Nobody Breaks My Heart
14 A new friend...
Notas iniciais
Boa leitura.
Assim que Daniel saiu do bar, um homem de estatura média e um pouco forte, com cabelos quase ruivos e os olhos tão azuis quanto os de Chad, adentrou ao local e foi em direção à mesa, onde Adam estava. O mesmo levantou com um sorriso radiante e apresentou o rapaz para todos da mesa, que também o saudaram. Adam trocou algumas palavras com o misterioso rapaz dos olhos claros e em seguida, virou-se em minha direção sorrindo, e falando algo para o homem ao seu lado, sobre mim. Morri de vergonha e não sabia o que fazer, levantei da banqueta por um impulso e fui em direção a eles, com um sorriso mais amarelo que a gema de um ovo.
– Então Jones, essa é a belíssima Anne, sua companheira de fotografia. – WOW! Ele era bem mais bonito de perto, uma beleza escandalosa que meus olhos agradeceram.
Meu Deus Anne, se controla! Hoje você está impossível.
– Olá Anne, muito prazer, sou Jones, mas me chame de Ren – O rapaz muito bonito estendeu a mão em um gesto de formalidade, então eu a apertei na mesma intenção, ainda com aquele sorriso tremulo na cara.
– Oi Ren... Muito prazer. – assim olhei para Adam, quase suplicando pra que ele continuasse a conversa, mas o filho de uma égua manca, apenas me olhou e disse:
– Bem, vou deixar vocês se conhecerem melhor. — então ele virou a atenção para Jones/Ren. – Sei que você irá adorar a companhia da Anne, Jones. Ela é uma garota formidável e muito talentosa, vocês dois serão uma dupla de sucesso na fotografia! Posso até imaginar, meus caros! — Disse ele com uma empolgação divina, erguendo os braços pra cima e talvez visualizando o nosso futuro. Eu e Ren/Jones. Juntos. Apenas dei uma risadinha e acompanhei com os olhos, Adam me abandonar ali, sem saber o que fazer.
– Bom... Então... — Jones parecia que se encontrava no mesmo precipício interno, sem saber o que fazer, disse:
– Vamos sentar? Quer beber algo? Olha, eu pedi uma porção de batatas, mas eu nem comi muito, se quiser, pode come-las. – isso Anne, ofereça os seus restos para o rapaz, os gatinhos adoram um romantismo, sua vaca louca.
Fiquei meio desconcertada pelo que acabara de falar, mas Jones pareceu não se importar tanto com a minha bobagem, muito pelo contrário, ele beliscou uma das batatas, e eu me senti satisfeita com isso, um mico a menos né, querida.
– Muito obrigado por me oferecer uma de suas batatas, Anne. — Ele riu pelo nariz, e se sentou na banqueta ao meu lado. Eu sorri.
– Tudo bem... Fique a vontade. — eu já não sabia em que assunto entrar e novamente o desespero tomou conta de mim. Alguns segundos turturantes de silencio se instalou, logo sendo cortado pelo voz grave de Jones/Ren.
– Já que vamos ter que conviver juntos durante algum tempo, acho bom começarmos uma conversa pelo menos né. — Ele disse divertidamente e riu alto. Eu o acompanhei assentindo. – Só que eu não tenho ideia da uma conversa decente, eu fico assim perto de garotas tão lindas, como você. — fiquei rosa, vermelha, roxa, purpura, azul e preta, de tanta vergonha, ele apenas deu um sorrisinho malicioso e bebericou sua bebida, que tinha pedido ao barman.
– Ah muito obrigada pelo... Elogio Jones.
– Por favor, me chame de Ren, é muito melhor, Jones é algo mais... Formal. — Ele me olhou com seus olhos cintilantes.
– Mas por que, "Ren"?- fiz uma cara de confusa.
– Ah... Ren é meu apelido, meus pais e amigos me chamam assim, na verdade preferia que todos me chamassem assim, eu gosto de Ren.
– Mas seu nome é o que então? — eu disse divertida, comendo uma das minhas batatas que agora, estavam em poder do Jones, quer dizer, Ren.
– Meu nome é Johnny. Johnny Jones. — Ele riu do seu próprio nome.
– Uau! sua mãe deveria ser rapper. — eu ri gostosamente e ele me acompanhou, assentindo.
– Realmente, ela deveria. — Ele disse já se recuperando das risadas e prosseguiu. – Mas então, eu não gosto do meu nome, geralmente nunca falo para as pessoas, todos me chamam de Ren ou Jones.
– Mas por que, “Ren”? — refiz minha pergunta, parecendo um disco riscado.
– Quando eu era bem pequeno, minha mãe lia uma história de um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, o nome do príncipe era Dhiren, mas no livro inteiro, ele era citado como Ren. — Ren fez uma pausa para beber e eu nem piscava, incentivando-o a contar mais sobre a origem de seu apelido. – Ren foi transformado em um tigre e só a Kelsey, uma garota órfã que foi contratada por um circo para cuidar de um lindo tigre branco, poderia ajuda-lo a quebrar essa maldição. — Ele pausou, me encarou e deu uma leve risada da minha cara. – Quer que eu continue Anne?
