Next to Me

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Notas iniciais
Antes de tudo, só queria agradecer por sempre comentarem, deixarem suas opiniões, seus elogios ou suas críticas. É muito importante saber o que pensam a respeito da estória, de seu rumo, dos acontecimentos, o que acham dos persoangens, o que fazem... Obrigada à todos ;)

Saímos do quarto para tomarmos o café da manhã, e eu suspirei aliviada por no fim, apesar da conversa tensa que tivemos, tudo ter sido esclarecido e resolvido. Agora eu só torcia para Regina não se lembrar de qual o dia da semana estávamos. Eu estava péssima demais para ir à escola hoje.

Já na cozinha, quando abri a geladeira, peguei a primeira coisa doce que encontrei e coloquei na boca. Um resto de barra de chocolate branco. Não me importei se estava muito duro e gelado, eu só queria tirar o amargo da boca. Caso de vida ou morte.

Após saborear o chocolate, peguei a caixa de leite integral que pretendia, e fechei a geladeira, dando de cara com Regina me encarando de braços cruzados e um ar interrogativo.

— Precisava acabar com o amargo. — Disse sem graça, ainda chupando os dedos.

— Consequências. — Arqueia a sobrancelha. Pega a caixa da minha mão e se vira, andando até a mesa. — Vá acordar os outros, eu faço o café.

Assenti rapidamente e sai do cômodo, indo fazer o que me foi pedido.

•§•

Após acordar meus amigos, que dormiam espalhados pela sala, subi para tomar um bom banho quente, e quando voltei para a cozinha, cerca de 45 minutos depois, ou por ai, encontrei apenas Regina lavando alguns pratos.

— Cadê o pessoal? — Sentei-me na bancada e puxei um prato, que só podia ser meu, para perto. Ao lado da xícara de café com leite, havia uma aspirina. Tratei logo de toma-la. Minha cabeça precisava de um alívio.

— Tiveram que ir embora, mas avisaram que depois liga para falar com você e saber como está. — Responde sem se virar ou mesmo parar o que fazia.

— Estou bem péssima, mas vou ficar bem. — Murmurei, atacando uma torrada com geleia, aparentemente deliciosa.

E então ficamos em silêncio. Enquanto eu desfrutava do meu café da manhã, minha professora terminou de lavar os poucos pratos sujos, guardou-os em seus lugares, ela conhecia bastante bem a minha cozinha, e logo após, se encostou no balcão, de braços cruzados, passando a me observar comer.

— Estamos mesmo bem? — Quebro o silêncio, vendo-a me observar séria demais. Levanto-me e vou em sua direção, antes limpo a boca com um guardanapo, e a cerco com meus braços, apoiando-me no balcão atrás de si.

— Eu ainda estou com as últimas horas na cabeça... — Responde-me sem me olhar nos olhos. — Nossa briga, a ligação de Ruby me pedindo para vir aqui, você completamente bêbada na cama, nossa conversa hoje de manhã...

Sem dizer uma palavra, encosto minha cabeça em seu colo e a abraço, logo sendo retribuída. Entendo sua situação no momento. As últimas horas não foram nada fáceis mesmo.

Ficamos alguns bons minutos assim, apenas abraçadas e em silêncio, até que Regina começa a beijar minha cabeça, ao mesmo tempo que faz carinho em minhas costas, e segundos depois, já estamos nos beijando ardentemente.

— Fiquei sabendo que o sexo de reconciliação são os melhores... — Sussurro em seu ouvido, descendo beijos por seu maxilar. — Mas eu nunca tive a oportunidade de comprovar. — Beijo seu pescoço e dou uma mordia de leve, escutando seu gemido. Arrepio-me toda com o som. — Você bem que poderia me ajudar a comprovar, não acha? — Ela sorri. Aquele sorriso que mexe com todas as suas estruturas.

— Realmente, é muito bom. — Comenta, jogando a cabeça para trás, oferecendo-me seu pescoço mais uma vez. — Já fiz muitas vezes enquanto casada. — Paro instantaneamente ao ouvir e processar o que disse.

