Next to Me

71 Next to me - 71


Notas iniciais
Voltei trazendo um capítulo bem grandinho e bem gostosinho. Boa leitura, mores :)

Na manhã seguinte, despertei bem cedo e sentindo-me renovada. Eu tinha sonhado com Regina e a felicidade do sonho ainda estava fazendo efeito.

Com a mente e o coração em paz, eu me levantei com disposição, tomei um belo de um café-da-manhã acompanhada de Ava e em vez de me jogar no sofá para assistir alguma coisa na TV, resolvi fazer mais uma faxina na casa, dessa vez, limpando cantinho por cantinho até ficar brilhando e permitir que eu me visse nas coisas.

As lembranças da noite anterior não saiam da minha mente e me arrancaram sorrisos e suspiros o dia inteiro. À noite, sentindo saudade de ouvir a voz de Regina, joguei-me no sofá com o celular na mão e liguei para ela, contudo minha professora não me atendeu, mas minutos depois me mandou uma mensagem avisando que estava no hospital com a mãe, que não tinha se sentido bem, mas já havia sido atendida e passava bem e por isso não atendeu.

No dia seguinte, domingo, passei o dia inteiro na casa de Ruby com Killian, Ariel, Nellie e Jack. Embora quisesse muito, em nenhum momento eu toquei no nome de Tinker com Killian. A nossa conversa sobre isso precisava ser só entre eu e ele. Nellie e Jack já não estavam mais trocando salivas como na festa da escola. Cheguei a questionar se estavam juntos ou iriam ficar, mas eles negaram, dizendo apenas que tinha sido uma ficada. Ariel e Ruby não negaram que estavam ficando, também nem tinha o que negar, porém deixaram claro, principalmente Ruby, que não era nada sério e nem exclusivo. Claramente ela estava dando um recado para Jack.

Na hora de ir embora, eu chamei Killian para conversar sobre seu envolvimento com Tinker, mas acabei desistindo de lhe cobrar alguma coisa sobre ele não ter contado sobre os dois, afinal, eu não tinha o direito. Eu também escondia não só dele, mas de todos, que estava me envolvendo com uma professora. Eu não podia lhe cobrar se fazia o mesmo. Estávamos quites. Acabei perguntando apenas como eles dois começaram a se envolver, mas meu amigo não meu deu muitos detalhes e eu não quis insistir.

Na segunda-feira de manhã, fui para o Estúdio e levei Ava comigo. Fiz uma limpeza paliativa no lugar apenas para tirar a poeira, pois não teria tempo para fazer uma faxina, fiz de Ava a minha primeira modelo e depois saímos para passear pelas redondezas para ela conhecer uns amiguinhos e o lugar e depois voltamos para casa. Eu ainda tinha que ir para a escola.

•§•

Assim que cheguei na escola, guardei minhas coisas na sala e fui ao encontro de Regina. Porém antes de chegar na sala dos professores, onde eu achei que ela estaria, encontrei-a no corredor do banheiro, pregando algo na parede. Não havia ninguém por perto.

― Só não te dou um beijo aqui por causa da câmera. — Sussurrei em seu ouvido, dando-a um pequeno susto, e encostei-me à parede, ficando de frente para ela.

― Você não seria louca. — Fala em um tom incrédulo e eu arqueio a sobrancelha. — Não!

― Quando eu descobrir como desligar essa câmera, eu faço isso para te provar. Pode ter certeza que ninguém nos veria. — Dou uma piscadela e ela sorri, balançando a cabeça negativamente. É claro que eu não faria algo irresponsável assim. Jamais colocaria a sua carreira e liberdade em risco dessa forma. Mas brincar um pouco não fazia mal. — Mas já que não posso te beijar, eu posso te abraçar. — Agarro-a pela cintura e a trago para mim, abraçando-a apertado e unindo completamente nossos corpos e Regina beija meu pescoço, arrancando-me arrepios dos pés à cabeça. ― Que ousada, senhorita Mills! — Sussurro em seu ouvido e me afasto. — Depois a louca sou eu.

― Eu sei que a câmera não pega esse ângulo. — Dá uma piscadela e volta para a tarefa de pregar o papel na parede.

― Parece que alguém andou estudando as câmeras... ― Zombo e recebo um empurrão em resposta. Então, ela termina o pequeno serviço que deveria ser feito pela coordenadora e anda para longe de mim, saindo do corredor. Eu logo lhe acompanho. ― Então, senhorita esperta... — Passo meu braço por seu ombro e a trago para mais perto. — Gostaria de sair comigo?

― Sair com você? — Olha para mim com ar pensativo. — Só se você passar em todas as provas logo de primeira. ― Condiciona, pegando-me de surpresa.

Ela estava falando sério?

