Noite sem Fim
52 Nervosismo extremo - parte 1
Abi, a superintendente da Agência Imperial acabara de chegar á sede do partido trabalhista devido ao desaparecimento de Kagome no local. Ela foi recebida por Benji, presidente municipal do partido, em sua sala. Gakusajin, Botan e Tanuki também estavam na sala.
ABI – Os meus agentes estão olhando as câmeras de vídeo para ver se localizam Miroku ou Kagome em uma delas.
BENJI – Como isso foi acontecer bem debaixo dos narizes de seus agentes?
ABI – Antes de começar a fazer cobranças contra meus agentes, devem estar cientes de que, se foi Miroku que levou Kagome, ele teve algum auxílio.
TANUKI – Alguém daqui de dentro?
ABI – Isso mesmo. Encontramos um soldado desmaiado. Miroku deve ter tido ajuda de alguém daqui para. (ele olha para Gakusajin) – Eu fiquei sabendo que ela concorria contra o senhor e...
GAKUSAJIN – Está sugerindo que eu tenha algo haver com o que houve? Isso é um absurdo.
BOTAN – Como ousa a falar assim com ele, senhora?
ABI – Eu não estou acusando ninguém, mas a reputação da Agência Imperial está ameaçada por essa falha.
BENJI – Eu sugiro que a senhora tenha cuidado quando levantar suspeitas. Aqui não há bandidos, pois quem fez isso contra Kagome é bandido.
TANUKI – Que ato bárbaro e desprezível.
ABI – Eu concordo, mas tem uma coisa que acho que ninguém percebeu. Acredito que Kagome ainda esteja viva, caso contrário, Miroku teria matado ela aqui mesmo.
BOTAN – E o que farão agora?
ABI – Vamos continuar investigando até aparecer uma pista. (ela se levanta da cadeira) – Ah sim! Acho que seria prudente não falar nada com o marido dela.
TANUKI – Mas ele tem direito de saber e...
ABI – Vamos esperar um pouco mais até termos mais notícias. Falar que a esposa sumiu só vai desesperá-lo.
BOTAN – Ok! Eu vou falar com minha irmã. A imprensa tem que ficar fora disso.
Todos os presentes na sala se levantam menos Tanuki, que permanecia sentado. Ele estava muito preocupado com o desaparecimento e ao mesmo tempo confuso ao tentar imaginar os motivos de Miroku fazer isso e enquanto isso no interior do abandonado parque industrial, Zuza andava de um lado para o outro até que ele ouve o som de um carro estacionando e assim ele vai para o lado de fora e vê Miroku saindo do veículo.
ZUZA – Finalmente.
MIROKU – Eu disse que ia vim e vim.
Miroku vai até o porta-malas para abri-lo e de dentro dele tira Kagome para a alegria de Zuza.
ZUZA – Você a trouxe mesmo. (ele encara Kagome) – De perto você não é tão parecida com Kikyou.
KAGOME – Então você que é o tal de Zuza? (ela olha para Miroku) – O que está fazendo, Miroku? Esse sujeito é louco. Ele quer me matar.
MIROKU – Exato. Por isso é que eu te trouxe aqui.
Kagome ficou espantada com as palavras de Miroku, mostrando que ele estava disposto á matá-la e assim os três entraram em uma das salas do parque industrial onde Miroku algemou Kagome em uma das tubulações da instalação e nisso Zuza avançou em Kagome, mas foi impedido por um soco de Miroku o que o fez cair no chão.
ZUZA – O que está fazendo?
MIROKU – Não vai encostar um dedo nela. Isso não faz parte do trato.
ZUZA – Mas que diferença faz? Ela está morta mesmo.
Zuza se levanta, mas antes que pudesse questionar mais, Miroku o agarra, levando para fora da sala a fim dele não tocar em Kagome.
ZUZA – Natsume vai ficar sabendo disso.
MIROKU – Eu sei.
Miroku deu um leve sorriso deixando Zuza intrigado e naquele momento o celular, que Miroku carregava, começa a tocar. Ele olha para o visor e vê o numero do celular de Natsume. Ele atende o aparelho.
MIROKU – Finalmente ligou.
