Next to Me

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Enquanto procurava uma roupa para usar, uma mulher do curso de Francês, o qual eu abandonei faz algum tempo, desde que descobri sobre Robin e a professora, ligou para mim, atrapalhando tudo, cobrando presença e até mesmo pagamentos. Após me encher por vários minutos e me vencer pelo cansaço, falei que resolveria tudo na próxima semana, e encerrei a ligação da forma mais mal educada possível. Eu estava bem irritada com ela.

Após escolher e separar uma calça de jeans escuro e um casaco de gola alta e tecido grosso, desci para a cozinha e preparei dois hambúrgueres que deixaram seus cheirinhos em cada canto da casa, até mesmo embaixo dos tapetes. Sabendo que não pretendia comer, mas sim beber, não podia sair de casa de estômago vazio, ou a merda estaria feita.

De barriga cheia, totalmente satisfeita com os deliciosos hambúrgueres que fiz, arrumei toda a bagunça que eu fiz na cozinha, e me deitei no sofá para descansar um pouco. Ainda faltava algumas horas para o horário marcado com Ruby, e eu estava com um pouco de sono. Além de que, eu precisava desligar a mente por alguns minutos, ou ela explodiria de tanto repassar minha discussão com Fiona e depois com Regina.

Horas depois, totalmente perdida no tempo, acreditando que já era outro dia, levanto do sofá em um pulo, sentindo uma pequena vertigem no processo, e vejo na tela do celular, que ainda era segunda-feira e que faltavam exatamente trinta e quatro minutos para Ruby aparecer em minha porta e me arrastar para o lugar que me faria acabar com o meu fígado por uma noite, se tudo desse certo.

Como se quisesse bater um Record por rapidez, recolhi toda a roupa suja que estava jogada no chão do banheiro, agradecendo mentalmente à Regina por ter passado os últimos dias aqui e ter deixado minha residência em ordem, precisando apenas fazer o básico de todos os dias, lavar pratos, varrer os cômodos e lavar algumas poucas peças de roupas, coloquei na máquina para lavar, e inicie meu banho, saindo alguns minutos depois. Se minha mãe estivesse aqui, diria que tomei um banho de pinto, de tão rápido que eu entrei e sai do banheiro. Com certeza ela me obrigaria a voltar para debaixo do chuveiro e ainda me vigiaria para saber se eu estava mesmo me ensaboando. Eu tinha 18 anos de idade e ela sabia bem disso, mas nessas horas ela me traria como se eu tivesse apenas 5.

Faltando apenas três minutos para o horário marcado com Ruby, eu coloquei perfume e sai correndo, apagando todas as luzes da casa no processo. Dois minutos depois, parei em frente a porta da frente e me sentei no chão. Faltava agora, exatamente um minuto, se Ruby fosse pontual, o que eu sei bem que não é. Mas às vezes ela gostava de surpreender.

Enquanto eu recuperava meu fôlego e esperava por minha amiga, observava a Lua e todo o seu esplendor, e as suas amigas estrelas. Lembranças da noite anterior, do momento em que Regina se declarou para mim, e eu enfim disse que a amava também, inevitavelmente vieram à mente.

— Quando eu estava sem memória, acho que me apaixonei por você de novo... — Ou apenas percebi que estava apaixonada... — Mas novamente fiquei com medo de tentar alguma coisa. — Eu só te beijei porque não aguentava mais não poder fazer. Eu desejava muito, poder tocar os teus lábios. — Então, apenas não me importei com as consequências, criei coragem, e avancei. — E para minha felicidade e também surpresa, você novamente correspondeu. — E quando eu retornei com as memórias dias atrás, eu pude ter a certeza que não só estou apaixonada por você... — Como, estou te amando. — Eu te amo, Emma Swan.

Meu coração praticamente parou com a sua declaração.

— Eu também te amo, Regina Mills.

Foi inevitável não sorrir com essa lembrança. Mas, do mesmo jeito que ela veio, inevitavelmente, o momento da briga me acertou em cheio.

— Eu gostaria de ficar sozinha, Emma. — Eu preciso de um tempo sozinha. — Não quero deixar a raiva falar por mim. Por favor, vá embora. — Saia da minha frente, Emma. — Por favor, Swan.

