Noite sem Fim

42 A identidade da arma X - parte 2


Depois de saírem da clínica de Zakira, o casal Sesshoumaru & Rin estava voltando, de carro, para casa. Sara e Genku estavam no banco de trás. A esposa do jornalista percebeu a preocupação do menino mesmo sem olhar para ele.

RIN – A Tamira vai ficar bem, Genku.

GENKU – Eu nunca vi uma menina que ficasse tão doente quanto ela. As meninas são fracas mesmo.

RIN – Isso é uma grande injustiça. (ela olha para ele) — Olha só a Sara. (apontando para a filha) — Ela não fica tão doente quanto Tamira.

GENKU – Pode ser. (de braços cruzados)

RIN – Você se preocupa muito com Tamira, não é, Genku?

Rin sorria deixando Genku corado por ter percebido a afeição que ele sentia pela filha de Sango. Sara aproveitou para se manifestar diante daquilo.

SARA – Sabe mamãe? Genku e Tamira são namorados. (Genku fica mais corado do que antes)

GENKU – Não sou não.

SARA – É sim. Tamira me disse.

GENKU – Eu não sou namorado de ninguém e...

SESSHOUMARU – Já chega dessa discussão aí atrás.

SARA – Ta, papai.

SESSHOUMARU – Sara. (ele dirigia o carro) — Pare de mexer com Genku.

GENKU – Obrigado, tio.

SESSHOUMARU – Afinal ele é namorado da Tamira.

Ao dizer aquilo, Sesshoumaru abriu um leve sorriso fazendo tanto Rin quanto Sara darem risadas de Genku que não se conformava com aquilo.

GENKU – Ainda bem que vou ficar só um dia com vocês. (meio emburrado)

SESSHOUMARU – Por falar na volta de InuYasha e Kagome ao Japão. Shippou não sabe se passou ou não e...

RIN – Ele passou sim. Tirou a maior nota do vestibular. (ela olha para o marido) – Foi Satsuki que me falou.

SESSHOUMARU – Entendo. (ele fala em um tom mais baixo) – Você percebeu lá na clínica?

RIN – O que?

SESSHOUMARU – O clima entre Sango e Zakira. Acha que ainda vai ter casamento?

RIN – Aquilo não foi nada, Sesshy. Sango só estava preocupada com Tamira. Por isso que ela falou daquele jeito com Zakira.

SESSHOUMARU – Não é disso que estou falando. Acho que ela não gosta dele. Acho que ela não esqueceu Miroku.

RIN – Será?

Rin fica pensando naquela possibilidade levantada pelo marido e enquanto isso na clínica, Zakira acabava de mostrar para Sango os resultados dos exames médicos de Tamira.

SANGO – Então foi algo externo que causou a falta de ar?

ZAKIRA – Rin se enganou. Não era asma. Tamira, provavelmente, deve ter tido uma inflamação na garganta.

SANGO – Se é só isso, estou mais tranqüila. (olhando para a filha)

TAMIRA – Podemos ir para casa, mamãe?

SANGO – Nós já vamos, querida. Só mais um minuto. (ela olha para o noivo) – Obrigado por ter cuidado de Tamira e...

ZAKIRA – Não precisa me agradecer. (sorrindo)

SANGO – Olha Zakira! Desculpe-me pelo modo como falei com você, mas é...

ZAKIRA – É a saúde de sua filha. É compreensivo que agisse assim. Tanto é verdade que vou procurar no banco de dados o nome do melhor pediatra do mundo para que Tamira possa ser examinada por ele.

SANGO – Faria isso por mim?

ZAKIRA – Claro. Faria isso é muito mais. Eu te amo. Vocês duas são importantes para mim. (ele a beija) – Trate de cuidar de sua filha e deixe essa parte burocrática comigo.

SANGO – Obrigada. (ela respira fundo e pega a filha no colo) – Vamos para casa, menininha, mas vamos passar num lugar antes.

TAMIRA – Mas e seu trabalho?

SANGO – Não tenho mais trabalho. Agora você é minha prioridade.

