Nobody Breaks My Heart
13 So ... His name is Daniel Adair...
Notas iniciais
NESSE CAP, O DANIEL ADAIR APARECE, PRA QUEM NUNCA O VIU, TÁ AI UMA FOTO DELE: http://3.bp.blogspot.com/-4xiWOCeV49I/T0qYxbiwfxI/AAAAAAAACPs/n-zjR6ji6KE/s1600/1-Daniel%2BAdair.jpg ~BABEM GAROTAS SAKLKMSAMKSAA
enfim
Boa leitura ♥
Povs Anne
Acordei toda dolorida, espremida no sofá e sentindo um peso sobre mim. Meio atordoada pelo sono, consegui enxergar a imagem borrada da Laís dormindo sobre mim. Depois que eu me recusava a dormir no mesmo quarto que ela, ela não entendia o porquê. Cutuquei-a, mas nada. Parecia uma pedra. Esquivei-me de seu peso e a arrumei melhor no sofá e fui tomar um banho. Eram 6h30min da manhã e eu tinha que estar no estúdio do Adam as 07h30min, para irmos ao local onde o festival irá acontecer. Iria conhecer meu companheiro de fotografia e as outras duas bandas que irão se apresentar, estava ansiosa e a tensão e medo de saber quais eram as bandas havia passado, o pior já havia acontecido.
Fiz minha higiene matinal, me despi e entrei no boxe, ligando o chuveiro bem quente, afinal, estava um tempo nublado e meio frio. Já de banho tomado, me enrolei na toalha e fui a procura de algo apresentável para usar, acabei optando por uma camiseta do Deep Purple, uma calça jeans escura skinny, minha jaqueta da Harley Davidson de couro e meus coturnos. Prendi meus cabelos em um rabo de cavalo alto e já estava pronta.
Fui em direção à cozinha comer algo, passei pela sala e com a minha delicadeza de um elefante andando sobre flores, chutei o pé do abajur que se encontrava ao lado do sofá, vi Laís revirar-se no sofá e então prendi a respiração e fechei os olhos, rezando para que ela não acordasse desse jeito, ela iria cortar minhas bolas invisíveis fora. Vendo que ela havia só mudado de posição, segui minha expedição perigosa até a cozinha, peguei leite na geladeira, colando em um copo e esquentando-o no microondas. Acompanhando o copo de leite, comi meio pãozinho e já me encontrava satisfeita, não exagerava no café da manhã pelo fato do meu estômago não aceitar muito bem comidas pesadas a essa hora.
Ouvi a TV ser ligada, obviamente foi Laís que havia acordado e a ligado, ou um fantasma que curte assistir o jornal matinal, sei lá né. Lavei meu copo e fui para a sala onde a Laís e o fantasma assistiam o jornal. Mentira. Só a Laís mesmo.
– Já vai? — Ela me perguntou ainda com os olhos inchados pelo sono e a voz rouca.
– Vou sim amiga, tá na minha hora, acho que chego antes do almoço, não sei, em todo caso, não me espere pra almoçar se passar do meio dia, ok? Ok. – disse passando rapidamente na frente da TV, debruçando-me sobre o sofá até alcançar a bochecha da Lay, dando-lhe um beijo. – Até depois fia.
– Tchau, e boa sorte lá. — Ela disse tão enrolado que quase não consegui entender. Aquela macaca com certeza ia se enrolar de novo nos cobertores e dormir mais, enquanto eu ia passar frio e trabalhar.
Isso é injusto.
Mas confesso que estava animada para conhecer o pessoal do festival, estava mais ainda para conhecer mais duas bandas que terei o prazer de assistir suas apresentações de perto e melhor ainda, de graça.
Entrei no meu carro e coloquei um cd do Ramones e me dirigi até o estúdio de Adam, sendo recebida pelo sorriso da Martha e um abraço caloroso do senhor Parker.
–... Estamos entendidos, pessoal? — disse Adam olhando para todos da equipe que assentiram, inclusive eu. Iriamos para o local do festival conhecer e começar com alguns preparativos, que não era tão longe assim do estúdio de Parker, nos dividimos em dois grupos, em duas vans.
