Noite sem Fim

65 Contagem regressiva - parte 4


Depois de olhar o bilhete, Sango ainda tinha dúvidas sobre um romance entre Momiji e o marido de Ling, embora se fosse verdade explicaria os dois crimes.


SANGO – Tem alguma coisa errada, mas eu não sei o que.


Sango reuniu alguns policiais e os dividiu em grupos para que procurassem Ling na casa de parentes, de amigos e em lugares que ela costumava sair com o marido. Depois de feito isso ela usou seu celular para ligar para InuYasha que estava do lado de fora do parque industrial mexendo no corpo de Zuza á procura de qualquer coisa que o levasse até Miroku. Ele atende o celular.


INUYASHA – Alô.


SANGO – InuYasha, sou eu. Conseguiu achar algo?


INUYASHA – Eu cheguei ao local onde Miroku e Zuza mantinham Kagome prisioneira.


SANGO – Sério?!


INUYASHA – Sim, mas antes de eu chegar, Shippou tinha restabelecido o link com o local e pode ver Miroku atirando em Kagome várias vezes.


SANGO – Não pode ser. (ela tentava reordenar as idéias) – Miroku não pode ter feito isso.


INUYASHA – Mas fez Sango. Shippou viu tudo. E para completar ao chegar ao local encontrei com Zuza todo debochado, rindo da minha desgraça. Acredita que ele quis matar Kagome porque achava que estava cumprindo um desejo de Kikyou? Eu fiquei com tanto ódio que o matei á sangue frio.


SANGO – Não me diga isso, InuYasha. Sabe que pode se meter em encrenca.


INUYASHA – Depois do que aconteceu, não me importo com mais nada.


SANGO – Não fale assim. Você ainda tem Shippou e Genku. Eles vão precisar muito de você nessa hora de dor.


INUYASHA – Eu sei. Eu sei, mas agora já é tarde para se arrepender.


SANGO – Tudo bem, a gente dá um jeito nisso. (ela respira fundo) — Já chamou a polícia para levar o corpo de Kagome?


INUYASHA – Esse é outro mistério, Sango, pois não achei o corpo de Kagome.


SANGO – O que?! Como assim não achou? Mas não disse que Shippou viu Miroku atirando em Kagome?


INUYASHA – Quando entrei no parque industrial, só encontrei uma poça de sangue e mais nada.


SANGO – Está dizendo que Miroku fugiu com o corpo de Kagome? Mas por quê?


INUYASHA – Isso eu não sei. Cheguei a pensar que Kagome tivesse algum segredo militar no corpo por ser filha de militar.


SANGO – Mas se foi isso, não precisava matá-la. Tem que ser outra coisa.


INUYASHA – Seja o que for vou ficar esperando o Shippou descobrir o outro endereço.


SANGO – Ok. Eu estou voltando para o Hospital Memorial. Preciso saber se houve alguma evolução do quadro clinico de Momiji. Ele tem que nos tirar algumas dúvidas.


INUYASHA – Depois me conta os detalhes. Falamo-nos depois.


SANGO – InuYasha.


INUYASHA – Sim?


SANGO – A senhora Higurashi ainda deve estar no hospital. Posso contar á ela sobre Kagome?


INUYASHA – Não! Só pergunte se o marido dela deixou algo no corpo de Kagome. Sobre a morte dela, deixa que eu falo.


SANGO – Como quiser. Eu sinto muito.


INUYASHA – Não mais do que eu.


InuYasha desliga seu celular e volta a examinar o corpo de Zuza, mas ele não tinha documento algum e percebendo que dali não conseguiria nada, ele resolve ligar para Shippou que estava tentando encontrar o endereço do ultimo link, mas os resultados não eram bons.


SHIPPOU – Droga!


SOTEN – O que foi, Shippou?


SHIPPOU – Eu perdi o rastro do link. (ele pega o laptop e joga no chão) – Isso é culpa minha.