— Eu não precisava saber disso. — Afasto-me dela rapidamente, deixando minha desaprovação ao seu comentário estampada em meu rosto. — Você quebrou totalmente o clima. — Deixo claro a minha decepção. — Parabéns! — Digo ironicamente, batendo breves palmas. Ela revira os olhos e balança a cabeça negativamente.

— Estou aqui pensando... Acho que você merece um castigo por ontem. — Fala em tom pensativo, arqueando a sobrancelha, tocando nos lábios e me encarando com o olhar estreito.

— Sério, Regina? — Pergunto incrédula e ela assente rapidamente, bastante séria, não dando nenhum sinal de que estava brincando. — Falar de sua época de casada enquanto estamos em um bom momento, já é um castigo. — Murmuro, irritada e frustrada pelo momento quebrado. Sei que será impossível não falarmos, principalmente ela, de sua época com o meu ex professor, mas não consigo evitar de me chatear, além de que, Regina poderia ao menos evitar tocar no assunto enquanto estivéssemos em um clima gostoso, como foi o caso. Eu não sou obrigada a ouvir sobre como ela e Robin faziam as pazes, enquanto estou lhe beijando e pronta para lhe amar.

— Por enquanto, acho bom não passarmos de uns bons carinhos e beijos. — Sentia, cruzando os braços novamente e encostando-se melhor à bancada.

— Aparentemente, eu não tenho nenhum poder para reinvindicação, não é? — Minha professora nega. Reviro os olhos. — Quer saber? Depois dessa, eu também não quero nada por algum tempo. — Digo irritada, pegando mais uma torrada e saindo da cozinha com passos apressados.

— Uh... Tá certo! — Escuto, já da sala, Regina murmurar irônica e eu reviro os olhos. Interrompo meus passos e faço o caminho de volta até a cozinha. Precisava afronta-la ao menos uma vez.

— Você não vai aguentar esse castigo que acaba não sendo só para mim, mas para você também. — Solto, crente que tinha arrasado. Enfio na boca, de uma vez só, a torrada que tinha pego e sumo pelo portal. Mas dessa vez, sinto sua presença logo atrás, indicando que me acompanhou.

— Veremos Swan. — Rebate, mas não olho para trás e nem mesmo paro os meus passos, mas sim, continuo seguindo e começo a subir as escadas. — Tome algum remédio para enjoo. Não quero te ver doente. — Sem olhar para trás, faço um sinal positivo mostrando o meu dedão e logo desapareço no andar de cima.

•§•

Agora que eu já tinha tomado um bom banho, já tinha me alimentado bem e já tinha tomando uma aspirina, minha cabeça já não doía mais e eu só agradecia a Deus pelo efeito ter sido rápido e mais ainda, por ter Regina ao meu lado, me ajudando. É fato que, se ela não estivesse aqui, eu provavelmente ainda estaria no banheiro quase botando meus órgãos para fora, ou jogada na cama, sentindo minha cabeça querendo explodir, além de estar suja e fedorenta.

Lembrando do enjoo que tive logo quando acordei, peguei o vidrinho de Metoclopramida e sem cuidado nenhum, pinguei 5 gotas na língua, sentindo o gosto ruim se espalhar rapidamente. Fiz uma careta, característica de quando eu tomo a maioria dos remédios, e guardei o vidrinho no seu lugar, embaixo do lavabo, no banheiro. Quando voltei para o quarto, percebi o quanto a minha cama estava bagunçada. Ao me aproximar, pronta para forra-la, percebi que, além de tudo, precisava trocar os lençóis. Estavam fedendo a bebida e ao fumo.

Após arrumar a minha cama e aproveitar o ensejo para arrumar o meu quarto, que estava bastante sujo e bagunçado de vários dias apenas entrando para dormir e tomar banho, não me importando em mantê-lo organizado em nenhum momento, junto minhas roupas sujas em um montinho no chão e me sento ao lado, para respirar um pouco. Os resquícios da noite passada, mesmo depois do bom banho que tomei, ainda se faziam presente com o suor exagerado e com um fraco cheiro de álcool. Ou, talvez o quarto estava quente demais e o cheiro era decorrente das roupas sujas ao meu lado.

É... Talvez seja a segunda opção mesmo.

