Noite sem Fim

78 A prisão escondida - parte 1


Totalmente desesperada pelo que aconteceu ao marido, Rin adentrava no Hospital Memorial. Kagome estava junto para dar força á amiga. Sob á escolta de dois agentes da Segurança Interna, ambas foram até a recepção do local onde a recepcionista confirmou que o jornalista tinha dado entrada no hospital e que naquele momento estava na sala de cirurgia. Ao saberem disso, as duas foram imediatamente até a uma sala adjacente, onde elas podiam ver a operação. Rin estava com o coração apertado observando a cena.


RIN – Eu estava pressentindo, Kagome. (colocando a mão no vidro que separava as duas salas) — No fundo sentia que algo de ruim ia acontecer.


KAGOME – Não pense coisas ruins, amiga. (colocando a mão no ombro da amiga) — Sesshoumaru é forte. Ele vai ficar bem.


RIN – Como essa gente pode ser tão ruim? Eles explodiram a casa de alguém para matar á sangue frio. Essa gente é poderosa demais.


KAGOME – Isso também me deixa preocupado, amiga. InuYasha está indo atrás dessa gente. (ela puxa a amiga fazendo com que ela a olhasse) – Rin, eu sei que é difícil, mas não podemos nos intimidar. Temos que desmantelar essa conspiração, pois caso contrario, nem nós, nem nossos maridos ou filhos viveram em paz.


RIN – Eu sei disso, Kagome. (ela enxuga as lágrimas) – Eu queria ter a sua força.


KAGOME – Nós duas temos. (elas se abraçam) — Ambas queremos proteger nossas famílias. Por falar em família, acho que deveria contar á Satsuki e Sara o que houve com o pai delas. (ela cessa o abraço) – Não acha?


RIN – Acho, mas é que eu tenho medo pelo estado de Satsuki. Ela tem que receber essa notícia pessoalmente.


KAGOME – Concordo. Se você quiser, eu falo com ela. Segundo a recepcionista, essa cirurgia pode demorar horas. Aproveito e fico com as duas. Não acho saudável elas vierem para um hospital.


RIN – Eu agradeço, amiga. (ela segura as mãos da amiga) – Agradeço mesmo.


KAGOME – Sesshoumaru vai ficar bem, vai ver.


A esposa de Sesshoumaru tinha muitas lágrimas nos olhos devido ao estado do marido, mas tinha o apoio da amiga e co-cunhada Kagome, que se afasta dela e, acompanhada dos dois agentes, sai da sala e ao dobrar o corredor ela avista Onigumo com uma tipóia no braço e vai até ele.


KAGOME – Onigumo. Parece que você já recebeu alta.


ONIGUMO – Sim, foi agora pouco. (ele exibe a tipóia) – Já estou melhor e não tem necessidade de ficar aqui.


KAGOME – Fico feliz por você.


ONIGUMO – Que mal lhe pergunte, o que faz aqui, Kagome?


KAGOME – Nem te conto. Eu vim aqui com Rin porque Sesshoumaru foi atingido por uma explosão.


ONIGUMO – O que?!


KAGOME – É uma longa história, mas depois eu te conto, pois estou indo buscar as filhas dele e...


ONIGUMO – Espere Kagome! Tem uma coisa que preciso falar com você. É sobre seu colar.


Kagome percebeu imediatamente o recado de Onigumo, pois o colar era um fragmento da jóia de quatro almas e por isso ela se virou para os dois agentes e pediu que dessem algum espaço para eles conversarem. Os agentes atenderam e se afastaram um pouco. O suficiente para que não a perdessem de vista, pois eram incumbidos de sua proteção.


KAGOME – Pode falar.


ONIGUMO – Eu falei sobre esse fragmento porque tinha uma idéia de como localizar a jóia de quatro almas.


KAGOME – InuYasha me falou algo a respeito. Como faria isso?


ONIGUMO – Anos atrás Kikyou estava desenvolvendo um equipamento que conseguia rastrear a Jóia de quatro almas através de vibrações únicas que só a jóia fazia.


KAGOME – Está falando em uma espécie de radar?


ONIGUMO – Isso.


