Noite sem Fim

43 A identidade da arma X - Parte 3


Depois de saber que o banco de dados da polícia identificou Miroku como dono da digital encontrada no apartamento de Yura durante o seqüestro, Sango não conseguia acreditar no que estava vendo.

SANGO – Isso não é possível! Deve haver algum engano.

AZUMA – Não há engano, Sango. (ele se aproxima dela) – Há cinco anos quando Miroku prestou depoimento por ter se encontrado com Sara meses antes da morte dela, correto?

SANGO – Sim. Sara estava grávida quando foi assassinada e Sesshoumaru desconfiava de um amante.

GUY – Então, foi graças á essas digitais que conseguiram identificar Miroku, caso contrario, não seria possível.

AZUMA – Exato.

Azuma olhava para a expressão de incredulidade de Sango diante daquela revelação enquanto Koharo se aproximava do telão para olhar a foto de Miroku.

KOHARO – Miroku vivo.

SANGO – Mas não é possível que seja Miroku. Ele foi enterrado há cinco anos. Eu vi.

AZUMA – É por isso que te chamei. Miroku tem apenas um parente vivo. Sua filha, portanto como responsável por ela, você pode pedir uma exumação do corpo enterrado no túmulo de Miroku.

SANGO – Claro. Isso será feito.

AZUMA – Koharo. Avise ao secretário sobre essa revelação.

KOHARO – Sim senhor.

SANGO – Espere. (ela impede Koharo de sair) – Não pode fazer isso. (ela a encara) – É o Miroku, não entende? Ryukosei não pode ficar sabendo e...

AZUMA – Com todo respeito, Sango, mas essa decisão não é sua. (ele olha para Koharo) – Vá.

KOHARO – Sim senhor. (depois ela olha para Sango) – Com licença.

Koharo da a volta e passa por Sango que ainda estava inconformada com aquela situação e por isso foi falar com Azuma.

SANGO – Eu quero ficar á frente desse caso.

AZUMA – Não pode. Isso é trabalho da Agência Imperial. Yura estava sob responsabilidade deles e mesmo que fosse a nossa, você saiu do departamento.

SANGO – Eu não fui demitida oficialmente.

AZUMA – E acha que Ryukosei vai querer que você fique?

SANGO – Olha Azuma! A despeito de nossas desavenças, eu sei que pode convencer Ryukosei a não me demitir. Eu preciso ficar no departamento, pois mesmo não cuidando do caso, ficarei sempre por dentro.

AZUMA – Tudo bem, Sango. Eu mandei Koharo buscar Guy por esse motivo. Quero mostrar ao prefeito que é um erro demiti-la com Guy nesse estado.

GUY – Obrigado pela parte que me toca, capitão. (sendo irônico)

SANGO – Eu preciso ligar para alguém.

AZUMA – Está pensando em ligar para InuYasha ou Kagome? Pois se for isso eu aconselho a esperar eles voltarem ao Japão.

SANGO – Eu também acho, mas não é para eles que eu vou ligar e sim para Sesshoumaru.

GUY – Nós não tínhamos que deixar a imprensa fora disso?

SANGO – Não se preocupem. Sesshoumaru não vai contar nada. Ele é parte interessada na história.

AZUMA – Concordo, mas garanta que isso fique restrito á ele e a esposa. Não podemos deixar essa informação vazar. (ele depois olha para Guy) – Guy! Quero que participe da conversa com o prefeito.

GUY – Sim senhor.

E assim, Guy acompanha Azuma enquanto Sango fica na porta da sala para observar a filha. A detetive tentava imaginar como contaria para a filha que o pai dela não só estava vivo, mais também era acusado de assassinato de Yura e tentativa de assassinato de Kagome, mas ela tinha que deixar esse assunto para depois e por isso ligou para o celular de Sesshoumaru, que naquele momento estava em sua casa ajudando Rin a cuidar de Sara e Genku.

SESSHOUMARU – Alô.

SANGO – Sesshoumaru. Sou eu. Sango.

