Noite sem Fim

55 Nervosismo extremo - parte 4


De posse do antídoto do destruidor de moléculas, Tikaru estava descendo as escadas que davam acesso á estação Million ao mesmo tempo em que falava no celular com Natsume.

TIKARU – Ainda acho que não foi uma boa idéia ter vindo para cá.

NATSUME – Não há outra solução. Não sabemos onde Koharo está. Temos que fazer o que Miroku disse.

TIKARU – A senhora é quem sabe. (ele chega ao saguão da estação)

NATSUME – A equipe de apoio já deve estar no local.

Tikaru olha para alguns homens que maneavam a cabeça ao serem observados. Todos estavam a postos para qualquer surpresa.

TIKARU – Já os vi.

NATSUME – Ótimo! Se Koharo aparecer, eles a seguiram.

TIKARU – Ok!

NATSUME – Tem mais uma coisa, Tikaru! Falei com o chefe de sua equipe de segurança. Eles esvaziaram, silenciosamente, o prédio, interrompendo o simpósio.

TIKARU – Mas por que isso? Deve ser apenas um participante que se perdeu no local e...

NATSUME – Acontece que foi Souta, irmão de Kagome, que fez o acesso não autorizado.

TIKARU – Acha que ele está procurando informações sobre o destruidor de moléculas?

NATSUME – Eu não sei, mas não vou arriscar. Estou tão perto do meu objetivo para ser imprudente. A sua equipe de segurança tem ordens de usar armamento letal para matar Souta. Concentre-se em sua missão.

TIKARU – Ok! Precisa matá-lo, Natsume. Mate-o.

Tikaru, um pouco nervoso com aquela informação, desliga seu celular e fica esperando o contato de Koharo e enquanto isso no Instituto Petros, Souta e Shiori continuavam á procurar pelos arquivos sobre o destruidor de moléculas.

SOUTA – Bingo! (ele pega uma pasta) – Encontrei.

SHIORI – Mesmo?! (ela lê a capa da pasta) – DDM-145?! O que isso significa?

SOUTA – A sigla significa destruidor de moléculas e 145 significa o numero de experimentos já realizados.

Depois dessa breve explicação, Souta leva a pasta até uma mesa e lá a abre, percebendo que dentro dela tinha vários papeis e um CD. Como estavam com pressa, sabiam que não ia dar tempo de ler tudo então decidiram ver o que tinha no CD, mas de repente a energia é cortada.

SHIORI – Isso é hora para faltar energia.

SOUTA – Não Shiori! Isso não foi por acaso. (ele pega o celular e nota que ele estava sem sinal) — Isso é por nossa causa. Eles cortaram toda a comunicação. Estamos isolados.

SHIORI – Mas o que vamos fazer?

SOUTA – Primeiro vamos sair daqui.

De posse da pasta, que continha dados sobre o programa destruidor de moléculas, Souta e Shiori saem da sala para irem á outro local e enquanto isso, ainda em frente ao prédio onde morava, Sango aguardava ansiosamente uma ligação de Eiji, seu amigo que trabalhava na empresa de engenharia de trafego, até que finalmente seu celular começou a tocar.

SANGO – Alô, Eiji?!

AZUMA – Não é Eiji, Sango. Sou eu.

SANGO – Eu não tenho tempo a perder. Estou esperando uma ligação e...

AZUMA – Está esperando uma ligação de Eiji, seu amigo na empresa de engenharia de trafego a fim de conseguir alguma informação do paradeiro do Dodger verde placa FIO4847 que Koharo está dirigindo, não é?

SANGO – Mas que jogo é esse, Azuma? Como sabe de tudo isso?

AZUMA – A Agência Imperial entrou em contato com todos seus conhecidos quando soube que seqüestraram sua filha. Eles acham que isso tem ligação com o seqüestro de Kagome e por isso entraram em contato com Eiji, que conseguiu localizar o paradeiro do carro. A Agência Imperial poderia mandar agentes até lá, mas eu disse que você podia cuidar disso, já que está mais perto do local. Os agentes chegarão depois.

