Next to Me

72 Next to me - 72


Notas iniciais
Olá, mores! Boa leitura :)

— Se me dissessem no começo desse ano, que no fim dele, estaríamos em um relacionamento além da amizade e nos amando, eu com toda certeza acharia que a pessoa é louca ou algo do tipo. — Comento quebrando o silêncio harmonioso estabelecido entre nós e Rê dá uma gargalhada gostosa de ouvir. Ainda estávamos no chão. Rê estava de costas para o piso e eu estava de bruços, apoiada por minha mão esquerda. Ela fazia carinho em meu rosto e meus cabelos e eu fazia o mesmo, às vezes trocando alguns beijos e roçar de narizes. — É sério... Nunca senti desejo por mulher alguma e você também não, além de ser casada... ― Ela balança a cabeça afirmativamente, concordando com o que digo. ― E eu nunca pensei nada indecente de você e com você, nunca pensei em você comigo de outra forma... ― Então olho para o seu corpo nu ao meu lado. ― Dessa forma... ― Ela sorri. ― Nunca imaginei que nossa amizade se tornaria em romance. — Uno nossos lábios novamente em um beijo apaixonado, calmo, doce e cheio de amor.

— Eu também nunca imaginei que conseguiria fazer você se apaixonar por mim. — Confidencia, encarando-me intensamente. — Nem nunca imaginei que namoraríamos. ― Passa seu polegar por meus lábios e eu o beijo delicadamente.

Então voltamos a nos beijar intensamente enquanto roçamos nossos corpos lentamente um no outro.

•§•

— Você poderia ir para a minha casa. — Sugeri enquanto fechava a porta do Estúdio. — Faz tempo que você não vai lá. — Testo a maçaneta para ver se estava realmente trancada e ao ter a confirmação eu me viro para ela. — A Ava vai adorar te ver.

— Tudo bem, se você não se importar. — Encarei-a incrédula.

— É sério, Regina? — Ela nega e sorri. Eu já estava pronta para pensar em algumas coisas para dizer. — Vamos, então? — Abraço-a de lado e começamos a caminhar em direção ao seu carro. — Você se garante ir andando?

— São três da manhã, Emma... ― A forma como fala me faz sentir como se tivesse falado o maior absurdo do mundo. ― Daqui até onde você mora são 40 minutos de carro. Imagina andando? É muito longe! Além de ser cansativo, vamos chegar quase amanhecendo. — Argumenta, cruzando os braços. Ela tem razão, eu sei, mas não estou disposta a abrir mão da minha ideia. — E o meu carro está bem ali. — Aponta para o veículo bem próximo de nós.

— Você exagerou bastante, parece a minha mãe. — Dou um empurrãozinho de leve com ombro. — Sobre seu carro, ele pode ficar aí. Amanhã eu venho buscar. — Regina me olha, parecendo estar pensando na ideia. — Podemos até tirar as botas e andar descalço na pista... Também podemos correr, se você aguentar. ― Agora é a sua vez de me empurrar com o ombro. Porém, o seu foi bem mais forte que o meu.

— Eu não sou sedentária. Pode ter certeza que eu aguento. ― Retruca com firmeza.

― Então você aceita a minha sugestão? — De repente, tenho uma nova ideia. — E que tal se formos para a praia? ― Pergunto extremamente animada.

— Agora? — Assinto. — Andando? ― Ela arregala os olhos e eu sorrio.

— Aí seria de carro.

— Emma, isso não é hora de irmos à praia. ― Balança a cabeça negativamente. ― Podemos ir outro dia, de preferente quando estiver claro e mais cedo.

— Eu sei, mas eu quero ir agora... Por favor? — Fiz a famosa carinha de cachorro pidão.

— Tudo bem... — Bato palmas em comemoração e dou soquinhos no ar. — Mas não pense que foi por causa dessa sua carinha que eu aceitei. — Deixa claro, levantando um dedo.

― O que importa é que você aceitou. ― Beijo sua boca e corro para o carro. Regina desativa o alarme e eu abro a porta para entrar.

— Eu dirijo. — Aponta para o lado do passageiro e eu me arrasto pelo banco para o outro lado.