Chegamos ao lugar que era amplo, maior que um campo de futebol, aberto e muito espaçoso. Não havia cadeiras, bancos, nada, apenas uma arena gigantesca que seria o palco de uma apresentação maravilhosa de loucos metaleiros, que iriam enlouquecer e fazerem um show para as bandas que se apresentarão. Já imaginei aquele lugar lotado de pessoas animadas e ensandecidas pelo som que emitira das potentes caixas de som, já sentia a vibração e um arrepio percorrer sobre meu corpo. Sempre ficava assim em shows, sempre me arrepiava. Eu adorava ver a relação da banda em cima do palco, com os fãs, que idolatram seus ídolos de uma forma inacreditável, gritos, elogios, choros... Tudo em um lugar só, por uma banda só e nesse festival, a emoção irá duplicar... Triplicar...Poliplicar (?). Eram umas seis bandas, se eu não me engano e o dia que irá acontecer, irá prometer.
Adentramos ao local, fugi de meus devaneios e prestei atenção na estrutura que já estava sendo montada por uma equipe, que na qual Adam contratou, aquela estrutura era o palco. Pelo que já estava pronto, deu para ver que seria um mega stage.
Pessoas se deslocando de um lado para o outro, com peças de metais e ferramentas, objetos e materiais para que tudo possa ser montado de acordo com o desenho que Adam segurava entre as mãos.
– Vamos lá para a parte de traz do palco ainda não palco. – ele ri. –... Os bastidores já estão sendo montados e as salas onde irão ser os camarins, já estão prontos. — disse Adam nos guiando até a parte traseira do palco, nós da equipe de Adam, passamos por alguns corredores estreitos com várias portas distribuídas ao longo do mesmo. Adentramos em uma porta larga, onde parecia a sala do proprietário do espaço.
– Olá! Sejam muito bem-vindos, meu nome é Mike Groshvenn, mas podem me chamar só de Mike mesmo. — o homem do outro lado da mesa espaçosa, se apresentou e cumprimento a todos nós que sorrimos enquanto nos apresentávamos. Mike era o proprietário do lugar, tinha os cabelos negros e a pele bem branca, acho que ele era da casa dos 30 anos, não sei bem ao certo, mas ele não era velho, mas não era novo, era um seminovo (risos).
– E ai, Mike, tudo em paz por aqui? Algum problema? — disse Adam amigavelmente, sentando-se em uma das inúmeras cadeiras que se encontrava em volta da mesa gigantesca de reuniões do senhor Groshvenn, o mesmo fez sinal para que todos se sentassem em uma das cadeiras, como Adam.
– Tudo em paz Adam... Tudo está correndo na maior tranquilidade, até estamos adiantados em relação ao seu prazo de entrega, meus produtores estão ajudando agilizar o trabalho, isso está surgindo um efeito grandioso, estou empolgado! — Mike falava numa animação incrível, parecia ele o criador do festival.
– Ah eu fico muito feliz com isso, Mike! Os empresários de mais duas bandas me ligaram essa semana, confirmando a vinda para o festival, e acredite meu caro... O Metallica irá se apresentar no seu espaço! — Adam ergueu as mãos para o alto com um sorriso que mal cabia à boca. Eu fiquei estática na hora e por um impulso levantei e dei um gritinho “gay”, de animação, já disse que não consigo me controlar quando sou surpreendida? Principalmente quando me informam que eu irei fotografar a minha banda predileta! Eu mal podia acreditar. Adam riu da minha animação e sabia que eu ia dar pelo menos, um pequeno “estrelismo”, quando ficasse sabendo sobre isso. Os outros presentes ali pareciam muito animados com essa noticia, afinal, quem não gosta de um bom e velho Metallica, hein? Só os loucos não gostam!
– Senhor Parker, o senhor deveria ter dado um aviso prévio pra eu não pagar esse mico aqui! Meu Deus, eu mal posso acreditar! – já estava vomitando arco-íris e o semblante de Adam era de satisfação por causar isso em mim, porque sabia que essa seria a reação dos fãs de Los Angeles, ao saberem que o Metallica iria se apresentar, depois de um longo tempo sem shows da banda, reflexo da estadia de James na reabilitação. Mas tudo voltou a ser como era antes, aqueles caras incríveis, juntos, novamente. Isso é de pirar o cabeção! Fiquei doida, literalmente. Continuamos ali em reunião, e descobri que a banda que estaria aqui hoje, seria o Nickelback, o Pearl Jam não pode vir, por conta de umas entrevistas já marcadas há muito tempo. Caras, vou falar pra vocês, esse festival promete e muito. Só bandas fodidas irão se apresentar e eu estava mais que ansiosa para fotografa-los, finalmente meu sonho de menina, estava se tornando realidade.
