Noite sem Fim
44 A identidade da arma X - Parte 4
Depois de ouvir a confissão de Miroku, de que estava ajudando Natsume porque ela estava ameaçando sua filha, Zuza vai até a sala de informática onde a ex. amante de Naraku estava com Kageroumaru.
ZUZA – Precisamos conversar.
NATSUME – O que foi desta vez?
ZUZA – Miroku me contou sobre a filha dele. Então é esse o trabalho de Zakira?
NATSUME – Sim. Zakira implantou na pequena Tamira uma espécie de bactéria nanológica. Um destruidor molecular.
ZUZA – Ele matará Kagome em troca da cura?
NATSUME – Isso.
ZUZA – E você vai dar a cura?
NATSUME – Vou, mas Tamira ainda faz parte de um plano maior.
ZUZA – Que plano é esse?
NATSUME – Isso não é da sua conta. A equipe com o neto de Rakusho já deve estar chegando.
Natsume sai da sala para recepcionar a equipe de seqüestro deixando Zuza pensativo com tudo aquilo e assim, ao ver que Kageroumaru estava muito ocupado em tentar decodificar o CD, que continha um arquivo de áudio, ele segue até o setor onde Gatenmaru estava preso para falar com ele.
ZUZA – Você não vai acreditar no que acabei de descobrir.
GATENMARU – O que foi?
ZUZA – O mascarado é na verdade Miroku.
GATENMARU – Mas que bobagem está falando? Eu mesmo vi o carro de Miroku caindo na ribanceira e depois explodindo. Ele não tinha como sair vivo.
ZUZA – Mas é ele mesmo. Ele está fazendo isso porque Natsume conseguiu implantar uma bactéria na filha dele. Miroku tem que matar Kagome para conseguia cura.
GATENMARU – Eu já disse para você que a intenção dela não é matar Kagome. Ela tem outros planos. Ela está te usando, brincando com você.
ZUZA – Concordo. Eu vou ajudá-lo a sair daqui. (ele dá, discretamente, uma chave) – O setor cinco tem apenas um vigia.
GATENMARU – Se tiver só um, eu me viro. (ele olha para a chave) – É da cela, não?
ZUZA – Sim. Logo, logo uma equipe chegará com o neto de Rakusho. Muitos dos capangas irão para lá recebê-la. É nessa hora que temos que fugir. Estarei te esperando.
Depois de dar essas instruções, Zuza sai do setor para não chamar a atenção e enquanto isso em seu apartamento, Botan estava falando, pelo celular, com Gakusajin sobre a informação de que Miroku ainda estava vivo.
BOTAN – Tem certeza, senhor? Pode haver um engano e...
GAKUSAJIN – Eu falei pessoalmente com o presidente do partido. Ele foi informado pela polícia de que Miroku é o mascarado que tentou matar Kagome.
BOTAN – A convenção do partido é amanhã. O que o senhor pretende fazer com essa informação?
GAKUSAJIN – Temos que abafá-la, pois ela não é só ruim para Kagome e sim para todo o partido, pois Miroku ainda é um filiado. Por isso eu te liguei, Botan. Quero que me ajude a conter essa informação.
BOTAN – Estou indo até aí. Até porque a minha irmã me deu o maior ‘bolo’ e não apareceu e... (ela para de falar por ouvir um toque no celular) – Deve ser ela.
GAKUSAJIN – Escute Botan. Não deve falar nada com ela.
BOTAN – Não vou falar nada. Até mais, então.
GAKUSAJIN – Até.
Botan aperta outro botão do seu celular para atender a outra ligação e de fato era Momiji, que estava dirigindo seu carro.
MOMIJI – Oi irmãzinha.
BOTAN – Nada de irmãzinha! Esqueceu do nosso jantar?
MOMIJI – Desculpe-me, Botan, mas é que aconteceu uma coisa maravilhosa que quero te contar.
