Noite sem Fim

50 Agonia do terror - parte 3


Depois de saber, através do irmão, que o grupo de Natsume seqüestrou Takeshi na China, Sesshoumaru estava na sala do editor chefe querendo saber de Momiji, mas nem foi preciso fazer aquilo, pois naquele exato momento, Momiji adentra á redação do jornal e é bastante aplaudida pelos colegas em virtude da matéria.

MOMIJI – Obrigada! Obrigada! Nada como uma boa fonte para fazer um jornalismo investigativo.

Depois de receber vários comprimentos de seus colegas, Momiji percebe que Sesshoumaru estava na sua frente e muito sério.

SESSHOUMARU – Podemos conversar?

MOMIJI – Não posso. Estou ocupada e... (ele segura o braço dela)

SESSHOUMARU – Precisa me escutar.

Sesshoumaru praticamente arrasta Momiji para um canto mais isolado da redação, mesmo chamando a atenção dos outros jornalistas no local.

MOMIJI – Solte-me. (ela se desvencilha dele) – O que foi?

SESSHOUMARU – Talvez não saiba, mas está se metendo em um jogo perigoso, Momiji.

MOMIJI – Ainda não estou entendendo.

SESSHOUMARU – Não?! Permita-me explicar. Saiba que Natsume está de posse do seu pai. Por isso sua fonte está ligada á ela.

MOMIJI – Deixe-me adivinhar, foi Kagome ou InuYasha que deu essa informação á você, não?

SESSHOUMARU – Talvez você não acredite, mas é verdade e...

MOMIJI – Já chega de mentiras, Sesshoumaru! (gritando para todo mundo ouvir) – Sabe qual é seu problema? É que se tornou um jornalista em fase descendente de sua carreira. (ela se afasta dele) – Tenha um pouco de amor próprio.

SESSHOUMARU – Está cometendo um erro, Momiji.

Momiji simplesmente ignorou o aviso de Sesshoumaru e seguiu para a sala do editor chefe deixando seu colega frustrado por não conseguir a informação de quem era a fonte dela, mas o que ele não percebeu era que o faxineiro do local tinha prestado atenção naquela conversa e depois disso foi saiu da redação para usar seu celular.

FAXINEIRO – Senhora Natsume. Sou eu.

NATSUME – Estou ouvindo.

FAXINEIRA – Sesshoumaru tentou convencer Momiji a dizer a fonte dela, mas ela foi firme e não disse nada deixando claro sua magoa.

NATSUME – Parece que o plano de Elisa deu certo e Momiji não vai acreditar nos relatos deles. Mesmo assim continue vigiando.

Natsume desliga seu celular e ficamos sabendo que ela tinha um informante dentro da redação do jornal Diário da manhã vigiando os passos de Sesshoumaru e Momiji. Depois desse telefonema, ela vai até a cela onde Takeshi estava preso.

NATSUME – Parece que sua filha acredita cegamente nas nossas histórias.

TAKESHI – Minha filha ainda vai perceber com que tipo de gente está lidando.

NATSUME – Eu ainda vou descobri por que está tão calmo.

TAKESHI – Acho que está ficando senil. (sorrindo)

NATSUME – Não sei por que está rindo. Uma hora sua filha será descartável e aí poderemos usá-la para pressioná-lo e... (o celular dela toca) — Outra hora nós terminamos essa conversa.

Natsume se afasta da cela e olha o visor do celular onde aparece o numero do celular de Ryoma. Por isso ela atende.

NATSUME – Espero que tenha boas notícias.

RYOMA – Mais ou menos. (saindo do banco) – Tenho três novidades. Uma boa, outra ruim e uma eu ainda não sei definir.

NATSUME – Prossiga.

RYOMA – A boa notícia é que consegui ter acesso ao registro telefônico com muita facilidade. Estou com ele.

NATSUME – Para quem Gatenmaru ligou?

RYOMA – Para um telefone no nome de Kanna.

NATSUME – Kanna?! Mas por que será que não estou surpresa? Tem certeza que está no nome dela?

RYOMA – Absoluta.

