Noite sem Fim
79 A prisão escondida - parte 2
Sem saber os desdobramentos das atividades de seus amigos, Rin permanecia no Hospital Memorial aguardando notícias sobre o estado de Sesshoumaru, mas a única coisa que sabia é que a operação em seu marido continuava e não tinha hora para acabar e naquele momento, Tanuki aparece no local.
TANUKI – Rin. Eu fiquei sabendo do que aconteceu com Sesshoumaru. Eu sinto muito.
RIN – Obrigada.
TANUKI – Se eu disser que sei o que está sentindo, estarei mentindo, pois não sei, mas saiba que pode contar comigo para o que quiser.
RIN – Eu sei. É bom contar com os amigos.
TANUKI – Sempre. (ele olha ao redor) – Onde está Kagome? Pensei que estaria aqui com você.
RIN – Ah sim! Ela foi até minha casa para ficar com Satsuki e Sara, pois achou prudente dar a notícia sobre Sesshomaru pessoalmente.
TANUKI – Entendo, mas eu queria falar algo com ela pessoalmente também, mas se é assim, fazer o que? Com licença.
Tanuki se afasta de Rin para ir até um outro setor do hospital em que pudesse fazer uma ligação e assim ele usa seu celular para ligar para o celular de Kagome, que, naquele momento, estava saindo do carro oficial, pois tinha chegado á casa do cunhado.
KAGOME – Alô.
TANUKI – Sou eu, Kagome. Precisamos conversar urgentemente.
KAGOME – Urgente?! Do que se trata?
TANUKI – É sobre Ungai. Soube, por uma fonte, que ele planeja criar um dispositivo que anule o resultado das prévias.
KAGOME – Isso é ridículo! Não há como ele fazer. Não existe motivo.
TANUKI – Eu não teria tanta certeza, Kagome, pois Ungai pode ter achado uma brecha no regulamento para anular as prévias.
KAGOME – Olha só, Tanuki. Eu sei perfeitamente que Ungai é ambicioso e que queria muito a vaga de Gakusajin, mas uma anulação do resultado das prévias seria uma calamidade ao partido. Duvido muito que Ungai coloque sua ambição na frente do bem do partido.
TANUKI – Ele não irá ver dessa maneira, Kagome. Soube que ele contesta sua ação de não atacar Ryukosei, usando o fato de Ling estar ligada á morte de Momiji. Escute, Kagome. Para Ungai, sua ambição e o bem do partido serão a mesma coisa.
KAGOME – Eu tenho apoio do presidente municipal do partido. Ele me garantiu que o resultado das prévias seria respeitado. Não há o que temer, meu amigo.
TANUKI – Mas...
KAGOME – Desculpe, Tanuki, mas agora tenho outros compromissos. Tchau!
Sem se importar com as constantes preocupações de Tanuki sobre a candidatura dela á prefeitura de Tóquio, Kagome desligou seu celular para depois olhar para os dois agentes que a acompanhavam.
KAGOME – Fiquem aqui.
AGENTE – Sim senhora.
Depois de ouvir a resposta de um dos agentes, Kagome foi andando até a porta da casa do cunhado. Tocou a campainha e depois de algum tempo a porta se abre fazendo com que Satsuki surgisse diante dela.
SATSUKI – Tia?!
KAGOME – Sou eu mesma. Posso entrar?
SATSUKI – Claro! (ela dá passagem) – Entre, por favor.
Kagome adentra a residência de seu cunhado e ainda mantinha uma expressão séria, que muda ao ver que Sara estava sentada no sofá vendo TV. Satsuki a convida a se sentar no sofá da sala. Kagome senta do lado de Sara.
KAGOME – Oi, bonitinha. (dando um beijo na testa dela)
SARA – Oi.
KAGOME – Que bom. (olhando a TV) – Está assistindo desenho. Então fique aí assistindo.