SOTEN – Por que está dizendo isso?


SHIPPOU – Porque é verdade. O tempo que fiquei lá fora choramingando foi o tempo necessário para que a pessoa, que está do outro lado do link, desconectasse a ligação.


SOTEN – Você sentiu a morte da sua mãe. Ninguém pode culpá-lo e...


SHIPPOU – Pode sim. Eu me culpo.


SOTEN – Shippou, você é um ser humano e não uma máquina. Não tem o direito de exigir tanto de si mesmo.


SHIPPOU – Eu não sei o que fazer. (nesse momento o celular dele toca) – É InuYasha.


SOTEN – Atende. Ele vai entender.


Diante disso, Shippou respira fundo e atende o aparelho.


SHIPPOU – Pai.


INUYASHA – Conseguiu algo, Shippou?


SHIPPOU – Infelizmente não. Eu perdi completamente a conexão. Não tenho como achar o último endereço. Eu sinto muito, pai. Eu falhei com o senhor. Eu falhei com Kagome, a minha mãe e...


INUYASHA – Não fale assim, Shippou. Não fique sentindo pena de si mesmo. Ninguém falhou aqui, filho. Ninguém podia imaginar que um louco estaria atrás de Kagome e que fosse apoiado por uma criminosa internacional para chegar á seus objetivos.


SHIPPOU – Mas e agora?


INUYASHA – Apesar de nossa dor ainda temos que encontrar o corpo de Kagome para darmos á ela um enterro decente.


SHIPPOU – Concordo.


INUYASHA – Shippou. Vá para o hospital e fique com Genku. Ele vai precisar muito de sua força.


SHIPPOU – Já estamos indo.


Totalmente abatido, Shippou desliga seu celular e em seguida olha para Soten. Não havia mais nada para fazer naquele lugar e enquanto isso dentro de um furgão preto e á caminho do seu novo esconderijo, Natsume é informada, através do celular, por Kageroumaru sobre o sucesso da desconexão do link.


NATSUME – Isso é verdade?


KAGEROUMARU – Sim. Não tem como descobrir esse endereço.


NATSUME – Mas mesmo assim destrua esse local e me encontre depois.


KAGEROUMARU – Certo.


Kageroumaru desliga seu celular para em seguida começar a digitar algo no computador. Seja o que for que ele digitou, fez acionar o dispositivo de autodestruição do local em tempo decrescente.


KAGEROUMARU – Agora tudo vai para os ares e... (ele se surpreende com algo na tela) – Um para a explosão?!


Aquele tempo era mais curto do que ele pensava e assim saiu correndo até a saída e ao chegar lá encontra a porta trancada. Aquilo não era uma falha. Natsume o tinha sacrificado e a prova disso era o sorriso que Natsume exibia aos capangas.


NATSUME – Sentirei saudades de Kageroumaru, mas sacrifícios devem ser feitos e o dele já estava planejado.


CAPANGA – Ele poderia ser importante e...


NATSUME – Não precisamos mais dele, não com Elisa agindo livremente na prefeitura. (ela fica pensativa) – Já acharam Gatenmaru? Já acharam o corpo?


CAPANGA – Os homens, que a senhora deixou na região, ainda não o acharam.


NATSUME – Não quero que eles saiam de lá até acharem o corpo. Não quero dar ‘sopa para o azar’.


Natsume percebia que o furgão se aproximava da região onde ficava o esconderijo fornecido por Ryukosei e, por isso, ela pega seu celular e liga para Ryoma, que estava em um estacionamento abandonado, aguardando novas ordens.


NATSUME – Ryoma.


RYOMA – Finalmente ligou! Já estava cansado de esperar.


NATSUME – Já temos um novo esconderijo. Vá para a região das montanhas no setor b. O local é bem protegido.


RYOMA – Ok!


NATSUME – Não demore muito, Ryoma. Você é muito importante para a missão.