SANGO – Onde está o carro? (ela entra no carro dela)

AZUMA – Em um estacionamento de um prédio comercial chamado River City á uns três quarteirões do prédio onde mora.

SANGO – Eu sei onde é. (ela da a partida no carro) — Por que Koharo foi fazer nesse lugar com minha filha?

AZUMA – Eu não sei, mas tem outra coisa que deveria saber, Sango. A Agência Imperial descobriu que Miroku usou o cartão de acesso de Guy para entrar no prédio do partido trabalhista. Por isso que ele conseguiu entrar com tanta facilidade.

SANGO – Eu o algemei em um poste e...

AZUMA – Ele não está mais lá. Alguns patrulheiros o trouxeram para cá. Nesse momento ele está sendo interrogado por Abi da Agência Imperial.

SANGO – Ele já contou alguma coisa?

AZUMA – Ainda não, mas se eu souber de algo te aviso.

SANGO – Ta! Obrigada.

Depois de informa a detetive sobre a descoberta que a Agência Imperial fez, Azuma volta para sua sala onde estavam o prefeito Ryukosei e seu secretário de segurança publicas, Rakusho.

RYUKOSEI – Ligou para Sango?

AZUMA – Sim, mas mal lhe pergunte senhor prefeito, por que queria que Sango soubesse de tudo?

RYUKOSEI – Eu tenho os meus motivos, capitão. (ele olha para Rakusho) – O que vai acontecer com o detetive Guy?

RAKUSHO – A prova que conseguiram contra ele é irrefutável. Provavelmente ele deva ser condenado como inimigo combatente.

AZUMA – O que?! Inimigo combatente? Isso não é exagero?

RAKUSHO – É sim, mas não podemos fazer nada. São ordens do Imperador. Tanto que não conseguimos impedir aquilo.

Rakusho aponta para alguns agentes imperiais conduzindo um homem de terno negro que carregava uma pasta igualmente negra até á sala onde Guy era interrogado. Azuma os interceptou antes que entrassem.

AZUMA – O que significa isso?

AGENTE – Temos ordens, capitão. Por favor, não se intrometa.

AZUMA – Mas... (naquele momento Abi sai da sala e percebe a pequena confusão)

ABI – Capitão Azuma! Não dificulte as coisas.

AZUMA – Eu sei o que esse homem faz. (ele falava do homem de terno negro) – Isso é um abuso.

ABI – Temos ordens do Imperador. (ela olha de longe o prefeito e seu secretário indo embora) – Até o prefeito Ryukosei entendeu a situação, portanto faça o mesmo e me deixe trabalhar.

Azuma percebeu que não podia fazer nada e assim Abi entrou na sala junto com o homem de terno preto e lá dentro encarou novamente Guy, que estava totalmente amarrado á uma cadeira, sem poder se mexer.

GUY – Isso é um absurdo! Eu não fiz nada. Eu já disse que não sei como Miroku conseguiu meu cartão de acesso.

ABI – Ainda vai continuar a mentir? Isso é uma pena.

Abi olha para o homem de terno preto, que se aproxima da mesa que estava a frente de Guy colocando nela a pasta que carregava para em seguida abri-la mostrando que dentro dela tinha uma seringa e mais algumas drogas.

GUY – O que é isso? (o homem de terno preto nada falava)

ABI – Não é nada pessoal, Guy. Ele é mudo mesmo, mas eu respondo por ele. (ela o encara) – Isso é insulina pentotal. Quando injetada ela age diretamente nos inibidores de dor causando uma dor quase desumana.

GUY – Não podem fazer isso comigo. Sou um detetive do departamento de polícia e...

ABI – Não! Você é um colaborador de uma perigosa conspiração. Ou me diz o que queremos saber ou deixarei meu amigo arrancar isso de você á força.

GUY – Mas eu não sei de nada. Eu juro.