SESSHOUMARU – Sango?! O que foi? Sua voz está estranha.

SANGO – Não vai acreditar no que vou dizer. A polícia conseguiu identificar o mascarado que seqüestrou Yura e lutou com InuYasha e Shippou graças as digitais do apartamento dela.

SESSHOUMARU – Isso é uma ótima notícia e...

SANGO – Não é porque o dono das digitais é Miroku.

Ao ouvir aquele nome, Sesshoumaru ficou calado por alguns instantes, a fim de se recuperar do susto para depois se manifestar.

SESSHOUMARU – Mas que brincadeira é essa, Sango? Miroku morreu há cinco anos. Isso não é possível.

SANGO – Eu sei disso, mas eu vi. As digitais são dele. Eu não brincaria em uma situação dessas, Sesshoumaru. Sabe muito bem o que isso significa, não é?

SESSHOUMARU – Sei. Miroku tentou matar Kagome, mas por quê?

SANGO – Por isso estou te ligando. Quero que venha aqui e me ajude a pensar no que fazer.

SESSHOUMARU – Claro. Estou indo até aí, mas Sango, você vai contar isso á Kagome e InuYasha?

SANGO – Sim, mas só quando eles retornarem

SESSHOUMARU – Entendo. Então até mais. Chego em alguns minutos.

SANGO – Obrigada.

Sesshoumaru desliga seu celular e volta para a sala onde estavam Rin, Sara e Genku. O jornalista não conseguiu esconder a expressão de sua preocupação para a esposa e assim ele contou o que Sango falou e enquanto isso, já informado por seu secretário de segurança publica, o prefeito Ryukosei discutia o assunto com Rakusho.

RYUKOSEI – MS como Miroku pode estar vivo?

RAKUSHO – Eu não sei como senhor, mas ele está.

RYUKOSEI – E sabem por que Miroku tentou matar Kagome?

RAKUSHO – Isso infelizmente é assunto da Agência Imperial, mas acredito que irão nos enviar informes sobre o andamento da investigação.

RYUKOSEI – Eu não estou gostando dessa história, Rakusho. Se Miroku era o mascarado que seqüestrou Yura quer dizer que ele também tem alguma ligação com o desaparecimento de Gatenmaru. Isso não seria bom para meus planos.

RAKUSHO – Eu achei que ia gostar da notícia, pois Miroku é membro do partido trabalhista e uma divulgação desse fato minaria a candidatura de Gakusajin.

RYUKOSEI – Pode ser, mas prefiro esperar o andamento da investigação. Minha preocupação é outra. Quem está por trás disso? E por quê?

RAKUSHO – Não tenho a menor idéia. (nesse momento o interfone toca e Ryukosei aperta um botão)

RYUKOSEI – Sim, Ling?

LING – O capitão Azuma já está na linha.

RYUKOSEI – Ótimo. Pode passar, Ling.

LING – Sim senhor. Aguarde. (Ling transfere a ligação para o departamento de polícia)

AZUMA – Senhor prefeito.

RYUKOSEI – Estou ouvindo, Capitão. Estou no viva-voz. Nesse momento estou com o secretário Rakusho.

AZUMA – Eu também estou no viva-voz. Comigo estão presentes Guy, Sango e Koharo.

RYUKOSEI – O que Sango está fazendo aí? Eu dei ordens expressas para demiti-la.

AZUMA – Com todo respeito, senhor, não acho isso uma boa idéia e permita-me explicar.

RYUKOSEI – Estou ouvindo.

AZUMA – Como o senhor sabe o detetive Guy ainda se recupera do atentado da semana passada quando Loki tentou matá-lo. Guy não se recuperou totalmente e vou deixar o próprio detetive falar.

GUY – Senhor prefeito. É verdade o que o capitão disse. Eu não posso assumir inteiramente o caso do estrangulador e uma substituição seria atrasar ainda mais a captura do criminoso.

KOHARO – Aqui é Koharo. Eu vou reforçar o pedido do capitão e do detetive lembrando apenas um fato. Sango é mãe do único parente vivo de Miroku, portanto com a ajuda dela o departamento ficaria mais por dentro do caso.