— Eu te pedi tanto... ­— Tudo está se repetindo, mas de forma inversa... — Parece até uma brincadeira... — Quanto mais eu te pedi para tomar cuidado e se manter afastada, mais você foi para perto dela. Como um imã. — Eu esperei você me contar... — Mas você não me contou nada, e eu não quis demonstrar que sabia de algo.

— Depois de tanto te pedir, e de ver você fazendo o contrário, não consigo pensar diferente...

— Você gostava Emma! — Você gostava de tê-la em cima de você, tentando algo, querendo algo mais contigo. — Você gostava de ter mais uma professora, uma mulher madura, aos seus pés, desejando você... Devia estar com o ego nas alturas, não?

Sinto-me uma idiota, traída.

Cada momento lembrado da conversa, uma lágrima descia dos meus olhos.

— Eu não quero ouvir mais.

— Eu não perguntei se você queria ouvir. — Você não sabe a felicidade que eu tive, quando te vi chegar naquela porta. Eu estava encurralada e pensei que você me ajudaria, como fez da outra vez. — Mas não... — O que você fez mesmo? — Ah é! Você foi embora. — Foi embora e agora está cheia de ideias na cabeça. Está cheia de ideias e não quer nem me deixar explicar.

— Rê... — Tira essas ideias da sua cabeça. — Eu não gostava de ter aquela mulher me perseguindo. — Nada do que você pensou, achou e disse, é verdade. Eu não gostava tê-la em cima de mim, tentando algo, querendo algo mais. — Eu não gostava de ter mais uma professora, uma mulher madura, como você mesma disse, aos meus pés, me desejando... — Eu não estava, e nem estou com o ego nas alturas por causa disso. Por favor...

— Eu estou com muita raiva ainda... — Eu só quero ficar sozinha.

Cada palavra que eu me lembrava do momento, fazia meu coração doer um pouco.

— Posso vir aqui depois para conversarmos melhor? Quando você se acalmar e colocar seus pensamentos em ordem?

Sou despertada de minhas lembranças, por Ruby ajoelhada em minha frente, balançando meus ombros freneticamente.

— Ruby! — Gritei assustada. Eu estava não absorta que não tinha visto-a chegar.

— Emma! — Ela grita de volta, parando de me balançar. — O que aconteceu com você? — Levantou-se e me ofereceu a mão para me ajudar a levantar também. — Eu te chamei várias vezes e você nem se mexeu. Parecia que estava congelada. Por que está chorando?

— Eu estou chorando? — Indaguei com inocência, passando a mão pelo rosto, enxugando-o, e ela assentiu. — Eu estava lembrando dos meus pais. — Inventei rapidamente. Sabia que não tinha desculpa melhor para fazer minha amiga acreditar. — Eu estou com saudade deles. Você sabe. — Acrescento em um tom mais baixo. — Desculpa não ter escutado. Eu estava muito envolvida com minhas lembranças. — Virei-me de costas rapidamente e tranquei a porta, ficando de frente para ela, segundos depois.

— Ô amiga, não fica assim... — Murmura penalizada, e eu comemoro internamente por ter funcionado. — Vem aqui. — Abriu os braços e eu me joguei neles, apertando-a forte. Apesar do motivo ser falso, eu estava mesmo triste e precisando de um abraço.

Ficamos cerca de uns cinco minutos abraçadas, em silêncio, até Ruby se afastar devagar, quebrando o contato.

— Está se sentindo melhor? — Eu fiz uma careta, mas afirmando que sim, e ela sorriu. — Então vamos nos divertir. — Diz animada, uma de nós tinha que estar, puxando meu braço para acompanha-la. Bem que eu gostaria de estar animada como ela.

•§•

Em trinta minutos de caminhada chegamos na casa da garota, que eu não conhecia, chamada Milah, que já estava aos beijos com Killian, que parecia estar bem alterado. Logo nos juntamos a Ariel, Nellie e alguns garotos que eu não conhecia por nome, apenas de vista. Cumprimentamos todas e Nellie me entregou um copo com vinho e uma garrafa de whisky para Ruby.

— Joe e Rhuan, Emma e Ruby. — Nellie nos apresentou. Os garotos, aparentemente simpáticos, apertaram nossas mãos, deram beijos em nossas bochechas, e voltaram para os seus lugares, ao lado de Ariel. — E esses são Jack e Louis. — Apontou para os outros dois que conversavam entre si. — Meninos? — Chamou a atenção dos dois, que rapidamente pararam de conversar, e vieram até nós. — Emma e Ruby. — Assim como os outros, apertaram educadamente nossas mãos, mas apenas Jack beijou a minha bochecha, o outro apenas sorriu.