Aproveitando que me lembrei, mais uma vez, das consequências da noite passada, e consequentemente da tal, alcanço o celular em cima da mesa de cabeceira e disco o número de Ruby, pretendendo com a sua ajuda, preencher as lacunas da curiosidade sobre alguns detalhes esquecidos.

Após tentar por cinco vezes e as cinco vezes dar caixa postal, guardo o aparelho no bolso, pego o monte de roupa suja e saio do quarto. Deixo as roupas dentro da máquina, na área de serviço, e olhando para o tempo pela janela, penso em dar uma volta lá fora, pegar um arzinho. Antes de ir, paro na cozinha para tomar um copo de água, que desisto logo após, por ver um resto de suco de limão, e minutos depois, quando passo pela sala, vejo minha professora sentada no sofá, com os pés apoiados na mesa de centro, mexendo no celular. Ela não estava ali quando eu passei antes.

— Vou dar uma caminhada. — Aviso, sem parar meus passos em direção à porta.

Assim que botei os pés fora de casa, fiz uma coisa que há muito tempo não fazia, e de repente eu senti a necessidade. Dei mais alguns passos e parei em frente à casa do meu vizinho, que hoje já não está mais entre nós. Infelizmente, ele se envolveu com pessoas erradas e acabou não tendo um bom destino. Vejo seus pais brigando mais uma vez, como fazem todos os dias quando estão juntos em casa desde que ele morreu, e relembro da época em que meus pais, principalmente o meu pai, brigava com o pai dele, muitas vezes por causa das coisas que ele aprontava.

Com as lembranças daquela época e a saudade dos meus pais esquentando o meu peito, eu sigo para o fim da rua.

Alguns minutos de caminhada, sentindo o vento tocar o meu rosto e balançar meus cabelos, trazendo a paz que só ele traz, sinto meu telefone vibrar no bolso. Quando o tiro, vejo o nome de Ruby piscando na tela.

Foi mal não ter atendido antes. Cheguei em casa e peguei no sono de novo. — Explica-se assim que atendo a chamada. — Você está bem? — Pela preocupação estampada em seu tom de voz, tenho a certeza do quanto estava mal ontem à noite. Que vergonha!

— Não acordei muito bem, mas agora já estou bem melhor. Por que vocês foram embora tão rápidos?

Estamos no meio da semana, você sabe como a vovó é, e o irmão do Killian também. Ariel só nos acompanhou mesmo.

— Perdoados. — Brinco e então sorrimos. — Ruby, depois que eu saí do quarto com vocês, eu não me lembro de muita coisa. — Coço a cabeça, começando a sentir o nervosismo se espalhar pelo meu corpo, pelo medo do que posso ouvir. — O que aconteceu? Eu fiz alguma besteira?

Que a resposta seja não! Que a resposta seja não! Que a resposta seja não!

Assim que você nos deixou, eu não sei, mas quando te encontramos novamente, você estava apenas bebendo mais uma garrafa de vinho. Depois se juntou aos meninos para fumar, ficou passando mal e teve alucinações.

— E foi apenas isso? — Olhei para o céu, levantando a mão livre e agradecendo.

Sim, enquanto esteve conosco foi apenas isso. Qual a preocupação em ter feito algo errado? — Pelo tom de voz, minha amiga não estava apenas curiosa, mas também, desconfiada. Meu sangue gelou.

— Não, nada! — Tentei responder o mais natural e convincente possível. — Só estou envergonhada por ter passado dos limites e não me lembrar de nada.

Ai, Emma... — Murmura e dá um longo suspiro. Posso apostar que está revirando os olhos.

— Eu não costumo fazer isso, você sabe...

Sim, eu sei. Você nos surpreendeu ontem. Logo você? A mais controlada da turma... — Eu podia ver Ruby na minha frente, mostrando uma faixa imaginária com a palavra “responsável”

— Foi difícil me levar para casa?

Você não se lembra exatamente de nada?

— Não. — Respondi rapidamente e escutei seu risinho de deboche.

Ora, ora, parece que a amnesia pós bebida é real... — Cantarola e eu reviro os olhos. Minha amiga estava cansada de meu ouvir falar que não acreditava nisso. — Não foi difícil te levar para casa, mas olha... Você é uma bêbada muito chata. Até caiu da escada! — Está explicado o motivo de eu ter me acordado toda dolorida.

