Next to Me

61 Next to me - 61


Notas iniciais
Voltei, mores. Não tenho muito o que falar, então só desejo uma boa leitura! :)

Depois de praticamente uma hora falando besteiras sobre a escola e aulas extraclasse que faríamos naquele semestre, que aliás, já até tinha sido avisado para nós antes mesmo das férias, a diretora nos liberou para termos aula, finalmente. Nem acredito que comemorei que iriamos ter aula, mas é que eu não aguentava mais ficar em pé, parada em um lugar só, com peso nas costas e tendo que me segurar para não ficar encarando Regina o tempo todo.

Como a abençoada tinha passado tempo demais falando besteira e tomando o nosso tempo, não tivemos a primeira aula que era justamente de Regina, então, apesar dos pesares, até que não foi de todo ruim, embora mais tarde ainda teríamos outra.

A aula seguinte foi de física. Como já era de se esperar, Gold não se importou que tínhamos acabado de voltar das férias e deu uma aula inteira e sem interrupções de Eletrodinâmica. A sala parecia vazia de tão silenciosa que ficou. Quando ele abriu a porta e saiu, 50 minutos depois, a sala inteira começou a conversa e se tornou uma zona, como a diretora gosta de dizer. Killian saiu logo da sala, Ariel se conectou ao celular e eu e Ruby iniciamos uma conversa sobre como foram as férias dela cuidando da minha Ava.

— Ei Emma, o que aconteceu entre você e a gostosa Mills? — Ruby pergunta de repente, mudando a nossa conversa e eu sinto meu sangue gelar.

Como assim, o que aconteceu entre mim e Regina? Será que Ruby descobriu sobre nós? Será que todos eles descobriram sobre nós? Será que mais alguém descobriu? A coordenadora? A diretora?

Puta que pariu!

— Como assim, Ruby? — Perguntei, tentando demonstrar apenas confusão com a pergunta e esconder o nervosismo.

— Eu percebi que vocês não estão se falando desde antes das férias. ― Sua resposta faz minha tensão sumir no mesmo instante e eu não consigo evitar de abrir um rápido sorriso, aliviada. Então era isso? Jesus! Ruby quase me matou do coração com uma simples pergunta. ― Qual foi o problema?

— Nós brigamos. — Respondo simplesmente, em um tom desanimado, sem vontade alguma de aprofundar no assunto. Até porque eu não poderia dizer o motivo. Gostaria muito de poder desabafar com ela, mas infelizmente eu não poderia.

— Sério? — Questiona surpresa e eu assinto. — Vocês nunca brigam. — Comenta perplexa e eu balanço a cabeça afirmativamente, concordando. Se tinha uma coisa que acontecia raramente entre eu e Rê, era brigas. No caso, antes de termos um relacionamento amoroso e ela voltar a dar aulas. Mas essas brigas nunca fizeram a gente ficar sem se falar. Estava sendo a primeira vez em quase três anos de amizade. — E vocês pretendem ficar assim até quando? — Faço um bico e balanço os ombros, indicando que não faço ideia.

E eu realmente não sabia até quando ficaríamos assim. Eu queria muito voltar a falar com ela, tê-la ao meu lado todos os dias como antes de tudo entre nós acontecer, reatar ao menos a nossa amizade, mas o problema é que eu não iria querer apenas como amiga e isso acabaria dando mais problemas, momentos de tensão e constrangimento e eu não quero isso, assim como tenho certeza que ela também não.

Estou bastante triste por, infelizmente, nossa amizade ter sofrido as consequências do relacionamento que não deu certo, mas eu não me arrependo nem um pouco de ter começado esse relacionamento. Apesar das brigas, os momentos foram bons, na verdade, foram maravilhosos. Cada palavra dita, cada gesto feito, cada sorrido dado, foi algo único e lindo, e se tem algo que eu não pretendo esquecer de jeito algum, são esses bons momentos que tivemos.

— Mas, mudando de assunto, loira, como foi lá na casa da dona Eva? — Lucas pergunta em tom malicioso, trazendo-me de volta a realidade. — Pegou algum gatinho?

— Não só peguei como estou namorando esse gatinho. — Abro um sorriso, lembrando-me do Graham. Ruby abre demasiadamente a boca e arregala os olhos, como se eu tivesse acabado de contar a maior fofoca do ano.

