Next to Me

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Notas iniciais
Há um momento bem importante nesse capítulo, que responde tanto as dúvidas de Emma, quanto as de vocês, se tiverem...

Assim que chegamos à casa de Regina, não entramos, mas, seguimos direto para o nosso cantinho especial. A macieira que há na parte de trás do jardim. O lugar preferido da minha morena, e que agora estava se tornando o meu também.

Como fazíamos antes, eu me sentei primeiro, encostando-me ao tronco, e ela, em seguida, no meio das minhas pernas. Abracei-a com toda a minha força, e meu amor se virou para me dar um beijo suave nos lábios.

Voltamos a posição inicial e ficamos em silêncio, apenas sentindo a brisa suave tocar nossas peles, enquanto fitávamos as estrelas brilhantes daquela linda noite de domingo.

— Sabe... ― Regina quebrou o silêncio. Seu tom era pensativo. — Quando você me apresentou ao seu último namorado, naquela época, e eu comecei a sentir ciúmes, tive a certeza que estava gostando de você, de uma forma mais intensa do que deveria. — Confessa, agitando meu coração. — Eu já suspeitava antes. — Deu um sorrisinho.

— Por que... ― Fui interrompida por seus suaves dedos, de forma desajeitada por causa da posição, tampando minha boca como um pedido de silêncio. Acatei seu pedido e desisti de lhe questionar qualquer coisa.

— Eu quero continuar, Em. — Pediu sussurrante e beijou minha bochecha. — Como eu estava dizendo... — Fez uma breve pausa. — Naquela época, eu tive a certeza que estava mesmo apaixonada por você, e já não sentia mais nada por Robin.

Eu escutava sua confissão, atentamente, tentando acalmar as batidas do meu coração. Saber que Regina já gostava de mim há muito mais tempo do que eu imaginava, e ter a confirmação desses sentimentos, mesmo que indiretamente, era o maior conforto que o meu coração apaixonado podia querer.

Encarávamos o céu estrelado de domingo, com os rostos bem colados. Algo bem romântico, digno de filmes. Meu queixo descansava em seu ombro, e minhas mãos envoltas de seu corpo, eram apertadas fortemente pelas suas.

— Mas, infelizmente, eu não fui corajosa o suficiente para dizer a você. — Suspirou pesadamente, provavelmente se xingando mentalmente, ou algo do tipo, e balançou a cabeça negativamente. — Eu tive medo de perder sua amizade. — Olhou para mim. — É sempre assim. — Sorriu. — Quando um amigo se apaixona pelo outro, tem medo de dizer o que sente, por medo que a amizade acabe.

— Foi por isso que você me ‘’ beijou’’ ... — Destaquei o beijou, porque, afinal, não foi bem um beijo. — E depois ficou fugindo de mim? — Indaguei, aproveitando seu silêncio.

— Isso. — Confessou em tom baixo. — Em um momento de desejo e impulso, eu quis realizar o que eu sonhava há algum tempo, mas, no meio do caminho, o medo me pegou, fazendo-me desistir. Mas como eu já estava na metade do caminho, não podia desistir, então, por isso saiu aquele meio beijo. — Deu de ombros. Seu tom denunciava o quanto estava decepcionada consigo mesma. — Depois eu me arrependi, com medo de você querer se afastar de mim depois. — Balançou a cabeça negativamente. — Eu não queria ter que te ouvir falar coisas ruins, então tomei a iniciativa de fugir de você por alguns dias, antes que isso acontecesse. — Voltou a olhar para frente, e eu beijei seu ombro delicadamente. — Mas quando eu te vi daquele jeito, naquele dia na laje, eu não me aguentei... — Colocou as mãos no rosto e balançou a cabeça negativamente, porém sorrindo. — Chutei o pau da barraca e te beijei. — Descobriu seu rosto e encostou sua cabeça em meu ombro, direcionando seu olhar para cima. Acompanhei-a, encostando minha cabeça no tronco da árvore. — E para a minha surpresa... — Sorriu novamente e levantou uma das mãos até o seu rosto. Quando me inclinei para olha-la, percebi que estava chorando. — Você correspondeu. — Pegou uma de minhas mãos e beijou ternamente.

— Já que estamos confessando coisas, quero confessar uma também. — Disse bem-humorada e ela sorriu. — Eu confesso que, desde o dia no corredor, eu fiquei sonhando com você e desejando te beijar novamente. — Ela arqueou a sobrancelha, rindo, e eu senti minhas bochechas corarem.

Ficamos em silêncio novamente, e Regina se virou um pouco, ficando de lado, e começou a acariciar o meu rosto. Fechei os olhos, aproveitando mais do contato.