– CLARO! Continue, por favor, estou gostando. — eu disse empolgada, adorava boas histórias.
– Então... Eu não vou contar as partes principais pra você. — O rapaz disse debochado e eu resmunguei. – Ei, nada de resmungo mocinha! – ele riu. – Eu tenho esse livro em casa, e posso te emprestar, claro se você quiser, eu realmente recomendo esse livro. — meus olhos brilharam mais que o brilho ofuscante da lua.
– Claro que eu quero!- eu disse em êxtase. – Mas você ainda não me disse o porquê do seu apelido ser o nome do tigre...
– Ah então, eu amava essa história, é um livro bem grande, então rendia boas noites com a minha mãe sentada ao pé da minha cama lendo-o para mim. — Ren sorriu docemente e continuou. – Nos dias ensolarados lá no Brasil, eu ficava correndo pelo quintal gramado da minha casa, fingindo ser um tigre, o Ren pra ser exato, eu queria ser tão ágil, grande e forte como ele. Eu queria ser um gato gigante! – ele riu e fitou o balcão ainda sorrindo, parecia que aquele assunto o agradava e trazia boas lembranças. – Minha mãe, fingia ser o mago que amaldiçoou Ren, e corria atrás de mim enquanto eu gritava e encarava meu personagem, da forma mais séria possível, para mim aquilo não era uma brincadeira, eu realmente me sentia o Ren. Eu amava tanto quando minha mãe lia esse livro pra mim, minha mente vagava quando as palavras da autora eram pronunciadas e atingia a minha alma, eu adorava. — a expressão dele havia ficado... Triste?! Será que isso é tão intimo que mexe com ele? Ren fitava o mármore preto e podia jurar que seus olhos estavam marejados.
– Ren... Tá tudo bem? Você está... Chorando? — preocupei-me e me inclinei em sua direção, passando a mão em suas costas em um gesto de conforto, não sei em qual ponto dessa história havia afetado o rapaz.
– Não estou chorando Anne, fica tranquila. — Ele mostrou seus dentes alinhados e brancos, sorrindo. Mas podia ver em seus olhos, a dor. – Eu só fico emocionado, quando me lembro da minha mãe... Desculpe-me por isso Anne, você não tem nada a ver com esse meu eu, deprimido.
– Imagina Ren! Eu quero te ajudar, o que aconteceu com a sua mãe? Você se permite falar dela? Olha, eu sempre acho melhor dividir problemas com pessoas que a gente gosta, eu acho um alívio, sei que nós não somos tão íntimos assim, mas se eu puder ajudar e você se sentir a vontade com isso, eu estou aqui pra te ouvir, Ren. — abri um sorriso, o confortando e o encorajando a se abrir comigo, fazia poucas horas que havíamos nos conhecido, mas Ren já me passava um conforto, ele era uma companhia muito agradável e realmente, me deixava triste ve-lo daquela forma, tão frágil e perdido.
– Não acho justo te envolver na minha tristeza Anne, muito obrigado pelo apoio, mas prefiro não falar sobre isso... por enquanto. — Ele se sentiu incomodado com isso e eu sorri.
– Tudo bem Ren, fica tranquilo tá? Se precisar se abrir comigo, pode falar, estarei aqui. — Ele me olhou e fitou meu rosto durante alguns segundo, logo, assentiu e ousou me abraçar.
– Muito obrigado Anne, de verdade, às vezes preciso de um ombro amigo. — Ele riu e se distanciou no meu corpo. – Nossa, estou parecendo um viado, lamentando e chorando no ombro de uma mulher. — o belo rapaz pousou as costas de sua mão sobre a testa, fazendo uma pose dramática/gay. Eu ri de seu gesto. – Como eu sou besta.
– Claro que não Ren, isso mostra que você é um homem de verdade, que tem sentimentos, quanto a isso, não se preocupa. — sorri amigavelmente e ele plagiou meu movimento, me fitando.
Nossos olhares foram quebrados por Adam.
– Com licença garotos, já estamos indo embora, vão ficar ai ou vão nos acompanhar?
– Eu já vou indo Adam, tenho que almoçar com a Laís, antes que ela dê a luz a um elefante, de tanta raiva. — eu ri, Ren riu, Adam riu, e todos riram. A doida.
– Então vamos todos. — disse Ren, pagando o barman e em seguida passou a andar ao meu lado.
Andamos até a área do festival, me despedi de Ren com um abraço, o mesmo iria ficar com Adam e os outros, mas antes, Adam me levou até seu estúdio para que eu apanhasse meu carro.
– Vai com Deus Anne, qualquer coisa me ligue, estarei com o celular. — Adam me abraçou e seguiu seu caminho para a van, dando a partida na mesma, acenei para ele e entrei no meu carro, indo para casa.
Notas finais
NÃO ESQUEÇAM O REVIEW!
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