Noite sem Fim
84 A fuga espetacular - parte 3
Sem saber que Sango tinha sido detida pelos agentes imperiais, Azuma, na saída do departamento de polícia, andava de um lado para o outro até avistar Abi saindo dali. Ele foi até ela.AZUMA – Precisamos conversar.ABI – Não tenho nada para conversar com você, capitão.AZUMA – O que está acontecendo?ABI – Não tenho que dar satisfação, principalmente para um capitão que não consegue disciplinar seus funcionários. Permitir que Ryoma estivesse com uma de suas mãos livre, foi uma tremenda incompetência. Sem falar na tal caneca de porcelana.AZUMA – Nomer não teve culpa e...ABI – Isso para mim é irrelevante, capitão. Agora torça para que consigamos salvar Ryoma, pois, caso contrário, será uma tragédia para o país. Você nem faz idéia.
AZUMA – Quem é esse prisioneiro? Por que ele tem tanta importância assim? (Abi nada fala e segue seu caminho) – E por que você tinha cancelado a busca por ele? (desta vez ela para)ABI – Então Sango chegou a falar com você, não é?AZUMA – Sim. (ele se aproxima dela) – Eu sei que já mandou uma contra ordem para voltar com a busca. Quero saber por que tinha mandado cancelar. Tem algo a ver com a teleconferência com o prefeito?ABI – Por que não pergunta á ele? Ele é seu chefe. Agora com licença.Abi não queria dar detalhes da operação. Ainda mais que foi dela a ordem para que os agentes detivessem Sango a fim de não vazar informações sobre a identidade do prisioneiro. Abi entra no carro da Agência Imperial e um outro agente imperial, que estava na direção do veículo se manifesta.AGENTE – Vamos seguir a ambulância e...ABI – Não vamos para o hospital.AGENTE – Não?! E para onde a senhora quer ir?ABI – Ao sistema prisional. Ryoma pode esperar. Vamos.O agente obedece às ordens de sua chefa e em seguida liga o carro para irem ao seu destino e enquanto isso no antigo laboratório de Kikyou, Kagome, que já estava lá ao lado da amiga Eri, observava Onigumo mexendo no computador ao mesmo tempo em que observava algumas anotações de Kikyou. A esposa de InuYasha ainda estava preocupada com a falta de notícias do marido.KAGOME – O celular dele não dá sinal. (observando o visor do seu celular)ERI – Kagome. Agora você é candidata á prefeita e, portanto, com alguma influência. Não pode usar isso para ajudar na busca?KAGOME – Não é assim que funciona as coisas, Eri. Já tenho muito privilégio de informação por ser política e também não tenho pista alguma. Procurar InuYasha em todo lugar é a mesma coisa que procurar em lugar nenhum.ERI – Mas...KAGOME – Eri, não pense que não estou angustiada pelo sumiço do meu marido, pois eu estou, mas ao longo desses anos de convivência com InuYasha, aprendi a confiar em seu instinto de sobrevivência. (ela respira fundo) – Sem falar que me desesperar não vai ajudar em nada. Por isso estou aqui. Temos que fazer uma coisa de cada.Depois dessas palavras Kagome começou a andar até onde estava Onigumo, que continuava a digitar no computador. Eri ficou observando a antiga colega e começou a se dar conta de como a antiga colega amadureceu como pessoa e em nada lembrava a jovem avoada e rebelde que fugiu de casa com o namorado. Eri se deu conta de que Kagome era uma pessoa especial.KAGOME – Isso vai demorar, Onigumo?ONIGUMO – Não sei dizer ao certo. Estou apenas atualizando as anotações.KAGOME – Tem certeza que pode localizar a jóia de quatro almas com esse fragmento?ONIGUMO – Segundos os estudos de Kikyou, sim.KAGOME – Espero que esteja certo e...Kagome para de falar ao ouvir o som da porta do laboratório de abrindo. Eram Koharo, Soten, Genku e Tamira adentrando o local. Kagome foi até eles. Genku correm em sua direção para abraçá-la.GENKU – Oi mamãe.KAGOME – Oi amor. (ela da um beijo na testa dele) – Você se comportou na companhia da tia Koharo?GENKU – Como a senhora mandou.KAGOME – Bom garoto.Naquele momento mais duas pessoas adentram o local. Uma delas era Midoriko, promotora de justiça. A outra pessoa era um homem de uns cinqüenta anos de idade. Ao vê-los, Onigumo foi até eles.ONIGUMO – Ainda bem que veio, promotora.MIDORIKO – Claro que vim. (ela apresenta o homem) – Esse é Baren, um cientista especialista em artefatos antigos.ONIGUMO – Oi. Prazer.BAREN – Prazer é meu. A promotora Midoriko me contou do seu plano de localizar determinada pedra e quem tem as anotações de uma cientista para iniciar os procedimentos.ONIGUMO – Isso mesmo. Venha. Venha. Não vamos perder mais tempo.Onigumo conduz Baren até ao computador para que ele pudesse ter acesso ás anotações de Kikyou sobre os procedimentos para localizar a jóia de quatro almas. Kagome, de mãos dadas com Genku, foi até Koharo, Soten e Tamira.KAGOME – Obrigado por cuidar dele, Koharo. E a você também, Soten.SOTEN – Não foi nada, senhora. (ela fica com uma expressão triste) – É nesses momentos que temos que nos ajudar mutuamente. (ela olha para Genku) – Genku. Quero mostrar uma coisa para você e Tamira.GENKU – Para nós?