Depois de falar com Ryoma, Natsume desliga seu celular e percebe que o furgão parou o que significava que tinham chegado ao local e assim ela sai da traseira do furgão para observar melhor a localidade para em seguida ir para a entrada cuja porta tinha trava eletrônica. Natsume digita a senha dada por Ryukosei e assim todos entram no local e ficam admirados com a infra-estrutura do lugar.


NATSUME – Ryukosei tinha razão. O local não é chamativo e podemos operar daqui tranquilamente.


Natsume olhava todos os equipamentos e se preparava para se instalar e enquanto isso, Elisa, aproveitando que Ryukosei estava tomando banho, começou a ler as mensagens de texto recebidas em seu celular. Uma delas apavorou-a, pois falava que Momiji foi levada ainda com vida para o hospital.


ELISA – “Droga! Aquela idiota da Ling não deve ter conferido direito.” (pensando)


Diante daquela notícia, Elisa tinha que fazer algo, pois Momiji poderia comprometer a missão dela. A primeira dama ficou andando de um lado para o outro pensando como poderia sair daquela situação. Ryukosei entra no quarto e percebe a expressão de preocupação no rosto da esposa.


RYUKOSEI – O que foi, querida? (enxugando o cabelo com a toalha) – Aconteceu algo?


ELISA – Houve uma complicação.


RYUKOSEI – Complicação?! Do que está falando?


Elisa resolve contar que Momiji ainda está viva e apesar de não poder acusá-lo, a jornalista pode colocar em evidência as pretensões dele, mostrando a ligação de Ling com Natsume. Isso apavorou Ryukosei.


RYUKOSEI – Isso não pode acontecer. As pessoas com quem trabalho não admitem erros e falhas.


ELISA – Eu tenho uma fonte no hospital. Ela me disse que Momiji está em estado grave. Talvez nem se recupere e...


RYUKOSEI – Mas se ela se recuperar, tenho que estar preparado, não acha?


ELISA – Acho. (ela se aproxima do marido) — Como vamos revolver isso?


RYUKOSEI – Temos que controlar o fluxo de informação. Ligue para Rakusho e peça que ele vá ao hospital onde Momiji está internada.


ELISA – Acha prudente envolver Rakusho nisso? Se ele descobrir que está se aliando com Natsume, é capaz dele não colaborar.


RYUKOSEI – Ele não vai precisar saber de Natsume. Quero apenas que ele me informe do andamento da investigação. (ele encara a esposa) – Se Momiji falar, tudo que fez foi em vão. (ele começa a se vestir) — Falo de matar Ling e o marido dela.


ELISA – Sabe que eu precisava fazer isso. Se vazasse que Ling era uma espiã, as autoridades poderiam chegar aos seus interesses. Não podia permitir isso. (ela se afasta) – Vou ligar para Rakusho. (ela ia saindo do quarto até ele se manifestar)


RYUKOSEI – Elisa.


ELISA – Sim?


RYUKOSEI – Eu não estou bravo com você. Sei que forjou um caso entre Momiji e o marido de Ling para me proteger. Sei também que foi pega de surpresa com essa minha aliança com Natsume. Agradeço por tudo que fez. Só estou um pouco nervoso.


ELISA – Não se preocupe, amor. Sei como são essas coisas. E não se preocupe. Vamos contornar esse pequeno imprevisto.


Elisa mandou um beijo de longe para em seguida sair do quarto a fim de ligar para Rakusho e enquanto isso em uma sala da clínica de aborto, Koharo observava Kuno examinando Tamira, que ainda estava inconsciente.


KOHARO – Se o senhor tivesse vindo junto comigo naquela hora, já teria feito um diagnostico de Tamira.


KUNO – Eu não podia deixar provas da existência dessa clínica.


KOHARO – Por que o senhor não operou Tamira aqui?


KUNO – Se a clínica fosse só minha, eu faria aqui, mas não é. Meus sócios iriam perguntar o motivo. Aí eu teria que dizer e eles não concordariam. Por isso fiz a operação na minha casa. (ele termina de examinar Tamira) – Pronto.


