Ninguém Precisa Saber - 2 temporada
28 Ethan está de volta
Subi no helicóptero e fiz uma volta completa na mansão. Soube que no telhado havia um heliporto que eu não havia percebido até agora. Apesar de estar de madrugada, a lua iluminava tudo, não foi difícil pousar. Pousei ali.
Desci com a minha cimitarra, que eu havia deixado no helicóptero, e procurei mais pessoas.
Achei uma porta que levava a escada e fui ver até onde ela dava. Acabei descobrindo onde eles escondiam as armas.
Havia de tudo lá. Serio, como eles conseguiam aquelas armas? Tráfico? Mesmo porque, colocar seu nome em uma arma e depois assassinar pessoas não é a coisa mais inteligente a se fazer.
– Olhe só quem está se escondendo por aqui. – Falei quando vi Louis praticamente rastejando para trás de uma bancada de revolveres.
Peguei um fuzil que estava em uma bancada ao meu lado. Pelo que parece, todas as armas estão carregadas.
A cada passo que eu dava, um tiro era disparado.
– Está com medo Louis? Deve estar morrendo de medo. – Mais um tiro. – Eu no seu lugar tentaria atirar.
Fui andando e atirando, até chegar à bancada que ele estava escondido. Ele estava ferido. Um tiro. Não meu, feito por outra pessoa.
– O que está acontecendo aqui? – Fiquei sem entender nada. E porque ele não havia pegado uma arma?
– Acabe logo comigo. Rápido! – Ele implorava para eu atirar nele. Fiquei sem entender menos ainda.
– Quem atirou em você? – Ele não respondeu, atirei em sua perna; ele gritou e esmurrou o chão. – Responda!
– Ethan.
– O QUE? – Não estava acreditando no que eu estava escutando.
Tudo o que eu pensei na casa de Phillip se comprovou. Ethan realmente me enganou! Aquele filho da mãe vai pagar por enganar Bella Clainford!
Dei um tiro na cabeça de Louis e dei as costas, pegando dois revolveres, uma AK47 e outro fuzil. E claro, a minha cimitarra.
Não havia mais ninguém na sala de armas; matei todos os que haviam aqui. Estou cansada.
Descobri uma porta camuflada.
Entrei e vi um laboratório igual ao de Amarílis. Ampolas e mais ampolas com líquidos estranhos e outros que pareciam ser sangue. Anotações com palavras difíceis em uma língua que parecia ser árabe.
Não sei por que, mas atirei em tudo; uns líquidos que pareciam ser acido, corroeram o chão assim que o tocaram.
Eu estava ficando louca com tudo isso. O que eles estavam planejando? E onde aquele desgraçado está? Acho bom ele ter aprendido a nadar, de preferência, com tubarões.
Desci as escadas correndo; eu estava destruída. Meus braços doíam por causa do peso das armas e do esforço físico que eu fiz essa semana sem praticamente nenhum descanso. Não parei.
Fui correndo para o Grande Salão.
E, derrubada por um pé no meu caminho. Cai de boca no chão; senti o gosto de sangue. Mordi a minha língua
– Cuidado por onde ande Bella. – A voz de Ethan chegou até os meus ouvidos.
Tentei apoiar meus braços no chão, mas eu não tinha mais força.
– Está cansada? Que pena. – Ele riu; eu não tinha forças nem para falar. A dor que eu havia anestesiado arrebentou em mim como se eu tivesse me deitado em facas. E por falar em facas, minha cimitarra estava encravada na minha coxa. O fuzil havia escorregado para longe e um revolver estava machucando meu quadril. Descobri ao tentar me apoiar novamente que havia torcido meu pulso. O cansaço corroeu meu corpo. Eu parecia um montinho de pó de ossos.
– O que você quer Ethan? – Tentei falar.
– Quero você morta.
– Por quê? Porque todos me querem morta? Porque todos querem alguma coisa? Por que as pessoas sempre tornam tudo um caos, sendo que tudo não passa de um simples capricho?
– Filosofia agora?
– Não, só estou tentando entender quando foi que a minha vida se tornou esse inferno sem controle e cheio de mortes! – Gritei, não conseguia me virar.
– Mortes provocadas por você. – Ele fala inatingível.
– E por você! Por Annelise, por Amarílis, por Eleanor, por Léah, Katerina, Jade, Ária, Daniel, Raphael, Jonathan, Ale! Todos querem mortes e para que? Para terem vidas mais suportáveis? Mais normais?
– Está se sentindo culpada?
– Não estou me sentindo culpada, estou me sentindo irritada, cansada, enojada, e com a mais pura raiva de vocês e seus caprichos que custam vidas! Vocês não têm noção do que causam! Transformam o mundo em um lugar inabitável!
– Ah eu já me cansei de você. Da para calar a boca e escutar. Bem, eu quero me tornar o mais novo mafioso existente nesse mundo. Irão falar de mim em todo canto. Isso é um capricho? Sim. Mas é meu. Annelise nem ninguém faziam parte dele. Nem você. E obrigada por matá-la, me poupou um trabalho. Agora, eu mato você e mais uma meta minha é cumprida. – Consegui me virar para ele.
Ethan, eu confiei nele. E agora ele me mata.
Não! Não vou me deixar ser morta! Vou lutar! Já falei o quanto eu amo essa parte do meu cérebro que não me deixa morrer?
Peguei o revolver e atirei em tudo o que pude. Ethan também foi rápido, atirou no meu braço, na minha perna e na minha barriga. Consegui acertar um tiro no ombro dele.
– Sua desgraçada! – Ele me chutou; chutou tanto que eu achei que iria virar uma massa de osso, carne e sangue ali mesmo.
Não me deixei abater, peguei a cimitarra com meu pulso torcido, que doía tanto quanto se estivesse quebrado, e cortei sua perna. Não cheguei a decepá-la, mas fez um corte profundo. Ataquei mais uma vez; agora com ele a poucos metros de mim foi fácil acertá-lo na barriga. O esfaqueei inúmeras vezes até escutar um 'crec' vindo do meu pulso. Doeu mais que um tiro.
Cai para o lado do corpo de Ethan com a exaustão me consumindo por inteiro. Só deu tempo de colocar a cimitarra do meu lado e encostar a cabeça no chão. A dor era tanta que eu apaguei.
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