Noite sem Fim
57 O mistério do Instituto Petros - parte 2
Rin saiu do apartamento de Momiji depois de ouvir aquelas palavras, mas a colega do marido foi atrás dela.
MOMIJI – Estou certa, não?
RIN – Eu não tenho que dar satisfação da minha vida á você.
MOMIJI – Mas isso não muda o fato de que estou certa.
RIN – Eu não tenho que ficar ouvindo isso. Principalmente de você e...
MOMIJI – Acho que posso ter ajudar nisso. Seu problema é ocupar o tempo ocioso. Por que não trabalha para mim?
RIN – O que?! Trabalhar para você? Bebeu, é? (ridicularizando a proposta)
MOMIJI – Isso é sério, Rin. Olha! Eu sei que errei em dar em cima do seu marido e nem o fato da fama de mulherengo dele quando era mais jovem, justifica a minha atitude. (ela entra no carro dela) — Isso não é nenhuma jogada ou armadilha.
RIN – Você está falando sério?! (ela entra também ficando no banco do carona)
MOMIJI – Você formatou os textos muito mais rápido do que eu e com os vários prêmios que ando recebendo, o acumulo de trabalho é grande. Você me ajudaria e muito.
RIN – Obrigada pela oferta, mas não vou ser sua empregada.
MOMIJI – Você não seria empregada minha. Apenas trabalharia diretamente para mim. Seria empregada do jornal, como eu e seu marido, mas como uma vantagem. Você pode trabalhar em casa e ainda cuidaria de sua família. Poderia até ter um blog do jornal. O que acha?
RIN – Olha! Eu posso estar equivocada, mas eu não poderia ter tudo isso trabalhando para meu marido?
MOMIJI – Poderia sim, mas duvido que seja mulher de viver á sombra do marido a vida inteira.
Rin pensou bem nas palavras de Momiji e sentiu que ela estava sendo honesta e que aquilo não era nenhum golpe, mas ainda existia uma dúvida.
RIN – Por que está querendo me ajudar?
MOMIJI – Eu sei que não foi com essa intenção, mas quando me disse que Sesshoumaru só tinha me usado, você me ajudou a abrir os olhos e me recolocar no meu caminho de procurar meu pai. Só quero retribuir.
RIN – Quer saber? Eu aceito, mas com uma condição.
MOMIJI – Não se preocupe. Não vou mais trabalhar em conjunto com seu marido e...
RIN – Não! Não! Não é isso. Eu preciso que me consiga o prontuário médico de Satsuki. Você disse que teve acesso á ele.
MOMIJI – Um pedido meio estranho. Alguma razão particular?
RIN – Pode ser impressão minha, mas Satsuki está querendo me esconder algo. Isso é coisa minha. Vamos logo, pois não quero fazer Tanuki esperar.
Momiji dá a partida no seu carro para ela e Rin irem até á sede do partido trabalhista e enquanto isso InuYasha e Souta já estavam fora do Instituto Petros, mas ao fazerem isso, percebem uma movimentação suspeita em frente ao hotel onde Shiori dizia estar.
SOUTA – Aqueles são seguranças do Instituto Petros.
INUYASHA – O que está acontecendo? Shiori está com os arquivos, mas como os seguranças sabem disso?
SOUTA – É mais do que isso, InuYasha. Como eles souberam que Shiori estava aqui? Pois quando fui torturado, eles pensavam que tinha escondido os arquivos em algum lugar.
InuYasha se lembrou que tinha pedido á Shiori que ligasse para Sango e se lembrou também das desconfianças de Shippou em relação ao noivo da detetive. Tudo aquilo dava razão ao filho.
INUYASHA – Eu acho que fiz uma enorme besteira e Shiori pode pagar por isso.
SOUTA – Do que está falando?
INUYASHA – Eu não tenho tempo para explicar, mas precisamos agir antes que seja tarde demais. (ele olha para Souta) – Eu sei que não está bem, mas talvez tenha que precisar de sua ajuda.
SOUTA – Se for para salvar Shiori, conte comigo.
Mas mesmo sabendo que tinha que agir para salvar a vida da amiga, InuYasha não estava conseguindo encontrar uma maneira de fazer isso já que haviam vários seguranças do instituto bem em frente ao hotel. Um ataque precipitado poderia colocar em risco a vida de Shiori e enquanto isso, Bujin, que ainda estava no Instituto Petros, estava falando, pelo rádio comunicador, com um dos seus subordinados.