Abi maneia negativamente a cabeça para em seguida olhar para o homem de terno negro e, com gesto, o autoriza a começar o interrogatório médico e do lado de fora da sala já se podia ouvir os gritos de Guy depois da primeira injeção e enquanto isso já em sua clínica, Zakira acabara de desliga seu celular para em seguida voltar a cuidar do curativo que fez em Soten. Shippou, que também estava no local, se manifestou sobre o telefonema que Zakira tinha recebido.

SHIPPOU – Era Sango?

ZAKIRA – Sim.

SHIPPOU – Ela conseguiu achar Koharo?

ZAKIRA – Não, mas já sabe onde está o carro dela. Sango cuida disso. (ele acaba de fazer o curativo em Soten) – Pronto, Soten. Você já se sente melhor, Soten?

SOTEN – Estou sim. (ela coloca a mão na faixa enrolada em sua cabeça) – Esse curativo não era necessário.

SHIPPOU – Mas é claro que era.

SOTEN – Mas como é bom ter um namorado que se preocupa tanto com sua segurança.

Soten ia dar um beijo em Shippou, mas este vira o rosto e, conseqüentemente, evitando o beijo fazendo a jovem ficar surpresa com tal atitude. Mal ela sabia que ele agiu assim por causa da conversa que teve com Satsuki mais cedo. Ele ainda juntava coragem para contar a verdade, mas Zakira, com um pouco de pressa, se manifestou.

ZAKIRA – Ela me parece bem. Acho que já podem ir. Querem uma carona?

SHIPPOU – Não precisa! Tenho que ir até ao prédio do partido trabalhista para pegar Genku. É aqui perto. Vamos andando.

ZAKIRA – Não vou atrasá-los.

SOTEN – Obrigado, senhor Zakira. (se curvando á ele)

ZAKIRA – De nada.

Soten saiu sorridente, ao contrário de Shippou, que estava profundamente desconfiado de Zakira, mas não podia fazer nada sem uma evidência mais forte sobre sua traição e assim ambos saíram da sala deixando Zakira sozinho.

ZAKIRA – Achei que nunca iriam embora. (ele pega seu celular e o usa) – Alô, Natsume.

NATSUME – Sango conseguiu localizar Koharo?

ZAKIRA – Não, mas ela conseguiu a localização do carro que Koharo usou. Está em um estacionamento do River City, mas tem um problema.

NATSUME – Qual?

ZAKIRA – A Agência Imperial enviará agentes para o local, mas acredito que Sango chegará antes.

NATSUME – Continue monitorando Sango.

ZAKIRA – Acha que Koharo está lá?

NATSUME – Temos que presumir que sim.

Natsume desliga seu celular para em seguida olhar para Kageroumaru, que digitava algo no computador central do novo esconderijo.

NATSUME – Quero que descubra tudo sobre um prédio chamado River City.

KAGEROUMARU – Pode deixar.

Kageroumaru começou a trabalhar no que Natsume mandou e enquanto isso Shippou e Soten caminhavam para fora da clínica, ela ainda estava intrigada com o que ocorreu lá dentro.

SOTEN – Por que está me evitando?

SHIPPOU – Eu não estou te evitando e...

SOTEN – Está sim e eu quero saber o motivo.

SHIPPOU – Com Kagome seqüestrada, não é o momento para falarmos disso.

Diante daquelas palavras, Soten sentiu que Shippou tinha algo a lhe contar e seja o que fosse era algo grave que afetava a relação deles, mas como ele mesmo disse, não era momento para isso o que a fez se lembrar dos momentos terríveis que passou nas mãos de Ryoma.

SOTEN – Acho que tem razão! Muita coisa aconteceu hoje desde que regressei ao Japão.

SHIPPOU – Eu sei que foi horrível o que passou, mas já acabou. Ainda bem que Sango chegou a tempo antes que Ryoma pudesse fazer algo.

SOTEN – Olha Shippou! Agora que falou nisso, me lembrei de algo curioso que aconteceu.