NATSUME – Ótimo! Traga-o para cá e Kagaroumaru irá analisá-lo. Qual é a má notícia?

RYOMA – Infelizmente a promotoria já teve acesso á esse registro.

NATSUME – Mas por que a promotoria?

RYOMA – A promotora Midoriko cuidou pessoalmente do acordo feito com Kanna. Ela deve estar cuidando disso agora mesmo, portanto não poderá pressionar Kanna sem chamar a atenção.

NATSUME – Tem razão, mas acho que podemos deixar isso para lá. Dependendo do que Gatenmaru tenha dito para Kanna e...

RYOMA – Mas é esse a parte intrigante, que não consigo definir. (ele entra em seu carro)

NATSUME – Explique.

RYOMA – Gatenmaru não chegou a completar a ligação, pois ele deixou o telefone tocar duas vezes e depois desligou. Isso não faz sentido.

NATSUME – Provavelmente seja um código entre eles. Vou pressionar Gatenmaru, mas duvido que ele fale alguma coisa. Retorne agora para receber seu pagamento.

RYOMA – Sim.

Depois de falar com Ryoma, Natsume desliga seu celular e vai para a sala de informática a fim de falar com Kageroumaru que estava digitando algo no computador.

NATSUME – Kageroumaru.

KAGEROUMARU – Sim? (parando de digitar e olhando para ela)

NATSUME – Eu quero que coordene a evacuação do complexo. Vamos para uma instalação secundária.

KAGEROUMARU – Mas por que isso?

NATSUME – Estou com medo de que Gatenmaru tenha passado alguma informação por código á Kanna. Não vou arriscar agora quando estamos tão perto de iniciar a operação.

KAGEROUMARU – Mas e Ryoma?

NATSUME – Ajeite tudo. Ryoma chegará quando já estivermos prontos. Eu cuido da logística. Agora vá.

KAGEROUMARU – Sim senhora.

Natsume estava sendo precavida diante do mistério em torno do telefonema que Gatenmaru deu á Kanna e enquanto isso Shippou, ainda desnorteado com a notícia da gravidez de Satsuki, chega em casa e é recebido por InuYasha.

INUYASHA – Que bom que chegou, Shippou.

SHIPPOU – Vim o mais rápido que pude.

Sem perder tempo, InuYasha leva Shippou até ao laptop onde o jovem comprova o recebimento de uma nova mensagem enviada pelo código que Soten tinha com ele. Shippou começa a digitar.

INUYASHA – Vai demorar para conseguir decodificar a mensagem?

SHIPPOU – Eu não sei, InuYasha! Isso aqui não é uma ciência exata. (meio nervoso)

INUYASHA – O que foi, Shippou?

SHIPPOU – Nada.

A notícia de que Satsuki estava grávida tinha deixado Shippou meio abalado e como não queria falar disso com o pai, ele resolveu mudar de assunto ao perceber a ausência de alguém.

SHIPPOU – Onde está Onigumo?

INUYASHA – Ele recebeu um telefonema urgente e teve que se retirar, mas manteremos contato. (ele percebe a fisionomia estranha do filho) – Você está legal mesmo?

SHIPPOU – Eu já disse que estou bem! (ele se levanta da cadeira) — Mas que saco!

INUYASHA – Hei! (indo até ele) – O que foi? Aconteceu algo na conversa que teve com Satsuki?

SHIPPOU – Eu não quero falar nisso. Isso é assunto meu e de Satsuki.

INUYASHA – Ah é?! E quanto á Soten?

SHIPPOU – Soten não tem nada com isso!

Depois de dizer isso ao pai, Shippou volta a se sentar na cadeira diante do seu laptop para continuar a decodificar a mensagem. InuYasha observa o filho e sabe que ele estava passando por algo para ter aquele comportamento.

INUYASHA – Tudo bem, Shippou. (ele pega o celular) — Se não vai me contar o que aconteceu. (ele começa a discar) – Vou ter que descobrir sozinho.

SHIPPOU – Para quem vai ligar?

INUYASHA – Como para quem? Para Satsuki.