BUJIN – Já encontraram a moça?
SEGURANÇA – Sim senhor. Ela estava escondida no banheiro. Quer que eu a mate?
BUJIN – Não! Traga-a para cá. Tenho que verificar se todos os arquivos estão com ela.
SEGURANÇA – Sim senhor, mas saiba que tivemos que matar alguns funcionários e hospedes do hotel para controlar a situação.
BUJIN – Tudo bem. Estaremos longe mesmo quando a polícia chegar. Agora chame os outros e venha.
SEGURANÇA – Sim senhor. (ele aperta um botão do rádio) – Escutem todos! Código dois. Repito. Código dois. Missão encerrada. Temos que bater em retirada.
O segurança desliga o rádio transmissor e segundos depois vários seguranças apareceram no saguão informando que nenhum hospede chamou a polícia e assim um deles pega Shiori pelo braço a fim dele os acompanharam para fora do hotel.
SHIORI – Eu devia ter fugido.
SEGURANÇA – Devia mesmo. (ele sorri e olha para a pasta) – Temos que verificar se todos os arquivos estão aqui.
SHIORI – O que vão fazer com isso?
SEGURANÇA – Deveria se preocupar com o que faremos com você.
Ao saírem do hotel, os seguranças são avistados, sem saber, por InuYasha e Souta, que ficaram aflitos ao perceberam que Shiori estava sendo levada.
SOUTA – Temos que fazer alguma coisa, InuYasha.
INUYASHA – Eu sei. (ele aponta a arma) – Eu posso matar um ou dois, mas eles são muito e isso colocaria a vida de Shiori em perigo.
SOUTA – Mas a vida dela já está em perigo. Eles vão matá-la. Eu não vou permitir e...
Naquele momento, para surpresa de todos, vários daqueles seguranças são acertados por tiros disparados de diferentes posições. Shiori, assustada, se abaixa enquanto os seguranças sobreviventes atiravam na direção de onde vieram os tiros, mas foram acertados um por um. Essa cena pode ser vista, de uma janela do Instituto Petros, por Bujin, que identificou os autores dos tiros e por isso pegou seu celular e ligou para Natsume.
BUJIN – Senhora Natsume.
NATSUME – Já conseguiu os arquivos?
BUJIN – Aconteceu um imprevisto, senhora. Agentes imperiais apareceram e mataram todos meus homens.
NATSUME – O que?! Agentes imperiais?! Mas eu pensei que só Sango estivesse á caminho.
BUJIN – Eles logo viram até aqui.
NATSUME – Esqueça os arquivos. Você tem que destruir toda ligação que há entre o Instituto Petros e nosso esconderijo. A Agência Imperial não pode descobrir onde estamos, entendeu?
BUJIN – Sim senhor. Cuidarei disso imediatamente.
Bujin desliga seu celular e começa a mexer o computador para apagar os dados incriminadores do local e enquanto isso do lado de fora o tiroteio continuava e temendo pela vida de Shiori, que estava bem no meio do fogo cruzado, Souta corre até ela.
SOUTA – Shiori.
INUYASHA – Não Souta.
Mesmo ouvindo o apelo do cunhado, Souta vai até á amada e acaba sendo acertado, nas costas, pelo fogo cruzado, pois os agentes imperiais achavam que se tratava de mais um segurança até que o reconhecem como irmão de Kagome e assim o líder dos agentes se manifesta.
AGENTE – Cessar fogo!
Os agentes param de atirar e depois do termino da confusão, InuYasha, com todo cuidado, coloca a arma no chão e saiu de trás dos arbustos, ficando visível para os agentes. Por ser marido de Kagome, os agentes o reconhecem e não o atacam e assim ele pode ir até ao cunhado caído de bruços. Shiori também vai até lá. Ambos agachados.
INUYASHA – Souta! (verificando se ele estava vivo) – Fale comigo.
SHIORI – Souta! Você não pode morrer. (ela olha para InuYasha) – Diga-me que ele está vivo.
INUYASHA – Ele está vivo, mas precisa de ajuda médica. (um agente imperial se aproxima)
AGENTE – Por favor, afastem-se dele. (tirando os dois de perto de Souta) — Nós temos alguém que irá fazer os primeiros socorros.
SHIORI – Por que vocês atiraram nele? (quase chorando)
AGENTE – Ele entrou, segurando uma arma, no meio do fogo cruzado. Nada podíamos fazer. (eles observam Souta sendo atendido) – Uma ambulância já foi chamada.
