Noite sem Fim
102 A morte de Satsuki - parte 1
Sango e Guy ainda tentavam digerir a surpresa em ver Satsuki morta como vítima do famoso estrangulador das meias de nylon, mas ambos sabiam o que deveria ser feito.
GUY – Precisamos avisar a família.
SANGO – Eu sei, mas Sesshoumaru está hospitalizado nesse momento. Isso será um choque para ele.
GUY – Vamos manter o rosto coberto para no caso de algum fotografo tenha uma lente de grande alcance. Ainda sim precisamos avisar a família. Isso é algo que precisa ser feita pessoalmente. Você faz isso enquanto eu vou interrogar as pessoas e...
SANGO – Mas eu quero ficar e ajudar a interrogar as pessoas. Pode ser que alguém tenha visto alguma coisa.
GUY – Olha Sango, caso tenha se esquecido, sou eu quem está no comando dessa investigação.
SANGO – Mas eu tenho mais tempo de polícia que você.
GUY – Mas esteve, por um tempo, afastada. Eu cuido desse caso desde o começo. Não estou ignorando sua experiência, mas eu estou no comando. Pode perguntar para o capitão se quiser.
SANGO – Por acaso está querendo me deixar fora disso?
GUY – Isso é uma possibilidade em virtude de você conhecer a vítima e sua família. Não vou pedir isso porque sei que é profissional, mas saiba que virá pressão. Só estou sendo cuidadoso, Sango. Não pode me culpar por isso.
Sango ouve atentamente as explicações do parceiro e mesmo que ficasse contrariada sabia que ele estava certo em ser cuidadoso em um caso desses e assim Sango entrou no carro para ir ao hospital avisar a família de Satsuki e enquanto isso em seu esconderijo, Natsume andava de um lado para o outro aguardando a ligação de Gatenmaru até que ela finalmente ocorre. Natsume atende.
GATENMARU – Vai me ajudar ou não?
NATSUME – Claro. Não estou em posição de negociar. Vou te ajudar. Um subordinado meu conseguiu convencer nossos contatos em te ajudar a se esconder e...
GATENMARU – Escute uma coisa, Natsume. Não sei o que tem nessa caixa, mas seja o que for não irá comigo para esse esconderijo. Caso um desses contatos venha a me matar ou o esconderijo que está me cedendo gentilmente explodir ou algo parecido, você nunca mais verá essa caixa. Podem até me torturar que não falarei. Caso duvide disso pergunte para a primeira dama se ela conseguiu arrancar algo de mim.
NATSUME – Entendi, mas você vai ter que se livrar do carro de Suke. Ele tem sistema de GPS.
GATENMARU – Ok.
NATSUME – O nome do nosso contato é Jinji. Ele é um antigo colaborador, sem muita importância, que escondia drogas em sua casa. Anote o endereço.
GATENMARU – Estou ouvindo.
Depois de consentir, Gatenmaru ouviu atentamente o endereço de da casa de Jinji e enquanto isso no Hospital Memorial, Rin e Sara observavam Sesshoumaru, ainda desacordado, deitado em um leito, mas ele finalmente abre os olhos e vê a esposa e a filha.
SARA – Papai! Você acordou.
SESSHOUMARU – É bom ver seu rosto angelical, princesa. (depois ele olha para a esposa) – E teve a quem puxar.
RIN – Que bom que acordou. Espero que esteja se sentindo melhor.
SESSHOUMARU – Estou me sentindo meio anestesiado.
RIN – Mas é claro que está. Acabou de sair do coma, mas o doutor me disse que isso é perfeitamente normal.
SESSHOUMARU – Coma?!
RIN – Sim, porque você quis sair apressadamente e teve complicações. Foi por isso que o médico o induziu em coma, mas agora está bem.
SESSHOUMARU – Eu devo ter perdido a noção de tempo. (ele olha bem para as roupas delas) – Estão usando as mesmas roupas de antes de mim desmaiar, portanto é o mesmo dia.
