Next to Me
68 Next to me - 68
Notas iniciais
Após deixar Regina, segui direto para o quarto para trocar o curativo. Quando tirei a bota, encontrei minha meia completamente suja de sangue. Para conseguir tira-la foi um sacrifício. Estava tudo colado. Horrível! Talvez eu fosse precisar ir no hospital quando voltasse.
Alguns minutos depois, após ter chorado diversas vezes e sentido pontadas de dor, consegui trocar o curativo e resolvi ficar no quarto mesmo, esperando o pessoal que ainda estava se arrumando.
Não encontrei mais Regina até a hora de sairmos. Ela, Tinker, David e Mary nos acompanhariam.
•§•
Estávamos em um supermercado comprando lanches para a madrugada que pretendíamos passar fazendo qualquer coisa que não fosse dormindo, quando percebi uma movimentação estranha entre alguns garotos e garotas. Killian logo se aproximou.
— Ei, Swan... Descola aí... — Faz sinal de dinheiro com a mão e uma cara de pidão. — O pessoal vai comprar umas bebidas, mas eu não quero beber com eles. — Faz uma careta. — Não são tão legais. Prefiro você, Ruby, Ariel, Nellie, Jack... Por falar em Jack, outro dia ele estava lá perto de casa... Perguntou por você... — Fala em um tom de suspense.
— E o que você disse? ― Indago, pouco interessada.
— Na época você estava com o Graham ainda, então eu disse que estava na mesma. — Assinto. — Bem, voltando ao que eu estava dizendo... Eu falei com as meninas e elas já aceitaram, só falta você. Topa?
— Quanto você quer? — Rapidamente ele levanta cinco dedos. Procurei minha carteira pelo casaco e quando a achei, tirei a nota e lhe entreguei. Killian sorriu feito uma criança quando ganha doce, sussurrou um ‘’obrigada, gata’’, me deu um beijo na bochecha e se virou para ir embora. — Ei! — Chamei-o novamente, ele se virou em minha direção e voltou para perto de mim. — Não se esqueça de colocar umas coisas doces para a ressaca do dia seguinte. ― Aviso. Meu amigo se aproxima mais um pouco, sussurra um ‘’pode deixar’’ todo sedutor e me rouba um beijo, como sempre faz quando estou desprevenida e ele está muito perto. ― Killian! ― Repreendo-o entre risadas. Ele solta um beijinho no ar e vai embora.
Viro-me para sair do corredor que eu estou e ir para o próximo para procurar alguma besteira salgada para comprar e dou de cara com Regina no final. Provavelmente iria entrar no corredor que estou. Ficamos nos encarando por alguns segundos e quando ela faz menção de vir até mim, Ruby me chama do outro lado. Ela dá alguns passos para trás e passa direito.
•§•
— Killian! — Chamei-o assim que ele saiu de dentro do estabelecimento junto com Ruby. Mais atrás estava MM e David conversando e do outro lado estava Regina e Tinker. Eu já tinha saído há alguns minutos e estava os esperando.
— Ei gata, tudo certo aqui dentro. — Aponta para a bolsa que carrega. — Dei as bebidas para o abobado do Jensen e ele passou tudo com as coisas dele. — Fala animado. — E antes que pergunte se ele é maior de idade... Sim, ele é.
— O que vocês compraram? — Peguei a bolsa de sua mão, mas antes que pudesse abrir, Jones a puxou de volta. Eu iria contestar, mas escutei as vozes dos professores mais atrás e logo entendi o motivo. — Foi mal. — Dou um sorriso sem graça e ele balança a cabeça negativamente.
— Eu trouxe... — Faz uma pausa e se aproxima mais de mim. — Whisky e vinho. Está bom para você?
— Com certeza! — Respondo animada, esfregando a mão uma na outra. — Vocês não perdem uma.
— Claro, meu bem. — Dá uma piscadela acompanhada de um sorrisinho.