•§•

— Chegamos! — Anuncia assim que avistamos a areia e o mar. — Emma, isso aqui está muito deserto, escuro e perigoso... Vamos para casa, por favor? — Pega em minha mão e aperta de leve.

— Calma, meu amor, nada vai nos acontecer. — Beijo sua mão e abro a porta para descer do carro. Caminho até o seu lado e abro a sua porta. — Vem... — Estendo a mão em sua direção e Regina a segura. Puxo-a para fora do carro, solto sua mão e sigo em direção a areia. — Não se esqueça de tirar as botas. — Aviso, já tirando as minhas. Minha morena tranca o carro, tira suas botas e vem ao meu encontro. Demos as mãos novamente e pisamos na areia.

Andamos por alguns minutos e chegamos bem próximas do mar. Quando as ondas vêm, molham nossos pés. Eu não sei explicar o motivo, mas a sensação de sentir a água tocando os meus pés era libertadora e tranquilizadora. Cada vez que a onda vinha e tocava meu pé, deixava-me leve.

Após o momento de paz na beira da água, andamos por cerca de uns 15 minutos e resolvemos parar e nos sentar na areia. Regina ficou em minha frente, parece que o meio das minhas pernas é o seu lugar favorito, e eu a abracei com as pernas e os braços.

— A lua está linda hoje. — Minha morena comenta, quebrando o silêncio entre nós. — Até que não foi má ideia vir aqui a essa hora. — Deita a cabeça em meu ombro e me olha. — Olha que imagem mais linda... — Aponta para nossa frente. — O reflexo da lua no mar. ― Coloca suas mãos sobre as minhas e começa a acariciar.

— Poderíamos vir aqui mais vezes se você quiser. — Sussurro em seu ouvido e apoio meu queixo em seu ombro.

— O mais rápido possível. — Retruca com animação. Então vira-se para mim e me dá um beijo na bochecha, depois volta a olhar para frente. — Emma, você pensa em casar comigo algum dia? — Sua pergunta me pega de surpresa e eu sinto meu coração acelerar e as mãos começarem a suar frio. Por que ela estava perguntando isso? Será que já está pensando em casar? Eu não me sentia preparada para já elevar a nossa relação assim. Claro que tenho vontade de me casar com ela, porém não agora. Está muito cedo para isso. Ou será que sua pergunta é porque não quer?

— Futuramente, claro que sim, meu amor. Por quê? — Toco em seu queixo e viro seu rosto em minha direção. — Você não quer? — Pergunto preocupada. Só de pensar na possibilidade de sair um não, meu estômago já embrulha. Embora eu não queira me casar agora, ainda assim, eu quero dar mais esse passo em nossa relação.

— É claro que eu quero... É só que... Eu não quero que o nosso amor esfrie quando nos casarmos. Não quero que a chama se apague, que o desejo entre nós acabe... — Dá um longo suspiro.

— É claro que isso não irá acontecer, Regina. — Rebato com firmeza, olhando fundo em seus castanhos lindos. — Eu te amo muito hoje e amanhã te amarei mais. Depois de amanhã eu te amarei ainda mais e no dia que nos casarmos eu vou te amar muito mais que agora. A tendência é só aumentar, não diminuir. — Minha morena sorri e eu beijo seus lábios suavemente. — A chama do nosso amor não se apagará... Ela aumentará. — Sussurro, encostando nossas testas. — O nosso amor não vai esfriar, mas sim esquentar mais e mais... — Beijo a ponta do seu nariz. — Nosso desejo uma pela outra, só aumentará... O meu desejo por você só vai aumentar, cada dia mais... Vai aumentar tanto que eu vou virar ninfomaníaca e você não vai dar conta. — Digo brincalhona e ela sorri. Aquele sorriso que eu amo e que ilumina tudo. — Aliás, isso me deu uma ideia... — Enfio minha mão em sua nuca e a puxo em direção a minha boca, beijando-a em seguida.

— Ideia é...? — Sussurra entre o beijo... — Qual? ― Pergunta toda manhosa, fazendo meu sexo pulsar.