RIN – Isso foi de manhã e já passa das 4 da tarde, meu bem.
SESSHOUMARU – Isso me fez lembrar o motivo de ter me levantado tão apressadamente. Queria saber de Satsuki, pois ela não atendia o celular.
Ao ouvir o marido tocar no nome da filha mais velha fez com que Rin sentisse uma angustia, pois ela não tinha notícias da enteada e não sabia como o marido reagiria se soubesse disso e por essa razão ela resolveu mentir.
RIN – Eu falei com Satsuki. Ela está com Maya e vai passar aqui mais tarde.
SESSHOUMARU – O pai dela em um hospital e ela passeando com a amiga.
RIN – Não seja tão duro com ela.
SARA – A senhora falou com a Satsuki? Mas eu não ouvi.
RIN – Você não estava perto, querida. (tentando contornar a situação) – Fique aqui com seu pai. Eu já volto.
SESSHOUMARU – Aonde vai?
RIN – Preciso tratar de alguns assuntos referentes a sua internação, mas é coisa rápida. Já volto.
Rin saiu do quarto deixando o marido e a filha sozinhos, mas a verdade era que ela não foi resolver assuntos sobre a internação do marido e sim ficar isolada para ligar novamente para o celular da enteada, mas como das outras vezes nada dela atender.
RIN – Onde você está, Satsuki?
Rin continuava angustiada em não saber onde Satsuki estava e da terrível verdade que tinha acontecido com a enteada por isso voltou a ligar para Maya, que estava indo ver o namorado.
MAYA – Alguma notícia, senhora Rin?
RIN – Ainda não. Meu marido já acordou e não vai demorar muito para perguntar de Satsuki. Eu não sei o que falar.
MAYA – Eu falei com todas as minhas amigas, colegas. Ninguém sabe dela. Estou começando a ficar preocupada.
RIN – Nem fale assim que fico com o coração apertado.
MAYA – Sinto muito, senhora. Eu me lembrei que quando estive aí no hospital Satsuki ficou interessada no local de trabalho do Xolan. Talvez ele saiba de alguma coisa.
RIN – Por que ela se interessou por isso?
MAYA – Porque o consultório do antigo terapeuta dela fica lá.
RIN – Se soube de algo me avise imediatamente.
Maya desliga seu celular e entra no prédio Zarky para falar com o gerente para perguntar onde Xolan estava naquele momento. Como resposta ela ouviu que ele estava estocando alguns produtos de limpeza no almoxarifado, mas que ela poderia ir até lá desde que não atrapalhasse. Ela consentiu com a cabeça e foi ao encontro do namorado que realmente estava estocando produtos de limpeza.
MAYA – Olha só o trabalhador, hein. (sorrindo)
XOLAN – Oi. (meio nervoso e surpreso) – O que a traz aqui de novo?
MAYA – Eu tenho que ter desculpas para ver meu namorado?
XOLAN – Não. Claro que não, mas acho que nunca imaginou namorar um ajudante geral, não?
MAYA – Do jeito que fala até parece que tem vergonha desse trabalho. É um trabalho como outro qualquer, mas de uma coisa você está certo. Eu tenho outro motivo para vir aqui. É sobre Satsuki.
XOLAN – Satsuki?!
Ao ouvir aquele nome, Xolan ficou de costas para a namorada a fim de que esta não visse o nervosismo no rosto dele. Maya, á princípio, não percebeu nada de errado.
MAYA – Ela sumiu e não atende o celular.
XOLAN – Não a vi. (voltando a olhar para ela) — Ela sumiu?!
MAYA – Sim. A madrasta dela está doida procurando por ela. O pai ainda está no hospital e prestes a ter alta.
XOLAN – Poxa, que barra, hein? (ele olhava ao redor) – Eu sinto muito. Não posso fazer nada sobre sua amiga. Satsuki é meio doidinha. Deve estar escondido por ter brigado com Shippou.