Juntamo-nos ao pessoal que preferiu ficar do lado de fora, olhando as bancas em uma feirinha que tinha do lado do supermercado, mas logo me afasto da barulheira de vozes para ligar para o meu pai. Como era eu quem estava ligando, eu não poderia demorar muito, então só ligaria para saber como eles estavam mesmo, e como sempre, matar a saudade de ouvir suas vozes.
Com dois toques o meu pai atendeu. Ao fundo pude ouvir minha mãe pedindo para falar comigo. Sorri ao ouvir sua voz.
— Pai? — Chamo sua atenção, pois ele me atendeu, mas ficou falando com a mamãe.
— Oi, meu amor! — Responde todo animado. Meu coração se enche de alegria. — Como é que você está?
— Estou bem. — Tirando minha vida amorosa, eu estava realmente bem. Mas meu pai não precisava saber da parte da vida amorosa.
— Tem certeza? — Pergunta desconfiado. Provavelmente deve ter percebido algo.
— Absoluta! — Respondo com mais animação para ficar mais realista. — E saber se vocês dois estão bem me fará ainda mais feliz.
— Então pode ficar tranquila, porque a única coisa que aconteceu comigo foi um corte no dedão do pé. — Ele sorri e ao fundo eu escuto a risada da minha mãe também. — Eu chutei o chão um dia desses. — Conta todo sem graça e eu gargalho.
— Estava trelando, pai? — Zombei.
— Quase isso, Emma. — Minha mãe quem responde.
— Está no alto-falante, meu amor. ― Meu pai avisa logo em seguida.
— Contem-me então, como foi esse ‘’quase trelando’’ — Pedi entre risos.
— Quando eu fui chutar uma bola. Ou tentar, na verdade. — Fala meio sem jeito. ― Mas eu juro que não estava dando uma de criança e brincando na rua, filha. — Justifica-se rapidamente. A risada gostosa de mamãe, que pelo jeito deve ter visto tudo, contagia-me e eu acabo caindo na gargalhada.
— Tudo bem, pai. Às vezes ou sempre, é bom soltar a sua criança interior. — Mal terminei a minha frase e pude ouvir os dois do outro lado soltando um sonoro ‘’Uau’’ — Foi bastante filosófico, não foi? ― Eles concordam entre sorrisos.
Olhei para o meu pé machucado, pensando em contar a minha trela também, porém se eu fizesse isso, teria que dizer outras coisas mais, como por exemplo, eu estar um pouco bêbada e o horário em que aconteceu, então desisti da ideia.
Acabei me esquecendo da conta do celular e ultrapassei os limites na conversa com meus pais. Era tão bom conversar com eles dois que eu nem percebia a hora passar. Principalmente porque passaram um tempão sem me dar notícias porque preferiram me esconder a doença de mamãe. A última vez que a vi por vídeo chamada, estava tão linda, tão sorridente. O cabelo já estava crescidinho e Ingrid estava gostando tanto que resolveu manter o modelo. Eu estava louca para vê-la pessoalmente. Estava contando os dias para as aulas terminarem e eu finalmente poder viajar.
Quando nós finalmente encerramos a ligação, pensei em ligar para Graham para saber sobre ele, Josh, seus irmãos, sua mãe e seu pai e para conversar um pouco também, porém Tinker se aproximou de mim. Acho que ela estava esperando que eu terminasse a ligação para vir falar comigo.
— Ei, anão de jardim. — Cumprimento-a, empurrando-lhe com o ombro. — Ei, você sabe porque não fomos para Lewiston hoje? — Pergunto curiosa. De acordo com o comunicado dado pela coordenação, iríamos para Lewiston ainda hoje e só depois voltaríamos para Augusta.
— Mudança de planos. Como são apenas três lugares, decidimos ir para cada um em cada dia, fica menos cansativo para todos, principalmente para o motorista. — Explica e eu assinto. ― Mas não vim aqui para falar disso.
— Regina. — Deduzo e ela assente. ― Você quer falar sobre eu ter ido embora depois do beijo, não é? — Ela arregala os olhos como se estivesse surpresa. — Eu sei que você sabe. — Acuso-a, semicerrando os olhos.
— OK. — Levanta as mãos rapidamente. — Eu realmente sei. ― Confessa e eu balanço a cabeça negativamente.