TAMIRA – O que é, mana?SOTEN – Vocês vão ver.Soten leva as crianças para outro local. Aquilo era um pequeno estratagema para que Koharo pudesse falar, á vontade sem medo que as crianças ouvissem, com Kagome e Eri sobre as recentes descobertas. Kagome sabia disso.KAGOME – Aconteceu algo, Koharo?KOHARO – Sim, conseguimos falar com Sango. Ela está naquele local para onde foram InuYasha, Miroku e Shippou. Lá foram encontrados vários homens mortos e...KAGOME – O que?!KOHARO – Antes que tire conclusões precipitadas, saiba que Sango não encontrou nenhum dos três. Ela liga quando tiver alguma novidade.KAGOME – Estou tentando ligar para o celular de InuYasha, mas está sem sinal. (ela respira fundo) – Espero que esteja tudo bem com eles. Estou com um pressentimento de que algo ruim está para acontecer.Kagome esfregava as mãos de ansiedade pela falta de notícias sobre o marido e o filho adotivo, que naquele exato momento no sistema prisional, juntos com Miroku, acabavam de contar á Sango sobre Naraku. A detetive estava perplexa com tal revelação.SANGO – Então ele foi mantido prisioneiro pelos americanos por dez anos?INUYASHA – Sim, ele era uma fonte muito valiosa para eles e por isso armaram tudo, pois ninguém pode reclamar os direitos de um ‘morto’.MIROKU – Mas saiba que a ‘morte’ não tem nenhuma ligação com a minha, mas não deixa de ser algo sintomático.SHIPPOU – E agora está explicado o sigilo das investigações da Agência Imperial. Caso saibam que o governo japonês e o Imperador participaram dessa farsa, será algo danoso á imagem do país no exterior.SANGO – Então é por isso que nos prenderam?! Para não falarmos nada sobre Naraku?! Uma hora vão ter que nos libertar.MIROKU – Sim, mas até lá eles tem a esperança de pegar Naraku de volta. Depois disso não importa o que a gente fale, não teremos provas do que vimos.SANGO – Mas e toda essa operação gigantesca da Agência Imperial? Algo vai vazar e...INUYASHA – Pode vazar, mas será apenas indício e não prova.MIROKU – Não podemos fazer nada presos aqui. (bate na porta da sala trancada)INUYASHA – Droga! Não há muito que fazer á não ser torcer para que a Agência Imperial pegue Naraku e Natsume.Realmente InuYasha, Shippou, Miroku e Sango não tinham muito que fazer na situação em que estavam e enquanto isso, já em seu esconderijo na montanhas, Natsume observava os seus capangas colocando Naraku em uma cadeira de rodas devido ao seu estado de saúde. Vê-lo daquele jeito, de como os americanos o maltrataram, deixava Natsume com ódio no coração. Os capangas se afastaram quando ela se aproximou dele.NATSUME – Todos vão pagar pelo que te fizeram, meu amor.NARAKU – É o que mais quero.NATSUME – Mas antes temos que fazer com que você se recupere.Natsume se afasta um pouco, mas apenas para pegar uma caixa e depois volta para junto de Naraku abrindo essa mesma caixa onde estava a jóia de quatro almas. Ao vê-la, Naraku arregala os olhos, mas não de surpresa e sim por que aquela pedra lhe trazia más lembranças, principalmente de cenas de dez anos atrás, quando, na luta contra InuYasha, o seu corpo não agüentou o poder da jóia, chegando a perder a consciência e achando que a morte estava próxima. Depois que acordou, se deu conta de que fora tudo armação contra ele para que todos pensassem que ele estava morto e assim os americanos o mantivessem preso esses anos todos.NARAKU – É ela.NATSUME – Não precisa ter medo, Naraku. Agora vamos usar o poder da jóia para curar suas feridas. (ela fecha a caixa) – Você vai ficar bom, meu amor. Uma equipe medica americana cuidará do seu caso.NARAKU – Americana?!NATSUME – Gente que escolhi a dedo. Não iria permitir que algum deles fizesse com você o