Nirvana

8 Autora - Excepcional


Notas iniciais
Oi galerinha o/ espero que não fique muito repetitivo o começo... Enfim, esse cap é narrado pela autora (vulgo eu kkk) e todos os capitulos da Lottie durante o desaparecimento vão ser assim.

Lottie Allen sempre foi um pouco excepcional. Desde pequena, enquanto as crianças normais brincavam de amarelinha, Lottie ficava sentada na janela, pensando sobre o Universo.

Ela cresceu e descobriu ser uma semideusa. Se em seu antigo mundo mundano ela já tinha muitas perguntas imaginem o seu novo mundo. Ela passava a maior parte de seus dias no acampamento meio sangue na praia, com seu caderninho, resolvendo as perguntas que martelavam sua cabeça antes de dormir.

O tempo passou mais um pouco e as perguntas nunca cessavam, acabou que com tantas perguntas e tantas possíveis respostas, ela acabou se perdendo. Ela se perdeu em um mundo de incógnitas.

Esses dias, ela tinha passado tempo demais na praia do acampamento meio-sangue com uma questão que quebrou tudo o que não estava quebrado:

Vivemos em qual tempo?

Ela tentou viver no passado, mas só gerou dor de cabeça e nostalgia.

Então, ela foi para o futuro. Ela virou uma sonhadora e conseguiu se perder em diferentes prováveis destinos.

Cansada disso, foi viver no presente. Era mais fácil: ela não tinha mais dor de cabeça devido as escolhas do passado e não pensava em suas ações.

Lottie se perdeu novamente.

Se fosse eu ou se fosse você, também estaríamos perdidos.

Mas então ela se tocou. Por que não viver nos três? Achar o seu equilíbrio? O seu Nirvana?

E adivinhem só? Ela realmente foi fazer isso. Pegou uma mochila e botou suas coisas: roupas, escova de dente, sua adaga de bronze celestial, um lápis e seu caderno.

Se ela não deixasse nenhuma pista, seus amigos iam achar que ela teria cometido suicídio. Talvez fosse isso mesmo: o suicídio de uma antiga Lottie Allen para o nascimento de uma nova Lottie, só que, dessa vez, menos perdida.

Então, como uma boa suicida, ela deixou um bilhete.

Ela pegou um giz de cera preto.

E começou a escrever.

As paredes eram as folhas do bilhete.

Ela se virou e foi embora. Deixando apenas uma palavra para trás, seu rumo, seu futuro: Nirvana

(...)

Ela atravessou as fronteiras do acampamento e vagou sozinha na madrugada escura. Devia ser duas da manhã e ela estava morrendo de medo de algum monstro encontrar ela devido ao seu cheiro de semideusa.

Será que era tão ruim assim para os monstros sentirem de longe? Ela pensou.

Lottie parou quando chegou perto de um ponto de ônibus depois de mais ou menos uma hora de caminhada. Ela sentou em um dos bancos de plástico e começou a rabiscar coisas em seu caderno enquanto esperava um ônibus com o sentido de Nova York chegar.

Nenhum monstro tinha aparecido ainda.

Talvez seja o meu dia de sorte. O pensamento passou por sua cabeça, fazendo Lottie sorrir.

Duas luzes esféricas brilhavam do outro lado da pista. O ônibus. Ela pensou e se levantou.

Antes de deixar o ponto, arrancou a página da caderneta que tinha rabiscado, dobrou-a e pregou-a em um dos murais de cortiça que mostrava os lugares onde o ônibus passava. Ela sublinhou NY – BROOKLYN levemente com o lápis e entrou no ônibus.

(...)

Tinha se passado uma hora desde que Lottie deixou o acampamento. Ela estava sentada sozinha em um ônibus com o destino para Nova York, onde residia quando criança. Se ela tivesse que começar por um lugar em busca do seu nirvana, que fosse por onde ela tinha começado a se perder.

A paisagem tinha sido engolida pelo escuro da madrugada e passava rapidamente pelas janelas do ônibus e ela afundou no banco. Ela manteve os olhos na estrada, sempre alerta a alguma silhueta estranha, mas a única coisa que aparecia naquele escuro monstruoso eram os faróis dos carros da pista contrária que raramente passavam.

O ônibus tremeu e ela abraçou sua mochila com força, desejando aos deuses que nenhum monstro tenha sentido seu cheiro.

Notas finais
TANA! Amanha tem mais :3