Noite sem Fim

58 Aliança do mal - parte 1


Apesar das palavras de InuYasha fazerem sentido, Sango custava a acreditar que Zakira, seu noivo, pudesse ser da organização de Natsume e, conseqüentemente, envolvido no rapto de Tamira.

SANGO – Deve a ver algum engano, InuYasha. Talvez tenham grampeado o celular de Zakira. Muitos sabem que Zakira é meu noivo.

INUYASHA – Por que tem tanta crença no seu noivo? Para falar a verdade, você não o conhece muito bem. Nem nós.

SANGO – Zakira apareceu na minha vida em um momento que estava muito fragilizada. E não foi ele que se aproximou de mim. Satsuki foi quem nos aproximou, lembra-se? (ela se afasta um pouco dele) – Zakira não pode estar envolvido nessa conspiração, pois isso significaria estar envolvido com o rapto de Tamira, mas se isso fosse verdade, ele já teria feito isso em outras oportunidades.

INUYASHA – Isso você tem razão! Devemos saber mais sobre as motivações de Koharo.

SANGO – É nisso que devíamos pensar em vez que acusar meu noivo.

InuYasha percebeu a insatisfação de Sango, que ainda acreditava no noivo. Sendo assim, ele teria que usar outra abordagem, mas não tinha nada em mente e por isso resolveu pegar seu celular para ligar para Shippou, mas desiste ao ver uma cena estranha. Era Shiori sendo levada por dois agentes imperiais fazendo-o correr até lá, mas ele é impedido pelo líder dos agentes imperiais.

AGENTE – Fique onde está, senhor InuYasha.

INUYASHA – O que está acontecendo? (olhando Shiori sendo colocada dentro do carro) – Por que estão prendendo Shiori?

AGENTE – Verificamos os arquivos sobre o DDM-145 e descobrimos que falta um CD. Shiori alega que não sabe onde está, mas achamos que ela escondeu em algum lugar levando em conta que ela entrou, junto com Souta, no instituto para roubá-lo.

INUYASHA – Isso é um absurdo! Não podem tratar Shiori assim e...

AGENTE – Eu sugiro que se acalme, senhor InuYasha. Se sua amiga for inocente, nada acontecerá com ela. (ele se afasta) – Tenho que fazer algumas ligações. Depois será a vez de o senhor prestar depoimento.

Depois disso InuYasha observava o líder dos agentes se afastar ainda mais vendo o carro policial levando Shiori á sede da Agência Imperial. Sango se aproxima dele por trás.

SANGO – InuYasha! Os agentes farão uma varredura no Instituto Petros e no hotel até encontrarem esse CD. Se Shiori escondeu, eles o encontrarão.

INUYASHA – Talvez.

SANGO – Como assim talvez?

INUYASHA – Temos que ser rápidos, Sango! Venha comigo.

Aproveitando que os agentes imperiais estavam muito ocupados, InuYasha e Sango foram para a garagem do Instituto Petros e enquanto isso, á alguns quilômetros dali, havia um enorme engarrafamento por causa do isolamento feito pelos agentes imperiais e percebendo isso, Sesshoumaru voltou para seu carro onde estava a senhora Higurashi.

HIGURASHI – O que está havendo? (saindo do carro)

SESSHOUMARU – Agentes imperiais isolaram o Instituto Petros. Não podemos avançar.

HIGURASHI – Mas logo hoje. (ela estava apreensiva) – Logo agora que minha filha foi seqüestrada. Que coincidência desagradável.

SESSHOUMARU – Sei. (ele olha na direção do Instituto Petros) – “Meu feeling jornalístico me diz que isso não é coincidência.” (pensando)

Naquele exato momento, Sesshoumaru ouve vozes conhecidas lhe chamando e ao olhar para trás, ele vê Rin e Momiji indo até ele.

SESSHOUMARU – Finalmente chegaram.

RIN – Não nos culpe. Não dava para imaginar que haveria um engarrafamento. Por isso Momiji estacionou o carro ali atrás.

SESSHOUMARU – Entendo.

MOMIJI – Recebeu meus dados?

SESSHOUMARU – Sim. (ele percebe a presença de Genku ao lado de Rin) – O que Genku faz aqui?