MAYA – Brigado com Shippou?! Por que acha isso?
XOLAN – Sei lá! Casais discutem e coisa e tal. (ele ouve um chamado do chefe) — Eu tenho que voltar ao trabalho. (ele a beija) – Eu te amo, gata.
MAYA – Eu também te amo. Continue no caminho do bem.
Maya da um beijo mais longo no namorado, que finalmente se afasta para atender o chamado do chefe para alguma outra tarefa enquanto observava Maya caminhando para a saída. Ele parecia mais aliviado, mas o chefe dele não estava sossegado.
CHEFE – Escute rapaz! Não quero outro escândalo aqui. Já basta o ‘show’ que você e aquela outra garota nos proporcionaram.
XOLAN – Não se preocupe senhor. Não vai mais acontecer.
CHEFE – Acho bom mesmo. Agora volte ao trabalho.
Xolan consentiu com a cabeça e voltou para suas tarefas. Ele mentiu para a namorada, pois a garota que o chefe dele estava se referindo era mesmo Satsuki e enquanto isso em uma creche no centro da cidade, Soten e Genku, sentados em um banco de espera, aguardavam a autorização para pegar Tamira, mas o que chamava a atenção deles era o grande numero de homens de terno no local.
GENKU – Quem são esses caras?
SOTEN – Não sei, mas parecem agentes da Segurança Interna.
GENKU – Agentes do que?
SOTEN – Esquece! Depois eu explico. (ela se levanta) – Lá vem ela.
Soten se referia a diretora da creche que estava vindo com Tamira ao lado dela. A menina corre ao ver a irmã e Genku para cumprimentar ambos enquanto as crianças se distraiam uma com a outra, a diretora se manifestou para Soten.
DIRETORA – Desculpe a demora, mas é que houve um imprevisto com um dos alunos.
SOTEN – Algo com esses agentes, senhora? (antes que a diretora respondesse Tamira se manifesta)
TAMIRA – É por causa do meu colega, Soten.
SOTEN – Colega?!
DIRETORA – É um menino que tem tratamento privilegiado por motivos que não posso revelar. Esses agentes cuidam da segurança dele.
SOTEN – Mas tantos assim?
DIRETORA – Na verdade não! Normalmente é apenas um, mas algo aconteceu e...
TAMIRA – Olha ele vindo ali.
Tamira fala isso ao ver dois agentes da Segurança Interna conduzindo um menino para fora da creche. Ele acena para Tamira ao vê-la. Ela por sua vez faz o mesmo, o que deixa Genku um pouco contrariado.
GENKU – Quem é ele, Tamira?
TAMIRA – O nome dele é Taro. Ele é muito legal.
GENKU – O que ele tem de tão especial para ter tantos homens olhando por ele?
SOTEN – Isso não é problema nosso, Genku. Agora vamos. (ela olha para a diretora) – Obrigada, senhora.
Soten pega na mão de cada um para irem embora. Ela ficou rindo por dentro com o ciúme que Genku sentiu ao ver que Tamira tinha afeição por outro menino, mas o que eles todos não sabiam era que esse menino chamado Taro é na verdade filho de Kanna com Kohaku, portanto ele e Tamira eram primos. O destino pregava mais uma de suas peças e enquanto isso no Hospital Memorial, Sesshoumaru estava se sentindo muito bem. Brincava com a filha em seu colo e esperava que recebesse alta rapidamente. Rin, para não falar sobre Satsuki, resolveu abordar outro tema de interesse do marido. Seu emprego.
SESSHOUMARU – Está falando sério?
RIN – Sim. O jornal estipulou uma licença para você e contratou Raita para ocupar seu lugar até lá.
SESSHOUMARU – Não posso culpar o jornal. Acho que devo descansar mesmo. (ele sorri) – Vai ser bom poder ficar mais tempo com minha família.