— Quando eu estava sem memória, acho que me apaixonei por você de novo... — Continuo contando, cortando o silêncio. — Ou apenas percebi que estava apaixonada... — Acrescentou em tom pensativo. — Mas novamente fiquei com medo de tentar alguma coisa. — Seu tom tinha um pouco de reprovação. — Eu só te beijei porque não aguentava mais não poder fazer. Eu desejava muito, poder tocar os teus lábios. — Encarava-me profundamente e eu podia ver seus olhos brilhando. — Então, apenas não me importei com as consequências, criei coragem, e avancei. — Deu de ombros, passando os dedos pelos meus lábios. — E para minha felicidade e também surpresa, você novamente correspondeu. — Concluiu, sorrindo meigamente. — E quando eu retornei com as memórias dias atrás, eu pude ter a certeza que não só estou apaixonada por você... — Fez uma pausa, que eu considerei dramática e proposital para ter esse efeito, e aproximou o rosto do meu lentamente, olhando em meus olhos. — Como, estou te amando. — Meu coração praticamente parou com a sua declaração. — Eu te amo, Emma Swan. — Sussurrou em meu ouvido, fazendo-me arrepiar dos pés à cabeça.

Eu também a amava, e muito. Era amor que já não cabia mais no peito. Eu já tinha a total certeza tanto dos meus sentimentos, como agora dos seus também. Depois de sua declaração, eu estava mais que pronta para fazer a minha também.

— Eu também te amo, Regina Mills. — Sussurrei de volta e a puxei para um beijo.

Minha felicidade era inexplicável. Não havia palavras para descrever. Saber que Regina Mills, a mulher que estou amando, está me amando também, foi a melhor notícia que eu poderia ter.

Aprofundei nosso beijo enfiando minhas mãos em seus cabelos negros, puxando-a mais para mim e ela fez o mesmo. Enterrou suas mãos nos meus cabelos e me puxou mais para si.

Deitei-a na grama verde do jardim e me deitei por cima de seu corpo, desprendendo meus lábios dos seus e descendo os beijos para o seu pescoço.

— Em, aqui não. — Falou ofegante, provavelmente por causa das minhas carícias.

— Eu adoraria fazer amor com você, bem aqui, ao ar livre... — Disse sorrindo e a vi arregalar os olhos, logo ficando vermelha. — Mas sei que não vai rolar, então vamos logo entrar. — Chamei, sussurrando em seu ouvido e mordiscando sua orelha logo após.

Sai de cima de seu corpo, levantando-me, e estendi minha mão para ajudá-la, porém, Regina se levantou sozinha, num pulo, e saiu correndo feito uma criança, para dentro de casa, gargalhando pelo caminho. Segui-a, também gargalhando, e parei na porta do quarto quando a vi deitada de costas em cima da cama, respirando ofegante e ainda sorrindo. Devagar, desencostei-me do portal, fechei a porta, e fui até a cama. Retirei minhas botas e deitei por cima dela, beijando-lhe toda a nuca, que estava exposta.

Logo foi possível ouvir seus gemidos quando, eu, com uma mão, apertei sua bunda com toda vontade que eu estava sentindo no momento, e com a outra, passeei por baixo de sua blusa, levantando-a até tirar por completo. Beijei toda a extensão de suas costas, abrindo o sutiã no processo, e após, com sua ajuda, retirá-lo, o joguei para longe.

Sua respiração ofegante, que disputava com alguns gemidos baixos, estavam me levando a loucura, mas eu tinha que me controlar. Não queria apressar as coisas. Não queria que acabasse rápido. Com Regina, tudo tinha que ser calmo e lento, para que durasse o maior tempo possível, e pudéssemos disfrutarmos mais do ato.

Desci arrastando meus lábios até chegar na base de suas costas, retirei sua calça, e no caminho de volta, beijei cada centímetro de suas pernas, até parar no bumbum. Passei meu nariz por ali, inspirando o doce cheiro do seu hidratante, e então o mordisquei, apertei, bati de leve, apertando-o em seguida, e dei alguns chupões, tendo os seus gemidos como resposta e agradecimento aos meus ouvidos, que ao captarem os sons, levavam as informações ao meu cérebro e me deixavam ainda mais excitada.

Com a boca e o auxílio dos dedos, retirei sua calcinha vermelha, deixando-a completamente nua. Admirei-a por alguns segundos e respirei fundo, tentando acalmar as batidas do meu coração.

— Você é tão linda. — Sussurrei em seu ouvido, após ter me deitado por cima dela novamente. Regina me olhou de lado, e sorriu. Um sorriso extremamente provocador, que só ela sabia dar.

Virei-a de frente para mim e ataquei seus lábios com pressa, dando-lhe um beijo quente. Senti suas mãos em meus cabelos, puxando-me mais para o contato e me arrepiei, soltando um gemido. Ao final, mordisquei sua língua e seus lábios.

E Regina gemeu mais uma vez. Gemeu alto. O mais alto que pôde, acredito.

Ouvir Regina gemer era algo tão bom e afrodisíaco, que eu poderia chegar ao ápice só os ouvindo.

— Faz pouco tempo que conheci os seus gemidos, mas já os considero bastante. — Disse bem-humorada, fazendo-a soltar uma gargalhada.

Voltei a beijar seu pescoço, quente de desejo, dessa vez, massageando seus seios desnudos, e Regina me fez estremecer soltando palavras eróticas, entrecortadas pela respiração ofegante e os gemidos, em meu ouvido. Eu podia sentir a minha calcinha mais que molhada. Ela estava destruída.