INUYASHA – Como sabiam que havia uma confusão por aqui?
AGENTE – Isso é assunto confidencial.
Nesse momento um outro agente se aproxima dele e lhe entrega a pasta com os arquivos sobre o DDM-145. Ele entrega de volta e ordena que seja enviado para a central de inteligência da Agência Imperial. InuYasha fica curioso.
INUYASHA – Os seguranças estavam atrás disso.
AGENTE – Eu sei. (ele começa a se afastar) – Por isso estamos aqui
INUYASHA – Qual o interesse da Agência Imperial com esses arquivos? E o que eles tem haver com o seqüestro da minha esposa?
AGENTE – Isso é confidencial.
INUYASHA – Dane-se a confidencialidade! Estamos falando da minha esposa. Eu tenho o direito de saber.
AGENTE – O senhor saberá de tudo no momento apropriado. São ordens do Imperador. Seu cunhado está sendo tratado. Sugiro que se preocupe com ele e deixe a investigação sobre o seqüestro de sua esposa com a gente.
Depois dessas palavras, o agente encarregado, daquela operação, ordenou que os outros agentes isolassem o Instituto Petros para poderem fazer uma investigação minuciosa no local e enquanto isso em seu esconderijo, Natsume observava, através de um monitor, seus dois prisioneiros, Gatenmaru e Takeshi, até que ela é abordada por Kageroumaru, que apareceu subitamente diante dela.
KAGEROUMARU – Temos novidades.
NATSUME – Bujin já apagou a ligação do Instituto Petros com esse lugar?
KAGEROUMARU – Sim. Ele também contou que conseguiu sair á tempo do cerco dos agentes imperiais.
NATSUME – Ótimo! Só isso?
KAGEROUMARU – Não! Zakira já chegou ao armazém e rapidamente fará o link digital com Miroku e Zuza. Ele a está aguardando na linha três.
NATSUME – Tem alguma informação sobre Ryoma?
KAGEROUMARU – Há uns cinco minutos ele informou que estava á caminho do armazém com a jóia. Logo deve chegar
NATSUME – Por acaso você contou á Zakira o que houve no Instituto Petros?
KAGEROUMARU – Claro que não! Você me disse para mantê-lo no ‘escuro’.
NATSUME – Isso mesmo. Ele é descartável. Com a Agência Imperial de posse dos arquivos sobre o DDM-145 é questão de tempo de ligar Zakira á ele. Ligue para Ryoma e ele saberá o que fazer.
KAGEROUMARU – É para já.
Kageroumaru pega seu celular enquanto Natsume segue seu caminho até a sala de informática indo até ao comunicador, acionando a linha três para poder conversar com Zakira.
NATSUME – Tudo bem aí, Zakira?
ZAKIRA – Tudo ficará bem quando essa operação acabar.
NATSUME – Com a jóia de quatro almas, isso vai ser mais rápido do que pensei, mas mudando de assunto, tem certeza que não foi seguido.
ZAKIRA – Sim, eu consegui despistar o taxi. Isso me faz lembrar que minha posição deve estar comprometida. Acho que preciso fugir.
NATSUME – Concordo. Ryoma, que já está indo até aí, já foi instruído a te ajudar nisso.
ZAKIRA – E o assunto do Instituto Petros?! Tudo resolvido?
NATSUME – Claro. Tudo foi contornado. Quanto tempo para fazer o link digital?
ZAKIRA – Meia hora. Vou fazer um link digital unilateral. Assim Eu vou poder ver e ouvir Miroku, mas Miroku não me verá. Somente irá me ouvir.
NATSUME – Como quiser então. Ligue-me quando acabar.
Natsume desliga a comunicação com Zakira e enquanto isso em uma praça no centro da cidade, a senhora Higurashi observava o céu alaranjado, pois era quase sete horas, ao mesmo tempo em que falava com o afilhado pelo celular.
HIGURASHI – Conseguiu falar com ela?
HOUJO – Não, madrinha! O telefone estava chamando, mas Eri não atende. Isso é estranho. Eu tentei ligar para Kagome a fim de saber se Eri estava com ela, mas aconteceu a mesma coisa. Kagome também não atende.
Ao ouvir o nome da filha, a senhora Higurashi sente uma ponta de tristeza pelo fato de Kagome ter cortado relações com ela, mas mesmo assim torcia pelo seu sucesso.