BOTAN – Isso vai ter que ficar para amanhã e... Não! Não! Vai ter que ficar para depois de amanhã, pois amanhã tem a convenção do partido que vai escolher o candidato que vai enfrentar Ryukosei.
MOMIJI – Por que não podemos conversar quando chegar aí?
BOTAN – Porque estou de saída. Recebi uma chamada urgente, portanto essa conversa fica para depois de amanhã e aí você me conta essa coisa maravilhosa que aconteceu com você.
MOMIJI – Ta.
Momiji, que continuou a dirigir seu carro, desliga seu celular. A coisa maravilhosa que ela queria contar para a irmã era o fato de ter falado com seu pai biológico a quem tanto procurou. Isso a deixava muito sorridente, mas de repente ela vê um carro batido no poste e Satsuki com um ferimento na testa ao seu lado.
MOMIJI – Por Kami. (ela estaciona e depois sai do carro)
SATSUKI – Você?! (surpresa)
MOMIJI – O que aconteceu aqui?
SATSUKI – Não está vendo?! O carro bateu.
MOMIJI – Eu achava que não tinha carteira. (ela olha para o carro semi-destruído) – Foi esse o caro que seu pai comprou para você?
SATSUKI – Não. (ela encosta no carro) – E nem era eu que estava dirigindo.
MOMIJI – Não?! (ela olha a redor) – Mas não tem ninguém mais por aqui.
SATSUKI – Por acaso está me chamando de mentirosa? O Akin é quem estava dirigindo e...
Ela para de falar por se sentir tonta e achando que aquilo era fruto da batida, Momiji a amparou.
MOMIJI – Você me conta essa história depois. (ela a leva até seu carro) – Agora vou te levar para o hospital.
SATSUKI – Mas o Akin deve ter ido buscar ajuda.
Não acreditando muito nas palavras da filha do colega, Momiji a coloca no banco do carona, da a volta no carro e depois entra no mesmo para irem ao hospital e enquanto isso no departamento de polícia, Guy, mesmo um pouco debilitado, estava fazendo seu trabalho até que viu Koharo e percebeu nela um olhar perdido. Ele estava apaixonado por ela, mas sabia que ela amava Miroku.
GUY – Tudo bem com você? (se aproximando dela)
KOHARO – Tudo.
GUY – Mesmo?! Não parece. (ele encosta á mesa em que ela trabalhava) – Essa notícia mexeu com você, não foi?
KOHARO – Que notícia?
GUY – De que Miroku ainda está vivo. Você ainda gosta dele, não?
KOHARO – Claro que gosto, mas se Miroku armou isso é sinal de que eu não era importante na vida dele.
GUY – Não deveria se sentir assim.
KOHARO – Não importa o que eu sinta, pois Sango sente pior. Afinal, ela tem um filho com ele.
Koharo falava isso enquanto observava Sango que naquele momento estava com Sesshoumaru, ambos ainda tentando entender a motivação de Miroku para tais atos enquanto esperavam pela chegada da equipe de exumação e nesse momento Azuma se aproxima deles. O capitão estranhou a presença do jornalista.
AZUMA – É melhor o senhor se retirar. Não quero jornalistas por aqui e...
SANGO – Ele não veio como jornalista e sim como um amigo.
SESSHOUMARU – Sango já me contou sobre Miroku. É também do meu interesse que esse assunto seja tratado de maneira sigilosa.
AZUMA – Está certo. (ele olha para Sango) — A equipe chegou.
SANGO – Ótimo! E quanto tempo para identificar se o corpo é ou não é de Miroku?
AZUMA – Isso não será necessário.
SESSHOUMARU – O que quer dizer com isso?
AZUMA – Simples. Não tinha corpo nenhum no túmulo de Miroku.
SANGO – O que?!
AZUMA – Isso mesmo que ouviu. Está confirmado. Miroku ainda está vivo.
