Next to Me
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Acordo no susto no meio da noite e quase caio do sofá quando enxergo Regina sentada no chão, em minha frente.
— Por que está aí, sentada? ― Sentei-me no sofá com a mão no coração, sentindo-o bater acelerado.
— Você pegou no sono aqui mesmo e eu vim te chamar para ir para a cama. ― Explicou, levantando-se e estendendo a mão em minha direção. — Vamos? ― Olho ao redor, vendo a bagunça de papéis que eu tinha feito, tentando me lembrar se eu tinha terminado. ― Se não terminou ainda, termina amanhã de manhã... ― Minha professora volta a falar como se tivesse lido meus pensamentos e dou de ombros, decidindo não me importar se tinha terminado. Agarro a sua mão quente e macia e me levanto de uma vez, aproveitando a coragem.
Quando me joguei na cama, não me dei ao trabalho de me cobrir ou tirar as roupas pesadas, apenas deixei o sono me levar.
Desperto na manhã seguinte com os carinhos, na verdade são lambidas, de Ava em minha mão direita, que está completamente para fora da cama. Todo o meu braço está, na verdade. Olhei a hora, passava das oitos da manhã, e me levantei a contragosto. Regina já não estava mais ao meu lado. Saí da cama, espreguicei até os fios de cabelo e peguei minha pequena no colo, que já estava me pedindo por isso logo que fiquei de pé.
— Bom dia, minha gostosa! ― Acariciei seus pelos, enchi sua cabeça cheirosa de beijos, e juntas nós saímos do quarto.
Minha morena estava na sala, assistindo desenhos enquanto bebia algo numa grande xícara branca e preta. Provavelmente café. Ela estava viciada.
— Quando seus dentes estiverem pretos feito carvão, não venha dizer que não avisei. ― Já cheguei dando bronca, anunciando minha chegada, e me acomodei ao seu lado no sofá.
— É para isso que existe branqueamento, pasta de dente... ― Rebate em um tom claro de desprezo. Pisca um olho e beija meus lábios delicadamente, fazendo-me sentir o gosto do café e atiçando a minha vontade de tomar. ― Bom dia!
— Bom dia! ― Peguei a xícara de sua mão e dei um grande gole. Meu amor olha para mim boquiaberta e com um olhar de quem diz: “você é uma hipócrita’’ — Só porque falo para você parar de tomar tanto café por causa dos dentes, não quer dizer que eu não deva tomar também. ― Minha vez de piscar um olho e me sentir vitoriosa. 1x1. Com mais um grande gole, termino o café e lhe entrego a xícara varia.
— O seu estava na mesa, Swan! ― Reclama, respirando fundo e balançando a cabeça negativamente, e eu me seguro para não rir. — Mas agora ele vai ser meu. ― Sussurra como se fosse um segredo, e se levanta do sofá.
— Se você chegasse a vê-lo era bom. ― Rebati, dando um pulo do sofá e correndo até a cozinha para tentar pegar o café antes dela, que ao me ver correndo, correu também.
•§•
— Rê, vamos faltar a escola hoje e ficar em casa. ― Sussurro em meio aos beijos que eu dava em seu pescoço, enquanto imprensava-a ainda mais na parede e tinha seus gemidos como prêmio. Já estávamos há uns dez minutos ou mais, assim.
Regina gargalha, mas não dá uma resposta, apenas continua com seus gemidos em meu ouvido, atiçando-me ainda mais, enquanto mordo pontos estratégicos em seu pescoço e passeio com minhas mãos por seu corpo.
— Só hoje, Rê. ― Implorei, voltando a beijar seus lábios com o batom vermelho todo borrado. Com certeza, apesar de não usar batom, eu não estava diferente dela. — Você inventa qualquer besteira... ― Sugiro. Enfiei a mão por debaixo da sua saia, almejando chegar em sua intimidade, mas e ela a segurou e a tirou dali.