― O que? Você só pode estar brincando, não é? — Rê balança a cabeça negativamente. — Regina, você sabe que eu tenho problemas em matemática e física. Não faz isso, por favor. ― Procuro fazer a minha melhor expressão de triste.

― Eu estou brincando, mas ainda quero que você se esforce o máximo para passar direto. ― Respiro aliviada com sua resposta. — Então... Sair com você? — Repete a pergunta em um tom pensativo. — Não sei. — Apesar de eu estar sentindo que ela estava brincando de novo, meu coração bate acelerado e meu sangue gela. — Quando seria este encontro? Tenho que ver em minha agenda. — Abre um sorrisinho. Filha da mãe! Tirando uma com a minha cara.

― Eu preciso de sua resposta urgente, pois no final de semana vou viajar com Killian e Ruby para a casa de um amigo nosso em Sanford e só volto na segunda. — Entro na brincadeira e o sorriso faceiro some na hora. — Então?

― Isso é sério? — Indaga completamente séria. Minha vontade era de beijá-la naquele momento e dizer que era brincadeira. Mas infelizmente eu não podia.

― Se a sua história de agenda for verdade, isso se torna verdade também.

― Eu só estava brincando, Emma. — Tenta se afastar, porém não deixo.

― Eu sabia disso, por isso brinquei também. — Tentei beijar sua bochecha, porém ela não deixou. — Regina, é verdade... Eu não vou há lugar algum. Só estava brincando. — Puxei sua cabeça e beijei sua bochecha a força. — Quando você estiver disponível, nós iremos. Quem escolhe o dia é você.

― Hum... — Murmura ainda de cara fechada. — Tudo bem... Podemos sair na sexta-feira. — Comemorei com um pulinho e a abracei de lado.

― Podemos nos encontrar às oito... — Ela assente. — Agora, eu vou para a sala. Daqui a pouco o Gold chega e eu não quero perder a revisão da prova. — Beijei sua bochecha mais uma vez, era a única coisa que eu poderia fazer, e saí correndo para a sala de aula com um enorme sorriso estampando o meu rosto.

•§•

A aula de Regina estava quase acabando e eu passei metade dela com um olho no celular e outro no quadro ou no caderno. Porém não tinha escrito nada. A folha estava limpinha. Era só um disfarce. Eu estava trocando mensagens com Ruby e Killian o tempo todo.

Eu estava tão entretida lendo a mensagem que Killian tinha mandado que nem percebi que Regina tinha se aproximando de mim. Eu só percebi a sua presença quando ela chamou minha atenção com um pigarreio.

― Muito bonito hein, Swan. — Comenta séria e eu abro um sorriso sem graça. Ela descruza os braços e estende a mão em minha direção. Estava claramente pedindo o celular.

― Eu juro que vou guardar. — Bloqueei o aparelho e botei dentro do bolso da calça.

― Você sabe... Quem jura mente. — Arqueia a sobrancelha. — Agora, o celular, por favor. — A contragosto, tiro o aparelho do bolso e a entrego. — Não se preocupe, ele estará bem guardado. — Pela minha visão periférica, pude ver Killian rindo. Provavelmente Ruby estava também. — Agora... — Aponta para o quadro, indicando o que eu deveria fazer e logo se vira para Killian. Ops! — Sr. Jones... — Estende a mão para ele e agora é minha vez de sorrir. — Por favor... — Killian assente, como o bom aluno que é e entrega o celular também. Regina olha para nós dois, balança a cabeça negativamente e nos dá as costas, voltando para a sua mesa.

― Achei injusto não pegar o de Ruby também. — Comentei baixinho com os dois.

― Nada de conversa, vocês três. — Chama a nossa atenção. ― Vão produzir que é melhor. — Assentimos e começamos a copiar o que tinha no quadro.

Porém, não escrevemos nem três parágrafos e o sinal tocou dando a aula por encerrada. Junto com alguns alunos que se levantaram e foram para fora da sala, Regina se foi e nem se manifestou a respeito do nosso celular.

― Emma, ela levou nosso celular. — Killian diz o óbvio e eu reviro os olhos.

― Vamos logo. — Levanto-me rapidamente e o puxo comigo para fora da sala.

No meio do caminho até a sala dos professores, Killian esbarrou em Chris e os dois só faltaram se matar por causa disso. No caso, o maior motivo era por causa da história da ex que meu amigo pegou em uma festa que eu nem lembro mais de quem foi. Só lembro que meu momento com Regina foi interrompido e eu tive que sair de casa para salvar os meus amigos de uma confusão e bati no idiota do Chris que até hoje quer me pegar por conta disso e quando cheguei em casa, com um machucado no rosto, Regina cuidou de mim.

Quando consegui arrastar Killian, seguimos correndo para a sala dos professores. Ao abrir a porta, vi Regina encarando meu celular e os outros conversando animadamente, sentados ao redor da mesa que estava repleta de provas. Killian logo se aproximou e colou os olhos em cima.

