No Acampamento Assombroso - INTERATIVA
3 a primeira aparição
Notas iniciais
Eu e o Sora sentamos no tapete como não tinha mais coisas pra fazer. Enquanto eu olhava pra ele, eu percebi que nas suas costas tinha o numero 00 marcado a ferro quente, como faziam antigamente.
Eu fiquei horrorizada! Nunca imaginaria que alguém pudesse ser marcado a ferro. O Sora percebeu que eu estava olhando as costas dele e falou:
—isso aqui? Foi quando eu era pirralho ainda. Você sabe, todos no colégio tem habilidades ou poderes próprios, e todas essas pessoas passaram por experiências feitas pela humanidade ou qualquer outra coisa. Deve ter gente com uma historia melhor que a desses zeros. Mas você quer ouvir?
Do nada ele tinha perguntando se eu queria ouvir a historia que mudou a vida dele pra sempre, foi muito repentino, mas eu não recusei, eu fiz um sinal positivo com a cabeça. Ele estalou um dos dedos usando apenas o dedão e disse:
—bem, quando eu era pequeno, um grupo de pesquisadores ilegais invadiram minha casa e mataram meus pais, depois me levaram até um laboratório, colocaram essa marca em mim e conseguiram modificar geneticamente meus olhos e cérebro com uma energia desconhecida, encontrada no espaço. Depois que eu aprendi a controlar essa energia, eu dei um jeito de fugir e agora estou aqui, sentando do seu lado. Mas até esse dia, demorou uns 7 anos. Agora eu vou te mostrar o meu poder.
Ele levantou e estalou os dedos. Do nada, apareceu uma coisa igual ao desenho que tem na camisa do Sora, com o olho vermelho esquerdo.
O Sora virou pra mim e eu vi, o olho direito dele estava fechado e o olho esquerdo dele estava em um vermelho brilhante. Ele apontou aquela caveira pra fora da casa e estalou os dedos de novo.
Aquela caveira soltou um raio azul grosso pela boca, depois o Sora levantou a mão, a caveira sumiu e o olho dele apagou.
Ele estalou as costas dizendo:
—é isso. Essas caveiras são muito uteis, dá pra fazer um monte de coisas com elas, não só atirar. Mas eu não posso ficar abusando muito disso, se eu ficar usando essa habilidade sem cuidado nenhum, eu posso ficar cego ou queimar toda a estimativa da minha vida em um piscar de olhos. Eu posso criar quantas caveiras eu quiser, mas não posso disparar com elas muito.
Eu fiquei em silencio, não dava pra falar nada.
Antes que percebêssemos, ficou de noite. E não foi uma noite estrelada, estava um breu.
Visão: Yukira Sora.
Eu sentei de volta no tapete e perguntei:
—e você Mira, qual a sua habilidade?
Ela pensou um pouco e disse:
—eu consigo conversar com espíritos dos mortos. Isso é um pouco assustador, as vezes alguns espíritos falam comigo a noite e não me deixam dormir direito, por isso que eu nunca consigo me concentrar nas aulas. Eu não lembro como, mas acho que eu estava em um culto e algo deu errado. Eu não lembro como eu cheguei lá ou qual era o motivo do culto, mas desde aquele dia, eu venho conversando com espíritos.
Wow. Essa historia dispensa comentários.
Nós dois ficamos esperando até que eu senti uma coisa ruim, acho que tinha alguma coisa passando por perto. A Mira também sentiu, então ela perguntou:
—sentiu isso?
Eu respondi:
—sim, o que você acha que era?
Ela pensou um pouco e respondeu:
—não sei, nunca senti nenhum espirito que desse uma sensação como essa.
Eu peguei meu celular e liguei a câmera dele na visão noturna, depois disse:
—eu vou ver se consigo ver alguma coisa. Ou pelo menos tentar achar um caminho de volta pro acampamento.
A chuva já estava parando, mas eu não me importei naquela hora.
Estava tudo escuro, eu peguei minha lanterna, dei ela pra Mira e djsse:
—Mira, ilumina aonde você estiver olhando que eu vejo o resto pela visão noturna.
Eu aproveitei que aquela sensação ainda não tinha voltado e sequei a camisa atirando perto dela com uma caveira, depois vesti ela.
Enquanto eu olhava, eu começava a suar com a tenção, a Mira também estava.
Eu acabei vendo uma coisa passando pela câmera, essa coisa começou a passar e chegar mais perto.
Eu liguei o foda-se, peguei a mão da Mira e falei:
—é hoje!
Nós saímos vazado de lá, eu dei meu celular pra Mira e ela me entregou a lanterna.
Enquanto corríamos, eu ouvi a Mira dizendo:
—Sora, ele está chegando perto!
Eu peguei ela nas costas e acelerei o mais rápido que deu pra fugir daquela porra. Eu não queria testar pra ver o que aquilo fazia, não queria mesmo. Só aquela sensação já gelou minha espinha inteira.
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