Noite sem Fim

100 Marcas do passado - parte 2


Ao ver os amigos sendo detidos, Kagome ficou indignada com a arbitrariedade do general e não fez questão nenhuma de esconder isso.

KAGOME – Eu quero que os soltem agora mesmo.

GENERAL – Como pode ver, eles não sofreram nada.

KAGOME – Claro que não! Só foram detidos ilegalmente.

GENERAL – É um ponto de vista interessante, mas se pesquisar bem verá que essa detenção tem bases legais, mas certamente a senhora não quer um debate jurídico agora. (ele se afasta para ir a outra sala)

KAGOME – Aonde vai? Não vai soltar meus amigos?

GENERAL – Claro que sim, mas antes disso a senhora precisa falar com alguém.

Sem falar mais nada o general abre a porta de outra sala e Kagome pode ver que Souta estava dentro dela. Ao ver a irmã, Souta fica feliz em ver um rosto conhecido, mas ao mesmo tempo fica apreensivo achando que ela também poderia ser uma prisioneira. A esposa de InuYasha entra na sala para abraçar o irmão, que corresponde o abraço.

KAGOME – Você está bem, Souta?

SOUTA – Eu estou. (eles cessam o abraço) – Mas o que faz aqui?

KAGOME – Você me ligou. (depois ele olha para o general na porta) – E sei por quê. (ela volta a olhar para o irmão) – Também soube que prenderam Shiori, Houjo e Yuka, mas eles estão bem. Logo sairão daqui.

SOUTA – Eu mesmo queria ter te contado o que Rakusho fez. Talvez você usasse isso em sua campanha e...

KAGOME – Não vou usar isso em minha campanha, Souta. Apesar de condenar os métodos do exército eu também acho que esse assunto deveria ser discutido internamente.

SOUTA – Então concorda com eles?

KAGOME – Nesse ponto sim, portanto, quero que não fale nada sobre isso com a imprensa. Embora o próprio Ryukosei tenha falado sobre o assunto, não quero mais discutir isso.

SOUTA – Mas eu achei que te ajudar fosse o mais importante e...

KAGOME – Souta, não precisa disso. Eu já te perdoei pelo que fez. Não guardo ressentimentos. Tentar me ajudar mostrou que você realmente se arrependeu, mas devemos ser prudentes. O assunto com os arquivos de Yuri já estão sendo discutidos por autoridades competentes. Eu nunca iria querer ser prefeita se não confiasse nas instituições.

GENERAL – Ouça sua irmã. (já entrando na conversa) – Ela é esperta.

KAGOME – Ele não vai contar nada. (ela volta a olhar para o irmão) – Certo?

SOUTA – Claro.

GENERAL – Só tem que assinar alguns papeis de rotina.

KAGOME – Tudo bem, mas quero ler esses papeis com muita atenção.

General guia Kagome e Souta para outro lugar da base militar e enquanto isso no setor de registros do jornal a Gazeta de Tóquio, Rin observava os slide do projetor que exibia várias fotos antigas do jornal, mas se concentrando nas reportagens sobre o grupo Vitória para humanidade, mas nada.

RIN – Ainda não vi nada que pudesse me ajudar.

KUKE – Esse grupo era meio clandestino, moça. Mesmo com a presença de um jornalista como Inutaicho.

RIN – Você é um gênio, Kuke!

KUKE – Sou?!

SARA – O que é gênio, mamãe?

RIN – Depois falo, amor. Agora eu sei o que fazer.

Rin simplesmente começou a procurar pelas fotos em que aparecia o próprio Inutaicho. Imaginando que foi ele quem convidou um grupo de estrangeiros para virem aqui. E finalmente achou uma foto em que Inutaicho recebia no próprio jornal um grupo de americanos.

RIN – Deixe-me ver agora. (ela pega a foto do estrangeiro misterioso e compara a imagem do slide) – Parece o mesmo homem. (depois ela olha para Kuke) – Não acha?

KUKE – Meus olhos não ajudam muito. (ele observa) – Parece o mesmo sim.

