Noite sem Fim

56 O mistério do Instituto Petros - parte 1


Diante da surpresa de descobrir que Momiji sabia da gravidez da enteada, Rin conseguiu se controlar para não chamar a atenção do marido, mas mesmo surpresa, tentou negar.

RIN – Não sei do que está falando e...

MOMIJI – Sabe sim. Não adianta negar. Eu sei de tudo.

RIN – Como sabe disso? (falando baixo para o marido não ouvir)

MOMIJI – Esqueceu que fui eu quem levou Satsuki para o hospital. Um dos enfermeiros já foi uma fonte minha e ele me conseguiu o prontuário médico de Satsuki.

RIN – Por que fez isso? O que queria encontrar?

MOMIJI – Eu ainda estava meio chateada com Sesshoumaru e esperava encontrar uso de drogas ou álcool, pois eu pensei que Satsuki estava na direção do carro batido. Queria atingir Sesshoumaru e acabei descobrindo isso.

RIN – Você é muito cínica ao falar isso na minha cara.

MOMIJI – Calma aí, colega! Eu não tenho nenhuma intenção de contar isso á ele. Até porque não me interessa, mas vai ser divertido ver a cara dele quando souber que a filhinha dele não é tão perfeita e esperta. (sorrindo)

RIN – Não deveria rir de uma coisa dessas e... (ela para de falar ao perceber a aproximação do marido)

SESSHOUMARU – Tem uma coisa que quero que veja, Momiji.

MOMIJI – O que foi?

SESSHOUMARU – Ao ver os arquivos sobre John, descobri várias citações sobre um projeto chamado DDM-145 que está ligado ao exercito.

RIN – Projeto DDM-145?! O que é isso?

MOMIJI – Destruidor de moléculas, experimento de numero 145.

SESSHOUMARU – Como sabe disso?

MOMIJI – É algo ligado á Ryukosei quando este comandava o exercito. É um projeto secreto do governo que foi cancelado por motivos desconhecidos.

SESSHOUMARU – Acho que Ryukosei deve saber.

MOMIJI – Se está pensando em procurá-lo para perguntar, pode esquecer. Já tentei isso.

SESSHOUMARU – Pode me mostrar o que descobriu sobre esse DDM-145?

MOMIJI – Posso sim e é muita coisa, mas infelizmente não está comigo no momento. Está no meu apartamento. Vamos ter que ir até lá e...

SESSHOUMARU – Não vou poder ir. Tenho que ligar para alguns contatos que tenho a fim de confirmarem minhas informações.

MOMIJI – Tudo bem. Eu mando os arquivos por e-mail, mas vou ter muito trabalho em formatar o texto.

RIN – Então eu vou com você. (Sesshoumaru e Momiji a olham com surpresa) – Eu posso fazer isso.

MOMIJI – Então ta e...

Sesshoumaru puxa a esposa para um canto a fim de Momiji não ouvir a conversa deles.

SESSHOUMARU – Não precisa fazer isso. Sei que deve ser constrangedor estar com Momiji. Não quero aumentar isso e...

RIN – Eu posso fazer isso. Se eu ajudá-la, você terá, as informações, mais rápido e quanto mais rápido tivê-las, mas rápido podemos ajudar Kagome.

SESSHOUMARU – Ok! Cuide-se então.

RIN – E não me cuido sempre?

Depois dessa pergunta retórica, Rin beija o marido fazendo com que Momiji ficasse de costas para não ter que ver aquilo e assim as duas saem da redação do jornal e enquanto isso em sua clínica, Zakira falava, através do celular, com Natsume, que lhe contara sobre o que tinha acontecido com Tikaru.

ZAKIRA – Isso é péssimo. Isso interfere em nossos planos?

NATSUME – Não, mas precisaremos provar para Miroku que o antídoto é verdadeiro. Então eu quero que vá até ao armazém e prepare um link digital diretamente ligado ao parque industrial onde Miroku, Kagome e Zuza estão.

ZAKIRA – Mas Ryoma não está lá? Ele pode fazer esse link.

NATSUME – Ele não pode. Ryoma está indo ao encontro com Onigumo para pegar a jóia de quatro almas. Sem falar que você é que tem o conhecimento técnico de como utilizar o antídoto. Saiba também que os capangas liberados e que estavam com Tikaru sobraram só quatro, portanto dois vão ficar com você enquanto os outros dois darão apoio logístico á Ryoma.