– Licença senhores, vim avisar que a banda já está presente lá no stage. – disse um rapaz loiro, dos olhos claros e pintinhas espalhadas pelo rosto pálido, ele era um dos funcionários de Adam, porém não me recordava o nome, se é que ele havia dito na minha presença.
– Então vamos conhecer os caras? Anne está preparada psicologicamente? Não irá ter uma convulsão né? – Adam disse divertido e riu do seu próprio comentário, me encarando. Eu apenas ri e fiquei púrpura de vergonha.
Fomos sendo guiados por Adam, até chegarmos à luz natural novamente, havia alguns raios de sol ultrapassando a barreira das nuvens grandes e cinzas, que cobriam o céu por inteiro. Gostava do tempo assim, era agradável. Logo que saímos pela lateral da base do palco que estava quase pronto, avistei um grupo de pessoas concentrados bem ao meio da futura plateia. Pude deduzir que eram os caras do Nickelback, meu coração começou a bater ao ritmo da Sapucaí, não é todo dia que você encontra bandas que só eram existentes em seu fone de ouvido, não é? Fomos nos aproximando da banda, que estava nos encarando com sorrisos magníficos. Logo chegamos ao encontro.
– Olá rapazes! E moça. – disse Adam, se referindo aos caras da banda e a... AVRIL LAVIGNE?! Mas que raios ela estava fazendo ali? Depois de uns segundos olhando para ela com os olhos arregalados, me toquei que ela estava namorando com Chad, o vocalista e me senti uma tapada por ter olhado para ela tipo “o que você faz aqui, sua baranga”. Não gente, eu não a odeio, só não curto o som dela, apenas achei meio estranho em pensar que ela se apresentaria ao meio de bandas tão... Do rock. Enfim.
– E aí Adam, caralho, esse lugar é incrível! – pronunciou Chad encantado com o lugar espaçoso. – Isso aqui vai ser um show muito foda, estamos muito felizes de nos apresentarmos no seu festival, junto com bandas fodasticamente, fodas. – ele dizia com os olhos claros brilhando. Assim voltou atenção aos membros da nossa equipe. – Ah me desculpem a ignorância, eu sou o Chad. — AH VÁ QUE VOCÊ É O CHAD E ESSA É A SUA BANDA, O NICKELBACK? Quase gargalhei com o meu pensamento idiota, mas me controlei e pronunciei um “Prazer, sou Anne” estendendo a mão e cumprimentando todos da banda.
– Prazer Anne, eu sou o Daniel. — caralho, achei que o Adair, o baterista, não era tão lindo assim pessoalmente, quase babei um oceano vidrada nos seus olhos claros, ele era lindo demais. Despertei-me do meu orgasmo interno (?) e soltei a mão dele delicadamente, ficando envergonhada com o olhar meio, malicioso dele.
Homens! Casados e ainda jogando charme pra qualquer mulher que aparece na sua frente, que coisa chata.
Continuei cumprimentando os outros membros da banda e simpatizei logo de cara com eles, mais ainda, porque eu curtia o som deles.
– Oi Anne, como está? – quando fui cumprimentar Avril com um aperto de mão, me surpreendi com um abraço caloroso da loira, fiquei meio desconcertada, mas retribui o abraço.
– Olá Avril, é um grande prazer conhecê-la, minha prima é muito sua fã, tanto que ela vai pirar horrores quando eu falar que eu te conheci. – ela riu gostosamente e sorriu para o “namorido”, orgulhosa do que acabara de ouvir.
– Ela irá vir para o festival? Gostaria de conhecê-la, quantos anos ela tem? – disse Avril empolgada e abraçada ao Chad, senti um ar possesso vindo dela tipo “ele é meu homem, chupem”, mas ignorei.
– Ela tem 15 anos, mas parece uma mulher já, ela é uma graça, vai gostar de conhecê-la. — eu disse amigavelmente.
– Com certeza irei, espero que ela venha, assim podemos nos conhecer. – eu apenas assenti positivamente, sorrindo, é claro. Achei que a simpatia toda da Avril era meio forçada, por estar perto do seu namorado e companheiros de banda, mas tudo bem, ela é a que menos importa aqui.
Conversamos por longos minutos ali parados, em pé, até começar a me dar uma dor desgraçada nas pernas, sou obesa e sedentária, problema? Adam vendo meu desconforto e a minha cara nada amigável, se pronunciou.