― Ei, MM. — Cumprimentei Mary, sentando-me em seu colo. Dei-lhe um abraço apertado e me deitei, ficando com a cabeça no colo de Regina, que estava logo ao seu lado. Killian desistiu de olhar as provas, talvez não fosse as nossas, encostou-se na parede e começou a trocar olhares com Tinker. Ou ele estava apaixonado ou eu não sei. — Já está preparada para dar adeus a sua turma preferida?

― Quem disse que vocês são minha turma preferida? — Arqueou a sobrancelha e eu gargalhei com ironia, cruzando meus braços embaixo da cabeça.

― Você nos ama tanto que eu aposto que passará o dia todo chorando e na hora do discurso na nossa formatura, não irá nem conseguir falar direito.

― Vocês se acham. — Cruzou os braços, olhou para o alto e respirou fundo. Se eu a conheço bem, já estava querendo chorar. — Certo! Você está certa. — Admitiu, fazendo todos sorrirem.

― O que vocês vão fazer para nós na despedida? — Direcionei a pergunta para todos. — Sei que somos os preferidos de vocês também. — Digo para Tinker, Gold e David.

― São é? — Gold pergunta com ironia e eu assinto. Gold era um professor chato, mas não chato de verdade. Ele só tinha uma das piores matérias e era muito rigoroso. Mas chato de verdade, ele não era. Assim como nós gostávamos dele como pessoa, ele gostava de nós como pessoa também. Como aluno e professor era outra história.

― Pretendemos realmente fazer uma homenagem, mas só na hora. — David responde, deixando-me completamente curiosa. — E nem adianta perguntar o que é. Não diremos. — Avisa e eu logo olho para Regina. Certeza que se eu perguntasse, ela me contaria. — E você, Mills, está proibida de contar.

― Tudo bem! Não contarei nada. — Retruca em tom de promessa. Droga!

De repente, ouvimos a voz da diretora se aproximando da sala. Antes mesmo de eu pensar em fazer qualquer coisa para que ela não me visse por ali, eu já estava no chão, escondendo-me debaixo da mesa. Bem, Regina e MM, sem delicadeza alguma, que me jogaram.

― Ai! — Reclamo, chamando a atenção das duas que sorriem sem graça. Rapidamente elas levantam o olhar e eu imagino que o demônio chegou na sala.

― Boa tarde! — Escuto a voz da diretora, confirmando o que pensei.

Procurei por Killian e o vi escondido atrás do armário. Fiz sinal para ele e quando me olhou, avisei que no ‘’três’’ correríamos para a porta. Meu amigo assentiu e se remexeu, como se estivesse se preparando para correr uma maratona.

Virei para Regina e MM e soltei um beijo para as duas.

― O que vocês estão olhando debaixo dessa mesa? — A diretora pergunta em um tom bastante desconfiado.

― Nada! — MM responde, bastante nervosa. Ela sempre ficava assim quando tinha que mentir.

― Tem certeza? — Começa a se movimentar, indo para o lado delas e saindo de perto da porta e eu chamo a atenção de Killian, avisando que iria começar a contar. Era o momento abençoado para sair da sala. Bati nas pernas de Gold e David, que rapidamente as levantaram, e comecei a engatinhar.

― Claro que sim. — Regina quem responde, completamente tranquila.

Agora! — Sussurrei para Killian e passei rapidamente por debaixo das cadeiras deles e meu amigo saiu nas pontas dos pés. Escutamos quando ela pergunta novamente e diz que não tem nada debaixo da mesa e batemos as mãos num ‘’high-five’’. Em seguida, saímos correndo para longe.

― Ei, não se preocupe com o celular, depois eu pego para você.

― Eu sei... Sei que Regina não fará nada... É só que eu queria logo para voltar a conversar com a Tinker. — Confessa, sorrindo sem graça. Killian com vergonha era um fofo.

― Alguém está apaixonado. — Cantarolo, empurrando-o com o ombro.

― Talvez sim, talvez não. — Murmura pensativo.

Ao chegarmos no corredor da nossa sala, que estava completamente calmo porque todos estavam na quadra, avistamos Ruby, Ariel e Nellie conversando e ficamos por ali mesmo.

•§•

No final das aulas, seguimos para a quadra para jogarmos algumas partidas de vôlei. Victor tinha liberado a bola e as redes.

No meio da primeira partida, Killian começou a brigar com Chris e lá fui eu defendê-lo, é claro.

― Primeiro você me empurra no corredor e agora isso? — Aponta o dedo no rosto de Jones, que dá uma tapa logo em seguida.

