Noite sem Fim
53 Nervosismo extremo - parte 2
Depois de dispensar seu comitê eleitoral e secretariado, Ryukosei estava tendo uma conversa particular com seu secretário de segurança publica, Rakusho.
RAKUSHO – Então é isso, senhor prefeito. Itobi e Akin mudaram de país.
RYUKOSEI – Eu sinto muito, meu amigo. Eu sei o quanto gosta do seu neto.
RAKUSHO – Mas eu não culpo Itobi. Ele só está pensando na segurança do filho depois do que houve com ele.
Rakusho estava triste com a partida do neto, mas não havia tempo para tristeza, pois naquele momento Ling entrou na sala para falar com o prefeito.
RAKUSHO – Conseguiu localizar Azuma?
LING – Sim senhor secretário. Ele está na linha três.
RYUKOSEI – Vamos atender aqui.
LING – Sim, senhor prefeito.
Ryukosei espera que Ling, sua secretária, saia da sala para em seguida apertar o botão do interfone e colocar no viva-voz para que Rakusho participe da conversa.
RYUKOSEI – Capitão Azuma?
AZUMA – Estou ouvindo senhor prefeito.
RYUKOSEI – Estou no viva-voz com Rakusho. Onde diabos você está, capitão?
AZUMA – Desculpa senhor prefeito, mas apareceu uma emergência familiar e nesse momento estou na estação de trem Million onde minha esposa e filhos estão de viagem.
RYUKOSEI – Eu e Rakusho estamos indo de novo até ao departamento para falar com o senhor sobre Koharo. Presumo que já saiba que ela seqüestrou a filha de Sango.
AZUMA – Sim senhor. Sango me ligou dizendo que ia cuidar disso e que deixaria a investigação sobre o estrangulador para depois.
RYUKOSEI – E o senhor concordou com isso?
AZUMA – É a filha dela, senhor prefeito. Mesmo que ela continuasse a investigação, faria mal feito, pois estaria com o pensamento na filha. Não conseguiria trabalhar.
RYUKOSEI – Já que ela está a frente dessa investigação, dê tudo que ela precisar para que encontre a filha. Eu também quero que forneça os registros telefônicos de Koharo. Eu quero saber os motivos dela para tal ação.
AZUMA – Sim senhor. Já estou voltando ao departamento.
Azuma desliga seu celular e em seguida vai para junto de Ayumi, Okko e Yuri, que já estavam prontos para partirem.
AZUMA – Eu tenho que voltar É um chamado do prefeito.
AYUMI – Azuma.
AZUMA – Sim, querida?
AYUMI – Você ainda não me contou o motivo de você querer que a gente vá para outra cidade no dia de hoje.
AZUMA – Esse papo de novo, Ayumi. Eu já disse que não posso falar. O que estou fazendo é para segurança sua e dos nossos filhos.
AYUMI – O que você anda me escondendo?
AZUMA – São assuntos do trabalho. Não se preocupe, que eu resolvo tudo. Já ligou para Eri?
AYUMI – Já, mas ela já estava á caminho de cá e disse que vai aproveitar a viagem para falar algo importante á Onigumo.
AZUMA – Tudo bem. (ele se agacha para Yuri) – Até mais, princesa. Papai tem que trabalhar.
YURI – Ta bom. (depois ele olha para Okko)
AZUMA – Tchau, campeão.
OKKO – Por que o senhor não vem com a gente?
AZUMA – Esse é meu trabalho.
Naquele momento o trem chega á estação. Azuma abraça os dois filhos de uma vez para em seguida se levantar para beijar Ayumi e assim ela e as crianças entram no trem. Do lado de dentro acenam para Azuma, que ao ver o trem partir começa á andar para sair da estação e naquele exato momento seu celular começa a tocar
AZUMA – Capitão Azuma, pois não?
ABI – Capitão! Sou eu. Abi, superintendente da Agência Imperial. Deu muito trabalho encontrar o senhor.
AZUMA – Assuntos particulares. Em que posso ajudá-la, senhora?