KAGOME – Por que nunca falou desse projeto antes?


ONIGUMO – Por dois motivos. Um, porque era inútil, pois não tínhamos fragmento algum. Dois, porque infelizmente Kikyou não terminou o projeto.


KAGOME – Ou seja, é algo totalmente experimental e sem garantias de que vai dar certo.


ONIGUMO – Sim, mas pode ser nossa única chance de encontrar o restante da jóia e impedir o mau uso dela.


KAGOME – Certo. (ela fica pensativa) – Deixa ver se eu entendi. Você vai precisar desse fragmento para localizar a jóia, não é?


ONIGUMO – Sim. Quanto antes começar isso, mais cedo podemos descobrir algo.


KAGOME – Onde você faria isso?


ONIGUMO – No antigo laboratório de Kikyou.


KAGOME – Ok. (ela tira o colar do seu pescoço e dá á Onigumo) – Pode ficar com ele.


ONIGUMO – Obrigado.


KAGOME – Agora tenho que ir, mas eu quero ver esse processo pessoalmente.


ONIGUMO – Como quiser.


Kagome, acompanhada dos dois agentes, sai do hospital sob a observação de Onigumo, que também estava de saída e enquanto isso em um dos furgões, que estavam á caminho do local da missão, Natsume falava por celular com Elisa, que acabara de chegar á sede da prefeitura.


NATSUME – Tem certeza disso?


ELISA – Mas é claro que tenho. InuYasha não teve ajuda nem do departamento de polícia, nem da Agência Imperial e muito menos da Segurança Interna.


NATSUME – Mas ele e Sesshoumaru descobriam a identidade de Ozai de algum jeito.


ELISA – Meus homens ainda estão trabalhando nisso. Logo, logo saberemos de algo. Sabe como trabalho.


NATSUME – Eu sei. (ela olha pela janela) – Já tem alguma notícia de Gatenmaru?


ELISA – Falei com Haruy e ele não encontrou nada até agora.


NATSUME – Eu não estou gostando disso. Já era para Gatenmaru ser encontrado. É certo que ele deve estar tendo ajuda de alguém. Faça com que Haruy aperte o cerco.


ELISA – Pode deixar. (ela avista o marido) – Agora tenho que desligar.


Elisa desliga seu celular e vai ao encontro de Ryukosei que estava acompanhado de Rakusho. A primeira dama foi recebida com um beijo pelo prefeito.


RYUKOSEI – Como foi à reunião com Hank?


ELISA – Foi boa. Hank está disposto a angariar mais fundos para sua campanha, mas são meio chatas para mim essas reuniões políticas, não sabe?


RYUKOSEI – Eu sei. (ele segura a mão dela e a beija) – Mas confio em seu julgamento.


RAKUSHO – Vou deixá-los á sós.


Rakusho se afasta do casal que assim que percebem que estavam completamente sozinhos voltam a falar.


RYUKOSEI – Estava falando no celular com ela?


ELISA – Sim. Ela está prestes a realizar sua missão.


RYUKOSEI – Eu tenho pavor quando isso acontecer, mas ela pode acabar com minha carreira se não colaborar com ela.


ELISA – Eu sei disso, amor. Estou tentando infiltrar alguém para conseguir a gravação que te incrimina. Assim ela não poderá de chantagear.


RYUKOSEI – Eu queria que isso acontecesse antes da missão dela, mas está muito em cima da hora.


ELISA – Fique tranqüilo, amor. Ninguém pode ligar seu nome ao que Natsume está prestes a fazer.


RYUKOSEI – É bom mesmo, pois isso acabaria com minhas pretensões de instalar uma republica nesse país. (ele abaixa o tom de voz) – Tem alguma notícia sobre o paradeiro de Gatenmaru?


ELISA – Não. (ela passa a mão no rosto dele) – Eu vou cuidar disso, amor, portanto preocupe-se com sua campanha. Precisa ser reeleito para chegar aos seus planos.


RYUKOSEI – Pode deixar. Já mandei Rakusho sondar qualquer coisa que desabone a imagem de Kagome. Não vou deixar uma fulaninha como ela ficar no meu caminho.