RIN – Ele estava na sede do partido trabalhista com o Tanuki, mas ele não podia ficar por lá e...

SESSHOUMARU – E pediram para você tomar conta, não? (olhando com desaprovação) – Onde estão InuYasha e Shippou?

RIN – Sabe como eles são. Devem estar procurando por pistas de Kagome. Não ficariam de braços cruzados com Kagome desaparecida e... (ela para de falar ao perceber a presença da senhora Higurashi) – Senhora?

HIGURASHI – Não se preocupe, minha jovem. Seu marido já me contou o que houve com Kagome. (ela olha para Genku) – Você sabe o que houve com sua mãe?

GENKU – Sim. (triste)

RIN – Eu tive que contar á ele. Genku saberia mais tarde ou mais cedo. Mesmo assim eu sinto muito. Faremos o possível para ajudar a encontrá-la.

MOMIJI – Então essa é a mãe de Kagome. (olhando bem para ela e depois olha para Sesshoumaru) – Então ela é a pessoa de quem estava falando? Aquela que pode ajudar.

SESSHOUMARU – Isso. (ele olha para a mãe de Kagome) – Senhora! Conte para elas o que contou á mim sobre o projeto DDM-145.

HIGURASHI – Para começar o DDM-145 é um projeto que foi desenvolvido para implantar uma tecnologia nanologica a fim de curar pessoas com determinadas doenças.

MOMIJI – Como sabe disso, senhora?

HIGURASHI – O meu marido foi um dos supervisores do projeto quando este foi desenvolvido pelo exercito. Ele seria uma espécie de antidoto ao projeto com os chocolates infectados pela jóia de quatro almas.

RIN – Entendo. Usaria isso para curar as pessoas que comecem os chocolates.

HIGURASHI – E seria usado como protótipo para curar outras doenças infecciosas. Era um projeto maravilhoso.

RIN – Se ele era tão maravilhoso assim por que não foi levado a diante?

SESSHOUMARU – Boa pergunta, meu amor. Essa é a parte mais interessante do relato da senhora Higurashi. (ele olha para a mãe de Kagome) – O que a senhora vai contar á elas não está nos registros do exercito.

HIGURASHI – Havia dois motivos fortes para abandonar o projeto. Um foi relatado pelo próprio governo japonês. Eram os custos elevados.

MOMIJI – Em outras palavras, o governo japonês achou que o projeto era caro demais para salvar algumas pessoas.

HIGURASHI – Exato, mas havia mais um motivo e esse foi relatado pelo meu marido.

RIN – Por que seu marido foi contra?

HIGURASHI – Ele descobriu que o DDM-145 em mãos erradas poderia ser usado para fazer justamente o contrario pelo que foi criado.

SESSHOUMARU – Em vez de curar uma pessoa, pode fazê-la ficar doente conforme sua vontade.

Rin e Momiji se entreolharam surpresas com aquela revelação e enquanto isso perto da garagem do Instituto Petros, mais precisamente perto de um arbusto, InuYasha procurava por algo e era observado por Sango.

SANGO – O que está procurando?

INUYASHA – Você vai ver.

Mesmo não entendendo nada, Sango continuou a observar InuYasha que finalmente achou o que tanto procurava. Era um CD.

SANGO – Não me diga que esse é o CD que os agentes estão procurando.

INUYASHA – Ele mesmo. Eu imaginei que quando Souta deu os arquivos para Shiori, ele ficou com o CD por segurança. Ele deve ter deixado cair quando foi tentar salvar Shiori.

SANGO – Então é melhor chamar os agentes e...

INUYASHA – Eu não vou dar o CD para eles. Pelo menos ainda não. Preciso saber mais sobre esse projeto DDM-145. Se a Agência Imperial botar as mãos nesse CD nunca saberemos nada.

SANGO – E o que pretende fazer? Não podemos sair do perímetro com esse CD. Os agentes não deixariam.

INUYASHA – Eu pretendo tirar uma cópia e...

InuYasha percebe a aproximação do líder dos agentes imperiais e imediatamente esconde o CD no bolso sem que o agente percebesse.

AGENTE – Senhor InuYasha! Vou fazer seu interrogatório dentro do Instituto Petros, pois quero ser informado imediatamente se encontrarem o CD.