RIN – Sim, mas a reportagem não fala o nome dele. (meio decepcionada)

KUKE – Desde o fim da Segunda Guerra Mundial todos os jornais eram obrigados a identificar as pessoas nas fotos. Claro que isso se perdeu no tempo.

RIN – Então há possibilidade de identificar essa pessoa na foto?

KUKE – Sim, mas deve estar no meio naquela pilha de papeis. Tudo está mofando. Hoje tudo é digitalizado.

RIN – E eu não sei disso. Droga! Eu precisava saber disso.

Naquele momento o celular de Rin toca e ao ver no visor o numero do Hospital Memorial, ela atende imediatamente.

RIN – Aconteceu alguma coisa, doutor?!

MÉDICO – Sim, mas é uma boa notícia. Estamos prestes a retirar seu marido do coma induzido.

RIN – Isso é muito bom.

MÉDICO – É sim, mas é recomendável que ele esteja acompanhado de alguém familiar nesse momento. Por isso estou ligando para a senhora e...

RIN – espere aí! Está dizendo que a minha enteada não voltou?

MÉDICO – Isso mesmo.

RIN – Tudo bem, doutor. Já estou voltando até aí.

Rin desliga a comunicação com o médico responsável pela operação de Sesshoumaru, mas usa o celular novamente para ligar para o celular de Satsuki, mas ela não atende.

RIN – Mas que droga, Satsuki! Atende.

A esposa de Sesshoumaru insistia, mas nada da enteada atender e assim ela desiste de ligar, mas usa o aparelho novamente, mas desta vez para ligar para Shippou, que naquele momento estava dando aula no curso de computação. Ao ouvir o toque, ele pede licença aos alunos para atender do lado de fora da sala.

SHIPPOU – Alô.

RIN – Shippou, sou eu. Por acaso você tem idéia de onde está Satsuki?

SHIPPOU – Ela não voltou para o hospital? (meio tendo)

RIN – Não voltou. É por isso que estou te ligando. Quando vocês se encontraram, ela te disse que ia para outro lugar?

Ao ouvir aquela pergunta, Shippou ficou pensando se contava a verdade de que ele tinha dado bolo no encontro e possivelmente Satsuki estava chateada, mas ao invés disso ele preferiu, por vergonha, omitir.

SHIPPOU – Não, mas ela pode estar com a Maya.

RIN – Pode ser, mas se foi isso é muita irresponsabilidade dela. Ela tinha prometido para mim que depois que falasse com você, voltaria ao hospital.

SHIPPOU – Eu tenho que desligar, Rin. Estou no meio do trabalho.

RIN – Certo. Depois a gente se fala.

Rin desliga o celular depois de falar com Shippou. A esposa de Sesshoumaru estranhou a voz meio tensa do rapaz, mas se lembrou da conversa que Satsuki teria com ele. Mal ela sabe que Satsuki nem chegou a falar com Shippou sobre o filho que não era dele.

RIN – Vamos embora, Sara. O papai está prestes a acordar.

SARA – Oba!!!

RIN – Obrigado por tudo senhor Kuke.

KUKE – Não foi nada.

Rin pega sara pelo braço e ambas se dirigem para a porta a fim de saírem dali, mas antes que chegassem a fazer isso, Kuke se manifestou.

KUKE – Eu posso ver isso para você.

RIN – O que?

KUKE – Posso vasculhar essa papelada e identificar o homem na foto.

RIN – O senhor?! Tem certeza que não fará mal á sua saúde?

KUKE – Eu já estou meio acostumado. (sorrindo) — Minha saúde é de ferro.

RIN – Está bem. (ele escreve o numero do celular dela) – Caso encontre algo, ligue para mim, por favor. Eu agradeço mesmo.

KUKE – Não posso garantir que isso será logo, pois farei nas minhas horas vagas.

RIN – Ainda sim fico grata.

E assim Rin e Sara saem do setor do jornal e enquanto isso na sede da Agência Imperial em Tóquio, Abi, tinha acabado de passar as últimas informações para um representante do Imperador quando foi abordada por um funcionário da organização.

