Noite sem Fim

96 Ligações genéticas - parte 3


Rin e Sara estavam de saída do Hospital Memorial até que são abordadas por Raita, que aparece diante delas subitamente.

RAITA – Está indo até o jornal?

RIN – Isso não é da sua conta e...

RAITA – Eu te dou uma carona. Estou indo para lá também resolver os últimos detalhes do meu contrato.

RIN – Isso é algum truque?

RAITA – Acha que eu tenho algum medo de que fale para chefe do seu marido não me contratar? Não sou eu o vilão dessa história, minha cara. Só estou sendo gentil.

Embora não quisesse admitir, Rin sabia que Raita estava certo, pois não foi ele quem se ofereceu para o cargo do marido dela e sim foi o jornal que foi procurá-lo. Um evidente sinal de que o prestígio de Sesshoumaru estava em baixa.

RIN – Está bem, Raita. Vamos aceitar sua gentileza, mas saiba que ainda acho injusto o que o jornal está fazendo com Sesshoumaru.

RAITA – Eu não discordo, mas como jornalista deve saber que não posso deixar essa oportunidade passar. (ele sorri) – Meu carro está lá na frente.

Raita conduz Rin e Sara até o carro dele. Ao chegar ao veículo ele abre a porta para as duas entrarem e depois saíram do local. Dentro do veículo, Rin usa novamente o celular, mas desta vez para ligar para Shippou, que ainda estava percorrendo o parque Song á procura de Satsuki. Ele atende o celular.

SHIPPOU – Alô.

RIN – Oi Shippou.

SHIPPOU – Rin?

RIN – Sou eu sim, Shippou. A Satsuki está com você?

SHIPPOU – Não.

RIN – Então ela deve ter voltado para o hospital. Estou ligando porque tenho que ir a outro lugar.

SHIPPOU – Mesmo?! (meio sem graça) — Tudo bem, então.

RIN – Ok. Até mais.

Rin desliga o celular e Sara, que estava com ela no banco de trás do carro, estranha a expressão da mãe.

SARA – O que foi, mamãe?

RIN – Nada não, querida.

Rin estranhou um pouco a voz de Shippou, mas logo depois se lembrou que o encontro entre Shippou e Satsuki seria para ela revelar a verdade sobre o filho dela, portanto Rin imaginou que Shippou estava com a voz estranha por causa disso, mas mal ela sabia que Shippou nem se quer tinha se encontrado com Satsuki e que estava nervoso e envergonhado não nem ter ido aparecer na hora marcada.

SHIPPOU – Se Rin não sabe dela é bem possível ela ter ido se encontrar com Maya, mas elas tinham brigado, pelo que eu me lembro.

Shippou não sabia muito que fazer até que decidiu ligar para Maya, mas ele nem teve tempo de pegar no celular e o aparelho já tocou. Pensando que podia ser a noiva, Shippou atendeu imediatamente sem olhar no visor.

SHIPPOU – Satsuki?!

VOZ – Não é Satsuki. (Shippou reconheceu a voz)

SHIPPOU – Patrão.

VOZ – Sim. Eu mesmo. Posso saber por onde você anda que esqueceu seus alunos?

SHIPPOU – O que? (ele olha para o relógio) – Essa não!

VOZ – Essa sim. Esse é seu primeiro dia de trabalho e já está dando falta. E ela será descontada de seu salário.

SHIPPOU – Prometo que isso não vai se repetir, senhor.

VOZ – Então volte imediatamente.

SHIPPOU – Sim senhor.

O dono da escola de informática desliga a comunicação com Shippou, que agora tinha noção do tempo que perdeu seguindo Soten e Nomer e assim, mesmo sem ter almoçado, ele volta correndo para o trabalho e enquanto isso Ryukosei estava na sala de reunião da prefeitura onde estava também todo o secretariado para discutir alternativas de substituição para o cargo de secretário municipal de segurança que estava vago desde a demissão de Rakusho. Muitos nomes eram sugeridos, mas nenhum agradava o prefeito.