Depois disso Kagome olhou para Satsuki e fez um sinal, com a cabeça, para saírem da sala. A jovem estranhava o fato de ver a tia sem a companhia da madrasta, pois elas tinham saído juntas mais cedo. Por isso fez o que Kagome pediu e assim as duas foram até a cozinha enquanto Sara permanecia na sala assistindo TV.
SATSUKI – Pensei que a Rin estivesse com a senhora. O que está acontecendo?
KAGOME – Não tem como dar essa notícia a não ser falando. (ela respira fundo) – É sobre seu pai. Ele sofreu um atentado.
SATSUKI – O que?! Como foi isso?
KAGOME – Depois eu te conto os detalhes, mas saiba ele já foi levado ao hospital e está sendo operado nesse momento. Rin está lá.
SATSUKI – Eu também quero estar lá e...
KAGOME – Não há necessidade de ir lá.
SATSUKI – Tia, como não tem necessidade?! É o meu pai! Eu quero estar lá quando ele abrir os olhos.
KAGOME – Calma, Satsuki. Você não pode se exaltar no estado que está. Pode fazer mal ao bebê. Sem falar que precisa ficar com sua irmã. Sara não precisa saber o que está acontecendo.
SATSUKI – Eu não sei se vou agüentar ficar aqui sem saber de nada.
KAGOME – Eu já disse! Rin está lá. Ela ligará se tiver novidades, está bem?
SATSUKI – Está bem, tia? A senhora vai ficar comigo? Não tem outros compromissos?
KAGOME – Bobagens que podem ser adiadas. Agora se acalme e vou contar tudo o que aconteceu com seu pai.
Kagome começa a contar á Satsuki desde a descoberta de um espião no jornal onde Sesshoumaru trabalha até a explosão da casa do mesmo e enquanto isso na reserva natural, onde era a missão, Natsume estava deitada atrás de um matagal, a fim de não ser vista. Ela usava um binóculo e estava á postos como se esperasse um momento exato para agir e naquele exato momento chega mais um grupo de quatro capangas dela que se aproxima de Natsume. Um deles se manifesta.
CAPANGA – Foi confirmado, senhora. São eles mesmos.
NATSUME – São em quantos?
CAPANGA – São três. InuYasha, Miroku e Shippou. Estão armados e procurando algo. Podemos atacá-los e capturá-los?
NATSUME – Não! Não façam nada! Isso é arriscado e desnecessário. Se estão procurando algo é sinal que não sabem o que viemos fazer aqui. Os três são ótimos lutadores e um confronto agora colocaria a missão em risco. (ela volta a usar o binóculo) — Deixe como está. Chame o resto do grupo.
CAPANGA – Os homens podem capturá-los sem chamar a atenção.
NATSUME – Já disse que para chamá-los de volta.
CAPANGA – Mas...
NATSUME – Já chega! (ela se levanta e encara o capanga) – Por acaso está questionando minhas ordens?
CAPANGA – Não senhora. Apenas estou preocupado com o fato das coisas não estarem saindo conforme o planejado.
NATSUME – Deixe que eu mesma me preocupe com isso. Preocupe-se exclusivamente com a parte de sua missão. Estamos entendidos?
CAPANGA – Sim senhora.
Depois desse ultimato, o capanga usa seu rádio comunicador para ordenar, ao restante do grupo de mercenários, que voltem á suas posições originais para a conclusão da missão enquanto Natsume ligava para Elisa, que naquele momento estava em uma sala da prefeitura, acompanhando por um monitor, a entrevista coletiva de Ryukosei.
ELISA – Fale.
NATSUME – InuYasha, Shippou e Miroku estão aqui.
ELISA – O que?! (ela se levanta) — Mas como?
NATSUME – Se eu soubesse não teria ligado para você. Como estão as buscas por Gatenmaru?
ELISA – Haruy não conseguiu nada até agora. (ela fecha a porta da sala) – Acha que InuYasha e os outros conseguiram essa informação com Gatenmaru?
NATSUME – Não, pois se isso fosse verdade, trariam reforços e aí a missão iria para o espaço.
ELISA – Quer que eu recrute mais homens para ajudar Haruy na busca?