NATSUME – Koharo levou Tamira e acho que você tem algo a ver com isso.
MIROKU – Você acha?! Eu pensei que fosse mais esperta. Devia ter certeza, isso sim.
NATSUME – Eu não sei como conseguiu entrar em contato com Koharo, mas se ela não aparecer sua filha vai pagar. Não tente salvar Kagome e...
MIROKU – Escute aqui! A única pessoa que estou tentando salvar é minha filha. Pedi que Koharo levasse Tamira para garantir isso. Não confio em você quando diz que me dará o antídoto, portanto só matarei Kagome se eu tiver certeza absoluta que o antídoto é verdadeiro, que vai salvar Tamira.
NATSUME – E como pretende ter certeza?
MIROKU – Você é quem tem que me dar certeza, caso contrario, não matarei Kagome e conseqüentemente Zuza não contará o que você tanto quer e aí nada vai importar.
NATSUME – Ok! Eu dou um jeito. Aguarde a ligação.
Natsume, que já estava no interior do novo esconderijo, desliga seu celular e vai até uma sala onde Kageroumaru digitava algo no computador.
KAGEROUMARU – As instalações estão funcionando bem. Podemos operar cem por cento aqui.
NATSUME – Ótimo. Conseguiu localizar de onde vem a última ligação que Miroku recebeu?
KAGEROUMARU – Infelizmente não. Estava com um bloqueador, mas vou continuar tentando.
NATSUME – Droga! (ela da um soco na parede) – Eu vacilei.
KAGEROUMARU – Mas a situação não é tão desesperadora assim. Você só tem que dar o antídoto á ele.
NATSUME – Eu sei, mas é que não gosto dessas surpresas. (ela se afasta) – Continue tentando e me avise se conseguir algo.
Natsume, muito irritada, saiu da sala e foi para o setor onde ficavam os prisioneiros, que na verdade eram apenas dois. Takeshi e Gatenmaru que estavam em celas diferentes. Natsume foi falar com Takeshi.
NATSUME – Eu não sei como, mas sei que foi você que ajudou Miroku.
TAKESHI – Parece meio nervosa, minha cara.
NATSUME – Chega de bancar a boazinha. Está vivo só porque quero saber como Ryukosei vai realizar seu grandioso plano.
TAKESHI – Você vai saber. Na hora certa.
Natsume não estava a fim de ouvir filosofia e por isso se afastou da sair dali e enquanto isso Sango já estava no seu apartamento depois de ser avisada sobre o que houve com sua filha. Lá ela era informada por Soten e Zakira sobre os detalhes. Guy, parceiro de Sango, também estava presente.
GUY – Mas por que Koharo fez isso?
SANGO – Não importa o motivo. Se ela machucar minha Tamira, ela irá se arrepender pelo resto da vida.
ZAKIRA – Meu bem, tenha calma e...
SANGO – Como pode me pedir calma. Uma louca seqüestra minha filha e você quer que eu fique calma. (depois ela olha para Soten) – Droga Soten! Ela era sua responsabilidade. Como pode deixar isso acontecer?
SOTEN – Eu sinto muito.
SANGO – Sente muito?! É só isso que tem a me dizer? Se acontecer alguma coisa de ruim com Tamira, a culpa será sua. E será a segunda pessoa importante na minha vida que perderei por sua culpa.
Sango se referia á Kohaku cuja conversa que teve com Kouga e Ayame fora gravada por Soten, quando esta trabalhava de babá de Genku e que foi o motivo de Kagura ordenar a execução dos três.
ZAKIRA – Sango! Precisa se concentrar em encontrar Tamira.
SANGO – Tem razão, Zakira! Não posso ficar de braços cruzados. Vou tentar descobrir com que carro Koharo saiu.
ZAKIRA – Vou ficar com você o tempo todo, meu amor.
SANGO – Obrigado pelo apoio e desculpa por ter sido grossa com você. O que aconteceu não foi culpa sua.
Sango e Zakira saíram do apartamento e Guy ia segui-los até que viu Soten cabisbaixa depois de levar aquela bronca da detetive.