ABI – Pode ajudar me dizendo como um de seus funcionários conseguiu dar acesso ao prédio do partido trabalhista conseguindo assim, burlar nossa segurança.
AZUMA – Eu acho que não entendi, senhora. Poderia ser mais clara.
ABI – Com certeza. Estou afirmando que um de seus funcionários ajudou Miroku a seqüestrar Kagome fazendo nossos agentes de tolos, portanto eu quero uma lista completa de seus funcionários, com registros telefônicos e tudo.
AZUMA – Eu não acredito que um dos meus funcionários fez isso.
ABI – Mas a prova está aqui comigo.
AZUMA – A senhora terá que falar com o prefeito Ryukosei. Eu sou subordinado á ele.
ABI – Esse caso está sob a investigação da Agência Imperial e o Imperador nos deu total acesso, portanto não me faça perder tempo e prepare a lista.
AZUMA – Sim senhora.
Depois de falar com Azuma, Abi desliga seu celular, mas o que ela não percebeu foi que InuYasha escutou a conversa e depois que soube que havia a participação de alguém do departamento de polícia no seqüestro de Kagome, ele voltou correndo para a sala onde estavam Tanuki e Genku.
TANUKI – O que foi, InuYasha?
INUYASHA – Eu ouvi uma conversa da Abi onde ela diz que alguém do departamento de polícia ajudou Miroku.
TANUKI – Essa é uma informação importante. Fale com Sango. (ele da um celular á ele) — Os agentes imperiais já devolveram os celulares.
INUYASHA – Claro que já, pois agora sabem que foi alguém de fora que ajudou.
Depois de pegar seu celular de volta, InuYasha o usou para ligar para o celular de Sango, que naquele momento estava dirigindo o carro da polícia com Guy ao seu lado.
SANGO – Alô.
INUYASHA – Sou eu, Sango.
SANGO – Olha InuYasha! Agora não é uma boa hora para ligar. Minha filha foi raptada pela Koharo.
INUYASHA – O que?! Koharo?! Mas por quê?
SANGO – Eu não sei, InuYasha. É minha filha que está em perigo, estou sem pistas e não posso bater papo...
INUYASHA – Espere Sango! Caso ainda não saiba, Miroku conseguiu seqüestrar Kagome.
SANGO – Isso é sério! Eu sinto muito por você, InuYasha, mas preciso pensar na minha filha.
INUYASHA – Eu sei, mas o que quero dizer é que os dois casos podem estar ligados. A Agência Imperial descobriu que Miroku teve ajuda de algum funcionário do departamento de polícia. Talvez esse funcionário seja Koharo.
SANGO – Koharo não era funcionária do departamento. Apenas trabalhava diretamente para Ryukosei, mas mesmo assim é muita coincidência esses dois seqüestros acontecerem ao mesmo tempo. Isso deve ser investigado.
INUYASHA – Onde você está?
SANGO – Estou indo para sua casa, pois acredito que Soten foi para lá e acho que ela viu o carro que Koharo guiava.
INUYASHA – Eu vou seguir outra pista, mas escute Sango. Se tem alguém próximo de Koharo que ajudou no seqüestro de Kagome, não devia confiar em mais ninguém.
SANGO – Concordo. A gente se fala depois.
Sango desliga seu celular e continua dirigindo o carro ao mesmo tempo em que olha de relance para Guy se lembrando que seu parceiro era apaixonado por Koharo.
SANGO – Me conta uma coisa, Guy.
GUY – Sim?
SANGO – Você deve ter ficado muito chocado com a ação de Koharo, pois você nunca escondeu que sentia algo por ela.
GUY – Estou sim muito chocado. Não consigo imaginar Koharo seqüestrar alguém.
SANGO – Mas eu sim. Ela já matou um policial.
GUY – Um policial corrupto.
SANGO – Um policial corrupto parceiro dela. Esqueceu de mencionar essa parte.
Depois de falar aquilo, de repente Sango estaciona o carro, algo que chama a atenção de Guy que pensava que ela estivesse com pressa, mas daí ele percebe que ela apontava uma arma contra ele.
