Notas iniciais
Ela dá uma risada baixa e sincera, agora ambos andam sem rumo ao covil de Bela Noite. Entre os itens que vieram uma sacola de pano estava no meio daquela bagunça, Josi coloca todos os itens dentro dela e assim começam andar em uma trilha iluminada por cristais de cor rosa.

Josi-Akima acorda! Estava tendo grande folia no lado de fora no castelo, curioso foi ver o que havia acontecido, encontrou balões no céu e pessoas na sua sacada gritando seu nome. Pessoas que nunca viu na vida jogando pétalas de flores e sorrido como se fosse natal.

Ele estava se sentindo pesado e andava torto, sua barriga estava inchada como se tivesse ‘’grávido’’, era estranho tudo aquilo... Da sacada podia se ver tudo! Sazhaty estava em um palco com Palkia, todos festejavam conforme ela falava com firmeza, mas não era o suficiente para Josi-Akima entender ele estava muito longe.

Vestiu suas roupas favoritas e desceu para participar da folia, Sazhaty já tinha terminado um discurso marcado para aquela manhã.

Josi-Akima: Eu sabia que teríamos que fazer um discurso, mas achei que fosse de manhã um pouco antes de partirmos.

Sazhaty: Mas é hoje que vamos embora, seu pai quer se despedir de você... Ele está lá perto das carruagens

Josi-Akima: Por quanto tempo eu dormi? Eu to ficando louco...

Sazhaty: (com uma voz de deboche) Dormiu uns 2 dias, aquilo que meu amiguinho deu para você foi para colocarmos todas aquelas poções dentro de você, não podemos levar bagagem então comemos o que iremos usar... Quer dizer... VOCÊ ‘’COMEU’’.

Josi-Akima: E como vai sair tudo isso sua louca?

Sazhaty: Relaxa gata, estou levando comigo um remédio que vai tirar isso tudo de você e sem dor... Eu acho.

Antes de Josi-Akima falar mal dela, uma senhora aparece no canto da porta.

Senhorinha Mui: Vamos meninos, vão se despedir dos seus amigos e família, pois já está quase na hora de partir. Senhorinha Mui foi uma das primeiras mulheres de toda Gaia.

Ele corre para as carruagens, um tapete vermelho estava lá esperando por eles, pessoas respeitam os limites invisíveis e fazem referencia quando Palkia passa junto com o pai de Josi. Logo após Sazhaty passava voando direto, sentou no teto da carruagem e encostou-se a um enfeite de cavalo que ficava ocupando todo design.

Josi estava nervoso, não fazia nem 40 minutos que tinha acabado de acordar e já estava sendo levado para a batalha em um lugar que nunca esteve antes... Onde os raios do sol não são bem vindos. Ele passava pelo tapete vermelho e pombas brancas eram soltas por crianças nas torres, era tudo lindo! Tinha até uma orquestra, mas não era o suficiente para acalmar ele. Antes de entrar, colocou sua perna dentro da carruagem e olhou para cima e disse:

Josi-Akima: Confio em você, cadê o remédio quero ter certeza disso tudo?!

Sazhaty não respondeu com palavras, mas sim balançando um vidrinho e colocando dentro de sua boca.

Na carruagem o pai de Josi ficava discreto o tempo todo, mas quando Josi se acomoda no banco isso incomoda o pai... Ele não se ampara.

Uru-Akema (pai de Josi): Está tão calado, tira esse sorriso bobo do rosto garoto! No outro lado Deus não consegue te salvar... Não quero te perder! ouviu?

Josi-Akima: Pode ser que eu morra, mas vai ser por todos nesse mundo e todos que vão nascer, quando aqueles muros caírem nossa liberdade poderá se erguer novamente.

Uru-Akema: Confio em você, Deus não iria tirar você de mim desta forma.

Alguém bate na porta da carruagem

Sazhaty: Estou aqui em cima!

Era a Kyoko com o mímico em seus braços, ele estava apaziguado. Ele ficaria no lado da Resistência Divina, pois no outro lado seria um incômodo cuidar dele o tempo todo, ele precisava de muito treino e disciplina.

Kyoko: Senhorita, afortunada em saber que tenha confiado em mim para cuidar do ‘surto’.