— Essa. — Beijo-a mais uma vez e retiro minha perna direita do lado dela e a deito na areia. — Eu quero te amar... — Sussurro, olhando-a intensamente e logo desço meus lábios para o seu pescoço. — Aqui...

— Emma, você é louca. — Murmura com a voz entrecortada. — Se alguém nos ver, estamos ferradas... Podemos até ser presas. — Parei de beijá-la e a encarei.

— Sério? — Arqueio a sobrancelha. — São quase quatro da manhã... Não tem ninguém por aqui. — Olho ao redor só para constatar que não há um humano por perto além de nós. — Por favor, realiza o meu desejo? — Peço baixinho, quase tocando nossos lábios.

Regina me empurra para o lado, deita-se por cima de mim e me beija com voracidade, esfregando o seu corpo no meu. Acho que a resposta é um sim.

Em poucos minutos já estávamos sem roupas e rolando na areia, nos amando sob a luz do luar, com o som do mar ao fundo, numa praia deserta, às quatro da manhã. Se Regina já era linda de roupa e mais linda ainda sem roupa, eu definitivamente não tenho palavras para descrever o quão bela essa mulher é nua sob a luz do luar. Era uma loucura.

•§•

Depois da nossa deliciosa loucura na praia, tomamos um banho de mar e, tremendo de frio, fomos para a minha casa.

— Não vejo a hora de tomar um banho. — Digo enquanto desço do carro, que a propósito, ficou todo sujo de areia. — Sabe o que acabei de perceber? — Meu amor balança a cabeça negativamente. — Nós nunca tomamos banho juntas.

— Realmente... Mas podemos mudar isso hoje... Agora... — Dá uma piscadinha e anda em direção a entrada de casa.

Assim que entramos, a primeira coisa que vi foi uma bota minha toda babada em cima do sofá.

— Ava Swan! — Gritei pela minha pequena sapeca.

— Não se esqueça do Mills. — Regina pede, largando sua bolsa em cima do sofá e pegando a bota.

— Ava Swan Mills. — Corrijo e minha morena faz um sinal positivo com o dedão. — Ava! Quem mandou você pegar minha bota e fazer de brinquedo? — Pergunto assim que a avisto descendo as escadas com o rabo entre as pernas e as orelhas abaixadas. — Você sabe bem qual o castigo para isso. — Ela se deita no chão e fez uma carinha triste, apelando na cara dura. — Nem adianta apelar. — Aviso, chegando mais perto. — A próxima vez, já sabe o que acontece. — Assim que termino de falar ela sai correndo em disparada para cima de Regina, fazendo a festa que ela sempre fez quando a vê. Eu estava com tanta saudade de assistir a cena que acontecia no tapete da sala. Regina não parava de falar com Ava como se ela fosse um bebê e a minha pequena enchia seu rosto de lambeijos. Meu coração estava aquecido com a cena.

— Estou curiosa com algo. ― Regina diz, pegando Ava no colo e vindo para perto de mim. ― Qual é o castigo?

— Tomar mais de dois banhos na semana. É um ótimo castigo. — Garanto. — Agora... Vamos tomar um banho? — Meu amor assente, solta Ava no chão e nós seguimos para a escada. Ava nos segue até entrarmos no quarto e como uma boa menina que é, fica parada em frente à porta, já nos esperando sair, mesmo sem termos entrado ainda. Então, tiramos nossas roupas ainda fora do banheiro e entramos para tomarmos nosso primeiro banho juntas.

Após quase uma hora no banho pelo motivo de não termos tomado apenas banho, comemos sanduíches e fomos dormir como há muito não dormíamos. Uma agarradinha a outra. E a Ava, é claro, no nosso pé, com um travesseiro só para ela.