FUNCIONÁRIO – Senhora Abi!

ABI – O que foi?

FUNCIONÁRIO – Precisa ouvir uma coisa.

Sem perder tempo, Abi segue o funcionário, que era um técnico, até uma sala de áudio onde ele exibiu o áudio inteiro da conversa telefônica entre Gatenmaru e Kanna onde eles falavam do Projeto Zetas.

ABI – Quando foi isso?

FUNCIONÁRIO – Á meia hora.

ABI – Ok. Rastreie essa ligação.

FUNCIONÁRIO – Já fiz. O celular que Gatenmaru usou parece que tem algum dispositivo de interface que não possibilita o rastreamento, mas identificamos como o celular de Suke.

ABI – Então eles estão juntos?

FUNCIONÁRIO – Não temos certeza.

ABI – Tudo bem. Mande alguém procurar nos arquivos de Yuri qualquer coisa sobre esse projeto Zetas e depois enviá-los para minha sala.

FUNCIONÁRIO – Sim senhora.

ABI – E passe essas informações á InuYasha. Ele está trazendo Haruy para cá. Eu sei que ele é um civil, mas está nos ajudando muito. (ela coloca a mão no ombro dele) – Bom trabalho.

Abi sai da sala de áudio para ir para a sua e enquanto isso no carro oficial da prefeitura, Ryukosei e Elisa estavam no banco de trás do veículo a caminho do local onde se realizaria um comício. Durante o trajeto, e sem que o motorista ouvisse, ambos conversavam.

RYUKOSEI – Você ainda parece preocupada.

ELISA – Claro que estou! Essa operação pode falhar a qualquer momento.

RYUKOSEI – Não acha hora de encarar Natsume de uma vez?

ELISA – Eu não quero fazer isso se não estiver com vantagem. Isso só será possível se a gente descobrir onde está a lista.

RYUKOSEI – Você só está preocupada porque essa lista não tem apenas os nomes de meus aliados no governo mais também do grupo que Hank comanda. Tenho que admitir que Kanna foi corajosa em fazer essa lista.

ELISA – Dizem que a maternidade faz isso. Não que eu faça idéia disso.

RYUKOSEI – Sei, mas descobriu algo com os arquivos de Yuri que possa indicar a pessoa onde essa lista está escondida?

ELISA – Não achei nada que levasse a isso, mas achei algo interessante sobre um projeto chamado Zetas. Sabe de alguma coisa?

RYUKOSEI – Sei sim. Pelo que me lembro. Era um projeto que trabalhava com a parte genética da jóia de quatro almas. Não sei o que isso pode interessar a Naraku.

ELISA – Mas de alguma forma interessa, pois ele pagou muito para ter aquela caixa metálica. Se tiver valor para Naraku tem valor para chantageá-lo. Hank e o grupo dele vão ter que trabalhar nisso, pois eu não poderei mais já que você me nomeou secretária de segurança. Estarei muito exposta para agir.

RYUKOSEI – Todos devemos fazer sacrifícios, querida. Você não é diferente. (ele olha pela janela) – Estamos chegando.

ELISA – Poxa. (ela olha a multidão) – Parece que tem mais gente do que eu pensei. O que não quer dizer que seja necessariamente bom. Você vai enfrentar muitos protestos.

RYUKOSEI – Eu me viro.

O veículo ia para um lugar reservado onde poderiam estacionar e enquanto isso na base militar, Souta estava assinando um termo de compromisso onde ele prometia não revelar a motivação de sua detenção na base.

SOUTA – Pronto.

KAGOME – Está tudo certo, não?

GENERAL – Está sim. (ele guarda o documento) – Seus amigos serão liberados. Na verdade eles já devem estar lá fora esperando por vocês.

SOUTA – Já não era sem tempo. (ele se levanta da cadeira assim como Kagome)

KAGOME – General.

GENERAL – Sim?

KAGOME – Mande um ‘olá’ para Abi. Tenho certeza que ligará para ela assim que sairmos.