― Aponte esse dedo nojento novamente para mim e eu arranco a sua mão e você terá que aprender a ser canhoto se quiser bater punheta. — Avisa entredentes, completamente vermelho de raiva. Os meninos ao redor começam a sorrir e até eu não me aguento e sorrio também.

― E aí eu arranco o seu brinquedo. ― Chris rebate, indo para cima de Jones, mas sendo segurado pelos amigos. ― Eu quero ver você brincar com a professorinha. — Acrescenta e todos nós ficamos calados. Como diabos o Chris sabia de Killian e Tinker? Será que ele sabia ou só estava jogando verde? Mas como jogar uma verde dessa se Killian nunca foi visto por muito tempo com Tinker e ele dá em cima de todas as professoras?

― Seu desgraçado! — Killian avança em Chris, mas eu logo o agarro pela cintura e o puxo para longe. Eu gostaria de vê-lo bater nele, gostaria muito, mas se eu deixasse daria merda. Muita merda.

― Não vale a pena, Killian. ― Digo, tentando acalmá-lo. Meu amigo se solta do meu agarre e se afasta.

― E você, Swan... — Encarei-o com raiva já esperando a merda que ele faria. ― Dando uma de boa moça e defendendo o namoradinho... Sua professorinha sabe disso? — Não dei tempo para ele pensar rápido e o acertei no nariz, desejando que quebrasse.

― É bom que você respeite a mim, Killian e a Regina. — Digo o nome de Rê mesmo que ele não tenha dito e que sua intenção é colher maduro, porque não só ele, como todo mundo da escola nos ver juntas, então seria ridículo e até poderia dar margem para má interpretação se eu fingisse que não soubesse de quem ele está falando.

― Ou o que? ― Pergunta cheio de marra. Grande idiota!

― Não queira saber. — Na verdade, eu não sei o que faria. Mas ele não precisava saber disso. — Não queiram saber para quem ligarei, caso ouvir mais alguma gracinha desse tipo ou qualquer fofoca desse assunto. Fui clara? — Eles assentem, exceto Chris. Porém sei que ele entendeu. Com o recado dado, afasto-me deles, chamo Ruby, Ariel e Nellie, que estavam observando de longe e vou ao encontro de Killian.

― Tudo bem? — Pergunto preocupada e ele responde com um menear positivo de cabeça.

― Você me diz que não vale a pena bater e bate. — Abraça-me de lado e nós começamos a andar para fora da quadra. Nellie passa na nossa frente com o celular no ouvido e Ruby e Ariel chegam abraçadas ao nosso lado.

― É que eu não me aguentei... Ele mereceu. — Dou de ombros e Killian sorri.

― Então... Você conhece gente errada? — Franze o cenho e eu gargalho.

― Não... Mas, eles não precisam saber disso. ― Meu amigo concorda e nós sorrimos.

•§•

À noite, junto com Killian, fui na casa de Regina para buscarmos nossos celulares. Rê entregou o de Killian e pediu imensas desculpas por ter ficado tempo demais com ele, mas segurou o meu, alegando que queria conversar comigo antes. Despedi-me de Killian e fiquei para saber o que ela queria conversar.

Depois de me dar um sermão enorme por estar com celular na hora da aula, Rê me entregou o aparelho e, alegando apenas curiosidade, quis saber com quem eu conversava. Eu não lhe mostrei o conteúdo da conversa, mas mostrei que era com Ruby e Killian. Em seguida, vendo o tanto de livro em cima da mesa de centro, eu decidi ir embora. Regina estava elaborando prova e eu não queria atrapalha-la. Despedi-me com um abraço e um beijo na bochecha que teve seu fim na boca e fui embora.

•§•

A semana estava se passando lentamente. Como era as últimas provas do ano e ninguém queria ficar em recuperação, os alunos se juntaram e pediram para que os professores dessem revisões de seus assuntos antes de entregarem as provas. Estava sendo bem cansativo. Eu chegava em casa e seguia direto para o banheiro para tomar um banho e em algumas vezes, ‘’apenas para descansar os olhos’’ deitava no chão e acabava pegando no sono. Era terrível. Se para nós estava sendo difícil e cansativo, imagina para os professores que só iam para casa no fim da noite e chegavam antes do horário?

Com os dias corridos, eu quase não estava vendo Regina na escola. Víamo-nos apenas quando eu passava na sala dos professores ou quando ela estava em nossa turma.

Na quinta-feira, eu liguei para vovó e durante a conversa eu falei sobre os meus planos de sair com Regina e ela me deu a brilhante ideia de comprar uma joia para. Como da outra vez eu tinha dado um colar, desta vez me pediu que comprasse um anel. Assim que eu larguei, segui para o centro para comprar um.

Na sexta-feira, foi difícil encontrar Regina para saber se estava tudo certo, e quando a encontrei, ela estava com o semblante tão cansado que eu pensei em desistir do nosso encontro e adiar para outra noite. Contudo, antes mesmo de eu me pronunciar ela me pediu para estar pronta às oito e não se atrasar.