SHIPPOU – Não faz isso, InuYasha! Isso não é da sua conta e...

InuYasha, com apenas uma das mãos, agarra o colarinho de Shippou fazendo-o encostar na parede e com um tom muito sério começou a se manifestar.

INUYASHA – Escuta aqui, moleque! O assunto deixou de ser seu quando começou a interferir nos seus afazeres.

SHIPPOU – Mas...

INUYASHA – Sabe muito bem o que está em jogo. (ele larga o filho) — A vida de Kagome. Não podemos vacilar.

SHIPPOU – Eu sei disso.

INUYASHA – Você sempre foi um rapaz ajuizado e educado. O comportamento de agora não faz parte do seu estilo, o que significa que seja o que for que Satsuki lhe disse, te deixou muito abalado.

SHIPPOU – Ok! Eu vou lhe contar, pois acho que ia descobrir sozinho mesmo.

Depois de se acalmarem, Shippou e InuYasha se sentaram no sofá onde o rapaz contou ao pai sobre a gravidez de Satsuki e também o desejo dela de fazer um aborto.

INUYASHA – Eu não imaginava que a relação de vocês tivesse chegado nesse nível. (falando de sexo) – Principalmente porque estavam separados.

SHIPPOU – Foram duas noites. (corado) – Aqui em casa.

INUYASHA – Entendo. (ele respirou fundo) — Então ela te pediu dinheiro para isso?

SHIPPOU – Sim. Ela não quer que o pai descubra. Se não fosse por isso, ela nem teria me contado.

INUYASHA – E o que pensa em fazer?

SHIPPOU – Como assim?

INUYASHA – Como assim digo eu! Estou falando de tomar uma atitude. É um filho seu que ela espera. Vai permitir que ela faça um aborto?

SHIPPOU – Mas se é decisão dela o que posso fazer?

INUYASHA – Shippou. (se levantando e ficando de pé á frente filho) – Você saberá o que fazer, mas primeiro temos que nos concentrar no que estávamos fazendo. Precisa decodificar a mensagem. Consegue se concentrar?

SHIPPOU – Sim. Só de ter desabafado meu drama, já me sinto melhor.

INUYASHA – A gente vai cuidar disso depois. Agora mãos á obra.

Depois de ouvir aquelas palavras, Shippou voltou para frente do seu laptop a fim de decodificar a mensagem recebida e enquanto isso na sede municipal do partido trabalhista, mais precisamente em uma sala, Kagome finalmente tinha terminado de escrever seu discurso de retirada de sua candidatura. Tanuki estava diante dela.

TANUKI – Eu sei que não tinha o direito de te pedir para fazer isso, mas...

KAGOME – Mas o partido está acima de nós? Eu sei disso, Tanuki. Não estou brava com você. Só um pouco frustrada com a situação.

TANUKI – De certa maneira eu também.

KAGOME – Mas são ócios do ofício. (ele se levanta de sua cadeira) – E aí, Tanuki? Estará comigo daqui á quatro anos?

TANUKI – Pode apostar que sim.

Kagome apenas sorriu e naquele momento seu celular começou a tocar. Ao ver no visor, ela reconheceu o numero de Momiji.

KAGOME – Momiji! Estava mesmo pensando em ligar para você.

MOMIJI – Eu sei. Descobriu algo sobre meu pai?

KAGOME – Sim.

MOMIJI – Deixe-me adivinhar. Vai me dizer que ele foi capturado pela conspiração de Natsume, não? Se for isso, não perca seu tempo. Essa mentira eu já ouvi de Sesshoumaru.

KAGOME – Mas é verdade e...

MOMIJI – Duvido! Só dizem isso para conseguirem saber a identidade da minha fonte.

KAGOME – Olha Momiji! Eu não tenho provas do que afirmo, mas se agente conversar com calma, você irá acreditar em mim. A sua fonte, seja quem for, é uma pessoa ligada á Natsume e, portanto, muito perigosa.