SHIPPOU – O que foi?

SOTEN – Teve uma hora que o celular de Ryoma tocou, mas ele não atendeu, apenas observou o numero de quem ligou e depois disse que alguém estava vindo e que teria que ir embora. Ele só não conseguiu me matar porque pulei nele, mas ele me acertou na cabeça.

SHIPPOU – Entendo. Era como se ele soubesse que Sango estava indo até lá e esse telefonema fosse um aviso.

Shippou ficou pensando no que Soten tinha contado e ligou isso á cena que viu de Zakira conversando com Ryoma. Depois Shippou ficou olhando para o caminho que fez.

SHIPPOU – Soten! (sem olhar para ela) — Eu quero que me faça um favor.

SOTEN – O que?

SHIPPOU – Vá á sede do partido trabalhista e fique por lá com Genku. Eu vou ficar aqui, pois tenho certeza de que Zakira foi quem avisou Ryoma sobre a aproximação de Sango. Ele estava com ela quando chegaram.

SOTEN – Não pode ser, Shippou! O senhor Zakira é tão gentil e...

SHIPPOU – Se antes eu tinha uma pequena dúvida, agora não tenho mais. (ele olha para ela) – Por favor, Soten! Faça o que pedi.

Shippou praticamente arrasta Soten até um ponto de taxi que ficava bem em frente á clínica. Shippou a faz entrar em um taxi, mesmo sob protestos dela.

SOTEN – Mas se você estiver certo, Zakira é um homem perigoso. Vai precisar de ajuda e eu vou ajudá-lo...

SHIPPOU – Não! Eu vou me sentir melhor se soube que Genku está bem, portanto vá até ele. Isso também tranqüilizará InuYasha. (ele olha para o taxista) – Leve-a até á sede do partido trabalhista.

TAXISTA – Como quiser.

SHIPPOU – Soten. (ele dá algum dinheiro para ela) – Isso deve dar para a corrida e... (ele não termina a frase porque ela o beija na boca)

SOTEN – Tome cuidado.

SHIPPOU – Você também. Agora vá.

O taxista da a partida em seu veículo e Shippou apenas fica observando o veículo se afastando levando Soten com ele. Shippou se sentia um pouco mal já imaginando que teria que partir o coração dela, pois teriam que terminar o efêmero namoro devido á gravidez de Satsuki, mas naquele momento ele tinha que se preocupar com outras coisas e quando ia voltar para o interior da clínica, seu celular começou a tocar.

SHIPPOU – Alô.

INUYASHA – Sou eu, Shippou. (ele sai do carro dele) – Acabei de chegar ao Instituto Petros. (ele nota o cordão de isolamento em torno do prédio) – Tem algo acontecendo aqui. Já está com Genku?

SHIPPOU – Não! Eu acabei de mandar Soten para ficar com ele.

INUYASHA – Por quê?

SHIPPOU – Porque eu tenho absoluta certeza que Zakira faz parte da conspiração. Soten me contou que Ryoma foi avisado da aproximação de Sango. Zakira estava com Sango. Foi assim que Ryoma conseguiu fugir.

INUYASHA – Isso é muito grave, mas mesmo acreditando em você, duvido que Sango faça o mesmo. Eles são noivos. Ela só vai acreditar nisso com uma prova irrefutável.

SHIPPOU – Eu vou cuidar disso. Se Zakira mantém contato com Ryoma ou Natsume, a clínica em que ele trabalha deve ter alguma pista.

INUYASHA – Certo. Eu vou desligar porque tenho que ajudar Souta e Shiori. Eu ligo para você quando depois.

InuYasha desliga seu celular e imediatamente tenta ligar para o celular de Shiori, mas só ouvia a mensagem de que o numero estava fora do ar. O mesmo acontecia quando ele tentou ligar para o celular de Souta. Aquilo era prova de que algo de extraordinário estava acontecendo dentro daquele prédio.

INUYASHA – Estou com um mau pressentimento.