INUYASHA – Lá dentro?

AGENTE – Sim. Algum problema nisso?

INUYASHA – Claro que não! Estou aqui para colaborar. (ele sorri) – “Perfeito! Assim posso conseguir fazer uma cópia.” (pensando)

SANGO – Eu posso acompanhar o interrogatório?

AGENTE – Desde que não interfira, detetive. (o celular dele começa a tocar) – Um outro agente irá levá-los até uma das salas para o interrogatório.

SANGO – Sim.

O líder dos agentes espera até que InuYasha e Sango tenham se afastado o suficiente para assim atender o seu celular com mais privacidade.

AGENTE – Superintendente Abi.

ABI – Fui informada que Shiori foi levada á sede da Agência Imperial.

AGENTE – Isso mesmo! Ainda não encontramos o CD. Shiori alega que não sabe onde ele está. Ela parece estar falando a verdade, mas em um caso como este, nós não podemos arriscar.

ABI – Fez bem agente. Estou chegando á sede com Guy. Iremos usar métodos mais rudimentares contra ele. Informe sobre qualquer progresso e lembre-se, agente. A informação contida no CD não pode ser vazada de jeito nenhum. Causaria um grande desgosto ao Imperador.

AGENTE – Estou ciente dos riscos, senhora. Ligo-te depois.

O líder dos agentes desliga seu celular para ir até o interior do instituto a fim de fazer o interrogatório de InuYasha e enquanto isso perto dali, Sesshoumaru, Rin e Momiji tentavam achar nos dados que tinham, alguma evidência que provasse a teoria levantada pela senhora Higurashi de que o marido foi contra o projeto DDM-145 por causa dos riscos.

SESSHOUMARU – Não há nenhuma evidência aqui.

MOMIJI – Isso não é culpa minha. Consegui o que pude.

RIN – Ninguém aqui está culpando ninguém.

SESSHOUMARU – A gente está perdendo alguma coisa. Eu sinto, mas não sei o que é.

HIGURASHI – Acreditem! Meu marido não era um homem ruim. (segurando a mão de Genku) — O que ele fez, fez por Kagome.

GENKU – Espero que encontrem a mamãe.

HIGURASHI – Nós iremos encontrá-la, querido. Tenha fé.

RIN – Isso mesmo. Ouça sua avó.

Rin sorri para Genku tentando passar confiança, algo que não era fácil devido ás circunstâncias e naquele exato momento o celular da mãe de Kagome começou a tocar. Ela se afastou um pouco para não atrapalhar os outros e assim atendeu o aparelho.

HIGURASHI – Alô.

HOUJO – Madrinha! Sou eu.

HIGURASHI – Oi Houjo! Conseguiu encontrar Eri?

HOUJO – Ainda não! Eu estou dentro da casa de Onigumo. Aporta estava aberta e não encontrei ninguém. Não há sinal de luta ou roubo. A senhora ainda está com o irmão de InuYasha?

HIGURASHI – Estou sim. (olhando para o jornalista junto com a esposa e também a colega) – Quer falar com ele?

HOUJO – Sim e rápido, madrinha.

A mãe de Kagome não entendeu a pressa de Houjo, mas como ele parecia aflito, ela foi imediatamente até onde estava o jornalista, que estava tentando encontrar algo que fizesse sentido nos dados fornecidos por Momiji.

HIGURASHI – Senhor Sesshoumaru.

SESSHOUMARU – Sim?

HIGURASHI – Houjo, meu afilhado, quer falar com o senhor. E é urgente. Ele está na casa de Onigumo.

RIN – O que ele quer? Estamos ocupados.

A senhora Higurashi nada respondeu e Sesshoumaru acabou pegando o celular das mãos dela para ver o que Houjo queria com ele.

SESSHOUMARU – O que quer de mim, Houjo?

HOUJO – Eu estou na casa de Onigumo e encontrei algo que seu irmão deve explicar.

SESSHOUMARU – Olha Houjo! Eu não tenho tempo a perder, portanto vá direto ao assunto.

HOUJO – Claro! Onigumo deixou uma mensagem na secretária eletrônica para InuYasha. A mensagem dizia que ele acabaria com a jóia de quatro almas e que InuYasha não precisaria mais se preocupar com isso. Tem alguma idéia do que Onigumo quis dizer com isso?

