No Compartimento do Expresso de Hogwarts
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Jack's POV
Assim que acordei, levantei-me o mais rápido e silenciosamente que consegui, não querendo incomodar Annabeth e Percy. Tomei meu banho, e quando voltei ao quarto vesti o que sempre visto: jeans, tênis, e meu surrado moletom azul, que tinha algumas partes congeladas. Sempre tinha.
Desci para a cozinha, só para encontrar Annabeth beijando o namorado vigorosamente. Pigarrei.
– Bom dia.
– Bom dia Jack — disse Annabeth, visivelmente constrangida.
– Oi Jack — Percy falou.
– Oi Percy — respondi secamente. Não era nada pessoal com Percy, era simplesmente meu tom comum.
Peguei sorvete na geladeira. Eu gostava de comida gelada, não importava o horário. Além do quê, já havia comido sorvete no café da manhã. Annabeth não fazia objeção, afinal ela também fazia isso de vez em quando. Mas fui comer no quarto, porque realmente não queria atrapalhar... o que quer que eles estivessem fazendo; podia ser beijar ou tentar tirar um pedaço de comida dos dentes um do outro com a boca.
Arrumei tudo e desci, agora sem medo de atrapalhar. Os dois tinham se vestido, e Percy foi pegar o carro.
No caminho pensei sobre minha vida. Eu vivia com minha irmã Annabeth e seu namorado/marido/noivo/qualquer coisa, Percy. Viviamos assim fazia dois anos, quando nossos pais faleceram. Percy e Annabeth eram amigos desde Hogwarts, e viraram namorados naquele ano. Então Percy foi morar lá em casa. Os dois trabalhavam como aurores. E eu... bom, eu congelava a maioria das coisas que tocava.
Quando chegamos em King's Cross, despedi-me deles na hora. Eles deviam querer ficar sozinhos...
Então comecei a procurar a plataforma 9¾. Entrei lá, e procurei algum compartimento para me sentar. Acabei entrando em um onde um garoto com cabelo castanho e uma garota ruiva, cujo cabelo parecia uma juba, conversavam animadamente. Quando me viu, a garota ficou surpresa. Talvez fosse o fato de o meu cabelo ser branco, completamente branco. E de ter um pouco de gelo nele, sendo que era outono. O normal de sempre.
– Posso me sentar?
Eles se entreolharam e responderam em uníssono:
– É claro!
Então me sentei no banco ao lado da garota, mas bem perto da janela.
Quando o trem começou a partir, ouvimos, do lado de fora do compartimento, um gritinho e vimos uma garota agarrada a metros de seu cabelo dourado cair no chão.
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