RYUKOSEI – Muito bem, senhores e senhoras. Eu quis ouvir sugestões para ver se consigo um nome que me agrade, mas ele não tem apenas que me agradar. Tem que ser algo impactante e... (ele para de falar ao ver a secretária entrando) – Não está vendo que estou em uma reunião importante.

SECRETARIA – Sinto muito, senhor e peço desculpas, mas o senhor Rakusho está na linha e disse que é um assunto de extrema urgência e não pode ser adiada.

RYUKOSEI – Eu já volto, mas não demoro muito.

Ryukosei se levantou á mesa para sair da sala de reunião e ir até uma sala adjacente onde atenderia ao telefone para falar com seu ex-secretario de segurança, que naquele momento estava em sua casa.

RYUKOSEI – O que foi, Rakusho?

RAKUSHO – Senhor prefeito, desculpa incomodá-lo. Sei que estava em reunião, mas o assunto é urgente.

RYUKOSEI – Ora Rakusho. Depois de tudo que fez por mim, te atender é o mínimo que eu poderia fazer e...

RAKUSHO – Eu não vou tomar muito do seu tempo e, portanto, serei breve.

RYUKOSEI – Está bem. Você disse que era algo urgente o que tem para me falar. O que seria?

RAKUSHO – Um sargento da base me ligou dizendo que sabia que eu tinha baixado arquivos secretos. Acho que fez isso em consideração aos anos que fiquei no exercito.Esse sargento disse ainda que quem descobriu isso foi o irmão de Kagome.

RYUKOSEI – O que?! Isso é sério?

RAKUSHO – Sim. É muito sério, mas felizmente Souta foi impedido antes que contasse. No momento ele está sendo isolado até que um general o interrogue, portanto, não vai demorar muito para o alto comando chegar em mim.

RYUKOSEI – Rakusho.

RAKUSHO – Não se preocupe, senhor. Não permitirei que o senhor seja atingido, mesmo que tenha traído seus ideais, pois se cair agora tudo que fez, tudo o que eu fiz não terá valido a pena.

RYUKOSEI – O que está pensando em fazer, Rakusho?

RAKUSHO – Cumprir o meu dever, senhor prefeito. Tenha certeza que nada de concreto chegará ao senhor.

RYUKOSEI – Rakusho! Não está pensando em fazer o que estou pensando, está? E o seu neto? Não pensa nele?

RAKUSHO – É só nele que eu penso, senhor. Só nele. (ele respira fundo) – Sabe muito bem que não tenho outra saída.

RYUKOSEI – Tudo isso foi por culpa minha. Eu não medi as conseqüências.

RAKUSHO – Sabemos disso, senhor, mas não é hora de recuar. Chegou-se até aqui, tem que ir até o fim, mas desta vez tem que saber o que vai perder e o que vai ganhar para que o senhor não tenha que fazer o que eu farei.

RYUKOSEI – Eu sei.

RAKUSHO – Use nossos infortúnios e os transformem em benefícios. (ele respira fundo) — Se tem alguém que consegue isso esse alguém é você Ryukosei. Sempre foi assim, desde a nossa juventude.

RYUKOSEI – Eu não sei como.

RAKUSHO – Sei que dará um jeito. Adeus senhor prefeito. Foi uma honra servi-lo.

Rakusho desliga a comunicação com Ryukosei para em seguida olhar para uma foto onde ele estava com o neto. Rakusho sabia que cedo ou tarde alguém do alto comando do exercito chegaria a sua casa com voz de prisão então ele foi para frente do computador e começou a digitar algo e enquanto isso Ryukosei se segurava para não chorar sabendo que o amigo de longa data estava prestes a se sacrificar, mas ele acabou se lembrando das palavras do próprio Rakusho de que ele tinha ido longe demais para voltar atrás em seu plano de destruir a Monarquia, portanto, ele se recompôs e tratou de pensar em um esquema onde ele poderia tirar proveito desse inevitável escândalo.

RYUKOSEI – Já sei!