― Tinker, eu não quero falar sobre agora, pode ser? ― Sou sincera. Além de não querer falar sobre esse assunto agora, não estávamos em um lugar apropriado para isso. Às vezes eu tenho mania de alterar a voz sem nem perceber, quando estou eufórica. Não quero nem pensar nas consequências que traria se alguém escutasse a conversa.
— Tudo bem. — Ela toca em meu braço e o aperta de leve. ― Tudo no seu tempo.
Tinker permanece ao meu lado conversando sobre outros assuntos até a hora de voltarmos para o hotel. A coordenadora já havia ligado três vezes para Regina, perguntando onde estávamos e por isso decidimos ir embora. Não tínhamos passado muito tempo fora, mas ao menos tinha dado tempo fazermos diversas coisas e conhecer alguns lugares também.
•§•
Assim que chegamos ao hotel, Killian se desembestou para dentro dos matos para esconder as bebidas e só pega-las quando os professores fossem dormir. Como tínhamos passe livre para andar pelo hotel à noite, só na parte de dentro, ficaríamos na sala de jogos assim que a barra estivesse livre.
Eu segui direto para o quarto para trocar mais uma vez o meu curativo e desta vez colocar remédio e na saída acabei esbarrando com Regina bem na porta. Eu pensei que ela fosse tentar falar algo, porém, me olhou por alguns segundos e depois entrou no cômodo.
Horas mais tarde, todos foram para as suas camas.
Logo que Ruby viu que Rê estava dormindo realmente, eu também conferi para saber se estava mesmo, saímos de fininho do quarto e fomos até o de Killian. Quando ele saiu, seguiu direto para o esconderijo das bebidas, nós não o acompanhamos, e quando ele voltou, não perdemos tempo e logo fomos para a sala de jogos do hotel. Apenas três faxineiras estavam acordadas, mas elas colaboraram com a gente para ficarem quietas.
•§•
— Bem que você disse que quem ficaria com a gente seria a gostosa Mills, Killian. — Ruby comenta, com a voz já arrastada.
— Minha fonte é segura. — Rebate com a voz arrastada também.
— Killian, você está pegando ela? — Nellie pergunta entre risos e, embora eu soubesse que não, meu coração se acelerou e eu temi a resposta. Com certeza isso é efeito do álcool.
— Queria eu pegar ela também. — Responde em um tom extremamente malicioso. Levanto-me no mesmo instante, ando até ele e lhe dou um empurrão. Como não queria dar viagem perdida, pego a garrafa de vinho que estava perto dele e encho meu copo mais uma vez. — Aí, qual foi Swan? ― Ele reclama, passando a mão no braço.
— Respeito! — É só o que digo. Jones sussurra ‘’desculpa’’ e levanta as mãos no ar.
Nós mudamos de assunto e logo começamos um que minha amiga Ruby adora. Sexo.
— Esses dias eu vi duas formigas fazendo sexo. — Killian conta e eu me seguro para não botar o vinho para fora.
— Duas formigas? — Ruby pergunta confusa e ele assente. — Fazendo sexo? — Nosso amigo assente mais uma vez. — E elas fazem isso?
— E como você acha que nascem outras? — Rebate e todos nós ficamos pensativos, inclusive eu.
Formiga fazia algo desse tipo?
Olha o que a bebida estava fazendo a gente pensar e falar.
— Bem, eu não sei se era isso que elas estavam realmente fazendo, mas eu vi que estava uma em cima da outra. ― Ele explica. Sem querer, imagino o seu relato.
— Você deve ter adorado ver... — Nellie comenta toda zombeteira.
— Ô! — Retruca com malícia. — Eu fiquei louco. Excitado. Louco para fazer sexo também... Mas não com as formigas, é claro... Não sou adepto dessa prática. — Faz uma careta.
— Eu estava pensando aqui, nós nunca fizemos isso... — Ariel entra na conversa. ― Nunca fizemos sexo só nós quatro. — Eu e Ruby nos olhamos chocadas.