– Já que acertamos tudo, que tal irmos para um bar aqui perto? Comer alguma coisa, não sei vocês, mas meu estomago esta aplicando golpes de karatê aqui dentro. – disse Adam simpaticamente, causando a risada em todos.
– Vamos que eu estou a fim de beber! – se pronunciou Ryan, erguendo os braços no ar. Ri e os acompanhei até as vans.
– Acho que não tem necessidade de irmos de van, o bar é aqui perto... — disse Mike Kroeger, irmão de Chad e baixista da banda. Todos concordaram e eu revirei os olhos quando ninguém estava vendo, minhas pernas já estavam fodidamente doloridas, agora inventam de ir andando até o inferno só pra beber, quem sou eu pra discordar né. Andamos por uns cinco minutos e chegamos ao bar, até que não demoramos muito. Entramos no bar, que era típico daqueles filmes de motoqueiros sujos e rock n’ roll, me senti totalmente em casa, mesmo pelo fato de só existir eu e Avril de mulheres, mas estávamos rodeadas por homens, não teria perigo nenhum de algum engraçadinho querer vir mexer com a gente. Sentei-me num banquinho e apoiei os cotovelos no balcão, enquanto os outros foram se acomodar numa mesa no canto, não estávamos em um grande numero, só estava eu, Adam, Brian (um dos caras da equipe de som), Jake (um dos caras da produção) e os caras da banda e a Avril, que passaram despercebidos pelos bêbados, que já estavam pra lá de Bagdá.
– Oi, por favor, uma cerveja.
– Heineken?- perguntou o barman barrigudo, simpaticamente.
– Pode ser. — respondi e sorri para ele.
Estava esperando a volta do homem barriga (?), quando vi que Daniel delicia Adair se aproximava de onde eu estava, gelei e fingi que não vi a sua aproximação. Ele se sentou na banqueta ao meu lado e pediu para o barman que já voltava com a minha cerveja, uma Heineken. O barman entregou a minha e um copo, e voltou para dentro apanhar a cerveja de Daniel.
– Ora, uma mocinha bebendo Heineken? É meio forte pra você, não acha? – ele disse calmamente mantendo seus olhos presos sobre meu rosto, o olhei de canto de olho e sorri. Beberiquei minha cerveja e voltei minha atenção e direção ao belo homem ao meu lado.
– Na verdade, eu não acho que seja forte, já estou acostumada. – ri pelo nariz e ele me olhou surpreso, fazendo um bico de conformidade e balançando a cabeça positivamente, fitando o balcão por uns segundo.
– Tem quantos anos então, Anne? – OH MEU DEUS ELE DECOROU MEU NOME, VOU TER UM INFARTO ALI, PERA.
– Tenho 24, não parece, mas tenho. – ri e continuei firme no olhar direcionado ao dele. Ele sorriu lindamente e desviou o olhar para o barman que já trazia sua cerveja. Pronunciou um obrigado e despejou uma quantidade de liquido amarelo no copo, depois voltando sua atenção a mim.
– Realmente, não parece que tem 24 anos...
– Pareço mais velha? – arregalei os olhos, divertida.
Ele me olhou, pareceu me estudar por alguns segundos e abriu a boca pra falar, mas saiu apenas um gemido, de duvida.
– Er... bem... Não sei ao certo te responder isso – ele riu – Mas acho que você tem um rosto de menina e um corpo de uma mulher. Achei isso interessante e muito bonito. – ele voltou a fitar o mármore do balcão enquanto eu ficava roxa de vergonha. Dei um baita gole na minha cerveja e engasguei, comecei a tossir freneticamente, enquanto Daniel se desesperava e batia levemente nas minhas costas.
– AH MEU DEUS, TENTA RESPIRAR! — Ele quase gritava, eu não
conseguia respirar, achei que ia morrer (drama). Mas depois de vários olhares voltados para mim, o liquido finalmente desceu quente pela minha garganta e eu voltei aos poucos à cor normal.
– Que susto menina! Quase tive convulsão agora. Pega leve nas goladas hein. — Ele debochou da minha cara e se eu tivesse intimidade o bastante com ele, certamente iria mostrar meu medo médio. Mas eu tenho educação e sei utiliza-la.