SESSHOUMARU – Ao que parece, InuYasha e Onigumo tinham posse da jóia.

HOUJO – Eu só não chamei as autoridades porque estou preocupado com Eri. Ela disse que viria para cá, mas não há sinal dela. Espero que Onigumo não tenha feito nenhum mal á ela.

SESSHOUMARU – Não tire conclusões apressadas, meu caro. Vou tentar descobrir o que está havendo. Obrigado por me informar.

Sesshoumaru desliga o celular e o devolve para a mãe de Kagome. Ela, mais Rin e Momiji, estavam curiosas para saberem o que Houjo disse á Sesshoumaru.

RIN – O que houve?

SESSHOUMARU – É isso que quero saber.

Rin não entendia o que o marido queria dizer com aquilo e enquanto isso em uma das salas do instituto, InuYasha e Sango aguardavam a chegada do líder dos agentes imperiais. Eles conversam em um tom bem baixo.

SANGO – Como pretende tirar uma cópia?

INUYASHA — Uma dessas salas deve ter um computador. Assim que terminar o interrogatório, eu vou á uma delas para fazer um download dos dados do CD.

SANGO – Você não vai conseguir fazer isso. O local está cheio de agentes. Não te deixaram nem dobrar o corredor.

INUYASHA – Então você vai ter que fazer isso, Sango. (ele tira o CD do bolso dele e o dá para ela) – Você é detetive. Tem mais acesso que eu.

SANGO — Eu duvido que os agentes imperiais deixem-me andar por aí.

INUYASHA – Mas você é a melhor chance, Sango. Lembre-se que não estamos falando só de Kagome, mais também de Tamira.

Diante desse argumento, Sango consente a idéia de InuYasha e guarda o CD consigo e naquele exato momento, o líder dos agentes entra na sala.

AGENTE – Desculpem-me a demora. Fiz vocês esperarem muito?

SANGO – Claro que não. (ela vai até a porta) – Vou deixá-los á sós.

AGENTE – Eu pensei que queria acompanhar o interrogatório.

SANGO – Mas mudei de idéia. Acho melhor ficar de fora.

INUYASHA – Nós conversamos sobre isso.

AGENTE – Como quiser.

Sango, ao perceber que o agente estava de costas para ela, faz um sinal de positivo para InuYasha antes de sair da sala e assim o agente iria começar o interrogatório, mas antes disso o celular de InuYasha começa a tocar. Ele vê o numero no visor e sabe de quem se trata.

INUYASHA – É Sesshoumaru. (ele olha para o agente) – Posso atender?

AGENTE – Melhor não. Depois que encontrarmos o CD, será liberado.

INUYASHA – Tudo bem.

E assim o agente imperial inicia o interrogatório de InuYasha e enquanto isso, Sesshoumaru estava intrigado pelo fato de InuYasha não atender o celular.

SESSHOUMARU – Ele não atende.

RIN – Talvez esteja ocupado.

SESSHOUMARU – Ou talvez esteja fugindo para não poder se explicar sobre a jóia de quatro almas.

MOMIJI – Está bravo porque se seu irmãozinho lhe escondeu uma informação como essa é sinal de que não confia tanto assim em você.

RIN – Não coloque lenha na fogueira, Momiji. (ela volta a olhar para o marido) – Você mesmo disse á Houjo para ele não tirar conclusões apressadas. Eu faço o mesmo agora.

SESSHOUMARU – Você está certa.

HIGURASHI – Acha que isso tem a ver com o seqüestro de Kagome?

SESSHOUMARU – Eu não sei.

Momiji observava um tanto indiferente aquela cena ao ficar tentando imaginar os motivos de InuYasha para esconder aquela informação dos seus amigos e naquele momento seu celular começa a tocar. Ela sabe de quem se trata ao olhar o numero no visor do aparelho.

MOMIJI – Com licença.

RIN – Por que não atende aqui?

MOMIJI – Porque é particular.

RIN – Vai ser assim quando trabalharmos juntas?

MOMIJI – Não! (ela sorri) — Vai ser pior.