ZAKIRA – Ok! Já estou indo.

NATSUME – Sango já descobriu algo?

ZAKIRA – Ela não entrou mais em contato comigo, mas vai entrar se descobrir algo.

NATSUME – Continue assim.

Zakira desliga seu celular para em seguida sair da sala, mas o que ele não percebeu foi que Shippou o observava de longe, sem ser visto, e assim decidiu seguir o noivo de Sango, mas ao sair da clínica, Shippou viu Zakira entrando no seu carro e indo embora.

SHIPPOU – Mas que droga! Como é que vou segui-lo?

Nesse momento Shippou ouve o som de uma buzina e ao se virar ele vê Soten o chamando no taxi para que entrasse no veículo para que seguisse o carro de Zakira. Mesmo surpreso é o quem ele faz.

SHIPPOU – Por que você voltou?

SOTEN – Eu pensei muito no que disse sobre Zakira e não podia deixá-lo sozinho e acho que precisa da minha ajuda para seguir Zakira. (Shippou olha para o taxista)

SHIPPOU – Siga aquele carro.

TAXISTA – Ok. (ele da a partida no carro que começa a se movimentar)

SHIPPOU – Obrigado Soten. Acho que preciso da sua ajuda mesmo. Zakira recebeu um telefonema muito misterioso e quero saber para onde ele vai.

SOTEN – Que bom que estou sendo útil.

SHIPPOU – Sim, mas vou ter que ligar para Tanuki e ver o que ele pode fazer com Genku.

Shippou pega seu celular para ligar para o assessor da mãe adotiva e enquanto isso Sango continuava a observar o trabalho dos agentes imperiais que estavam periciando o carro usado por Koharo.

SANGO – Descobriu alguma coisa, agente?

AGENTE – Encontramos digitais de Koharo o que significa que, de fato, ela usou esse carro, mas não há indício de que ela esteja nesse prédio. Os agentes já verificaram todos os escritórios comerciais.

SANGO – Ela deve ter usado trocado de carro.

AGENTE – Se fez isso não foi aqui. Verificamos as câmeras de vídeo. Ela saiu tranquilamente com sua filha e também não entrou no prédio.

SANGO – Daqui ela pode ter ido para qualquer lugar. Droga!

AGENTE – Acalme-se, detetive.

SANGO – A minha filha está nas mãos de uma louca, portanto não me peça para me acalmar. (o celular dela começa a tocar) – Com licença.

AGENTE – Claro.

Sango se afasta do agente imperial para poder atender seu celular.

SANGO – Sango falando.

SHIORI – Detetive, sou eu, Shiori.

SANGO – Shiori?! É uma surpresa me ligar, mas no momento estou ocupada e...

SHIORI – Você precisa ajudar InuYasha e Souta. Eles estão com problemas no Instituto Petros. Precisa vir para cá, já.

SANGO – Do que está falando, Shiori? Explica-me essa história direito.

SHIORI – Shippou recebeu uma mensagem decodificada que falava sobre um projeto chamado DDM-145 aqui no Instituto Petros. InuYasha pediu que eu conseguisse os arquivos. Souta me ajudou, mas para eu fugir ele acabou sendo pego pelos seguranças e InuYasha foi tentar salvá-lo.

SANGO – Tudo bem, Shiori. Estou indo até aí. Vá para o prédio ao lado e fique esperando.

SHIORI – Ta! Por favor, não demore, detetive.

Diante daquela notícia meio confusa, Sango deduziu que aquilo deveria ser a outra pista de que InuYasha falava, mas a detetive não conseguia imaginar o motivo de ele ter omitido essa informação e sem perder tempo, ela foi até um dos agentes.

SANGO – Agente! Quero que contate a Agência Imperial e peça a eles que investiguem sobre um projeto chamado DDM-145. Ele tem alguma relação com o Instituto Petros. Estou indo para lá.

AGENTE – Isso tem alguma ligação com o seqüestro de sua filha?

SANGO – Não sei, mas estou indo lá para ver.

AGENTE – Como conseguiu essa informação?

SANGO – De um amigo, que está em perigo. (ela entra no carro dela) – Manterei contato se descobrir algo.

Sango saiu, com seu carro, em disparada rumo ao Instituto Petros e enquanto isso InuYasha estava caminhando pelos corredores do Instituto Petros e percebeu uma grande movimentação. Eram os seguranças levando Souta para uma sala.