ELISA – É assim que se fala. (ela sorri) – Quer que eu da entrevista com você? Os jornalistas podem pressioná-lo porque sua secretária matou uma jornalista, que o criticava.


RYUKOSEI – Não precisa, meu bem. Só tenho que manter minha versão de que não me intrometo na vida particular dos meus empregados, já que Ling matou a amante de seu marido por ciúmes. (ele a beija) – Deixe isso comigo e cuide do outro assunto.


Ryukosei se afasta da esposa para ir á um setor da prefeitura onde iria conceder uma entrevista coletiva. Elisa, ao perceber que saiu da vista do marido, imediatamente pega seu celular e liga para Haruy, que era o homem responsável por liderar a busca por Gatenmaru.


ELISA – E aí, Haruy? Alguma novidade?


HARUY – Nada ainda, madame. Acho que estamos na pista errada.


ELISA – Não fale isso, Haruy! Temos que encontrar e eliminar Gatenmaru. Isso é crucial.


HARUY – Natsume está prestes a cumprir a missão. Não tem como Gatenmaru atrapalhar isso.


ELISA – Não tem, mas isso não é a única coisa que Gatenmaru sabe. Esqueceu-se que ele teve ajuda aquele velho do Takeshi? Gatenmaru sabe dos planos de Ryukosei.


HARUY – Mas e daí?! Achei que ele era descartável, que só estava sendo usado e que o objetivo dele de derrubar a monarquia não faz parte de seus planos.


ELISA – E não mesmo. Por mim a monarquia pode continuar, mas estou interessado nos meios que Ryukosei iria usar para chegar aos seus objetivos. Por isso estamos dando mais corda a ele.


HARUY – O senhor Hank concorda com isso?


ELISA – Se ele concorda?! Ele idealizou esse plano, meu caro. Então trate de encontrar Gatenmaru antes que ele fale isso á alguém. Ligue-me só quando tiver alguma notícia relevante.


HARUY – Entendido, madame.


Elisa desliga seu celular para em seguida sair do prédio da prefeitura e enquanto isso no departamento de polícia, Guy estava pegando um fax enviado pela Segurança Interna, mas infelizmente ele estava meio desapontado com o que estava lendo.


GUY – Droga! (esse resmungo chama a atenção de Sango que estava por perto)


SANGO – O que foi, Guy?


GUY – A Segurança Interna me informou que não pode enviar os dados que pedi visto que não é prioritário. Devem enviá-los amanhã.


SANGO – Deve ser por causa da urgência que eles tem com Agência Imperial. Nós vimos isso na teleconferência mais cedo. (ela volta a digitar no computador) — É assim mesmo.


GUY – Ainda está tentando localizar o local daquela multa?


SANGO – Estou, mas é mais difícil do que pensei.


GUY – O capitão não pode ajudar? Uma ligação dele ajudaria e...


SANGO – Melhor não. Ele responde ao prefeito. (ela o encara) – Não estou falando que não confio nele. Agora que sei que ele está do nosso lado, eu confio sim, mas ele ainda responde ao prefeito. Se Azuma ligar para outro departamento, podemos arriscar essa investigação.


GUY – Sango! Olha o que você está falando. InuYasha e Miroku não são policiais.


SANGO – É por isso mesmo que eu devo fazer isso sozinha, sem a ajuda do capitão. Não sabemos até onde vai a influência de Natsume. Enquanto eu não tiver certeza de que o prefeito não está do lado dela, agirei desse jeito. Só estou te contando porque é meu parceiro e sofreu muito por causa dessa conspiração.


GUY – Sofri. (ele parecia resignado) – Está bem, Sango. Cuide disso e eu cuido do caso do estrangulador. Eu vou pegar esse marginal.


SANGO – Eu sei e...


Sango para de falar ao ver Soten e Tamira adentrando no local deixando a detetive muito surpresa, tanto que ela se levanta de sua mesa e vai até elas. Claro que Tamira fica feliz ao ver a mãe.


TAMIRA – Mamãe.


SANGO – Oi filha. (abraçando a menina e depois olha para a jovem) – O que fazem aqui?


SOTEN – Isso é uma longa história, mas resumindo estou aqui para pegar uma documentação que Koharo esqueceu.