RYUKOSEI – Aguardem, por favor. (ele aperta um botão que desconecta temporariamente com os outros) – O que acha, Rakusho?

RAKUSHO – Lembre-se que Koharo está lá. Ela pode nos passar informações valiosas que por ventura Sango descubra.

RYUKOSEI – Eu não sei se posso confiar em Koharo depois dela saber que Miroku está vivo. Vamos esperar ver o comportamento dela daqui para frente.

RAKUSHO – Acho uma boa idéia.

RYUKOSEI – Resolvido. (ele aperta o botão para se conectar novamente aos outros) – Tudo bem, capitão. Sango fica. Pelo menos por enquanto.

AZUMA – Obrigado, senhor prefeito.

RYUKOSEI – Vamos ao que interessa. Eu vou telefonar ao Imperador para que ele permita que o departamento de polícia trabalhe em conjunto com a Agência Imperial nesse caso ou que pelo menos permita a inclusão de um membro na investigação.

AZUMA – Isso será um problema, senhor. Eu falei com Abi da Agência Imperial e ela me disse que o Imperador não abre mão da exclusividade da investigação devido ao fato de Yura ter recebido o perdão há cinco anos. Para ele, isso é pessoal.

RYUKOSEI – Mesmo assim vou ligar.

AZUMA – Compreendo. Saiba também, senhor prefeito, que eu e Sango estamos esperando a ordem judicial para que uma equipe técnica faça a exumação do túmulo de Miroku.

RYUKOSEI – Essa ordem vai demorar?
AZUMA – Acredito que não, senhor.

RYUKOSEI – Ótimo. Voltem ao trabalho.

Depois de falar com o prefeito, Azuma desliga o interfone para depois olhar para Sango.

AZUMA – Teve sorte, Sango.

SANGO – Eu vou ao cemitério. Não vou esperar a ordem aqui e...

AZUMA – Não há necessidade de ir para lá. Quando a ordem sair, o corpo que estiver no cemitério será trazido para o laboratório daqui para uma analise. (ele coloca a mão no ombro dela) – Agora tem que pensar no que fazer com sua filha.

SANGO – Eu sei. (olhando Tamira na mesa dela) – Eu não sei como contar. (ela volta a olhar para ele) – Eu nem sei se devo contar.

AZUMA – Faça o que fazer, sei que fará o que for melhor para sua filha.

SANGO – Vou ficar com ela até Sesshoumaru e Rin aparecerem.

Sango sai da sala para ficar com a filha deixando Azuma á sós com Guy e Koharo em sua sala.

AZUMA – Guy! Você se sente bem para me ajudar?

GUY – Pode falar, capitão.

AZUMA – Devido ás revelações, Sango não estará concentrada no caso do estrangulador. Preciso que não deixe esse caso esfriar.

GUY – Pode deixar comigo.

AZUMA – Ajude-o no que puder, Koharo.

KOHARO – Sim, senhor. Só tenho que fazer uma ligação.

Azuma consente e assim ele e Guy saem da sala para irem á outro lugar deixando Koharo sozinha e aproveitando isso ela usa seu celular para ligar para Rakusho.

RAKUSHO – Sim.

KOHARO – Tem uma informação que o senhor e o prefeito desconhecem por não terem sido informados pelo capitão.

RAKUSHO – Fale.

KOHARO – Sango chamou Sesshoumaru. Acho que eles vão querer fazer uma investigação paralela.

RAKUSHO – Compreendo. Mas e você, Koharo?

KOHARO – O que tem eu?

RAKUSHO – Miroku foi o amor de sua vida. Não está mexida por saber que ele está vivo.

KOHARO – Se Miroku estiver mesmo vivo é sinal que forjou sua própria morte para outros fins e me deixou de fora, o que mostra que não significo nada para ele, portanto ele também não significa nada para mim também. Quer que eu fique na cola de Sango?