Depois disso, Momiji se afasta para atender a ligação e Rin fica a observando de longe e nem notou que o marido chegou por trás dela.

SESSHOUMARU – Eu ouvi mal ou você disse a frase ‘ quando trabalharmos juntas’?

RIN – Foi isso mesmo.

SESSHOUMARU – Mas que história é essa de vocês duas trabalharem juntas? Você quer ficar de olho em mim? É isso?

RIN – Ai Sesshoumaru! Eu te amo, mas você é que nem todos os homens. Acham que são o centro do universo. Eu tenho os meus motivos para trabalhar com Momiji e sabia que não tem nada a ver com aquele beijo que deu nela.

SESSHOUMARU – Eu só estou preocupado com você e...

RIN – Eu estou mais preocupada em saber quem é a fonte dela. Tenho certeza que é ela que está falando com Momiji nesse momento.

E de fato Rin estava certa, pois era mesmo Elisa que tinha ligado para Momiji. A jornalista estranhou tal ligação.

MOMIJI – O que quer de mim agora? Pensei que não ia entrar em contato tão cedo.

ELISA – Mas apareceram algumas novidades que necessitam uma conversa.

MOMIJI – Tem a ver com meu pai?

ELISA – Tem, mas não diretamente. E então? Vai vir?

MOMIJI – Ok! Onde?

ELISA – No seu apartamento.

MOMIJI – Isso não vai comprometer sua posição?

ELISA – Não se preocupe com isso.

Depois de receber esse recado, Momiji desliga seu celular e volta para junto dos outros.

MOMIJI – Eu tenho que ir.

SESSHOUMARU – Vai falar com sua fonte?

MOMIJI – Isso é assunto meu, Sesshoumaru. Vocês têm os meus dados sobre o DDM-145, portanto não precisam mais de mim.

RIN – Você deveria tomar cuidado, Momiji.

MOMIJI – Preocupada?

RIN – Não confunda as coisas. Você me prometeu uma coisa e se acontecer algo com você, eu não poderei receber.

MOMIJI – Que linda é sua preocupação. (sendo irônica) – Não se preocupe, nosso acordo está de pé.

Momiji se afasta de todos e aproveitando isso, Sesshoumaru, muito intrigado, vai até á esposa a fim de saber mais sobre esse tal acordo.

SESSHOUMARU – De que acordo estão falando?

RIN – Eu aceitei trabalhar com ela em troca de uma coisa que ela tem.

SESSHOUMARU – Que coisa?

RIN – Segredo de mulher. (sorrindo e depois se afastando)

SESSHOUMARU – Mas que conversa é essa de segredo de mulher?

RIN – Depois eu falo, amor.

Rin não podia contar que pediu á Momiji o prontuário médico de Satsuki, pois aí ela teria que revelar que a enteada estava grávida. Satsuki prometeu á ela que contaria ela mesma para o pai e enquanto isso no seu esconderijo, Natsume estava no setor de prisioneiros onde se encontravam Gatenmaru e Takeshi, mas o interesse maior da ex. amante de Naraku era o pai de Momiji.

NATSUME – Bem, meu velho. Eu quero que ouça essa conversa. Gatenmaru também pode ouvir. (rindo)

TAKESHI – Do que está falando?

NATSUME – Não importa o que sabe sobre Ryukosei. Seja o que for, vou negociar de outra maneira, devido ás necessidades.

Takeshi ainda não entendia a que Natsume se referia e viu a ex. amante de Naraku pegar seu celular e começar a discar para um celular que estava misteriosamente no gabinete do prefeito Ryukosei, que surpreso com o som, procurou o aparelho até achá-lo enrolado em um papelão. Ele atendeu o aparelho.

RYUKOSEI – Alô.

NATSUME – Olá, senhor prefeito. Para sua informação, sou Natsume.

RYUKOSEI – Natsume?! (ele fica surpreso) – Como conseguiu colocar um celular aqui na prefeitura? Você deve ter conseguido colocar um espião aqui e...

NATSUME – É isso mesmo e logo, logo vai saber de quem se trata. E nem tente rastrear essa ligação.

RYUKOSEI – Desgraçada!

NATSUME – Não foi para trocar gentilezas que eu liguei para você. Eu tenho algo que senhor muito quer.