mesmo que fez aquela ordinária da Kikyou.NARAKU – Essa pagou pelos seus erros.NATSUME – Assim como Kagura, Kouga e Ayame.NARAKU – Ainda falta os outros. Quero que todos paguem.NATSUME – E pagaram, senhor. (ela coloca a mão no ombro dele) – Eu garanto.Natsume fazia questão de empurrar a cadeira de rodas para levar Naraku até á sala ao lado onde havia uma espécie de câmera de vidro com vários cientistas americanos ao lado dela.NATSUME – É aqui que você vai se recuperar, meu amor.NARAKU – Eles são realmente de confiança.NATSUME – Estão sendo bem pagos por isso. Pode acreditar. (ela olha para o chefe dos cientistas) – Qual o prazo de recuperação?CIENTISTA – Como vamos apenas usar a jóia para estabelecer o condicionamento fisco original do senhor Naraku, não vai demorar muito.NATSUME – É um procedimento seguro?CIENTISTA – Sim. É 100% seguro, senhora, mas é bastante dolorido.NATSUME – Entendo, mas nada foi mais dolorido do que passar dez anos em uma prisão americana. (ela volta a olhar para Naraku) – Você vai ficar bem, amor.Natsume da um beijo na boca de Naraku, que corresponde ao gesto. Naraku, acostumado á traições, se tranqüilizou, pois se tinha alguém no mundo a quem ele podia depositar confiança, esse alguém era Natsume. Ela ordena que alguns capangas colocassem Naraku na câmera enquanto o cientista chefe pegava a jóia de quatro almas de Natsume e a colocava em um compartimento da câmera.CIENTISTA – É agora.NATSUME – É bom que dê certo, pois há muitos homens armados aqui e eles estão prontos a atirar em todos vocês se algo der errado.CIENTISTA – Eu sei disso. É por isso que vai dar certo, senhora.NATSUME – Ligue a máquina.O cientista chefe liga a máquina e o interior da câmera começa a se iluminar até que uma áurea mais luminosa ainda fique em volta do corpo debilitado de Naraku, que começa a se contorcer de dor e a gritar sem parar. Era o poder da jóia sendo usado e enquanto isso no banco de trás de um carro oficial e á caminho do esconderijo de Natsume, nas montanhas, Ryukosei e Elisa conversavam sobre os próximos procedimentos.ELISA – Tudo tem que estar ajeitado para que Naraku e Natsume saiam sem problemas.RYUKOSEI – Depois de saírem do país, o que eles farão?ELISA – Eu não sei, mas desde que não revele nossa participação, nem ligo.RYUKOSEI – Eu me sentiria melhor se conseguisse alguma coisa contra Natsume. Algo me diz que ela ainda vai querer usar aquela gravação contra mim. Mesmo que eu consiga a reeleição, ela vai chantagear-me. Elisa não falava nada diante das preocupações do marido e ao virar um ouço o rosto, exibiu um maroto sorriso sem que o prefeito visse e naquele momento o celular de Ryukosei começou a tocar e ao ver o numero no visor sabia que se tratava de seu secretário de segurança publica, Rakusho, que naquele momento estava na sede da Segurança Interna.RYUKOSEI – Fale Rakusho.RAKUSHO – Senhor prefeito, eu ainda estou na Segurança Interna com uma informação que lhe interessa.RYUKOSEI – Conseguiu algo contra Kagome?RAKUSHO – Não senhor. Aquele meu contato aqui fez todo o levantamento de procedimentos implantados por Kagome á cinco anos. Ela não fez nada de errado no período que ficou aqui. Á priori, tudo que ela fez foi dentro da lei.RYUKOSEI – Então que informação é essa que me interessa?RAKUSHO – Antes de eu falar, pode me dizer se a primeira dama está com o senhor?RYUKOSEI – Sim. (ele olha para Elisa) – Por quê?RAKUSHO – Não deixe que ela perceba que estamos falando dela.RYUKOSEI – Mas...RAKUSHO – O senhor me conhece á mais de trinta anos. Confie em mim, senhor prefeito. Não deixe que ela saiba que estamos falando dela.Ryukosei estava estranhando o comportamento desconfiado de Rakusho