Ryukosei aperta o interfone para falar com sua secretária a fim de pedir que esta convocasse uma entrevista coletiva o mais rápido possível. Depois disso voltou para a sala de reunião onde todo secretariado esperava por sua presença. O prefeito foi logo se sentando em sua cadeira.

RYUKOSEI – Não vou tomar mais o tempo de vocês. Já decidi que substituirá Rakusho, mas só vou divulgá-lo na entrevista coletiva que organizei. Estão todos dispensados.

Depois disso, Ryukosei se levanta deixando todo o secretariado sem entender o que estava acontecendo e enquanto isso no antigo laboratório de Kikyou, Baren já tinha os resultados da comparação genética entre as Yuris. Estava comprovado que Yuri, a filha adotiva de Azuma e Ayumi, era mesmo filha biológica de Yuri, antiga médica-cientista do exercito.

BAREN – Isso é 100% certo.

AZUMA – Estou vendo. (ele olha para a esposa com os filhos) — E o que vai acontecer com minha filha?

ABI – Esse foi apenas o primeiro passo, mas agora precisamos saber quem é o pai biológico.

BAREN – Vou ter que comparar o DNA da menina com amostras de um bando de dados muito grande. Isso vai demorar um pouco, mas se o pai biológico dela estiver aqui, vou encontrá-lo.

ABI – Isso é ótimo.

AZUMA – Qual a importância de tudo isso? Alguém pode me explicar?

ABI – Esse é o mistério. Nem eu mesma tenho como explicar. Por isso preciso saber quem é o pai.

Naquele momento o celular de Abi começa a tocar. Ela atende ao ver o numero de Zuko no visor.

ABI – Fale, Zuko.

ZUKO – Segui Runy. Ela está entrando em um motel. É provável que Hideki esteja lá.

ABI – Ótimo! Você e InuYasha podem cuidar disso.

ZUKO – InuYasha não está comigo, senhora. Ele resolveu seguir Suke imaginando que ele o leve até Naraku.

ABI – Suke não vai levá-lo a Naraku. Ele é só um burocrata e não tem esse tipo de acesso. Ele devia estar com você te ajudando.

ZUKO – Não se preocupe, senhora. Eu posso cuidar disso.

ABI – Ok. Chame reforços e eles estarão ao seu comando, agente, mas lembre-se de uma coisa. Precisamos do Hideki vivo.

ZUKO – Sim senhora.

ABI – Mantenha-me informada de todo o progresso.

Depois de desligar a comunicação com a chefa, Zuko volta a usar o binóculo para enxergar Runy falando com o gerente. A ex-namorada de Hideki sobe as escadas, saindo da visão de Zuko, para em seguida entrar em um dos quartos onde Hideki já a estava esperando.

HIDEKI – Conseguiu, gata?

RUNY – Está tudo depositado. (ela exibe um comprovante) – Não tem erro.

HIDEKI – Isso é ótimo. (ele fica meio intrigado) – Você não foi seguida, não é?

RUNY – Claro que não! Foi tudo bem. (ela tira algo da bolsa) — E aqui está um presente de Suke. (ela entrega os documentos falsos)

HIDEKI – Sabia que isso ia valer a pena. (ele pegava vários passaportes falsos com a foto dele) – Com isso da para fugir desse país tranquilamente.

RUNY – Esse Suke foi muito generoso. Essa generosidade tem a ver com aquela caixa metálica? O que tinha nela?

HIDEKI – Sim, mas não importa saber o que era. Não está mais comigo.

RUNY – Não importa mesmo. Só quero minha parte da grana e sumir.

HIDEKI – Trato é trato, mas podemos fazer algo diferente sobre esse trato.

RUNY – Do que está falando? Não está pensando em me passar para trás. Arrisquei meu pescoço nisso tudo e...

HIDEKI – Não é nada disso! (ele chega mais perto dela) – Estou falando de nós dois fugirmos juntos. Agora temos dinheiro para viver como reis. Sem falar que o dinheiro está depositado em uma conta conjunta. Um não pode mexer no dinheiro sem a senha do outro. Meu carro está no estacionamento. Podemos fugir.