RAKUSHO – Sim. (ele olha para Ryukosei) – Seu telefonema prova de que lado está. O prefeito Ryukosei ficará feliz em saber da sua lealdade.

KOHARO – Obrigado senhor.

Rakusho desliga seu celular e volta a olhar para Ryukosei, que estava mais tranqüilo com aquele telefonema.

RYUKOSEI – Se Sango chamou Sesshoumaru é sinal de que não sabem de nada, mas mesmo assim é bom ficar de olho.

RAKUSHO – Nenhum dos dois confia em Koharo, portanto não acho que falarão algo de importante na frente dela. Temos que esperar.

Rakusho, com um ar de cansado, se senta na cadeira á frente de Ryukosei, que percebe o certo abatimento de seu secretário.

RYUKOSEI – O que foi, Rakusho? Aconteceu algo?

RAKUSHO – Nada, senhor. Problemas particulares.

RYUKOSEI – Rakusho! Nós já nos conhecemos a mais de trinta anos e nesse tempo de convivência e amizade sei que quando fala de problemas particulares não está se referindo á você e sim á algum parente.

RAKUSHO – Tem razão, senhor. (ele cruza os braços) – É meu neto.

RYUKOSEI – Ah sim! O seu neto. Aquele que não fala direito com você e que o culpa pela morte da mãe dele, estou correto?

RAKUSHO – Sim. Akin nunca me perdoou quando descobriu que a mãe dele, minha filha, morreu em um acidente automobilístico depois de discutir comigo.

RYUKOSEI – Ele passou no vestibular, não é?

RAKUSHO – Ah sim! Ele tirou a segunda maior nota. Foi o pai dele que me contou.

Rakusho contava ao prefeito seu orgulho pelo desempenho do neto no vestibular e enquanto isso na festa de comemoração no clube, Maya e Xolan estavam dançando e se divertindo muito até que são interrompidos por Satsuki.

SATSUKI – Desculpem-me. Não queria ser estraga prazeres, mas tenho que voltar para casa.

MAYA – Mas por quê? Seu pai disse que podia ficar e...

SATSUKI – Sim, mas Rin me telefonou dizendo que meu pai vai ter que se ausentar e assim vou ter que voltar para ajudá-la a cuidar das crianças.

XOLAN – Mas eu não estou a fim de sair da festa.

SATSUKI – É só me levar até em casa e voltar depois.

MAYA – Ok! Ok!

Xolan e Maya não estavam muito a fim de saírem da festa e percebendo isso Akin se aproximou deles para fazer uma oferta.

AKIN – Satsuki! Seus amigos não precisam sair. Eu posso te levar até sua casa.

SATSUKI – Sério?! Mas você é o anfitrião da festa e...

AKIN – Não tem problema. É rapidinho e depois volto. Aceita.

SATSUKI – Eu não sei não.

MAYA – Com licença.

Maya puxa Satsuki para um canto, afastando-a de Xolan e Akin para que pudessem conversar sem serem incomodadas.

MAYA – Por favor, Satsuki. Aceita a carona dele. Eu não quero sair da festa.

SATSUKI – Eu ir com ele?! Mas nem o conheço direito. E se ele for algum tarado ou maníaco ou coisa do gênero?

MAYA – Não seja boba. (ela da uma olhada nos rapazes) – Ele é uma graça, sem falar que é neto de um político. Duvido que te faça algum mal sabendo que você é filha de um grande jornalista.

SATSUKI – Talvez tenha razão.

MAYA – Você gostou dele?

SATSUKI – Ele é diferente dos outros rapazes. Tem um bom papo e por isso dá para ter uma conversa adulta com ele.

MAYA – Então aceita a proposta dele.

SATSUKI – Está bem.

Maya abraça a amiga e depois elas voltam a se juntar aos rapazes e assim Maya e Xolan ficam enquanto observam Satsuki ir embora com Akin. Ao saírem do clube, os dois vão até o carro dele, mas nem percebem que estão sendo observados por alguém que falava ao telefone com Elisa, primeira dama da cidade.