em relação á sua esposa. Elisa olhava tranquilamente o exterior pela janela e parecia não ligar para a conversa do marido. Ryukosei ficou tentado a falar com a esposa, mas devido á sua longa amizade com Rakusho, o prefeito iria concordar e deixar a primeira dama de fora daquela conversa.RYUKOSEI – Ta, mas quero uma explicação para esse comportamento.RAKUSHO – O senhor vai me entender.RYUKOSEI – Estou ouvindo.RAKUSHO – Esse meu contato também foi incumbido por Rambari á verificar a atualizações dos servidores da Segurança Interna devido á ameaça contra o Imperador.RYUKOSEI – Vai direto ao assunto, Rakusho. O que descobriu?RAKUSHO – Fazendo essas atualizações descobriu que, no passado, alguém do seu gabinete acessou, através do computador central da prefeitura, as plantas do sistema prisional, passando-as em seguida para outro servidor. Só três pessoas tinham a senha do computador. O senhor, eu e sua esposa. No dia do acesso, nós estávamos fora do país.
RYUKOSEI – Tem certeza?RAKUSHO – Tenho sim. Está tudo documentado.RYUKOSEI – Rambari sabe disso?RAKUSHO – Não! Assim que soube da ligação com sua esposa, ele guardou essa informação para nós. Eu sinto muito senhor prefeito, mas sua esposa tem que dar uma boa explicação para esse ato. O senhor pode se encontrar comigo agora?RYUKOSEI – Agora não vai dar, pois tenho um compromisso urgente.RAKUSHO – Mas...RYUKOSEI – Já disse que estou ocupado, Rakusho! Mas que droga! (ele respira fundo) – Peça a esse seu contato que aprofunde a investigação e tente descobrir as atividades dela nos últimos anos. Eu vejo esse relatório amanhã.RAKUSHO – Sim senhor.RYUKOSEI – Ah sim! Rakusho, bom trabalho e obrigado, meu amigo.Ryukosei desligou seu celular e ficou fitando para o nada para não encarar a esposa, que estava um pouco intrigada com aquele telefonema e por isso resolveu se manifestar.ELISA – O que você pediu á Rakusho?RYUKOSEI – Nada demais. É sobre aquela investigação sobre Kagome e suas atividades na Segurança Interna.ELISA – E ficou bravo com o que?RYUKOSEI – Porque ele não descobriu nada, mas sinto que vou encontrar alguma coisa.Elisa se deu por satisfeita com aquela explicação, mas nem desconfiava de que o marido já não confiava tanto nela e enquanto isso no Hospital Memorial, mais precisamente sentada em um banco de espera, Rin aguardava por notícias sobre a saúde de Sesshoumaru. Embora os médicos tenham dito que ele não corria mais risco de morte, vê-lo em coma induzido partia seu coração. Naquele momento ela avista Satsuki e Sara andando pelo corredor fazendo com que se levantasse.RIN – Ainda bem que chegaram. (ela se agacha para abraçar a filha) – Oi, querida. (dando um beijo na bochecha dela)SARA – Oi mamãe. Onde está o papai? A mana falou que ele estaria aqui e...SATSUKI – Pelo que você falou no telefone, pensei que ele estava bem e...RIN – E ele está. (ela se levanta para olhar para a enteada) – Sesshoumaru vai ficar bem. Os médicos me garantiram. Estou aguardando um novo boletim médico.SATSUKI – Já tem alguns repórteres na entrada do hospital. Acho que já sabem que meu pai está aqui.RIN – Claro que sabem. (ela acaricia a cabeça de Sara) – O pai de vocês é um dos jornalistas mais importantes desse país. Sem falar que é cunhado de uma candidata á prefeitura. Isso iria vazar. Já liguei para o chefe dele. Ele logo estará aqui.SATSUKI – Certo. (ela se senta no banco) – Eu trouxe o que me pediu. (ela exibia a sacola com roupas)RIN – Obrigado, Satsuki. (ela se senta no banco ficando no meio das duas) – Vai ficar tudo bem com o pai de vocês. Sesshoumaru é o homem mais forte que já vi.Rin, embora tivesse muito preocupada com o estado do marido, fazia de tudo para