— Está tudo muito bom, mas nem eu e nem você podemos faltar. ― Afastou-se de mim, deixando-me jogada na parede, com a respiração pesada e louca de tesão, e andou até o sofá. Pegou as nossas bolsas, eu tinha ido mais cedo em casa para pega-la e pegar uma roupa também, e voltou para perto. — E eu sou uma professora, Emma, não uma aluna. ― Lembra-me, como se fosse possível esquecer um dos nossos maiores motivos para namorarmos escondido. ― E outra... A semana de provas já está chegando. ― Arrumou a saia e a blusa, e abriu a porta para sair.
— E para onde é que você vai com esse batom todo borrado? ― Cruzo os braços, segurando-me para não rir. Regina parecia uma palhaça, com o rosto todo vermelho.
— Você também está com o batom borrado. ― Aponta para a minha boca, confirmando o que eu já imaginava.
― Obrigada por me sujar também... ― Solto com irônica, passando a mão nos lábios e vendo as minhas mãos vermelhas, e Regina semicerra os olhos.
Voltamos para dentro de casa e limpamos a bagunça com o batom e desamassamos as nossas roupas. Minutos depois, saímos finalmente.
Durante todo o dia, tentei ao máximo evitar conversas inadequadas enquanto estivesse perto de Regina, assim como disse que faria, e demonstração de carinho com os amigos em sua frente. Todavia, havia momentos que era impossível evitar, e eu podia sentir o seu desconforto, principalmente quando ela ficava sem graça ou desviava o olhar. Mas graças a Deus, não brigamos em nenhum momento por causa disso e terminamos o dia muito bem, da melhor forma que podia terminar.
•§•
Durante toda a semana eu e Regina não brigamos por motivo algum. Ao menos, não por motivos reais ou considerados graves. A maioria das nossas briguinhas, daquelas consideradas bestas, tinha Ava como motivo. Tirando isso, tudo estava na paz de novo.
Certa noite, na quarta-feira, quando fomos dormir, Regina veio com uma ideia. Uma ideia que eu não me opus de jeito nenhum. A partir daquela noite, começando por ela, todas as vezes que ela me visse de agarrado, que ela gostava de chamar de flagras, com os meus amigos, eu sofreria alguns castigos. Castigos do tipo que me faziam acordar cheia de marcas que tinham que ser escondidas por algo que eu não costumava usar muito. Maquiagem.
O negócio estava um pouco selvagem, mas eu estava gostando.
Uma nova semana começou e com ela veio os puxões de orelha, não só em mim, mas nos outros alunos também, e não só de Regina, mas dos outros professores também. Até minha avó, que estava longe de mim, estava no meu pé dessa vez. Geralmente, ela sempre me ligava quando esse período de provas passava. Eu tenho certeza que o dedo de Regina estava no meio disso.
Essa era uma das semanas mais importantes antes das provas. Aquelas que ninguém podia faltar e tinha suas últimas chances de aprender os assuntos. As semanas de revisão. Ninguém chegava atrasado e ninguém saia cedo. Cada segundo de aula era precioso.
Estávamos no abençoado e desejado intervalo. A diretora tinha interrompido nossas aulas há pouco, para dar um comunicado sobre um passeio para o semestre que vem, logo depois das férias, e acabamos emendando tudo, ficando todos por ali mesmo.
— Vocês vão para esse passeio? ― Killian perguntou, todo animado, como se o passeio fosse no dia seguinte.
— Não perderia por nada. ― Respondi com dificuldade por estar com a boca cheia do hambúrguer que eu tinha comprado há pouco na cantina. Eu me sentia tão à vontade com os meus amigos, que não tinham frescura nenhuma, que não me importava em deixar as boas maneiras de lado. Eles também faziam o mesmo.
— Só vou se a gente for ficar livre depois. ― Disse Ruby usando um tom malicioso, e tanto eu quanto Ariel e Killian, reviramos os olhos.
— Tudo em você gira em torno de sexo, garota? ― Ariel perguntou em um tom incrédulo.
— Quase tudo. ― Lucas respondeu tão séria, que nos fez ficar sem resposta, já que não esperávamos por ela. Afinal, Ariel só estava brincando quando perguntou.