ZAKIRA – Espere aí! Você não trabalha mais no departamento de polícia?

SANGO – Isso mesmo. Não tenho mais que agüentar Ryukosei, Azuma e nem Koharo.

ZAKIRA – Então você será a esposa sem emprego?

SANGO – Por enquanto sim. Por quê? Vai deixar de se casar comigo por eu não ter um emprego?

ZAKIRA – Não vai se livrar de mim tão fácil, mas é que você é mais feliz trabalhando.

SANGO – Eu me acostumo. Talvez seja bom. Assim terei mais tempo para cuidar de Tamira. (ela da um beijo nele) – Eu já vou indo.

Depois desse gesto, Sango sai da clínica junto com a filha e quando isso acontece, Zakira pega seu celular e liga para Natsume, que ainda estava na sala de informática com Kageroumaru.

NATSUME – Sim?

ZAKIRA – Sabia que Sango não trabalha mais no departamento de polícia.

NATSUME – E o que tem isso?

ZAKIRA – Sango deixando de trabalhar, ficará mais tempo com Tamira. Isso pode estragar meus planos e...

NATSUME – Chega de ser medroso, Zakira! Não me interessa se Sango deixar de ser detetive. Não vai afetar em nada nossos planos.

ZAKIRA – Mas eu me sentiria mais seguro se ela estivesse trabalhando. Sango vai me matar se descobri que coloquei aquela bactéria na filha dela.

NATSUME – Ok! Eu vou ver se consigo algo.

ZAKIRA – Valeu. (ele respirava aliviado) – Conseguiu alguém para se passar por pediatra internacional?

NATSUME – Isso não é uma viagem no parque. Leva tempo. Assim que Kageroumaru conseguir um nome, lhe enviará.

ZAKIRA – Ok. A gente se fala depois.

Zakira desliga seu celular e estava mais tranqüilo e enquanto isso no departamento de polícia de Tóquio, Azuma estava falando, por telefone, com Abi, a nova chefe da Agência Imperial sobre os desdobramentos do caso do seqüestro de Yura.

ABI – Então confirmou que é ele mesmo?

AZUMA – Sim. Não resta mais dúvida, mas devido á natureza do caso, terei que tomar algumas medidas.

ABI – Entendo.

AZUMA – Abi! Acho prudente deixar o publico de lado quanto á essa informação. Até checarmos sua veracidade.

ABI – Concordo, mas terei que avisar o partido trabalhista e o escritório onde trabalhava assim como bloquear todas as contas em nome dele.

AZUMA – Faça isso e eu cuido do resto.

Azuma ia pegar seu celular para ligar para alguém, mas naquele exato momento Rakusho acabara de entrar na sala, fazendo o capitão desistir de usar o aparelho.

AZUMA – Secretário Rakusho? Não esperava vê-lo tão cedo.

RAKUSHO – Ordens do prefeito. (ele fecha a porta) – Tem um minuto.

AZUMA – Claro. (ele guarda seu celular) — Sente-se, senhor secretário.

RAKUSHO – Obrigado. (ele se senta na cadeira) – Eu vou ser curto e direto, capitão. O prefeito quer Sango demitida.

AZUMA – Mas senhor secretário, isso vai prejudicar as investigações e...

RAKUSHO – Isso é problema seu. Foi sua idéia trazer Sango de volta e é sua responsabilidade a falta de respeito dela com nosso prefeito.

AZUMA – Eu sei disso e estou disposto a assumir todas as responsabilidades.

RAKUSHO – Mas será responsabilizado, mas no momento é imperativo que capturemos esse estrangulador. Por isso vim aqui traçar as novas diretrizes da investigação.

AZUMA – O que quer dizer com novas diretrizes?

RAKUSHO – Vou comandar pessoalmente tomar conta da investigação e...

AZUMA – Com todo respeito, senhor secretário, acho que o prefeito está criando factóides apenas para mostrar á população. O senhor comandando a investigação não tem sentido algum, mas se acha que sim, então fique no meu lugar.

RAKUSHO – Não fale comigo nesse tom, capitão. Sou seu superior.