RUNY – Eu não sei não. Não sei se quero você na minha vida de novo. Você me magoou muito no passado. Agora eu não sou mais aquela garota ingênua que você enganou.

HIDEKI – Mas isso é passado, Runy. (ele a segura pela cintura) – Por que acha que eu marquei nosso encontro em um motel? Podemos aproveitar para relembrar os velhos tempos, gata.

RUNY – Você não presta mesmo.

HIDEKI – Mas bem que você gosta, não?

Hideki começa a beijar o pescoço de Runy que não resiste a essas carícias e se entrega para o ex e enquanto isso Suke estava chegando ao prédio onde ficava seu escritório de contabilidade. Ele guia o carro para o fundo do prédio onde ficava o estacionamento, sem perceber que era seguido por Haruy e Gatenmaru em um carro mais atrás.

GATENMARU – Aquele estacionamento é só para funcionários. Temos que estacionar na rua mesmo.

HARUY – Ok. Depois vamos entrar lá e segui-lo.

GATENMARU – Certo, mas preciso de uma arma e...

HARUY – Nem pensar. Você ainda é inimigo. O acordo é você me ajudar e assim nós deixaremos você e sua prima em paz.

GATENMARU – Isso não me parece justo.

HARUY – Dane-se o que você ache o que parece justo ou não. (ele sai do carro) – Não vou deixar uma arma com você de novo.

GATENMARU – Então eu vou ficar. (ficando no carro)

HARUY – Se está pensando em fugir de novo, pode fugir. Nós te pegamos. (ele encara pela janela do carro) – Só não te mato agora porque não quero chamar a atenção de ninguém. Você está na minha lista negra.

Haruy sorri confiante de que estava no controle da situação e se afasta para entrar no prédio, mas o que ele não sabia era que Gatenmaru tinha um plano próprio para aquela situação e sabia o que tinha que fazer e enquanto isso ao perceber que o veículo estava estacionado a algum tempo, InuYasha toma coragem e sai do porta malas do carro e percebe que estava em um estacionamento.

INUYASHA – Mas que local é esse?

InuYasha queria vasculhar o interior do carro, mas ele estava trancado e então ele iria sair do estacionamento para saber que lugar era aquele até que naquele exato momento seu celular começa a tocar. Ele olha o numero no celular imaginando que poderia ser Zuko com notícias sobre Hideki, mas para surpresa dele o numero era de um telefone que nunca tinha visto. Ainda sim ele atendeu.

INUYASHA – Alô.

GATENMARU – Como vai meu caro InuYasha?

Ao ouvir a voz do outro lado, InuYasha imediatamente para de andar, pois a reconheceu. Era do seu algoz, do homem que atirou nele anos atrás e o deixou em uma cadeira de rodas.

INUYASHA – É você, seu maldito.

GATENMARU – Fico lisonjeado que tenha reconhecido minha voz. Incrível como você ainda tem o mesmo celular.

INUYASHA – O dia que eu me encontrar com você, nós acertaremos as contas, desgraçado.

GATENMARU – Ameaças, ameaças. Sempre ameaças. Isso é tão tedioso, mas não liguei para relembrar os velhos tempos e sim para lhe dar uma pequena informação.

INUYASHA – Não quero nada de você a não ser sua presença em uma cadeia. (ele volta a andar) – Mas antes eu queria um encontro mano a mano contigo para acertarmos as diferenças.

GATENMARU – Não sei por que está tão bravo. Voltou a andar. Eu observei sua mobilidade entrando no porta-malas do carro de Suke.

Ao ouvir Gatenmaru proferindo aquela frase, InuYasha para de andar e começa a olhar ao redor como se sentisse sendo observado de longe.

INUYASHA – Como sabe disso? Onde está?

GATENMARU – Onde eu estou não importa muito, mas sim onde está. Aposto que estando dentro do porta-malas não tenha noção de onde esteja, portanto, vou dar uma ajuda. Você está em um prédio comercial onde funciona o escritório de contabilidade de Suke.