— Acho que alguém está apaixonada... — Minha amiga cantarola e eu balanço a cabeça negativamente, mas sorrio, achando graça do seu jeito. — E eu não acredito nisso. — Fala em um falso tom de decepção. — Por favor, não se deixe levar. — Suplica, juntando as mãos na altura do peito. Ah, se ela soubesse que eu já me deixei levar, porém por outra pessoa....

— Ele é lindo, é bom de cama... — Digo sem pudor algum, dando uma piscadela e Ruby se surpreende, abrindo exageradamente a boca. — É legal, inteligente, companheiro, amigo e me faz sorrir, mas...

— Mas você não gosta dele. — Ela completa e eu assinto.

— Eu gosto dele, mas não desse jeito, sabe? — Falo com pesar. Graham é um cara legal, mas meu coração só tem lugar para amar romanticamente uma pessoa. — Eu tenho um enorme carinho pelo Graham... Ele me faz se sentir bem e eu gosto muito dele, porém não a ponto de ser paixão. ― Desabafo.

― Eu entendo, amiga. ― Ela aperta minha mão. — E de onde ele é? Quero saber se é mesmo bonito. — Questiona divertida e eu a olha com falso ar de indignação. — Prometo me comportar ao lado dele. — Coloca uma mão no peito e cruza os dedos da outra.

— Bem, ele é de Nevada, mas atualmente está morando por aqui. Aliás, mais tarde ele virá me buscar.

— Uau! Se é de Nevada, deve ser bonito mesmo. ― Comenta entusiasmada e eu balanço a cabeça negativamente. Eu não sei de onde Ruby tira que as pessoas são bonitas baseando-se pelos lugares que elas nasceram ou moram.

— Ah, ele tem um filho também. Joshua. É o bebê mais lindo que eu já vi. ― Minha voz, inevitavelmente, sai afetada. É sempre assim quando eu falo dele ou com ele.

— Então, diga-me como é ser mamãe. ― Pede com falso ar de interesse, certeza que é só para tirar uma com a minha cara, remexendo-se na cadeira, cruzando as pernas e apoiando o queixo na mão.

― Eu não sou mãe dele, Ruby. Sou apenas a namorada do pai dele. ― Repito o que minha avó me disse e o que eu tenho repetido para mim mesma desde que aceitei o pedido.

Então me lembro de certa vez, quando ainda estávamos em Boston e não namorávamos e uma moça achou que eu fosse mãe do Josh. Eu fiquei levemente nervosa.

— Emma, amanhã eu precisarei de sua ajuda em uma coisa. — Graham avisa em um tom hesitante assim que sentamos na grama verdinha do Garden.

— Claro! Se eu puder ajudar. — Respondi tranquilamente, sem entender o motivo de sua hesitação. Em seguida, peguei o Josh dos seus braços para brincar com ele e o patinho de borracha que eu tinha comprado na semana passada.

— Amanhã eu terei que levá-lo ao médico e... ― Ele coça a cabeça e faz uma careta, parecia nervoso. ― Bem, eu nunca fiz isso sozinho. Então queria que você me acompanhasse para me ajudar na hora da consulta.

Tudo bem! ― Toquei em seu ombro e sorri e percebi que ele ficou mais relaxado com minha resposta. ― Ele está com alguma coisa? ― Questionei preocupada e também confusa, porque para mim, o garoto parecia estar em perfeita saúde.

— Não, é só exame de rotina mesmo. Ele terá que tirar sangue. ― Explica e então entendo o motivo de seu receio e do pedido para acompanha-lo.

No dia seguinte, logo cedo, Graham chegou com Josh e fomos para o hospital.

Assim que chegamos, fomos logo atendidos. Dei graças a Deus, logo o Josh iria começar a chorar por não ter comido nada ainda.

— Preparada? — Graham me pergunta enquanto nos encaminhávamos para a área de coleta. Respondi que sim, mas a verdade é que não. Eu não estava preparada para ver o garoto chorar por estar sendo furado. Eu estava nervosa.

— Bom dia! — Uma jovem aparentemente simpática nos cumprimentou. — Quem ficará com ele? — Graham olhou para mim e eu rapidamente sentei-me na cadeira com Josh no colo. — Por favor, segure firme a mãozinha dele e não deixe ele se mexer, tudo bem? — Assenti, já fazendo o que ele pedia. Agora viria a pior parte. A jovem amarrou uma fita ao braço dele, passou um algodão com álcool e olhou para mim como um aviso do que faria a seguir.