Percebendo que a situação era crítica resolve usar seu celular para ligar para outra pessoa. Essa pessoa era Onigumo, que estava acabando de chegar ao antigo laboratório de Kikyou.

ONIGUMO – InuYasha?

INUYASHA – Sim, sou eu. Está tudo bem aí?

ONIGUMO – Como assim?

INUYASHA – Estou falando se Ryoma apareceu na sua casa. É disso que estou falando.

ONIGUMO – Ah sim! Ele não apareceu não e nesse momento estou levando a jóia de quatro almas para o cofre de um banco.

INUYASHA – Então está ocupado? Que droga.

ONIGUMO – Precisa de ajuda?

INUYASHA – Não se preocupe. Eu dou um jeito. Sango também não pode me ajudar.

ONIGUMO – Olha InuYasha! Eu ia te ligar mesmo. Eu deixei um recado para você na minha casa.

INUYASHA – Recado?! Do que está falando, Onigumo?

ONIGUMO – Temos que por um fim nisso, meu amigo. Eu farei isso. Tenho que desligar.

Onigumo desligou seu celular e deixou InuYasha sem entender o que ele queria dizer com o tal recado em casa, mas InuYasha não tinha tempo para isso, pois precisava ajudar Souta e Shiori e por isso se aproximou do prédio para tentar entrar, sorrateiramente, nele e enquanto isso, depois de falar com InuYasha, omitindo o seqüestro de Eri, Onigumo, de posse da jóia de quatro almas, entra no antigo laboratório de Kikyou.

ONIGUMO – Sim! Eu vou acabar com tudo. (ele olha para a jóia) – Esse pedaço de pedra já machucou muita gente.

Onigumo coloca a jóia em cima de uma mesa e depois começa a digitar algo no computador até que seu celular começa a tocar novamente. Desta vez era o numero que esperava. Era Ryoma.

ONIGUMO – Estou ouvindo.

RYOMA – Está com a jóia?

ONIGUMO – Sim, mas não estou na minha casa.

RYOMA – Onde está?

ONIGUMO – No antigo laboratório de Kikyou.

RYOMA – Mas é claro! Foi aí que usou a jóia para fazer InuYasha voltar a andar, não? Como Natsume não pensou em procurar aí? Espero que não esteja aprontando nenhuma armadilha ou a garota morre. Chego aí em meia hora.

Ryoma, que estava em um armazém abandonado, desligou seu celular depois que falou com Onigumo. Eri, como refém amedrontada, só observava fazendo outra ligação.

ERI – O que vai fazer comigo?

RYOMA – Cale-se. (ele usa novamente o celular) – Natsume.

NATSUME – Fale.

RYOMA – Estou indo pegar a jóia. Onigumo escondeu no laboratório de Kikyou.

NATSUME – E como sabe que Onigumo não vai preparar uma armadilha?

RYOMA – Ele tem seus motivos. (ele olha para Eri) – Prepare o pagamento.

NATSUME – Traga a jóia e receba o que quiser.

Depois dessas palavras, Natsume desliga seu celular e olha para Kageroumaru, que continuava a digitar algo.

NATSUME – Koharo já entrou em contato com Tikaru?

KAGEROUMARU – Não! Também ainda não temos informação se pegaram o irmão de Kagome.

NATSUME – Eu não estou gostando nada desses imprevistos.

Natsume ainda estava intrigada com as atitudes de Miroku e não conseguia entender o que ele estava aprontando e enquanto isso do lado de dentro do Instituto Petros, Souta conduzia Shiori pelos corredores do local até que avistam um dos seguranças.

SOUTA – Tem um ali na frente. (eles se escondem) – Ele está vindo para cá.

SHIORI – O que faremos?

SOUTA – Só tem um. Acho que dou conta.

Souta espera o segurança se aproximar e de repente pula em cima dele e assim ambos começam uma luta pela arma até que Shiori pega uma barra de ferro, que estava á mão, e acerta nas costas do segurança, fazendo-o desmaiar.

