa durante a administração Ryukosei! É natural que muitos partidários tenham respeito por ela.

GAKUSAJIN – Eu sei, mas a cada dia que atraso minha campanha, Ryukosei vai ficando mais forte e mais invencível.

BOTAN – Sejamos otimistas, senhor! Amanhã o senhor será declarado candidato oficial do partido.

Botan e Gakusajin saíram do prédio do partido trabalhista para falar com outros correligionários do partido.

MAIS TARDE

Passeando com Momiji em um bairro distante enquanto esperava a hora certa do jantar, Sesshoumaru inventava uma suposta crise em seu casamento para que puxasse conversa com sua colega e conseqüentemente ganhasse sua confiança.

SESSHOUMARU – O ciúme da Rin é muito infantil, acho que isso é por causa da nossa diferença de idade, pois dezesseis anos é um tempo considerável.

MOMIJI – Mas você não é tão velho assim! E sem falar que não posso culpar sua esposa por sentir ciúmes de você! Se eu fosse sua esposa, também sentiria.

SESSHOUMARU – Mas aposto que não seria tão infantil. (ele olha ao redor) – Por que me trouxe até esse bairro tão distante?

MOMIJI – Foi aqui que eu e minha irmã crescemos! Esse lugar me traz boas recordações. (ela sorri) – Sem falar que você queria que eu o levasse a um lugar discreto para nenhum amigo seu te visse comigo.

SESSHOUMARU – É verdade.

MOMIJI – O lugar que vou te levar é muito bonito.

Momiji falava do bairro e Sesshoumaru forçou um sorriso, pois aquele não era o assunto que queria tratar e por isso se manifestou.

SESSHOUMARU – Olha Momiji! Eu sei que não é o momento, mas por acaso conhece um homem chamado Gito?

MOMIJI – Por que essa pergunta? É para isso que quis se encontrar comigo? Para saber se conheço Gito?

SESSHOUMARU – Pelo que estou vendo, conhece sim, mas não é por isso que vim me encontrar com você, pelo menos não inteiramente.

MOMIJI – Não entendi.

SESSHOUMARU – Acho que eu ouvi uma vez você falando em se encontrar com um Gito! E fiquei curioso em saber quem era. (ele fica de costas) — Por acaso é seu namorado?

MOMIJI – Ah! Eu não acredito! Você ficou com ciúmes?

Sesshoumaru nada respondeu e apenas permanecendo de costas para ela, ele sentiu que a mentira que tinha acabado de contar estava funcionando, Momiji estava acreditando em tudo aquilo.

MOMIJI – Então é por isso que veio me encontrar? (ela da a volta para ficar de frente com ele) — Olha Sesshoumaru! O Gito é um flerte que tive no passado, para falar a verdade ele é uma importante fonte minha, você não tem idéia de como ele é importante.

SESSHOUMARU – Não sei não! Acho que ainda tem um caso com esse Gito, mas vamos discutir isso depois do jantar.

MOMIJI – Claro. (ela coloca os braços em volta do pescoço dele) – Quando quiser.

SESSHOUMARU – Ótimo. (ele tira os braços dela do pescoço dele) – Mas antes tenho que avisar a ‘patroa’ que vou voltar tarde.

Sesshoumaru se afasta de Momiji para usar o celular, mas ele não iria ligar para Rin e sim para Jinenji a fim de saber se ele tinha encontrado algo no apartamento de Momiji, mas misteriosamente o ex. capitão não atendia seu celular e Sesshoumaru tentou várias vezes e sempre dava o mesmo resultado.

SESSHOUMARU – O que será que aconteceu? (pensando alto sem perceber a aproximação de Momiji)

MOMIJI – Não conseguiu falar com a esposa?

SESSHOUMARU – Ah sim! (se refazendo da surpresa) – Eu não consegui falar com ela! Deve estar na casa de alguma amiga.

MOMIJI – Entendo.

Sesshoumaru tinha um mau pressentimento sobre o fato de Jinenji não estar respondendo ao telefonema, aquilo pressionava o jornalista a ser mais incisivo com a colega, já que ela tinha confirmado conhecer Gito, mas ele queria saber mais e por isso continuou andando com ela e enquanto isso, perto dali, Satsuki e Maya saíam de um prédio.

MAYA – Está tudo bem com você?

SATSUKI – Como posso estar bem na situação que estou?

MAYA – Me desculpe! (ela olha bem para a amiga) – E como pensa em arranjar esse dinheiro? Não vai pedir ao seu pai, não é?

SATSUKI – Claro que não! Está louca! Meu pai me matar se souber que me meti nessa enrascada! Tenho que dar outro jeito, mas não quero pensar nisso agora e... (ela olha algo que chama sua atenção)

MAYA – O que foi?

Maya olha para onde Satsuki estava olhando, era Sesshoumaru caminhando com Momiji, as duas até se esconderam atrás de um poste de luz do outro lado da rua para não serem vistas.