INUYASHA – Droga! Pegaram Souta mesmo. (ele notou o grande numero de seguranças) – Eles são quase dez. Não vou conseguir sozinho.

InuYasha percebeu que não conseguiria se movimentar livremente para salvar Souta até que notou os dutos de ventilação, que eram largos o bastante para ele se movimentar e enquanto isso, Bujin, líder dos seguranças, observava Souta sendo seguro por outros dois seguranças.

BUJIN – Você pegou uma coisa que nos pertence. Diga onde está.

SOUTA – Eu não peguei nada.

BUJIN – Pegou sim. (ele o encara) – São arquivos ultra-secretos que não deveriam cair em mãos erradas. Como membro do exercito, deveria se envergonhar dessa atitude. Agora diga onde escondeu os arquivos ou meus colegas farão você dizer.

SOUTA – Vá para o inferno.

BUJIN – Como quiser. (ele olha para os outros seguranças) – Vou religar as comunicações e energia para procurarmos melhor. Ele deve ter escondido em algum lugar antes de ser capturado. Façam-no falar.

Os seguranças começam a bater em Souta com cassetetes e Bujin sai da sala e enquanto isso no antigo laboratório de Kikyou, Onigumo olhava para seu relógio de pulso aguardando a chegada de Ryoma e naquele momento ouve um som de carro parando.

ONIGUMO – Finalmente chegou.

Onigumo pega a caixa onde estava a jóia de quatro almas para em seguida ficar observando a porta de entrada do laboratório, que de repente se abre aparecendo Ryoma e Eri, que estava algemada e com uma arma apontada contra sua cabeça.

RYOMA – É muito bom revê-lo, Onigumo.

ONIGUMO – Pena que eu não posso dizer o mesmo.

RYOMA – Uma pena mesmo.

ONIGUMO – Vamos acabar com isso logo. Eu tenho a jóia e você tem Eri. Vamos fazer a troca de uma vez.

RYOMA – Não tão rápido, meu caro Onigumo. Tenho mais algumas coisas para falar com essa belezinha aqui. (falando de Eri) – Sabia que eu e Onigumo fomos amigos e aliados? Fomos até para a cadeia juntos depois que provaram a inocência daquele estúpido do Kohaku.

ONIGUMO – Pare com isso, Ryoma.

RYOMA – Eri! Sabia que o Onigumo armou contra o Kohaku para poder ficar com a esposa dele? Ele era a fim dela. (ele volta a olhar para Onigumo) – O que aconteceu com você, Onigumo? Nós éramos iguais.

ONIGUMO – Sim, você tem razão. Nós éramos iguais, mas eu não sou mais assim. Ganhei uma segunda chance e estou aproveitando para fazer o bem.

RYOMA – Sim! Você ganhou uma segunda chance enquanto eu fiquei na cadeia e ficaria lá se não fosse por Natsume. Você se tornou um hipócrita, Onigumo. Sua conversão de bondade me enoja.

ONIGUMO – Vamos acabar com isso de uma vez.

RYOMA – Concordo. Como será feita a troca?

ONIGUMO – Solte-a primeiro.

RYOMA – É justo.

Ryoma tira as algemas de Eri, que imediatamente vai até Onigumo para abraçá-lo. Ele, logicamente, corresponde o abraço.

ONIGUMO – Me perdoe pelo que está passando, Eri.

ERI – Eu nunca senti tanto medo. Ele é maluco.

ONIGUMO – Eu sei. Eu o conheço bem.

ERI – Eu sabia que ia me salvar. Isso era o que me dava esperanças.

Onigumo segura o queijo de Eri e deposita um terno beijo nela, que corresponde plenamente. Ryoma vendo tudo isso sentia vontade de vomitar.

RYOMA – Isso é muito tocante, mas temos negócios a cumprir. Agora a jóia.

ONIGUMO – Não vou entregar a jóia enquanto Eri não estiver segura. Quando ela sair pela porta e estiver totalmente segura, eu entrego a jóia.

RYOMA – De acordo.

ONIGUMO – Eri! (ele começa a falar baixo)

ERI – Sim?

ONIGUMO – Tem um taxi que está esperando em uma esquina á direita. Quero que saia por essa porta e vá até lá. O taxista tem ordens de levá-la para o departamento de polícia.

ERI – Mas e você?