GUY – O que está fazendo, Sango?
SANGO – Dê-me sua arma e depois desça do carro.
GUY – Mas...
SANGO – Agora! Obedeça.
Vendo que sua parceira estava falando sério, Guy tira lentamente a arma do suporte e a entrega para Sango e em seguida sai, igualmente lento, do carro. Sango sai junto com a arma em punho.
GUY – Por que está fazendo isso? (com as mãos para o alto)
SANGO – Kagome foi seqüestrada porque alguém do departamento deu acesso á Miroku e se ele estiver ligado ao que aconteceu com minha filha, você é o maior suspeito, pois sempre ignorou meus avisos sobre ela. Está junto com ela, não?
GUY – Está sendo injusto comigo assim como foi com Soten agora pouco.
SANGO – Cale-se.
Sango ordena que Guy se algeme á uma placa de sinalização e depois percebe outro carro estacionando. Era o carro de Zakira, que vinha logo atrás.
ZAKIRA – O que está acontecendo? (sem sair do carro)
SANGO – Ele pode ter ajudado Koharo. Não confio mais nele. Acabei de saber, por InuYasha, que Kagome foi seqüestrada por Miroku. Os dois casos estão ligados.
ZAKIRA – O que fará com ele?
SANGO – Depois eu cuido dele. Vamos embora.
Depois de deixar Guy totalmente algemado, Sango entra de novo em seu carro para seguir viagem e sendo seguida pelo carro guiado por Zakira e enquanto isso em um laboratório dentro do Instituto Petros, Tikaru trabalhava na manipulação do antídoto e estava falando, pelo celular, com Natsume.
TIKARU – Estou quase acabando. Já conseguiu localizar a tal Koharo?
NATSUME – Nenhum sinal dela. Acho que vamos mesmo ter que fazer o que Miroku mandou.
TIKARU – Não podia simplesmente mandar alguém até lá e acabar com o serviço.
NATSUME – Você se esqueceu de Zuza. Miroku está com ele na mira e se ele sentir a aproximação de alguém hostil, irá matá-lo e aí nossos planos já eram. Entro em contato depois.
Tikaru desliga seu celular e volta a trabalhar na manipulação do antídoto e enquanto isso no mesmo instituto, mas em outro andar, Shiori e Souta procuravam algo sobre o destruidor de moléculas. Eles já tinham olhado vários papeis.
SHIORI – Tem certeza que está aqui?
SOUTA – É aqui que eles guardam os arquivos secretos. Se os dados do destruidor de moléculas estão nesse instituto, eles estão nessa sala.
SHIORI – Ta.
SOUTA – Procure sem desespero, com calma.
SHIORI – Ok.
Ao mesmo tempo em que Shiori procurava pelos dados, ela ficava admirada pela ação de Souta em ajudá-la e naquele exato momento seu celular começa a tocar, o que chama a atenção de Souta.
SOUTA – Você devia deixar isso desligado. Quer chamar a atenção dos seguranças?
SHIORI – Desculpa-me. (ela olha no visor o numero da chamada) – É InuYasha.
SOUTA – Hunf! (sem esconder o ciúme) – Atende logo.
SHIORI – InuYasha?
INUYASHA – Sim, sou eu. Não queria te envolver nisso, mas surgiu uma emergência. Você precisa descobrir algo sobre o destruidor de moléculas e...
SHIORI – Eu já estou fazendo isso, InuYasha.
INUYASHA – Ótimo. Eu preciso de toda a ajuda possível.
SHIORI – Sua voz está estranha, InuYasha. O que houve? Está tudo bem?
INUYASHA – Não está. Miroku conseguiu seqüestrar Kagome e ninguém tem idéia de onde eles estão.
SHIORI – Por Kami! Isso é terrível. (ela olha Souta procurando os arquivos) – InuYasha! Souta está comigo. Ele tem que saber o que aconteceu.
INUYASHA – Tudo bem. Pode contar á ele.
Shiori pede para InuYasha aguardar e depois vai até Souta, que continuava á procurar os arquivos.