AZUMA – Então me deixe fazer meu trabalho. Eu já disse isso quando assumi. Não me importo com política. Vou pegar esse bandido.

RAKUSHO – Acho bom mesmo.

AZUMA – É só isso, senhor secretário?

RAKUSHO – Sim. (ele se levanta da cadeira) – Por enquanto. Terá notícias minhas se falhar de novo, capitão.

AZUMA – Eu sei.

RAKUSHO – Não pode falhar com essa cidade.

Rakusho sai da sala deixando Azuma sozinho e assim o capitão pode fazer a ligação que estava querendo fazer antes da chegada do secretário. Ele estava ligando para Koharo, que naquele momento estava acabando de chegar ao hospital.

KOHARO – Alô.

AZUMA – Sou eu. Acabei de falar com Abi da Agencia Imperial.

KOHARO – E ela confirmou a história?

AZUMA – Você sabe que sim. É por isso que não queria que Sango fosse despedida, não é?

KOHARO – Sim.

AZUMA – Sabe muito bem que não gosto de ser deixado de fora dessas decisões, não sabe.

KOHARO – Ok! Ok! Eu sei. A gente se fala quando eu e Guy voltarmos ao departamento.

Koharo, ao entrar no hospital, desliga seu celular e vai direto para o quarto de Guy, que estava sendo examinado por um médico.

MÉDICO – Não pode entrar aqui e... (Koharo entrega um papel á ele)

KOHARO – Esse documento deixa o departamento de polícia de Tóquio responsável pela saúde do seu paciente. (ela ignora o médico e olha para Guy) – Vamos, detetive. O departamento precisa de você.

MÉDICO – Mas não pode fazer isso. Ele ainda está sob observação e...

GUY – Tudo bem, doutor. Eu já estou melhor mesmo.

KOHARO – Confirme se quiser.

MÉDICO – É o que farei.

O médico sai do quarto deixando Koharo e Guy á sós. Ela estava compressa devido ao telefonema de Azuma.

KOHARO – Vamos logo, detetive. Não temos tempo a perder.

GUY – Só tenho que colocar minha roupa. (ele estava com roupa de paciente)

KOHARO – Então se vista logo.

GUY – Com você aqui?

KOHARO – Ok. (ela se vira) – Eu fico de costas. (ela abre um sorriso) – Prometo que não vou olhar.

Guy balança a cabeça ao mesmo tempo em que sorri para começar a trocar de roupas enquanto Koharo, de costas, explicava os motivos de Azuma tê-lo convocado e enquanto isso, em seu escritório de consultoria econômica, Onigumo estava falando, por telefone, com Eri.

ONIGUMO – Eu também gostei do nosso encontro de ontem. Pena que teve que voltar para Yokohama.

ERI – Eu tinha que voltar por ter deixado o trabalho acumulado, mas a gente pode repetir o programa.

ONIGUMO – Eu ia adorar. (ela faz uma leve pausa) – Sabe Eri? Apesar de te conhecer somente um pouco mais de uma semana, me afeiçoei á você.

ERI – Eu também. Gostaria que nos víssemos mais.

ONIGUMO – Eu sei. Estou pensando na possibilidade de me mudar para Yokohama. (naquele momento Sango aparece na porta do escritório e ele faz sinal para ela entrar) – Não há nada que me prenda nessa cidade e o trabalho que faço aqui, posso fazer em qualquer lugar.

ERI – Isso é sério?

ONIGUMO – Claro que é sério. Quero passar mais tempo com você. Importa-se?

ERI – De jeito nenhum.

ONIGUMO – Eu vou ter que desligar, pois tenho visita. (olhando para Sango e Tamira na porta) – A gente se fala depois.

ERI – Ok. Um beijo.

ONIGUMO – Outro. (ele coloca o telefone no gancho e depois olha Sango e Tamira) – Podem se sentar, as duas.

SANGO – Obrigada. (ela se senta com Tamira em seu colo) – Era com Eri que estava falando?

ONIGUMO – Era sim.

SANGO – Poxa! Vocês se entenderam bem. Está até pensando em se mudar para Yokohama. Acho que esse namoro pode dar até casamento.