MAYA – Mas o que ele faz aqui? Será que veio atrás de você?

SATSUKI – Impossível! Ele não teria como saber, mas o que eu quero mesmo saber é o que ele faz com a colega dele nesse lugar.

MAYA – Talvez essa colega dele tenha descoberto o que aconteceu e estão nos procurando.

SATSUKI – Eles não estão com jeito de que estão procurando alguém.

Ainda escondida atrás do poste, Satsuki, junto com Maya, ficou observando a cena do pai com Momiji, principalmente o jeito com Momiji olhava para Sesshoumaru.

SESSHOUMARU – Espere Momiji! (ele para fazendo-a parar também) — Eu não quero mais esperar o jantar.

MOMIJI – O que quer dizer?

SESSHOUMARU – Isso.

Sesshoumaru, desesperado para conseguir a confiança de Momiji, puxa a colega contra sim e tasca-lhe um beijo na boca, gesto totalmente correspondido por Momiji, o jornalista, apesar das boas intenções, quebra a promessa que tinha feito á esposa, mas isso não era pior, pois Satsuki viu toda a cena e por isso saiu de trás do poste, atravessou a rua para acabar com o clima dos dois, Sesshoumaru se surpreende com a presença da filha, separando-se da colega de imediato.

SESSHOUMARU – O que faz aqui, Satsuki?

SATSUKI – Eu que devia fazer essa pergunta! Muito bonito, não é pai? (depois olha para Momiji) – Traindo a Rin com sua colega.

MOMIJI – Acho que é uma boa hora de ir embora. (ela começa a se afastar)

SATSUKI – Isso mesmo! Vai embora, sua vadia.

Momiji ignorava por completo as ofensas de Satsuki, ofensas que entravam por um ouvido e saíam por outro, ao perceber o descontrole da filha, Sesshoumaru tentou acalmá-la.

SESSHOUMARU – Chega de escândalos, Satsuki!

SATSUKI – Porquê?! Porque não quer que todos saibam que o grande Sesshoumaru, o maior jornalista desse país é um safado traidor da pior espécie.

SESSHOUMARU – Eu não admito que fale assim comigo! Eu sou seu pai! Respeite-me.

SATSUKI – Como pode me pedir respeito se nem respeita sua esposa? Eu tenho pena da Rin! Ela vai querer se matar quando souber da verdade.

SESSHOUMARU – Escute aqui garota. (segurando o braço dela) – Tem que escutar a minha versão! Eu tive um bom motivo para fazer isso e...

SATSUKI – Solte-me! (ela se desvencilha dele) – Tem motivo para isso? Eu não sou cega, pai! Eu vi o senhor beijando aquela mulher.

SESSHOUMARU – Filha! Eu posso explicar! Não pense o pior de mim.

Sesshoumaru tentava argumentar, mas Satsuki, em lágrimas pela decepção, não queria ouvir nenhuma explicação, pois ela já tinha uma.

SATSUKI – Minha mãe, apesar de louca, tinha razão em uma coisa! (ela enxuga as lágrimas) – Homem nenhum presta.

SESSHOUMARU – Filha! Você é muito inocente para fazer tal afirmação e...

SATSUKI – Acha que sou inocente? Acha que ainda sou sua garotinha? Vai saber do que sou capaz, pai.

SESSHOUMARU – Do que está falando?

Satsuki não respondeu á pergunta do pai e simplesmente se afastou dele para voltar para junto de Maya, que do outro lado da rua, viu toda a cena.

MAYA – O que vai fazer agora?

SATSUKI – Eu sei como resolver meus problemas, pois hoje morreu a Satsuki boazinha.

Depois de dizer essas palavras para a amiga, Satsuki lançou um olhar de desapontamento para o pai para em seguida ir embora dali, percebendo que era inútil argumentar naquele momento com a filha, Sesshoumaru preferiu não ir atrás dela, achando melhor deixar aquela conversa para depois.

SESSHOUMARU – Mas que droga! Por que ela tinha que vir até aqui?

Depois de ver a filha indo embora, Sesshoumaru olha para o outro lado e nota que Momiji ainda estava á vista e por isso foi correndo até alcançá-la.

SESSHOUMARU – Espere Momiji! Desculpe-me pelo que Satsuki disse.

MOMIJI – Olha Sesshoumaru! Eu não queria te causar problemas e...

SESSHOUMARU – Eu sei! Eu sei! Nada disso não foi culpa sua! Eu não sei o que minha filha veio fazer em um lugar desses.

MOMIJI – Deixa isso para lá.

SESSHOUMARU – Não! Não! Eu me sinto responsável, por isso vou te levar até seu apartamento.

MOMIJI – Mesmo depois do que houve?

SESSHOUMARU – Principalmente depois de hoje.

Sesshoumaru e Momiji voltaram para um estacionamento ali perto onde ele tinha deixado seu carro e enquanto isso, alheios a tudo que estava acontecendo, Rin e Sara já estavam no quarto de Kagome, ela conversava com seu cunhado.