Quando deu sete horas da noite eu já estava completamente pronta, só esperando o seu aviso de que estava saindo de casa para que eu pudesse esperá-la na rua. Porém, logo recebi uma mensagem sua, avisando que iria se atrasar porque ficou presa em uma reunião com a diretora e a coordenadora e acabou chegando tarde em casa.

Às oito e meia Regina para o carro em frente à minha casa.

― Ainda bem que não marquei nada em algum restaurante, senão já teríamos perdido. — Disse assim que entrei no carro.

― Perdão pelo atraso. Além de estar cheia de trabalho, teve a reunião de última hora e...

― Ei, relaxa... — Trato logo de interrompe-la. — Agora, saia daí que quem vai dirigindo sou eu. ― Peço, esticando-me por cima dela e abrindo a porta.

Regina aceita a troca de bom grado e logo estou sentada atrás do volante e ela no banco do passageiro. Eu ligo o som e logo uma música antiga de Celine preenche o carro. Trinta minutos depois, chegamos em frente ao Bubba’s. A boate onde eu a pedi em namoro.

― Em, esse é aquele lugar que viemos juntas no dia que... — Não completa a pergunta, mas eu assinto, entendendo-a bem.

― Gostou de vir aqui novamente? — Abracei-a por trás e beijei seu ombro.

― Pode ter certeza que sim. — Beija minha bochecha e me puxa para entrarmos.

•§•

― Esse lugar me traz lembranças boas. — Regina comenta, olhando ao redor. — Foi exatamente nessa mesa que começamos a namorar. — Direciona seu olhar para mim e vejo seus castanhos marejados.

― Ei... ― Levanto-me rapidamente e me sento ao seu lado. — Eu não te trouxe aqui para ficar chorando. — Acaricio o seu rosto. — Até porque as lembranças são boas, não ruins. Não tem motivo para chorar.

― As lembranças são boas, mas o status que tínhamos nela, não temos mais. — Ela respira fundo, provavelmente se segurando para não chorar e encosta a cabeça em meu ombro. Agora era o momento certo para eu falar tudo que eu queria e fazer o que estava planejando.

― Quando nós terminamos o namoro eu fiquei tão mal, Rê... O pior é que no mesmo dia eu tive a notícia da minha mãe e a pessoa que eu mais queria que estivesse comigo, não estava. — Minha voz sai baixa e falha. Eu estava com vontade de chorar. Graças a Deus a minha mãe estava indo bem de saúde e eu Regina estávamos nos acertando, mas falar da época em que tudo aconteceu de uma vez ainda me deixava emocionada e eu sentia a mesma dor que senti naqueles dias. — Eu viajei para Boston com a ideia de dar apenas um descanso a mim, sabe? Em cada lugar que eu ia naquela casa, eu me lembrava de você. — Fiz uma pausa, respirei fundo e tomei um gole do refrigerante. Nenhuma das duas estava tomando bebida alcoólica. Apenas água e refrigerante. — Quando eu conheci o Graham, eu consegui desligar um pouco a minha mente de você e das lembranças, e com a ajuda dele, dos meus amigos de lá, os meus primos e minha avó, eu até que estava conseguindo ficar menos triste e sorrir mais. Mas quando eu cheguei e vi você com o colar que eu te dei... — Toquei no pingente de cisne pendurado na corrente de ouro branco em seu pescoço. — Tudo voltou como uma avalanche....

― Não foi só você que sofreu com a separação. — Ela levanta a cabeça e me encara. Nossos rostos estavam bem pertos. — Quando eu te vi indo embora, eu pensei que morreria de tanto chorar, de tanto dor que eu estava sentindo aqui... — Pousou minha mão em seu peito e eu o senti bater com força. — Passei vários dias sem me alimentar direito, não queria sair de casa, não queria nem ler os livros do Nick, porque até isso me lembrava de você... — As lágrimas começam a descer por seu rosto e eu me apresso para enxuga-las. — E assistir CSI? — Sorri. — Estava fora de cogitação... ― Balança a cabeça negativamente. ― Tinker tentou me animar, mas não adiantava... Quando faltavam poucos dias para voltarmos as aulas, eu decidi que seria melhor tentar te esquecer e tentar seguir em frente, mas quando eu te vi naquela tarde eu não consegui mais prestar atenção no que a Charlotte dizia. Meu coração só faltou sair pela boca só por ter te visto. Eu temi que as pessoas ao meu lado pudessem escutá-lo. ― Sorri e eu lhe acompanho. ― Naquela tarde eu cheguei à conclusão que não conseguiria te esquecer... E quando eu te vi com aquele rapaz, a dor que senti foi pior que a dor de quando você saiu pela porta de casa, porque ali eu tive a certeza que tinha te perdido.