INUYASHA – Por que está me dizendo isso? Por acaso é alguma armadilha?

GATENMARU – Eu tenho os meus motivos e isso não é nenhuma armadilha. Saiba que a conspiração que está enfrentando está dividida.

INUYASHA – O que? Dividida?!

GATENMARU – Naraku e Natsume não são seus únicos inimigos. Existe outra vertente.

INUYASHA – De quem você está falando? Por acaso é Ryukosei? Ele e Naraku são aliados?

GATENMARU – Vou falar apenas uma vez. O que posso dizer é que o escritório de Suke fica no quinto andar, sala 53. Saiba também que você não é o único atrás de Suke.

Depois de dizer isso, Gatenmaru desliga abruptamente a ligação sem dar chance a InuYasha questionar. O marido de Kagome ficou intrigado com aquele telefonema e ficou se questionando se aquilo que ouviu era verdade, principalmente com a história de que a conspiração está dividida.

INUYASHA – Por que será que ele me disse isso?

InuYasha percebeu que não tinha muito tempo a perder e, mesmo não confiando em Gatenmaru, resolveu seguir a pista do algoz e enquanto isso depois de chegar na base, o general foi direto para a sala onde Souta estava detido. O irmão de Kagome se levanta da cadeira onde estava sentado assim que vê o general.

GENERAL – Pode se sentar soldado.

SOUTA – Sim senhor.

GENERAL – O sargento me contou o que pretendia fazer. (ele puxa outra cadeira e se senta nela) – Eu conheci seu pai e tenho certeza que ele está decepcionado com sua atitude.

SOUTA – Com todo respeito, general, não fui eu quem envergonhou o exercito.

GENERAL – Rakusho será punido. Ele não será libertado como acha que será. Ele irá responder a corte marcial, mas esse é um assunto que deveria ficar dentro da corporação e não ser joguete político para beneficiar político A para prejudicar político B.

SOUTA – O senhor está dizendo que Rakusho será levado a julgamento que poderá levá-lo para a cadeia?

GENERAL – Sim. É bem possível que isso aconteça, mas a informação que você obteve não pode ir para a imprensa. Eu admito que nosso exercito tem muitos ‘esqueletos’ no armário e é para mantê-los lá que precisamos de discrição.

SOUTA – O que pretendem fazer comigo? Irão me prender?

GENERAL – Claro que não! Você será solto, mas não por enquanto. Assim como sua namora e seus amigos. Depois que o alto comando do exercito decidir o que fazer, iremos libertá-lo. Aconselho a esquecer essa história se quiser ainda ter uma carreira aqui, mas saiba que se disser algo para imprensa, negaremos tudo e sua irmã é quem vai levar a pior.

SOUTA – Isso é uma ameaça, general?

GENERAL – Claro que não. Eu apenas estou mostrando os fatos. Ao conseguir a prova contra Rakusho, você provou que é um jovem inteligente e promissor. Tenho certeza que sabe analisar os fatos. (ele se levanta da cadeira) – Mas entenderei se não quiser mais ficar no exercito.

O general abre a porta para sair deixando Souta sozinho com seus pensamentos. O irmão de Kagome sabia que o general estava falando a verdade. O exercito não deixaria que aquela história de Rakusho saísse na imprensa e enquanto isso Sango e Guy tinham acabado de falar com o legista que estava examinando o corpo da vitima do estrangulador confirmando a hora da morte.

SANGO – Ela foi morta ontem mesmo.

GUY – Mas não dá para saber se ela é a primeira, segunda ou terceira vitima nesse retorno.

SANGO – Você não me disse que já tinha uma operação pronta para pegá-lo?

GUY – Sim, mas a lista de suspeitos voltou a aumentar e não a nada que eu possa fazer. Foi uma pisada de bola da Segurança Interna.

SANGO – Eles estão atolados com esse caso do Naraku.

De repente Sango e Guy vêem alguém que não esperavam ver no dia de hoje. Eles estavam vendo Nomer acabando de chegar ao departamento.