ONIGUMO – Vamos com calma. Só estamos nos conhecendo, mas por falar em casamento, o seu está próximo, não?

SANGO – É.

ONIGUMO – Não me parece empolgada.

SANGO – É só o cansaço pelo trabalho.

ONIGUMO – Acho que não foi para isso que veio até aqui. O que foi?

SANGO – É por causa de Tamira. (ela acaricia os cabelos da filha) – Está passou mal de novo e Zakira não descobriu o que é que ela tem.

ONIGUMO – Você sabe a minha opinião. Devia levar Tamira para ser examinada por outro médico.

SANGO – É por isso que estou aqui. Eu preciso que libere o dinheiro daquela conta secreta do Miroku para que eu possa levar Tamira para o exterior.

ONIGUMO – Isso é muito bom. Deve procurar um infectologista de renome para examinar essa coisinha linda. (brincando com Tamira)

SANGO – Zakira vai cuidar disso para mim.

TAMIRA – O tio Zakira é muito bonzinho.

ONIGUMO – Não vai ficar chamando-o de tio depois que ele se casar com sua mãe, não é?

TAMIRA – Não sei.

ONIGUMO – Esquece isso. (sorrindo e depois voltando a falar com Sango) — Achei que Zakira fosse contra você buscar outra opinião.

SANGO – Depois de hoje, ele mudou de idéia.

ONIGUMO – Melhor assim e...

Nesse momento o celular dela começa a tocar. Ela pega o aparelho e atende.

SANGO – Alô.

AZUMA – Sango. Sou eu.

SANGO – O que você quer?

AZUMA – Eu preciso que volte ao departamento agora mesmo.

SANGO – Não há nada que me diga que irá me fazer voltar e...

AZUMA – Guy identificou o dono da digital do mascarado que seqüestrou Yura.

SANGO – Isso é sério?!

AZUMA – Sim.

SANGO – E quem é ele?

AZUMA – Melhor não dizer nada por telefone. Venha ver você mesma.

SANGO – Ok! Já estou indo até aí.

Sango desliga seu celular e se levanta com Tamira no colo. Onigumo não estava entendendo a pressa.

ONIGUMO – O que foi?

SANGO – Identificaram o mascarado que lutou com InuYasha e Shippou.

ONIGUMO – Essa é uma boa notícia.

SANGO – É a melhor dos últimos tempos. (ela coloca a filha no chão e as duas vão até á porta) — Agora vamos começar a entender toda essa conspiração. (ela olha para Onigumo) – Cuide da liberação do dinheiro, Onigumo.

ONIGUMO – Claro. Eu entro em contato assim que conseguir.

SANGO – Obrigada.

Depois disso, Sango e Tamira saem do escritório de Onigumo e vão até o elevador do prédio.

TAMIRA – A gente vai para casa, mamãe?

SANGO – Eu sinto muito filhinha, mas não. Vamos á outro lugar. (ela presta mais atenção na filha) – Por acaso está se sentindo bem, meu amor?

TAMIRA – Só to cansada.

SANGO – Eu prometo que não vamos demorar.

Depois de saírem do prédio, Sango e Tamira entram no carro da detetive para saírem de lá e enquanto isso no departamento de polícia e enquanto isso, Sesshoumaru e Rin acabavam de chegar em casa com Sara e Genku.

SESSHOUMARU – Acha má idéia ligar para Satsuki?

RIN – Acho, pois ela deve estar se divertindo, mas tenho certeza que vai ligar assim mesmo. (depois ela olha para as crianças) – Alguém está com fome?

GENKU – Eu to sem fome, tia.

SARA – Eu to, mãe.

RIN – Então vamos para a cozinha ver o que preparo de jantar. Você vem também, Genku.

Rin leva Sara e Genku para a cozinha deixando Sesshoumaru a sós na sala. O jornalista pega seu celular e começa a discar o numero do celular da filha, que naquele momento estava na festa de comemoração pelo resultado do vestibular. Demora um pouco, mas ela finalmente atende.