― Mas não perdeu. ― Apresso-me em dizer. ― Eu estou aqui. — Abracei-a o mais forte que pude e beijei sua testa. — E estarei enquanto você quiser... Até quando não quiser também. — Digo bem-humorada e arranco um sorriso seu.

― Eu não quero mais te mandar embora... Não quero mais que você vá. — Aproximei nossos rostos e toquei seus lábios suavemente com os meus.

― Você quer ser minha namorada? — Abro os olhos e encaro os castanhos bem de perto. — De novo... — Acrescento sorrindo. Em seguida, retiro do bolso do casaco, o anel que comprei e lhe mostro.

― Emma... — Pego sua mão e coloco o anel em seu dedo. — Eu te amo tanto. — Declara-se, fazendo meu coração se aquecer. Em seguida, puxa-me bruscamente e me beija.

― Você não disse sim ou não. — Sussurro entre o beijo e ela sorri.

― É claro que é sim, sua boba. — Beija meu nariz, meu queixo e então minha boca novamente.

•§•

― Para onde estamos indo agora, Em? — Questiona-me assim que saímos da boate e entramos no carro.

― Um dos meus lugares favoritos. — Respondo simplesmente, não querendo dar muitos detalhes para que ela fique curiosa.

Como já estávamos no centro e o estúdio é pelas redondezas, não demoramos muito para chegarmos no seu endereço.

― Eu conheço esse lugar. — Murmura, olhando atentamente pela janela. — É onde fica o seu estúdio. — Volta-se para mim e eu assinto.

― Garota esperta! — Brinco e recebo uma tapinha na coxa. — Ai... — Esfrego o local estapeado. — Isso poderia ter causado um acidente.

― É mesmo? — Arregala os olhos teatralmente, fingindo estar chocada.

― É!

Logo chegamos em frente ao estúdio e eu estaciono o carro. Em seguida, entramos.

― Você tem que dar um nome para esse lugar. — Comenta, olhando ao redor. — Já pensou em um? ― Nego rapidamente. Eu ainda não tinha conversado com Graham sobre nomes. Nós tínhamos pensado em tudo quando começamos a montar o lugar, exceto um nome.

― Poderia ser algo referente a nós duas?

― Até poderia, mas acho que seria muito mais certo se fosse algo referente a você e o seu amigo.

― É verdade... — Aproximo-me dela e enlaço sua cintura. — Obrigada pela sugestão. ― Beijo sua bochecha. ― Vamos pensar em alguma coisa juntos. Agora, tire a roupa e me espere naquela sala. — Peço, apontando para uma porta a nossa frente. Porém, Regina nem sai do lugar e eu já imagino o motivo. — Estou te devendo algumas fotos e estava brincando, não precisa tirar a roupa. — Esclareço. Minha professora abre a boca, mas logo a fecha e segue para o local indicado.

Peguei a minha câmera, o presente que vovó me deu, e voltei para a entrada principal. Tranquei a porta, guardei a chave no balcão de atendimento e fui até Rê.

― Preparada? — Pergunto, acendendo as luzes da sala e apontando para o lugar que ela deveria ficar. Arrumo a iluminação e as sombrinhas ao seu redor e me posiciono em sua frente. Então bato a primeira foto, pegando-a desprevenida. — Maravilhosa! — Solto um beijo no ar, fazendo-a abrir um sorrio e me preparo para tirar a próxima.

•§•

― As fotos ficaram ótimas, Em. — Rê comenta, passando mais uma vez as imagens na câmera. Estávamos sentadas no chão. Ela estava entre minhas e eu a abraçava pela cintura e apoiava minha cabeça em seu ombro. Eu não queria nunca mais sair daquela posição. — Você fotografa muito bem.

― Obrigada! ― Beijo seu ombro. ― Eu gostei muito dessas em que eu te capturei natural, sem você perceber... ― Retiro a câmera de sua mão, arrasto-me para trás e a viro de frente para mim. Preparo a câmera e sem aviso começo a bater mais fotos.

Entendendo o que eu estava fazendo, Regina se levanta e começa a fazer poses. De repente, ela para de se movimentar de um lado para o outro e começa a se despir. Meu coração se acelera.

Então, deixo a câmera de lado, levanto-me também, aproximo-me dela e sem dizer uma palavra começo a lhe ajudar a tirar o restante das roupas. Quando ela fica só de calcinha e sutiã, segura-me pela cintura, levando-me para mais perto ainda e une nossos lábios em um beijo profundo e excitante. Quando quebra o contato e se fasta, eu não permito, indo atrás de sua boca, capturando seu lábio inferior e depois o superior, dando início a mais um beijo molhado, movendo a cabeça de um lado para o outro e explorando sua boca com a língua.