Quando a agulha entrou em contato com o bracinho dele, a agonia e o choro começou, todavia não me desesperei como achei que aconteceria. Para tentar distrai-lo, peguei o patinho de borracha e fiz o que Josh mais gostava, falei com a voz afetada, fingindo que era o brinquedo. Olhei para Graham e quase sorri ao ver que ele estava com os olhos marejados. Só não o fiz porque eu também fiquei com vontade logo no começo.

Enquanto eu distraia o Josh com o brinquedo, a jovem foi trocando vários tubinhos até finalmente terminar. Quando chegou ao fim, eu respirei aliviada. Parecia que era eu quem estava tirando sangue.

— Muito bem, mamãe. ― A jovem me elogia e meu coração dispara. Mamãe? ― Poucas são as que conseguem o que você conseguiu hoje. — Sorri sem graça e vi Graham me olhar visivelmente envergonhado.

Levantei-me com Josh, agradecemos a jovem pelo trabalho e saímos da sala.

— Sobre o que a mulher falou... ― Ele murmurou, todo sem graça.

— Não se preocupe, Graham, ela não tinha como saber. — Respondo, tentando convencer mais a mim que a ele. Afinal, ele não tinha culpa, eu não tinha culpa, o Josh não culpa e a moça não tinha culpa. Ninguém tinha culpa dela não saber que não éramos um casal e eu não era mãe dele.

— Obrigado por me ajudar. Geralmente quem vinha com ele era a mãe.

— Sempre que precisar, pode me chamar. ― Ofereço gentilmente, dando um beijo na cabeça cheirosa do Josh, que brincava entretido com o patinho e nem parecia que tinha sido furado e chorado há pouco.

— Ei loira gostosa Swan. — Sinto-me ser balança e percebo que é Ruby. — Aterrissa aqui, por favor. — Estala os dedos em frente aos meus olhos, fazendo-me piscar várias vezes.

— Tá de chupa rolagem comigo, Swan? — Killian solta, do nada, entrando na conversa. Quando ele tinha voltado para perto de nós, que merda era aquela que ele estava falando e por que comigo?

— Que merda é essa Killian Jones? — Olhei para Ruby em busca de uma resposta, mas ela fez um bico e balançou a cabeça negativamente, indicando que também não sabia o que era. — Quando você chegou que eu não vi?

— Primeiro! — Levanta um dedo e quase esfrega-o em minha cara. — Eu cheguei quando você estava no mundo da lua. Segundo! ― Levanta mais um dedo. ― Tá de chupa rolagem comigo é o mesmo que dizer: tá de sacanagem comigo. — Esclarece. — Eu ouvi uns garotos falarem e achei engraçado, então comecei a falar também.

— Isso é horrível! Olha o que você está aprendendo. — Faço uma careta e balanço a cabeça negativamente. — Essas coisas não combinam com você, Killian.

— Eu sei. Só queria mostrar algo novo pra vocês. — Reviro os olhos, mas não consigo evitar de rir. — Mas mudando de assunto, perceberam que estamos sem aula, certo? — Olho ao redor e vejo que a bagunça continua e que estamos sem professor algum. Eu estava tão entretida na conversa que nem havia percebido. — Está tendo uma reunião agora com os professores, ou seja, estamos livres. — Fala com entusiasmo e nós três nos olhamos rapidamente.

Sem perda de tempo, saímos correndo da sala e fomos para os corredores de acesso ao banheiro. Assim que Ruby e Killian se posicionaram no chão eu me lembrei da vez em que estávamos fazendo a mesma coisa e quando eu estava prestes a pular, acabei por esbarrar em minha morena que afinal, já não é mais tão minha assim.

Afastando as lembranças da mente, preparei-me para pular. Olhei para trás para ver se não vinha ninguém, dei passos para trás e então corri. Dessa vez deu certo. Ariel não veio tentar me impedir como da outra vez. Quando eu fui para o lugar de Killian para que ele e Ruby pudessem pular também, Ariel chega correndo para nos avisar que a diretora estava indo para a nossa sala. A contragosto, encerramos a brincadeira e voltamos correndo para a sala. Fomos por outro corredor para chegarmos antes dela e para não haver encontro.