NATSUME – Isso é inútil agora. (ela olha para o relógio de pulso) – Mande que Haruy continue a busca nos próximos cinqüenta minutos. Se até lá ele não encontrar pista nenhuma, faça-o abortar a buscar e voltar ao esconderijo para reconfiguração do esquema.
ELISA – Claro. (ela olha para o relógio de pulso) – São 6 e dez da tarde. Ás 7 é a hora exata da missão. Não pode falhar, Natsume.
NATSUME – Não vou. Estou esperando por esse momento por quase dez anos. Estou disposta a morrer por essa causa.
ELISA – É bom saber disso.
Elisa desliga a comunicação com Natsume e quando ia usar novamente seu celular ela percebe que tinha recebido uma mensagem de texto. Ela leu atentamente a mensagem e percebendo a gravidade daquela informação usou seu celular para ligar para Ryoma, que estava dentro da companhia de eletricidade, fazendo o trabalho que seu irmão gêmeo fazia normalmente. Ele se afasta dos outros funcionários para atender seu celular.
RYOMA – Não pode ficar me ligando toda hora. Vai levantar suspeita.
ELISA – Talvez ela já foi levantada. Está tudo bem aí?
RYOMA – Por que não estaria? O que está acontecendo?
ELISA – Eu ainda não sei os detalhes, mas fique sabendo que agentes imperiais descobriram o corpo de sua cunhada.
RYOMA – Droga! Quando descobrirem que Roji não está lá certamente irão desconfiar dele e virão aqui. Já sei o que fazer.
ELISA – Seja o que for que vá fazer saiba que os agentes imperiais não são seus únicos problemas. Sango e Azuma também estão indo até aí.
RYOMA – Vou cuidar de tudo.
Ryoma desliga seu celular e respira fundo para poder raciocinar e executar um novo plano para contornar aqueles imprevistos e enquanto isso Sango, dirigindo seu carro, e Azuma, no banco do carona, continuavam á caminho da companhia de eletricidade.
SANGO – Então acha que Ryoma pode estar recebendo ajuda do seu irmão gêmeo Roji?
AZUMA – É a única explicação que consigo visualizar.
SANGO – Eu não sei não. Na época que Ryoma era agente imperial e participou daquela armação que levou meu irmão á cadeia, cheguei a falar com Roji. Ele me pareceu um homem decente, bem diferente do irmão.
AZUMA – Isso foi á dez anos, Sango. Dez anos é muito tempo para mudar alguém.
SANGO – Pode ser.
Sango continua a dirigir o veículo e naquele momento o celular de Azuma começa a tocar. Era Guy, que tinha ficado no departamento de polícia. O capitão logo atende.
AZUMA – Fale, Guy.
GUY – O senhor não vai acreditar, capitão, mas acabei de receber um informe da Agência Imperial dizendo que agentes deles encontraram o corpo de uma mulher chamada Joy.
AZUMA – E quem é essa Joy?
GUY – Ela é esposa de Roji, a pessoa com quem vocês querem falar na companhia de eletricidade. Não sei os detalhes, mas ela foi assassinada e desconfiam do marido.
AZUMA – Valeu, Guy. Bom trabalho. (ele desliga seu celular)
SANGO – A Joy de que está falando é a esposa de Roji?
AZUMA – Sim. E ela está morta.
Não era preciso dizer mais nada e assim Sango acelerou a velocidade do carro para chegarem o quanto antes á companhia de eletricidade e enquanto isso na reversa natural InuYasha, em um ponto da região, se comunicava através dos rádios transmissores com Miroku, que estava em outro ponto.
INUYASHA – Não vi nada suspeito, Miroku, mas estou com a sensação de que estão nos observando.
MIROKU – Eu sinto o mesmo, InuYasha.
INUYASHA – Mas o que Natsume iria querer com um lugar assim?
MIROKU – Não tenho a menor idéia e...
Miroku para de falar com InuYasha devido a imprevista entrada de Shippou na comunicação.
SHIPPOU – InuYasha! Miroku! Estão me ouvindo?