GUY – Não ligue para o que Sango disse. Ela está nervosa por causa da filha. É natural.
SOTEN – Eu sei, mas isso mostrou que ela ainda me culpa pela morte do irmão dela. Eu não a culpo por pensar o pior de mim.
GUY – Quer que eu chame alguém para vir te buscar?
SOTEN – Não precisa. Eu estou bem. (ela dá um sorriso forçado) – Vá ajudar Sango. Ela precisa de toda a ajuda que puder ter.
GUY – Tem certeza?
SOTEN – Tenho. Pode ir.
Diante dessas palavras, Guy vai correndo atrás de Sango para ajudá-la a encontrar a filha e ao perceber que estava sozinha, Soten sai do apartamento e do lado de fora, encosta na parede e começa a chorar copiosamente se sentindo culpada pelo que aconteceu e enquanto isso em seu quarto, Satsuki conversava, através do celular, com seu pai, que estava na redação do jornal.
SATSUKI – Que pena que minha informação não o ajudou a convencer Momiji a colaborar.
SESSHOUMARU – É, mas pelo menos sabemos que Natsume está tramando algo, mas não quero falar nisso. A Rin ainda não voltou da sessão?
SATSUKI – Ela deve estar presa no transito, ainda mais com essa confusão por causa do Miroku. Há vários policiais nas ruas.
SESSHOUMARU – Ela já deve estar chegando. Falo isso porque não quero você sozinha depois do que aconteceu ontem.
SATSUKI – Não precisa se preocupar e... (ela ouve o som da campainha) – Deve ser ela. Vou desligar.
SESSHOUMARU – Depois eu ligo para ela. Até mais filha.
SATSUKI – Até, pai.
Satsuki desliga seu celular para depois sair do seu quarto a fim de atender a porta. Ao abri-la, ela tem a surpresa de ver Shippou na sua frente.
SATSUKI – Shippou?! Não esperava ver-te tão rápido. (ela da passagem para ele entrar) – Entre.
SHIPPOU – Obrigado. (ele entra) — O InuYasha me deixou no caminho. Ele foi falar com Kagome.
SATSUKI – Ta! (ela fecha a porta e depois o encara) — E então? Já trouxe o dinheiro?
SHIPPOU – Não. (ela ficou surpresa) – E nem vou trazer.
SATSUKI – Já sei! Vai ‘pular fora’ e me deixar ‘na mão’, não é? (ela se afasta um pouco) – Eu sabia. Vai me abandonar.
SHIPPOU – Não é nada disso. (indo até ela)
SATSUKI – Mas o que é que eu podia esperar de você? Eu devia estar louca quando resolvi pedir sua aj...
SHIPPOU – O que estou querendo dizer é que não quero que aborte essa criança. É isso.
SATSUKI – O que?! Mas o que você está dizendo? Nós já havíamos decidido que...
SHIPPOU – Não! Foi você que decidiu, mas a verdade é que quero que essa criança nasça. (ele segura a mão dela) – Eu prometo que vou ser o melhor pai do mundo, portanto eu quero que esqueça essa história de aborto. Vamos ter essa criança.
SATSUKI – Mas...
SHIPPOU – InuYasha, meu pai, me disse que se um filho não lhe motivar, nada o fará. Por isso quero que você, eu e esse bebê sejamos uma família. Eu quero que a gente fique junto.
Satsuki se afastou mais de Shippou ao não acreditar naquilo que estava ouvindo. Ao contrario do que ela pensava, Shippou não estava fugindo e sim encarando a situação. Isso deixou Satsuki meio confusa.
SATSUKI – Isso é loucura.
SHIPPOU – Não é! Eu sei que somos jovens e que essa criança nos obrigará a repensar o futuro, mas devemos isso á ela. Podemos enfrentar isso juntos.
SATSUKI – Juntos?! Nós dois? Mas e Soten? Você não tinha reatado com ela?
SHIPPOU – Tinha sim, mas agora as coisas mudaram. Esse filho muda tudo.
SATSUKI – Então é só isso? Está querendo ficar comigo só por causa da criança?