•§•

O final de semana com Regina e Ava foi maravilhoso, começando pela manhã de sábado, lavando o carro que estava podre de areia. Nós terminamos essa tarefa, completamente molhadas e cheirando a sabão. O quintal estava uma bagunça e a Ava tinha adorado ajudar a fazer. Aproveitando o ensejo, demos um banho em nossa pequena, passamos uns 10 minutos só correndo atrás dela, que estava cada vez mais boa em fugir de banhos, e na hora de passear com ela para que pudesse se secar mais rápido, ficamos cada uma no fim da rua e deixamos Ava no meio, brincando livremente com uma bolinha. Tudo estava perfeito até a hora em que a bola passou por entre as minhas pernas e Ava saiu correndo em disparada atrás dela. Eu e Rê saímos correndo feito duas loucas atrás dela, morrendo de medo de que viesse algum carro. Ainda bem que não tinha ninguém na rua e graças a Deus ela pegou a bolinha e voltou para junto de nós e nada de ruim aconteceu.

À tarde, Regina foi para casa para trocar de roupa e dar uma olhada em sua residência só por precaução. À noite, Tinker apareceu para nos fazer uma visita. Queria saber como estávamos e avisou queria conversar algo em particular comigo. Após muita conversar entre nós três, minha professora de Redação finalmente me chamou na cozinha. Eu estava morrendo de curiosidade. Quando Tinker começou a dizer o que queria, eu fiquei primeiramente assustada, depois chocada e por último com muita raiva. Não dela, mas sim de Killian. Eu não podia acreditar no que ele tinha feito. Na segunda-feira eu iria acabar com ele. O que Tinker queria comigo nada mais era que eu a acompanhasse num sex shop para comprar alguns acessórios e ensiná-la a usar também e lhe desse algumas dicas de como se sair bem na cama e satisfazer um homem. Eu quase perguntei para ela se eu tinha cara de Ruby Lucas, mas me segurei porque quem merecia a minha raiva era quem a tinha pedido que viesse até mim.

No fim, eu aceitei acompanhá-la no sex shop para ajudá-la com alguns acessórios, mas seu segundo pedido foi prontamente negado. Apenas disse que ela não deveria se preocupar em dá prazer a Killian sem pensar em si também e que o certo era para haver uma troca de satisfação e prazer e os dois deveriam procurar satisfazer um ao outro, porque já estava na hora de acabar com essa história de só a mulher satisfazer o homem e ele pensar só em si, em seu prazer e não satisfazer a mulher também.

Quando terminamos a conversa, Regina ficou louca para saber do que se tratava, mas eu deixei bem claro na frente das duas que ela só saberia se Tinker quisesse contar, pois era um assunto pessoal e da minha boca não sairia nada.

Depois que Tinker foi embora, saímos para lanchar e quando voltamos, assistimos um pouco e fomos dormir. O dia tinha sido bastante cansativo.

No domingo, a pedido de Regina, eu tinha dito que tinha feito uma faxina há poucos dias, mais necessariamente no sábado passado, fizemos uma arrumação na casa, mas não sem antes bagunçarmos ela inteira. Ava espirrou tanto com a poeira que quase a levamos para o veterinário. Já no fim da tarde, quando já estávamos terminando o último cômodo, a cozinha, Regina recebeu uma ligação da irmã e teve que ir embora. Infelizmente ela não voltaria mais, porque iria dormir com a família.

No fim da noite, antes de ir dormir, liguei para saber como as coisas estavam. Conversamos um pouco e quando o sono chegou, encerramos a ligação e eu fui dormir agarradinha com Ava. Como sempre.

•§•

A primeira coisa que fiz quando cheguei na escola, foi procurar por Killian. Quando eu o encontrei, o que não foi muito difícil, a minha raiva só aumentou. Além de Jones estar no maior amasso com outra pessoa, era na escola e era uma garota desconhecida. Killian sabe bem o quanto nem eu e nem Ruby gostamos que ele fique com garotas desconhecidas, porque já estamos cansadas de livrar a bunda dele dos problemas que isso causa. Já tínhamos dado um ultimato, mas parece que tinha entrado por um ouvido e saído pelo outro sem passar pelo cérebro dele.

Sem me preocupar em esconder a raiva, cheguei nos dois e o puxei pelo braço bruscamente, arrancando-o da boca da garota.