HIGURASHI – Sabe que hoje é um dia muito importante para Kagome, não?
HOUJO – É sim! Kagome quer ser prefeita e essa é apenas a primeira batalha dela.
HIGURASHI – Eu desejo tudo de bom para ela, mesmo que não fale mais comigo.
HOUJO – Mas a Kagome é uma mulher de princípios. Ela ainda vai te perdoar, madrinha. Acredite nisso.
HIGURASHI – Apesar de não merecer, isso é tudo que espero. (ele percebe um carro parando em sua frente) – Ele chegou. Vou desligar.
HOUJO – Eu vou procurar na casa de Onigumo. Falamo-nos mais tarde, madrinha.
HIGURASHI – Ta.
Sem saberem o que estava acontecendo com a filha, a senhora Higurashi desliga o celular para ir até o carro que tinha parado em sua frente, entrando no veículo posteriormente. Era Sesshoumaru o motorista.
SESSHOUMARU – Obrigado por me esperar até essa hora.
HIGURASHI – Não precisa se desculpar. Não é incomodo atendê-lo. (colocando o cinto de segurança) – O senhor queria falar de um projeto chamado DDM-145, não é?
SESSHOUMARU – Isso, mas eu queria conversar com a senhora á caminho do Instituto Petros, se não se importar.
HIGURASHI – Tem alguma urgência para isso?
SESSHOUMARU – Tem e a senhora vai ter que ser forte, pois é á respeito de sua filha.
Sesshoumaru da a partida no carro para irem ao Instituto Petros e durante o trajeto contaria sobre o seqüestro de Kagome e enquanto isso na sede do partido trabalhista, Tanuki tentava acalmar Genku, que queria estar com InuYasha ou Kagome.
GENKU – Onde estão meu pai e minha mãe?
TANUKI – Eles estão ocupados, Genku, mas logo virão e...
GENKU – Está acontecendo alguma coisa que não querem me contar. (Botan aparece no corredor)
BOTAN – A reunião vai começar dentro de dez minutos e você sabe que esse menino não pode ficar aqui.
TANUKI – Eu sei disso, Botan! Foi por isso que pedi á Rin que tomasse conta dele.
BOTAN – É melhor ela chegar logo, pois sua presença é importante na reunião e... Olha ela aí chegando.
Botan viu a esposa de Sesshoumaru se aproximando, mas o que a deixou surpresa foi ver Momiji junto com ela e por isso, enquanto Rin foi falar com Tanuki e Genku, ela foi falar com a irmã.
BOTAN – O que está acontecendo aqui, maninha? Você e Rin andando juntas.
MOMIJI – Pois se já acha estranho isso, saiba que ela vai trabalhar comigo.
BOTAN – Você está brincando, não?
MOMIJI – Não estou não, mas isso a gente fala depois. (ela olha para Rin) – Melhor não perdermos tempo.
RIN – Concordo. (ela olha para Genku) – Antes de irmos para casa, vamos passar em outro lugar primeiro, ta bom?
GENKU – Mas e minha mãe? Eu vim aqui para vê-la e ainda não consegui e ninguém me diz porque. (Rin olha para Tanuki)
RIN – Genku irá saber de um jeito ou de outro. (ela volta a olhar para o menino) – Eu vou contar o que aconteceu, mas não aqui.
MOMIJI – Então vamos. Seu marido também deve estar á caminho.
BOTAN – Aonde vocês vão?
MOMIJI – Depois eu te falo. Concentre-se na campanha do seu candidato, maninha.
Assim Momiji, Rin e Genku saíram do local deixando Botan e Tanuki sem entender o que estava acontecendo e enquanto isso nas proximidades do Instituto Petros, InuYasha observava, de longe, Shiori acompanhando os paramédicos levando Souta até a ambulância, colocá-lo lá dentro e depois partirem dali. Shiori ficou observando a ambulância se afastando para em seguida ir, chorando, até InuYasha e abraçá-lo.
SHIORI – Por favor, InuYasha. Diga-me que o Souta vai sobreviver. Que ele ficará bem.
INUYASHA – Ele vai sim. Souta é forte. Tenha fé que ele sairá dessa.
SHIORI – Ele levou um tiro porque se preocupou comigo. Ele pensou só na minha segurança e não na dele, mas agora ele pode morrer por minha causa.
INUYASHA – Não fale assim. (ele faz com que ela olhe nos seus olhos) – Não foi sua culpa. Ele fez isso porque te ama.