— Você precisa se tratar. ― Nellie entrou na conversa, chamando especialmente a atenção de Ruby que logo revirou os olhos com o que ela disse. Fazia uma semana que Nellie tinha resolvido se juntar ao nosso grupo em vez de apenas nos cumprimentar de longe, no caso apenas eu, Ariel e Killian, porque ela e Ruby não se batiam, e atualmente ainda não estavam muito amigáveis, já que, por causa da minha grande aproximação com ela desde o dia que a ajudei a ir para casa, Lucas ficou com muito ciúme.
— Eu voto a favor em te colocar naqueles lugares onde os viciados ficam. ― Ariel voltou a falar, quebrando a tensão. Agradeci por isso. — Como é mesmo o nome? ― Questionou para mim, fazendo uma expressão pensativa e coçando a cabeça e eu dei de ombros sem ter a resposta também.
— O nome que você quer é reabilitação, Ariel. ― Killian responde. ― Mas isso é só para quem fuma e bebe...
— Que não é o meu caso. ― Ruby rebate, interrompendo-o.
― Acho que para essas coisas relacionadas a sexo, não deve ter... ― Ele volta a falar, ignorando nossa amiga. Lucas revira os olhos.
— Vamos parar com essa conversa, por favor? ― Nossa amiga pede, num tom irritado e semblante fechado. ― Ninguém vai me levar a lugar algum. ― Acrescenta bastante séria, querendo ter moral, porém todo mundo acabou rindo de sua cara.
— Ok! Vamos mudar o assunto, mas nem tanto. ― Nellie volta a se pronunciar. ― Ruby... ― Direciona-se para a emburrada morena de mechas ruivas e eu admiro sua coragem em tentar uma aproximação com ela. ― Já que você gosta tanto desse assunto de sexo, poderia me dar umas dicas sobre... ― Ela faz uma pausa e eu vejo seu rosto ficar todo vermelho. Devido ao assunto que puxou com Ruby, que eu tenho que admitir que foi uma ótima estratégia para conseguir aproximação, caso tenha sido a ideia dela, minha amiga doou toda a sua atenção, ficando atenta ao que viria. — Você sabe... ― Dá um sorrisinho. ― Agradar os garotos na hora... ― Olha para os lados, com certeza com medo de que alguém poderia ouvir a pauta da nossa conversa. — Aquela hora, você sabe... ― Fez um discreto movimento de vai e vem com a mão direita.
— Ah sim! ― Ruby se remexe na cadeira, jogando-se em cima da mesa e se aproximando mais. ― Eu sei bem... ― Murmura em um tom malicioso e olha para mim. — Quem me ensinou tudo foi a Emma, pergunta para ela. ― Lucas joga a bomba para mim e eu arregalo os olhos e abro a boca, fingindo indignação. — Não se faça de rogada, loirinha. ― Semicerro os olhos e arqueio a sobrancelha e Ruby sorri, fingindo inocência.
— É mentira da Ruby. ― Tentei me defender e minha amiga me encarou como quem diz ‘’é mesmo mentira minha?‘’ — Certo! Eu realmente sei algumas coisas... ― Ruby pigarreou propositalmente, interrompendo-me. — Ok! Muitas coisas. ― Corrijo. ― Mas não ensinei nada para Ruby. ― Deixei claro. — Mas você deveria perguntar ao Killian, ele é o mais indicado para te responder.
― Eu concordo! ― Jones responde, voltando para conversa. Desde que Nellie mudou de assunto que ele estava entretido em seu celular. ― Então, o que você quer saber exatamente?
— Tudo! ― Disse simplesmente.
— Você quer uma aula completa de sexo oral? ― Ela assentiu rapidamente. — Tudo bem! ― Killian solta o celular e o guarda no bolso, apoia-se mais na mesa e se aproxima mais de nós. Até eu estava interessada no que ele diria. ― Bem...
— Killian, sem enrolação, por favor! ― Ariel pede, toda impaciente. Nós nos entreolhamos e rimos. Ainda era novo para nós, essa Ariel toda soltinha. A verdade é que, provavelmente, nunca nos acostumaríamos.