????? – Ele está saindo com uma garota. Algum problema quanto á isso?

ELISA – Não! Dependendo do caso pode até ajudar no álibi. Não admito falhas, entendeu?

????? – Ok! Pode deixar comigo. Vou segui-los então.

Elisa, que estava dentro de um taxi, desliga seu celular para ligá-lo novamente, a fim de falar com Natsume, que estava levando Takeshi de volta para sua cela.

NATSUME – Sim?

ELISA – Sou eu. A polícia já sabe sobre Miroku.

NATSUME – Eu sei disso. Kageroumaru estava monitorando os informes das agências de investigação. Eu vou cuidar disso agora mesmo.

ELISA – Sabe muito bem que diante dessa revelação, nos falaremos cada vez menos até completarmos a missão.

NATSUME – Sei, mas acho que não foi para isso que me ligou, não é?

ELISA – Exato. O neto de Rakusho já saiu do clube, portanto a operação logo começará.

NATSUME – Certo. Ligue-me em caso de alguma falha.

ELISA – Não haverá falhas. Você verá.

NATSUME – Acho bom mesmo, pois quanto mais perto da realização da missão, mais devemos ser cautelosos.

Natsume desliga seu celular e depois olha para Takeshi que tinha ouvido toda a conversa.

TAKESHI – Acho que as coisas não estão saindo como planejaram.

NATSUME – Cale-se, seu velho babão! (ela o coloca na cela) – Sua sorte é que Kageroumaru não conseguiu decifrar o código do áudio de Gatenmaru, caso contrário, você já teria virado comida de urubu.

TAKESHI – Não sei como conseguiram convencer Miroku a participar desse plano sórdido de matar Kagome, mas isso falhará.

NATSUME – Como você é tolo. Acha mesmo que matar Kagome é nosso objetivo? Se pensa assim é mais otário do que pensei.

Takeshi fica surpreso com aquela revelação, pois aquela conspiração tinha outros objetivos e assim depois de deixar Takeshi na cela, Natsume encontra Zuza no meio do caminho.

NATSUME – Você vem comigo.

ZUZA – Para onde?

NATSUME – Já viu quem é o prisioneiro misterioso, agora vou te mostrar quem é a arma X.

ZUZA – Demorou.

Ainda com as intenções de ajudar Gatenmaru a fugir daquele complexo, Zuza fica feliz com a notícia de que irá saber quem era o mascarado e assim ele segue Natsume até sala onde estava o mascarado conhecido como arma X. Ao chegarem lá, Natsume mandou o mascarado tirar a mascara deixando Zuza surpreso em saber quem era.

ZUZA – A arma X é Miroku.

MIROKU – Isso mesmo Zuza.

ZUZA – Você é louca, Natsume. Ele é um inimigo e...

NATSUME – Cale-se, seu idiota. Tudo está sob controle.

ZUZA – Como pode confiar nele?

NATSUME – Porque ele tem motivos muito fortes para colaborar com a gente. (ela volta a olhar para Miroku) – Não é mesmo?

MIROKU – Por acaso veio até aqui para me mostrar á esse energúmeno? (apontando para Zuza)

NATSUME – Claro que não! Já sabem de sua identidade, Miroku.

MIROKU – Mesmo? E daí?

NATSUME – Como e daí? A essa hora todas as agências de investigação já sabem de sua participação na tentativa de assassinato de Kagome e por isso ela terá um batalhão de seguranças para protegê-la.

MIROKU – Isso não será problema para me aproximar de Kagome, pois quanto mais gente estiver em volta dela, mais fácil será enganá-los. Eu sei do que estou falando.

NATSUME – Espere aí. Então está me dizendo que deixou aquela digital de propósito?

MIROKU – Sim. Acredite. Será mais fácil fazer o serviço.

ZUZA – Ele está conspirando. Será que não vê isso?

NATSUME – Eu já disse para se calar, Zuza.

MIROKU – Como eu poderia conspirar? Eu não tenho comunicação alguma e sem falar que tenho muito a perder.