•§•

As aulas seguintes seguiram tranquilas. Tirando Gold e sua física chata, nenhum professor deu algum assunto, apesar da diretora ter ido até nossa sala para dizer que precisávamos correr contra o tempo e por isso eles começariam cedo com os assuntos em todas as turmas do último ano.

Regina não foi para nossa sala. A pedido da coordenadora, não sei por qual motivo, ela trocou de aula com MM e ficou no terceiro B enquanto Mary ficou com nós até a hora de largar. Mas isso não impediria de nos vermos mais uma vez até eu ir para casa. Dia de segunda, que é hoje, e quarta nós largamos no mesmo horário, porque nossa última aula é com ela, assim como sua última aula na escola é conosco. Ou seja, era quase certo que eu ainda a veria por aí, desfilando com o presente que eu lhe dei em um momento especial e me fazendo lembrar disso.

Quando o último sinal tocou, eu recebi uma mensagem de Graham me avisando que já estava em frente à escola, e assim que assim com os meus amigos, eu o vi encostado no carro, olhando absorto para o céu.

— Ruby, ali está o Graham. — Apontei com a cabeça em direção a ele. — Comporte-se, ouviu bem?

— Sim, senhora! — Respondeu em um tom sério, porém abriu um sorrisão acompanhando de uma piscadela e eu logo soube que ela faria alguma gracinha. Se não fizesse não seria Ruby Lucas.

Mostro-o a Killian e Ariel também e apressamos nossos passos até ele.

— Ei. — Aproximo-me mais e dou-lhe um beijo rápido. Ele sorri, beija-me mais uma vez e olha curioso para Ruby, Killian e Ariel. — Quero te apresentar aos meus amigos. — Aponto para os três parados atrás de mim e eles dão passos para frente e ficam mais perto de mim. — Essa é a Ruby. — Aponto para Lucas que está olhando-o de cima a baixo sem vergonha alguma. — Killian. — Jones acena com a cabeça e dá um meio sorriso. ― E Ariel. ― A ruiva abre um sorrisinho.

— Prazer em conhecer vocês. — Estende a mão para cada um, cumprimentando-os com um aperto de mão. — Eu sou Graham Humbert.

— Só um aviso! — Killian se aproxima de Graham e o encara bem de perto. — Sem gracinha com a minha amiga. — Fala com a voz forçadamente grossa e Graham assente. — Gostei de você, parece ser uma boa pessoa. — Dá uma tapinha no ombro dele e volta para o seu lugar. — Swan, terei que ir. Uma gatinha me espera. — Pisca o olho para mim, despede-se de todos e vai embora. Olho para Ruby, mas ela já balança a cabeça negativamente me dizendo que não sabe quem é tal gatinha com quem Killian vai se encontrar. Assinto e nós voltamos a atenção para Graham.

— Também gostei de você, Graham. — Ruby comenta em tom de malícia. — Se a Emma não tivesse te fisgado... — Lança-me um olhar travesso e eu semicerro os olhos, segurando-me para não rir da sua cara de pau. — Oops! — Solta teatralmente e eu balanço a cabeça negativamente. — Falando sério agora. ― Diz em um tom sério. ― Seja bem-vindo ao nosso grupo de amigos. — Deseja sinceramente, sorrindo gentilmente para ele. — Agora eu quero conhecer o pequeno. ― Pede, apontando para dentro de carro.

— Ah, sim! — Graham se desencosta do carro rapidamente e abre a porta. — O Joshua veio te buscar também. — Falou para mim e entra no veículo, saindo segundos depois com o pequeno dormindo. — Esse é o Joshua. — Apresenta para Ruby e Ariel. — Meu maior tesouro. — Sorri todo babão, beijando a cabeça do garoto e fazendo-o acordar. Se tinha uma coisa que eu adorava ver, essa coisa era o jeito como o Graham tratava o filho. Era lindo de se ver.

— Que bebê mais lindo. — Ariel fala com a voz afetada. — Posso pegá-lo? — Pergunta, jogando as coisas para cima de Ruby. Graham assente e o entrega. — Ele é lindo! Quantos anos ou meses ele tem? ― Indaga, cheirando a barriguinha de Josh e fazendo-o rir gostosamente.