tranqüilizar a filha e a enteada passando o máximo de otimismo e enquanto isso na sala do sistema prisional, InuYasha, Shippou, Sango e Miroku continuavam aguardando o resultado daquela ‘prisão’. InuYasha e Shippou, que estavam no meio da sala, conversavam em tom baixo ao mesmo tempo em que observavam Sango e Miroku em cada um dos cantos da mesma sala.SHIPPOU – O que há com esses dois?INUYASHA – Do que está falando, Shippou?SHIPPOU – Cada um no seu canto. Depois de tudo que houve pensei que iriam se acertar logo e...INUYASHA – Não é tão simples assim. É exatamente esse ‘tudo’ que complica as coisas.SHIPPOU – Eles deviam pensar na filha deles e...INUYASHA – Mas é exatamente por Tamira que eles estão agindo assim. Eu sei que eles se amam, mas esse relacionamento, como qualquer outro, tem que estar sustentado em bases sólidas, sem rancor ou mágoa. Eles precisam resolver isso primeiro, pois com o fracasso dessa relação a maior vitima vai ser Tamira, mas isso não é assunto nosso. É deles e, portanto, eles que resolvam.SHIPOU – Mas...INUYASHA – Escute, Shippou! (ele coloca as mãos no ombro do jovem) – Quando se é pai, você tem essa responsabilidade. Você vai ser pai logo, logo. Você vai entender o que estou falando.Shippou sorriu com as palavras de InuYasha. Ele pode não ter compreendido a extensão das palavras do pai, mas sabia que o homem á sua frente era o melhor exemplo de pai que ele poderia ter e naquele momento a porta da sala se abre, aparecendo Abi diante deles fazendo com que os quatro se juntem. Atrás de Abi apareceram alguns agentes imperiais que colocaram cinco cadeiras na sala. Abi se sentou em uma delas.ABI – Suponho que vocês três já colocaram a detetive Sango a par dos acontecimentos, portanto não vou perder tempo.MIROKU – Antes de começar, diga se pegou Naraku e Natsume.ABI – Não e nem tentaremos pega-lo.INUYASHA – O que?!SANGO – Mas que conversa mais sem propósito é essa?! Como assim não vão tentar pega-lo?ABI – Estou aqui para explicar isso e depois tenho um pedido á vocês. Sentem-se.InuYasha, Shippou, Sango e Miroku se entreolharam e decidiam ouvir as explicações de Abi, até porque eles não tinham escolha, pois estavam presos e enquanto isso Ryukosei e Elisa, sendo guiados por um capanga, estavam adentrando o esconderijo nas montanhas para irem ao encontro com Natsume e Naraku. Durante o trajeto o prefeito olhava com desconfiança para a esposa, ainda mais depois do que Rakusho disse á ele que a primeira dama acessou as plantas do sistema prisional onde Naraku era mantido prisioneiro.ELISA – O que houve, amor?RYUKOSEI – Hã?!ELISA – Ficou calado o tempo todo depois daquele telefonema do Rakusho.RYUKOSEI – É que foi um dia cheio. Só quero ver esses dois longe daqui para que esse pesadelo acabe o quanto antes. Tenho que me concentrar na eleição.ELISA – Eu já disse, amor. (ela sorri) – Deixe tudo comigo.Depois dessa breve conversa, finalmente o casal chega á sala principal do esconderijo onde flagram Naraku, sentado do lado de uma câmera, colocando uma camisa. Natsume o ajudava.NATSUME – Eles chegaram, querido.ELISA – Pelo que vejo acabou ter executar o procedimento médico. (ela olha para Naraku) – Você parece bem.NARAKU – Me sinto ótimo.Depois de vestir a camisa, Naraku mostra seu melhor sorriso para em seguida se levantar e ir até onde estava Ryukosei para encará-lo, pois o prefeito foi um dos responsáveis por sua prisão e pela armação de sua morte para que fosse prisioneiro de guerra para os americanos.NARAKU – Finalmente nos encontramos cara a cara, Ryukosei.RYUKOSEI – É.NARAKU – Não imagina como foi minha surpresa em saber que era prefeito de Tóquio.RYUKOSEI – Disso eu duvido.NARAKU – Tem razão. (ele sorri) — Aposto que nunca imaginou que isso aconteceria, não é?RYUKOSEI – Sinceramente não.NARAKU – Eu estou disposto a esquecer nossas desavenças, meu caro prefeito. Até porque sei que o senhor é apenas uma pequena engrenagem de uma máquina maior cujo objetivo é a destruição da Monarquia.RYUKOSEI – Chega de papo furado. Só aceitei vir aqui para que sua parceira me entregue a gravação de uma conversa minha com Toutoussai.NATSUME – Naraku! Foi ele que ordenou que Toutoussai matasse Myuga, amigo de InuYasha, pois ele tinha descoberto o plano dele.NARAKU – Eu sei. (ele olha para Natsume) – Entregue para ele.Natsume se afasta um pouco para pegar algo na gaveta. Era um cartão de memória que continha a tal gravação. Natsume o coloca em um aparelho para a reprodução confirmando para o prefeito que era mesmo o cartão verdadeiro.RYUKOSEI – Ótimo. (ele pega o cartão e o destrói partindo ao meio) – Agora acabou.NATSUME – Como tem tanta certeza que não existe outra gravação?RYUKOSEI – Por que esse cartão tem um mecanismo especial que se fizer uma cópia o original é automaticamente destruído. Como o original estava bem, não fizeram uma cópia. Tenho certeza que sabia disso.NATSUME – É claro.RYUKOSEI – Por estarem aqui ambos me comprometem. Agora peguem suas coisas e sumam. Vão para qualquer país. Nenhuma agência será obstáculo e...NARAKU – Não iremos sair do país.A afirmação de Naraku não só surpreendeu Ryukosei como também Elisa, que se entreolharam curiosos sem entender a motivação daquilo. Desta vez foi Ryukosei que encarou Naraku.RYUKOSEI – Parece que não ouvi bem. Você disse que não ia sair do país, é isso?NARAKU – É isso mesmo! Não sairei do país antes de cumprir minha vingança. (ele fica de costas para o prefeito) – Por isso vou usar um pouco mais esse esconderijo que o senhor cedeu tão gentilmente. (ele volta a ficar de frente) – Essa é minha decisão.RYUKOSEI – Ora seu... (Natsume o interrompe)ELISA – Espere, Ryukosei. (ela olha com surpresa para Naraku) – No que está pensando, Naraku? Está tudo armado para que o senhor saia do país e...NARAKU – Não me importa isso. Não saio desse país sem cumprir a minha vingança. Quero ver o sofrimento de todos meus inimigos. Todos.ELISA – Mas você pode realizar sua vingança em qualquer lugar. (ela respira fundo) – As agências têm ordens de não só permitir sua saída, mais também de monitorá-la. Quando perceberem que não saiu do país, vão caçá-lo implacavelmente e...NARAKU – Eu já disse que isso não interessa! (gritando) – Caso os dois tenham esquecido, sou eu quem financiou essa operação.RYUKOSEI – Isso não fazia parte do acordo.NARAKU – Esse acordo foi com Natsume. Agora sou eu que estou no comando e, portanto, o acordo mudou.ELISA – Não vai falar nada, Natsume?NATSUME – O que posso falar? É ele quem manda. (ela dá um beijo na bochecha dele) – Faço tudo que meu amor mandar.RYUKOSEI – Você é louca. Vai comprometer todo mundo. Principalmente eu.NARAKU – Isso não é verdade. Foi por isso que cedi a gravação, Ryukosei. Foi uma prova de boa vontade da minha parte.RYUKOSEI – Prova de boa vontade para que?NARAKU – Você vai descobrir sozinho, mas no momento só tem que saber que é necessário de esconder das autoridades. Não vai querer que sua imagem seja manchada em ajudar um foragido, não?RYUKOSEI – Acho que não tenho escolha.NARAKU – É, não tem. Já tem a gravação. Agora podem ir.Ryukosei e Elisa se entreolharam totalmente sem ação diante daquela situação e assim se afastaram para sair do esconderijo sendo guiado por um dos capangas. Depois de observarem o casal saindo, Natsume senta no colo de Naraku.NATSUME – Por que não falou daquela outra coisa? Acho que eles