GUY – Koharo, é? (ele se aproxima ao ouvir aquele nome) – Aposto que ela não quis voltar aqui para não me encarar, não é?


SOTEN – Não é bem assim e...


SANGO – Não precisa falar, Soten. (ela depois olha para o parceiro) — Guy, agora não, por favor.


GUY – Está bem. Vou voltar ao meu serviço.


Guy se afasta das três. Tamira, por ser muito nova, não entendeu aquele clima estranho, mas Sango e Soten sabiam que o detetive ainda estava ‘machucado’ por causa de Koharo. Sinal que ainda sentia algo por ela.


SOTEN – Foi bom a Koharo não ter vindo.


SANGO – Foi. (ela sorri forçadamente enquanto acariciava a cabeça da filha)


SOTEN – Onde Koharo trabalhava?


SANGO – Aquela sala nos fundos.


SOTEN – Tamira. (colocando a mão na cabeça dela) — Fique com sua mãe que eu já volto.


TAMIRA – Ta, mana.


Se afastando de mãe e filha, Soten vai até a sala onde Koharo trabalhava e ao entrar nela a jovem tem a surpresa de perceber que ela não estava vazia, pois Nomer estava lá, sentado á uma mesa.


SOTEN – Desculpe. Não sabia que tinha alguém. Acho que entrei na sala errada.


NOMER – Se estava procurando a sala onde Koharo trabalhava, não errou não, Soten. É essa mesma.


SOTEN – Espere aí. (ela coloca as mãos na cintura) – Como sabe o meu nome?


NOMER – Me desculpe pela grosseria. (ele se levanta) – Meu nome é Nomer.


Nomer abre um sorriso e estende a mão á Soten, que mesmo ficando sem graça pelo sorriso, permaneceu na mesma posição, pois não o rapaz á sua frente não respondeu a pergunta dela.


SOTEN – Vou perguntar de novo. Como sabe o meu nome?


NOMER – Ah sim! (ele pega alguns papeis em cima da mesa e os dá á ela) – Por isso.


Soten pega os papeis e aos vê-los percebe que se tratava da documentação que Koharo tinha esquecido. Nos documentos tinha várias informações sobre o histórico escolar dela, inclusive uma foto recente dela e assim percebeu como ele sabia o nome dela.


SOTEN – Eu devo me desculpar. (ela sorri fazendo uma expressão de desentendida) – Nomer, não é?


NOMER – Isso. (ele sorri) – Desculpe se fui indiscreto ao ficar lendo essa documentação, mas eu vi a foto de uma moça muito bonita e fiquei curioso. (Soten fica meio corada com aquele elogio) – Agora que está diante de mim, vejo que é mais bonita pessoalmente.


SOTEN – Não fale desse jeito, pois assim fico meio sem graça. (ela exibe a documentação) – Eu já tenho o que vim buscar. Com licença.


NOMER – Foi um prazer conhece-la, Soten.


SOTEN – Prazer também foi meu. (ela ia sair, mas ele se manifesta)


NOMER – Eu sei que é meio apressado, mas minha mãe sempre disse que eu tenho boa intuição com as pessoas. Eu gostei de você. Que tal a gente sair qualquer dia desses?


SOTEN – Sair, mas nós mal nos conhecemos e...


NOMER – É por isso mesmo. Para gente se conhecer.


SOTEN – Mas é que...


NOMER – Já sei! Tem namorado, não é? Se for isso me desculpe e...


SOTEN – Não! Eu não tenho namorado, mas eu não estou no clima para sair com ninguém. Desculpe e com licença.


Ainda um pouco encabulado com aquela ‘cantada’, Soten sai da sala e volta a se juntar á Sango e Tamira. A menina rabiscava algo na mesa enquanto a detetive percebia o ar meio avoado da jovem.


SANGO – O que foi, Soten?


SOTEN – Já consegui a documentação. O rapaz, que estava lá, me deu.


SANGO – Eu esqueci de falar que o Nomer está trabalhando no lugar da Koharo.


SOTEN – Ah é?! (olhando para a sala de onde veio) — Eu não sabia.


SANGO – O que foi, Soten? Ficou interessada nele?