Com o calor que eu estava sentindo, e o suor que começava a percorrer pelo meu rosto, retirei minha blusa e a calça, jogando-as literalmente para o alto.

Voltei para o seu pescoço, mas não me demorei por ali. Desci para os seus seios e me deliciei com eles, enquanto escutava algumas palavras desconexas sair de sua boca, mas que tinham um poder de, como mágica, transformarem a nossa realidade em pura fantasia.

— Adoro a forma como você usa e abusa deles. — Regina sussurra de olhos fechados, enquanto estou chupando seus seios.

— E o que mais você gosta? — Sussurro a pergunta, libertando seus mamilos de minha boca, vendo o quanto ficaram vermelhos com os meus carinhos.

— Quando você me beija com vontade. — E então me puxa de uma vez, colando nossos lábios mais uma vez, beijando-os com vontade.

Ainda durante o beijo, escorreguei minhas mãos para a sua barriga, e quando cheguei perto de sua intimidade, pulei para as suas coxas. Uma das minhas áreas preferidas em seu corpo. Apertei-as com vontade, provavelmente deixando marcas, e comecei a passear com meus dedos por sua virilha, logo sentindo-a se arquear em antecipação. Sua respiração irregular denunciava o quanto estava excitada e esperava que eu a tocasse.

— Emma, não me tortura, por favor. — Suplicou, separando seus lábios do meu, e mordendo os seus, enquanto massageava um dos seios.

Atendendo o seu pedido, toquei sua intimidade, arrastando meus dedos por toda sua extensão. Estava tão molhada. Tão preparada.

Sem delongas, desci para as suas pernas, me acomodando entre elas, e lhe toquei com a língua em seu ponto mais sensível. Regina soltou um gritinho e tentou fechar as pernas, mas as segurei com força, dando continuidade com as minhas lentas lambidas por suas dobras molhadas. Meu amor agarrou minha cabeça, e forçou-a mais para o seu sexo. Parecia estar descontrolada.

Comecei a chupar a pele excitada entre seus grandes lábios e, quando me concentrei naquele ponto cheio de nervos, seu corpo tremeu, dando sinais de que estava próxima do ápice.

— Mais, Emma. — Pediu com a voz entrecortada. — Eu preciso de mais. — Sussurrou ofegante. — Atendendo seu pedido, enfiei dois dedos e ela arqueou a costas, prendendo minha cabeça com suas grossas coxas, empurrando-me mais ainda para sua intimidade.

À medida que ela se contorcia na cama, aumentei a velocidade das estocadas e dos movimentos da língua, que trabalhavam em conjunto para lhe oferecer o melhor dos prazeres.

Percebendo que ela estava prestes a gozar, deixei sua intimidade e subi para os seios novamente, mas ao toca-los com a língua, Regina me puxou mais para cima, e me beijou violentamente, soltando, segundos depois, um alto gemido dentro de minha boca, que ecoou pelo quarto e ressoou pelo teto alto e pelas janelas de vidro, denunciando seu orgasmo.

Completamente suada, cansada e muito excitada, sai de cima dela, e retirei as peças restantes em meu corpo, ficando completamente nua. Eu havia feito um árduo esforço para não gozar somente ouvindo seus gemidos. Voltei para cima dela, entrelacei nossas pernas, fazendo nossas intimidades se tocarem, e então comecei uma fricção lenta, mas que rapidamente teve sua velocidade alterada. Minha morena enlaçou minha cintura com suas pernas, aumentando ainda mais o contato, puxou-me pela nuca em direção aos seus lábios, e iniciou uma massagem gostosa em meus seios.

Fui aumentando a velocidade à medida que sentia meu orgasmo se aproximar.

Gemi na boca da minha professora, fechando meus olhos com força, e mordi seu pescoço, que apertou com força um de meus seios. — Mais rápido amor. — Pedi entredentes e ela aumentou a nossa velocidade.

— Juntas... — Pediu num sussurro, olhando em meus olhos, aumentando ainda mais a minha excitação, e eu assenti, beijando-a com vontade e me entregando ao orgasmo avassalador, sentindo-a também gozar embaixo de mim.

Joguei-me na cama ao seu lado, e ela veio para cima de mim, beijando-me ternamente e sorrindo depois, mexendo em meu cabelo e o colocando atrás da orelha. Estávamos exaustas devido ao esforço feito.

— Isso está ficando cada vez melhor. — Murmurei ofegante, arrancando uma gargalhada gostosa dela.

Regina me beijou mais uma vez, e ficamos trocando carícias durante alguns minutos até o sono nos vencer.

Notas finais
Estamos oficialmente na metade desta fanfic. Obrigada pelos comentários e pelos favoritos dos capítulos anteriores. Vocês são o combustível para o andamento dessa fanfic. Sem falar que é muito bom vê vocês pirando e surtando com alguns momentos hahahahaha Espero que tenham curtido mais um capítulo dessa fanfic, e até o próximo.