Depois de dizer aquilo, Kagome, junto com Souta, sai da sala deixando o general bem impressionado com a determinação da esposa de InuYasha. Durante o trajeto para a saída da base militar, os irmãos conversavam.

KAGOME – Precisa ligar para a mamãe. Ela está preocupada.

SOUTA – Farei isso. Tenho muita coisa para fazer.

KAGOME – Está pensando em abandonar o exército?

SOUTA – Sim. Depois do que aconteceu hoje, não posso mais ficar aqui mesmo que quisesse.

KAGOME – Algo me diz que não foi somente o que aconteceu aqui é que o fez tomar essa decisão.

SOUTA – Sim e não.

KAGOME – Sim e não?! Do que está falando?

Antes que Souta pudesse responder aquela pergunta, ele foi abordado, por um abraço, de Shiori, que estava muito preocupada com ele, assim como Houjo e Yuka.

SHIORI – Que bom que está bem. (ela cessa o abraço)

SOUTA – Estou inteiro como pode ver. (sorrindo e se exibindo para em seguida olhar para a irmã) – Graças á Kagome.

KAGOME – Ele está exagerando. Você todos seriam liberados uma hora ou outra. Eu só fiz com que eles se apressassem na ação.

HOUJO – Mas já que está aqui, Kagome, porque tudo isso?

KAGOME – Nós não podemos contar nada, Houjo, mas é uma coisa que implica a segurança nacional.

SHIORI – Mas o que o fato do ex-secretário de segurança ter se revelado um traidor tem a ver com a segurança nacional?

KAGOME – O que posso dizer é que não é bem especificamente isso, mas nem eu mesmo sei os detalhes. Gostaria que todos você ficassem fora disso.

YUKA – Você está importante mesmo, hein amiga?

SHIORI – Mas e o InuYasha? Pensei que ele estaria com você.

KAGOME – InuYasha está em uma missão especial com os agentes imperiais em Yokohama. Ele está trabalhando em uma pista sobre o assassinato de Myuga.

YUKA – Então não é só você. Seu marido também é alguém muito importante.

KAGOME – Digamos apenas que muitas vezes ele me faz perder o sono, mas é a natureza dele.

SHIORI – Que natureza?

KAGOME – De não aceitar injustiças. (ela se afasta) – Eu quero que todos voltem para Urawa. Imediatamente.

Kagome vai se afastando ainda mais e seus amigos estavam dispostos a seguir o conselho dela, mas antes disso Souta foi correndo em direção á irmã, que se surpreende com o ato.

KAGOME – O que foi, Souta?

SOUTA – Você não quer saber?

KAGOME – saber o que?

SOUTA – O meu motivo de desistir do exército. O real motivo que tinha e não tinha a ver com o que houve hoje.

KAGOME – E qual foi?

SOUTA – Na verdade foi você e o papai.

KAGOME – Eu e o papai?! Como assim?

SOUTA – Você abe que o papai sempre foi meu herói. Eu admirava o jeito como ele comandava as pessoas, o jeito como ele organizava as coisas. E ele sempre me falava que a vida militar deu uma direção á vida dele.

KAGOME – Eu me lembro disso também.

SOUTA – Quando era criança meu sonho era ser como ele. Queria gostar das coisas que ele gostava. Queria pensar como ele pensava. Por isso quis tanto entrar no exército. Eu queria ser como o papai, mas eu descobri que não sou. Você é, Kagome.

KAGOME – O que? Eu?

SOUTA – Quando você falou aquelas coisa com o general mostrando os prós e contra da minha detenção. A forma como não se deixou intimidar diante deles. Vendo tudo isso eu vi o meu pai em você.

KAGOME – Souta. (surpresa)

SOUTA – Apesar de ter seguido a carreira dele, apesar de ter convivido com ele mais tempo, apesar de sermos do mesmo sexo, apesar de tudo isso eu nem cheguei a ser parecido com ele quanto você. Tenho certeza que o papai ficaria orgulhoso de como conduziu sua vida, portanto aos meus olhos, para ele se orgulhar de mim também devo renunciar a essa carreira.