INUYASHA – Estou ouvindo.
MIROKU – Pode falar, Shippou. Achou alguma coisa.
SHIPPOU – Sim. Acho que deveriam ver com seus próprios olhos.
MIROKU – Tudo bem.
INUYASHA – Fique aí. Já estamos indo.
Tanto InuYasha como Miroku se deslocam para o ponto onde Shippou estava e enquanto isso em sua casa, mais precisamente na cozinha, Satsuki acabara de ser informada dos detalhes que culminaram com a explosão da casa de Ozai que fez Sesshoumaru ir ao hospital.
SATSUKI – Então é coisa dessa Natsume?
KAGOME – Tudo indica que sim. InuYasha estava com ele, mas não se feriu.
SATSUKI – Ate quando essa mulher vai continuar nos atormentando?
KAGOME – Até o dia que as autoridades a pegarem e fazer com que ela pague por todos os crimes. Seu pai estava lutando por isso. Estava pensando no seu bem estar e no de sua irmã também.
SATSUKI – Eu tenho muita sorte de ter essa família. E eu não estou só falando de meu pai, de Sara e de Rin. Estou falando também da senhora, do tio Inu e de Shippou. Vocês todos são minha família.
KAGOME – Eu sei querida. (ela segura a mão dela) – Saiba que sinto o mesmo. (depois ela olha para a barriga da jovem) – Ainda mais agora que você está esperando meu primeiro neto.
Kagome sorria alegremente fazendo com que Satsuki se sentisse ainda pior com aquela mentira de iludir uma pessoa tão boa quanto sua tia. Aquilo estava ficando cada vez mais insustentável para a jovem.
SATSUKI – Tia.
KAGOME – Sim, querida.
SATSUKI – Eu preciso dizer uma coisa e... (o celular de Kagome toca)
KAGOME – Pode falar querida.
SATSUKI – Melhor a senhora atender. Pode ser a Rin no hospital.
O som do celular fez com que Satsuki perdesse a coragem de confessar á tia que o filho que ela esperava não era de Shippou. Sem saber disso, Kagome atende o aparelho. Era sua antiga colega Eri, que tinha acabado de desembarcar em uma estação de trem.
ERI – Kagome?! Sou eu. A Eri.
KAGOME – Oi, Eri. (ela coloca a mão no fone e fala com Satsuki) – Não é a Rin e sim uma antiga colega. (ela volta a dar atenção á Eri) – O que, foi Eri?
ERI – Primeiro queria dar os parabéns por ter conseguido ser indicada candidata á prefeita.
KAGOME – Obrigada.
ERI – Liguei também para saber se você sabe onde está Ayumi.
KAGOME – Não, mas ela me ligou hoje cedo dizendo que ia passar uns dias fora até ‘a poeira abaixar’.
ERI – Isso tem haver com aquele homem que atirou em Onigumo e me seqüestrou?
KAGOME – Ele é apenas parte disso, Eri. Por isso a cautela do Azuma.
ERI – Entendo. Por falar no Onigumo, soube que ele iria receber alta hoje. Por isso estou aqui em Tóquio para fazer uma visita.
KAGOME – Vejo que está se dando bem com ele. Se é que me entende. (sorrindo)
ERI – Ai Kagome. Não posso deixar de achar que ele é um homem interessante, sem falar que ele se arriscou para salvar minha vida. Não é qualquer um que faz isso, certo?
KAGOME – Isso é verdade. Então se quer meu conselho, invista nessa relação.
ERI – Não sei não. Eu tenho um pouco de medo.
KAGOME – Medo?! Mas que bobagem é essa? Já falei para você que Onigumo já deu provas de que mudou. Hoje ele é outro homem.
ERI – Não é isso, Kagome. Não tenho medo dele por isso e sim porque acho que ele não esqueceu aquela noiva dele.
KAGOME – Kikyou está morta, Eri. Você não tem que ter medo de um fantasma. (ela sorri) – Quer saber de uma coisa? Onigumo já recebeu alta, Eri. Vou me encontrar com ele mais tarde. Por que não da uma passada aqui e vamos para lá juntas?