KOHARO – E aí?! A bactéria foi ativada.


KUNO – Felizmente não, mas ainda não saiu do corpo dela e...


Kuno para de falar ao ouvir o som do toque do celular de Koharo, pois sabia que só podia ser Miroku, querendo saber da filha. Koharo atendeu o aparelho deixando-o no viva-voz para que Kuno participasse da conversa.


KOHARO – Miroku?


MIROKU – Sim, sou eu. Como está Tamira?


KOHARO – Aparentemente está bem, mas Kuno disse que, embora esteja desativado, o DDM-145 ainda não foi expelido do corpo dela.


MIROKU – Ele tem um prazo para que isso aconteça?


KUNO – Infelizmente não. Aparentemente o representante de Natsume não nos contou todos os procedimentos da operação.


MIROKU – A idéia dele era te atrasar o máximo para que fossem localizados e capturados. Por falar nisso, onde estão?


KUNO – Na clínica de aborto.


MIROKU – Tem certeza que ninguém te seguiu ou mesmo sabe da sua ligação com essa clínica?


KUNO – Absoluta. Peguei todos os registros que me ligavam á essa clinica.


MIROKU – Bom assim.


KOHARO – O que pensa em fazer agora, Miroku?


MIROKU – InuYasha deve estar louco atrás de mim por causa da Kagome. Mesmo não tendo previsão de quando Tamira ficará livre do DDM-145, vou ter que colocar em pratica a fase final do meu plano.


KOHARO – Tenha cuidado, Miroku. Certamente InuYasha irá te matar se te encontrar primeiro do que a polícia.


MIROKU – Eu vou ter cuidado.


Miroku desliga seu celular, mas ainda sim fica olhando atentamente para o aparelho. Ele iria fazer a última ligação naquele celular.


MIROKU – Que Buda me ajude, pois se ele não puder me ajudar, ninguém mais pode.


Miroku respira fundo e começa a discar e enquanto isso no Hospital Memorial, Souta, finalmente tinha acordado depois da operação pela qual passou e portanto foi transferido para um dos quartos e estava liberado para receber visitas. A senhora Higurashi, Genku, Shiori e Houjo estavam acabando de entrar no quarto.


HIGURASHI – Graças ao meu bom Buda, você está bem, meu filho. (dando um beijo na testa dele)


GENKU – O que aconteceu?


HIGURASHI – Muita coisa, mas não quero que se preocupe e...


SOUTA – E Kagome? Já a encontraram?


GENKU – Ainda não encontram a minha mãe, tio.


SOUTA – Eu me sinto tão inútil aqui nesse quarto de hospital.


HOUJO – Não se sinta assim, Souta. Todos nós soubemos o que fez por Shiori. (olhando para ela que estava um pouco mais afastada)


SHIORI – Que bom que abriu os olhos, Souta. (ela se aproxima dele) — Eu temi pelo pior. (chorando)


SOUTA – Não precisa chorar, Shiori.


SHIORI – Quando você estava sendo operado, percebi o quanto gosto de você. O quanto é importante para mim.


SOUTA – Mesmo?!


SHIORI – Mesmo.


Shiori dá um selinho em Souta fazendo com que a senhora Higurashi, Houjo e Genku saíssem dali para não interromper aquele clima, que atenuava o ambiente tão carregado por causa dos últimos acontecimentos. Ao saírem do quarto, eles dão de cara com Sango no corredor. A detetive tinha acabado de chegar.


SANGO – Eu preciso falar uma coisa com a senhora. (depois ela olha para Houjo e Genku) – Em particular.


HIGURASHI – Tudo bem. (ela olha para Houjo) – Fique com Genku.


GENKU – Vão falar da minha mãe, não é? Por que me deixam de fora de tudo.


HOUJO – Vamos, Genku. Deixe-as conversar.