RIN – Que bom que pense assim, meu bem.
SESSHOUMARU – E você vai aceitar ser assistente de Rita?
RIN – Acho que vou. Algum problema com isso?
SESSHOUMARU – Claro que não! Raita é um jornalista de grande porte. Pode aprender muito com ele, mas ele tem um estilo sensacionalista que não me agrada muito. (ele coloca a filha no chão) – Já sabe alguma coisa de Satsuki?
RIN – Acho que ela ainda deve estar com a amiga.
SESSHOUMARU – Ou com o noivo. Mas que menina danada. Ela não sabe que tem um pai preocupado que a ama muito?
RIN – Ela não é mais uma menina, Sesshy. Ela já é uma mulher. Está noiva e está prestes a ser mãe.
SESSHOUMARU – Quando ela fizer 60 anos ainda será aminha garotinha. Isso não vai mudar.
Rin ficou feliz com a forma com que o marido se referia á filha mais velha, pois tinha certeza de que ele perdoaria a filha pela mentira sobre a identidade do pai do filho que estava esperando e enquanto isso o carro oficial do partido trabalhista, que levava Kagome, chegava às proximidades de uma mansão que tinha um grande jardim. Depois que o veículo estaciona, Kagome sai dele e é recebida por um mordomo.
MORDOMO – Senhora Kagome. O senhor Opoku pediu que eu a levasse até ele.
KAGOME – Obrigada.
Sem mais delongas, o mordomo conduziu Kagome pelos jardins da mansão até a parte onde um homem, de aproximadamente 60 anos de idade, estava deitado em uma cadeira reclinável lendo um livro. Depois de disso o mordomo se retira deixando os dois a sós.
OPOKU – Sente-se, por favor. (deixando de ler o livro e oferecendo a cadeira vazia)
KAGOME – Obrigada. (sentando-se) – Qual o motivo, razão, causa ou circunstância do senhor fazer tanta questão em me ver?
OPOKU – Pelo motivo, razão, causa e circunstância de eu depositar meu dinheiro em sua campanha. (voltando a ler o livro) — Não acha que isso é justo?
KAGOME – Sem rodeios, senhor Opoku. O que o senhor que falar comigo?
OPOKU – O que eu quero? (ele volta a olhá-la) – Simples. Preciso saber se ainda vale a pena investir em sua candidatura levando em conta que a senhora está propondo uma ‘campanha light’ poupando seu adversário ao não querer atacar a área de segurança.
KAGOME – Isso seria atacar o departamento de polícia que é composto por gente honesta e trabalhadora. Não ajudarei a prejudicar a reputação dessa instituição mesmo que isso custe minha vitória. Até porque não seria algo inteligente, pois caso seu ganhe, sofrerei o mesmo tipo de pressão. (ela se levanta da cadeira) – Se for só isso, pode falar com o comando do partido e exercer sua pressão para trocar de candidato.
OPOKU – Acalme-se, Kagome. Isso foi apenas um blefe. Não tenho intenção nenhuma de exercer pressão no partido. A escolha dele sempre foi soberana para mim. Apenas estou deixando claro minha opinião que deveria reconsiderar. Sente-se, por favor.
KAGOME – Está bem. (sentando-se novamente na cadeira) – Mas não vai conseguir mudar a minha idéia.
OPOKU – Veremos se continuará assim depois de mostrar. (ele coloca uma pasta em cima da mesa) — O que quero tratar com a senhora é outro assunto. Uma questão mais para o futuro.
KAGOME – E o que seria?
OPOKU – Lembra-se de Goshink?
KAGOME – Claro que sim. Ele foi presidente de uma empresa chamada Tesseiga que era aliada do Grupo Naraku. Ele foi morto á mando da Ordem da Espada Morta para encobrir seus rastros. O que tem ele?