MOMIJI – Eu sei lidar com o perigo, mas você me parece mais sensata do que Sesshoumaru. Tenho certeza que não irá inventar nenhuma mentira. Eu irei ao seu encontro.

KAGOME – Ótimo. Estarei te esperando.

MOMIJI – Até mais.

Depois de ouvi isso da jornalista, Kagome desliga seu celular e volta a olhar para seu assessor.

KAGOME – Tanuki! Pode avisar á Agência Imperial para que permita a entrada de Momiji?

TANUKI – Sim, mas acha boa idéia falar com ela?

KAGOME – Eu preciso convencê-la a me dizer quem é a fonte dela. É nossa única pista.

TANUKI – Ta! Farei isso agora mesmo.

Kagome e Tanuki saem da sala juntos, mas fazem caminhos distintos. A parte que dava acesso ao local estava cercada por vários agentes imperiais, mas no andar logo á baixo, mais precisamente em uma sala onde guardava materiais de limpeza, Miroku estava falando, través do celular, com Natsume.

MIROKU – Sim, consegui entrar.

NATSUME – Eu tenho que te dar uma informação. Logo, logo a notícia de que está vivo se tornará publica.

MIROKU – Achei que ia demorar para isso acontecer.

NATSUME – Mas não vai! Segundo uma fonte, Ryukosei pretende divulgá-la para prejudicar a candidatura de Gakusajin. Seu rosto estará na mídia.

MIROKU – Entendo.

NATSUME – Vai ter algum problema com isso?

MIROKU – Na verdade não, pois já estava preparado para uma eventualidade como essa. Tenho que desligar.

Depois de falar com Natsume, Miroku desliga o celular para depois olhar um homem estirado em sua frente. Pelo uniforme era um agente imperial e enquanto isso depois de falar com Kagome, Momiji, que ainda estava na redação do jornal Diário da manhã, estava acabando de escrever sua coluna na internet e percebe que era observada por Sesshoumaru.

MOMIJI – O que foi?

SESSHOUMARU – Vai ver Kagome?

MOMIJI – O fato de ir ao encontro da sua cunhada, não quer dizer que acredito na historinha que vai contar. Ainda mais se for a mesma que me contou.

SESSHOUMARU – Você não sabe com que gente está lidando.

MOMIJI – Acha mesmo? (sorrindo) – Talvez esteja enganado, mas isso não importa. Agora me dê licença, pois tenho mais o que fazer.

Momiji ia se afastar de Sesshoumaru até que ambos ouvem um alarido em uma das mesas da redação. Assim ambos foram até lá para ver e na tela do computador de um dos jornalistas apareceu a notícia de que Miroku ainda estava vivo. E a coluna contava com detalhes.

SESSHOUMARU – A notícia vazou!

EDITOR – Quer dizer que sabia disso e não contou á ninguém?

SESSHOUMARU – Sim.

EDITOR – Essa não é uma atitude de um jornalista do seu calibre.

SESSHOUMARU – Eu tenho os meus motivos para tal atitude.

MOMIJI – Deixe comigo, chefe. Estou indo ver Kagome mesmo. Se Sesshoumaru sabe, com certeza ela também deve saber e com mais detalhes ainda.

EDITOR – Faça isso, Momiji. Conto com você.

SESSHOUMARU – Ninguém aqui achou estranha essa notícia ter vazado com tantos detalhes?

MOMIJI – O que quer dizer?

SESSHOUMARU – Simples. Acho que foi obra de Ryukosei.

MOMIJI – Mas eu não acho. (ela sorri) – Tenho certeza. Ele se sente acuado depois da divulgação de que teve que dar liberdade incondicional á um prisioneiro tão famoso.

EDITOR – Isso não importa. Momiji! Fale com Kagome e tente descobrir mais detalhes.

Muito confiante, Momiji sai da redação para ir á sede do partido trabalhista e enquanto isso na prefeitura, Ryukosei e Rakusho avaliavam o proposital vazamento da informação de que Miroku estava vivo.

RAKUSHO – Isso pode ter sido um tiro no pé, senhor prefeito.

RYUKOSEI – E por que acha isso?