RYUKOSEI – Do que está falando?

NATSUME – Não do que, mas quem. Estou falando de Takeshi. O senhor já deve saber que estou com ele. Não sei o que ele sabe sobre o senhor, mas sei que é algo relacionado com o Imperador, pois agentes imperiais estão atrapalhando meus planos.

RYUKOSEI – Isso não é problema meu.

NATSUME – Mas será ou quer ver seu nome envolvido com uma conspiração que pretende fazer algo contra o Império? Isso não vai ser bom para sua candidatura á prefeito.

RYUKOSEI – O que você quer?

NATSUME – Devido aos imprevistos da minha operação, preciso de um novo esconderijo. O senhor vai nos ajudar nisso.

RYUKOSEI – Eu preciso ver Takeshi. Quero vê-lo ser morto pessoalmente.

NATSUME – É justo. Anote o endereço para o encontro.

Ryukosei anotou o endereço aonde iria se encontrar com Natsume e enquanto isso dentro do Instituto Petros, Sango, por ser policial, conseguiu enganar os agentes imperiais e entrou em uma sala que tinha computador a fim de fazer uma cópia do CD sobre o DDM-145.

SANGO – Ótimo. (ela fecha a porta da sala) – Agora fica mais fácil.

Mesmo sabendo que aquilo era ilegal, Sango estava disposta á tudo para encontrar qualquer pista sobre o paradeiro de Tamira e também de Kagome e por isso colocou o CD, abriu o arquivo, notando-o que era muito grande.

SANGO – Agora é fazer a cópia e...

No momento em que coloca um CD para copiar os dados do arquivo, Sango para de falar ao ouvir o toque do seu celular e para não chamar a atenção dos agentes imperiais, ela atende imediatamente.

SANGO – Alô. (falando baixo e abrindo uma fresta na porta)

SESSHOUMARU – Sou eu, Sango.

SANGO – Sesshoumaru! Não é uma boa hora para me ligar e...

SESSHOUMARU – Você sabia que InuYasha estava de posse da jóia de quatro almas?

SANGO – O que?

SESSHOUMARU – Isso mesmo que ouviu. Onigumo sabia disso também.

SANGO – Como soube de tudo isso?

SESSHOUMARU – Eu prefiro falar disso pessoalmente. Onde você está?

SANGO – Como disse antes, não é uma boa hora. Estou no Instituto Petros e...

SESSHOUMARU – Instituto Petros?! Eu, Rin e a senhora Higurashi estávamos indo até aí, mas alguns agentes imperiais fizeram um cerco policial e não da para entrar.

SANGO – Aconteceu muita coisa aqui, Sesshoumaru. (ela olha para o computador) – InuYasha também está aqui. Nesse momento ele está sendo interrogado pelos agentes imperiais enquanto eu estou tentando fazer uma cópia de um CD sobre um projeto DDM-145.

SESSHOUMARU – Isso é sério?! Pois eu também estou atrás de dados sobre esse projeto. Ele tem ligação com o pai de Kagome e também a jóia de quatro almas.

SANGO – É bom que esteja aqui por perto. Precisamos compartilhar informações.

SESSHOUMARU – Concordo.

SANGO – Olha Sesshoumaru. (ela vai até a porta) – Eu tenho que desligar. Estou ouvindo vozes se aproximando.

SESSHOUMARU – Ok! Falamo-nos depois.

Sango desliga seu celular e percebe que as vozes que ouvira estavam ficando cada vez mais próximas e por isso ela foi até ao computador verificar o download do arquivo.

SANGO – Droga! Não baixou nem 30%, mas vai ter que servir.

Não tendo outra escolha, Sango interrompe o download para em seguida tirar o CD e guardá-lo na sua bolsa junto com o CD original e depois apagar os arquivos do computador para que ninguém soubesse que tinha mexido ali.

SANGO – Pronto.

Sango, de posse dos CDs, respira fundo, coloca a mão na maçaneta para abrir a porta. Ao fazer isso, ela vê um casal de agentes imperiais aos beijos. Sango achou perfeito aquilo e aproveitou a situação para chamar a atenção dos agentes, considerando que eles eram bem jovens, na faixa de 25 anos de idade.

SANGO – Isso não é muito profissional.