Sango acaba se sentando por não se sentir bem diante daquela notícia. Ela ainda tinha um mínimo de esperança de que Miroku não tivesse se tornado um bandido, mas a verdade era cruel.
SESSHOUMARU – Você está bem, Sango?
SANGO – Sim. (com as mãos no rosto) – Eu não entendo por que ele está fazendo isso.
AZUMA – Deixe que a Agência Imperial cuide disso. (ele se afasta deles)
SESSHOUMARU – Ele tem razão! Vamos esperar por notícias da Agência Imperial.
SANGO – Mas é que não me conformo, Sesshoumaru. (ela se levanta) – Por que o Miroku está fazendo isso comigo?
Sango derrama algumas lágrimas e Sesshoumaru a abraça para confortá-la, mas nesse momento o celular do jornalista começa a tocar. Ele pede licença á detetive para atender.
SESSHOUMARU – Alô.
RIN – Sou eu, amor.
SESSHOUMARU – Que bom que ligou, Rin. (ele olha para Sango) – Acabamos de ter a confirmação de que Miroku está vivo, pois o túmulo dele estava vazio. Foi tudo uma armação.
RIN – Verdade?! Por Kami. Kagome e InuYasha ficarão arrasados quando souberem que Miroku é o mascarado.
SESSHOUMARU – Então imagina como deve estar Sango aqui na minha frente.
RIN – Entendo. (nesse momento ele ouve um toque no celular)
SESSHOUMARU – Tem outra ligação para mim, amor. Quer falar alguma coisa comigo?
RIN – Ah sim! Quando cheguei em casa, não encontrei Satsuki. Ela já devia ter voltado e ela não atende o celular.
SESSHOUMARU – Acha que ela não te obedeceu e ainda está na festa?
RIN – Foi a primeira coisa que pensei, mas liguei para Maya e ela me disse que Satsuki tinha vindo com um rapaz.
Naquele momento um medo invadiu o peito de Sesshoumaru que logo se lembrou da tentativa de estupro que Satsuki sofreu há cinco anos por parte de Hiro.
SESSHOUMARU – Esse rapaz, seja quem for, irá se arrepender se tiver feito algo de grave com minha filha.
RIN – Calma, querido. Não vamos pensar no pior.
SESSHOUMARU – Estou indo para o clube a fim de saber quem é esse rapaz.
RIN – Ok! Depois me avise.
Sesshoumaru, visivelmente nervoso, encerra aquela ligação apertando o botão para atender a outra ligação que era de Momiji.
MOMIJI – Alô, Sesshoumaru. Sou eu.
SESSHOUMARU – Olha Momiji! Eu não estou com tempo para falar de trabalho. Tenho que encontrar a minha filha e...
MOMIJI – É por causa dela que estou ligando. Eu a encontrei na estrada ao lado de um carro batido em um poste. Eu a levei para o hospital.
SESSHOUMARU – O que?! Do que está falando?
MOMIJI – Olha Sesshoumaru! O que importa é que sua filha está viva e sendo bem atendida. Se quiser saber mais detalhes, venha ao Hospital Memorial.
SESSHOUMARU – Estou indo até aí.
Sesshoumaru desliga o seu celular e Sango, que ouviu a conversa, percebe seu nervosismo.
SANGO – Satsuki está bem?
SESSHOUMARU – Eu não sei. Estou indo ao hospital para ver. Não vou poder ficar e...
SANGO – Claro! Claro! Ela é sua filha. Eu faria a mesma coisa no seu lugar.
Sesshoumaru se afasta de Sango para sair do departamento e ir ao hospital e enquanto isso no complexo militar que era o esconderijo de Natsume, ela recepcionava a equipe que seqüestrou Akin, que já estava consciente.
AKIN – Onde eu estou? Quem são vocês?
NATSUME – Leve-o para cela.
LÍDER – Sim senhora.