RAKUSHO – O partido trabalhista irá conseguir separar Miroku do resto. A população não vai se importar.

RYUKOSEI – Pode estar até certo, Rakusho, mas pelo menos os jornais não iram falar tanto da soltura de Ryoma. Isso abalou por demais a minha campanha.

RAKUSHO – Por falar nisso, eu chamei o comitê de campanha para avaliarmos os estragos e propor soluções.

RYUKOSEI – Ótimo! Preciso de toda a ajuda possível.

Ryukosei queria toda a ajuda possível e por isso pegou seu celular para ligar para a esposa.

RYUKOSEI – Elisa.

ELISA – Oi amor. Aconteceu algo?

RYUKOSEI – Sim. Eu decidi vazar a informação de que Miroku está vivo.

ELISA – Eu acho que isso foi um erro, querido. O partido trabalhista pode facilmente isolar esse caso.

RYUKOSEI – Mas isso já está feito. O comitê eleitoral da minha campanha será reunido para avaliar a nova situação. Quero que participe dessa reunião.

ELISA – Ok! Estou indo. Só tenho que fazer uma coisinha.

RYUKOSEI – Então até mais tarde.

Elisa, que acabara de entrar Instituto Petros, desliga seu celular e segue seu caminho. Durante o trajeto, ela cruza com Soten, Tamira e Zakira, que estavam de saída do local. Por serem da mesma conspiração, Zakira e Elisa trocam olhares e Soten percebe.

SOTEN – Conhece aquela mulher?

ZAKIRA – Claro que sim. (sorrindo) – Ela é a primeira dama. Esposa do prefeito.

TAMIRA – Então é uma pessoa muito importante?

SOTEN – É sim, Tamira. Agora vamos para casa de sua mãe.

ZAKIRA – Eu levo as duas até lá.

SOTEN – Obrigado, senhor. Eu e Tamira vamos sair com Shippou e Genku. (ela olha para a menina) – Vai ser divertido, não?

TAMIRA – Sim. (meio corada)

ZAKIRA – Claro.

Zakira guia Soten e Tamira até o carro dele para levá-las até ao apartamento de Sango e enquanto isso, Elisa foi falar com Tikaru.

ELISA – Resolveu tudo com a menina?

TIKARU – Sim. Foi mais fácil porque Sango não veio e sim aquela jovem.

ELISA – Ótimo! Natsume disse que a operação está próxima de ser realizada.

TIKARU – Está tudo dentro do cronograma.

ELISA – Se é assim eu vou indo e...

TIKARU – Espere um pouco, senhora. (ele se afasta para pegar algo)

ELISA – Eu não tenho tempo á perder. Meu marido está me esperando.

TIKARU – Vai ser rápido. (ele pega uma folha de papel) – Olhe isso.

Tikaru da o papel, que na verdade era o rascunho de um exame médico enviado ao instituto, para Elisa ler e ela o faz com muita atenção e logo percebe o que Tikaru queria dizer.

ELISA – Isso é certo?

TIKARU – Absoluto. Tenho certeza que Natsume ficará feliz em saber disso. Poderia falar com ela por mim? Estou meio ocupado com o simpósio de fisioterapia que o instituto organizou. Não falei nada com Zakira, pois ele será descartado.

ELISA – Fez bem. (ela devolve o papel) – Guarde isso. Já vou indo.

Elisa sai da sala de Tikaru para ir ao encontro com Ryukosei e seu comitê eleitoral e enquanto isso a promotora Midoriko estava diante da entrada da casa onde Kanna cumpria prisão domiciliar e naquele momento ela percebe a chegada de um carro que estaciona perto dali e de dentro dele saiu Onigumo.

MIDORIKO – Veio mais rápido do que pensei.

ONIGUMO – Estava perto. (ele olha para a casa) – Vamos lá.

MODORIKO – Tem certeza que não ficará desconfortável diante dela? Afinal ela foi responsável pela morte de sua noiva e filho, sem falar que já teve um interesse amoroso nela.