NATSUME – Ele está certo, Zuza. Amanhã é o dia da convenção do partido trabalhista. Tem que ser esse dia.

MIROKU – Então amanhã será o dia que Kagome morrerá.

Diante da afirmação de Miroku, Natsume sorri diabolicamente para depois sair da sala. Zuza vai atrás dela para tentar convencê-la de que confiar em Miroku não era uma boa idéia.

ZUZA – Devia matá-lo agora.

NATSUME – Nem pense nisso. (ela o encara) – Não quer ver Kagome morta? Miroku fará isso amanhã.

ZUZA – E depois dizem que eu sou louco.

NATSUME – Não me encha. Agora volte ao trabalho. Daqui a pouco receberemos outro prisioneiro.

Natsume se afasta de Zuza para voltar a sala de informática e Zuza foi para outro lugar e enquanto isso no departamento de polícia, Sango conversava com Tamira.

TAMIRA – Eu quero ir para casa, mamãe.

SANGO – Não Tamira. Você vai voltar para a casa de Rin. Ela e Sesshoumaru logo aparecerão.

TAMIRA – Mas por que a senhora não vem comigo? O que tem?

SANGO – Já chega, Tamira. Você vai com Rin e acabou. (a menina fica triste e Sango percebe que foi dura demais com a filha) – Me perdoe, meu amor. A mamãe está nervosa.

TAMIRA – O que foi, mamãe?

SANGO – Não é nada, querida. Um dia vai saber.

Sango ainda estava abalada pela notícia de que Miroku ainda estava vivo e por isso não conseguia pensar em mais nada e naquele exato momento Sesshoumaru, Rin, Sara e Genku acabavam de chegar ao departamento e foram direto falar com Sango.

SESSHOUMARU – E aí, Sango? Como está?

SANGO – Bem na medida do possível.

RIN – Viemos o mais rápido que podemos.

SANGO – Fique com Tamira mais uma vez, por favor.

RIN – Claro. (ela olha para Tamira) – Vamos para a minha casa. Você dormirá no quarto com Sara.

TAMIRA – Ta tia.

RIN – Depois me contam as novidades.

Assim Rin sai do departamento levando as crianças com ela deixando Sesshoumaru com Sango, que não deixava de pensar na filha.

SANGO – Eu não sei como vou contar para ela.

SESSHOUMARU – Procure não pensar nisso no momento.

SANGO – Certo. (ela respira fundo) – Eu quero que me ajude a entender o motivo de Miroku querer matar Kagome. Isso não faz sentido.

SESSHOUMARU – Será que isso não tem a ver com a rede secreta a qual ele participava?

SANGO – Eu não sei e...

Ela para de falar ao ver a aproximação de Koharo, que vinha trazendo alguns papeis.

KOHARO – Aqui está um bom indício de que tem algo estranho na ‘morte’ de Miroku.

SANGO – Do que está falando?

KOHARO – Eu recebi a informação de que a pessoa, que identificou o corpo de Miroku no dia de sua morte, desapareceu misteriosamente. Sem deixar rastro algum. Estranho, não?

SANGO – O que quer dizer?

KOHARO – Simples. Miroku enganou todo mundo e por alguma razão, que desconheço, se virou para o mal. Ele me deixou de fora. Assim como você.

Depois de dizer isso, Koharo se afastou de Sango, que ficou pensando naquelas palavras e imaginou que Miroku fosse participante de alguma conspiração e que a morte dele foi uma armação e enquanto isso, Satsuki estava de carona no carro de Akin. Eles conversavam durante o trajeto.

AKIN – Não sabia que Sesshoumaru era seu pai. Deve ser uma honra isso, não?

SATSUKI – Tem seus momentos bons e ruins.

AKIN – Espero que os bons sejam a maioria.

SATSUKI – Essa não é a única surpresa que tenho a relatar á você. Você me disse que tirou a segunda maior nota, certo?

AKIN – Certo, mas qual é a outra surpresa disso?

SATSUKI – Eu conheço o rapaz que tirou a maior nota. Ele é meu primo.

