Next to Me
25 Next to me - 25
Quando chego de frente a escola, desço do táxi e fico parada olhando as pessoas ali em volta. Ao longe vejo Ruby e Ariel conversando, e Killian aos beijos com uma garota nova da nossa sala.
Decidi que não iria de imediato para a aula, iria para o meu cantinho do pensamento, como eu costumei chamar o local que vou sempre que estou triste ou com problemas, e também o local onde tudo aconteceu entre eu e Regina, seguido da tragédia.
Ao chegar à laje e me aproximar da beirada, noto no chão, marcas apagadas de sangue, e a primeira imagem que me vem mente, é Regina caída ao chão, exatamente naquele local, e eu ao seu lado, desesperada querendo saber o que havia acontecido.
Meus olhos começam a lacrimejar com a lembrança, e então tiro minha visão daquela parte do chão e levanto minha cabeça, olhando para o horizonte. Sento onde costumo me sentar, e começo a pensar nos problemas.
Sempre que eu tinha algum problema e não sabia o que fazer, como resolver, ou algo do tipo, quando Ruby não podia me ajudar, quem sempre vinha ao meu socorro era Regina, com ótimos conselhos, diga-se de passagem. Eu até dizia que ela poderia deixar de ser professora e se tonar psicóloga.
Mas dessa vez não será assim. Justamente a pessoa que poderia me ajudaria, é o tal problema, e infelizmente Ruby não pode me ajudar nessa.
— Que Droga! — Esbravejo, dando um pequeno e leve soco no chão. — Eu estou tão ferrada. — Encaro a tela do celular por alguns minutos, onde no papel de parede, há uma foto dos meus pais. Sentindo a necessidade de ver mais fotos, sigo direto para a galeria, logo dando de cara com várias fotos da minha pessoa com a Regina. Ótimo! Ao começar a observar as imagens, meus olhos enchem-se de lágrimas de saudade, e logo transborda pelo meu rosto. Eu não queria ter que me afastar dela. Não queria tê-la por perto apenas na escola, em suas aulas, quando ela voltasse da licença. E não é só pelo fato de eu está apaixonada, mas também por ela ser minha amiga, em primeiro lugar. E eu amo a sua amizade. Amo a sua companhia. Amo seus conselhos. Amo os seus amparos. O problema todo é que eu não consigo ter coragem para encará-la sabendo do que Robin está fazendo, já tendo até visto, e não poder contar. Eu só não consigo fazer isso. Sem falar que eu ainda terei que aturar a mulher sendo minha professora pelos próximos meses.
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Após passar alguns minutos, que mais pareceram horas, na indecisão de se afastar ou continuar como está, e fingir que nada sei, pois a última coisa que farei, é contar o que sei para a minha professora, porque já basta estar em casa sem fazer nada, com a memória ferrada e precisando de ajuda até para fazer suas necessidades, Regina não precisa de mais esse problema em sua vida, decido sair dali e ir para aula.
No caminho encontro Tinker, que iria justamente para a minha classe, dar aula de Gramática no lugar da Rê. Ficou assim desde que eles decidiram que não poderiam espera-la ficar boa, e que não poderíamos ficar sem as aulas. Ela me pergunta como eu estou, e em seguida quer saber se ao fim do dia, eu irei à casa de Regina, pois se sim, ela poderia me dar uma carona. Penso por alguns instantes e logo decido inventar uma desculpa. Digo que precisarei botar em dia, as os deveres de casa, e os trabalhos, e por isso não irei. A loira faz uma expressão estranha ao me ouvir falar, porém não contesta. Em seguida entramos na sala, encerrando nossa conversa.
Além das aulas de gramática, teríamos o Sr. Gold com física, David com matemática, MM com a sua história, e no fim, Tinker com a sua própria matéria, redação.
A tarde seria bem cheia.
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Durante as aulas, procurei me distrair ao máximo e não pensar nos problemas que me afligia.
Distrai-me tanto que quase fui expulsa da aula de física. Mas eu só me safei porque a coordenadora da escola é minha amiga e gosta bastante de mim. E então conversando com o professor, – Gold –, ela o convenceu a não me colocar para fora. Apenas me fez fazer uma folha inteira de contas da segunda lei de Newton, como castigo.