OPOKU – Não é precisamente dele e sim de seu filho, Hiro, que foi morto em circunstâncias misteriosas.
KAGOME – Circunstâncias misteriosas?! Caso não me falhe a memória, ele tentou estuprar minha sobrinha.
OPOKU – Eu sei disso, mas quero que a senhora leia o que está aqui dentro. (apontando a pasta) – Faça isso com muita atenção.
Kagome pegou a pasta e de dentro dela tirou um relatório muito minucioso algo ocorrido naquela época e enquanto isso no Hospital Memorial, Rin tentava, inutilmente ligar para a enteada a fim de saber notícias dela. Sua angustia aumentava a medida que seu marido se trocava, pois tinha a certeza que receberia alta a qualquer momento.
SESSHOUMARU – O médico está demorando. Rin, pode ir atrás dele, por favor.
RIN – Não acha melhor esperar mais um pouco. Acabou de sair do coma e...
SESSHOUMARU – Mas eu estou me sentindo bem. Quero ligar para InuYasha, pois pretendo ficar mais atualizado com os fatos.
RIN – Não deveria se exaltar. Pode ter uma recaída.
Sesshoumaru faz uma expressão carrancuda que era o sinal de que não mudaria de idéia. Como sua esposa, Rin sabia daquilo e assim saiu do quarto deixando o marido e a filha lá. Percorrendo o corredor, Rin tentava imaginar o que tinha passado na cabeça de Satsuki para ela não voltar e foi nesse momento que ela viu Sango vindo na direção contrária dela.
RIN – Sango?!
SANGO – Oi Rin. Preciso falar com você. Sesshoumaru ainda está internado?
RIN – Mais ou menos. Ele acabou de sair do coma induzido e está se sentindo bem.
SANGO – Droga! Ele pode ter uma recaída por isso é bom eu falar com você em particular.
RIN – Agora não posso, Sango. Estou tentando ligar para Satsuki para saber onde ela está...
SANGO – Mas é sobre ela que quero lhe falar. Uma coisa muito triste e terrível.
Sem usar meias palavras Sango conta a Rin que Satsuki está morta e que provavelmente foi mais uma vítima do estrangulador das meias de nylon. Ao ouvir aquilo, Rin quase caiu para trás e começou a chorar.
RIN – Isso não é verdade, Sango. Diga que não é verdade.
SANGO – Não é. (elas se abraçam) – Eu queria que não fosse, mas é. Eu mesma vi com meus próprios olhos. (ela cessa o abraço) – Eu sinto muito.
RIN – Meu Deus! (ela se senta) – Satsuki não. Não ela. (ela tenta se refazer do choque da notícia) – Sesshoumaru vai sofrer muito.
SANGO – É por isso que quis falar com você antes. Não sei se ele está apto a receber essa notícia agora.
RIN – Eu sei, mas isso é uma coisa que não posso esconder dele.
SANGO – Escute Rin. (ela se senta ao lado dela) – Fale com o médico e pergunte a opinião dele. A polícia vai manter a identidade de Satsuki em sigilo, mas isso vai durar pouco.
RIN – Ela estava prestes a ser mãe, mas tudo acabou. (ela chorava copiosamente)
SANGO – Eu sei que é difícil, mas você vai ter que ser forte.
RIN – Eu não vou conseguir falar com ele.
SANGO – Se você quiser, eu mesma falo, mas antes é melhor falar com o médico.
RIN – Não! (ela se levanta) – Eu vou cuidar disso, Sango. (enxugando as lágrimas) – Mas você tem razão. Vou falar com o médico antes.
Rin se afastava de Sango e tentava segurar o choro. A detetive observava, com pena, a amiga indo. Aquela tragédia iria abalar a vida de todos os amigos e isso apenas fazia Sango sentir mais vontade de pegar o estrangulador deixando a conspiração um pouco de lado.
Próximo capítulo = A morte de Satsuki – parte 2
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