Após fazer as apresentações, entramos na casa e logo procuramos um lugar, longe das caixas de som de preferência, para conversar e beber. Nellie e Rhuan se afastaram de nós, segundos depois, sumindo na multidão gritante e dançante, e ficamos apenas eu, Ruby, Ariel, Jack, Joe e Louis, conversando amenidades.

Descobri que Jack e Joe são irmãos, e que todos eles até que eram legais, totalmente diferente do que eu sempre imaginei que fossem, quando via-os na escola com seus jeitos e conversas tão fúteis, e milagrosamente Ruby não estava dando em cima de nenhum deles, apesar de terem uma beleza exterior bem interessante, e com certeza do agrado dela.

Como eu havia dito mais cedo, às vezes ela gostava de surpreender.

•§•

Quase uma hora da manhã, eu já estava louca de sono e precisava urgentemente deitar meu corpo em minha macia cama, e descansar por pelo menos dez horas seguidas. A garrafa de vinho que eu tomei, já estava fazendo efeito. Fazia tanto tempo que eu não tomava uma garrafa sozinha, que eu nem me lembrava mais dos efeitos, e nem mesmo que eu ficava assim apenas com uma. Eu não me lembrava de ser tão fraca.

— Ruby, eu preciso ir embora. — Eu podia sentir tudo rodando, minhas pernas pareciam estar sem forças, e eu estava sentindo um frio percorrer por dentro do meu corpo.

— Você não pode ir embora agora. — Franzi o cenho. Por que eu não podia? — As pessoas já estão começando a ir embora, amanhã tem aula logo cedo para alguns... — Dizia em tom animado e eu continuava sem entender por que eu não podia ir embora. Mas eu estava demente demais para abrir minha boca e perguntar alguma coisa. — Alô, Emma! Acorda! — Estalou os dedos como se quisesse me acordar.

— Ruby, eu...

— Nós vamos para o quarto da anfitriã. Vem! — E então me puxou pelo braço, arrastando-me para cima. Olhei para trás e vi Killian agarrado à Milah, Ariel agarrada à Joe, Jack e Louis mais atrás, Nellie agarrada à Rhuan e então entendi o que estava acontecendo.

Em outros tempos, eu estaria mais excitada e animada que todos eles juntos, pois, se tinha uma coisa que eu adorava fazer, era observa-los enquanto se enroscavam um ao outro, e no fim, entrar no meio também, se tivesse alguém do meu interesse, mas hoje... hoje eu estava tão cansada e com sono, que eu só queria poder dormir e fingir que o dia de hoje não havia acontecido. Eu até tinha conseguido esquecer os problemas por um tempo, mas no meio das conversas, quando falaram o nome da professora substituta, tudo voltou à mente sem minha permissão. Ruby até acreditava que eu já estava melhor da minha saudade pelos meus pais, por me ver sorridente o tempo todo, mas na verdade, era só o efeito da bebida, que sempre me deixou alegre demais, pois, ao contrário do que eu queria quando cheguei aqui, e até consegui nas primeiras horas, a cada dez minutos, eu lembrava de um momento mais cedo.

Quando entramos no quarto, Ariel me surpreendeu quando passou por mim e puxou a garota que Killian estava, e o próprio, e caíram os três em cima da cama. Todos olharam a cena, e aquilo foi como um incentivo para que começassem a fazer o que pretendiam, quando decidiram ir para o cômodo. Rapidamente, Joe se juntou ao trio, Nellie e Rhuan começaram a se beijar e tirar suas roupas, assim como Ruby e Louis, que já se deitavam no chão, e apenas eu e Jack ficamos parados, observando tudo. Mas ai ele me olhou, mostrando seu sorriso bonito, e veio até mim, deixando sua garrafa de cerveja no chão, no cantinho da parede. Sem dizer uma palavra, avançou o limite do meu espaço pessoal e tentou alcançar a minha boca, mas eu logo me afastei, de uma forma bem bruta, diga-se de passagem.

— Se você não quiser, eu...