GUY – O que está fazendo aqui, Nomer?

SANGO – Pensei que Azuma tinha te dado um dia de folga depois do que aconteceu com Ryoma.

NOMER – Sim. (ele se senta á sua mesa de trabalho) – Mas foi o próprio capitão que me pediu para investigar uma coisa para ele. (ele liga o computador)

SANGO – Deve ser sobre Ligun, certo?

NOMER – Exato! Ele quer que eu descubra o que aconteceu com ele e porque a foto dele está bloqueada.

GUY – Você consegue isso?

NOMER – Vou tentar. (ele começa a digitar) – Quero muito compensar meu vacilo de ontem.

GUY – Não foi culpa sua o que aconteceu com Ryoma e...

NOMER – Claro que foi! (ele para de digitar e olha para os dois) – Eu esqueci uma caneca na sala e Ryoma a quebrou para usar um dos cacos para se matar. (ele volta a digitar) – Não tentem ser condescendentes comigo.

GUY – Eu te entendo.

Guy coloca a mão no ombro de Nomer e se afastar para ir a outro lugar. Sango ia fazer o mesmo, mas se lembrou de algo e resolveu se manifestar.

SANGO – E o encontro?

NOMER – Hã?! (ele para de digitar e olha para ela)

SANGO – Estou falando do encontro com Soten. Como foi?

NOMER – Ela ainda gosta do ex mesmo ele sendo noivo de outra. Foi isso que aconteceu. (ele volta a digitar) – Está satisfeita?

SANGO – Estou. (ela coloca a mão no ombro dele) – Sinto muito por você.

NOMER – Eu também.

Sango tinha percebido o interesse de Nomer na filha de Miroku, mas não podia fazer nada e assim foi cuidar dos assuntos dela referentes ao estrangulador e enquanto isso no antigo laboratório de Kikyou, Baren tinha um resultado surpreendente sobre quem era o pai biológico da pequena Yuri.

BAREN – Nenhum deles é o pai.

ABI – Como não?! Isso é impossível.

BAREN – Mas é o que está aqui, senhora. Nenhum DNA bate com o DNA da menina. A senhora tem certeza que o tal Konshu era mesmo estéril?

ABI – Claro que sim! Você acha que sou alguma amadora em vim aqui sem checar essa informação com cuidado?

AZUMA – Eu gostaria de levar minha família embora.

ABI – Tudo bem, capitão, mas eu aconselho a manter um total contato comigo, pois Yuri e Konshu tinham um bom motivo para manter essa gravidez escondida.

AZUMA – Ok.

Azuma consente com Abi e depois vai até Ayumi, Okko e Yuri para levá-los embora e naquele exato momento um soldado se aproxima de Abi e fala algo no ouvido dela. Depois de ouvir ela vai até Onigumo, que naquele momento tinha terminado de identificar o tipo de formiga que aparecia na imagem de Natsume.

ABI – Onigumo.

ONIGUMO – Consegui identificar. Agora só tenho que verificar em que regiões essa formiga gosta de ficar.

ABI – Isso é muito bom, mas pode deixar que minha equipe cuida disso. Você tem um assunto a resolver lá fora. Aquela sua amiga está te procurando.

ONIGUMO – Amiga?! Está falando de Eri? (Ayumi ouve aquilo)

AYUMI – Eri está aqui?

ABI – Sim. Se não quiser encontrá-la para mentir, sugiro que fique mais um pouco até que Onigumo a despache.

AZUMA – Acho uma boa idéia. Devemos manter essa história em sigilo, pelo menos por enquanto. Até descobrirmos o que tem por trás de tudo isso.

ONIGUMO – Não vejo necessidade disso em um circulo tão intimo, mas não vou falar nada.

Depois de falar isso e ciente que sua função já tinha sido cumprida no local, Onigumo resolve sair do local deixando os outros para trás. Ao sair do laboratório, ele vê Eri de costas.