Enquanto os outros membros se dispersaram, o líder da equipe de seqüestro leva Akin para o setor onde ficavam os prisioneiros sob os olhares de Natsume que logo depois voltou até a sala de informática onde ainda estava Kageroumaru, que percebe sua chegada.
KAGEROUMARU – Não vai telefonar para Rakusho?
NATSUME – Agora não. (ela sorri) – Antes tenho que resolver aquele outro assunto.
Kageroumaru, que trabalhava para decodificar o arquivo de áudio do CD, sabia bem do que Natsume falava e enquanto isso no setor dos prisioneiros, Akin, sob muitos protestos, era colocado em uma cela.
AKIN – Não podem fazer isso comigo.
LÍDER – Já fizemos. Agora fique quieto e sem bronca.
AKIN – Se é dinheiro que querem, liguem para meu pai. Ele os pagará.
LÍDER – Como você é idiota, garoto.
O líder da equipe de seqüestro ria do medo de Akin e nem percebeu que Gatenmaru, já fora de sua cela, se aproximou por trás e assim agarrando-o pelo pescoço até estrangulá-lo.
GATENMARU – Esse não me incomoda mais.
AKIN – Você veio me salvar?
GATENMARU – Sinto muito garoto. Aqui é cada um por sim.
Ignorando os apelos de Akin para soltá-lo, Gatenmaru simplesmente começa a tirar a roupa do líder da equipe para vesti-las e também sua arma. Tudo bem rápido e assim ele segue para sua fuga passando despercebido por vários capangas, pois estava travestido com as roupas do líder e assim chegou até Zuza, que o reconheceu.
ZUZA – Você pegou o líder. Temos que ser rápido então.
GATENMARU – Isso vai ser como tirar doce da boca.
Zuza e Gatenmaru foram até o setor cinco onde estava uma das saídas e como já esperavam, havia apenas um capanga e assim o ex. parceiro de Sango se aproxima bem devagar do capanga para dar um tiro nele antes que reagisse. Agora com o caminho livre, eles só tinham que usar o cartão para passarem pela porta e fugirem do complexo. E o fazem.
GATENMARU – Finalmente. Liberdade.
ZUZA – Espere. Vamos retardá-los.
GATENMARU – Como?
ZUZA – Tranque a porta e utilize outro código. Pode ser o mesmo do CD. Assim eles nunca vão descobrir.
GATENMARU – Boa idéia. (ele tranca a porta e começa a digitar) – Isso vai nos dar tempo para irmos bem longe.
Depois de ter feito isso, Gatenmaru começou a correr, sendo seguido por Zuza, mas ao dobrarem o quarteirão dão de cara um batalhão de homens aparece diante dele e no meio do batalhão surge Natsume.
NATSUME – Gatenmaru! Gatenmaru! Gatenmaru! Achou mesmo que podia me enganar?
GATENMARU – Então sabia de tudo desde o começo?
ZUZA – Ela sabia sim, meu caro Gatenmaru. (ele olha para Natsume) – Se está aqui é porque deu certo, não?
NATSUME – Sim. O código que Gatenmaru usou para trancar a porta é o mesmo para decodificar o arquivo de áudio.
Zuza se junta á Natsume e com isso Gatenmaru percebe que foi enganado o tempo todo. Tudo aquilo era para conseguir ter acesso ao seu código.
GATENMARU – Vocês me enganaram.
NATSUME – Sim. (ela sorri) – Foi uma pena ter que sacrificar dois homens, mas eles eram descartáveis mesmo. Assim como você. (ela olha para os homens) – Cuidem dele.
Os vários capangas levam Gatenmaru para dentro do complexo deixando Natsume e Zuza á sós.
NATSUME – Você cumpriu sua parte, portanto terá sua recompensa. Kagome será morta amanhã.
ZUZA – Acho bom mesmo, pois caso contrário, não darei o resto da informação que precisa.
NATSUME – Eu sei disso. (ela o encara) – Mas você não precisava contar á Gatenmaru sobre como estamos obrigando Miroku á colaborar.