— Eu não quero. — Disse rapidamente, interrompendo-o e empurrando seu corpo, mas ele quase não se moveu. — Eu não posso. — Balancei a cabeça negativamente. Imagens de Regina me dirigindo um olhar decepcionado, vindo à mente. — Eu tenho alguém. — Acrescentei, e as palavras pareceram serem mágicas, pois, ele logo se afastou. — Eu preciso sair daqui. — E sem esperar por respostas, abri lentamente a porta, para não fazer muito barulho, e sai daquele local.

Eu precisava de ar puro para respirar, e dentro daquela casa tinha tudo, menos ar, ainda mais puro.

Quando passei pela sala, antes de alcançar a porta que dava para a minha liberdade, não me contive em pegar mais a garrafa de vinho que parecia estar me chamando, ali, sozinha, em cima da mesa, sem ninguém por perto, olhando para mim e sorrindo, pedindo urgentemente que eu a bebesse.

Ao sair pela porta e sentir o vento frio daquela madrugada balançar o meu corpo, joguei-me no chão, dei um grande gole, no gargalo mesmo, e me deitei. Foi inevitavelmente não pensar em minha professora novamente.

— Isso foi lindo, Em. ― Eu quero fazer amor com você essa noite.

— Você tem certeza disso? ― Não precisamos fazer nada disso agora... Podemos esperar o momento certo, e...

— Não tenho dúvidas.

Tomei até a última gota do líquido vermelho e um pouco quente, mas ainda assim, gostoso, e quando me levantei de vez, com intensão de ir atrás de mais, cai sentada como se tivesse sido empurrada. Eu estava completamente zonza. Tudo ao meu redor rodava, e eu sentia como se estivesse caindo, ou até mesmo flutuando. Era certo que se não me levassem para casa, eu não conseguiria chegar lá sozinha.

Pisquei várias vezes tentando afastar o sono e manter minhas pálpebras tão pesadas, que aliás, eu não sabia que pesavam tanto, e vi meus amigos se aproximando de mim.

— Loira, você perdeu! — Seu tom continha muita malícia e sua expressão não escondia isso. — Aqueles garotos são incríveis. Principalmente o Jack.

— Eu que o diga. — Ariel acrescenta, fazendo um high five com Lucas.

— Você está bem? — Ruby pergunta, analisando-me de cenho franzido.

— Estou! — Respondi com esforço e abri um sorriso. Lucas franziu o cenho novamente, mas sorriu de volta.

— Precisamos molhar o bico. — Killian se pronuncia, chamando nossa atenção. — Vou buscar mais bebida. — Deu as costas para nós e seguiu em direção a casa.

Minutos depois, o nosso amigo voltou bem abastecido, distribuiu as cervejas e meu vinho, e nos sentamos no chão, em uma roda.

A cada minuto que passava, eu me sentia mais tonta, com sono e cansada. Meus olhos já tinham vontade própria, inclusive. Agora, até dor de cabeça eu já estava sentindo. Enquanto todos conversavam animados sobre o que fizeram minutos antes de estarem ali, eu só queria beber ainda mais, mas também dormir. Dormir por pelo menos 24 horas.

De repente, vi um grupo de garotos, em pé, fumando, há alguns metros distante de nós, e como se o hábito fizesse parte de mim, levantei-me e fui até eles, com vontade de fazer parte da roda e fumar também. Ouvi Ruby gritar algo, mas não dei atenção e nem mesmo tentei entender. Ignorei seu chamado e segui até eles.

— O que vocês estão fumando? — Perguntei, desinibida, e todos me olharam. Um deles, um ruivo, abaixou-se e mexeu em uma bolsa. Segundos depois, levantou-se e me ofereceu um cigarro, fazendo-me perceber que era de maconha.

Eu estava na dúvida se aceitava ou não. Eu nunca tinha fumado na minha vida. Nem cigarro e nem qualquer outra coisa. Eu nem sabia como fazer isso.

— Vai querer ou não?

Puxei o cigarro de sua mão e pedi para um dos outros garotos acendê-lo para mim. Com o cigarro aceso, respirei fundo e o levei a boca. Quando dei a primeira tragada, engasguei com a fumaça e comecei a tossir. Os garotos riram de mim, mas nem se mexeram para tentar me ajudar. Também não desisti. Dei outra tragada. Tossi novamente. Recuperei-me. Dei outra tragada. E foi assim até que vi Ruby vindo com pressa em minha direção, junto com Killian e Ariel.