SHIORI – Eu sei. (ela enxuga as lágrimas) – Sabe InuYasha. Isso não é só sentimento de culpa. Eu não sabia que gostava tanto dele até vê-lo estirado no chão. Ele foi tão corajoso.
INUYASHA – Por que você não foi com ele?
SHIORI – Os agentes querem fazer algumas perguntas e depois vão nos liberar. (ela volta a abraçá-lo) – Souta ferido, Kagome seqüestrada. Quando esse pesadelo irá acabar?
InuYasha não soube o que responder, pois também estava com o coração apertado devido á Kagome e assim ele apenas pode retribuir o abraço. Isso fez com que eles não percebessem Bujin, que escapou do cerco policial, os observando.
BUJIN – Meus homens foram mortos e a culpa é de vocês.
Bujin mirou a arma na direção de InuYasha e Shiori, que ainda estavam abraçados sem perceber o perigo. Bujin estava cheio de ódio e quando ia puxar o gatilho da arma é acertado por um tiro no braço. O disparo faz com que InuYasha e Shiori percebam o perigo que correram.
INUYASHA – Ele ia atirar na gente. (ele olha o crachá de Bujin) – Ele trabalha no Instituto Petros.
SHIORI – Que coisa, hein?
Depois disso, InuYasha vai até a pessoa que atirou em Bujin.
INUYASHA – Sango.
SANGO – Se eu não chego á tempo, vocês já eram.
INUYASHA – Eu agradeço, mas você demorou a chegar.
SANGO – Houve uma batida de carros que me segurou um pouco e...
Sango para de falar ao perceber o grande numero de agentes imperiais que se aproximaram devido ao disparo feito pela detetive e conseqüentemente levar Bujin preso.
SANGO – O que a Agência Imperial faz aqui?
INUYASHA – Não foi você que pediu ajuda deles?
SANGO – Não! Eu apenas falei que iria atrás de uma pista, mas não pedi que viessem com uma equipe de ataque. O que houve aqui exatamente?
InuYasha começou a contar, em detalhes, sobre o que aconteceu no local, desde a busca pelos arquivos do projeto DDM-145 até ao tiroteio entre os segurança e os agentes imperiais, que feriram Souta.
SANGO – E os arquivos?
INUYASHA – Os agentes confiscaram e quando perguntei qual a relação deles com o seqüestro de Kagome, me disseram que era confidencial.
Sango estava achando tudo aquilo muito estranho e naquele exato momento o líder dos agentes imperiais se aproximou dos três.
AGENTE – Precisamos interrogar vocês dois sobre o que houve aqui. (olhando para InuYasha e Shiori)
INUYASHA – Eu tenho tempo para isso. Preciso procurar minha esposa.
AGENTE – Eu já disse, senhor InuYasha. Deixe isso com a Agência Imperial. Se quiser nos ajudar, então colabore e responda nossas perguntas.
SANGO – Escute agente. Minha filha também foi raptada e sabemos que isso tem relação com o seqüestro de Kagome. Preciso saber o que está acontecendo.
AGENTE – Desculpe-me, detetive, mas isso é assunto confidencial.
SANGO – Até mesmo para mim, que vou policial?
AGENTE – Sim, eu sinto muito. (ele olha para Shiori) – Vamos interrogar você primeiro. Depois que acabar, um agente irá levá-la ao hospital.
SHIORI – Obrigado, agente.
Shiori acompanha o agente imperial para prestar depoimento deixando Sango e InuYasha a sós no local.
INUYASHA – Por que tanto segredo?
SANGO – Isso é o que vou tentar descobrir.
Sango pega seu celular para ligar para o departamento de polícia, mas precisamente para o capitão Azuma, que observava Abi e alguns agentes imperiais conduzindo Guy para fora do local.
AZUMA – Sango?
SANGO – Sim, sou eu. Por acaso foi você quem pediu para que agentes imperiais aparecessem no Instituto Petros?
AZUMA – Não, mas eu soube que isso foram ordens da própria Agência Imperial.
SANGO – Os agentes imperiais já conseguiram tirar algo de Guy?
AZUMA – Não! Ele ainda afirma que não ajudou Koharo. Os agentes imperiais estão levando-o para a sede dele. Estou achando que eles querem nos deixar fora do caso. (ele percebe que Abi entrou na sala)
SANGO – Você tem idéia do motivo de tal comportamento? Deveríamos compartilhar informações, mas os agentes imperiais ainda mantêm segredo.