— Olha só quem fala! — Rebati rapidamente, em defesa, escutando sua gargalhada escandalosa. — Ruby? Quem chamou a Regina? Preciso agradecer pela minha salvação. — Disse bem-humorada, mas verdadeiramente curiosa para saber como Regina tinha chegado na história. Desde que eu me acordei e a encontrei dormindo em minha poltrona, que eu tenho essa curiosidade. Foi alguém que chamou ou ela que, por coincidência, apareceu?

— Depois de ter tentado bancar a sua mãe, não aguentei a malcriação e liguei para ela. Pode agradecer a mim mesma. — Diz com um tom superior e eu reviro os olhos, mas sorrio.

— Oh! Muito obrigada, Ruby Lucas. Se você não tivesse tentado bancar a minha mãe e não tivesse aguentado a minha malcriação e chamado a Regina, eu não sei o que seria de mim nesse exato momento. — Respondo no meu melhor tom sarcástico e eu tenho certeza que se estivéssemos uma frente a outra, eu receberia um empurrão e ela estaria fazendo biquinho logo depois de revirar os olhos. Depois, riríamos de tudo.

Você vai para a escola hoje? — Muda de assunto, agora um pouco mais séria. “Não” era o que eu gostaria de responder. Depois do exagero da noite passada eu só queria passar um dia inteiro dormindo e descansando, mas com Regina lá em casa, era certo que ela não iria me deixar ficar. Não que ela fosse me obrigar a ir, mas era certo que iria começar com os seus discursos que costumam me deixar com a consciência pesada, no seu melhor tom de convencimento e eu acabaria indo.

— Se eu estiver bem até o horário, eu vou. — Preferi responder. Ainda tinha esperança dentro de mim.

Bem, com a vovó no meu pé, você sabe, eu não tenho escolhas. Se você for, nos encontramos mais tarde.

Despedimo-nos rapidamente e encerramos a ligação. Guardo o celular no bolso e volto a caminhar prestando atenção aos detalhes.

Meia hora depois, quando estou voltando para casa, escuto um choro de cachorro novinho bem próximo de mim. Começo a procurar o dono do choro e encontro um lindo cachorrinho de cor chocolate, todo sujo e encolhido, perto de uns sacos de lixos. Provavelmente estava com medo e frio.

— Oi... — Aproximo-me devagar para não assustá-lo e me agacho. — O que você está fazendo aqui? — Levo minha mão em sua direção e ele me surpreende completando a aproximação e procurando minha mão. Ele queria carinho. — Está perdido? — Sem me preocupar com nada, aproximo-me mais e o coloco em meu colo. — Será que tem alguém te procurando? — Levanto com ele em meus braços e olho para os lados, procurando qualquer sinal que me fizesse entender que ele estava sendo procurado, mas nenhuma das pessoas que passavam na rua no momento, pareciam procurar por algum cachorro. — Eu espero que não, porque agora você vai ser meu. — Abracei-o apertado e fui retribuída com uma lambida.

Não sou especialista nem nada, mas a julgar por seu tamanho, chuto que não deve ter um ano ainda. Se esse anjinho não foi abandonado, deve ter fugido.

Olhei mais uma vez procurando se alguém o procurava, e ao constatar que não, voltei a seguir meu caminho de volta para casa.

Fui ninando e conversando com o filhote e recebendo suas lambidas em troca até em casa.

Quando abri a porta, Regina veio ao meu encontro.

— Você demorou... Onde esteve? — Perguntou preocupada. Contudo, sua preocupação sumiu quando percebeu o que eu segurava nos braços. — De quem é essa coisa fofa? — Sua voz saiu doce. Pegou o filhotinho dos meus braços e o levantou no ar como uma criança. — Como ele é novinho.

— Agora ele é nosso! — Digo com firmeza e certeza e ela me encara com um genuíno sorriso. — Encontrei ele ali, perto de uns sacos de lixo. Deve ter fugido. — Regina o solta e ele já começa a fazer o reconhecimento do lugar. — Que marca ele deve ser? Eu não sou boa em identificar as marcas dos cachorros.