— Desculpa aí, mas ele é meu. — A garota me lança um olhar irritado e vai embora. — Precisamos conversar. ― Digo entredentes e ele abaixa a cabeça. Killian sabia bem do que eu iria falar. — Nem adianta abaixar a cabeça. Eu sei que não está arrependido. — Ele volta a me olhar e faz uma expressão de arrependimento. Que vontade de estapear esse rosto tão bem cuidado dele. — Que porra você estava fazendo, Killian? — Apontei para onde ele estava agarrado com a garota. — Primeiro de tudo, você sabe que se a coordenadora ver, você se fode. — Ele assente. — Segundo, quem é essa garota, pelo amor de Deus? Eu e Ruby já estamos cansadas de te livrar das roubadas que você se mete por ficar com desconhecidas, Killian!

— Desculpa! Eu só...

― Argh! Toda vez é a mesma coisa. ― Interrompi-o, falando com extrema raiva. — Mas o pior não é isso... ― Respiro fundo, tentando me acalmar. ― E a Tinker? Pensei que você gostasse dela.

— Eu gosto, tá legal? — Arqueei a sobrancelha, deixando claro que não acreditei nem um pouco no que está dizendo. — Eu gosto e muito, mas ela não parece sentir o mesmo e nem fala de querer algo sério comigo... ― Seu tom é triste. ― Sem falar que, só porque eu gosto dela não quer dizer que tenho que ficar só com ela. Não temos nada sério.

— Realmente, só porque vocês não estão tendo algo sério, não quer dizer que tem que ser exclusivo dela e não pode ficar com outras pessoas... — Ele abre a boca, mas eu levanto um dedo, pedindo que ele espere eu terminar de falar. — Porém, você vive com ela e de todas as formas possíveis. Qual a necessidade de ir atrás de outras? — Ele volta a olhar para baixo. Com certeza está pensando a respeito. — Mesmo quando não temos nada sério com a pessoa, mas gostamos muito dela, ficar com outra, significa uma hora ou outra na nossa mente, traição. Se fosse o contrário, lá no fundo você se sentiria assim também.

— Você tem razão... Eu errei, confesso. — Fala baixinho, parecendo estar envergonhado.

— Tem mais... — Ele levanta a cabeça e me encara confuso. — Quem disse que ela não sente o mesmo por você? Ela gosta muito de você também, Killian, e só não fala em namorar porque tem medo de te assustar. Sem falar que, você é muito mulherengo, eu no lugar dela também teria medo. ― Ele mostra a língua e o dedo do meio. Claramente eu retribuo o carinho. — Dê o primeiro passo. — Incentivo-o e dou uma piscadinha acompanhada de um sorrisinho. — Agora mudando de assunto... — Toda a calma que tinha em meu ser, deu lugar a raiva novamente. — Que história é essa de mandar a Tinker vir falar comigo para ir num sex shop com ela, hein? E ainda me pedir dicas de sexo... — Ele sorri sem graça. — Sério, Killian? — Comecei a dar vários empurrões nele e depois agarrei em sua gola, puxando-a para mim. — Eu vou te matar e quando eu acabar vou te esquartejar e te queimar...

•§•

Estávamos na quarta aula do dia. MM já tinha entrado em nossa sala para dar sua revisão. Tinker e David também e agora era a vez de Regina. Enquanto os alunos transcreviam o questionário do quadro, minha morena estava sentada, mexendo tranquilamente em seu celular e sem se preocupar se a coordenadora poderia chegar a qualquer momento e flagrá-la. Além do mais, estava tão entretida com o que via na tela, eu acho que era um joguinho de gramática, que estava alheia ao seu redor e não estava percebendo que a posição em que estava, estava atraindo olhares ao seu decote, que por causa da inclinação de seu corpo, estava maior que o normal. Assim que terminei de anotar tudo no quadro, puxei o celular do bolso para lhe mandar uma mensagem.

“Ora, ora... Mexendo no celular, Srt. Mills?” “Não sabia que podia fazer isso dentro da sala de aula.”

Enviei a mensagem e levantei o olhar para vê-la receber. Ela dá um sorrisinho e me lança um olhar semicerrado. Solto um beijo no ar e volto para o meu celular.

‘’Você poderia se encostar melhor na cadeira, não acha? Vai fazer mal a sua coluna e eu não quero você com problema nela. ’’

Minha morena volta a atenção para o celular, segundos depois olha para baixo e depois volta a olhar para o celular.