SATSUKI – Alô.

SESSHOUMARU – Oi querida, sou eu.

SATSUKI – Pai?! Aconteceu alguma coisa?

SESSHOUMARU – Nada. Só queria saber como está.

SATSUKI – Eu estou bem. (ela vê Maya a chamando) – Olha pai! Não se preocupa comigo. Eu sei me cuidar.

SESSHOUMARU – Eu sempre vou me preocupar com você.

SATSUKI – Eu sei, mas agora eu tenho que ir. Maya está me chamando.

SESSHOUMARU – Ok. Divirta-se então.

SATSUKI – É o que estou fazendo. Tchau pai.

Satsuki, que tinha saído do clube para atender seu celular, desliga o aparelho para depois ir até Maya, que estava na entrada do clube.

MAYA – O que está fazendo aqui fora?

SATSUKI – Só vim atender o celular. Não daria para falar lá dentro com toda aquela música alta. (as duas entram no clube)

MAYA – Mas é desse tipo de música que eu gosto. (ela ergue os braços para cima) – É isso aí! (gritando)

SATSUKI – Está bem empolgada.

MAYA – E não era para não estar? (ela coloca o braço em volta do ombro da amiga) – Esse é o primeiro dia do resto de nossas vidas.

SATSUKI – Sei. (ela olha ao redor) – Onde está seu namorado? Não devia estar dançando com ele?

MAYA – Sabe bem que o Xolan não gosta desse tipo de música. (ela o procura com os olhos até achá-lo) – Olha só ele ali no balcão.

Depois de avistar o namorado, Maya vai até lá e percebem que Xolan estava com um copo descartável na mão.

MAYA – O que é isso, Xolan?

XOLAN – Refrigerante.

MAYA – Ta. (ela pega o copo dele e o deixa no balcão) – Vamos dançar um pouco.

Pelo braço, Maya puxa Xolan para o meio da pista a fim de eles dançarem enquanto eram observados por Satsuki, que embora fosse bastante paquerada por outros jovens, ela não estava a fim de muito papo. Sem perceber, ela era observada por Akin, que decide se aproximar dela.

AKIN – Olá.

SATSUKI – Oi.

AKIN – Parece-me que não está se divertindo.

SATSUKI – Por que acha isso?

AKIN – Não sei. Está sempre sozinha e ninguém se diverte sozinho. Foi por isso que ganhei de presente essa festa.

SATSUKI – Está falando que você é o filho do industrial que alugou esse clube?

AKIN – Eu mesmo.

SATSUKI – Seu pai deve ser um industrial com muita influência, pois esse clube é muito requisitado.

AKIN – Meu pai teve ajuda. (ela não fica feliz) – Ajuda do meu avô que secretário municipal de segurança publica.

SATSUKI – Sério?!

AKIN – Sim, mas não quero falar disso. É um assunto que me chateia. (ele abre um sorriso) – Você não quer dançar? Eu também estou sozinho.

SATSUKI – Mas foi você que convidou essa gente toda.

AKIN – Mas eu não conheço a maioria delas. (olhando os outros jovens dançando) – Mas com você, sinto que tenho uma sintonia.

SATSUKI – Não está dando em cima de mim, pois se for isso, está perdendo seu tempo.

AKIN – Eu só estou querendo dançar.

SATSUKI – Gostei do seu estilo. (ela pega na mão dele) – Vamos dançar.

AKIN – É assim que se fala.

Satsuki puxa Akin para a pista de dança á fim de dançarem e enquanto isso na China, mais precisamente no telhado templo do Mestre Zhi, onde gostava de ficar de vez em quando, Soten observava a Lua enquanto pensa no que tinha acontecido naquele corrido dia e suas revelações e naquele momento Shippou aparece ao seu lado.

SHIPPOU – No que está pensando?

SOTEN – Em nada.

SHIPPOU – Nunca vi alguém pensar em nada tão concentrado. (sorrindo)

SOTEN – Eu estava pensando se é uma boa idéia voltar ao Japão. Eu sei que tenho uma nova família, mas ainda sim me sentirei deslocada.