SOUTA – Eu sei que está em algum lugar daqui.
SHIORI – Souta! Eu tenho uma má notícia.
SOUTA – O que foi? (estranhando a expressão dela)
SHIORI – Kagome foi seqüestrada.
SOUTA – O que?! Isso é sério?
SHIORI – Sim. Aquele amigo dela conseguiu enganar os agentes imperiais e a levou. InuYasha acabou de me contar e...
SOUTA – Essa não. (com as mãos na cabeça) – Minha irmã. (ele tenta se acalmar) – Isso não pode estar acontecendo.
SHIORI – Mas aconteceu e...
SOUTA – Deixe-me falar com InuYasha. (ele pega o celular dela) – InuYasha, sou eu. Mas que história é essa? Você não devia protegê-la?
INUYASHA – Não me venha com cobranças, Souta. Ela estava sendo protegida por vários agentes. Não tenho culpa do que houve.
SOUTA – Está certo. Desculpe-me, mas isso não podia ter acontecido. Acha que ela está morta.
INUYASHA – Não acho. Se a intenção de Miroku fosse simplesmente matá-la, ele teria feito isso aqui mesmo. Acho que ele a quer para outro propósito, por isso nós temos que seguir todas as pistas que aparecer.
SOUTA – Shiori me contou sobre o destruidor de moléculas. Acho que posso te ajudar nisso.
INUYASHA – Como assim?
SOUTA – Eu conheço um pouco desse programa chamado destruidor de moléculas.
SHIORI – Como assim conhece?
INUYASHA – Me explica essa história direito, Souta.
SOUTA – Lembra-se da fabrica a qual meu pai supervisionava e que fabricava chocolates sob radiação da jóia de quatro almas? Pois bem, o programa destruidor de moléculas foi um dos programas que serviriam como cura para as pessoas que adoecessem, mas o programa não foi até o fim.
INUYASHA – Por quê?
SOUTA – Eu não sei, mas seja como for, ele está ligado de alguma maneira á jóia de quatro almas.
INUYASHA – Concordo. Continuem procurando. Talvez encontremos alguma pista que nos leve até Kagome e que nos faça entender as atitudes de Miroku.
SOUTA – Espero que sim.
INUYASHA – Estou indo me encontrar com Sango na minha casa. Ela está indo atrás de uma pista. Tomem cuidado.
SOUTA – Tomarei. InuYasha.
INUYASHA – Sim?
SOUTA – Encontre minha irmã.
INUYASHA – Pode deixar.
Depois disso, Souta desliga o celular e o devolve para Shiori, que estava com uma dúvida em relação ao ex. namorado.
SHIORI – Por que não me contou essa história antes?
SOUTA – Você deixaria te ajudar se soubesse que meu pai tinha uma ligação com esse programa?
SHIORI — ...
SOUTA – Não vamos mais perder tempo.
Souta volta toda sua concentração na procura dos arquivos sobre o programa destruidor de moléculas e enquanto isso Soten chegava de ônibus á casa de InuYasha. Ela ainda estava triste com a bronca que levou de Sango e queria ver Shippou para se consolar, mas nota algo de estranho.
SOTEN – Mas porque o restaurante está fechado? (olhando a placa com a palavra ‘fechado’) — Ainda não são cinco da tarde.
Soten mexe na porta do restaurante e percebe que ela estava aberta, o que deixava as coisas ainda mais esquisitas. Pensando que InuYasha e Cia tinham esquecido o estabelecimento aberto, Soten atravessou sem preocupação o caminho que dava acesso á casa de InuYasha e foi aí que ela ouviu a voz de um homem. Como a voz não era familiar, ela se aproximou com cuidado para ver quem era.
SOTEN – Eu conheço esse homem. Foi ele que fora libertado hoje cedo.
Soten, escondida, estava vendo Ryoma que tinha feito uma verdadeira bagunça na casa de InuYasha e naquele momento estava falando com Natsume pelo celular.
RYOMA – Eu já procurei direito. A jóia não está aqui.
NATSUME – Tem certeza?
