Next to Me

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Notas iniciais
Aproveitem o final de semana junto com elas.

A cada sinal que o táxi parava, mais ansiosa eu ia ficando. Meu coração já estava na garganta, de tão agoniado que ele estava. A agitação em meu estômago, nem se fala. Minhas mãos então... O suor que descia por ela, dava para encher um balde de 10l, se brincar...

Alguns minutos mais naquela agonia e finalmente o táxi chegou ao destino. Paguei ao motorista e desci do carro num pulo. Estava ansiosa por esse momento.

Respirei fundo olhando para o táxi, afastando-se de mim. Quando o veículo sumiu da minha visão, eu olhei para a porta da casa. Respirando fundo novamente, contei de um até dez e caminhei em direção à entrada.

Parei em frente à porta e olhei para o tapete, abaixei-me e pude ver o tal buraco citado por Tinker. Enfiei minha mão no mesmo e pude sentir algo gelado. Deduzi que era a chave dita pela minha professora, e então a puxei para fora. Como só tinham duas chaves, eu não demorei a achar a certa, e finalmente abrir a porta.

Fui entrando hesitante. Não sabia como encontraria Regina, nem onde a encontraria.

A cada passo que eu dava para dentro da casa, meu coração batia mais forma, e eu podia jurar que se alguém estivesse do meu lado, escutaria suas batidas.

Quando adentrei por completo no local, dando a visão da sala, pude perceber que a mesma estava escura e vazia.

Larguei minha bolsa em cima do sofá e fui caminhando a passos lentos e silenciosos até o quarto do casal.

A porta estava entreaberta e o mesmo estava parcialmente escuro, com uma luz fraca, que percebi ser o abajur da mesinha que há ao lado da cama, assim que abri por completo, a porta.

Assim que fixei meus olhos na cama, pude perceber que Regina dormia profundamente, com um meio sorriso nos lábios.

Sorri com a visão. Até dormindo ela é linda, e seu sorriso mesmo que pequeno, também não deixa de ser lindo.

Fiquei alguns minutos admirando aquela beleza incrível de Regina, e pude constatar que Robin tem uma sorte incrível de tê-la ao seu lado. Além de linda, é inteligente, humilde, carinhosa, tem bom coração, esforçada, se dedica ao que faz, e tenho certeza que é uma ótima esposa.

— Parece um anjo de cabelos negros, dormindo... — Murmuro baixinho, sorrindo com a imagem à minha frente.

Depois de alguns minutos velando o sono de Regina, decidi que não a acordaria agora. Deixaria que descansasse um pouco mais.

Em silêncio, sai do quarto e fui até a cozinha, pois como Tinker tinha dito, lá teria algo escrito que me diria no que deveria ajudar Regina.

Ao chegar ao cômodo, bastante grande para apenas duas pessoas, diga-se de passagem, pude notar em cima da mesa, um bloquinho com algo escrito. Supondo que seria o que Tinker avisara, me aproximei da mesma, logo pegando o objeto.

Na folha do bloquinho, dizia que eu a ajudaria em praticamente tudo. Ou tudo, eu acho.

Dizia onde algumas coisas ficavam para facilitar na hora da ajuda. Tinha também os horários dos remédios que ela estava tomando, uma lista de coisas que ela não poderia comer, e outra, de alimentos mais indicados para comer no momento, e alguns horários que seria bom sair um pouco com Regina, para andar pelo jardim em volta da casa, tomar um ar fresco e um pouco de sol.

— Parece que alguém voltou a ser criança. — Comento bem-humorada. Mas era bem isso mesmo que estava acontecendo naquele momento. Regina Mills tinha voltado a ser criança. Não com o mesmo tamanho, corpo e mente, mas ainda assim, uma criança.

•§•

Depois de observar por completo, o enorme cômodo, voltei para a sala e me sentei no sofá sem saber o que fazer.

Assim que me acomodo no lugar, meu telefone dentro da bolsa começa a tocar.

Como sempre, olho de forma apreensiva, para a tela do celular. Mas necessariamente, para o número que mostra na tela. Um número não salvo.

Com hesitação e respiração irregular, deslizo o dedo pelo botão de atender, e levo o celular à orelha. Mas antes que eu fale algo, alguém fala primeiro, e eu fico aliviada ao saber que era Tinker.

“Assim que essa ligação acabar, preciso salvar esse número, para não ter que passar por isso todas as vezes que ela me ligar.” Faço a nota mental.

Só te liguei para saber se você já chegou à casa de Regina... — Ela parecia apressada. Ao fundo, ouviam-se várias vozes falando ao mesmo tempo. Pude reconhecer a de Robin.