ERI – Se você não se importar.
KAGOME – Claro que não! Eu estou aqui na casa do meu cunhado. Vou te dar o endereço.
Kagome fala o endereço da casa do cunhado enquanto era observada por Satsuki, que depois desviou o olhar para outro ponto qualquer, seus pensamentos voavam imaginando como sua situação era delicada. Ela volta a si com o chamado de Kagome, que já tinha encerrado o telefonema com Eri.
KAGOME – Satsuki?!
SATSUKI – Hã?!
KAGOME – O que você queria falar comigo?
SATSUKI – Não e nada, tia. Só estou preocupada com o estado do meu pai e também com Shippou e o tio Inu.
KAGOME – Eu também estou preocupada com eles, mas aqueles dois sabem se cuidar. (ela segura a mão da jovem) – Seu pai vai ficar bem.
SATSUKI – Espero mesmo. É o que mais quero.
KAGOME – Vamos até a sala e ficar com Sara.
Kagome coloca seu braço em volta do ombro de Satsuki e assim as duas voltam para a sala da casa e enquanto isso na reserva natural, InuYasha andava aceleradamente para ir ao encontro de Shippou e finalmente avista o filho, que já estava sendo acompanhado por Miroku, que chegou primeiro. InuYasha se aproxima de ambos, que observavam uma caixa metálica.
MIROKU – Finalmente chegou, InuYasha.
INUYASHA – Foi isso que achou, Shippou?
SHIPPOU – Sim. Estava meio escondida pelos arbustos.
INUYASHA – O que é isso?
SHIPPOU – Eu não sei ao certo, mas parece um painel de controle.
MIROKU – Controle de que?
SHIPPOU – Não tenho certeza, mas meu ‘chute’ seria um transmissor de energia ou algo parecido. Seja o que for é um equipamento de alta tecnologia, pois não pode ser manuseado sem o devido acesso.
INUYASHA – Será que isso tem alguma relação com o esconderijo de Natsume?
SHIPPOU – Eu duvido. Olhem isso. (ele mostra uma logomarca na caixa metálica) – É o símbolo do governo japonês. Em outras palavras, seja o que for que essa reserva natural escondendo, o governo sabe o que é.
MIROKU – Talvez isso tenha a ver com o medo da Agência Imperial com um ataque contra o Imperador. O que justificaria tamanho sigilo por parte deles na investigação.
INUYASHA – Pode ser. (ele se afasta um pouco e fica olhando ao redor) — Isso é estranho.
MIROU – O que?
INUYASHA – Eu percorri muito dessa região e não vi água, pássaros ou qualquer outro animal. Por que esse local é uma reserva natural? Não tem nada para proteger.
MIROKU – Pensei a mesma coisa e esse painel de controle ultra-moderno, que Shippou encontrou, só aumenta o mistério.
SHIPPOU – O que faremos agora?
INUYASHA – Esse painel de controle é a única coisa estranha e fora do lugar que encontramos. Shippou, mesmo que pareça inútil, tente descobrir mais sobre essa região. Duvido que ela sempre foi do governo. Tente descobrir os antigos donos e tente descobrir uma ligação deles com Natsume.
SHIPPOU – É para já.
INUYASHA – Fique aqui enquanto mostro, á Miroku, algo que vi no caminho para cá.
Shippou tira seu laptop da mochila e começa a fazer uma pequena investigação cibernética da região enquanto InuYasha e Miroku se afastavam do rapaz, adentrando o bosque, mas o que os três não sabiam era que um dos capangas de Natsume observava tudo aquilo através de um binóculo e estava se comunicando com a chefa, que estava em outro setor.
CAPANGA – São eles mesmo, senhora.
NATSUME – Eu não acredito que aquela peste do Shippou conseguiu encontrar o painel de controle. Devo admitir que eles são muito bons.
CAPANGA – Não seria melhor abortar a missão?