Apesar de estar surpresa, Satsuki ainda mostrava ciúmes por achar que Shippou preferia ficar com Soten, mas para espanto dela, Shippou a puxa para perto dele. Tão perto que seus rostos ficaram bem próximos.
SHIPPOU – Mas que droga, Satsuki. Ainda não percebeu que te amo?
SATSUKI – Me ama?
SHIPPOU – Eu fiquei confuso com a notícia por achar que você queria abortar porque a criança era minha e que não queria nenhuma ligação comigo.
SATSUKI – Mas...
Satsuki não consegue terminar a frase porque Shippou a beija de maneira apaixonada e ela corresponde ao gesto mostrando que sentia o mesmo. Depois do beijo eles ficam com as testas encostadas.
SHIPPOU – Tudo vai dar certo. Eu vou arranjar um emprego e a gente pode ficar junto. Eu falei com InuYasha e ele vai nos dar apoio.
SATSUKI – Mas e meu pai. Ele vai me matar quando souber e...
SHIPPOU – Não se preocupe com seu pai. Deixe que eu falo com ele. (ele sorri) – E caso ele te ameace, você simplesmente coloca a mão na barriga e diga que ele pode machucar o bebê.
SATSUKI – É uma boa idéia.
Satsuki abriu um sorriso diante daquela frase, que apesar de parecer meio infantil demonstrava maturidade de Shippou diante daquela situação. A demonstração de amor por parte de Shippou fez Satsuki esquecer por um instante que o filho não era dele, mas isso não era algo que pudesse se esquecido.
SATSUKI – Shippou! Eu preciso falar algo com você e...
SHIPPOU – Olha Satsuki! Deve querer falar do cara com que namorava quando estávamos separados, não é?
SATSUKI – De certa maneira sim. Você precisa saber que...
SHIPPOU – Eu não me importo com quem você namorou. Não me importo se não me disser o nome dele. Só me diga que ele não significa mais nada em sua vida e que você me ama.
Diante de tudo aquilo, Satsuki perdeu a coragem de contar a verdade e sentiu que, realmente, Shippou poderia ser um pai maravilhoso, acreditando que aquilo seria a melhor solução.
SATSUKI – Sim, ele não significa mais nada para mim e eu te amo.
SHIPPOU – Para mim isso já basta.
Eles voltam a se beijar, mas para ao ouvir o som de uma tosse proposital. Era Rin, que estava de mãos dadas com Sara na porta da casa.
RIN – Desculpe por interromper, mas sabe muito bem que seu pai não iria gostar de ver essa cena.
SATSUKI – Aposto que não.
RIN – Oi de novo, Shippou.
SHIPPOU – Olá.
RIN – Ver vocês juntos assim é uma surpresa. Já sei! Vocês vão voltar a namorar, não é?
SATSUKI – Acho que é bem mais do que isso. (ela sorri para Shippou) – Eu conto ou você conta?
SHIPPOU – Contamos os dois.
SARA – Satsuki está muito feliz.
RIN – Está sim e eu quero saber o que é esse algo á mais de que estão falando.
Satsuki e Shippou começaram a contar para Rin sobre a decisão deles e enquanto isso na prefeitura, Ryukosei estava reunido com seu comitê eleitoral e a maioria do seu secretariado em sua sala onde falavam sobre a repercussão sobre o fato de o prefeito ter deliberadamente vazado a informação de que Miroku estava vivo para fins políticos. Entre os presentes também estava Elisa, esposa do prefeito, cujo celular começa a tocar interrompendo a reunião.
ELISA – Com licença.
RYUKOSEI – Por favor, não demore, Elisa. Preciso da sua opinião sobre a questão da segurança.
Elisa apenas consente com a cabeça para em seguida se retirar da sala para poder atender o celular do lado de fora. No visor ela viu o numero de Natsume.
ELISA – Sabe que não pode ligar quando estou com o Ryukosei.
NATSUME – É urgente.
ELISA – Então fale e seja rápida.
NATSUME – Resumindo. Koharo levou Tamira para um local desconhecido sob as ordens de Miroku, que ameaça não matar Kagome se não provarmos que daremos o verdadeiro antídoto para a filha dele.
ELISA – Mas como ele conseguiu entrar em contato com Koharo?