SHIPPOU – Eu te conheço. Não vai se sentir deslocada coisa alguma. (ele olha para a Lua) – E depois se por acaso não se sentir bem, pode voltar para cá. Tenho certeza que o Mestre Zhi daria um jeito de ser aceita como aluna mesmo quebrando regras.

SOTEN – Eu sei, mas é que essa nova família não é a única coisa que pode me prender ao Japão.

SHIPPOU – Não? O que mais a prenderia.

SOTEN – Ora Shippou! Será que vou ter que soletrar? (ela olha para o lado) – A outra coisa é você.

SHIPPOU – Soten.

SOTEN – Olha Shippou! Eu tenho que falar uma coisa. (ela se vira para olhar nos olhos dele) – Desde que te vi novamente, o sentimento, que eu pensei ter tirado de mim, voltou com mais força. Em outras palavras, eu ainda sou louca e perdidamente apaixonada por você.

SHIPPOU – Poxa! Você me pegou desprevenido.

SOTEN – Desculpa, mas queria que soubesse disso. (ela olha para baixo) – Eu sei que ainda gosta da Satsuki, então não precisa retribuir esse sentimento.

SHIPPOU – Sim, eu ainda gosto dela.

SOTEN – Eu tive a minha oportunidade e...

Soten não consegue terminar a frase, pois seus lábios foram selados pelos de Shippou em um beijo terno que foi prontamente retribuído pela jovem, que custava a acreditar naquele gesto.

SHIPPOU – Eu não vou dizer para você que não sinto nada por Satsuki, pois isso seria uma mentira, mas nosso caso acabou. Não vou entrar no mérito quem tem mais culpa, pois ambos erraram, mas eu quero seguir em frente.

SOTEN – Está dizendo isso para que eu volte ao Japão, não é?

SHIPPOU – Também, mas estou fazendo isso mais por mim. (ele segura a mão dela) – Desde que Satsuki e eu rompemos, não saio com mais ninguém porque não sentia vontade com nenhuma garota, mas com você, sinto que tenho uma chance.

SOTEN – Está falando sério? Está falando em dar uma chance para nós dois?

SHIPPOU – Sim se isso for do seu agrado.

SOTEN – É sim. (ela da um beijo nele) – Vai ver. Vou fazer você se esquecer de Satsuki.

Shippou e Soten voltam a se beijar enquanto na parte de dentro do templo, InuYasha e Kagome discutiam algo com Mestre Zhi.

ZHI – Acha mesmo que não querem matar Kagome?

INUYASHA – Eu estive pensando nisso e a resposta é sim. Nós ficamos á sós com o inspetor Yan. Ele teve muitas oportunidades de matar Kagome e não o fez.

KAGOME – Talvez essa gente queira me ver morta no Japão onde isso teria mais impacto.

ZHI – Ouça sua esposa, InuYasha. Não deve abaixar a guarda.

INUYASHA – Eu sei, mas eu sinto que não é só Natsume, Kageroumaru e Zuza. Tem mais alguém com influência.

KAGOME – Não adianta pensar nisso agora, amor.

INUYASHA – Eu sei, mas é que...

ZHI – Ouça sua esposa, InuYasha. Não adianta pensar nisso agora. Principalmente de barriga vazia.

KAGOME – Ah sim! Mandei Shippou chamar Soten para que jantássemos todos juntos.

ZHI – Bem que eu gostaria, mas já jantei.

KAGOME – Isso é uma pena, Mestre.

INUYASHA – Não sei por que fica chamando-o de mestre. Ele não foi seu mestre de nada.

KAGOME – Mas é uma questão de respeito. (ela olha para Zhi) – Não liga para ele, mestre. Acho que está com ciúmes.

INUYASHA – Era só que me faltava. (ficando vermelho)

ZHI – Bem, eu vou me recolher. Tenham um bom jantar.

Mestre Zhi se retira da sala e alguns segundos depois Shippou e Soten aparecem, mas o que chamou a atenção de InuYasha e Kagome foi que os jovens estavam de mãos dadas.

SHIPPOU – Chegamos.