ONIGUMO – Embora não concorde com os benefícios que recebeu por delatar seus comparsas, Kanna foi julgada por todos seus crimes, inclusive as mortes de Kikyou e do meu filho. Quanto ao interesse amoroso que tive nela, ficou no passado. Agora sei perfeitamente quem ela é.

MIDORIKO – Então vamos de uma vez.

Midoriko e Onigumo avançam até a entrada da casa e encontraram alguns agentes imperiais que eram incumbidos de proteger e vigiar Kanna. Depois de apresentarem suas respectivas credenciais, que davam acesso ao local, ambos adentram na casa e não havia ninguém na sala, mas de repente Kanna surge vinda da cozinha.

MIDORIKO – Kanna.

KANNA – Promotora Midoriko?! (ela sorri e se curva) – É um prazer revê-la. (depois ela olha para Onigumo) – Também é um prazer revê-lo, Onigumo.

ONIGUMO – O prazer é só seu.

Kanna percebe logo de cara a animosidade de Onigumo e não era para menos, pois ele ainda sentia as mortes de Kikyou e do filho que teriam, por isso Kanna não o retrucou, apenas pediu para que ambos se sentassem.

MIDORIKO – Onde está seu filho?

KANNA – Ele está em uma excursão feita pelo colégio, mas já deve estar chegando.

MIDORIKO – Ótimo que ele não esteja, pois o assunto que temos que tratar é um tanto delicado.

KANNA – Estou ouvindo.

MIDORIKO – Gatenmaru ainda está foragido e de alguma maneira achamos que ele esteja com Natsume, mas não sabemos se como aliado ou como prisioneiro.

KANNA – Entendo, mas o que eu tenho com isso.

MIDORIKO – Semanas atrás, Gatenmaru foi á um banco para retirar uma coisa que ele tinha guardado lá. Ele conseguiu escapar com a ajuda de um homem ligado á Natsume, mas antes de fugir ele chegou a usar o telefone do banco para ligar para seu telefone.

KANNA – Deve estar enganada, pois não falo com Gatenmaru há cinco anos.

MIDORIKO – Eu sei disso, mas acontece que de fato ele ligou para seu telefone, mas deixou tocar apenas duas vezes e depois desligou antes que pudesse atender.

ONIGUMO – Isso é muito estranho, não acha?

KANNA – Talvez ele quisesse telefonar para mim, mas teve que fugir e desligou antes que eu pudesse atender.

MIDORIKO – Cheguei a pensar nisso, mas verificando os históricos telefônicos seu, de Gatenmaru e de seu verdadeiro pai, Toukaijin, descobri que existem várias ligações desse tipo antes que todos soubessem seus parentescos.

ONIGUMO – Em outras palavras, vocês usavam esses tipos de telefonemas como códigos para se comunicarem sem serem rastreados.

KANNA – Mesmo?! (ela sorri) – Não sei do que estão falando e...

MIDORIKO – Acho que sabe sim. (ela a encara) – Não se esqueça que está cumprindo prisão domiciliar em virtude do acordo que fizemos, mas se não me contar que tipo de mensagem Gatenmaru passou para você, eu irei ao tribunal e pessoalmente pedirei ao juiz que anule esse acordo e você será jogada em uma cadeia comum com prisioneiras comuns.

KANNA – Então faça isso, promotora. Eu não ligo. A senhora sabe muito bem que esse tipo de evidência não é suficiente para anular o acordo. Pegue os registros telefônicos. A senhora nem precisa de autorização. Vá em frente.

Midoriko ficou sem fala, pois sabia que Kanna estava certa, aquele histórico de telefonemas não eram evidências suficientes para anular o acordo que fizeram anos atrás. Nisso Onigumo se manifesta.

ONIGUMO – Antes de irmos embora, tenho uma dúvida que queria que me esclarecesse.

KANNA – Fale.

ONIGUMO – Caso não saiba, eu fui designado pelo governo japonês a fragmentar o Grupo Naraku para dissolvê-lo.

KANNA – Sinal de que o governo japonês confia em você. Fico feliz por você.

MIDORIKO – O governo fez isso depois de uma profunda devassa na vida financeira de Onigumo e concluiu que ele estava limpo.