SOTEN – Do que está falando? Não é nada disso. Apenas o achei muito simpático. Não tem nada demais.


SANGO – Pode ser, mas caso esteja interessado, saiba que o Nomer é filho de uma cliente de Eri, amiga de Kagome. Veio muito bem recomendado. Estuda na faculdade.


SOTEN – Por que está me dizendo tudo isso?


SANGO – Porque eu gosto de você, Soten e não quero vê-la de martirizando pelo casamento de Shippou com Satsuki. Pense nisso e...


Sango para de falar ao perceber a aproximação do capitão Azuma.


AZUMA – Tem um minuto, Sango?


SANGO – Claro. (ela olha para Soten) – Pense no que falei. (depois ela olha para Tamira) – Agora mamãe tem que trabalhar.


Sango da um beijo na testa da filha e depois segue Azuma até a sala dele. Soten pega na mão de Tamira para elas irem embora, mas no meio do caminho ela decide ir até a sala onde Nomer estava. O rapaz fica meio surpreso com aquela aparição.


NOMER – Soten?! Esqueceu algo?


SOTEN – Não. (ela respira fundo) – Eu aceito seu convite para sairmos.


NOMER – Mesmo? (ele sorri)


SOTEN – Que tal um cinema? Você compra os ingressos e eu pago a pipoca.


NOMER – Está bem. (ele escreve algo em um pedaço de papel) – Esse é meu numero. (ele o da á ela) – Me liga, gata.


SOTEN – Pode apostar que vou ligar.


Depois de marcar um encontro, Soten sai da sala junto com a irmã. Tamira estava muito curiosa com o comportamento da jovem.


TAMIRA – Aquele rapaz vai ser seu namorado?


SOTEN – Que namorado o que, Tamira?! Aquele rapaz é só mais um amigo que estou ganhando. Eu fiquei muito tempo fora. Preciso ampliar meu leque de amizades.


TAMIRA – Leque?! Que é isso?


SOTEN – No caminho eu te explico, mas agora precisamos nos apressar para ir ao encontro de Koharo. Ela deve estar com Genku.


Soten e Tamira saem do departamento de polícia e enquanto isso na sala de Azuma, o capitão queria explicações sobre a ajuda que Sango estava fornecendo á InuYasha e Miroku.


AZUMA – Achou mesmo que eu não ia descobrir que está ajudando seus amigos? Eu sou responsável por esse departamento.


SANGO – Eu sei.


AZUMA – Por que resolveu me deixar fora disso, Sango?


SANGO – Eu não queria te comprometer. Se Ryukosei souber que está me ajudando pode te prejudicar e...


AZUMA – Você ainda não percebeu, Sango? Se Ryukosei está mesmo do lado de Natsume é claro que ele já sabe que estou do lado de vocês.


SANGO – Estou tão atarantada que nem percebi que isso é verdade. Você também já está exposto, mas isso apenas me deixa ainda mais intrigada.


AZUMA – Intrigada com o que?


SANGO – Com o fato de você não ter sido transferido.


AZUMA – Talvez não tenha dado tempo. Por vias das dúvidas pedi que Ayumi e as crianças viajassem para a casa de um velho amigo. Embora ache a união entre Ryukosei e Natsume seja pouco provável, pois o prefeito tem muito a perder.


SANGO – Mas eu não confio em Ryukosei. Duvido que ele não saiba nada do que está havendo.


AZUMA – Pode ser, mas não podemos trabalhar sob conjecturas.


Naquele momento o telefone da sala começa a tocar fazendo com que Azuma atendesse imediatamente. Era do departamento de transito da cidade, onde eram registradas todas as multas aplicadas. Azuma estava recebendo a localização da multa recebida por Ozai. Ele se espanta um pouco com a novidade o que acaba chamando a atenção de Sango.


SANGO – O que foi, Azuma?


AZUMA – É sobre o local da multa. (ele coloca o telefone de volta no gancho) – Já sei o local.


SANGO – E onde foi?


AZUMA – Em frente á companhia de eletricidade. Não vamos perder tempo. Guy está cuidando do caso do estrangulador. Eu vou com você.


