Holly chega de carro as 7:00 em ponto como combinado e acompanhada de Greg, nosso amigo do colegial, Holly sempre foi minha amiga desde que cheguei aqui então quando saímos da escola ela vinha brincar em minha casa, mas toda vez ela falava que o quintal era assustador que nem filme de terror.

— So um minuto vou pega minha bolsa — digo abrindo a porta.

— Não ta achando que vai assim neh? — ela arquear a sobrancelha e cruzar os braços. — Que parte de sexy você não entendeu?

— Ei!, isso e sexy — Eu pisco pra ela e sorrio.

— Você so pode ta brincando neh isso ta mas pra uma Noviça que vai pra igreja.

— Ou uma Mary Louise tentando ser sexy — diz Greg sorrindo, e eu fuzilo ele com o olhar.

— Aprenda querida isso e sexy — diz Holly dando uma volta de demonstração, e de fato ela estava sexy seu cabelo loiro cacheado estava solto, e ela usava um vestido vermelho com manga curto que destacava todas as curvas de seu corpo ele não era longo e nem curto, tinha uma medida certa e pra completar o look ela usava um salto cor de vinho lindo. — Ate o greg ta mas Sexy que você!

Eu fico de boca aberta não porque ela estava certa, pois greg de fato estava bonito com seu jeans escuro e uma camisa azul que combinavam com a cor de seus olhos, Ver Holly elogiar greg era uma coisa muito raras de se ver vindo da parte dela, pois eles eram amigo mas viviam brigando e sempre sobrava pra mim separa.

— Esperai — Eu falo jogando as mãos pro alto e ela me encara com um olhar mortal. — você falou mesmo oque eu ouvir ?

— Oque exatamente você pensa que eu falei. — ela cruza os braços e bate os pés.

— Que o Greg esta sexy? — dou um sorriso diabólico.

— Ei!, não foi bem assim que eu disse — ela diz irritada.

— Claro, que foi assim — Diz greg se vangloriando. — Mas isso, não é nenhuma surpresa pra mim.

— Mas isso, não é nenhuma surpresa pra mim — ela repete oque ele diz com uma voz afinada e ridícula. — Te enxerga garoto, acha mesmo que você e tudo isso?

— Tudo — ele diz fingindo pentear o cabelo. — E, muito mais — ele pisca um dos olhos pra ela e eu dou uma risadinha abafada.

— Desculpe te tirar de sua fantasia — ela estalos os dedos. — Mas aqui e vida real.

— Vocês não tem que ir pra uma festa? — Pergunta Ryan descendo as escadas e assustando todos.

— Temos sim pequeno Ryan — Diz Holly sorrindo.

— Vocês vão se atrasar se ficarem ai discutindo.

— Não, vamos não — ela poe a mão na cintura. — Não era pra você está dormindo criança.

— Não — Ele para perto da porta da cozinha. — Sabe que foi um erro estacionar o carro num lamaçal?

— Quem disse que eu estacionei num lamaçal — diz Greg arqueando a sobrancelha.

— Eu to dizendo — Ele diz calmo e entra na cozinha.

— Seu irmão e sempre assim? — Greg me encara intrigado.

— Oque você que dizer com "E sempre assim" — digo fazendo aspas com os dedos:

— Humm... — Ele coça a Cabeça e encara o chão. — Meio bizarro.

— Esperai oque você disse — Eu dou um passo a frente pra ficar cara a cara com ele.

— Nada...não — diz ele gaguejando.

— E bom mesmo Greg — digo duramente.

— Acho melhor eu ir ver meu carro — ele da um sorriso sem graça.

— Isso mesmo bobalhão, enquanto isso eu vou da um pulinho no guarda roupa de mary, e pega uma roupa mas decente.

— Ei! eu to decente!

— Isso — diz ela me olhando de cabeça aos Pés. — pra mim é indecente, agora vamos logo.

Holly não precisou nem da minha permissão pra mexer no meu guarda roupa, ela saiu espalhando as minhas roupas pelo quarto ate encontrar algo que agradava ela e com relutância pus a oque me pediu, uma blusa tomara que caia e um jeans justo e um saltinho.

Quando finalmente saímos de casa, Ryan estava certo com relação de Greg ter estacionado no atoleiro, e tivemos que fica quase meia hora tentando desatola o carro e quando finalmente conseguimos ja estávamos atrasados, e Holly fez questão de ficar reclamando o caminho todo ate o tal lugar, que ela se recusou a me dizer onde era, e ficava falando:

— Você vai amar o lugar, um amigo meu garantiu que era a sensação do momento.

— Okay Holly, acredito em você.

Na verdade, eu não acreditava ate chegarmos no tal lugar "A sensação do momento", eu quase debochei dela quando vi um prédio residencial velho, Mas quando entramos no elevador era surpreendente moderno, e dentro tinha um Homem todo de preto e mal encarado, que estava em posição de guarda:

— A felicidade somos nos que escolhemos — diz Holly olhando pro guarda e logo em seguida ele tira um radio comunicado do bolso, e diz algo em alguma língua estrangeira e depois o elevador começa a se mover.