ONIGUMO – Exato.

KANNA – Ok! Ok! Mas qual é sua dúvida?

ONIGUMO – Recentemente descobri a existência de uma conta secreta na empresa e ela foi aberta antes de sua posse. Sabe de alguma coisa sobre isso?

KANNA – Mas você era o diretor financeiro da empresa. Se você não sabia da existência dela, como eu saberia?

ONIGUMO – Você tinha muitos segredos, portanto não ficaria surpreso se soubesse de algo.

MIDORIKO – Provavelmente Natsume use o dinheiro dessa conta para financiar sua operação.

ONIGUMO – É o que eu acho.

KANNA – Estão enganados se acham que sei alguma coisa sobre essa conta. Se servir de consolo á vocês, Natsume era uma amante fanática do meu falso pai, Naraku. Portanto ela deve me odiar tanto quanto odeia você, Onigumo.

ONIGUMO – Se você estiver se aliado com Natsume, vou fazer questão de vê-la apodrecer na cadeia.

KANNA – Tudo bem. (sorrindo)

ONIGUMO – O que é tão engraçado? (irritado com o sorriso dela)

KANNA – Nada! Perdão se te ofendi, mas você está nervoso, porque acredita que estou contando a verdade. Acredita que eu não sou mais a mesma pessoa de cinco anos atrás.

MIDORIKO – Vamos embora, Onigumo! Não temos mais o que fazer aqui.

KANNA – Já vão embora? Não querem ficar mais um pouco para tomar chá comigo?

Midoriko e Onigumo simplesmente ignoram o convite da prisioneira, saindo da casa em seguida. Durante o trajeto até á rua, eles conversaram sobre o que tinha ocorrido agora pouco.

MIDORIKO – O que achou?

ONIGUMO – Ela esconde algo, mas não posso afirmar que tem relação com Natsume. (ele olha para trás e vê a casa a qual á pouco saiu) – Ela parece diferente mesmo.

Ao ficar olhando para a casa onde Kanna cumpria pena em prisão domiciliar, Onigumo se recorda da conversa que teve com InuYasha, dias atrás no antigo laboratório de Kikyou, onde o marido de Kagome pediu á ele que o ajudasse a usar a jóia de quatro almas para poder andar de novo.

FLASH BACK DE DIAS ATRÁS

Onigumo questionava como InuYasha estava de posse da jóia de quatro almas.

ONIGUMO – O que?! Está dizendo que Kanna deu a jóia de livre e espontânea vontade?

INUYASHA – Isso mesmo.

ONIGUMO – Mas por que ela fez isso?

INUYASHA – Olha Onigumo! Talvez ela tenha feito isso em sinal de agradecimento, pois ela ia se matar e eu a impedi. Eu não sei. Só sei que ela poderia dar a jóia e os estudos de Tsubaki para qualquer um, mas não o fez. Acho que de alguma forma ela mudou, percebendo que o caminho que seguiu não era o correto.

ONIGUMO – Meio tarde para isso, não?

INUYASHA – Será?! Você mudou também. Por que o mesmo não pode acontecer com ela?

InuYasha sorriu ao perceber a expressão de surpresa de Onigumo, que depois foi ajudá-lo para que usasse a jóia.

FIM DO FLASH BACK

Onigumo continuava a fitar a casa onde estava Kanna até que Midoriko o tirou de seus pensamentos.

MIDORIKO – Então acha que ela está contando a verdade?

ONIGUMO – Talvez. (ele volta a olhar para frente) – Ou talvez tenha aprendido a mentir melhor do que antes.

MIDORIKO – Eu vou ao tribunal para tentar convencer o juiz que ela não está colaborando como previsto no acordo de cinco anos atrás.

ONIGUMO – E eu vou continuar a investigar essa conta secreta.

Os dois se separam quanto vão para seus respectivos carros para irem embora dali e Onigumo ficara com uma sensação de que os verdadeiros problemas ainda não tinham aparecidos.

Próximo capítulo = Agonia do terror – parte 4