NATSUME – Eu não sei, mas isso não é o mais importante agora.
ELISA – O que quer de mim?
NATSUME – Simples. Fale com Ryukosei sobre esse fato e tente sondar se ele tem algum meio de localizar Koharo. Afinal ela estava trabalhando para ele.
ELISA – Ou fingindo se tudo isso que me contou for verdade. Ok! Deixa isso comigo e para segurança da operação é melhor falar com Tikaru e fazer o que Miroku pediu. Caso eu consiga algo, voltamos ao plano original.
NATSUME – Certo. Mantenha-me informada.
Depois de falar com Natsume, Elisa desliga seu celular, respira fundo e volta para o interior da sala, mas não se senta á mesa e sim se dirige ao marido para falar ao pé do ouvido.
RYUKOSEI – O que foi, amor?
ELISA – Precisamos conversar á sós.
RYUKOSEI – Ok! (ele olha para os outros) – Vamos fazer uma pausa de dez minutos nessa reunião. Obrigado á todos.
Todo comitê eleitoral e o secretariado saem da sala deixando Ryukosei á sós com sua esposa que vai logo se manifestando.
ELISA – Eu recebi de uma fonte uma informação muito peculiar que talvez te interesse.
RYUKOSEI – Sem rodeios, Elisa. O que foi?
ELISA – Koharo seqüestrou a filha de Sango.
RYUKOSEI – Mesmo? (ele fica pensativo) – Mas o que tenho com isso?
ELISA – Como o que? Ela não trabalha para você? Por acaso você tem algo a ver com isso?
RYUKOSEI – Claro que não! O que me interessa a filha de Sango, mas não posso negar que a atitude de Koharo é muito estranha.
ELISA – Você tem algum meio de localizá-la?
RYUKOSEI – Infelizmente não! Eu a estava usando para chegar ao resto da rede secreta a fim de pegar Takeshi, mas foi um esforço inútil. Koharo era mais responsabilidade de Rakusho. Vou falar com ele.
ELISA – Me mantenha informada?
RYUKOSEI – Mas por que esse interesse?
ELISA – É apenas preocupação com meu maridinho. Quero que realize todos seus planos, mesmo que não me conte a maioria deles.
RYUKOSEI – É para sua segurança, meu amor.
Ryukosei da um beijo em Elisa e depois sai da sala para falar com Rakusho e enquanto isso no Instituto Petros, Tikaru estava no celular falando com Natsume.
NATSUME – Você pode ou não pode fazer isso?
TIKARU – Eu posso, mas eu tenho que organizar o simpósio de fisioterapia e...
NATSUME – Escute aqui, Tikaru! O sucesso da nossa operação é mais importante do que qualquer simpósio. Faça jus ao dinheiro que investi em você.
TIKARU – Não precisa jogar na cara. Ok! Vou preparar o antídoto agora mesmo.
Depois de falar com Natsume, Tikaru desliga seu celular para em seguida sair da sala e no corredor ele pede á uma funcionária que avise o auto comando do Instituto Petros que ele não poderá comparecer ao simpósio e enquanto isso do lado de fora do instituto, Shiori observava a entrada do local, mas o que ela estava mesmo pensando era em um modo de descobrir mais sobre o destruidor de moléculas e assim poder ajudar InuYasha.
SHIORI – Eu sei que me pediu para não interferir, InuYasha, mas você salvou minha vida há cinco anos, portanto tenho que retribuir.
Shiori começa a subir as escadarias do Instituto Petros se aproximando mais e mais da entrada, mas de repente ela sente alguém a segurando pelo braço.
SHIORI – Souta?
SOUTA – Sou eu mesmo, Shiori.
SHIORI – Solte-me. (ela se desvencilha) — O que está fazendo aqui?
SOUTA – Eu vim te ver. Soube que viria até aqui. Precisamos conversar.
SHIORI – Souta! Não temos nada para conversar. O nosso namoro acabou. Não torne as coisas ainda mais difíceis.
SOUTA – Por isso que está fugindo de mim? É por isso que não atende as minhas ligações?
SHIORI – Eu não atendo suas ligações porque eu não te amo.