SHIORI – Você está bem, Souta?

SOUTA – Estou. (pegando a arma do segurança) – Vamos e...

Souta para de falar ao perceber que o segurança tinha um rádio comunicador com o qual descobriu que os capangas não sabiam da presença de Shiori e por isso ele resolve pegar o rádio também e mais um mapa que estava pendurado na parede.

SHIORI – O que vai fazer com isso?

SOUTA – Com o rádio vamos saber as posições dos seguranças e com o mapa sabermos a rota que devemos ou não tomar.

SHIORI – Ai Souta! Eu estou com medo.

SOUTA – Eu não vou deixar que te façam mal. Agora vamos.

Souta segura na mão de Shiori para prosseguirem com a fuga e enquanto isso na estação Million, Tikaru ainda aguardava o contato com Koharo e de repente ele percebe que o orelhão tocava sem parar. Achando aquilo intrigante, Tikaru atendeu o aparelho.

TIKARU – Alô.

KOHARO – É o mensageiro de Natsume?

TIKARU – Sim. Presumo que seja Koharo. (ele olha ao redor da estação) – Você também está na estação?

KOHARO – Claro que não. Ouça com atenção. Vá até a lata de lixo. Verá um celular dentro dela. Pegue-o e depois entre no primeiro trem que aparecer. Depois aguarde novas instruções.

TIKARU – Mas...

Koharo desliga antes que Tikaru falasse mais alguma coisa e não tendo alternativa, ele vai até a lata de lixo, pega o celular e espera pelo próximo trem e enquanto isso no estacionamento do prédio River City, Sango tinha encontrado o carro com que Koharo fugiu com Tamira. Por isso tinha isolado o veículo para uma inspeção enquanto falava com Azuma pelo celular.

SANGO – Conseguiu descobrir algo que ligue Miroku á esse prédio?

AZUMA – Infelizmente nada. Miroku nunca trabalhou nesse prédio ou teve negócios com alguém que trabalhasse aí. Talvez Koharo tenha trocado de carro e deixou aí para não ser encontrado facilmente.

SANGO – Você pode estar certo. (ele nota vários carros se aproximando) – Os agentes imperiais chegaram. Guy já confessou algo?

AZUMA – Não! Ele afirma que não ajudou Koharo. Estão usando drogas para interrogá-lo.

SANGO – Assim uma hora ele fala. Mantenha-me informada.

AZUMA – Ta.

Sango desliga seu celular e vai até os agentes imperiais se dirigindo ao líder deles.

SANGO – Eu sou a detetive Sango.

AGENTE – Sabemos quem é, detetive. Saiba que a Agência permitiu sua participação apenas porque o seqüestro da sua filha tem ligação com o seqüestro de Kagome.

SANGO – Mas eu não entendo qual o interesse da Agência Imperial em uma pré-candidata a prefeitura. O que Kagome tem de tão especial?

AGENTE – Não tenho autorização para falar.

SANGO – Mas é claro que não. (ela depois olha para o carro) – Esse é o veículo que Koharo usou. Façam seu trabalho e peguem digitais, fibras, qualquer coisa que leve ao paradeiro da minha filha.

Depois de dizer essas palavras, Sango se afastou dos agentes para aguardar novidades e enquanto isso dentro do Instituto Petros, Souta percebe que ele e Shiori estavam encurralados.

SOUTA – Por aqui não, Shiori! (ele a segura pelo braço) – Tem seguranças nesse setor.

SHIORI – E para onde vamos?

SOUTA – Eu tenho que pensar.

Souta olha para o mapa do prédio e tenta descobrir alguma saída, mas não existia nenhuma, pelo menos, nenhuma em que não tivesse que enfrentar algum segurança. Se ele estivesse sozinho, talvez encarasse, mas com Shiori ao lado, tinha que pensar na segurança dela.

SOUTA – Só tem um jeito. (ele dá uma arma para ela) – Sabe atirar?

SHIORI – Não.