ONIGUMO – Estava querendo falar comigo? (ela se vira ao ouvir a voz)

ERI – Oi. (ela sorri) – Queria sim. Pensei em passar aqui para saber se não quer almoçar comigo.

ONIGUMO – Claro. (ele olha para trás discretamente e depois para ela) – Vamos agora.

ERI – Onigumo, o que está acontecendo?

ONIGUMO – Como assim?

ERI – Por que tem soldados protegendo esse lugar? Eles nem me deixaram entrar.

ONIGUMO – Segurança nacional. O laboratório de Kikyou foi confiscado. Ele não está mais sob minha supervisão, portanto podemos sair agora mesmo.

ERI – Isso é bom.

Onigumo conduz Eri até o carro dele para levá-la para longe dali. Abi observou toda a cena sem ser vista por eles. Ela queria ter certeza que aquela operação não teria mais interrupções e naquele momento o celular de Abi tocou. Ela sabia que era Zuko e atendeu imediatamente.

ABI – Fale Zuko.

ZUKO – O reforço já chegou e estou pronto para agir.

ABI – Algum sinal que Hideki saiu?

ZUKO – Não sei em que carro ele chegou, mas ninguém saiu do motel nesse meio tempo.

ABI – Ótimo! Pode agir, agente Zuko.

ZUKO – Sim senhora.

Depois de receber essa autorização, Zuko desliga seu celular e ordena, com gestos, que os outros agentes se posicionem para a invasão, o que começou a acontecer naquele instante ao abordarem o gerente pedindo que este dissesse o numero do quarto onde estava a última mulher que entrou no motel, no caso Runy. Depois de conseguir essa informação, Zuko e os outros agentes foram ao local indicado. Zuko, como líder, tomou a dianteira ao arrombar a porta.

ZUKO – Agência Imperial!

Zuko sacou a arma e aponto dizendo isso ao flagrar Hideki deitado na cama, mas este não se mexeu. Zuko, seguido pelos outros agentes, se aproximou com extremo cuidado e notou uma poça de sangue ao lado da cama, sangue que vinha do corpo inerte de Hideki.

ZUKO – Droga! (colocando a mão no pescoço dele medindo o pulso) – Ele está morto. (ele olha para um dos agentes) – Verifique o banheiro.

Dois agentes se deslocaram para o banheiro enquanto Zuko observava ao redor querendo encontrar algo fora do lugar que explicasse essa situação, mas não havia nada fora do normal a não ser um cadáver. Os outros agentes voltam.

AGENTE – Ninguém no banheiro.

ZUKO – Mas que droga! Abi vai me matar. (ele se toca da situação) – Espalhem-se pelo motel! Vasculhem todos os quartos. Runy pode estar escondida em um deles.

Os agentes imperiais fazem o que Zuko ordenou e enquanto isso na frente da prefeitura a imprensa aguardava o pronunciamento de Ryukosei, que tinha marcado isso minutos antes. Quando o prefeito finalmente apareceu foi logo para a tribuna.

RYUKOSEI – Vocês devem estar achando que vou falar do estrangulador, mas não farei isso. Eu vou falar de outro assunto que me prejudicará, mas como servidor publico não posso esconder. Todos já sabem que Rakusho, meu ex-secretário e amigo fraterno, se demitiu, mas o que vocês não sabem são os motivos meus de ter aceitado essa demissão. (ele faz uma pausa para criar um suspense) – Rakusho me telefonou a poucos instantes dizendo que cometeu traição ao usar sua patente militar para adquirir informações secretas sobre o exercito japonês. Ele me ligou para pedir desculpas e dizer que foi descoberto e que não agüentaria a vergonha. Isso mesmo que vocês entenderam. Rakusho cometeu suicídio.

Ryukosei parou de falar depois daquela revelação diante a enxurrada de perguntas dos jornalistas. Aquela declaração era transmitida ao vivo para todo Japão ao mesmo tempo em que soldados da guarda de busca do exercito encontraram o corpo de Rakusho sentado no sofá com um ferimento á bala na cabeça.

Próximo capítulo = Segredos e sacrifícios – parte 1