RYOMA – Já procurei em cada buraco. Revirei a casa inteira. Ela não está aqui.
NATSUME – Eu não entendo. Está mais do que certo que InuYasha usou o poder da jóia de quatro almas. Tinha que estar com ele.
RYOMA – Deve estar na casa de um dos amigos dela. Talvez Sango.
NATSUME – Não, pois se estivesse lá, Zakira já teria encontrado.
RYOMA – O que faço então?
NATSUME – InuYasha e Shippou devem estar preocupados com Kagome, portanto não vão aparecer por aí. Mandarei uma equipe de apoio para te ajudar a procurar a jóia em todo restaurante.
RYOMA – Ah sim! Quando entrei aqui fui obrigado a matar os funcionários do restaurante. Vou querer ser pago por isso também.
Ao ouvir aquela frase, Soten, ainda escondida e sem ser vista, se apavora e em seguida se vira para sair, mas acaba esbarrando em um copo, fazendo-o cair. Ryoma aparece no local.
RYOMA – Eu ouvi alguma coisa. (ainda falando com Natsume pelo celular) — Vou ver o que é.
NATSUME – Ok! Depois eu te ligo.
Ryoma desliga seu celular e, imediatamente, saca sua arma. Ele vê também a porta fechada e imóvel o que o deixa mais tranqüilo, pois a porta era flexível e, portanto, se quem fez o barulho não passou por lá. Assim ele tranca a porta para que pudesse procurar. Ele não viu que Soten estava atrás do balcão onde também estava o corpo do barman e enquanto isso, Rin tentava assimilar a notícia da gravidez de Satsuki.
RIN – Eu nem quero ver a cara do seu pai quando descobrir isso.
SATSUKI – E eu não sei disso?
SHIPPOU – Deixe que eu conto e...
SATSUKI – Não! Pode deixar isso comigo. Até porque se fizer isso, meu filho pode ficar órfão de pai antes de nascer.
SHIPPOU – Eu não acho que seu pai chegaria á tanto.
SATSUKI – Você não conhece meu pai mesmo.
SARA – Você vai ter um bebê, mana?
Ao ouvir a pergunta da irmã, Satsuki nada responde e apenas a chama com uma das mãos. Sara atende e vai até á irmã que pega sua pequena mão colocando-a em sua barriga.
SATSUKI – Aqui dentro tem um lindo bebezinho. E você será a tia Sara.
SARA – Acho que vou gostar disso, mas você vai gostar menos de mim?
SATSUKI – Não seja boba. (ela abraça a irmã) – Você sempre será minha preferida.
Satsuki dá vários beijos no rosto da irmã e apesar de ver essa cena tão tocante, Rin não parecia satisfeita com aquela situação como se pressentisse algo pior. Shippou se levanta do sofá.
SHIPPOU – Eu já vou indo. Tenho que me encontrar com InuYasha na sede do partido trabalhista onde já estarei esperando uma sonora bronca de Kagome.
SATSUKI – Tudo bem. A gente se fala depois. (ela o beija)
SHIPPOU – Claro. (ele sorri e depois olha para Rin e Sara) – Tchau as duas.
Depois disso, Shippou sai da casa deixando Satsuki suspirando pela sua atitude de assumir um compromisso, mas quando a jovem se vira nota a expressão de reprovação da madrasta.
SATSUKI – O que foi, Rin?
RIN – O que foi, digo eu. Você não tem juízo mesmo, hein?
Rin iria continuar a dar um sermão na enteada, mas foi nesse momento que seu celular começou a tocar. Ela vê, pelo visor, que era o numero do celular do marido, que ainda estava na redação do jornal.
RIN – Alô, Sesshy.
SESSHOUMARU – Achei que você não gostava de me chamar pelo meu apelido.
RIN – Eu acho charmoso. Eu não gostava porque quem te chamava assim era a Kagura, mas isso ficou em um passado remoto. Só estou falando assim para relaxar um pouco depois do que aconteceu hoje. (olhando para Satsuki)
SESSHOUMARU – Aconteceu algo com você ou com minhas filhas?