SOUTA – Mire, aperte o gatilho e atire. (ele dá também a pasta com os arquivos) – Fique com eles.

SHIORI – Mas o que você está pensando em fazer?

SOUTA – Não tem como nós dois sairmos daqui, portanto vou criar uma distração nesse ponto aqui. (ele mostra o mapa á ela apontando o local) – Assim todos os seguranças viram para ver o que é e aí você foge por essa saída. Ela estará livre.

SHIORI – Mas você vai ser pego e...

SOUTA – Isso não importa. As autoridades têm que ver esses arquivos. Quem sabe eles dão alguma pista sobre Kagome.

SHIORI – Mas Souta! Você não tem que se sacrificar pela sua irmã. Tenho certeza que ela não gostaria disso e...

SOUTA – Eu não faço isso somente pela Kagome. (ele segura a mão dela) – Faço isso por você também. (ele a puxa pelo braço contra si para lhe dar um beijo) – Agora faça o que mandei.

Souta dá o mapa para Shiori para em seguida se afastar dela e ir para um setor mais afastado. Chegando lá, Souta faz um barulho proposital para chamar a atenção dos seguranças, que como ele previa, se juntaram para ir ao local e deixando o caminho livre para Shiori, que, embora hesitante, fez o que o ex. namorado mandou, pois, caso contrário, o sacrifício dele seria em vão.

SHIORI – Eu não vou falhar, Souta. Eu prometo.

Shiori continuou a correr pelo caminho traçado por Souta para que pudesse sair e quando dobrou o corredor, deu de cara com alguém conhecido.

SHIORI – InuYasha?!

INUYASHA – Ainda bem que te encontrei. (ele percebe que ela estava sozinha) – Onde está Souta?

SHIORI – Ele distraiu os outros seguranças para que eu pudesse sair com os arquivos. (ela mostra a pasta) – Não podemos ler ou enviar porque a energia foi cortada. A mesma coisa aconteceu com as comunicações de banda larga.

INUYASHA – Eu percebi. (ele pega os arquivos) – Com isso podemos achar Kagome.

SHIORI – Mas e quanto á Souta? Eles vão matá-lo, não vão? (ela segura a mão dele) – Não podemos deixá-lo para trás.

INUYASHA – Claro. (ele pega a arma dela) – Isso fica comigo e quanto á você, Shiori, dobre a direita e siga em frente, lá vai encontrar o elevador. Leve os arquivos. Eles podem ser a única forma de achar Kagome. Do lado de fora as comunicações funcionam, portanto ligue para Sango e conte o que houve.

Shiori faz o que InuYasha mandou, já este vê que a arma estava carregada já deixando engatilha e assim segue para ajudar Souta e enquanto isso no trem, que passou pela estação Million, Tikaru seguia viagem, junto com os capangas, enquanto esperava por novas instruções de Koharo e naquele exato momento o celular que pegou na lata do lixo começou a tocar.

TIKARU – Eu já estou no trem. O que você quer agora?

KOHARO – Simples. Quero que abra a janela na direita do trem.

TIKARU – Ficou louca?! Isso aqui é um trem. Não tem janela.

KOHARO – Então faça uma.

Tikaru entendeu o recado de Koharo e por isso, sem desligar o celular, ele ordena, com gestos, que um dos capangas atirasse contra o vidro. Ele o fez causando grande confusão no trem.

TIKARU – Pronto.

KOHARO – Agora jogue o antídoto. Já!

Tikaru faz o que Koharo mandou e ao fazer isso ele pode ver um vulto se aproximando do antídoto. Era Koharo dando ‘tchauzinho’, que só observava o trem, em alta velocidade, se afastando. Depois disso, ela pega seu celular e liga para o celular de Miroku.

KOHARO – Estou com o antídoto.

MIROKU – O plano deu certo?

KOHARO – Só deu! Você foi gênio. Com o tiro o mensageiro e seus capangas ficaram detidos pela segurança.

MIROKU – Isso mesmo. Agora leve o antídoto para ser aplicado em Tamira.