— Emma, o que você está fazendo? — Perguntou com seus olhos esbugalhados e espantados direcionados aos meus. — Está doida? — Arrancou o cigarro da minha mão e o jogou no chão, pisando com força, fazendo-o se apagar. Os garotos que me forneceram, já nem estavam mais por perto. Também não vi quando foram embora. — Você nunca fumou nem um cigarro. Não sabe como tragar. Quer morrer asfixiada? — Ignorando-a, abaixei-me e tentei tirar seu pé de cima do cigarro, para pegá-lo. Apesar de ter tossido horrores, engasgada com a fumaça, a sensação tranquila e a paz que eu estava sentindo, estava boa, e eu só queria poder sentir um pouco mais de disso. — Seus olhos estão vermelhos e você não parece estar bem. — Pega em meu braço e me levanta. — Acho que já está na hora de irmos embora. — E então começa a me puxar para algum lugar.

— Eu vou só avisar a Milah que já vamos. — Escuto Jones dizer atrás de mim.

Paramos no quintal da vizinha da anfitriã, para esperarmos Killian, e eu me deite na grama, apenas desejando tomar um pouco mais de vinho, mas também, deitar em minha cama de verdade. Eu estava esgotada fisicamente e precisando de uma massagem poderosa nas costas. Talvez Ruby fizesse uma quando chegarmos em casa e eu pedir com jeitinho. Fechei os olhos procurando descansa-los um pouco, e quando voltei a abrir, vi Robin parado perto de mim, observando-me com um olhar irritado. Estava vermelho e só faltava espumar pela boca.

— Eu vou acabar com você! — Gritou, puxando-me para cima e me deixando em pé. Ela parecia querer bater em mim.

— Emma! Emma! Acorde! — Escutei a voz de Ruby ao longe. Pisquei várias vezes e então Robin desapareceu e Lucas estava em seu lugar, balançando-me.

— Onde ele está? — Perguntei, olhando para os lados, buscando algum sinal do meu ex-professor. Mas ele pareciar ter sumido.

— Quem? — Ruby pergunta. Seu cenho franzido demonstrando confusão. — Onde quem está?

— Talvez ela esteja vendo alguma alma? — Escutei Ariel dizer em algum lugar. — Até me arrepiei agora.

— Não viaja! — Ouço a voz de Killian também e depois a risadinha de Ariel.

— Vamos embora. — Minha amiga pega em meu braço, passa por seu ombro, e juntas começamos a andar devagar. — Você precisa de um banho e precisa descansar. Ainda bem que mora sozinha, ou estaria fodida.

•§•

Fomos o caminho todo em silêncio, pois sempre que eu tentava dizer algo, ou me ignoravam, ou diziam que eu estava falando coisas sem sentido, mas eu não estava falando sem sentido. Eles é quem não entendiam nada mesmo.

Quando chegamos em minha casa, Ruby e Ariel tentaram me fazer comer e tomar um banho, mas àquela hora a água estava fria demais, e eu estava de barriga cheia. Tudo que eu queria era apenas uma massagem relaxadora e depois dormir. Não aguentava mais ficar em pé.

— Eu só quero dormir, Ruby. Deixe-me em paz. — Joguei-me em minha cama, já me aninhando. — Faz uma massagem em mim. — Pedi manhosa, torcendo para que desse certo.

— Você não pode dormir do jeito que está, Emma. — Ariel me diz, sentando-se na cama, bem em minha frente. — As consequências disso não serão boas amanhã. — Balança a cabeça negativamente e faz uma careta. — Nós só queremos cuidar de você, exatamente como você sempre faz com a gente em todas as vezes.

— Eu não me lembro de você ser tão chata quando bêbada. — Escuto Ruby reclamar. — Perdi a paciência. Vou ter que recorrer a única pessoa que te consegue colocar na linha quando preciso. — Tirei minha atenção de Ariel, que estava sentada em minha frente, e me virei para Lucas, vendo-a andar de um lado para o outro. — Sei que está tarde, mas preciso chamar a Regina, ou então não conseguiremos dormir hoje. — E então saiu do quarto.

Notas finais
Espero vocês nos comentários. É sempre bom saber o que estão pensando.