RIN – Com Satsuki, para ser mais precisa, mas não é assunto para ser conversado por telefone.
SESSHOUMARU – Mas está tudo bem, não?
RIN – De certo modo está sim. Por que me ligou?
SESSHOUMARU – Ah sim. Você se lembra daquela matéria que eu e Momiji estávamos trabalhando juntos?
RIN – Está querendo me irritar, Sesshoumaru? Mas é claro que me lembro e não gostava nada dessa história. Era sobre um tal de LPAP que Juroumaru enviou para Natsume antes de morrer.
SESSHOUMARU – Isso mesmo. Eu preciso que vá ao nosso quarto e ache os meus arquivos pessoais, pois acabei me esquecendo de trazê-los comigo.
RIN – Quer que eu o leve para você?
SESSHOUMARU – Acertou de novo. E preciso que faça isso agora mesmo.
RIN – Já estou indo até aí.
Rin desliga seu celular para ir ao seu quarto, mas seu braço é seguro por Satsuki.
SATSUKI – Eu queria te pedir uma coisa, Rin. Não conte nada ao meu pai. Deixe isso comigo.
RIN – Mas por quê?
SATSUKI – Ele deve estar trabalhando em algo importante para te chamar com tanta urgência. Vai precisar de toda a concentração.
RIN – Ok! Vou deixar isso para você. Não vou contar nada. Fique com Sara por mim.
Depois de dizer essas palavras, Rin vai para seu quarto procurar os arquivos que o marido queria e enquanto isso, Shippou estava em um ponto de ônibus para seguir viagem até á sede do partido trabalhista e naquele momento, seu celular começa a tocar.
SHIPPOU – Alô.
SOTEN – Shippou. Sou eu.
Soten tinha pegado o telefone fixo e estava falando atrás do balcão e em um tom bem baixo para não chamar a atenção de Ryoma. Shippou não estava entendendo nada.
SHIPPOU – Soten?! Por que está falando tão baixo?
SOTEN – Estou no restaurante. Tem um homem armado que matou os funcionários. É aquele mesmo que foi libertado hoje cedo.
SHIPPOU – O que?! Do que está falando?
SOTEN – Eu estou com medo. Ele deve estar me procurando. Onde você está? Preciso que venha aqui e... (ela para de falar ao ouvir o som de gatilho de uma arma)
RYOMA – Desligue. (ela desliga o telefone)
SHIPPOU – Alô! Soten! Soten!
Shippou se desespera pela ligação cortada e temendo pela vida de Soten, sai de lá correndo para chegar em casa e enquanto isso, com uma arma em punho, Ryoma leva Soten até o porão do restaurante onde a joga no chão e antes de começar o interrogatório, seu celular começa a tocar.
NATSUME – Pegou o intruso?
RYOMA – Sim. É uma garota.
NATSUME – Deve ser a tal de Soten. Recebi um telefonema de Zakira onde ele diz que Sango está indo até aí procurá-la. Tem que sair daí agora. É provável que ela chegue antes da equipe de apoio.
RYOMA – Ela ligou para alguém. Preciso saber para quem e o que ela sabe.
NATSUME – Então seja rápido. Não tem muito tempo. Zakira te avisa quando estiver perto. E tome cuidado, pois ela é praticante de artes marciais.
Ryoma desliga seu celular para depois olhar o rosto apavorado de Soten.
RYOMA – Soten, não é?
SOTEN – Quem é você? Como sabe o meu nome?
RYOMA – Eu é que faço as perguntas por aqui, mocinha. (ele engatilha a arma) – Para quem você ligou? E o que disse?
SOTEN – Não vou contar nada.
RYOMA – Vamos ver se não vai contar nada.
Ryoma dava um sorriso maligno para Soten que a deixava ainda mais assustada e enquanto isso no departamento de polícia, mais precisamente na sala do capitão, Ryukosei e Rakusho conversavam sobre um telefonema que o secretário tinha acabado de receber.
RYUKOSEI – Tem certeza disso?