Houjo e Genku se afastam deixando Sango e a senhora Higurashi mais á vontade. A detetive logo foi falando.


SANGO – Senhora Higurashi! Por acaso o seu falecido marido tinha colocado algum segredo militar no corpo de Kagome?


HIGURASHI – Como assim segredo militar?


SANGO – Algum projeto ultra-secreto ou coisa parecida.


HIGURASHI – Não. (ela fica pensativa) – Não que eu saiba, mas por que essa pergunta?


SANGO – Por nada.


HIGURASHI – Seja sincera, detetive. Aconteceu algo com minha Kagome?


Sango ficou com pena do olhar preocupado daquela mulher e não queria falar que Kagome tinha morrido e naquele momento Sango avista Botan dobrando o corredor e aproveita isso para se afastar da senhora Higurashi.


SANGO – Desculpe, senhora, mas tenho que falar com aquela moça.


HIGURASHI – Mas...


Sango sai antes que a mãe de Kagome fizesse outra pergunta. Ela não gostava de mentir. Dobrando o corredor, ela alcança Botan, que se surpreende com a presença dela.


BOTAN – Detetive?!


SANGO – Eu preciso fazer algumas perguntas sobre sua irmã.


BOTAN – O que quer saber?


SANGO – Você tinha conhecimento da vida amorosa dela.


BOTAN – A única coisa que sei disso é que ela tinha uma queda por Sesshoumaru, mas isso é coisa do passado. Ela me garantiu. Por que está perguntando isso?


SANGO – Eu sei quem empurrou sua irmã. Foi a secretária de Ryukosei. O circuito de câmeras de vigilâncias a viram saindo do apartamento dela.


BOTAN – Mas por que ela faria isso?


SANGO – Talvez porque sua irmã tinha um caso com o marido de Ling.


BOTAN – O que?! Minha irmã e o marido de Ling?! Isso é um absurdo.


SANGO – Absurdo por quê? Porque ele é casado? Sesshoumaru também é e nem por isso Momiji deixou de dar em cima dele e...


BOTAN – Olha detetive, eu agradeço que tenha descoberto quem fez isso com Momiji, mas eu conheço a minha irmã. Se ela tivesse um caso com esse homem, eu saberia.


SANGO – Mas há um bilhete escrito por Ling que dizia que ela tinha descoberto o caso e iria cuidar dos dois. O marido dela está morto. Ainda não sabemos onde está Ling.


BOTAN – Não acredito em bilhete e nem nessa Ling. Não vou permitir que difamem a imagem da minha irmã.


SANGO – Mas...


Sango não termina a frase porque naquele momento Tanuki se aproxima das duas para falar algo com Botan.


TANUKI – Alguma notícia de sua irmã?


BOTAN – Ela ainda está sendo operada, mas o pior é que ela está sendo difamada. (olhando feio para Sango)


TANUKI – Eu sinto muito, mas tenho que ir.


BOTAN – Você vai voltar á sede do partido trabalhista? Esse era o telefonema que recebeu?


TANUKI – Não! Não é isso não. Eu tenho que fazer uma coisa importante e...


BOTAN – O que poder ser mais importante do que as prévias do partido?


TANUKI – É uma coisa que vai surpreender muita gente. (ele segura os ombros dela) – Vai ficar tudo bem, Botan. (ele a abraça) — Sua irmã irá se recuperar.


BOTAN – Eu queria que ficasse aqui comigo.


Tanuki beija a testa de Botan para consolá-la devido á preocupação com o estado de Momiji. Aquela cena era sintomática, pois a própria Momiji uma vez insinuou que a irmã tinha uma queda por Tanuki, apesar de ela defender Gakusajin e de ele defender Kagome nas prévias do partido trabalhista.


TANUKI – Agora tenho que ir. Você vai ficar bem?


BOTAN – Vou.