ONIGUMO – Eu vou ficar bem. Não se preocupe. Agora vá e deixe a porta aberta para que possamos vê-la dobrando a esquina.

Mesmo sem entender o que Onigumo queria dizer, Eri fez o que ele mandou e saiu pela porta sendo observada por Ryoma, que depois olhou para Onigumo.

RYOMA – Até que sua namoradinha chegue ao taxi, vou lhe fazer uma proposta.

ONIGUMO – Seja o que for não estou interessado.

RYOMA – E se os tempos passados, voltassem? O que acha Onigumo?

ONIGUMO – Do que está falando? Não vou mais me associar ao mundo do crime. Agora vivo uma vida honesta. Deveria fazer o mesmo quando recebeu o perdão. Você não está nisso porque acredita em Natsume. (eles observam Eri dobrando a esquina) — Está nisso pelo dinheiro. Eu aposto.

RYOMA – Você me conhece mesmo, Onigumo. (ele fecha a porta) – Agora me dê a jóia.

Ryoma aponta a arma contra Onigumo, que abre a caixa e de dentro dela tira a jóia de quatro almas, que brilhava muito para o fascínio de Ryoma.

RYOMA – Ela deve valer muito.

ONIGUMO – Aposto que sim.

Percebendo que Ryoma estava fascinado pela jóia, Onigumo estava lentamente levando a mão até um botão que ativaria, de imediato, o sistema de autodestruição do laboratório e assim ambos iriam morrer e a jóia iria desaparecer. Esse era o plano de Onigumo o tempo todo, tanto que até deixou um recado para InuYasha dizendo que a jóia foi destruída, mas antes que ele pudesse apertar o botão, subitamente Eri reaparece no local.

ERI – A polícia está vindo!

RYOMA – Chamou a polícia, sua vadia.

Ryoma ia atirar em Eri, mas Onigumo pulou em cima dele, desviando o tiro que não acertou Eri, mas ambos ficaram lutando pela posse da arma com Onigumo tentando tirar a arma de Ryoma, que dava vários tiros para o alto. Eles rolam no chão e continuam a lutar pela posse da arma. Eri observa tudo ainda muito assustada até que ouve um tiro e a luta, imediatamente, termina e para desespero de Eri é Ryoma que se levanta com a arma em punho.

ERI – Você o matou! (olhando para Onigumo caído no chão)

RYOMA – Não precisa chorar, pois vai se juntar á ele logo, logo.

Ryoma aperta o gatilho, mas nenhuma bala sai, pois a que acertou Onigumo era a última e vendo que não tinha jeito, ele pegou a jóia e saiu do local e nisso Eri foi até Onigumo.

ERI – Por favor, não morra, Onigumo. (ela percebe que ele estava vivo) – Você não está morto.

ONIGUMO – Sim.

Onigumo estava vivo, mas tinha um ferimento grave no ombro, impossibilitando de se levantar e enquanto isso mais á frente Ryoma encontra com os dois capangas que estavam com Tikaru.

RYOMA – Onde vocês estavam? Era para chegarem mais cedo.

CAPANGA1 – Tivemos imprevistos.

CAPANGA2 – Transito.

RYOMA – Não importa. Já consegui a jóia. Agora vamos vazar daqui.

Eles entram em seus respectivos carros para seguirem viagem até ao esconderijo de Natsume e enquanto isso no Instituto Petros, InuYasha, dentro do duto de ventilação, percebeu que haviam apenas dois seguranças interrogando Souta, que estava muito machucado devido ás torturas do interrogatório.

SEGURANÇA1 – Melhor falar.

SOUTA – Está longe daqui. (ele leva outra paulada) – Aiii!

SEGURANÇA2 – Onde?!!!

Antes que os seguranças continuassem com a tortura, são acertados por tiros disparados por InuYasha de dentro do duto de ventilação. Ele desce e aparece diante de Souta.

SOUTA – Você?!

INUYASHA – Sim. (ele o desamarra) – Vamos embora daqui.

SOUTA – E Shiori?

INUYASHA – Ela está bem, mas agora estou preocupado com você.

Souta estava tão machucado que não conseguia ficar de pé sozinho e por isso InuYasha teve que apoiá-lo.

SOUTA – Eu não sei até quando iria agüentar.

INUYASHA – Você foi bem, mas não tem como voltar por onde vim.