— Primeiro de tudo, é uma menininha. — Agachou-se perto do filhote, agora identificado que é fêmea, e a cachorrinha já se abriu, pronta para receber o carinho que sabia que viria. — E segundo, marca?

— Raça, foi o que eu quis dizer. — Corrigi sem graça. Sempre troquei as duas palavras, mesmo uma não tendo nada a ver com a outra.

— Pelo que estou vendo, a raça é labradora.

— Então ela vai crescer muito, não é? — Regina assentiu. — Adoro cachorro grande. Ainda bem que aqui tem espaço. — Agachei-me também e me juntei as duas. Comecei a fazer carinho em sua barriguinha e ela se abriu ainda mais. Estava no paraíso com tanta mão lhe acariciando. — Espero que você cresça logo. — Disse diretamente para ela. — Ava. — Olhei para Regina. — Gostou do nome?

— Não sei o significado, mas adorei. É fofo como a dona. — Segurou a patinha dela e a balançou. — Ava, você precisa de um banho, garota. — Olhou para mim. — E você, precisa ir para a escola. — O sorriso que eu carregava nos lábios, rapidamente sumiu. — Pensou que eu tinha esquecido? Vai logo para não se atrasar.

Respirei fundo.

— Eu não quero ir hoje. — Fui sincera, como sempre era quando o assunto era ir para a escola. — Além de querer descansar, eu não quero ver a Fiona hoje. — Ao escutar o nome da professora substitua, sua expressão se tornou séria. — Eu quero ficar aqui, com vocês. — Ava saiu correndo e eu levantei para lhe acompanhar.

— Você sabe que tem que ir. — Rebateu, vindo ao meu encontro e pegando Ava dos meus braços.

— Sim, eu sei. — Respondi desanimada. Eu nunca fui apaixonada pela escola, mas sempre gostei de ir. Também nunca fui apaixonada pelos estudos, mas sempre gostei de estudar, mesmo não sendo inteligente como eu gostaria. Mas, esse ano, eu não estava muito animada para estudar. — Quando você vai voltar?

— Em duas semanas eu estarei de volta. — Aproximou-se mais de mim e tocou em meu rosto, fazendo um carinho suave, que logo foi interrompido por uma Ava inquieta em seus braços, querendo ir para o chão. — Diz para mim, que você vai fazer de tudo para ficar longe daquela mulher, por favor. — Seu tom era aflito.

— Não a quero perto de mim de jeito algum, Regina. — Deixei claro, tentando passar convicção em meu tom firme.

— Espero que consiga. — Deu-me um selinho demorado. Tentei prolongar, mas ela se afastou. — Agora, se me der licença, irei dar um banho na nova integrante da família. — Piscou e sorriu. Deu as costas e seguiu pela cozinha.

Subi correndo para o meu quarto, separei minha farda e uma calça e tirei as roupas do corpo.

— Só mais duas semanas e eu estarei livre daquela mulher. — Sussurrei entrando no banheiro.

Notas finais
Significado do nome Ava, para quem se interessou: Ava é um nome que tem multi-significados. Pode ser uma variante de Eva, que significa “vida” em hebraico. Uma portadora famosa era a atriz americana Ava Gardner (1922-1990). Pode ser encontrado nas variantes Hawa (árabe), Yeva (armênio), Eve (inglês), Eua (grego bíblico), Chawwah (hebraico bíblico), Eeva, Eevi (finlandês), Évike (húngaro), Eabha (irlandês), Ieva (letão), Ewa (polonês), Evelia, Evita (espanhol), Havva (turco), Efa (galês). Além disso, significa “voz, som” em persa. E pode ainda, ser uma forma abreviada de nomes germânicos começando com o elemento “avi”, que possivelmente quer dizer “desejado”. E em termos literais, a palavra “Ava” em estoniano significa “abertura”. Há alguns sites que apontam Ava como sendo uma variante do latim “avis”, que significa pássaro. Mais em: http://portrasdonome.blogspot.com/2015/08/ava-origem-e-significado.html Obs: O novo membro da família, a Ava, é uma mistura da Lola, cachorra da Lana, e a Ava, cachorra da JMo. As características e a raça é da Lola e o nome é da Ava.