ZUZA – Mas que diferença faz? Gatenmaru vai morrer mesmo.
Nesse momento o celular de Natsume começa a tocar e ela atende ao ver no visor que era Kageroumaru.
NATSUME – O que foi?
KAGEROUMARU – Precisa impedir que seus capangas matem Gatenmaru.
NATSUME – Mas...
KAGEROUMARU – Agora Natsume.
Percebendo a gravidade da situação pelo tom de voz de Kageroumaru, a ex. amante de Naraku liga para um de seus capangas e ordena que eles não matem Gatenmaru e depois disso, ela e Zuza vão até á sala de informática onde estava Kageroumaru.
NATSUME – O que foi desta vez? Por acaso Gatenmaru nos enganou de novo e existe outro código?
KAGEROUMARU – Não é isso. O código funcionou. Pude ouvir a conversa, na qual Toutoussai fala á Ryukosei que já envenenou Myuga por ele descoberto o plano de Toukaijin.
NATSUME – E o que tem poupar a vida de Gatenmaru com isso?
KAGEROUMARU – A gravação também fala do plano de Ryukosei de ficar com a jóia de quatro almas. (ele olha para ela) – E isso é do seu interesse, não?
NATSUME – É sim. (ela sorri) – Foi bom saber disso antes de ligar para Rakusho. Parece que o preço pelo jovem Akin está ficando cada vez mais alto.
KAGEROUMARU – Vai ligar para ele agora?
NATSUME – Ainda não. Vou deixar o rapaz se acalmar um pouco. O quero bem tranqüilo nesse momento.
Natsume sorria, pois seus planos estavam dando certo e enquanto isso Sesshoumaru chegava ao Hospital Memorial e encontra Momiji na recepção.
SESSHOUMARU – Como está minha filha? O que aconteceu?
MOMIJI – Acalme-se. Ele está bem. Só teve algumas escoriações, mas nada grave.
SESSHOUMARU – Você disse que a encontrou ao lado de um carro batido em um poste?
MOMIJI – Isso. Eu te explico no caminho até o quarto dela e...
Momiji para de falar porque naquele momento aparecem Maya e Xolan adentrando ao hospital e indo até aos jornalistas.
MAYA – Como a Satsuki está, senhor Sesshoumaru?
SESSHOUMARU – Eu ainda não sei, Maya. Acabei de chegar também.
XOLAN – O Akin também está aqui?
SESSHOUMARU – Akin?! Esse é o nome do rapaz que estava com ela?
MAYA – Sim e...
MOMIJI – Espere aí! Então é verdade que Satsuki estava com um rapaz? Eu pensei que ela estava dirigindo.
SESSHOUMARU – Claro que não. Satsuki não tem carteira. Que idéia foi essa de achar que ela estava dirigindo o carro.
MOMIJI – Desculpe-me, Sesshoumaru, mas pensei isso porque encontrei somente sua filha. Não tinha mais ninguém por perto.
XOLAN – Mas o que será que houve com o Akin?
SESSHOUMARU – A única coisa que me importa é saber que minha filha está bem.
Os quatros vão até o quarto, o qual Satsuki estava. Naquele momento ela, sentada na cama, acabava de conversar com o médico e vê o pai adentrando o quarto.
SATSUKI – Pai?!
SESSHOUMARU – Satsuki. (ele a abraça) – Você está bem? Não tem nenhum osso quebrado?
SATSUKI – Não pira, pai. Eu estou bem. Só um machucado na testa. (sorrindo) – E um celular quebrado.
MAYA – Vim o mais rápido que pude, amiga. (segurando a mão da amiga)
SATSUKI – Eu pedi para a Momiji ligar para você. (depois ela olha para Momiji) – Obrigada.
MOMIJI – Não foi nada.
SATSUKI – Eu não falo só por isso, mais também por ter me trazido ao hospital.