AGENTE (homem) – O que está fazendo aqui?

SANGO – Estava procurando um banheiro, mas eu não preciso perguntar o que estavam fazendo aqui. (sorri maliciosamente) — Isso está na cara.

AGENTE (mulher) – Não deveria estar aqui.

SANGO – E vocês não deveriam namorar durante o trabalho. Tenho certeza que seu chefe não vai gostar.

AGENTE (homem) – O que minha namorada disse é verdade. Não deveria estar aqui, mas se não contar nada para nosso chefe, não contaremos que esteve aqui.

SANGO – Combinado. (ela se afasta) – Podem continuar de onde pararam.

Depois de soltar outro sorriso malicioso, Sango foi embora dali de uma forma bem discreta para não chamar a atenção dos outros agentes imperiais para ir até o local onde InuYasha o encontrou e enquanto isso, Koharo chegava, de carro, á uma casa de classe média. Depois de estacionar o carro na garagem, ela sai do veículo e entra na residência onde estavam um senhor de uns 60 anos de idade e mais Tamira.

KOHARO – Finalmente cheguei, doutor Kuno. (ela retira da bolsa um frasco) – Aqui está o antídoto.

KUNO – Demorou muito. (ele pega o frasco e depois olha para Tamira) – A menina não para de chorar.

KOHARO – Eu tive que dar muitas voltas para despistar qualquer espião de Natsume que por ventura estivesse atrás de mim. Por isso demorei.

Depois de entregar o antídoto, Koharo foi até Tamira, que estava com os olhos marejados. Ela havia chorado muito por estar em um lugar estranho e também por sentir saudades da mãe.

TAMIRA – Eu quero ir para casa. Eu quero minha mãe.

KOHARO – Agüente mais um pouco, querida. Logo, logo vai ver sua mãe, mas antes precisamos tirar algo de dentro de você, meu amor.

TAMIRA – Mas eu quero ir embora.

KOHARO – Espere aqui que eu já volto. (ela se afastou um pouco da menina para falar com Kuno) — Doutor.

KUNO – Sim?

KOHARO – O senhor não podia sedá-la? (ela olha para Tamira de longe) – Ela está muito agitada.

KUNO – Poder eu até poderia, mas a aplicação de uma droga em uma menina irá colocá-la em sérios riscos durante a operação que farei.

KOHARO – Eu entendo. (ela respira fundo) – A sala de operação está pronta?

KUNO – Sim. Já esterilizei tudo. Só tem que acalmar a paciente.

KOHARO – Vou cuidar disso agora mesmo.

Koharo se afasta do médico para depois pegar seu celular e ligar para o celular que Miroku usava a fim de falar sobre sua chegada. Miroku, que estava no parque industrial onde mantinha Kagome prisioneira, atende o aparelho sob os olhares de Zuza.

MIROKU – Koharo.

KOHARO – Sim, sou eu. Já estou na casa do doutor Kuno. Ele vai logo, logo iniciar a operação.

MIROKU – Ótimo. Tem certeza que não foi seguida?

KOHARO – Tenho, mas não foi por isso que estou te ligando. É Tamira.

MIROKU – O que tem ela?

KOHARO – Ela está assustada e chorando muito. Assim não da para operá-la.

MIROKU – Então você tem que acalmá-la. Isso é para o bem dela e...

KOHARO – Acho que você não está entendendo, Miroku. Sua filha tem apenas 4 anos. Ela está em um lugar estranho com gente que ela não conhece. Ela está assustada demais.

MIROKU – E o que você quer que eu faça?

KOHARO – Fale com ela.

MIROKU – O que?! Isso é loucura.

KOHARO – Não é. Escuta Miroku, o pouco tempo que passei com sua filha, percebi que ela sabe de sua existência. Acho que Sango sempre fala de você para ela. Tamira vai te escutar. Se ela for operada desse jeito, o risco de morte é muito grande e tudo que você fez não vai valer para nada.

Miroku ficou pensativo diante das palavras de Koharo, pois ele ainda ficava apreensivo em falar com a filha, temendo que ela não acreditasse que ele estava vivo, mas ao mesmo tempo sentia que não tinha escolha.

Próximo capítulo = Aliança do mal – parte 2