Quando finalmente saímos do elevador eu não acreditava no que via pois o lugar era incrível, tinha uma pista de dança com luzes no chão, um sofá de veludo enorme perto das mesas de bilhar e um balcão de barman enorme no canto do salão. Aquele lugar estava lotado de gente e a musica eletrônica tocava a todo vapor no ambiente, Holly me puxa pelo braço em direção a uma mesa e diz quase gritando :

— Oque acho?

"Incrível " digo entre os lábios, e ela sorrir diabolicamente, Holly não perde tempo pra ir dançar, e nem greg que foi acompanhar ela ate a pista e eu fiquei ali na mesa observando e bebendo, Quando finalmente tenho coragem suficiente pra ir a pista de dança, uma pessoa em especial me chama a atenção, e meu coração quase sair pela boca quando vejo o rapaz que atendi hoje na loja, ele estava maravilhoso com sua camisa verde e um jeans escuro, ele me observar atentamente e nem se incomoda em disfarça assim que encaro ele, e tenho uma súbita vontade de ir ate ele, Começo a ir em direção a sua mesa e logo ele dá um sorriso galanteador. Então ao chegar perto o suficiente de sua mesa começo a me desespera, eu vim ate aqui, mas não faço a mínima ideia do que dizer, e droga porque diacho eu to aqui? e o que devo fala?.

— Eh... — Começo, mas não sair nada além disso.

— Esta perdida criança? — Ele me interromper, criança eu? serio isso.

— Não, não estou e não sou criança.

— Não é o que parece — ele diz arrogante e tomar mas um gole de seu drink.

— Você também, não tem cara de velho.

— Não mesmo .

— Argh, oque faz aqui.

— Isso quem deve pergunta sou eu criança.

— Ja disse que não sou criança.

— Ja disse que não é oque parece.

— Foda-se — digo irritada.

Ele da um sorriso de deboche e da outro gole de sua bebida.

— Que palavra mas feia pra uma criança dizer.

— Não sou criança idiota.

— Tanto faz — ele fala com desdém

Que cara irritante, oque diacho eu vim fazer aqui, eu me pergunto. Eu dou meia volta pisando duro, em direção a pista de dança a procura de Holly e Greg. Mas estava difícil de encontrar pois a pista estava lotada de gente. Eu tento liga pra ela mas so caixa postal. Eu volto pra minha mesa espero alguns minutos mas nada, eu tento o celular Greg mas tocar e ninguém atender, meu celular começa a vibra e logo corro pra atender mas logo me decepciono o celular estava descarregado ate isso agora.

Que ótimo além de sozinha estou em território desconhecido como e que vou volta pra casa numa horas dessa sem carro, sabia que era roubada pra min vim pra esse festa, eu devia te ficado em casa fazendo companhia pro meu irmãozinho, oh céus me de uma luz e jogo as mão pro alto.

—Esta perdida criança.

Eu fecho os olhos e respiro fundo e digo:

— Não!

— Tem certeza?

— Tenho absoluta certeza.

— Não acredito em você.

— Não preciso que acredite.

— Hum, que seja — Ele dar nos ombros.

Eu fico ali parada olhando pro lado e pro outro sem direção pra onde ir, E ele continua me observado atentamente. Quando finalmente me irrito eu começo a andar pelo estacionamento e ele me segue a apenas dois passas de distancia.

— Que para de me seguir! — Eu grito e me viro pra encara ele.

— Não dar — Ele sorri cinicamente. -, Mas posso te dar uma carona.

— Não preciso.

— Ah e mesmo, então me diga como vai volta pra casa?

— De carro.

— Que carro?

— Do meu amigo.

— Que amigos ?

— Ah, que para de fazer tantas perguntas.

— Ate você não me convencer que pode ir para casa sem a minha ajuda, eu não vou sair daqui.

— Pro inferno você, acha mesmo que vou dar tanta informação, Não te ensinaram o negócio de não fala com estranhos?

— Já, e você não cumpriu essa regrinha.

Eu reviro os olhos e permaneço calada por quase 20 min, esperando que ele se entedie e va embora mas infelizmente isso não acontece. Meus pés logo começam a doer e começo a fica inquieta, por que Holly e nem greg vieram me procura ainda, Nossa eles esqueceram mesmo de mim , Ah que se dane, não vou mas fica aqui plantada feito idiota.

— Como posso ter certeza que você não e um aliciador?

Ele da um sorriso torto e se desencosta do poste e começa a ir em direção ao prédio onde ficava a tal boate. ah que ótimo agora o idiota resolve me deixa aqui so porque falei que ele poderia ser um aliciador. Eu bufo de raiva e me sento no chão, além de perdida eu to sozinha.