― Não acredito que a Santa está perdendo o seu posto! ― Ruby comenta, fingindo estar em choque e Ariel lhe fuzila com o olhar.
― O que você está fazendo, Ruby? ― Lucas me lança um falso olhar de ofensa, mas logo caímos na gargalhada.
— Não se preocupe, meu bem, agora que a Emma está livre, quando nós voltarmos, marcamos para fazer isso. — Killian diz, dando uma piscadinha para ela.
Ficamos por mais algum tempo conversando amenidades até o vinho acabar também. O Whisky já tinha ido embora há muito tempo e só o meu amado tinha sobrado.
Assim que tudo terminou, recolhemos nossa bagunça e cada um foi para o seu quarto. Os outros que também tinham comprado bebidas no supermercado, não acompanharam a gente.
― Killian, por favor, toma cuidado na hora de entrar. Não ferra com tudo. — Ruby pede num sussurro. Jones assente e entra com o maior cuidado possível.
― Nossa vez. ― Ariel diz, seguindo na frente.
Graças a Deus conseguimos abrir a porta e entrar em silêncio. Quando as meninas se deitaram, eu percebi uma coisa. Regina estava acordada e nos viu entrar.
Porém, ela não se levantou para fazer algo, como eu achei que faria, apenas demonstrou-me que estava ciente da nossa escapada na noite e se virou para o lado da parede.
Suspirei aliviada e me joguei no colchão ao lado de Ruby. Devido a quantidade de álcool em meu sangue e os acontecimentos do dia, eu com certeza pegaria rapidinho no sono.
•§•
Na manhã seguinte eu acordei com a cabeça rodando e a boca seca e amarga, Ruby passou horas vomitando com Ariel no banheiro e a única que estava apenas com a boca amarga era Nellie.
Em nenhum momento Regina demonstrou que sabia do ocorrido na noite anterior. A única coisa que fez foi oferecer às meninas algum remédio de enjoo. A essa altura ela já sabia bem que saímos para beber, mas como eu disse, nada foi dito.
Depois de prontas, fomos tomar um café-da-manhã maravilhoso, preparado pelo hotel, e em seguida, pegamos nossas coisas e partimos. Nosso destino agora seria Lewiston.
Em aproximadamente 45 minutos nós chegamos ao nosso destino. Fomos para o ‘’Bates College Museum of Art’’ e de lá seguimos para uma galeria de arte: ‘’Atrium Art Gallery, University of Southern Maine’. Depois desses dois pontos, paramos para almoçar e descansar um pouco e depois seguimos para o último ponto de visita do dia. Uma reserva ambiental, onde passamos a tarde toda fazendo trilhas, parando apenas para tomar um banho de cachoeira.
No dia seguinte seguimos para Sanford. A última cidade que visitaríamos naquela viagem antes de voltar para Augusta e por fim para casa.
Em Sanford nós fizemos Scuba, um passeio de barco, fomos para um teatro, almoçamos e por fim voltamos para Augusta. Aproveitaríamos o resto do dia por lá até a hora da volta.
•§•
Assim que chegamos no hotel, eu procurei uma rede disponível na varanda e me deitei para dar um cochilo. O vento estava ótimo e o lugar estava bastante silêncio. Bem propício para dormir. Quando me acordei, horas ou minutos, não sei, depois, pude ver Regina me observando de longe. Eu sentia que ela queria se aproximar, sabia que ela queria falar algo, no entanto, antes mesmo de ou eu chamá-la para perto ou ela criar coragem e vir até mim, as meninas apareceram e me chamaram para ir para a piscina. Fui ao quarto me trocar rapidamente e quando voltei, Regina estava na rede onde eu estava, olhando para o pessoal tomando banho na piscina.
Corri para junto dos meus amigos e, com uma entrada triunfal, entrei na piscina, molhando todos que estavam ao redor apenas olhando quem estava dentro. Meu pé logo começou a arder, mas eu não me importei. Minha única preocupação era que não magoassem.