‘’Gosta do que vê, Swan?’’

Então ela sabia do que eu estava falando.

‘’Adoro... Inclusive estou começando a ficar excitada. Porém, não sou a única que está gostando do que vê.’

Minha professora se endireita e quando volta a digitar, o sinal toca.

‘’Infelizmente tenho que ir agora. Espero você em minha casa. Até breve! Je t'aime’’

Francês? Hm... Interessante...

Imediatamente, imagens de nós duas fazendo amor e sussurrando coisas no idioma se formam em minha mente. Meu corpo se arrepia dos pés à cabeça e eu já podia sentir uma umidade em minha calcinha. Essa situação precisava acontecer.

‘’Aliás, guarde o celular. Isso não é hora de mexer nele. ’’

Sorri ao ler a mensagem. Olha só quem fala.

Quando guardo o aparelho na bolsa, ela sai da sala e Gold entra.

•§•

Depois de duas cansativas aulas de física, com uma imensa e difícil revisão, finalmente largamos e eu fui direto para casa. Não queria perder tempo. Já estava com saudade da minha morena e estava louca para matá-la. Quando eu cheguei, tomei um rápido banho, arrumei minha bolsa, deixei comida para Ava e saí.

Graças a Deus eu não tive problemas com o transito, na verdade, o motorista que não teve, ou na verdade, nós dois não tivemos, e eu cheguei rápido na casa de Regina. Assim que cheguei em sua porta, fiquei na dúvida se deveria já entrar como eu sempre fazia ou se deveria bater primeiro e esperar que ela viesse atender. Era a primeira vez que eu estava vindo aqui desde que voltamos a namorar.

Decido por bater e esperar que ela venha me receber, e assim que o faz, puxo-a para junto de mim e uni nossos lábios com um longo beijo que estranhamente foi pouco retribuído, porém eu resolvi ignorar este fato.

— Já estava com saudade. — Sussurrei, separando-me dela e vendo sua expressão assustada. — Aconteceu alguma coisa? — Antes que minha morena pudesse me responder, vi uma mulher ruiva vindo em nossa direção.

— Olá! Sou Zelena Mills. — Apresenta-se educadamente, estendendo-me a mão. Eu prontamente a aperto. — Seja bem-vinda a família. — Dou um sorrio completamente sem graça e fico nervosa, pois se ela deu as boas-vindas, significa que viu nós nos beijando e sabe o que eu sou de Regina.

— Sou Emma Swan. — Apresento-me, ainda apertando sua mão.

Sou Zelena Mills. Seja bem-vinda a família.

De repente, a minha ficha cai. Eu estava falando com a irmã de Regina. A minha cunhada. Merda! Ela viu a gente se beijando.

Espera aí...

Se Zelena está aqui, será que...? Não! Por favor, não!

Morrendo de medo de saber a resposta e sentindo o coração gelar, eu olho além de Zelena e vejo uma senhora de uns 55 anos, talvez, sentada no sofá, com cara de poucos amigos, olhando para mim. Além dela, estava o mesmo homem que vi com Regina, o tal do Dawson, um senhor de uns 60 anos e Tinker. A senhora que me lançava um olhar mortal se parecia bastante com Regina, provavelmente deve ser a mãe dela, ou seja, a minha sogra.

Putain merde.*

Notas finais
* Putain merde : Puta merda. E então a Emma vai conhecer a sogra. Ela já deu uma ótima impressão para a mulher sem nem dá uma palavra, hein? Cora e Zelena Mills estão oficialmente na história. PS: ninguém perguntou, mas eu quero avisar: os pais da Emma vão finalmente aparecer quando as aulas acabarem e ela viajar para o Canadá, onde eles estão. Numa das vezes em que eles se falaram, ela pediu para que eles não viessem para que ela pudesse ir. PS: o que os professores pretendem fazer para os alunos preferidos deles não é nada demais, apenas uma homenagem mesmo e tal, na festa de encerramento que não terá muito foco também. Enfim, espero que tenham curtido mais um capítulo e até o próximo! :)