MOMIJI – Fiz o que qualquer um faria no meu lugar. (ela começa a se afastar e Satsuki se manifesta)
SATSUKI – Eu também queria pedir desculpas pelas coisas horríveis que disse outro dia e...
MOMIJI – Esquece isso. Estava nervosa e no seu direito. Eu já vou indo.
Momiji sai do quarto e com isso Sesshoumaru vai logo se dirigindo ao médico, que permanecia no local.
SESSHOUMARU – Hei doutor. Como está a minha filha?
MÉDICO – Ela está bem. Fiz vários exames e está tudo em ordem com a saúde dela. Ela não corre risco de morte.
SESSHOUMARU – É muito bom saber disso.
MÉDICO – Mas ela terá que passar a noite aqui, mas isso é apenas um procedimento padrão.
SESSHOUMARU – Obrigado, doutor.
MÉDICO – Com licença.
O médico se retira do quarto depois de dizer àquelas palavras que deixaram Sesshoumaru mais tranqüilo e enquanto isso chegando em sua casa, Rakusho falava, pelo celular, com Itobi, seu ex. genro e pai de Akin.
RAKUSHO – Ele não está comigo, Itobi. Ainda deve estar na festa no clube.
ITOBI – Mas eu liguei para o celular dele e ninguém atende.
RAKUSHO – Ele deve estar com alguma garota e não quer ser incomodado. Sabe como são os jovens.
ITOBI – Sei. Mas qualquer notícia me avise.
RAKUSHO – Claro.
Rakusho entra em sua casa e de repente o seu celular toca novamente. Ele demora um pouco para atender, pois achava que se tratava do ex. genro de novo, mas ao atender ele ouve uma voz feminina.
NATSUME – Boa noite, secretário Rakusho.
RAKUSHO – Quem está falando?
NATSUME – Meu nome é Natsume. Acho que já ouviu falar de mim. Fui advogada de Naraku por anos e anos.
RAKUSHO – Sem falar que é uma foragida da justiça. O que quer de mim?
NATSUME – Quero que ligue seu computador e acesse o site ‘arkemedesimport.com’.
RAKUSHO – O que tem lá?
NATSUME – Acesse e verá.
Á princípio Rakusho não iria fazer o que Natsume pediu, mas estava com um mau pressentimento se não o fizesse e por isso ligou seu computador e acessou o site designado e para sua surpresa, ao fazer isso, aparece a imagem ao vivo de Akin preso na cela.
RAKUSHO – Akin?!
NATSUME – Como pode ver, seu neto está muito bem fisicamente, mas não posso garantir até quando.
RAKUSHO – Sua psicopata do inferno! Se encostar um dedo no meu neto, eu vou...
NATSUME – Não vai fazer nada! Não adianta cantar de galo comigo. Vai fazer o que eu quiser ou eu mando seu neto em pedacinhos.
RAKUSHO – O que você quer? Quer dinheiro? Eu arranjo. Só falar quanto.
NATSUME – O que quero do senhor é algo muito mais valioso do que dinheiro.
RAKUSHO – O que é?
NATSUME – Na verdade são duas coisas. Uma é a jóia de quatro almas. O senhor sabe onde ela está?
RAKUSHO – Não sei. Kanna não disse para ninguém onde guardou. Acho que ela guarda essa informação como forma de barganhar privilégios em sua prisão domiciliar. Acredite. Eu não estou mentindo.
NATSUME – Kanna! Aquela vaca, mas o dela está guardado. (ela sorri) – Tudo bem, secretário. Eu acredito no senhor, mas a outra coisa que o senhor pode me dar. Como secretário municipal de segurança publica, o senhor assinará a libertação de um prisioneiro chamado Ryoma, um ex. agente imperial.
RAKUSHO – Por que quer libertar esse sujeito?
NATSUME – Isso não é da sua conta. Quero Ryoma libertado até amanhã.
RAKUSHO – Mas eu vou precisar da permissão de Ryukosei.