AZUMA – Não faço idéia. (Abi se manifesta)
ABI – É a detetive Sango?
AZUMA – Sim.
ABI – Deixe-me falar com ela.
AZUMA – Sango! Abi, superintendente da Agência Imperial, quer falar com você. Vou colocar no viva-voz.
O capitão Azuma aperta o botão do viva-voz ao mesmo tempo em coloca o gancho de volta no telefone para que Abi pudesse participar da conversa.
ABI – Detetive?
SANGO – Senhora superintendente. O que está acontecendo? Por que tanto segredo?
ABI – Infelizmente não podemos compartilhar essa informação por ordem direta do Imperador, mas posso lhe assegurar que faremos de tudo para achar sua filha e quando isso acontecer, será a primeira a ser informada.
SANGO – Eu não quero ser a primeira a ser informada. Quero participar da investigação. Esse segredo todo tem haver com o projeto DDM-145? Pois só foi eu passar essa informação á você que choveu agentes imperiais aqui no Instituto Petros.
ABI – Digo novamente que esse assunto é confidencial, portanto não poso falar mais nada. Caso queira ajudar, ficaria feliz se permanecesse aí para que possa responder algumas perguntas.
SANGO – Como quiser. Tem mais uma coisa. Descobriram algo no prédio River City? Ou isso também é confidencial?
ABI – Também seria se descobríssemos algo, mas não há nada por lá. Koharo deve ter deixado o carro lá para que ele não fosse encontrado e depois pegou outro.
SANGO – Já que não tem jeito, ficarei por aqui.
ABI – Ótimo.
Abi aperta o botão, desligando a comunicação com Sango para em seguida se afastar de Azuma que se manifesta antes desta sair da sala.
AZUMA – O que farão com Guy?
ABI – Não se preocupe com ele, capitão. Agora Guy é nosso problema.
Abi sorri e depois sai da sala deixando Azuma inconformado com aquela situação de um subordinado dele ser levado e enquanto isso na prefeitura, mais precisamente no gabinete do prefeito, Ryukosei falava com Elisa.
ELISA – O expediente já acabou, querido. Por que não vamos para casa?
RYUKOSEI – Ainda não.
ELISA – Tem algo te incomodando. Por acaso é o resultado das prévias do partido trabalhista?
RYUKOSEI – Isso não me preocupa. (ele sorri e a beija) — Pelo menos não por enquanto. (naquele momento Rakusho entra no gabinete)
RAKUSHO – O capitão Azuma ligou dizendo que o detetive Guy foi levado para a sede da Agência Imperial.
RYUKOSEI – Mas isso é um abuso. A Agência imperial não pode levar um funcionário meu sem me informar.
ELISA – Esse tal de Guy esconde algo tão importante assim?
RAKUSHO – Eu não sei. Ainda tem a história do DDM-145.
RYUKOSEI – Rakusho! Ligue para o Primeiro Ministro. Preciso do apoio político dele para tentar forçar o Imperador a permitir que a prefeitura tenha alguém que possa acompanhar o interrogatório de Guy.
RAKUSHO – Imediatamente, senhor prefeito.
Rakusho sai da sala deixando o prefeito á sós com sua esposa, que percebeu que o nervosismo do marido aumentou com aquela informação dada por seu secretário.
ELISA – O que foi, querido?
RYUKOSEI – Nada. É só cansaço. (ele sorri para ela) – Você pode usar o carro oficial para ir para casa. Depois Rakusho me dá uma carona.
ELISA – Você vai acompanhar o resultado das prévias aqui ou em casa?
RYUKOSEI – Em casa. Só vou falar com o Primeiro Ministro. Isso pode demorar, portanto pode ir.
ELISA – Ta. (o celular dela começa a tocar) – Então eu vou indo. Se cuide.
RYUKOSEI – Você também.
Elisa da um beijo em Ryukosei para em seguida sair do gabinete e ao perceber que ficou fora das vistas do marido, ela atende o celular.
ELISA – Alô.
NATSUME – Sou eu.
ELISA – Espere. (ela para de falar no celular ao ver Rakusho se aproximando)
RAKUSHO – Já está indo, primeira dama? (também segurando um celular)
ELISA – Meu marido ficará ocupado.
RAKUSHO – Consegui entrar em contato com o Primeiro Ministro.