Quando precisamos de ar, afastamo-nos e encostamos nossas testas, respirando descompassadamente.

― Vamos criar novas memórias. — Sugiro, abrindo os olhos e encarando os castanhos de pertos, que já estavam abertos, observando-me. — Aqui... ― E então unimos nossos lábios novamente em um beijo arrebatador, cheio de saudade e sensualidade.

Sem nos afastarmos, voltamos a sentar no chão e aos poucos fui empurrando Rê para trás e me colocando por cima dela até ficarmos completamente deitadas. Suas mãos passeavam por minhas costas, dando alguns apertões e me fazendo gemer baixinho em sua boca.

Separei nossos lábios, afastei-me um pouco e comecei a analisá-la. Fazia tanto tempo que eu não a via assim, tão de perto. Principalmente no momento que estávamos. Apoiei-me no chão com uma mão e com a outra comecei a passar lentamente por seu rosto. Ela me encarava atentamente e eu acompanhava os movimentos dos meus dedos por sua face. Parei em sua boca e alisei sua cicatriz, sentindo o alto relevo. Segui com meus dedos e desci para o pescoço, passei pelo ombro e parei em seu colo. Por cima do sutiã apertei de leve os seus seios e ela fechou os olhos e gemeu baixinho. Como eu senti falta de ouvir esses gemidos de prazer causados por minhas carícias.

Saí de cima dela e me ajoelhei em seus pés. Rê estava acompanhando cada movimento eu. Comecei a acariciá-los até que subi para as pernas e quando cheguei nas coxas, apertei com força. Era uma das minhas áreas preferidas. Minha Rê geme de novo.

Estendi a mão para ela, que prontamente a agarrou, e a puxei para cima, para bem perto de mim.

― Eu quero que seja maravilhoso e inesquecível, assim como da primeira vez. — Sussurro o meu maior desejo para o momento e ela sorri.

― Pode ter certeza que será. — Morde o lábio inferior e puxa-me para os seus lábios novamente, enfiando a mão por meus cabelos e dando puxadas de leve, fazendo-me arrepiar.

Quando encerramos o beijo, desço com os lábios para o seu pescoço e vou virando-a até que fique de costas para mim. Então, por debaixo do sutiã, eu aperto e massageio seus seios, até que ela o retira e joga para longe, dando-me mais liberdade para acaricia-los.

Desço os beijos para o ombro e continuo o caminho pelas costas. Acaricio com os lábios cada parte daquela pele macia até preciso me deitar no chão para alcançar sua bunda. Então minha professora, agora minha namorada de novo, fica de joelhos e eu retiro sua calcinha lentamente, beijando cada pedaço de pele que vai ficando exposta. Vou acompanhando o caminho que a peça vai fazendo e vou beijando até que chego em sua intimidade e passo a ponta da língua, fazendo Regina soltar um suspiro pesado. Continuo com o caminho de beijos e língua até que chego em suas coxas e me dedico àquela área por alguns segundos.

Em seguida, sem me levantar, vou rodeando suas coxas até que fico de frente para ela e fico de joelhos também, beijo seus lábios ternamente e levo minhas mãos aos seus seios, começando a massagear os dois lentamente e tendo como resposta, minha morena gemendo toda manhosa em minha boca. Então, separo nossas bocas, abaixo-me um pouco e agarro o seio esquerdo com a boca enquanto continuo a estimular o outro com a mão, puxando o bico de leve e depois apertando-o com vontade.

Após dedicar uns bons minutos em seus seios, desço por sua barriga e paro em seu sexo, beijo a virilha e passo a língua lentamente. Então me levanto, puxando-a comigo e admiro seu corpo nu, exatamente como veio ao mundo. Era a melhor visão do mundo. Melhor até que as sete maravilhas.

Minha morena começa a retirar a minha calça e na medida que minhas pernas vão ficando descobertas, ela deposita beijos molhados que me arrepiam até a alma. Após fazer o mesmo com minha calcinha, blusa e sutiã, seus lábios atacam minha barriga e faz um caminho torturante até meus seios. Cada toque de sua língua em meus bicos era um arrepio que eu sentia e um gemido que soltava. Eu já tinha me esquecido qual era a sensação de ter sua boca devorando o meu corpo.

Então minha professora sobe para o meu coço, chega no pescoço, dá alguns chupões e mordidas de leve, segue para a orelha, dá uma mordidinha, passa para a minha bochecha e chega em minha boca.

Cada vez que nossas línguas se encontravam e Regina chupava meus lábios, eu sentia minhas pernas fraquejarem. Eu já estava tão excitada que poderia gozar a qualquer momento.