InuYasha sai da sala para se certificar de que não havia seguranças por perto e assim leva Souta caminhando pelo corredores e ao ouvir vozes, eles entram na em uma sala.

INUYASHA – Temos que chegar ao elevador.

SOUTA – Eu acho que não vou conseguir. Deixe-me e salve Kagome.

INUYASHA – Não fale besteira, Souta. Vamos sair juntos daqui.

InuYasha aproveita a pausa para cuidar dos ferimentos de Souta e enquanto isso, Sango dirigia seu carro á caminho do Instituto Petros e naquele momento seu celular começa a tocar e por isso ela atende mesmo dirigindo.

SANGO – Sango falando.

ZAKIRA – Sou eu, meu amor.

SANGO – Olha Zakira! Não é uma boa hora para ligar, pois estou com pressa.

ZAKIRA – Aconteceu alguma coisa?

SANGO – Eu ainda não sei. Estou indo para o Instituto Petros.

ZAKIRA – Por que está indo para lá?

SANGO – Shiori me ligou dizendo que está com um arquivo chamado DDM-145 e que Souta está no prédio sendo perseguido por seguranças. InuYasha está lá para ajudá-lo. Por isso estou indo para lá.

ZAKIRA – Shiori está no prédio?

SANGO – Não! Ela está em um prédio ao lado.

ZAKIRA – Entendo. Não vou tomar mais o seu tempo, amor. Faça seu trabalho.

Zakira, que guiava seu carro, desliga seu celular para depois novamente usá-lo a fim de falar com Natsume, que estava no seu esconderijo.

NATSUME – Sim?

ZAKIRA – Senhora Natsume! Tenho uma nova informação que vai lhe interessar.

NATSUME – Fale de uma vez, Zakira. Não temos tempo a perder.

ZAKIRA – Souta não estava sozinho no Instituto Petros. Shiori, a namorada dele, também participou da invasão. Os arquivos estão com ela. Shiori está em um prédio ao lado.

NATSUME – Entendo.

ZAKIRA – Tem que saber que InuYasha está lá para salvar Souta assim como Sango está á caminho.

NATSUME – Cuidarei de tudo. Está perto do armazém?

ZAKIRA – Estou, mas tem um problema. (ele olha no retrovisor) – Eu percebi que um taxi está me seguindo. Tentei ver quem era, mas está longe.

NATSUME – Não arrisque. Tome medidas evasivas para não ser seguido.

ZAKIRA – Pode deixar.

Zakira desliga seu celular e novamente observa, através do retrovisor, o taxi. Chegando á um cruzamento, ele, deliberadamente para em sinal verde provocando um ‘buzinaço’ atrás dele com os carros querendo passar e, de repente, quando o sinal fica vermelho, Zakira acelera antes que os carros, da outra rua, atravessem o cruzamento, mas os carros atrás dele acabam ficando presos, inclusive o taxi onde estavam Shippou e Soten.

SHIPPOU – Ele vai escapar! Acelere.

TAXISTA – Não tem como. Só se esse carro voasse.

SOTEN – Será que ele percebeu que estávamos seguindo?

SHIPPOU – Mas é claro que percebeu. Isso só reforça que Zakira esconde algo.

Dentro do taxi, que estava preso no sinal vermelho, Shippou, observava, impotente, o carro de Zakira sumir no horizonte e enquanto isso no Instituto Petros, um dos seguranças correu em direção ao líder, Bujin, para avisar sobre a fuga de Souta.

BUJIN – Então ele já não está mais lá.

SEGURANÇA – E os dois seguranças estão mortos.

BUJIN – Deve ter sido InuYasha. Temos informação de que ele está aqui.

SEGURANÇA – E quer que iniciamos uma busca e...

BUJIN – Não será necessário. (ele mostra uma foto de Shiori) – Mande a equipe ir para o prédio ao e pegar essa moça. Ela está com os arquivos.

SEGURANÇA – Mas se ela está fora desse prédio, como tem certeza que ela não foi embora?

BUJIN – Ela está esperando a chegada da detetive Sango para entregar os arquivos. Por isso não temos tempo á perder.

Depois de receber aquelas ordens, o segurança reúne outros seguranças para irem atrás de Shiori e enquanto isso, InuYasha e Souta estavam chegando ao elevador.

INUYASHA – Conseguimos. (ambos entrando) – Daqui para frente será mais fácil.