Depois de alguns minutos, vejo um carro preto vindo em minha direção, meu coração começa a bate mas forte, ai droga eu não devia ter ficado aqui sozinha, bem que aquele idiota aqui não seria tão ruim, quem que fosse o psicopata no carro eu não ia ficar pra saber e logo me apresso em levanta do chão e começo a anda apressadamente em direção ao edifício, mas a cada passo apressado que dou o carro vai me seguindo no mesmo ritmo que eu.

Estou aponto de correr quando o vidro escuro começa a baixar, meu coração começa a bater mas forte ainda, e assim que para vejo o idiota do cara da boate com um sorriso maroto estampado no rosto. Ai se eu pudesse matar esse nojento agora, pena que ele e minha carona pra casa.

— Fugindo de alguma coisa? — seu sorriso se alargar mais ainda.

— Talvez de um psicopata — digo, furiosa.

— Oh! — ele faz uma cara de assustado. — Precisa de ajudar pra fugir dele?

— Talvez sim, mas você não seria a pessoa mais indicada pra isso.

— Por que não?

— Por que um psicopata ajudaria uma vítima?

— Es uma boa pergunta — ele finge fica pensativo e coça a barba. — Talvez ele seja apenas um psicopata bonzinho.

— Isso não faz sentido nenhum, ah! oque esperar de um psicopata.

— Pois saiba que eles são muito inteligentes. — Ele arquear as sobrancelha e diz. — Afinal criança você vai ou não querer a carona?

— Não sei.

— Como não?, quem diabos sabe então?

— Você acha mesmo que vou pegar carona com um estranho assim de boa!

— Por que acha que vou fazer mal pra você?, se eu quisesse fazer isso teria feito a meia hora atrás.

Eu reflito por um momento pois ele estava certo, então decido aceita a carona dele, o caminho pra casa foi tranquilo e sem muitas perguntas além do necessário. Mesmo ele ter mostrado ser de confiança eu não ousei dizer onde era minha casa então pedir pra ele para na rua um pouco depois da minha, e sem delongas eu sair apressadamente do carro e acenei com a cabeça e esperei ele ir, pra poder seguir meu caminho.

Quando chego em casa as luzes da sala estava ligado, oque era estranho pois devia ser tarde e Ryan devia esta dormindo. Eu chego na varanda e logo ouso passo inquietos pela sala, eu destranco a porta e entro em casa, e vejo Ryan com o telefone na mão e muito preocupado e logo tomo isso como um mal sinal e sinto que algo de errado:

— Ryan, oque há? — digo me aproximando dele e logo ele se vira e vejo que andou chorando.

— Mary — ele diz correndo pro meus braços e me aperta forte e começa a soluçar.

— Ryan, por que esta chorando maninho?

— Ela, ela, passou mal — diz ele com a voz trêmula.

— Quem? — pergunto entrando em desespero. — maninho me diga quem foi?

— A vovó — ele diz entre soluços.

— Oh céus — eu sussurro baixinho tentando manter a calma — cadê ela Ryan?

— Eu liguei pra emergência e levaram ela, mas não pude ir, eles não me deixaram ir com ela, eu tentei, eu juro que tentei mary.

— shii, esta tudo bem maninho, eu sei que você tentou, vai ficar tudo bem — Eu aperto ele ainda mas, tentando acalmar ele.

— Precisamos ver como ela está mary — ele diz com desesperos.

— Não Ryan, vai ficar tudo bem com ela, amanhã bem cedo vamos vê-la.

— Não mary precisamos ir agora , ela pode ta precisando de nós.

— Melhor você descansar um pouco maninho, ai depois vamos okay ?

— Eu não to cansado! — ele diz, e começa a subir as escadas.

Logo vou atrás dele, e vejo que ele entra no ultimo quarto do corredor onde ficava o quarto da vovó, eu entro e vejo ele debaixo das cobertas dela encolhido, eu me aproximo da cama dela e puxo as cobertas e me enfio em baixo dela junto com ele e o abraço e sussurro em seu ouvido.

— Não foi nada grave, você vai ver.

— Por que todos me abandonam? — ele sussurra.

— Não fale assim, eu não te abandonei.

— Ainda não mais vai, assim como mamãe e papai.

— Eu nunca vou te abandonar maninho — eu aperto ele ainda mais e dou um beijo em sua testa. — Nunca se esqueça disso.

— Você prometi? — ele me olha nos meus olhos profundamente.

— Prometo, e não importa oque aconteça eu sempre vou levar você comigo não importa pra onde eu for.

— Mary?

— Sim.

— Por que mamãe e papai nos abandonou?

— Eu não sei.

E não sabia mesmo, Ryan e eu formos largados aqui como se fossemos brinquedos velhos, desde então nos dois nunca tivemos sequer notícias de nossos pais, eu desisti de querer saber o por que pois pra mim não valeria a pena. Ryan no começo, todos os dias perguntava quando íamos volta para casa e chorava toda noite quando eu dizia que talvez nunca voltássemos, vovó nesses últimos anos tem sido como uma mãe pra nós, e acho que o maior medo de ryan e que eu vá abandonar ele assim como mamãe e papai fez conosco.