Tirando a aula de história, pois eu gosto demais da Mary, para atrapalha-la em suas explicações, todas as outras eu baguncei pra valer, irritando bastante os professores. Até mesmo Tinker que era sempre tão controlada.
Porém cada risada que eu dei de alguma bobeira que Killian ou Ruby falou, cada repreensão de um professor, que eu tive que ouvir, foi o suficiente para eu ter ficado com a mente ocupada, e assim, não pensar em Robin e a minha professora de Frances, e nem na minha decisão quanto a Regina.
No intervalo, a diretora resolve tirar uma com a minha cara, e me leva para eu terminar as provas que faltavam. Àquela altura, eu já nem lembrava mais dos assuntos. Eu só faltei pular em seu pescoço, quando no melhor momento da conversa, a mulher apareceu, chamando-me para acompanhá-la. Porém mais uma vez naquele dia, a coordenadora me salvou, pedindo para ficar comigo enquanto eu respondia tudo, e ainda me ajudou em algumas questões, dando algumas respostas.
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Quando o sinal da última aula tocou, eu estava arrumado minhas coisas dentro da bolsa, para ir embora, quando Killian nos chama para ir a uma festa que terá na casa da garota nova da nossa sala. A garota que ele estava se agarrando logo cedo.
A ideia era ir direto da escola, porém como eu tinha dado uma desculpa a Tinker, para não ir à casa de Regina, então para despistar e não ser pega no flagra, vou por um caminho diferente, e primeiro, sigo para a minha casa, para só depois aparecer por lá.
Para garantir que eu realmente vá para a festa, Ruby decide me acompanhar, porém antes de irmos para a minha casa, passamos na dela para dá uma olhada em sua avó, e saber se está tudo bem, e também para que troque de roupa e deixe sua mochila, e depois passamos em minha casa para que eu tome um rápido banho também, e faça um lanche, pois minha barriga já reclamava por falta de comida.
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Ao chegarmos ao local indicado por Killian, através de mensagens, constatamos que não é uma casa, como nos fora dito, mas sim, uma incrível e linda, mansão, cheias de pessoas lindas e ricas também.
Entramos no local bastante animado, pouco iluminado e barulhento, e seguimos direto ao encontro de Killian, que já estava aos beijos, quase passando para a próxima fase, com uma garota que eu nunca vi nada vida. Cumprimentamos alguns conhecidos que estavam dançando e conversando por ali, e pegamos nosso copo brilhoso, já o enchendo de vinho.
Após passar cerca de meia hora, sentada no sofá, apenas vendo as pessoas se esfregarem em minha frente, ao som de uma música bastante estranha, enquanto bebia meu vinho, resolvi mudar a minha vista e andar um pouco pela casa. Já que eu não tinha nada para fazer, iria explorá-la. Nunca havia entrado numa mansão. Não fazia ideia de como era. Esse seria a minha chance para matar minha curiosidade e saber quantas salas, cozinhas, banheiros e quartos tinham, e qual o tamanho de cada um, enquanto passa em minha mente, a ideia de que eu não gostaria de morar em algo tão grande, se eu não usaria nem metade daquilo. A meu ver, seria um desperdício.
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Durante o meu momento exploradora, não consigo ver metade da mansão, pois apenas o andar debaixo estava livre para nós. A partir das escadas, havia aquelas fitas de cena de crime, isolando a passagem. Então tudo que eu vejo são vários casais se beijando, ou tentando engolir o outro, alguns jovens quase nus, fazendo loucuras, algumas até engraçadas de se ver. Outros fumando cigarro e jogando a fumaça no rosto dos mais próximos, sem se importar com nada, alguns só conversando, eram os mais civilizados, aliás, e alguns botando tudo para fora. Essa era a área mais nojenta de se passar e ver. Acredito que quem for limpar isso tudo depois, estará muito bem arranjado com tanto vômito por meio metro quadrado.