― Tá bom, apressadinha. ― A ruiva revira os olhos e Killian solta um beijo para ela. ― Primeira dica do Jones, que um dia foi da Swan também. ― Faz graça e ganha uma tapa minha em seu ombro. — Bem, a parte mais sensível é a glande. ― Nellie e até Ariel lançam um olhar confuso para o nosso amigo.
— A cabeça, a parte maior. ― Expliquei, intrometendo-me e Killian me olhou agradecido.
— Então... O ideal é brincar com a língua por ali em meio as chupadas. Vale até mordidinhas de leve. ― Ele se remexe na cadeira eu me seguro para não rir, entendendo bem o seu desconforto. — Sempre que puder colocar tudo...
— O pênis todo na boca? ― Ariel perguntou em um tom auto demais, interrompendo-o e todos nós olhamos ao redor, preocupados, mas não havia ninguém por perto. Suspiramos aliviados. Essa garota é louca!
― Fale mais baixo. ― Nellie pediu.
— Desculpa, gente. ― Ela sorriu sem graça.
— Se quiser mesmo aprender, não me interrompa. ― Killian falou em um tom sério. — No final você faz as perguntas. ― Apesar dele ter dito especialmente para Ariel, Nellie também assente. — Continuando... Se puder, coloca tudo na boca, mesmo. Faz um estrago. ― Sua voz sai com dificuldade e eu não me aguento mais me segurar. Explodo em uma gargalhada, que foi acompanhada pelas outras três.
― Para de imaginar também, seu otário! ― Ruby implica, dando-lhe um empurrão, fazendo-o cair por cima de mim.
― Bem... ― Ele recomeça, ignorando o comentário de Lucas. ― Enquanto você usa a boca, usa as mãos também para tocar outras áreas do corpo e para brincar com as bolinhas. ― Ele levanta a mão nas nossas vistas e imita os movimentos. — Se puder, coloque-as também na boca. ― Faz uma pausa e toma um gole do seu refrigerante. ― Você também pode enrolar bastante antes de começar. Nós adoramos. Ficamos na expectativa de que a pessoa comece logo e isso aumenta o tesão.
— Isso todo mundo adora. ― Ruby comenta usando um tom de obviedade. ― Preliminares são a 1º maravilha do sexo. ― Ela fecha os olhos e respira fundo.
— É verdade! ― Jones concorda com nossa amiga.
— Uma dica, meninas! ― Falo, levantando um dedo e chamando a atenção de todos para mim. ― Nunca fique fazendo a mesma coisa, sempre mude os movimentos. ― De repente, sinto algo quente caindo em minhas costas. Viro-me assustada, irritada, possessa e já preparada para brigar com a pessoa que fez isso e vejo Chris, o garoto que batera em Killian numa festa, me encarando de bocar aberta e com um copo de café em mãos.
— Foi mal, garota! ― Eu iria me levantar e brigar com ele se a meus olhos não tivessem cruzado com os de Regina, que estava sentada na mesa ao lado. Ela me olhava atentamente por cima dos seus óculos.
Devido a surpresa em lhe ver ali, acabei me engasgando com a minha saliva.
Em que porra de momento Regina tinha chegado ali? O quanto ela tinha escutado da nossa conversa? Será que me ouviu falar alguma coisa? Puta que pariu! Que falta de sorte. Eu tinha tomado tanto cuidado, observando atentamente quem estava ao redor... Não acredito que tomei esse vacilo!
Meus amigos se levantaram e vieram até mim, preocupados, e começaram a bater em minhas costas, tentando me ajudar. Eu estava tossindo feito louca.
— Está tudo bem, Emma? ― Killian perguntou, alisando as minhas costas. ― Isso aqui está quente. ― Ele comentou, referindo-se ao que Chris derrubara em mim. Aquele idiota. Tenho certeza que fez de propósito.
— Agora eu estou. ― Respirei fundo após tossir mais algumas vezes, tentando recuperar o fôlego. — Pelo menos foi café. ― Olhei para Regina e fiz um movimento com a cabeça em direção ao banheiro. Entendendo o meu pedido, ela se virou para frente, falou alguma coisa com os outros componentes da mesa, professores, e se levantou. — Eu vou ao banheiro, volto logo. ― Meus amigos assentiram, voltando a se sentarem nos lugares e eu saí em disparada atrás dela.