RIN – Por que Kagome tem que passar por tudo isso?

INUYASHA – Eu me faço essa pergunta várias vezes. (acariciava o rosto da sobrinha que estava em seu colo)

RIN – Você vai ficar a noite inteira aqui?

INUYASHA – Eu pretendo! Até pedi que Shippou levasse Genku daqui.

RIN – Eu pensei que ia encontrar Sango por aqui.

INUYASHA – Ela esteve aqui mais cedo e já foi. (o celular de Rin toca)

RIN – InuYasha! Cuida da Sara para mim.

INUYASHA – Claro.

Rin deixa Sara sob os cuidados de InuYasha para atender o seu celular, era Satsuki que estava dentro de um ônibus, já sem a companhia de Maya.

SATSUKI – Oi Rin.

RIN – Satsuki?! Que surpresa me ligar!

SATSUKI – Nem me fale.

RIN – Depois me diga como foi na prova do vestibular! Eu pensei em perguntar ao Shippou, mas ele está com Genku em casa nesse momento.

SATSUKI – Ah é! O Shippou está sozinho com o Genku?

RIN – Mas foi o que eu disse! (sorrindo do súbito interesse dela) — Aconteceu alguma coisa?

SATSUKI – Sim Rin! Eu nem sei como dizer.

RIN – O que foi Satsuki?! Está me assustando e...

SATSUKI – Eu vi meu pai beijando outra mulher! Pronto! Falei.

RIN – O que? Você está me dizendo que viu seu pai saindo com outra mulher? (ela olha para InuYasha)

SATSUKI – Não Rin! Eu vi meu pai beijando! Não era andando! Não era abraçando! Não era conversando! Eu vi beijando outra mulher! Aquela colega dele.

RIN – Você tem certeza?

SATSUKI – Sim! Eu vi com meus próprios olhos! Ele a puxou e a beijou! Eu não queria falar isso através de um celular, mas acho que devia saber quem meu pai é de verdade.

RIN – Está bem, Satsuki.

SATSUKI – Eu sinto muito.

RIN – Eu sei, mas seu pai vai sentir muito mais! Isso eu garanto.

Rin desliga seu celular e permanece de costas para InuYasha que, por ter ouvido parte da conversa, pensou em até consolá-la, mas recuou ao perceber as lágrimas caindo do rosto dela.

INUYASHA – Rin.

SARA – O que houve com a mamãe?

INUYASHA – Nada querida! Nada.

Mas InuYasha sabia que o irmão tinha ido longe demais e que seu ato de traição teria conseqüências, Rin enxuga as lágrimas e volta para junto do cunhado para pegar a filha.

SARA – Mamãe está chorando?

RIN – Não filha! É só uma coisa no meu olho! Já passou. (ela olha para InuYasha) – Eu vou para casa.

INUYASHA – Ta! (ele segura a mão dela) – Rin! Ouça o que Sesshoumaru tem a dizer antes de tomar qualquer providência.

RIN – Eu farei isso. (ela se afasta) – Avise-me caso Kagome acorde.

INUYASHA – Claro.

Depois de sorrir para o cunhado, Rin vai embora com a filha no colo e enquanto isso sem saber o que houve e ainda com esperança de conseguir alguma informação valiosa com a colega, Sesshoumaru chegou, junto com Momiji, ao apartamento dela, mas ao se aproximarem, notam que a porta está aberta.

MOMIJI – O que é isso?! Eu não a deixei aberta.

SESSHOUMARU – Espere! Pode ser um ladrão.

Sesshoumaru toma a dianteira e entra primeiro no apartamento e logo nota a bagunça que estava o local, com moveis revirados, gavetas fora do lugar e papeis espalhados no chão.

SESSHOUMARU – Alguém entrou aqui?

MOMIJI – Um ladrão?!

SESSHOUMARU – Só pode ser. (ele olhava ao redor) – “Mas Jinenji fez uma bagunça, mas acho que deve ter encontrado algo.” (pensando)

MOMIJI – Eu vou ver o que está faltando.

Momiji foi até outro cômodo deixando Sesshoumaru sozinho na sala e naquele momento seu celular começa a tocar, ao ver no visor o numero do celular da esposa, o jornalista sabia o que o esperava.

SESSHOUMARU – Alô.

RIN – Eu vou fazer apenas uma pergunta e não quero que me enrole! É sim ou não! O que Satsuki viu é verdade?

SESSHOUMARU – Sim, mas tem que saber...

RIN – A única coisa que sei é que você vai dormir no sofá.

SESSHOUMARU – Amor, eu posso explicar e...

Rin desliga na cara do marido, Sesshoumaru sabia que dias ruins viriam pela frente, pois tinha perdido o respeito da filha e talvez tenha perdido para sempre a confiança da esposa.

Próximo capítulo = O vestibular e o plano maluco – parte 4