SOUTA – Ama InuYasha! Mas ele está casado com minha irmã. Volte para mim. Tenho saudade. Sinto muito sua falta e...
SHIORI – Está vendo? Você só fala de você mesmo. De como está sofrendo. De como é rejeitado. Devia pensar mais nos outros assim como...
SOUTA – Assim como InuYasha? Era isso que ia falar?
SHIORI – Sim, assim como InuYasha. Sabia que mesmo enfrentando problemas e com aquele amigo querendo matar a esposa, ele se preocupa com minha segurança á ponto de não me deixar ajudá-lo a descobrir sobre um tal destruidor de moléculas.
SOUTA – O que disse?! Destruidor de moléculas?
SHIORI – Eu já falei demais. Agora me deixe em paz para ajudar quem realmente merece. (ela se afasta)
SOUTA – E como pensa em fazer isso? O simpósio não dará acesso á um local ultra-secreto, que possivelmente esteja o que está procurando.
SHIORI – Eu dou um jeito. (ela já ia entrar)
SOUTA – Eu posso ajudar.
SHIORI – Ajudar? (ela para de andar e olha para ele) – Como faria isso se não pode nem entrar?
SOUTA – Posso sim. O Instituto Petros tem acordo com o exercito, portanto posso ter acesso sim.
SHIORI – Faria isso para ajudar InuYasha? (ele se aproxima dela)
SOUTA – Faria isso por você.
Ele passa por ela, mostra sua identificação militar para a recepcionista e depois entrar fazendo Shiori ir logo depois e enquanto isso na sede do partido trabalhista, mais precisamente em uma sala, Botan conversava com Momiji, que fora detida.
MOMIJI – Eu quero que me explique essa arbitrariedade. Os agentes confiscaram até meu celular.
BOTAN – Isso foi preciso, pois Kagome foi raptada e a Agência Imperial achou melhor fazer isso.
MOMIJI – Isso é uma violação clara á liberdade de imprensa. Surpreende-me você concordar com isso.
BOTAN – Eu não concordo. Eu odeio isso, mas são ordens da superintendente Abi. Desculpa mana.
Depois de dizer essas palavras para a irmã, Botan sai da sala onde Momiji era vigiada por um agente imperial e em seguida vai para uma sala onde estavam Tanuki, Gakusajin e Benji.
BOTAN – O que estão fazendo com minha irmã é um crime. Mantê-la presa.
GAKUSAJIN – Isso é só para manter a ordem e se Abi fez isso certamente foi com permissão do imperador.
BENJI – Sinal de que esse caso é mais grave do que aparenta ser.
Naquele momento Abi, a superintendente da Agência Imperial, entra na sala.
ABI – Está confirmado! Foi mesmo Miroku que seqüestrou Kagome. O soldado abatido contou tudo.
GAKUSAJIN – E como ele conseguiu sair do prédio com Kagome sem ninguém perceber?
ABI – Vimos pelas câmeras que Miroku se disfarçou de soldado e obrigou Kagome á fazer o mesmo.
TANUKI – Por isso que saíram sem serem notados?
ABI – Provavelmente Miroku enganou Kagome que pensou que ele iria protegê-la. Foi muito bem bolado, devo admitir e...
Abi para de falar ao ser notificada, ao pé de ouvido, por um subalterno dela, que depois que deu a notícia sai da sala.
ABI – Dêem-me licença, por favor.
TANUKI – O que foi?
ABI – O marido de Kagome está aqui procurando pela esposa.
TANUKI – Eu posso ir com a senhora? Conheço InuYasha.
ABI – Ajude-me a convencê-lo a não notificar a imprensa.
Tanuki consente com a cabeça e assim ele e Abi vão até a sala onde estavam InuYasha e Genku, que não estavam entendendo aquela situação.
ABI – É o senhor InuYasha?
INUYASHA – Sim. E a senhora quem é?
ABI – Meu nome é Abi e sou superintendente da Agência Imperial.
Ao perceber a presença de uma criança, Abi puxa InuYasha para afastá-lo de Genku para que o menino não ouvisse a conversa. InuYasha entendeu o recado e sentiu que algo de grave estava acontecendo.