INUYASHA – Estou vendo. (olhando para os jovens) – Mestre Zhi se recolheu.

SOTEN – Sei. Então eu vou pegar os pratos para o jantar.

KAGOME – Eu te ajudo, Soten.

Assim Kagome e Soten saíram da sala, deixando InuYasha á sós com Shippou.

INUYASHA – Pode me explicar o que está tentando fazer?

SHIPPOU – Do que está falando?

INUYASHA – Você e Soten. (ele encara o filho) – Ela é uma boa moça, Shippou. Não é justo usá-la para se esquecer de Satsuki.

SHIPPOU – O que não é justo é enganá-la e isso eu não estou fazendo. Ela sabe perfeitamente dos meus sentimentos por Satsuki.

INUYASHA – Ainda sim não acho correto.

SHIPPOU – Mas eu acho e com todo respeito, eu e Soten não somos mais crianças. Já tomamos a decisão.

INUYASHA – Espero que saiba o que está fazendo.

SHIPPOU – Eu sei. (ele respira fundo) – Olha InuYasha! Dê um pouco de crédito á mim. Eu já sou adulto. Soten e eu cuidamos disso.

INUYASHA – Vou dizer duas coisas: Um, não é porque tem dezoito anos é que já se pode considerar um adulto e dois, vou te dar conselhos quando achar que está errado, mesmo não querendo. Isso é ser pai. Um dia saberá do que estou falando.

SHIPPOU – Ok.

Shippou, apesar de manter sua decisão, respeitava a opinião de seu pai e naquele momento Soten e Kagome voltavam com os pratos e enquanto isso no Japão, mais precisamente no departamento de polícia de Tóquio, Sango e Tamira chegavam ao local e foram avistadas por Azuma.

AZUMA – Vejo que sua filha está melhor.

SANGO – Ela está sim. (ela o encara) – Chega de papo furado e fale quem é o mascarado.

AZUMA – Vamos esperar a chegada de Koharo e Guy. Quando isso acontecer, falo com todos.

SANGO – Guy não está no hospital?

AZUMA – Sim, mas eu mandei Koharo pegá-lo. Depois eu te explicarei o motivo.

TAMIRA – Mamãe. Eu quero ir para casa.

SANGO – Já vamos, filha. Só mais um pouco.

E naquele exato momento, Koharo e Guy adentram o local. O detetive andava amparado pela moça devido aos seus ferimentos.

GUY – Estou aqui, capitão.

AZUMA – Eu sinto muito tê-lo trazido, mas saberá do que estou falando.

KOHARO – Podemos ir?

SANGO – Mas o que ela tem a ver com isso?

AZUMA – Vamos todos á minha sala. Lá explicarei.

SANGO – Tamira.

TAMIRA – Sim, mamãe?

SANGO – A mamãe já volta para irmos embora. Por que não fica sentada na minha mesa.

TAMIRA – Ta.

Sango pede, com gesto, para que um funcionário do departamento ficasse de olho na filha e assim ela, Guy e Koharo seguiram Azuma até a sala do capitão que pede para fecharem a porta, pois a conversa seria sigilosa.

AZUMA – Quero que saibam que a Agência Imperial, com a ajuda desse departamento, conseguiu identificar o misterioso mascarado que tentou matar Kagome.

GUY – Ele é um bandido com registros em nosso departamento.

AZUMA – Não, mas ele já foi alvo de uma investigação desse departamento há cinco anos.

SANGO – Há cinco anos?!

AZUMA – Sim e em um caso que você estava trabalhando. Era o caso do assassinato de Sara.

GUY – Essa não era a primeira esposa de Sesshoumaru?

SANGO – Ela mesma. (ela volta a olhar para Azuma) – Fale de uma vez! Quem é o mascarado?

AZUMA – Olhe o telão e você verá.

Azuma liga o telão cuja tela aparecem dados de um homem. De um homem que Sango conhecia e nunca imaginaria ver de novo ou que pudesse ser o mascarado.

SANGO – Miroku?!

Próximo capítulo = A identidade da arma X – parte 3