NATSUME – Bem, isso já é problema seu... Ou de seu neto para falar a verdade. (rindo)
RAKUSHO – Não faça nada com Akin. Por favor. Ele é inocente.
NATSUME – Amanhã entro em contato para dar novas instruções e lembre-se. Nada de polícia ou seu neto morre.
Natsume encerra ligação deixando Rakusho apavorado e enquanto isso no Hospital Memorial, Sesshoumaru estava do lado de fora do quarto falando, pelo celular, com Rin.
RIN – Por Kami ela está bem.
SESSHOUMARU – Realmente foi um susto, mas por sorte Momiji passou por lá e a trouxe para cá.
RIN – Essa parte que não gostei. Ter de ficar grato á essa fulaninha.
SESSHOUMARU – Isso não importa. O importante é que Satsuki está bem. (ele respira fundo) – E como estão as coisas por aí?
RIN – Está tudo bem. Sango pediu que Zakira pegasse Tamira e assim fiquei com apenas dois para tomar conta.
SESSHOUMARU – Satsuki vai passar a noite aqui e, portanto, eu também. Amanhã a gente retorna.
RIN – Então até amanhã, meu amor. Eu te amo.
SESSHOUMARU – Eu também.
Sesshoumaru desliga seu celular e volta para dentro do quarto onde sua filha conversava com Maya e Xolan.
SESSHOUMARU – Olha querida! Eu vou lá embaixo para cuidar de alguns tramites para sua alta.
SATSUKI – Ta bom, pai. Mas não tem necessidade de passar a noite aqui. Eu estou bem. Foi uma coisa á toa e...
SESSHOUMARU – Não! Não! Todo cuidado é pouco para a minha princesa. Eu só saio desse hospital com você.
SATSUKI – Mas como o senhor é cabeça dura.
SESSHOUMARU – Eu te amo. Fique aqui com seus amigos que eu já volto.
Sesshoumaru se retira do quarto deixando os três á sós e Xolan se manifesta.
XOLAN – O que acham que aconteceu com Akin? Será que ele fugiu?
SATSUKI – Não fala asneira! Por que ele fugiria?
XOLAN – Talvez ele estivesse bêbado e não queria enfrentar as conseqüências.
MAYA – Pode ser e...
SATSUKI – Isso não é verdade! Ela não estava bêbado, coisa nenhuma. Ele dirigia o carro normalmente e de repente perdeu o controle.
XOLAN – Seja como for, ele terá que dar explicações.
MAYA – Isso é verdade.
SATSUKI – Vocês vão ver. Ele logo, logo aparecerá e contará a verdade. (ela respira fundo) – Xolan! Poderia nos dar licença?
XOLAN – Já vi que vão falar coisa de mulher.
MAYA – A gente se fala depois, meu amor. (ela da um beijo nele) – Agora vá.
Mesmo um pouco contrariado, Xolan sai do quarto e deixa as duas amigas á sós.
MAYA – Parece que você gostou mesmo do Akin.
SATSUKI – Ele parece um cara legal, mas não é dele que quero falar. (ela vai até a porta e a tranca)
MAYA – O que foi, Satsuki? Está me assustando.
SATSUKI – E é para assustar. (ela encara a amiga) – Eu vou ter que adiantar meus planos com Shippou.
MAYA – Mas por quê?
SATSUKI – Porque o médico que cuidou de mim, descobriu que estou grávida, mas eu exigi que ele não contasse nada ao meu pai.
MAYA – Então pensa mesmo em dizer para o Shippou que o filho é dele?
SATSUKI – Sim. É o melhor que tenho a fazer. É minha única saída.
Agora sabemos que um dos segredos de Satsuki era o fato dela estar grávida, mas sabia também que Shippou não era o pai e seja que plano for que a filha de Sesshoumaru estava armando, iria ser adiantado devido á descoberta do médico.
Próximo capítulo = O dia seguinte – parte 1
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