Nictofobia
5 O menino Lobo
Notas iniciais
O menino lobo
Eles andam até um lago próximo, ambos sentam no chão à beira do rio. Ele bem curioso encontra aquela poção com um pequeno chamusco, estava escrito ‘’ para Josi-Akima’’, então o garoto curioso e sem consultar a sua amiga toma a poção sem fazer perguntas.
Josi não parava de se coçar e de se cutucar até Sazhaty seguras suas mãos e olha para os olhos dele com um olhar um pouco anti admirador.
Josi começava a sofrer uma mutação estranha, passava mau e tinha dores de cabeças, em seu rosto crescia pelos assim também como nas suas pernas,costas e braços. Suas unhas e mãos ficam maiores além de dentes pontudos, o que Josi tinha tomado era uma poção de metamorfose de lobo, mas era uma versão menor do que a que afetou o Dialga. Porém mesmo assim era permanente...
Ele toca o próprio tosto enquanto se olhava seu reflexo no rio, era necessário mudar aparência e disfarçar o próprio cheiro.
Josi: Isso sai? Quando voltarmos ele terá a cura?
Sazhaty: Ah, Claro... Ele é um grande alquimista.
Ela olhava pra baixo quando disse isso, mas não parecia ligar muito.
Ela se aproxima e da um beijo na testa. ‘’Está fofo assim’’ — Disse ela ficando vermelha. Ele pega a sacola do chão e amarra no peito e assim os dois partem viagem para antiga aldeia de Harpias de Sazhaty assim poderiam arquitetar um plano para pelo menos chegar e entrar no castelo de Bela Noite com segurança. O lugar não ficava longe, mas o caminho não tinha árvores e isso poderia ser um grande desafio.
Como boa parte das criaturas dorme de dia e era de tarde mesmo estando escuro, Josi e Sazhaty não tiveram problemas em cruzar o campo. Logo avistam um grande circulo de árvores altas com casas penduradas, encima das árvores e até mesmo a própria árvore era casa. Lá viviam harpias, assim como Sazhaty.
Sazhaty bate as asas e plana até uma casinha empoeirada e suja de várias cores como se fosse tinta, ele fica lá embaixo esperando ela e olhando para todas aquelas moças que voavam acima da cabeça dele. Quando ela volta já tinha muitas harpias olhando e rodeando eles.
Lá do alto desce um cesto com uma portinha, Josi entra acompanhado de Sazhaty e junto começam a subir em direção a uma casinha de bambu e madeira que ficava na árvore mais superiora. Lá tinha uma harpia de penas azuis e uma esfinge sentada em volta de uma mesa tomando uma espécie de chá de ervas. A Harpia de penas azuis se chamava Helvética e a esfinge se chamava Ofenia, ambas eram parentes de Sazhaty (Helvética sua irmã e Ofenia sua mãe) olhavam com um olhar curioso, porém seus corpos eram tão assustadores por suas cicatrizes que parecia que o olhar era mais de avaliação e duvida do que curiosidade.
Helvética: Mas já voltou aqui? Perdeu bastante pena... ’’que pena de você’’
Sazhaty: Guarde seus comentários bobos pra você mesma eu não preciso de apoio desse modo.
Ofenia: Por que está aqui? Isso é impossível! Ninguém pode passar pelos muros da Noite.
Sazhaty: Tenho que leva-lo para enfrentar Bela Noite, não foi uma escolha exatamente minha, mas quero ajudar... Já que os Bispos gostam de atrapalhar minha missão lá no outro lado. Deus mandou um raio e abriu o muro.
Josi ficava sem falas, pois Ofenia era muito maior que as outras esfinges que tinha encontrado em sua vida. Sazhaty segura na mão de Josi e aperta com força, e enfrenta o olhar da mãe de desaprovação.
Ofenia: Vocês tem uma grande missão, uma longa jornada que pode ser encurtada pelo subterrâneo, falem com os homens marmotas eles saberão o que fazer e como ajudar vocês... Falem o meu nome para Larzo, ele principalmente ira ajudar.
Sazhaty acena que SIM com a cabeça.
Ofenia abraça Sazhaty e para quebrar o clima tenso entre ela e Josi, dá um sorriso simpático.
Sazhaty desce planando do alto da árvore enquanto Josi desce na cesta, era engraçado ver as harpias andando e usando escadas com asas tão perfeitas, mas o medo de criar um abutre com a maldição das doenças era muito maior. Algumas tiveram o trabalho de arrancar os próprios braços ou asas bem nas costas para nunca terem esse tipo de problema, já que às vezes sempre aparecia um mago ladrão para roubar penas para fazer poções de praga.
Josi ainda se acostumava com a pele de lobo e corpo de menino. Olhava para o chão e andava procurando algum buraco pequeno, ele não tinha entendido o conceito de ‘’homem marmota’’.
Sazhaty: Hey, não é ai a entrada para o subterrâneo... Fica logo depois daquela segunda colina, tem uma praça de pedra onde tem uma grande rocha em forma de porta.
Josi: Não parece muito longe, vamos encher a bolsa de comida e uma garrafa de água e ir, sim? (novamente ela acena a cabeça dizendo ‘’sim’’)
Helvética os seguia (quieta sem levantar qualquer suspeita) de cima das árvores, mesmo estando em uma região perto de amigos e conhecidos não era motivo o suficiente para descuidar da guarda. Ela sabia que tinha perigo por perto principalmente depois da chegada da morte.
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