SANGO – Mas por quê?


AZUMA – Eu te explico no caminho.


Sem perder mais tempo Sango e Azuma saem apressadamente do departamento e enquanto isso os carros de InuYasha e de Miroku estavam chegando ao local identificado nas coordenadas que Ozai tinha. Eles avistam Shippou, que já tinha chegado. Ambos saem dos seus respectivos veículos e vão até o jovem.


SHIPPOU – Finalmente chegaram.


INUYASHA – Eu ainda acho que não foi uma boa idéia ter vindo.


MIROKU – Não vamos discutir isso, InuYasha. (ele olha para Shippou) – Viu algo de estranho nesse lugar?


SHIPPOU – Eu não cheguei a investigar nada. Fiquei aqui esperando vocês, mas o que sei é que essa área está abandonada pelo governo há anos.


MIROKU – Está parecendo um matagal.


INUYASHA – Ozai deu essas coordenadas á Ryoma. Sabemos que Ryoma trabalha para Natsume. Se descobrirmos a ligação desse local com Natsume, podemos encontrá-la.


SHIPPOU – O tempo que fiquei esperando vocês, fiquei navegando na internet tentando encontrar alguma ligação desse lugar com Natsume, mas não encontrei nada. Não faço idéia do que ela quer com esse lugar.


MIROKU – Seja o que for é algo importante, pois ela mandou explodir a casa de Ozai para que ele não contasse a ninguém. Vamos ter que descobrir á maneira antiga. Esperem aqui que já volto.


Miroku se afastou de InuYasha e Shippou indo ate o carro dele. Isso deu a oportunidade para que pai e filho conversassem.


INUYASHA – Não deveria ficar aqui e sim com sua noiva. Ela precisa do seu apoio nesse momento difícil.


SHIPPOU – Eu vou apoiá-la, mas acho que farei isso melhor descobrindo quem levou o pai dela ao hospital. (ele faz uma pausa) – Por que estão fazendo isso com nossa família? Por quê?


INUYASHA – Eu não sei, mas eu quero acabar com todos eles para que nos deixem em paz de uma vez por todas.


Naquele momento Miroku estava de volta e trouxe com ele três rádios transmissores e algumas armas. Isso deixou Shippou um pouco espantado.


SHIPPOU – Você sempre trás essas coisas no seu carro?


MIROKU – Eu equipava InuYasha quando ele era o Motoqueiro Noturno, se esqueceu? (ele da um rádio para cada um deles) – Vamos ter que nos separar para analisarmos uma maior área possível. (InuYasha pega o adio de Shippou)


INUYASHA – Escute, Miroku. (ele devolve o rádio á Miroku) — Shippou não tem que fazer isso.


MIROKU – InuYasha! Eu sei que Shippou é seu filho, mas ele já tem dezoito anos. Pode decidir por ele mesmo. (ele olha para Shippou) – E aí, Shippou? O que decide.


SHIPPOU – Eu vou com vocês. (ele pega o rádio de volta) – Não vamos perder mais tempo.


INUYASHA – Está bem. (ele segura o braço de Shippou) – Mas eu quero saber sua posição de cinco em cinco minutos.


SHIPPOU – Está bem.


INUYASHA – Sabe mesmo usar uma arma?


SHIPPOU – Sei sim. Só espero que não seja preciso.


MIROKU – Vamos lá. (ele exibe um mapa da região) – Vamos dividir em três partes. Se um achar algo estranho, fora do lugar, deve avisar imediatamente os outros dois.


INUYASHA – Entendido.


SHIPPOU – Idem.


MIROKU – Vamos lá então.


Depois dessa pequena reunião, os três se armam e acertam a freqüência de seus rádios transmissores para aí sim adentrarem a área e enquanto isso, em outra parte da área, os furgões pretos, onde Natsume estava, acabavam de estacionar e sem perder tempo, ela e seus capangas descem dos veículos.


NATSUME – Vamos lá, homens! Para suas posições! É hora do show!


Depois dessas palavras, Natsume e seus homens adentram a área no meio do mato. Seja qual for a missão deles, ela estava se iniciando.



Próximo capítulo = A prisão escondida – parte 2