ELISA – Não o farei mais perder tempo. Até amanhã então.
RAKUSHO – Até.
Rakusho segue seu caminho para que o prefeito conversasse com o Primeiro Ministro deixando Elisa sozinha no corredor e assim ela volta a dar atenção á Natsume no celular.
ELISA – Pode falar.
NATSUME – Eu acabei de receber uma informação no mínimo curiosa.
ELISA – O que foi?
NATSUME – O meu espião, que trabalha como faxineiro no Diário da manhã, acabou de me ligar dizendo que Sesshoumaru e Momiji voltaram a trabalhar juntos sobre o LPAP que Juroumaru nos enviou.
ELISA – E daí?
NATSUME – Daí que ele chegou a ouvir Sesshoumaru mencionar arquivos de Momiji sobre o DDM-145. Essa informação nós nunca passamos á ela.
ELISA – Ela pode ter descoberto sozinha, afinal ela é uma jornalista e...
NATSUME – Sim, mas ela nunca mencionou isso para você, não é?
ELISA – Então está dizendo que ela sabe da nossa ligação com o DDM-145.
NATSUME – Sim, considerando que ela acha que nós estamos protegendo o pai dela. Se ela confiasse na gente, passaria essa informação.
ELISA – Então ela sabe que mentimos.
NATSUME – É mais do que isso, Elisa. Ela está sendo ajudada por alguém que tem conhecimento desse projeto.
ELISA – Seria loucura, mas até pensaria que é Ryukosei quem a está ajudando, mas eu vi com meus olhos o nervosismo dele com essa história, principalmente a participação da Agência Imperial.
NATSUME – Deve ter alguma relação e Takeshi sabe disso. Vou falar com ele novamente e tentar tirar alguma informação.
ELISA – Mas se tudo isso que contou for verdade, não podemos mais contar com Momiji, você entende isso, não?
NATSUME – Claro que entendo. Vamos ter que usar o plano B.
ELISA – Ryukosei.
NATSUME – Exato.
ELISA – Então eu sei o que fazer com Momiji.
Elisa desliga seu celular para seguir viagem. Não para casa e sim cuidar do que Natsume mandou e enquanto isso nas redondezas do Instituto Petros, Sango tentava, em vão, tirar alguma informação dos agentes até que InuYasha vai até ela.
INUYASHA – Sango. Precisamos conversar.
SANGO – O que foi?
INUYASHA – Eu me lembrei de algo estranho que aconteceu aqui no instituto.
SANGO – InuYasha! Fale de uma vez.
INUYASHA – Vou ser direto. Seu noivo está trabalhando para Natsume.
SANGO – O que?! O Zakira?
INUYASHA – A não ser que tenha outro noivo e...
SANGO – Isso é um absurdo! De onde tirou essa idéia maluca?
INUYASHA – Você ouviu a história que eu contei de como Shiori e Souta tentaram pegar os arquivos do DDM-145. Acontece que quando Souta foi capturado, os seguranças pensavam que só tinha ele de invasor, ou seja, não sabiam da presença de Shiori e muito menos que ela estava no hotel ao lado.
SANGO – Sim, fui eu quem a mandou ficar no hotel até minha chegada.
INUYASHA – Você contou isso para Zakira, não?
SANGO – Sim, eu disse á ele, mas a equipe de Natsume pode ter conseguido essa informação de outra forma e...
INUYASHA – Acorda Sango. Eles conseguiram a localização exata de onde estava Shiori. Se não foi você, foi seu noivo quem contou.
SANGO – Isso é um absurdo. O Zakira não. Ele gosta tanto de Tamira e de mim.
INUYASHA – Sango. (pegando-a pelo ombro) – O Shippou me contou que viu quando Ryoma saiu da minha casa. Ele chegou a falar algo com Zakira e depois Zakira entrou tranquilamente em casa.
SANGO – Mas ele não me contou nada disso.
INUYASHA – E tem mais. Soten disse que quando estava sendo interrogada por Ryoma, ele recebeu um telefonema que era um sinal de que você estava chegando. Zakira estava em um carro logo atrás do seu. Foi ele quem deu o sinal, não percebe?
Sango coloca as mãos na cabeça, pois estava começando a acreditar nas palavras de InuYasha. Elas faziam sentido e o desespero dela aumentou ao se dar conta de que o noivo pudesse ter participação no seqüestro de Tamira.
Próximo capítulo = Aliança do mal – parte 1
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