Sazhaty: ele come qualquer coisa... Qualquer coisa mesmo...

Kyoko sorri, os cavalos da frente da carruagem estavam aflitos e comaçam a trotar. Nesse mesmo momento todos acenam com sorrisos, nem todos vieram para ver a partida dos heróis, pois alguns não confiavam mais em Deus, outros fugiram, e tinha até pessoas que achavam que Josi e Sazhaty iriam acabar traindo toda Resistência Divina.

Quando estavam chegando ao caminho Sazhaty sai do teto e vai parar logo a beira do muro, era um lugar escuro... Já que a luz do sol não chegava lá. Mas como estavam acompanhados com lampiões e tochas não ligaram para o frio que também era presente. Outra carruagem chega com Palkia, ele iria abençoar o casal que iria enfrentar Bela Noite.

Josi e Uru descem da carruagem, Sazhaty estava quieta e olhava firmemente para a parede do muro. Era um muro de obsidiana, negro como a noite e frio como o inverno.

Palkia: Pai! Estou aqui!

Os dois davam-se as mãos e olhavam para o chão, fecharam os olhos... Sazhaty estava com o frasco na boca e Josi com toda aquela bagagem dentro da barriga... Um flash de luz desce do céu, e como se fosse uma espada se crava no muro fazendo lhe partir em pequena escala. ‘’rápido, vai’’ disse Palkia enquanto Sazhaty já estava engatinhando para passar entre as rachaduras.

Josi-Akima estava muito grande para passar, mesmo Sazhaty que era obesa tinha conseguido passar... Mas uma pena fica entre as rachaduras... Josi então é empurrado por Uru. Quando os pés de Josi passam a rachadura se fecha pelas sombras das árvores do lado da Nova Ordem, a escuridão não aceitava erros nos muros. Quando ele se levantava Sazhaty o puxou, um abutre nasceu no muro daquela pena que tinha caído... Isso deixaria bem claro que alguém tinha passo por ali. O abutre não deixava o muro cicatrizar, as marcas do raio solar eram visíveis e ainda eram brilhantes, o abutre tentava picar Josi, enquanto Sazhaty pegava um pedaço de madeira pesado, com cuidado coloca o pedaço de madeira sobre a cabeça exposta do abutre.

Ela tira o frasco de dentro da boca, ainda todo babado entrega para Josi.

Sazhaty: Ele vai começar a fazer muito barulho, vamos! Precisamos correr.

Então ela segura na mão de Josi, os dois correm no escuro. Ambos batem varias vezes as cabeças nas árvores e se arranham nas plantas que tinham em seu caminho, mas que não foi o suficiente para impedir eles de correm.

Até que a floresta acaba e descem um pequeno morrinho de terra, era uma região bem plana e o céu era coberto por uma aurora roxa que apontava para além do horizonte. Era a única fonte de luz, mas iluminava muito bem.

Josi estava todo arranhado e Sazhaty estava com a cabeça coberta de folhas e espinhos. Ela solta a mão dele e consigo ainda tinha o frasco do remédio.

Sazhaty: Isso vai ser bem nojento, espere que me perdoe.

Ele olha nos olhos dela antes de tomar, aquilo tinha um cheiro horrível, mas uma cor até que bonita...

Josi fecha os olhos e em um único gole toma todo o liquido logo se sentou no chão, o liquido não tinha efeitos colaterais, porém o que iria fazer nele seria ‘’engraçado’’. Ele começa arrotar sem parar e ficar vermelho... Até que uma peculiar capsula circular sai de sua boca, como se fosse um gato com algum problema de bola de pelos.

Sazhaty: É isso que ira nos ajudar. Logo limpa a capsula com as faixas da perna e apresenta na mão de Josi, a capsula se destrói como vidro e derrete como neve... Junto consigo os itens em tamanho original são revelados.

Josi: Vou guardar essa cena pra toda minha vida na minha imaginação.

Ela dá uma risada baixa e sincera, agora ambos andam sem rumo ao covil de Bela Noite. Entre os itens que vieram uma sacola de pano estava no meio daquela bagunça, Josi coloca todos os itens dentro dela e assim começam andar em uma trilha iluminada por cristais de cor rosa.