NATSUME – Deixa de ser burro e medroso! Por mais que Shippou conheça tecnologia, ele não pode ter acesso ao painel. Nem ele e nem ninguém não autorizado pelo governo. Se fosse fácil não teríamos que usar Ryoma na companhia de eletricidade. Agora se recomponha e me diga o que Shippou está fazendo.
CAPANGA – Ele só está mexendo no laptop dele. InuYasha e Miroku foram para outro lugar. O que fazemos?
NATSUME – Fiquem aí e aguarde novas instruções.
O grupo de quatro capangas continuaria observando as atividades de Shippou e enquanto isso na companhia de eletricidade, Ryoma caminhava até á sala de controle carregando algo em um saco preto. Ao adentrar na sala, ele tranca a porta para em seguida colocar o saco preto no chão e desenrola revelando ser o corpo do seu irmão Roji, que ele matou horas antes.
RYOMA – Sabia que você ainda seria útil, maninho.
Depois daquela ‘conversa’ mórbida, Ryoma olha para o relógio, que indicava 6 e meia da tarde e assim começa a mexer no painel de controle para ativar um dispositivo que provocaria uma interrupção programada de energia de um determinado setor. O setor era a região onde se encontrava a reserva natural indicada nas coordenadas fornecidas por Ozai. Depois de feito o serviço, ele voltou para o corpo inerte do irmão.
RYOMA – Agora vai me ajudar a fugir, maninho.
Ryoma começa a tirar o uniforme de funcionário, que vestia, para colocá-lo de volta em Roji para em seguida começar a vestir outras roupas que trazia em uma sacola. Durante o processo ele observava, pelo monitor da sala, a chegada de Sango e Azuma, que falavam com funcionários da companhia.
RYOMA – Melhor me apressar.
Depois de ver aquelas imagens, Ryoma termina de trocar de roupas e em seguida coloca um silenciador na arma que portava e enquanto isso, Sango e Azuma tentavam entrar na companhia, mas eram impedidos pelos funcionários.
AZUMA – Não está vendo que somos policiais? (exibindo o distintivo)
FUNCIONÁRIO – Sem mandato não posso permitir a sua entrada.
SANGO – Não temos tempo para isso. Precisamos falar com um funcionário daqui. O nome dele é Roji.
FUNCIONÁRIO – Ele está aqui sim. O que querem com ele?
AZUMA – A esposa dele está morta.
FUNCIONÁRIO – Por Kami.
SANGO – Precisamos falar com ele agora.
FUNCIONÁRIO – Claro. Ele está na sala de controle de distribuição de energia.
AZUMA – Leve-nos até ele.
O funcionário faz o que Azuma pediu e assim guia o capitão e Sango pelo interior da companhia para chegarem até á sala de controle de distribuição de energia, mas durante o caminho eles encontram um funcionário morto no corredor.
FUNCIONÁRIO – Por Kami. Ele está morto e... (ele ia se aproximar do corpo, mas Sango o impede)
SANGO – Não se aproxime. (ela o encara) – Onde é a sala de controle?
FUNCIONÁRIO – Dobrando o corredor á esquerda é a segunda sala á direita.
AZUMA – Nos guie, amigo.
O funcionário obedece aquelas ordens e começa a guiar Sango e Azuma, que engatilham suas respectivas armas e avançam com cuidado até á sala de controle e quando entram nela vêem alguém de costas sentado na cadeira.
SANGO – É a polícia! Levante as mãos e vire-se bem devagar.
A pessoa que estava na cadeira não fez nenhum movimento fazendo com que Azuma, com a arma apontada, fosse até ele. Ao ver o rosto da pessoa, Azuma abaixa a arma para em seguida girar a cadeira para que Sango visse também. Era o corpo de Roji.
SANGO – É Roji! Alguém o matou.
AZUMA – Isso da para ver, não? (guardando a arma) – Eu não sou perito, mas pelo nível de decomposição do corpo, acho que ele foi morto á mais de duas horas.
SANGO – Sem falar no cheiro.