Continuamos ali, numa conversa descontraída, rindo alto e todos da mesa nos lançavam olhares maliciosos, que nos quais apenas ignorei. Daniel era um homem casado, não havia motivos para aquelas ações de seus amigos. O celular dele tocou atrapalhando nossa conversa sobre tigres, sim eu amo tigres e havia encontrado alguém que amava também, fiquei super empolgada.
Daniel olhou para o visor do celular e revirou os olhos e bufou em seguida.
– Fala Brittany. — disse ele com a voz tediosa. Brittany, era a esposa de Adair, achei estranho ele a tratar daquela forma. Mas enfim, voltei a minha atenção para porção de batatas fritas, mas escutando a conversa do Daniel com sua esposa.
– Eu já disse que eu não vou voltar caralho! Qual é o seu problema hein? Já resolvemos isso, eu não vou voltar pra casa. — Ele disse alterado e eu arregalei os olhos ainda fitando as batatas.
– O que? Ah... você experimenta fazer isso que eu queimo todas as suas roupas. Faça isso e veremos quem vence nessa porra. — Ele desligou o celular na cara da mulher e eu prendi a respiração enquanto ele bufava e tomava de uma vez a terceira Heineken. Ele respirou fundo e fitou a garrafa, depois virou sua atenção a mim.
– Minha ex-mulher me deixa doido, sabe? – ele disse abaixando a cabeça e apoiando os braços musculosos sobre o mármore do balcão. EU OUVI ISSO MESMO? EX-MULHER? DEVO TER MORRIDO E IDO PRO PARAÍSO.
Controle-se Anne.
– Houve algum problema Daniel? Eu posso ajudar, sei lá?
– Não, quer dizer... Eu TÔ, vivendo num problema, e quero resolve-lo logo mas tem uma barreira chamada Brittany, que não me deixa prosseguir. – ele respirou fundo e levantou a cabeça em minha direção. Perdi-me na imensidão dos seus olhos claros e muito belos. – Mas infelizmente ninguém pode fazer nada pra me ajudar, só eu mesmo posso resolver isso, mas mesmo assim, obrigado por se preocupar. – disse ele meigamente, acariciando com as pontas dos dedos, meu rosto. Gelei, travei e me desesperei internamente com esse seu toque, ele continuava firme com seu olhar penetrante, me fazendo o encarar. Um sino soou em sua cabeça fazendo- despertar e voltando a sua realidade. Ele colocou a mão no bolso dianteiro e retirou o dinheiro e pagou nossas cervejas e as minhas batatas.
– Ei! Não precisava pagar tudo Daniel! — eu disse fazendo cara assustada causando um riso nele.
– Não me importo de pagar pra você. — OK ISSO SOOU ESTRANHO NA MINHA MENTE POLUIDA, MAS CONTINUEI NA MESMA POSE SEM ME DEIXAR LEVAR NA MALICIA. Sorri amigavelmente, ele se aproximou em minha direção deu um beijo em minha bochecha, demoradamente. – Gostei muito da sua companhia, mas infelizmente vou ter que voar pra casa antes que a vaca da Brittany acabe com a minha bateria, ela ta louca, só pode. – ele coçou a testa e riu. – Vai fazer alguma coisa hoje à noite?
– Não...
– Aceita sair comigo pra ir... sei lá... Jantar? – Daniel pareceu se enrolar com as palavras e tive a impressão de nervosismo vindo dele, mas o que? ELE É DANIEL ADAIR. Devo tá doida.
– Nossa... Adoraria! Mas isso não complicaria com a sua
esposa?
– EX-ESPOSA! – Ele ressaltou, o que me fez assustar com a
sua drástica mudança no tom da voz. – Ah, me desculpe, é que me da nojo só de ouvir “sua esposa”, quanto menos me lembrarem que eu AINDA sou casado com aquela louca perante a lei, melhor.
– Ah me desculpe Daniel, é que eu não sabia que vocês...er... hum...
– Tudo bem Anne, fica tranquila tá? – Ele sorriu – Bem, vou indo nessa... ah mas antes me passa seu numero, pra você me explicar depois onde mora.
Trocamos os números e ele se virou e foi se despedir dos amigos de banda, e quando já atravessava a grande porta de madeira velha, ele se virou pronunciou um “até mais” mudo, acompanhado de um sorriso lindo. Quase enfartei e fiquei estática na banqueta, digerindo tudo que havia acontecido...
Eu ia sair com o... Daniel Adair... Meu Deus se for um sonho não me acorde.
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