Quando cheguei ao banheiro, exatamente como da outra vez, verifiquei se estávamos sozinhas e encostei a porta. Caso alguém chegasse, o barulho dela abrindo seria o nosso aviso para parar o assunto.
— Você ouviu muito? ― Perguntei hesitante, já sentindo o nervosismo consumir o meu corpo.
― Desde quando a Srta. Lucas disse que foi você quem a ensinou tudo o que sabe. ― Respondeu em um tom totalmente calmo, deixando-me ainda mais nervosa.
― O que? ― Arregalei os olhos e abri a boca em surpresa. ― Eu não te vi por perto...
― Eu não estava sentada na mesa ainda e estava um pouco atrás de você. Vi quando olhou para os lados algumas vezes, provavelmente vendo se eu estava por perto, não era? ― Assenti. Eu estava fazendo exatamente isso. Mas não só verificando se ela estava, mas sim, qualquer outro ser.
― Regina, eu...
― Emma... ― Interrompe-me. ― Sei que você não tem culpa e até tentou evitar, mas eu já estou ficando cansada dessa situação, de verdade. ― Retira os óculos e se apoia no balcão, se olhando no espelho. ― Está ficando complicado fazer vista grossa e deixar para lá.
― Eu sei... Eu entendo o seu lado, de verdade. Mas está ficando cada vez mais difícil evitar uma conversa, um momento mais íntimo com os meus amigos, sem que você esteja por perto, bem atenta a tudo, vendo e ouvindo. ― Confesso. Minha voz estava quase falha de tão nervosa que eu estava com aquela conversa. ― Estou sentindo como se estivesse pisando em ovos o tempo todo. ― Apoio-me no balcão também. ― Você poderia limpar as minhas costas? ― Aponto para trás. Ela assente e liga a torneira, ficando atrás de mim e logo passando água em minha blusa. ― Nós passamos uma semana tão tranquila... ― Sussurro, voltando ao assunto. Nós nos olhamos pelo espelho por alguns segundos e ela desvia a vista primeiro.
O sinal toca e segundos depois a porta do banheiro é aberta, fazendo o local ser preenchido por várias garotas barulhentas e loucas.
Regina termina de limpar a minha blusa, lava suas mãos e as enxuga, coloca os óculos no rosto novamente, lança-me um último olhar e sai do banheiro.
Naquela noite não houve castigo, não houve mais conversa e o clima estava tão pesado que eu peguei a Ava e fui dormir no quarto de hóspedes. Minha professora nem se opôs para impedir.
Nos dias seguintes, as coisas só foram piorando. Mesmo que eu estivesse me esforçando ainda mais para evitar qualquer movimento em sua frente, ela ainda estava muito chateada, e não era apenas pela última conversa que ouvira, mas sim, a junção de tudo que ela tem visto e escutado desde que voltou a dar aulas. Para completar os problemas, Robin retornou, querendo reatar o casamento. Rose me dizia que ele a estava perseguindo feito um louco, tanto pelo telefone como na rua. Só não aparecia na escola. Aparentemente, ele tinha bom senso quanto a não expor os dois por lá.
Eu não estava indo em sua casa e nem ela estava vindo na minha, tanto por causa de Robin, como por causa de nossa situação mesmo. Não havia mais conversa na sala dos professores ou no pátio, e nem mesmo por mensagens ou ligações. Estávamos ficando bem afastadas.
Quando Robin a deixou em paz, finalmente, eu tentei me reaproximar, afinal, ainda éramos namoradas. Voltei a ir para sua casa com a Ava e dormir por lá, mas as coisas já não estavam mais como antes. Conversávamos pouco e só trocávamos alguns beijos de bom dia, boa tarde, boa noite... Minha morena ainda estava chateada, principalmente porque mesmo que eu tentasse evitar, não era 100% e algumas coisas ainda aconteciam em sua frente.
Estava bem complicado para os dois lados da moeda.
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