RAKUSHO – Minha fonte não iria mentir sobre isso. Kagome foi mesmo seqüestrada. A Agência Imperial manteve isso em segredo. O senhor sabe bem o que isso quer dizer, não?
RYUKOSEI – A segurança do império desconfia do nosso plano.
RAKUSHO – Mas o que não entendo é o que o seqüestro de Kagome tem haver com isso.
RYUKOSEI – Mas eu acho que sei. É sinal de que quem seqüestrou Kagome está ligo á alguém que sabe o paradeiro de Takeshi. Isso significa que Natsume teve estar com Takeshi. (ele cerra os punhos) – Droga. Isso não devia acontecer.
RAKUSHO – Melhor não tirarmos conclusões precipitadas e...
RYUKOSEI – Eu sei do que estou falando. Só não sei que tipo de jogo, Natsume está jogando. Precisamos encontrá-la.
RAKUSHO – Mas temos que resolver o assunto com Koharo. Ela estava trabalhando para Miroku o tempo todo. Ela nos enganou.
RYUKOSEI – Uma coisa de cada vez, Rakusho.
Nesse momento Azuma entra na sala com Abi, a superintendente da Agência Imperial, fato que surpreendeu Ryukosei.
RYUKOSEI – O que faz aqui, senhora Abi?
ABI – É bom encontrá-lo aqui, senhor prefeito. Assim não perderemos tempo em tentar encontrá-lo para que nos dê acesso aos bancos de dados dos funcionários desse departamento.
RYUKOSEI – E por que faria isso?
ABI – Kagome foi seqüestrada.
RYUKOSEI – Mesmo? (fingindo surpresa) – Mas o que isso tem haver com liberar ou não o acesso aos dados dos funcionários daqui?
AZUMA – Permita-me, senhor. A Agência Imperial descobriu que um funcionário daqui ajudou Miroku á seqüestrar Kagome.
ABI – Tenho a absoluta certeza que não vai querer nos impedir de ter acesso. (ela mostra uma ordem imperial) – Não vai querer ir contra o Imperador. Isso seria um escândalo que prejudicaria ainda mais para sua reeleição.
RYUKOSEI – Saiba senhora superintendente, que é do meu agrado que haja uma solução para esse caso. (ele olha para Azuma) – A senhora Abi tem livre acesso aos dados dos funcionários. Até os terceirizados.
AZUMA – Isso será providenciado. (ele olha para uma funcionária e gesticula para ela que entende o recado e sai) – Tem mais uma coisa.
RAKUSHO – O que capitão?
AZUMA – Pode não ter ligação, mas a filha da detetive Sango foi seqüestrada quase que simultaneamente do que Kagome. Isso foi feito por Koharo, uma funcionária terceirizada do departamento. Ela já foi defendida por Miroku quando foi presa.
RYUKOSEI – Sem falar que Miroku é o pai da filha de Sango. É caro que os casos estão ligados.
ABI – E o que está fazendo á respeito disso, capitão?
AZUMA – Guy, o parceiro de Sango, foi algemado por ela. Sango desconfia de Guy por ele estar apaixonado por Koharo. Ele já foi solto por alguns patrulheiros e mandei que o trouxessem aqui.
ABI – Ótimo. Ele pode ser o funcionário que deu acesso á Miroku. Eu mesmo o interrogarei e...
RYUKOSEI – Isso não.
ABI – Mas o Imperador...
RYUKOSEI – As ordens do Imperador são de ter livre acesso ao banco de dados e não de interrogar detetives. Se quiser fazer isso, terá que pedir outra ordem.
ABI – Pode acreditar que isso será providenciado. (ela olha para Azuma) – Onde posso ver os dados?
AZUMA – Na sala de reuniões B. Vou levá-la até lá.
Azuma se levanta da cadeira para guiar Abi até á sala de reuniões B deixando Ryukosei e Rakusho á sós na sala. Ambos temiam o fato de que a Agência Imperial estava chegando perto da verdade sobre seu real plano. Destruir a monarquia japonesa.
Próximo capítulo = Nervosismo extremo – parte 3
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