Notas iniciais
Visão: Yukira Sora
Corremos mais um pouco até que eu achei uma coisa que me deixou de olhos arregalados. Era o corpo de um homem totalmente mutilado, pregado pela cabeça apenas por um galho sem ponta.
A Mira ficou enjoada com o cheiro da carne daquele cara se decompondo e quase vomitou.
Já eu, eu tirei o galho da cabeça dele usando bastante força, o corpo caiu no chão.
Quando o corpo caiu, eu vi do lado dele uma coisa que me chamou a atenção, era um livro. Como tinha caído sangue nele, provavelmente algumas partes estariam ilegíveis, mas eu peguei mesmo assim.
Eu e a Mira continuamos até voltar pro acampamento. Voltamos sem fazer barulho nenhum. Eu entrei na minha cabana me esgueirando pelos cantos sem acordar ninguém, deitei na minha cama e deixei o corpo descansar, mas eu não dormi.
Eu não sei a Mira, mas por mais que eu tentasse, eu não conseguia dormir. Eu peguei aquele livro e fiz uma luz usando o celular, então comecei a dar uma olhada nele.
Estavam escritos varias coisas interessantes nele sobre esse acampamento, coisas como a historia dele até um ponto aonde começou toda essa palhaçada.
Dizia que o melhor amigo do autor foi morto afogado por uns caras da mesma sala que ele, o autor não pode fazer nada porque estava dormindo.
Algumas partes estavam manchadas com o sangue e com tinta, aquele livro realmente estava na merda, mas eu ainda conseguia ler.
Enquanto eu lia, eu vi um desenho que me fez tremer nas bases. Era um homem magro e alto, mais ou menos 3 metros.Com umas unhas que pareciam facões, os olhos dele eram totalmente brancos e a cara dele me dava arrepios. O cara estava sem camisa e usando um shorts meio azulado, mas rasgado.
Embaixo do monstro, estava escrito: RAKE.
A letra é bizarra, parecia que ele tinha escrito com a mão tremendo, mas estava escrito bem assim o nome “RAKE”, provavelmente o nome que o cara deu a aquele bicho.
Eu peguei minha mochila, coloquei em cima da cama e abri ela olhando só com a lanterna mesmo, enquanto procurava algumas coisas, eu achei uma câmera de filmagem.
Pelo que eu li naquele livro, não tem só o RAKE aqui, tem vários fantasmas por ai, mas o RAKE é o que mais me chamou a atenção por causa do cara de antes, o corpo dele tinha umas fatias cortadas mesmo. Mas a câmera seria pra ver aquele fantasma de antes, pelo que eu li no livro, ele é visível apenas através das fotos ou filmagens tirada dele. Junto daquela parte, tinha a foto de uma garotinha usando um vestido branco com sangue escorrendo dos olhos.
Eu decidi parar por ali mesmo no livro, vai que esses fantasmas começam a me caçar vivo e me penduram em um galho com o corpo parecendo uma carne moída de segunda.
Assim que eu guardei as minhas coisas, eu sentei na minha cama já que eu tinha levantado pra pegar a mochila, comecei a rir sarcasticamente e falei em um tom depressivo, mas sarcástico ao mesmo tempo:
—puta que pariu, agora fodeu de vez.
Eu deitei de volta e só levantei no dia seguinte.
Visão: Hitagi Mira
O Sora me levou até a minha cabana antes dele voltar para a dele.
Era mais ou menos meia noite quando voltamos, eu estava suando frio com tudo o que tinha acontecido.
Eu deitei na minha cama e tentei dormir, mas não estava conseguindo. Enquanto eu tentava, eu escutei uma voz dizendo:
—alguém... por favor... me ajude...
Era um espirito se comunicando comigo, mas antes que eu pudesse responder, eu ouvi ele gritando desesperadamente, depois de uns 3 minutos ouvindo, deu um silencio mortal, depois disso, eu ouvi uma voz feminina em um tom sinistro que fez os pelos do meu corpo se arrepiarem:
—shhhh, alguém pode...