KOHARO – Já estou indo.

MIROKU – Ótimo! Obrigado, Koharo. Tem se mostrado uma grande amiga. Quando chegar ao local, ligue-me.

Miroku desliga o celular e depois olha para Zuza, que ainda não entendia o plano do pai de Tamira.

ZUZA – Seja qual for, seu plano não vai dar certo.

MIROKU – O que você ache ou deixe de achar não me interessa, Zuza. (ele aponta a arma contra Zuza) – Você é minha garantia de que Natsume irá cumprir a palavra dela e...

Miroku para de falar ao ouvir os chamados de Kagome, que ainda permanecia amarrada na tubulação do parque industrial. Miroku aparece na porta.

MIROKU – Sim?

KAGOME – Aqui está ficando muito quente. Se não vai me libertar, pelo menos me deixe tirar essa roupa de soldado. Eu estou com ela desde que cheguei e...

MIROKU – Ficar com calor é a última coisa com que você devia se preocupar, Kagome.

KAGOME – Por que está fazendo isso, Miroku?

Miroku ignora a pergunta de Kagome e simplesmente se afasta deixando a esposa de InuYasha sem entender a situação e enquanto isso no novo esconderijo de Natsume, ela é informada, por Kageroumaru, dos detalhes que fizeram Tikaru a ficar detido na estação de trem.

NATSUME – Eu tenho que admitir que Miroku é esperto. (ela respira fundo) – Não há muito que fazer.

KAGEROUMARU – Tem outra coisa. Os seguranças conseguiram pegar Souta.

NATSUME – Então mande que o matem e...

KAGEROUMARU – Não podemos.

NATSUME – Por quê?

KAGEROUMARU – Ficamos temerosos com a possibilidade de Souta estar atrás de informações sobre o destruidor de moléculas por isso assim que pegamos Souta, mandei um dos seguranças verificar os arquivos.

NATSUME – Não me diga que o arquivo sobre o destruidor de moléculas sumiu.

KAGEROUMARU – Ok! Eu não digo, mas isso não muda o fato de que temos problemas, pois não o encontramos com Souta.

Natsume começou a suar frio com aquela falha de segurança e enquanto isso na redação do jornal Diário da manhã, Rin, que já tinha chegado á algum tempo, observava Sesshoumaru e Momiji examinando os arquivos. Ela ainda estava chocada com a notícia de que Kagome fora seqüestrada.

RIN – Acham mesmo que isso pode ajudar Kagome?

SESSHOUMARU – Olha querida! É a única coisa que podemos fazer.

RIN – Eu queria poder fazer mais pela minha amiga. Por que o Miroku está fazendo isso?

MOMIJI – Realmente isso não faz sentido.

SESSHOUMARU – Uma vez Satsuki me disse que pouca coisa faz sentido na vida. Estou começando a achar que ela está certa. Ela é bem esperta.

MOMIJI – É! Com licença. (ela se levanta á mesa e vai até Rin) – Podemos conversar?

RIN – Ta.

Momiji e Rin se afastaram de Sesshoumaru, que ainda estava sentado á sua mesa, estranhou um pouco aquela atitude de Momiji chamar Rin para uma conversa, mas ele estava mais concentrado na busca de pistas que pudessem elucidar quem era o prisioneiro que Natsume queria libertar, por isso deixou para lá. Momiji e Rin começaram a conversar.

RIN – O que você quer falar para mim que não pode ser dito na frente do meu marido?

MOMIJI – Eu percebi que, fora essa confusão recente, Sesshoumaru esteve calmo o dia inteiro. (ela faz uma pausa) – Ele não sabe, não é?

RIN – Não sabe o que?

MOMIJI – Ele ainda não sabe que vai ser avô, não é?

Rin arregalou os olhos com a pergunta afirmativa de Momiji, que de algum modo, sabia sobre a gravidez de Satsuki.

Próximo capítulo = O mistério do Instituto Petros – parte 1