AKIN – Sério, mas ele não me pareceu tão inteligente e...

SATSUKI – Não! Não! Aquele com minha amiga se chama Xolan. O meu primo em questão se chama Shippou e no momento está na China.

AKIN – China?! Mas o que ele faz por lá? Devia estar aqui comemorando.

SATSUKI – Shippou tem outros objetivos.

AKIN – Ele deve ser muito inteligente.

SATSUKI – Ele é sim. (ela faz uma pausa e depois volta a falar) – Tem mais uma coisa sobre ele. (ela olha para Akin) – Além de primos, nós fomos namorados.

AKIN – O que?! Está dizendo que chegou a namorar seu primo? Isso não é meio estranho?

SATSUKI – Nem tanto. Em muitos países, isso é normal, mas a verdade é que quando começamos a namorar, não sabíamos que éramos primos, mas essa história eu te conto depois.

AKIN – Você disse ‘fomos’. No passado. Não namoram mais?

SATSUKI – Acabamos há uns dois anos. Eu descobri que ele estava atrás da ex. dele, por isso acabei com o namoro.

AKIN – Então eu estava errado sobre ele.

SATSUKI – Errado no que?

AKIN – Quando disse que ele era inteligente, pois se fosse inteligente mesmo não teria deixado de ser seu namorado. Eu não deixaria.

Satsuki abre um sorriso diante daquele elogio, mas de repente para, pois o carro começa a balançar e Akin, em vão, tenta controlar, mas era inútil, pois uma pequena explosão na suspensão do carro faz o veículo sair da estrada e bater em um poste. Satsuki e Akin desmaiaram com a batida e de repente surge um furgão preto e de dentro dele saem vários homens que pegam Akin para levá-lo embora e deixando Satsuki no carro. O líder do grupo liga para Natsume.

LÍDER – Nós o pegamos.

NATSUME – Ótimo. Tragam-no para cá.

LÍDER – Sim, mas apareceu um problema. (ele olhava para Satsuki) – A moça com ele é a filha de Sesshoumaru.

NATSUME – Não importa quem seja. Deixe-a aí e venha para cá com o rapaz.

LÍDER – Sim senhora.

Natsume, que estava na sala de informática, desliga seu celular e olha para Kageroumaru.

NATSUME – Vou preparar as acomodações do mais novo hospede.

KAGEROUMARU – E quando irá entrar em contato com o avô dele?

NATSUME – Assim que ele chegar. Conseguiu algo com o CD de Gatenmaru?

KAGEROUMARU – Nada. Isso pode demorar semanas.

NATSUME – Não temos semanas. Acelere isso.

Natsume apressava Kageroumaru, pois não queria depender somente das informações de Takeshi para pressionar Ryukosei e enquanto isso, Zuza, ainda não acreditando que Miroku colaboraria, foi á direção da sala onde o pai de Tamira estava.

MIROKU – O que foi?

ZUZA – O que está aprontando?

MIROKU – Por que acha que estou aprontando?

ZUZA – Você não me engana. Já fez isso no passado comigo. Por isso fui preso e extraditado, mas não caio mais em seus truques.

MIROKU – Como você é idiota, Zuza. Acha que fui eu que te entreguei á polícia. (ele sorri) – Foi Kikyou.

ZUZA – Eu não acredito nisso. Não quero ouvir suas mentiras.

MIROKU – Então por que está aqui?

ZUZA – Saber de uma coisa. (ele o encara) – Vai matar mesmo Kagome?

MIROKU – Você ouviu a minha conversa com Natsume. (ele se senta em uma cadeira) — Sim, eu vou matá-la.

ZUZA – Por quê? O que Kagome te fez?

MIROKU – Nada.

ZUZA – Então não entendo.

MIROKU – Eu preciso matar Kagome, pois caso contrario, eles matam a minha filha.

Agora estava claro os motivos de Miroku para cometer tais atos contra a vida de Kagome. Ele precisava fazer isso para que não matassem Tamira.

Próximo capítulo = A identidade da arma X – Parte 4