A voz passou pro meu lado, bem do meu ladinho, então fechou a frase:
—nos ouvir.
Eu não consegui me mexer mais, meu corpo estava paralisado por causa do medo, a única coisa que eu podia fazer era pensar, e foi o que eu fiz: se esse espirito for o mesmo que perseguiu eu e o Sora antes, melhor fingir que não ouvi nada por precaução. Espíritos conseguem fazer coisas assustadoras quando querem.
E pode crer, eu tenho experiência com isso.
Visão: Ametista Monteiro de Lins.
Tempo: ônibus, em direção ao acampamento.
Oie! Me chamo Ametista Monteiro de Lins!
Quanto ao meu visual... já sei! É uma blusa branca de um ombro só com o nome “viva lá vida” em preto e vermelho, uma saia jeans com algumas pedrinhas parecidas com diamantes a saia tem dois bolsos no lado esquerdo e direito. Meu cabelo é de cor preto mas tem uma mecha vermelha, meus olhos são violeta junto com azul, minha boca é meio rosada e também uso uma meia calça preta com uma bota cano longo preta com um coração pequeno atrás com cor vermelha.
Quase me esqueci, eu também tenho um colar de ouro com meu nome escrito nele.
Eu sou alguém bem alegre, romântica, corajosa, companheira, amável e irônica, mas as vezes eu sou seria.
O que eu gosto? Chocolate, rosas vermelhas, musica, contar historias, dormir, claro né, dormir sempre é bom. e de ursos de pelúcias.
Agora o que eu não gosto é de pessoas falsas. Isso eu detesto. Também não gosto de comida japonesa, ver pessoas que maltratam os animais, pessoas que brigam muito e de lugares apertados. Eles me dão arrepios.
Bem, mas deixando tudo isso um pouco pra lá, aqui no ônibus é muito divertido! Todas as minhas amigas rindo e contando historias engraçadas, aqui realmente é bem mais ativo do que a minha casa.
Enquanto eu conversava, eu de vez enquanto eu olhava pro Sora, ele não parecia estar gostando muito da viajem, sempre olhando pela janela com aquele olhar depressivo que ele tem. Do lado dele tinha uma garota chamada Mira, eu não sei se ela gosta dele, os professores que arrumaram os lugares então não tinha com quem escolher sentar.
Enquanto o tempo passava, eu vi o Sora dando um chiclete pra ela. Mas ainda sim, ele não tinha conversado com ninguém. Eu acho isso meio estranho pra alguma pessoa, mas o Sora sempre teve esse estilo, andando sempre em silencio. Acho que foi isso que me fez gostar dele, aquele jeito misterioso mas confiante de ser, aquela expressão seria mas amigável.
Assim que chegamos no acampamento, eu peguei minha mala e fui até a minha cabana, a 5-f.
Como não tinha mais nada pra fazer, eu peguei meu celular, sai da cabana e fiquei escutando musica até o anoitecer.
Enquanto eu estava escutando, eu senti uma força de energia forte vindo de uma direção aleatória. Eu senti isso porque eu consigo controlar a eletricidade, me teleportar e criar tempestades, mas as tempestades saem só quando eu estou com raiva.
Pena que se eu usar muita energia, eu posso descarregar, ai tenho que colocar o dedo na tomada ou coisa parecida. É meio engraçado quando acontece a recarga, quando eu recarrego demais, meu cabelo sobe e eu fico parecendo um punk.
Mas quanto a energia, eu decidi deixar de lado. Pode ter sido um trovão ou coisa do tipo, e eu já estava com as baterias carregadas.
Eu acabei percebendo que o Sora não estava mais lá, eu pensei em procurar ele, mas ele só deve ter ido dar um passeio pela floresta ou coisa parecida, daqui a pouco ele volta.
Como já estava escurecendo e eu gosto de dormir cedo, eu decidi ir dormir logo, mas ainda sentia um pouco de remorso em pregar os olhos. Eu comecei a achar aquilo uma besteira, então pensei: não tem nada para que eu me preocupe, não vai acontecer nada demais aqui.
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