— Já estou aqui... — Olhei ao redor de mim. — Gina está dormindo feito um anjo, no quarto. — Sorrio ao me lembrar da imagem dela deitada naquela cama, dormindo de forma calma, como se nada de ruim tivesse lhe acontecido.

Ótimo... Você já sabe, não é? Se acontecer algo, me ligue. — Pude sentir seu tom preocupado.

— Claro... Não se preocupe, a bebê está em boas mãos. — Ouço Tinker rir do que falei.

Sei que sim... — Escuto Robin chamar por seu nome e ela lhe pedindo para esperar um pouco. — Bem, agora eu tenho que desligar... Bom final de semana. — Desejou-me.

— Boa sorte e bom final de semana. — Encerramos a ligação, e joguei o celular em cima do sofá, mas logo o peguei de volta, ao me lembrar de que tinha que salvar o número dela.

De repente, a imagem de Neal, povoa minha cabeça.

Lembrando-me do meu “pequeno” problema, resolvo ligar para a polícia, para saber se eles têm alguma notícia do safado.

•§•

Depois de conversar um pouco com um agente da delegacia, e saber que eles não têm nenhum sinal de vida do Neal, e eu xingar um pouco, ok, talvez muito, o trabalho deles por conta disso, encerro a ligação e ligo para Ruby, para saber o que minha amiga anda aprontando desde que saíra da escola com Killian e Ariel.

Assim que Ruby atende, é possível escutar um barulho alto de música eletrônica, e constato que eles provavelmente estão em alguma festa na casa de algum conhecido nosso, ou não conhecido, pois quase todos os finais de semana, somos convidados para irmos às festas de conhecidos, ou conhecidos de conhecidos, e por aí vai.

Killian, claro, passa um milhão de vezes em minha cara, que eu estou perdendo uma das melhores festas que já teve até agora, e de primeiro eu fico triste, por estar perdendo a tal festa maravilhosa. Eu adoro um “0800”. Porém logo mudo do humor, ao me lembrar de que o motivo é bastante bom para isso, e vale a pena eu estar perdendo a festa por ele.

Converso um pouco mais com os meus amigos, que devido ao jeito como falavam ao telefone, eu percebi que já estavam alterados, uma vez que, sempre que vamos à estas festas, eles logo ficam fora de si, e eu sou a única que fico sã por mais tempo, e já depois de ter aproveitado bastante da festa, é que fico como eles, e sempre quem nos leva para casa é a ‘’santa’’ Ariel, com exceção de algumas, em que eu sou a única que fico fora de si completamente e Killian e Ruby que ficam mais conscientes, me levam para casa, impedindo que eu faça besteiras pelo caminho.

Depois que encerro a ligação, deito-me no sofá e fico olhando ao redor, observando o quanto aquele lugar é limpo, organizado, e de bom gosto. Bem a cara de Regina mesmo.

Percebo alguns porta-retratos que tem em cima de um aparador, e então me levanto para ver melhor as fotos.

Em algumas fotos, tem Regina sozinha em alguns lugares da casa, e paisagens diferentes. Talvez passeios que ela deve ter feito. Tem algumas dela e Robin em vários lugares também. Tem algumas dela e uma mulher parecida com ela, que imago que deva ser sua mãe. Algumas dela e uma mulher ruiva, mas que tem o sorriso bastante parecido com o seu. Tem também de um rapaz e um senhor de idade, e por ultimo, uma foto que me surpreendeu.

Uma foto minha e dela, abraçadas em frente à escola.

Sorrio ao ver aquela foto ali, pois não sabia que ela tinha guardado, e muito menos que a mantinha ali, junto a aquelas outras fotografias, de seus familiares.

Uma foto que se eu lembro-me bem, fora Ruby quem tirou no ano passado, na metade do ano, assim que voltamos de um passeio que a escola tinha feito.

Pego o porta-retratos e o aperto em meu peito. Uma lágrima cai de meus olhos, e eu logo trato de enxugá-la. Olho mais uma vez a foto, e feito uma boba, fico passando o polegar por cima da parte de Regina, deposito um beijo ali, coloco no lugar de onde tirei e fico com um sorriso maior ainda, vendo mais uma vez onde aquela foto está. Eu acredito, e espero que esteja certa, que se essa foto está ali, é porque é importante para minha Gina.

Depois de contemplar um pouco mais a foto, volto para o sofá, deito-me mais uma vez e fico olhando para o teto escuro à minha frente.

Em meio a tantos pensamentos, acabo fechando os olhos para dormir, com um sorriso no rosto. O ultimo pensamento antes de perder a consciência e dormir, pertence à Regina, que estava agora, também, dormindo há poucos metros dali de onde eu estava.

Notas finais
Agora é com vocês!