INUYASHA – O que está acontecendo? Por que não posso ver minha esposa?
ABI – Eu vou ser direta. Miroku conseguiu entrar no prédio e seqüestrou sua esposa.
INUYASHA – O QUE? (gritando) – Mas como deixaram isso acontecer?
ABI – Ele se disfarçou de soldado, mas explicar isso agora não importa. Saiba que estamos fazendo o possível para localizar sua esposa. E para não arriscar a investigação, precisamos que não diga nada á imprensa ou até mesmo á polícia.
INUYASHA – Mas por que isso?
ABI – Ordens do Imperador. O seu celular, por favor.
INUYASHA – Isso aqui é um abuso.
TANUKI – InuYasha! Se isso serve de consolo. Todos no prédio fizeram o mesmo. Melhor colaborar.
ABI – Isso é temporário. Eu garanto.
INUYASHA – Mas...
ABI – Eu posso prendê-lo se não colaborar.
InuYasha, mesmo contra vontade, entrega seu celular aos agentes imperiais, que junto com Abi, saem da sala deixando InuYasha, Tanuki e Genku á sós, mas os adultos falam baixo para que Genku não ouvisse.
INUYASHA – Isso é um absurdo, Tanuki! Kagome foi seqüestrada e eu estou aqui sem poder fazer nada.
TANUKI – Para o Imperador ordenar que todas as comunicações desse prédio fossem interrompidas é sinal que tem algo maior do que o seqüestro de Kagome.
INUYASHA – Isso para mim não interessa. Eu juro, Tanuki que o Miroku morre de fato se ele fizer algo contra Kagome. (ele olha para Genku encolhido em um canto) – Tanuki! Fica de olho nele para mim. Vou sair e ver se descubro algo.
TANUKI – Pode deixar.
InuYasha sai da sala sem levar o filho postiço, pois não queria que ele soubesse do que houve com Kagome e enquanto isso na parte térrea do prédio onde ficava o apartamento de Sango, ela e Zakira observavam as câmeras de vigilância do local.
SANGO – Já vi isso aqui dezenas de vezes e nada de aparecer o carro que Koharo usou.
ZAKIRA – Ela deve ter estacionado do outro lado da rua.
SANGO – Droga! (com as mãos na cabeça em sinal de desespero) – Por que aquela desgraçada levou minha filha? E para onde?
ZAKIRA – Nós vamos encontrá-la, meu amor. Eu tenho certeza.
Zakira abraça Sango, que angustiada por não saber notícias da filha, aceita o abraço e naquele momento, Guy aparece diante deles.
GUY – Ela sumiu.
SANGO – Como sumiu? Ela não estava lá em cima?
GUY – Soten deve ter ido embora por uma saída lateral.
ZAKIRA – Isso é mal, pois eu lembro que quando estávamos voltando do Instituto Petros, Soten notou um carro nos seguindo. Talvez fosse ela.
SANGO – E por que você não me disse isso antes?
ZAKIRA – Por que eu pensei que Koharo já estivesse aqui quando chegamos e talvez nem seja o carro dela e...
SANGO – Eu não quero saber. Mesmo que seja absurda, é a única pista para encontrar minha filha. Eu acho que sei onde Soten foi. (ela olha para Zakira) – Você vem com a gente?
ZAKIRA – Eu vou no meu carro.
Sango consente com a cabeça e assim ela e Guy entram no carro da polícia para sair dali enquanto Zakira entrava no dele, mas antes de dar a partida, ele usa seu celular para ligar para Natsume.
ZAKIRA – Sou eu. Conseguiu descobrir algo?
NATSUME – Foi á mando de Miroku que Koharo levou Tamira. Ele exige algumas condições para matar Kagome. Isso está sendo providenciado, mas posso cancelar se descobrir o paradeiro dela.
ZAKIRA – Estou indo atrás de Sango que vai seguir uma pista. Se descobrirem algo, eu te informo.
Zakira desliga seu celular e da a partida no carro para seguir o carro da polícia. O cerco começava a se fechar.
Próximo capítulo = Nervosismo extremo – parte 2
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