— Um ano e 2 meses. ― Eu respondo por Graham. ― É tão grande que nem parece.

— Ele já sabe andar? — É vez de Ruby perguntar, jogando suas coisas e as de Ariel para cima de mim e praticamente roubando-o dos braços de Ariel, que resmunga, pouco satisfeita em ter passado menos de um minuto com o Josh nos braços.

— Aprendeu assim que completou um ano, mas é preguiçoso e não tem o equilíbrio total ainda. — Meu namorado responde, dando um cheiro nas costas do filho.

— Pessoal, a conversa está boa, mas eu terei que ir embora. ― Ariel anuncia, pegando suas coisas comigo. ― Foi um prazer conhecer vocês. ― Sorri para Graham e balança o bracinho gordo de Josh. ― Até amanhã! ― Despede-se e vai embora.

— Emma, será que você poderia encher a mamadeira de água? ― Graham pergunta, entrando no carro rapidamente e voltando com o objeto em mãos.

— Claro! Eu aproveito e vou com ele no banheiro para saber como está a situação aqui embaixo. — Dou uma tapinha no bumbum fofo de fralda. ― Vamos, Ruby?

— Vou ficar esperando vocês aqui. — Ele avisa e nós assentimos, seguindo para dentro da escola novamente.

No meio do caminho até o banheiro, Ruby não aguentou o peso do Josh e o passou para os meus braços.

— A melhor água é a da sala dos professores. ― Arranca a mamadeira da minha mão. ― Vai ao banheiro com ele e eu vou lá encher isso aqui. — E então sai correndo em direção a sala dos professores, enquanto eu sigo para o banheiro.

Para a minha sorte, Josh estava apenas com xixi na fralda, então a troca por uma fralda nova foi bem rápido.

Ao sair do banheiro e entrar no corredor principal, encontrei Ruby saindo da sala dos professores. Mas ela não estava sozinha. Regina vinha ao seu lado, conversando com ela. Meu coração acelerou consideravelmente e meu sangue gelou nas veias.

Ao me perceber, percebi que tomou um susto, provavelmente não me esperava ali, assim como eu não esperava vê-la mais hoje, diminuiu a velocidade e ficou me encarando. Ruby parecia não existir mais ao seu lado. Sem conseguir desviar a atenção ou até mesmo andar até a saída, eu devolvi o seu olhar. Ficamos alguns segundos, que pareceram longos minutos, conectadas até que ela desvia brevemente sua atenção para Josh e depois volta para mim com um olhar confuso, provavelmente querendo saber quem é. Ao chegarem perto de mim, Ruby novamente puxa assunto com ela e conseguem manter a conversa até saímos da escola e cada um seguir por uma direção.

— Obrigada. — Agradeço a minha amiga pela ajuda assim que ela volta para perto de mim.

— Não precisa agradecer. Eu só quero que isso entre vocês acabe. Não gosto de ver vocês assim, brigadas. ― Sem ter o que dizer, apenas assinto. Mas Lucas não era a única que não gostava disso e não era a única a querer que isso acabe.

Enquanto caminhávamos para junto de Graham, pude vê-la com o canto dos olhos. Estava encaminhando-se para o seu carro, mas não tirava os olhos de nós três. Quando cheguei junto de Graham e lhe entreguei Josh, ele me deu a bolsa do pequeno e beijou a minha bochecha. Não me contendo, olhei em direção a Regina, mas sua atenção já não estava mais em nós e sim em seu carro que estava estacionado dois carros depois do Graham.

Volto minha atenção para minha amiga e meu namorado e nos despedimos de Ruby. Graham coloca o Josh em sua cadeirinha no banco de trás e eu coloco suas coisas no banco da frente, decidindo ir atrás para lhe fazer companhia. Ao me acomodar no acento, não consigo evitar de olhar para trás e vê-la mais uma vez, embora ela não estivesse me vendo por causa do vidro fumê. Graham acomoda-se em seu lugar e eu volto minha atenção para frente, segurando a vontade de chorar. Chorar de saudade dela.

Notas finais
Escrever com bebês é difícil! Alguém está curtindo o fofo do Josh? PS: não há necessidade de ter raiva do Graham. Espero que tenham curtido mais um capítulo e até o próximo, mores ;)