têm o direito de saber e...NARAKU – Não! Deixe todos eles terem uma surpresa.NATSUME – Isso vai pressioná-los bastante. Não tem medo que isso dê errado?NARAKU – Claro que não, minha querida. Isso vai ser bom para eles. A pressão é o fertilizante da criatividade. (ele beija a mão dela) – Obrigado.NATSUME – Pelo que?NARAKU – Por nunca ter me esquecido. Serei sempre grato.NATSUME – Me agradeça me amando.NARAKU – Isso será fácil.Depois daquelas palavras, Naraku e Natsume se beijam apaixonadamente e enquanto isso no sistema prisional, Abi acabara de dar suas explicações para que as agências de investigação deixassem Naraku fugir.INUYASHA – Acha mesmo que os americanos cuidaram disso?ABI – Acho que sim. É do interesse deles que ninguém saiba da participação americana em tudo isso. Matar Naraku fora do Japão não levantar suspeitas. Tanto nossa quanto deles.MIROKU – E pretende nos manter aqui por quanto tempo?ABI – Até que confirmem a saída de Naraku do país. Quando isso acontecer tudo que vierem a dizer não terá base sustentável.SANGO – Ou seja, ninguém vai acreditar em nós?ABI – Exato. Eu podia deixá-los aqui indefinidamente sem saber das minhas intenções, mas achei que tinham o direito de pelo menos saberem disso.INUYASHA – E se Naraku escapar?ABI – Ele não vai escapar. Os EUA são a maior força desse planeta e farão de tudo para eliminar Naraku.INUYASHA – Eu não sei não. (ele fica de costas para todos) — Não estou com um bom pressentimento disso.MIROKU – Para mim é mais do que mau pressentimento.ABI – Do que está falando, Miroku?MIROKU – Escute, Abi. Você deve ter lido meu histórico. Deve saber que dediquei boa parte da minha vida para desmascarar Naraku. Ele é um homem totalmente dedicado ao lado sombrio. Depois de tudo que pelo que passou ele já deve ter pensado em um plano de vingança.SANGO – Aonde você quer chegar, Miroku?MIROKU – Quero dizer que duvido muito que Naraku pense em fugir do país, pois é aqui que ele é mais forte.SHIPPOU – Isso faz sentido.ABI – Impossível! Soubemos que o plano de Natsume é fugir com Naraku e...INUYASHA – Esqueça Natsume! (se virando e olhando para ela) — Não é ela quem está mais no comando, Abi. É Naraku.Abi ficou um pouco receosa com os olhares fulminantes de InuYasha e Miroku, pois eles transmitiam muita certeza. Abi, que foi contra o plano proposto por Ryukosei, chegou a considerar essa situação, mas aquilo já estava fora de seu alcance. Eram ordens do Imperador e ela tinha que obedecer e por isso ela se levantou da cadeira, a qual estava sentada, e se expressou.
ABI – É só isso que tinha a dizer.SANGO – Espere! Preciso saber de mais uma coisa.ABI – O que?SANGO – Você afirmou que a conspiração comandada por Toukaijin não sabia do destino de Naraku, não é?ABI – Isso mesmo. Toukaijin pensou que Naraku estava morto. (ela olha para o lado) – Sei aonde quer chegar, detetive. (ela volta a olhar para Sango) – A sua cunhada Kanna...SANGO – Ela não é minha cunhada coisa nenhuma. Ela é assassina do meu irmão. É assim que deve se referir á ela.INUYASHA – Sango.MIROKU – Melhor se acalmar e...ABI – Tudo bem. (ela volta a olhar para Sango) – Entendo perfeitamente seus sentimentos. A assassina do seu irmão também não sabia do destino de Naraku. Agora com licença, pois tenho que ir. Preciso entregar meu relatório ao representante do Imperador. Logo, logo serão liberados.Abi vai até a porta e bate nela duas vezes e em seguida um agente a abre e assim a superintendente da Agência Imperial saiu da sala que logo em seguida é novamente trancada fazendo com que os quatro continuassem presos.Próximo capítulo = Um novo crepúsculo – parte 1
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