Num dos momentos de brincadeira com Ruby, Killian e Ariel, eu inventei de levar MM e a coordenadora para a piscina também. Só que eu não pedi e nem chamei, simplesmente saí da piscina e fingi que entraria novamente com um pulo, assim como quando eu entrei. Distancie-me bastante e corri em direção a piscina, mas quando cheguei na borda, arrastei a coordenadora comigo, que para se vingar de mim, acabou se agarrando a mim e me segurou embaixo d’água, permitindo que emergíssemos só alguns segundos depois.
Enquanto todos sorriam do acontecido, vi Regina olhar de longe. Sua expressão parecia não estar gostando do que via. Parei de sorrir no mesmo instante.
Após brincar um pouco com a coordenadora e os meninos, saí da piscina novamente. Agora era a vez de MM. Se eu conseguisse, ganharia uma aposta que fiz com Killian e Ruby.
Como Mary já estava ligada no que eu poderia fazer, procurou se sentar acreditando que estaria segura. Porém, se fosse preciso eu a puxaria da cadeira.
Como quem não quer nada, cheguei pertinho dela, puxei conversa e a abracei. Quando ela se distraiu, acreditando que eu não faria nada, eu peguei impulso e a puxei pelo braço. Ela começou a gritar para que David a ajudasse, porém ele ficou me atiçando mais e me dando força.
Um minuto foi o que durou até ela cair comigo na piscina e eu ganhar minha aposta com Killian, que agora teria que ficar com a menina mais nojenta da nossa sala. Eu estava rindo da cara dele, assim como as meninas.
― Essa é para você nunca mais apostar nada comigo. — Gritei para ele, toda debochada, e saí correndo de dentro da piscina. Se eu conhecia bem Killian, ele iria querer uma revanche. Como no momento não tinha nada para apostarmos, ele correu atrás de mim e me jogou no chão, fazendo-me ficar completamente suja de areia. Até dentro da minha boca, entrou. Além dos lugares proibidos.
Depois de muita algazarra na piscina, a coordenadora nos chamou para nos arrumarmos e arrumarmos nossas coisas, pois já iriamos embora.
•§•
Com tudo pronto, nós entramos no ônibus. Dessa vez eu não quis ficar na frente. Preferi ir atrás, porque estava muito cansada e só queria ir dormindo mesmo, ou só descansando. Lá atrás é mais escuro e os bagunceiros estavam na frente, então seria tudo na paz.
Quando todos estavam acomodados e a coordenadora fez as chamadas para saber se estava tudo OK, fizemos mais uma vez uma oração e finalmente partimos. Rapidamente me acomodei melhor e fechei os olhos. Contudo, claro que eu não iria dormir mesmo. Minha intenção mesmo, era descansar a mente e os olhos, pois só iria dormir mesmo, quando chegasse em casa. Ruby e Ariel me acompanharam e estavam no banco da frente e Killian e Nellie tinham ficado lá na frente, na companhia dos bagunceiros.
Embora eu estivesse de olhos fechados, eu estava atenta a todos os movimentos ao meu redor, então, senti quando uma pessoa sentou delicadamente ao meu lado. Só pelo cheiro eu já sabia quem era, mas não me atrevi a me mexer e deixar que ela soubesse que eu estava acordada.
De repente, comecei a sentir um carinho em meu braço direito. Abri os olhos lentamente, agradecendo por tudo estar escuro e ela não poder perceber e fiquei observando-a enquanto fazia carinho em meu braço. Como eu senti falta daqueles dedos e pele macia me tocando, como senti falta daquele toque carinhoso.
Alguns minutos recebendo aquele carinho maravilhoso nos braços e nas mãos, eu não me aguentei e acabei me mexendo, pois já estava ficando cansada de ficar na mesma posição. Devido ao meu movimento, acredito que ela pensou que eu estava acordando e por isso parou o que fazia, se levantou delicadamente e foi embora. Por pouco eu não abri meus olhos e fui atrás dela, pedir para que voltasse para o meu lado, mesmo que não fossemos falar ou fazer algo. Eu só queria mesmo, era a sua presença ao meu lado.
Acho que não preciso dizer que quem eu me referia era a minha Regina.
Fale com o autor