De repente, Regina toca meu sexo timidamente e eu sinto um choque passar por meu corpo. Eu poderia cair no chão a qualquer momento, sem forças nas pernas. Regina estava abalando minhas estruturas com esses toques suaves em minha vagina. Enfio minhas mãos em seus cabelos, aprofundando o beijo, e em resposta, ela massageia meu ponto de prazer com toques mais precisos. Regina estava me levando à loucura e eu já estava me derretendo em seus dedos.

Então minha morena para abruptamente com o beijo e seus movimentos deliciosos e se ajoelha. Prevendo o que pretendia fazer, eu sinto outro choque passar pelo meu corpo e solto um gemido.

― Puta que pariu! — Deixo escapar quando sinto sua boca em meu sexo e me seguro em seus ombros para não cair no chão. — Você está cada vez melhor... — Comento com dificuldade. — Andou treinando? ― Brinco.

― Depois do nosso beijo na laje, eu comecei a treinar todos os dias... ― Dá uma piscadinha. ― Com uma laranja... ― Dou uma gargalhada pela brincadeira, mas logo a gargalhada para um longo gemido por sentir sua boca em meu sexo novamente.

Suas mãos apertam com vontade a minha bunda, levando-me mais para ela, e sua língua quente passa por todos os lugares possíveis. De cima para baixo, de baixo para cima. Da direita para a esquerda, da esquerda para a direita. Brinca na entrada e depois me chupa por completo.

Suas mãos se afastam da minha bunda e uma sobe para o meu seio, que eu logo a agarro e lhe ajudo na carícia, e a outra pressiona meu ponto sensível. Não aguentando mais, chego ao ápice e me derramo toda em sua boca. Então minha morena sobre pelo meu corpo, deixando rastros de saliva por onde passa e beija minha boca, fazendo-me sentir meu gosto.

Quando nos separamos, deito-a no chão e volto a beijá-la, ao mesmo tempo que desço com uma mão e toco sua intimidade molhada. Sem delongas, penetro dois dedos e começo a movimentá-los, primeiro lentamente para que se acostume com a invasão e depois com mais velocidade na medida que seus gemidos vão ganhando força.

Desço com meus lábios para o seu pescoço sem interromper os movimentos com os dedos, passo por seu colo e seios, paro alguns instantes em sua barriga e então chego em seu sexo. Chupo-a com vontade enquanto aumento as investidas e então Regina também goza, contudo, continuo chupando-a mais um pouco, mesmo ela tentando me afastar por estar sensível, e então me deito por cima de seu corpo e uno nossas intimidades.

Começo a me movimentar devagar, por ela ainda estar sensível, mas quando escuto o barulho que nossos sexos fazem ao serem esfregados um no outro, eu não aguento e aumento a velocidade. Regina agarra minha cintura, trazendo-a mais para si e eu me sinto ainda mais incentivada a ir mais rápido.

Nossos gemidos se misturam no ambiente silencioso. Nosso suor se mistura em nossos corpos. Nossos olhos se encontram intensamente e nossas almas se conectam completamente.

Esse, definitivamente, estava sendo a melhor memória que criaríamos nesse lugar.

Mais uma vez nos beijamos intensamente, enquanto nos friccionávamos uma na outra. Então, chegamos ao ápice mais uma vez, dessa vez, juntas.

Desci rapidamente até a sua intimidade e chupei-a até não ter mais resquício algum de seu gozo. Quando voltei para beijá-la mais uma vez, percebi que Regina já estava excitada novamente. Então, sem pensar muito, sentei-me então no chão e puxei-a para sentá-la em meu colo. Comecei a chupar seus seios e penetrei-a mais uma vez. Minha professora, minha morena, meu amor, começou a se movimentar para cima e para baixo, indo cada vez mais fundo e mais rápido em meus dedos e soltando gemidos roucos em meu ouvido.

Quando minha morena chegou ao ápice mais uma vez, soltando seus maravilhosos gemidos em meu ouvido, eu lhe acompanhei, mesmo sem ter sido tocada. Só os seus gemidos e meus dedos dentro de seu sexo foram o suficiente para mim.

Completamente cansadas, deitamos uma de frente para a outra no chão e ficamos nos encarando sem dizer uma palavra. Minha Rê começou a fazer carinhos em meus cabelos e eu levei meus dedos ao seu rosto suado. Nossos olhos estavam conectados e em nossos lábios tinha um grande sorriso. Naquele momento não eram necessárias ter palavras não, mas não resisti à vontade de me declarar.

― Eu amo você, minha morena. — Beijei sua testa, seu nariz e sua boca.

― Eu também amo você, minha Em. — Sussurra e sela nossos lábios mais uma vez.

Notas finais
Agora sim nossos amores estão de volta. ~~ e voltaram muito que bem, né? rs ~~ Espero que tenham curtido mais um pouquinho da história de Emma e Regina de NTM e até o próximo! :)