FUNCIONÁRIO – Isso é impossível.
SANGO – Por quê?
FUNCIONÁRIO – Eu falei com Roji á cerca de meia hora. Ele foi até o estacionamento da empresa para pegar algo no porta-malas.
SANGO – O que ele pegou?
FUNCIONÁRIO – Um saco preto. Ele me disse que era um equipamento que nosso chefe mandou pegar.
SANGO – Esse saco preto teria o tamanho de um homem?
FUNCIONÁRIO – Acho que sim.
AZUMA – Sango! Venha ver algo.
Sango foi até Azuma que estava na frente da tela de um computador ativo. Na tela exibia um cronômetro com contagem regressiva.
SANGO – O que é isso? Uma bomba?
AZUMA – Não é não. Esse computador está conectado com a sala, portanto deve ser um programa de desligamento programado de distribuição de energia. É um procedimento padrão, mas este não tem aviso prévio e é em apenas um setor especifico.
SANGO – Que setor?
AZUMA – Já vou descobrir.
Azuma digitava algo no computador para saber mais sobre aquilo e enquanto isso na reserva natural, InuYasha e Miroku chegaram á um local no bosque que estava cercado por arames e com uma placa escrita ‘Danger’.
INUYASHA – Eu só notei isso na volta, mas não quis parar para olhar, pois acreditei que o que Shippou encontrou era mais importante.
MIROKU – Então vamos entrar para saber o que é.
InuYasha e Miroku pulam a pequena cerca e por ser quase 7 horas, já estava escurecendo, obrigando-os a usar lanternas para visualizar o local. Aparentemente não tinha nada e quando estavam prestes a ir embora, InuYasha vê algo.
INUYASHA – Ali, Miroku.
MIROKU – O que?!
Miroku direciona a luz de sua lanterna para o mesmo local que InuYasha direcionava a luza da lanterna dele e assim eles visualizam uma escada e assim ambos vão até ela e começam a descê-la até chegarem á uma parede de ferro coberta pela vegetação. O que chamava a atenção era uma linha divisória na parede, indicando que fosse uma porta.
MIROKU – Estamos chegando perto, InuYasha. (ele passa a mão na parede)
INUYASHA – Parece uma porta.
MIROKU – Se é uma porta tem que ter uma chave. Procure.
INUYASHA – Já estou fazendo isso.
InuYasha e Miroku começaram a apalpar as partes laterais do local na esperança de encontrar algo até que InuYasha acha um pequeno painel luminoso atrás de uma pedra.
INUYASHA – Acho que encontrei.
MIROKU – Parece que sim.
InuYasha verificava o painel para vê se não tinha um botão ou algo parecido e naquele momento o celular de Miroku começa a tocar. Ele se afasta um poço de InuYasha para poder atender.
MIROKU – Alô.
SANGO – Sou eu, Miroku.
MIROKU – Sango, da para ligar depois e...
SANGO – Escute, Miroku. É importante. O local da multa de Ozai era a companhia de eletricidade, onde trabalha Roji, irmão gêmeo de Ryoma.
MIROKU – Entendo, mas por que a urgência em me contar isso?
SANGO – Por que Roji está morto. A esposa dele foi morta na casa. Acho que Ryoma matou os dois e tomou o lugar do irmão para fazer algo aqui.
MIROKU – Fazer o que? (ele volta para junto de InuYasha)
SANGO – Cortar a distribuição de energia exatamente ás 7 horas da noite para o lugar onde vocês estão agora.
MIROKU – O que?! 7 horas da noite?! Mas isso é daqui á vinte minutos e...
De repente, naquele instante, Miroku e InuYasha vêem a porta metálica se abrindo e depois aparecem vários homens fortemente armados, e atiraram armas de descarga elétricas nos dois fazendo com que ambos desmaiassem. Um deles pega o celular da mão de Miroku e o quebra, interrompendo a ligação com Sango e assim eles levam InuYasha e Miroku para o interior do local. Seja ele o que for.
Próximo capítulo = A prisão escondida – parte 3
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