SOUTA – Espero que sim. (ainda com muita dor por causa dos ferimentos)

INUYASHA – Agüente firme, Souta. Depois te levo ao hospital. (ele o observa com atenção) – Precisou de muita coragem para fazer o que fez. Não fez isso apenas por Kagome, mas por Shiori também. Deve amá-la muito.

SOUTA – Sim. (virando o rosto) – Mas sei que ela não gosta de mim.

InuYasha não sabia o que falar, pois tinha conhecimento dos sentimentos que Shiori nutria por ele e aquilo feria Souta, mas não havia tempo para isso já que o elevador parou, o que indicava que eles estavam no estacionamento.

INUYASHA – Vamos, Souta. (pegando o braço dele e colocando-o em volta do seu pescoço)

SOUTA – Onde está Shiori?

INUYASHA – Vou descobrir.

Enquanto carregava Souta, InuYasha percebe que o seu celular já tinha sinal e por isso usou o aparelho para ligar para o celular de Shiori, que realmente estava no saguão do prédio ao lado.

SHIORI – InuYasha?! Conseguiu salvar Souta?

INUYASHA – Sim, ele está comigo. Estamos no estacionamento do prédio. Onde você está?

SHIORI – No prédio ao lado. É um hotel de luxo. Eu liguei para Sango que já deve estar á caminho.

INUYASHA – Ótimo! Fique onde está. Estamos indo até aí.

SHIORI – Ta.

Depois de falar com InuYasha, Shiori desliga seu celular e fica olhando para a pasta que continha os arquivos sobre para depois ir até a entrada do hotel e foi aí que ela percebeu uma movimentação de vários seguranças que saíam do Instituto Petros. Suspeitando de algo, ela decide dar meia volta e se esconder e enquanto isso em seu apartamento, Momiji observava Rin formatar os arquivos que ela conseguiu sobre DDM-145.

MOMIJI – Você é boa mesmo, devo admitir.

RIN – Quando me formei em jornalismo, estudei também ciência da computação. (digitando no computador) – Pronto.

MOMIJI – Envie ao e-mail do seu marido.

RIN – Já estou fazendo isso. (ela nota o tamanho do arquivo) – Você conseguiu muita informação sobre esse assunto. Aposto que é a mesma fonte que te deu todas as informações, não é?

MOMIJI – Está enganada. Eu consegui de outra fonte. Não é da mesma que Kagome, seu marido e seus amigos querem tanto saber o nome.

RIN – Por que não me conta quem é essa fonte?

MOMIJI – Sesshoumaru, InuYasha, Kagome, Sango são pessoas com muito mais influência do que você, por que acha que eu contaria algo á você?

RIN – Simples. (ela se levanta ficando cara á cara com ela) – Porque ao contrário dos outros, eu não acho que você está sendo iludida por essa fonte. Acho que sabe muito bem que essa fonte, seja quem for, está por trás do desaparecimento do seu pai e de alguma maneira você sabe que essa fonte não é confiável e que não trará seu pai de volta.

MOMIJI – Poxa. (ela sorri) – Você é bem espertinha. É uma pena que não seguiu carreira jornalista. Aí eu teria uma rival á minha altura.

RIN – Por que está fazendo isso? Está entrando em um jogo perigoso.

MOMIJI – Seu marido e Kagome já me alertaram disso. (ela se afasta um pouco) – Mas é algo que tenho que fazer. Você tem razão, Rin. Essa minha fonte está ligada ao desaparecimento do meu pai, por isso Kagome não o encontrou na China. Sei também que meu pai tem informações que podem destruir a carreira de Ryukosei. Essas informações são tão valiosas que duvido que abram mão dele. Tão valiosas que muita gente poderosa o perseguiu. Foi por isso que ele se afastou de mim.

RIN – Esse é mais um motivo para contar quem é essa fonte. Meus amigos podem ajudar e...

MOMIJI – Ajudar?! Seus amigos não podem nem se ajudar. Olha o que houve com Kagome. Prefiro seguir meu plano.

RIN – É por seu pai, não é? Você dedicou a vida á procurá-lo depois que soube de sua filiação. Isso deve ser algo muito importante para você, mas pense no que ele iria querer. Duvido que ele queira que a filha se arriscasse para resgatá-lo.

MOMIJI – Rin! Seu pai foi morto por outro policial ligado á uma conspiração. Você não fez de tudo para descobrir quem eram aquelas pessoas para que a morte dele não fosse em vão? Porque você o amava, não?