E assim Tanuki se afasta para ir á esse encontro misterioso. Sango, que tinha observado a cena, ficou meio intrigada com aquele comportamento estranho de Tanuki e a detetive acabou se lembrando que Tanuki foi, por muito tempo, amigo de Miroku e por isso decide segui-lo, mas naquele momento seu celular toca e ela tem que atendê-lo.


SANGO – Sango falando.


AZUMA – Sou eu, Sango.


SANGO – O que você quer agora, Azuma? (vendo Tanuki se afastando) – Fale de uma vez.


AZUMA – Eu acabei de ser informado que Miroku acabou de se entregar.


SANGO – O que?!


AZUMA – É isso mesmo que ouviu. Abi e o resto dos agentes imperiais foram notificados de um telefonema de Miroku em que ele dava a localização de onde estava. Estou indo com eles para acompanhar a prisão.


SANGO – E qual é a localização?


AZUMA – É por isso que estou te ligando. Sabia que iria querer essa informação. (ele olha ao redor para se certificar que nenhum agente imperial estava por perto) – Miroku diz que vai ficar esperando na rua Yazuri, 48.


SANGO – Ok. Eu sei onde fica. Obrigado pela informação.


Sango desliga seu celular e por causa da surpresa em saber que Miroku iria se entregar, ela acabou desistindo de seguir Tanuki e enquanto isso InuYasha, já fora do parque industrial, depois de acabar de procurar algo que o levasse á Miroku. Ele não tinha encontrado nada e estava muito frustrado e triste.


INUYASHA – “Droga! Eu não encontrei nada.” (pensando)


InuYasha socava a parede totalmente inconformado com aquela situação e até chegou a se arrepender de ter matado Zuza, pois talvez ele tivesse alguma informação útil e naquele momento seu celular começa a tocar e ao ver no visor que era o numero de Sango, ele atende imediatamente.


INUYASHA – Sango.


SANGO – Ainda está no parque industrial?


INUYASHA – Sim, mas não encontrei nada.


SANGO – Eu tenho uma coisa para te contar. (ela respira fundo) – Eu soube que Miroku telefonou para a polícia a fim de se entregar.


INUYASHA – O que?! Isso é sério.


SANGO – Ele deu a localização e tudo. Azuma disse que a Agência Imperial irá pegá-lo, portanto pode voltar e desistir da busca.


INUYASHA – Você sabe onde é esse local que Miroku falou que iria se entregar?


SANGO – Sei.


INUYASHA – E qual é?


SANGO – InuYasha! Já acabou! Miroku vai se entregar e depois poderei saber da minha filha.


INUYASHA – Você não entende, Sango? (ele corre para o carro dele) — A Agência Imperial não vai nos deixar chegar perto de Miroku. (ele entra no carro) — Está acontecendo algo em relação ao Imperador. Eles não nos dirão nada. Nem mesmo sobre sua filha. Precisamos chegar antes da polícia. Eu sei que ele levou o corpo de Kagome para um local aqui perto. Tenho certeza que chego antes.


SANGO – Mas...


INUYASHA – Mas o que, Sango?! Me dá o endereço logo.


SANGO – Olha InuYasha. Eu sei que está sofrendo pelo que aconteceu com Kagome, mas matar Miroku não vai trazê-la de volta. Isso sem falar que não encontraremos Tamira.


INUYASHA – Confie em mim, Sango. Eu nunca arriscaria a vida de sua filha para fazer uma vingança pessoal. (ele respira fundo) – Eu sei também que ainda ama Miroku e que apesar de tudo que ele fez ainda quer o bem dele, mas eu juro que não vou me vingar.


SANGO – Está bem, InuYasha. Eu acredito em você. O endereço onde Miroku está é rua Yazuri, 48.


INUYASHA – Ótimo. É perto daqui.


InuYasha desliga seu celular e em seguida da a partida no seu carro para ir ao endereço onde Miroku esperaria pela polícia.



Próximo capítulo = Contagem regressiva – parte 5