Depois de fazer um pequeno tour pela casa, questionando-me diversas vezes, o que raios eu estava fazendo ali, pois eu não estava em clima algum, para festa, ainda mais sem ser em final de semana, volto para onde Ruby e Killian estavam desde que chegaram, pego agora, a garrafa de vinho toda para mim, e volto a me sentar na poltrona, observando as pessoas dançarem em minha frente. Se é que eu podia chamar de dança, o que eles faziam.
E após passar alguns minutos escutando as conversas de meus amigos, constatei que Killian já estava bastante bêbado, e Ruby não ficava para trás.
Talvez, só talvez, eu serei babá de alguém, quando isso tudo acabar.
Bem, cheguei a conclusão de que eu só estou aqui nessa festa, porque não tinha nada melhor para fazer, precisava distrair a mente, e já fazia algum tempo que eu não tomava vinho. E como seria de graça, eu não iria perder a oportunidade.
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Durante a noite, alguns garotos tentam se chegar em mim, para tentar algo, porém como não estou no clima, então quando os vejo se aproximarem, balanço logo a cabeça de forma negativa, para que entendam e não se aproximem. Ruby até estranha, pois eu não costumava rejeitar, quando me agravada de alguém, mas desta vez, eu estava quieta, apenas conversando e observando, enquanto ela e Killian faziam um rodízio de ficantes.
Já no final da festa, quando as pessoas começam a ir embora, Killian e Ruby me arrastam para um quarto junto com a dona da festa, e outra menina que eu não conhecia. Trancamos-nos no cômodo, que eu descobri logo depois, pertencer à dona da mansão, e logo Ruby e Killian começam a se agarrar com as garotas, enquanto eu me sento no chão e fico apenas observando a cena, bebendo o restante do meu delicioso vinho.
Logo começam a transar, e até tentam me puxar para participar, porém como não estou afim, apenas volto a me sentar no chão, e observar tudo atentamente.
Em alguns momentos, Ruby se agarrava com Killian, enquanto as outras duas se pegavam, e logo depois trocavam. Ruby, surpreendendo-me, pegava a dona da festa, ou a outra que eu não conheço, muito além de beijos, e depois voltava para o nosso amigo.
E nessa troca, troca, ficou durante toda a noite, até não aguentarem mais e caírem no sono.
Durante a madrugada, enquanto os outros dormiam, e eu tentava dormir, uma das garotas se levanta e vem até mim. Tenta me convencer a ficar com ela, e me beijar, porém eu não deixo, dizendo logo que estou cansada. Após muita insistência de sua parte, e de muito eu negar, a garota desiste e volta a dormir com os outros.
Mas como eu não consigo dormir, decido ir embora e ir dormir na minha casa, que seria mais confortável e muito melhor.
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Quando estou descendo as escadas, encontro uma garota acabando de chorar, toda suja de vômito, sentada no último degrau.
Rapidamente me aproximo dela para saber o que houve e tentar ajuda-la.
Após ajuda-la a se limpar, conversamos um pouco e ela me conta que tinha terminado um relacionamento de anos, e por isso estava chorando.
Depois de conseguir acalma-la um pouco, e conversarmos mais, trocamos número de telefone, e eu peço para leva-la em casa, já que estava se sentindo muito mal, com dores na cabeça e barriga.
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A casa da garota não ficava muito longe da minha, então depois que eu a deixei, sã e salva, em sua porta, não peguei um taxi novamente, fui andando mesmo. Queria e precisava caminhar um pouco. Hábito que consegui com Regina, que sempre adorou caminhar.
E enquanto eu caminhava, no silêncio da noite, Regina volta aos meus pensamentos.
Como será que ela está nesse momento? Será que está sentindo minha falta?
E o Robin? O que será que deve estar fazendo agora? Será que está em casa, cuidando de Regina? Será que está com a outra mulher?
Em meio a essas dúvidas e pensamentos, chego em minha casa, e ao entrar, vou direto para o banheiro. Tomo um banho rápido para tirar o suor e o cheiro de álcool, impregnado na pele, e logo após, vou para o quarto. Escuto um pouco de música, para o sono vir, e por fim, resolvo tentar finalmente dormir.
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