RIN – Sim. (ela percebe o que Momiji queria dizer) – Você tem razão. Se eu descobrisse que meu pai estava vivo em algum lugar, faria de tudo para encontrá-lo. Assim como você.

Parecia que Rin e Momiji começavam a se entender e naquele momento o celular da esposa de Sesshoumaru começa a tocar e vê o numero do marido. Para ser mais pratica, ela deixa o aparelho no viva-voz. Assim Momiji poderia escutar a conversa.

RIN – Sesshoumaru. Estou no viva-voz. Momiji e eu acabamos de formatar os arquivos e eles estão sendo enviados

SESSHOUMARU – Ótimo, mas vou examiná-los depois.

MOMIJI – Depois?! Eu achei que estava com pressa.

SESSHOUMARU – E estou, mas consegui arranjar um jeito mais rápido de descobrir sobre esse projeto. Estou indo ao encontro de uma pessoa que pode nos ajudar.

RIN – Quem?

SESSHOUMARU – Saberão quando vê-la. Vocês duas me encontrem no Instituto Petros.

RIN – Estamos indo para lá agora.

Rin desliga o celular e ficou questionando o motivo do marido em não dizer o nome da pessoa com quem ia se encontrar para obter informações sobre o projeto DDM-145.

RIN – Quem será que é?

MOMIJI – Só vamos saber indo para lá. Só tenho que acabar de enviar os arquivos. (nesse momento o celular de Rin toca novamente e ela atende)

RIN – Sim?

TANUKI – Sou eu, Rin. O Tanuki.

RIN – Oi Tanuki. Eu soube o que houve com Kagome. Mais que dia trágico. Como Miroku pode fazer isso?

TANUKI – Eu sei, mas não foi por isso que te liguei. Preciso que venha até á sede do partido trabalhista.

RIN – Para que?

TANUKI – Quero que venha pegar Genku. Ele está aqui comigo, mas não posso ficar com ele, porque a direção do partido convocou uma reunião extraordinária para discutir as prévias e exigem minha presença, pois sou o assessor de Kagome.

RIN – Mas e InuYasha e Shippou. O que esses dois estão fazendo?

TANUKI – Desconfio que estejam ocupados tentando encontrar pistas de Kagome. Acho que ambos estão trabalhando á margem da lei.

RIN – Tudo bem, mas não pode ficar com ele?

TANUKI – Olha Rin. Eu não pediria isso se não fosse urgente. Não posso deixar o Genku sozinho em um lugar estranho. Ainda mais em uma situação dessa.

RIN – Eu entendi. Estou indo até aí.

TANUKI – Obrigado, Rin. Nós te devemos mais essa.

Rin, muito abatida, desliga seu celular. Momiji, que ouviu parte da conversa depois que acabou de enviar os arquivos, percebeu o aborrecimento dela.

MOMIJI – Você está legal?

RIN – Estou bem. Não foi nada.

MOMIJI – Podemos passar na sede do partido para pegar o menino. Está no caminho mesmo.

RIN – Sei disso.

MOMIJI – E eu sei de outra coisa. Do verdadeiro motivo de estar chateada.

RIN – O que quer dizer?

MOMIJI – Veja bem. Sesshoumaru, InuYasha, Kagome, Sango, Tanuki, Onigumo. Todos eles tem seus trabalhos e afazeres e acaba sobrando para você cuidar das crianças. Se sente diminuída com isso, não?

RIN – Não é tão simples assim. Eu gosto de cuidar delas como cuido da minha filha e...

MOMIJI – Pare com isso! (gritando) – Não precisa bancar a mulher meiga e compreensiva o tempo todo. Ta na cara que o papel que seus amigos te dão a fazem sentir diminuída e aposto que isso foi um dos motivos da crise do seu casamento.

RIN – O motivo da crise do meu casamento foi você. Só você.

MOMIJI – Nem você acredita nisso. Posso ver isso em seus olhos.

Rin vira o rosto para Momiji, mas no fundo sabia que a colega do marido estava certa. Rin se lembra das sessões de terapia que passava com a doutora Nodori onde relatava um sentimento de inferioridade, principalmente em relação á suas amigas, Kagome e Sango, que eram mulheres que seguiram suas carreiras.

Próximo capítulo = O mistério do Instituto Petros – parte 2