KAGOME – Agora eu entendo mais um pouco você, Souta. (ela abraça o irmão) – O papai deve estar orgulhoso agora. (ela cessa o abraço e olha nos olhos dele) – Vou considerar um elogio o que acabou de me dizer.

SOUTA – E é, mas considere o que quiser. (ele beija a mão dela) – Se cuida, mana.

Depois disso Kagome apenas observa o irmão se juntando á namorada e aos amigos. De fato ele compreendia mais não só o irmão mais também toda a família e as escolhas que cada um fizeram. Ela seguiu o caminho da vida que ela escolheu e que ainda estava percorrendo.

KAGOME – Eu parecida com o papai? Essa nunca veio á minha cabeça.

Kagome não conseguia parar de rir ao pensar naquela comparação feita pelo irmão principalmente da ultima vez que tinham se visto quando ela tinha fugido com Kouga da cidade de Urawa para fazer sua vida em Tóquio. Aquilo também a fez pensar em seu relacionamento com Shippou e a atitude dele de se casar com Satsuki mesmo contra sua vontade e acabou percebendo que, de certa forma, estava agindo como seu pai.

KAGOME – Preciso falar com o Shippou.

E assim Kagome entrou no carro oficial do partido e já foi pedindo que o motorista a levasse para o endereço onde ficava a escola de informática em que Shippou era instrutor. O motorista consente e da a partida no veículo para que saíssem dali e naquele momento o celular dela toca. Ela vê o numero de Miroku e imediatamente atende o aparelho.

KAGOME – Pode falar, Miroku.

MIROKU – Como foi as coisas com seu irmão?

KAGOME – Eu estava certo. Ele estava detido, mas já foi liberado.

MIROKU – Isso é bom.

KAGOME – É sim, mas acho que não foi para saber do meu irmão que você me ligou, não é?

MIROKU – Tem razão. São duas coisas que preciso falar com você. A primeira é que estou te ligando para confirmar uma série de debates em várias mídias. Internet, rádio, TV. Quero saber se não tem nenhuma restrição.

KAGOME – Á princípio não, mas o prefeito aceitou todos os debates?

MIROKU – Isso ainda eu não sei, mas duvido que aceite, portando esses debates poderão virar entrevistas exclusivas.

KAGOME – Pode confirmar. Não fujo de debates. Seja o tema que for.

MIROKU – É isso. A segunda questão é que o senhor Opoku que falar com você pessoalmente daqui a meia hora na casa dele.

KAGOME – De jeito nenhum. Estou indo ao encontro com meu filho e depois vou esperar a chegada de InuYasha e...

MIROKU – Kagome, acho que está se esquecendo de que é candidata á prefeita e Opoku é nosso maior financiador. Seu marido e seu filho você pode ver a hora que quiser e, pelo que soube de Tanuki, você está adiando esse encontro com ele.

KAGOME – Eu sei disso. A verdade é que o senhor Opoku nunca escondeu que apoiou antecipadamente o financiamento da campanha porque achou que Gakusajin seria o candidato.

MIROKU – Tem que fazer isso, Kagome. Eu iria ao seu lugar, mas ele faz questão que seja você.

KAGOME – Fazer o que? (meio conformada) – Pode confirma com ele que estou indo para lá.

MIROKU – Sabe o endereço?

KAGOME – Sei sim. (ela se lembra de algo) — Já que você ligou, Miroku, sabe se Gakusajin foi junto com Ungai para a reunião com o presidente do partido?

MIROKU – Foi sim. Você não confia mesmo em Ungai, não é?

KAGOME – Não é apenas questão de não confiar. Ele tem uma visão um pouco diferente da minha de fazer política. Aceitei-o como vice para não ficar isolada.

MIROKU – Entendo. Ficarei de olho nele também.

KAGOME – Ok. A gente se fala depois.

Kagome desliga seu celular para em seguida abrir a portinhola que separava ela do motorista para conversar com o mesmo pedindo que ele mudasse o trajeto para um novo destino.

Próximo capítulo = Marcas do passado — parte 3